sábado, 31 de julho de 2010

A Etxerat exige respeito pelos direitos dos presos nas estradas bascas


Apesar de a Ertzaintza ter tentado dificultar as mobilizações identificando várias pessoas, a Etxerat levou para as estradas a exigência de acabar com a «criminosa» política penitenciária e de repatriamento dos prisioneiros bascos, respeitando os seus direitos.

Bandeirolas, ikurriñas e folhetos em quatro línguas, exibidos e distribuídos em pontes e áreas de descanso, chamaram a atenção dos condutores para o sofrimento que gera a política de dispersão aplicada aos prisioneiros políticos bascos.



Os familiares e amigos dos presos políticos bascos vieram para as estradas bascas reclamar o fim da «criminosa» política penitenciária e denunciaram as violações de direitos de que os prisioneiros bascos são alvo.



Lembraram que a política de dispersão provocou a morte a 21 presos bascos e que 16 familiares e amigos perderam a vida em acidentes.



As mobilizações contaram com a adesão de centenas de pessoas, apesar de a Ertzainza ter procurado criar dificuldades, identificando os participantes.
Fonte: Gara

Fotos / Argazkiak: etxerat.info

Canção solidária com os presos políticos bascos

Já aqui apresentámos esta canção, cujo título é “Bihotzetatik zintzilik”. A letra é de Beñat Zarrabeitia e a interpretação está a cargo dos Siroka e de diversos colaboradores: Aritz Mendieta (Deabruak Teilatuetan), Endika Abella (121 Krew), Ines Osinaga (Gose), Xabi Solano (Esne Beltza) e Gorka Chamorro (Zein da Zein?). Alaia Martin participa como bertsolari.

A esquerda abertzale trabalha para que Setembro chegue com «avanços substanciais» na acumulação de forças


Txelui Moreno e Fermin Irigoien apresentaram-se hoje perante a imprensa em Iruñea para expor a reflexão da esquerda abertzale sobre a actual situação política.

Afirmaram que a esquerda abertzale vai trabalhar «sem férias» e fará um «enorme esforço» para alcançar acordos com forças políticas abertzales e de esquerda, chegando a Setembro ou Outubro com «avanços».

«Este Verão não pode ser mais um Verão», disse Moreno, antes de defender que «a activação popular pode acelerar todo o processo e criar o clima propício para que em Setembro se tenham dado avanços substanciais» numa estratégia de acumulação de forças.

Referiram que «existem condições para tal» e que Nafarroa «pode ser o motor de uma nova estratégia».

«Não é a altura para estarmos com debates estéreis ou com falsos protagonismos», pois estes «são tempos de responsabilidade, de cumplicidade, de elevação moral, respeitando os diferentes projectos e chegando a acordos naquilo que nos une».
Fonte: Gara

Alerta: Pena de prisão e inabilitação para dois zarauztarras com base em denúncia anónima


Uma denúncia anónima bastou à Audiência Nacional espanhola para condenar os dois jovens de Zarautz (Gipuzkoa). Foi a única prova. E bastou.
Dois jovens de Zarautz julgados na Audiência Nacional espanhola no dia 14 de Julho foram condenados a um ano de prisão e a seis de inabilitação, segundo fez saber o Movimento pró-Amnistia.
A única prova foi a denúncia feita por um cidadão anónimo contra os jovens, segundo afirmaram. «A natureza política da Audiência Nacional espanhola fica bem patente nesta sentença, utilizando mais uma vez o direito penal do inimigo para punir cidadãos bascos», afirmaram.
Fizeram um apelo à mobilização contra a repressão, «pois só a activação e mozilização dos cidadãos poderá acabar com a repressão».
Fonte: Gara

David Cebrian em liberdade, depois de sete anos na prisão

A Guarda Civil ocupou Berriozar, mas não conseguiu evitar que a recepção ao ex-preso acontecesse.

O habitante de Berriozar David Cebrian saiu na quinta-feira ao meio-dia da prisão de Ocaña (Toledo), depois de ter estado em várias prisões durante os sete anos de cativeiro. De acordo com a legislação espanhola, devia ter saído em liberdade quando cumpriu os 2/3 da pena, mas Cebrian cumpriu a pena na íntegra, até ao último dia, como é aliás habitual no caso dos presos políticos.
Grande presença policial
Passava já das sete da tarde quando o já ex-preso berriozartarra chegou à sua terra natal, acompanhado por familiares e amigos que se tinham deslocado logo ao início da manhã até à última das prisões que conheceu em consequência da política de dispersão. A Guarda Civil ocupou a Praça Eguzki desde o princípio da tarde, identificando e avisando os transeuntes que não podiam participar em nenhum acto de homenagem ao ex-preso.
Por fim, David Cebrian foi recebido por mais de uma centena de pessoas, que aguardavam num local fechado para o poderem saudar.
Fonte: eguzkiplaza.net via apurtu.org

Festas de Lizarra, em Nafarroa: duas abordagens, por Iñaki Vigor


Concertos alternativos nas txosnas e kalejira reivindicativa
O programa oficial das festas está repleto de eventos, mas uma dezena de colectivos de Lizarra preferiu organizar as suas próprias actividades no recinto das txosnas [barracas], situadas na parte de trás da estação de autocarros. Também convocaram uma kalejira [marcha, cortejo] reivindicativa, na qual serão denunciadas as detenções de vários jovens na batukada do ano passado.
VER: Gara

A UPN monopoliza pelo quarto ano o protagonismo do foguete festivo de Lizarra
Pelo quarto ano consecutivo, o lançamento do foguete que anuncia as festas de Lizarra estará a cargo da UPN, partido que ocupa a presidência da Autarquia e que tem 8 dos 17 vereadores que compõem a Assembleia municipal. Desta vez será a vereadora dos Serviços, María José Irigoyen, que terá a função de acender o foguete que dará início a sete dias de festa ininterrupta. Como em anos anteriores, a ikurriña voltará a estar proibida no varandim municipal.
VER: Gara

O EA critica a actuação da Ertzaintza na homenagem do Dia do Blusa
O Eusko Alkartasuna pediu explicações sobre a actuação da Polícia autonómica durante a tradicional homenagem aos familiares de presos gasteiztarras que tem lugar no Dia do Blusa, e que levou ao processamento de três pessoas por «enaltecimento do terrorismo».
A formação abertzale solidarizou-se ainda com as pessoas imputadas, tendo em conta as consequências que poderão advir da actuação da Ertzaintza. O EA considera que «foi um mau precedente» com vista às festas de Gasteiz e, num comunicado dirigido ao autarca do PSE, pediu que lembre aos responsáveis do Departamento do Interior de Lakua que as festas devem decorrer «num ambiente de calma e sem ataques à liberdade de expressão ou qualquer tipo de altercação».
Fonte: Gara
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Jaiak bai! Errepresiorik ez!
Festas sim! Repressão não!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Comentário político na Infozazpi Irratia



Floren Aoiz
http://www.info7.com/2010/07/28/comentario-politico-floren-aoiz-21/

O analista político analisa a actualidade em Euskal Herria.

Roma pede mais elementos a Madrid para entregar três jovens bascos


O Tribunal de Apelação de Roma solicitou mais informação à Audiência Nacional espanhola na audiência que teve lugar na quarta-feira para estudar os mandados europeus emitidos contra os jovens independentistas detidos em Roma, Zuriñe Gojenola, Artzai Santesteban e Fermín Martínez.
Os magistrados italianos não consideram que existam provas suficientes para aceitar o pedido de entrega enviado por Madrid e deram mais um mês para que a documentação seja completada. A audiência foi marcada para dia 1 de Setembro, sendo que até lá os três jovens vão continuar em prisões italianas.
Zuriñe, Artzai e Fermín foram detidos pela Polícia italiana no dia 11 de Junho, na sequência de um mandado europeu emitido contra eles, após a operação policial que teve lugar em Novembro e que se saldou com 34 jovens detidos.
Por outro lado, segundo fez saber o Movimento pró-Amnistia, Gaizka Likona, Karlos Renedo e Asier Coloma, presos em Lapurdi na sequência desse mesmo mandado europeu, encontram-se já encarcerados em prisões espanholas.
Fonte: Gara

A Esait convoca uma manifestação para dia 7 de Agosto em Gasteiz


A Esait, que «não está contra a selecção estatal, mas defende a selecção basca», pretende manifestar-se contra a presença da selecção espanhola de basquetebol em Hegoalde [País Basco Sul].

Gasteiz * E.H.
A Esait criticou o facto de a selecção espanhola de basquetebol, «que nega a oficialização da selecção basca», ir jogar um triangular nos dias 7 e 8 de Agosto em Gasteiz, e convocou uma manifestação para esse sábado.
«A sociedade basca não pode aceitar nem aceitará uma imposição que negue a sua identidade», razão pela qual a Esait convocou uma manifestação para o próximo dia 7 de Agosto, que partirá às 18h30 da Praça Bilbao da capital alavesa, com o lema «Face à imposição, a nossa para nós. Euskal Herria, nazio bat, selekzio bat».
http://www.esait.org/

Fonte: SareAntifaxista

Baionako bestak: já começaram!

Cinco dias de festa rija na capital de Lapurdi!

Baiona * E.H.
«Besta zuri-gorria lehertu da»
http://paperekoa.berria.info/plaza/2010-07-29/042/003/besta_zuri_gorria_lehertu_da.htm
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«Bayonne retrouve ses "bestazale"!»
http://www.lejpb.com/paperezkoa/20100729/212704/fr/Bayonne-retrouve-ses-bestazale

«Kantuz eta jostetan, helduak ostatuan eta haurrak karrikan»
http://www.gara.net/paperezkoa/20100730/212884/eu/Kantuz-eta-jostetan-helduak-ostatuan-eta-haurrak-karrikan

«Des traditions au goût du jour»
http://www.lejpb.com/paperezkoa/20100730/212930/fr/Des-traditions-au-goût-du-jour

«Landarretxe: "Ez gara jaietara joaten, jaiak egitera baizik"»
http://www.gara.net/paperezkoa/20100731/213117/eu/Landarretxe-Ez-gara-jaietara-joaten-jaiak-egitera-baizik

«"Vous" êtes les fêtes de Bayonne!»
http://www.lejpb.com/paperezkoa/20100731/213170/fr/Vous-etes-les-fetes-Bayonne

Fonte: SareAntifaxista

«baionako festak / fetes de bayonne!!!!»
http://baionaaskatu.blogspot.com/2010/07/baionako-festak-fetes-de-bayonne.html

Bizardunak - «Nazi de fresa»


O tema «Nazi de fresa» faz parte do álbum Bizardunak, lançado em 2009 pela banda iruindarra/pamplonesa Bizardunak.

Letra / hitzak: klikatu eta ikusi

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Advogados denunciam a utilização do tipo penal de «enaltecimento» para perseguir ideias e actividades políticas


Advogados e advogadas membros da Eskubideak compareceram ontem no Colegio de Abogados de Bilbo para fazer uma avaliação dos processos relacionados com a exibição de fotografias de presos e para apresentar «provas da não existência de crime na exibição pública dessas fotografias». Na conferência de imprensa não faltaram as fotos de vários advogados que se encontram actualmente encarcerados pelas suas actividades políticas, como Arantza Zulueta, Jon Enparantza, Iker Sarriegi, Iñako Goioaga, Aratz Estonba e Txema Matanzas, entre outros.

Ainhoa Baglietto e Atxarte Salvador, em nome de todos, recordaram que «ainda não passaram 24 horas desde que os edis abertzales de Berriozar foram absolvidos pela Audiência Nacional do crime de enaltecimento do terrorismo» e que passaram «apenas três dias desde que a unidade especial de anti-enaltecimento da Polícia basca irrompeu num almoço de familiares de presos políticos bascos» na Alde Zaharra de Gasteiz e imputou a vários deles esse mesmo delito.

Para além disso, fizeram referência à sentença da Audiência Nacional que absolveu da prática desse crime uma trabalhadora do bar Ezpala, em Iruñea, que foi julgada por não retirar as imagens dos perseguidos políticos depois de a Polícia lho ter pedido.

Os advogados e advogadas da Eskubideak denunciaram «a utilização expansiva, atípica, contra a libertatis e o mau uso do tipo de 'enaltecimento do terrorismo' previsto e punido no artigo 578 do Código Penal por parte dos responsáveis do Governo basco e navarro, bem como pelos seus comandos policiais».

Três marcos
Salientaram que, durante o ano passado houve «três marcos jurídicos de enorme transcendência no plano prático», que na sua opinião «tornam especialmente grave a perseguição exercida por diferentes polícias sobre um corpo social que não desiste da reivindicação de que a sua proximidade pessoal, afectiva, familiar e política com os presos está dentro do exercício do direito à livre opinião, manifestação e do direito à participação na vida pública».

O primeiro deles, segundo sublinharam, foi a conferência que o Relator especial da ONU para os Direitos Humanos e a Luta Antiterrorista pronunciou em Outubro de 2009 na UPV, em Leioa, na qual salientou que, por trás da exibição das fotos dos presos, 'há uma motivação mais humana que verdadeiramente uma incitamento à violência'».

O segundo é «a sentença do TSJPV de Novembro de 2009, que lembrou ao Governo basco que a utilização destas fotografias numa concentração não pode, por si mesma e em princípio, ser entendida como ilegal ou que menospreze as vítimas do terrorismo».

Por último, referiram a sentença do Supremo Tribunal de 2010 que absolveu a autarca de Hernani, depois de ter sido condenada pela AN por pedir um aplauso para Mattin Sarasola e Igor Portu e os restantes prisioneiros. «Nesta absolvição afirma-se que a proximidade pessoal e afectiva não é um crime», realçaram.

Manifesto assinado por mais de cem advogados
Baglietto afirmou que «estas opiniões fundadas foram obviadas por parte da classe política, de uma forma que raia o crime de prevaricação, tendo-se intensificado a perseguição às pessoas e manifestações nas quais se levem fotografias de presos políticos bascos como se fosse uma verdadeira cruzada contra a liberdade de expressão, querendo fazer desaparecer estas fotos de pessoas presas por motivação política, inclusive negando-lhes o carácter de pessoas com direitos».

Por tudo isto, a Eskubideak elaborou um manifesto de «índole especificamente jurídica», já assinado por mais de uma centena de advogados a nível estatal, no qual sustentam que «levar fotografias de pessoas presas, denunciando a violação de direitos, é expressão de proximidade afectiva e pessoal, e isso não é crime».

Além disso, criticam a utilização do tipo penal de «enaltecimento do terrorismo para a perseguição de ideias, manifestações e actos políticos, já que o uso sistemático contra libertatis viola a jurisprudência sobre o direito à liberdade de expressão, de ideias e do direito a participar em assuntos políticos dos cidadãos».
Eskubideak está a pensar apresentar queixas por entender que «a exibição de fotos não é crime e a denúncia da violação de direitos é algo fundamental que é necessário fazer».

Por último, critica o facto de as autoridades governativas «estarem a violar o direito dos cidadãos a um juiz natural e a transformar a Audiência Nacional num agente político ao qual recorrem as autoridades político-policiais, não tanto para lhe dar conta da possível existência de um crime, mas para que intervenha como tribunal central de instrução e proíba actos e evocações, bem como mensagens políticos que não querem ouvir».
Fonte: Gara

Entrevista a Amaia Izko, advogada dos vereadores de Berriozar recentemente absolvidos pela AN

Amaia Izko: «Este julgamento foi o resultado de uma birra política»

Amaia Izko analisa a sentença relativa ao txupinazo de Berriozar e critica o facto de um caso como estes, que considera ter sido consequência «de uma birra política», ter chegado aos tribunais.
Fonte: apurtu.org

Leituras


«...de todas maneras va...», de Ezker Abertzalea

«La legítima violencia (y II)», de Javier RAMOS SÁNCHEZ, jurista

«¿Politización de fiestas de Bilbao por las Komparsas?», de Mikel ARIZALETA, cidadão

«¿Libertad de expresión...?», de Fermin GONGETA, sociólogo

A Etxerat vai levar a defesa do direito dos presos até às praias e estradas


Numa conferência de imprensa em Donostia, a Etxerat deu a conhecer as novas iniciativas que tem preparadas para os próximos dias.
Periko Estonba e Lurdes Zabalegi lembraram que existem actualmente 710 presos políticos, quase todos fora de Euskal Herria, a uma distância média superior a 700 km de suas casas.
Desde que a política de dispersão começou a ser aplicada em força, morreram 21 presos políticos e 16 familiares e amigos perderam a vida na estrada. Por outro lado, há ainda a realidade das «despesas impressionantes que a dispersão política representa» e que consideram uma forma de «chantagem». Por ano, «representa qualquer coisa como 15 milhões de euros», afirmaram.
Para denunciar a política penitenciária e exigir que os presos bascos, senhores de todos os seus direitos, sejam repatriados, virão para as estradas de Euskal Herria no sábado, 31 de Julho, entre as 12h00 e as 13h00.
Depois, no dia 1 de Agosto, realizarão uma concentração em Loiola, para interpelar os representantes do Governo de Lakua que nessa ocasião visitam a basílica.
Por fim, no dia 8 de Agosto, a defesa dos direitos dos presos chegará às praias, numa iniciativa que irá decorrer entre as 12h00 e as 13h00.
Os representantes da Etxerat pediram aos cidadãos bascos que participem nas mobilizações, «porque é hora de manifestar solidariedade e de compromisso».
Fonte: etxerat.info e Gara

Iniciativas recentes em defesa dos direitos dos presos
No sábado passado, realizou-se o Amnistia Eguna em Azpeitia (Gipuzkoa), no âmbito das festas locais, uma jornada solidária com os presos políticos em que participaram mais de 70 associações e cerca de 500 pessoas.
Também em defesa dos direitos presos políticos e dos refugiados, no domingo ao fim da tarde cerca de 250 pessoas participaram numa manifestação em Zornotza (Bizkaia). Fizeram o percurso com velas na mão, enquanto os familiares de presos e refugiados levavam uma faixa. No final, atearam fogo a uma cela de cartão, fazendo ouvir «espetxeak apurtu».
Fonte: askatu.org e askatu.org

A Ertzaintza andou em Villabona a remover símbolos a favor dos presos
Segundo fez saber o Movimento pró-Amnistia, a Ertzaintza andou ontem de manhã pelas ruas de Villabona (Gipuzkoa) a remover cartazes e faixas alusivos à solidariedade com os presos, que se vêem em grande quantidade nesta altura, em virtude de estarem a decorrer as festas da localidade.
O Movimento pró-Amnistia criticou de forma veemente a atitude que a Ertzaintza está a ter este Verão, reprovando o facto de andarem no ambiente das festas e nos espaços festivos de armas ao ombro, «conscientes de que dessa forma podem gerar graves consequências».
Crêem que esta ocorrência é «especialmente grave» em Villabona, quando esta semana vai fazer um ano que faleceu o vice-presidente da Câmara Remi Ayestaran. No entender desta organização, «não é nenhum acaso que os ertzainas se andem a pavonear pelas ruas de Villabona precisamente esta semana».
Fonte: Gara
Por outro lado, o Movimento pró-Amnistia fez saber que a presença da Guarda Civil junto ao monte Txindoki (Gipuzkoa) tem sido «constante e asfixiante». Andam «para cima e para baixo de metralhadora ao ombro», tendo-se cruzado com diversos montanhistas. De acordo com a organização anti-repressiva, já identificaram e interrogaram algumas destas pessoas, e também já fizeram sentir a sua presença na localidade próxima de Larraitz, onde a «Guarda Civil anda a identificar e interrogar diversos cidadãos».
Fonte: Berria

Transferências de presos bascos nas prisões francesas
Os presos políticos bascos que estiveram em greve de fome em prisões do Estado francês como forma de luta contra a situação de isolamento foram transferidos nos últimos dias.
Arkaitz Agirregabiria, que levou a cabo uma greve de fome de 33 dias na prisão de Bourg-en-Bresse, foi levado para a prisão de Bordéus, onde se encontram outros presos bascos; Saioa Sanchez foi transferida para Poitiers; Maite Aranalde, Eñaut Aramendi e Mattin Olzomendi foram levados para Chateauroux; Mikel Karrera, para Poitiers Vivonne.
Fonte: askatu.org e askatu.org

Gaizka Likona, Asier Coloma e Carlos Renedo, extraditados há duas semanas
Estes jovens escaparam à operação policial de Novembro contra a juventude independentista e passaram a viver em Lapurdi, até que foram detidos, a 6 de Maio. Depois de alguns adiamentos, o Tribunal de Pau deu luz verde à entrega que tinha sido solicitada pelas autoridades espanholas. Os jovens foram extraditados há duas semanas.
Fonte: askatu.org

Euskal Herriko jaiak 2010: populares, reivindicativas, solidárias e livres...


Etxarriko eta Lizarrako jaiak, Nafarroan: borroka eta festa!

Em Lizarra, há festa garantida nas txosnas entre 29 de Julho e 3 de Agosto.

Em Etxarri-Aranatz, a festa, com um «herri programa» variado e atractivo, vai de 31 de Julho e 6 de Agosto. Quem puder dar um salto a Lizarraldea ou ao belo vale de Sakana, tem festa garantida. Jaiak bai, borroka ere bai!
Fonte: apurtu.org e apurtu.org

Em Gasteiz, a Comissão de Blusas denuncia a detenção da sua presidente pela Ertzaintza
A Comissão de Blusas e Neskas de Gasteiz tornou público na terça-feira um comunicado conjunto com a Comissão de Txosnas em que denunciava a detenção por parte de agentes da Ertzaintza da sua presidente, que consideram «como uma agressão contra toda a Comissão».
Para as comissões, o facto representa «uma nova violação de direitos por parte da Polícia Autónoma basca». Recordaram que foi detida juntamente com outras duas pessoas no dia 25 quando participava «num acto em solidariedade com os familiares de presos» políticos.
Lembraram ainda «o que se passou o ano passado nas festas, ou seja, a remoção da faixa de uma cuadrilla ou a ronda diária da Polícia de choque pelo espaço das txosnas».

Na antevéspera de La Blanca, txosnas e blusas fizeram ainda questão de convidar os cidadãos a contribuir para umas festas participativas e reivindicativas. Pediram apoio, por exemplo, para a homenagem à ikurriña e para o «entxosnazio eguna», dia central das festas no espaço das Txosnas. Gasteizen, entxosnatu!
Fonte: Gara e SareAntifaxista

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O ST afirma que os depoimentos em sede policial não bastam para condenar e absolve quatro jovens


O Supremo Tribunal espanhol absolveu quatro dos oito jovens da comarca de Lea-Artibai (Bizkaia) que foram condenados a seis anos de prisão pela Audiência Nacional espanhola por pertencerem à Segi. O alto tribunal afirma que «os depoimentos realizados em sede policial não podem ser considerados em si mesmos provas acusatórias».

O Supremo Tribunal espanhol absolveu por falta de provas Ainhoa Pagoaga, Iban Etxebarria, Urko Pagoaga e Borja Oregi, condenados a seis anos de prisão pela Audiencia Nacional espanhola por pertencerem à Segi, e confirmou a pena atribuída a Estebe Gandiaga, Zaloa Zenarruzabeitia, Eneko Etxaburua e Eneko Ostolaza.

De acordo com as informações divulgadas pela agência Europa Press, o tribunal aceitou parcialmente o recurso dos quatro primeiros e baseou a sua sentença absolutória no facto de os quatro jovens apenas se terem dado como «culpados» em dependências policiais. Para o Supremo, «os depoimentos realizados em sede policial não podem ser considerados em si mesmos provas de acusação», mas devem ser apreciados pelo tribunal e, através deles, «poder-se-ão obter dados que conduzam a outras provas, estas sim estritamente processuais».

«Mesmo quando o depoimento tiver valor, a prova acusatória não é constituída na realidade pelo conteúdo do depoimento policial considerado em si mesmo e isolado de qualquer elemento, mas pelo dado objectivo de carácter incriminatório já apresentado nesse depoimento, cuja realidade foi posteriormente comprovada por outros meios», indica o ST na sentença.

No caso de Oregi, a sentença refere que, embora este jovem tenha reconhecido que fazia parte de um grupo que executava acções de kale borroka, «nem todas as pessoas que executam actos de violência de rua devem ser por isso considerados membros da Segi, pois tais actos são cometidos por outros membros de organizações ou colectivos diferentes».

Pelo contrário, no momento de confirmar a condenação de Gandiaga, Zenarruzabeitia, Etxaburua e Ostolaza, o Supremo já aceitou os depoimentos incriminatórios arrancados a Oregi em sede policial, afirmando que estes são corroborados pelas declarações de dois funcionários policiais que seguiram esses jovens e pela documentação apreendida quando foram detidos.

Denunciaram tortura
Estes oito jovens de Lea-Artibai, detidos no dia 23 de Janeiro de 2008 e encarcerados três dias depois, foram os primeiros a sentar-se no banco dos réus da Audiência Nacional espanhola acusados de pertencer à Segi desde que o Supremo Tribunal espanhol considerara a Jarrai, a Haika e a Segi como «organizações terroristas».

Durante o julgamento, afirmaram múltiplas vezes que estavam a ser julgados exclusivamente pela sua militância política. Todos se recusaram a responder às questões do magistrado da acusação e recordaram que os depoimentos dos interrogatórios foram obtidos sob tortura, como já antes tinham denunciado.
Fonte: Gara
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Leitura relacionada: editorial do Gara - «Não constituem prova, mas são admitidos como tal»

Jorge Rafael Videla está no Facebook

O ditador responsável por um dos períodos mais tenebrosos da história da Argentina, com milhares de pessoas assassinadas, desaparecidas e exiladas, está inscrito no Facebook. Ariel Sharon, que em 1981 autorizou os massacres contra a população palestiniana refugiada nos campos de Sabra e Shatila, também faz parte da rede social.

Ao invés, Arnaldo Otegi, o líder da esquerda abertzale que manteve «um discurso pela paz» (como reconheceu o próprio Zapatero, em 2006), acaba de ver suprimida a sua conta no Facebook pela segunda vez. Otegi contava com 4600 amigos e seguidores. Não só fecharam a sua página como também apagaram o seu perfil.

A empresa justifica a supressão argumentando que «o perfil de um usuário só pode ser administrado pelo titular do mesmo e não por terceiras partes ou representantes legais». Essa explicação não me convence. Como explicam que Sharon o Radovan Karadzic mantenham a sua página?

Esta empresa intangível formada por 500 milhões de usuários e usuárias, constitui o terceiro 'país' mais povoado do mundo, depois da China e da Índia. E suscita mais interesse que o tigre e o dragão, juntos ou em duelo. Os activos do Facebook (a sua vantagem mais competitiva) são as usuárias, adeptos, amigas e seguidores inscritos, e a informação que geram, bem como uma publicidade auto-referencial que se transfere - e transita - 'livremente' pela rede, graças à aplicação de técnicas e estratégias de marketing que «te ajudam a comunicar e partilhar a tua vida com as pessoas que conheces». É o Facebook um estado de direito virtual em que se pode exercer a liberdade de expressão?

Belén MARTÍNEZ
analista social
Fonte: Gara

Ofensiva contra o independentismo: A AN decidirá em breve se mantém no processo contra o Batasuna onze dos imputados


A Audiência Nacional espanhola tomará uma decisão nos próximos dias sobre os argumentos ontem apresentados pelas defesas dos 40 membros da esquerda abertzale indiciados no sumário 35/02 contra o Batasuna para que onze deles não sejam levados a julgamento. O juiz Baltasar acusa estes 40 abertzales de desenvolver um plano de financiamento através das herriko tabernas, que, segundo a Polícia, estaria às ordens da ETA.

O tribunal especial deverá decidir nos próximos dias se aplica o princípio de «coisa julgada» a sete dos processados. Terá ainda de decidir se aceita o pedido de prescrição relativo a três dos casos e se julga Karmelo Landa, que, como alegaram os seus advogados, gozava de imunidade enquanto eurodeputado.

Em concreto, as defesas pediram que seja aplicado o princípio de «coisa julgada» a Adolfo Araiz, Karlos Rodríguez, Mikel Arregi, Juanpe Plaza, Floren Aoiz e José Luis Elkoro, porque já foram julgados e condenados em 1997, juntamente com outros membros da Mesa Nacional do Herri Batasuna, e, no caso de Elkoro, também por ter sido condenado pelos mesmos factos no processo 18/98.

Os advogados também alegaram «coisa julgada» para Joseba Imanol Kortazar, já que foi condenado no Estado francês por «associação de malfeitores».

No caso de Adolfo Araiz, os advogados de defesa reclamaram a prescrição dos factos que se lhes são imputados – entre 1988 e 1991 –, com base no Código Penal então vigente. O mesmo argumento foi apresentado para Santi Hernando, Josu Iraeta e José Antonio Egido.

Em todos os casos, o magistrado Vicente González opôs-se ao pedido da defesa.

A Procuradoria pede 372 anos de prisão para os 40 processados. A pena mais alta - 12 anos de prisão - é pedida para Arnaldo Otegi, Joseba Permach e Rufi Etxeberria. Para outros vinte processados, solicitam 10 anos de prisão. Trata-se de Karmelo Landa, Juan Kruz Aldasoro, Joseba Álvarez, José Luis Elkoro, Josu Iraeta, Adolfo Araiz, José Antonio Egido, Txekun López de Aberasturi, Karlos Rodríguez, Mikel Arregi, Esther Agirre, Miren Jasone Manterola, Floren Aoiz, Kepa Gordejuela, Isa Mandiola, Juanpe Plaza, Antton Morcillo, Santi Hernando, Xanti Kiroga e Jon Gorrotxategi.

E pedem 8 anos para José Luis Franco, Maite Amezaga, Joseba Garmendia, Juan Francisco Martínez, Juani Lizaso, Jaione Intxaurraga, Joseba Imanol Kortazar, Rubén Granados, Enrike Alaña, Agustín Rodríguez, Patxi Jagoba Bengoa, Idoia Arbelaitz, Izaskun Barbarias, Sabin del Bado, Bixente Enekotegi, Andrés Larrea e Pedro Félix Morales.
Fonte: Gara

A apropriação do património público pela Igreja Católica, por Jose Mari Esparza



Entrevista a Jose Mari Esparza na Infozazpi Irratia
http://www.info7.com/2010/07/22/jose-mari-esparza/

O membro da Plataforma por la Defensa del Patrimonio Navarro explica a polémica surgida com as apropriações que a Igreja Católica está a levar a cabo em Nafarroa e em toda Euskal Herria.

Aste Nagusia: O autarca de Bilbau intensifica ameaças e aquece o ambiente


Azkuna volta à carga contra a Bilboko Konpartsak por causa do protesto
As reuniões que a Bilboko Konpartsak tem mantido com comerciantes e hoteleiros para dar a conhecer o protesto que vão a realizar durante a Aste Nagusia [Semana Grande] foram consideradas por Inãki Azkuna como «pressões». O autarca jeltzale voltou a utilizar um tom ameaçador contra a federação de comparsas, assegurando que a Câmara Municipal «irá pressionar por outros sítios», sem especificar as formas ou as razões para tais démarches.

Esclarecimentos da Komantxe
Por outro lado, comparseros da Komantxe deram uma conferência de imprensa na segunda-feira de manhã para responder às informações publicadas nos órgãos de comunicação durante as últimas semanas. Os porta-vozes da comparsa do movimento okupa de Bilbo lembraram que já participam há vários anos nas actividades da Bilboko Konpartsak e que não são um «disfarce» para «burlar» a sanção imposta pelo Município de Bilbo às comparsas Kaskagorri e Txori Barrote, que não poderão instalar txosnas pelo facto de terem mostrado fotografias de perseguidos políticos bascos.
Ver: Gara

As coisas claras: Komantxe konpartsa!


Excerto da conferência de imprensa da Komantxe.
Fonte: SareAntifaxista

O juiz Pablo Ruz deu ordem de prisão a Garikoitz Garcia


O juiz da Audiência Nacional espanhola Pablo Ruz deu ordem de prisão a Garikoitz Garcia, acusado de ligação à ETA e de posse de armas. O preso basco tinha sido entregue às autoridades espanholas pela Justiça portuguesa na sexta-feira, quando ainda decorria o prazo para apresentar recurso da decisão, o que levou o advogado de defesa, José Galamba, a falar na existência de «irregularidades» no caso.
Garcia foi detido a 9 de Janeiro em Portugal - tal como Iratxe Yañez -, quando fugiam de Espanha.
A Audiência Nacional espanhola solicitou que a Justiça portuguesa os deixasse nas suas mãos, e Portugal acedeu.
Fonte: Berria

A Ertzaintza retirou fotos de presos da herriko taberna de Agurain
De acordo com o Movimento pró-Amnistia, entraram na herriko de Agurain (Araba) na segunda-feira à tarde, pelas 18h, tendo levado dali fotos de presos políticos da localidade e ainda um cartaz em que apareciam figurados todos os presos. Depois redigiram uma acta.
Fonte: Berria

terça-feira, 27 de julho de 2010

Txelui Moreno: «A ETA está a procurar facilitar o processo democrático»


A paragem da acção armada da ETA coincidiu com o debate interno que a Ezker Abertzalea empreendeu nos últimos meses. As reuniões no seio das bases deste movimento propiciaram o trabalho conjunto entre a formação ilegalizada e o EA.

Uma aventura de futuro que, sob a designação de pólo soberanista, pode vir a conhecer novos companheiros de viagem.

A organização armada, defende Txelui Moreno, apoiou nos seus últimos comunicados os passos que os dirigentes abertzales têm vindo a protagonizar.

«A única leitura que se pode fazer deste ano sem acções armadas da ETA é que a organização armada aposta no processo democrático e procura facilitar o seu desenvolvimento, como deixou claro nos seus últimos comunicados», sublinha Moreno, porta-voz habitual nos últimos tempos da Ezker Abertzalea, que lembra também as opiniões que a organização manifestou desde que foram conhecidas as conclusões do debate interno desta sensibilidade política.

Por outro lado, Moreno não deixa de abordar a Lei de Partidos, lamentado o facto de o Executivo de Zapatero «não desactivar» as «medidas repressivas», mesmo tendo em conta os gestos que o outro lado tem vindo a manifestar:
«Infelizmente, não podemos dizer o mesmo do Governo espanhol, que não desactivou as medidas de excepção que incidem sobre os cidadãos bascos, mantém como reféns militantes políticos, mantém ilegalizadas organizações políticas, continua a recorrer ao poder judicial como aríete repressivo e não esclareceu o desaparecimento e a morte de Jon Anza nem os sequestros "express" de militantes abertzales».
Fonte: lahaine.org

Comentário político na Infozazpi Irratia



Iñaki Altuna
http://www.info7.com/2010/07/26/comentario-politico-inaki-altuna-19/

O jornalista do Gara analisa as reacções ao último comunicado da ETA e comenta outros aspectos da realidade política basca.

O militante político basco Jon Anza foi enterrado num cemitério de Lapurdi


Na cerimónia, que decorreu ontem de manhã e teve um carácter íntimo, houve um aurresku de honra e fizeram-se ouvir canções, bertsos e som da txalaparta. Estiveram presentes familiares e amigos de Jon, para além de pessoas do seu bairro, Intxaurrondo, e membros do Movimento pró-Amnistia.

Fonte: askatu.org
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Mais fotos: argazki batzuk

A AN absolve os três vereadores de Berriozar


A Audiência Nacional absolveu os três edis da esquerda abertzale de Berriozar (Nafarroa), que eram acusados de «enaltecimento do terrorismo» pelo txupinazo de 2009.
Na sentença, a Audiência Nacional não aprecia uma «finalidade de louvar ou homenagear membros da ETA» no início das festas de Berriozar do ano passado. Para o tribunal espanhol, a acusação lançada pelo Ministério Público «não ficou provada», pelo que absolve Fermín Irigoien, Ezequiel Martínez e Izaskun Cebrián, para quem a Procuradoria pediu 18 meses de prisão.
O tribunal insiste na ideia de que a prova apresentada pela acusação «não serve para descartar outras possíveis e razoáveis versões dos factos», já que «deixa uma margem de dúvida suficiente e razoável sobre a verdadeira intenção e envolvimento» dos acusados.
Fonte: Gara

Refugiados: Kizkitza Gil de San Vicente não foi extraditada e pode viver em liberdade em Iparralde
A juíza francesa Laurence Levert não ficou convencida com os argumentos apresentados pela Audiência Nacional espanhola para fundamentar o pedido de extradição da ex-presa política Kizkitza Gil de San Vicente, pelo que não se mostrou favorável à sua entrega.
Kizkitza Gil de San Vicente saiu em liberdade a 22 de Março, mas, como na véspera tinha sido apresentado um mandado europeu contra ela, continuou presa.
O seu advogado solicitou então que fosse posta em liberdade durante o decorrer do processo, o que veio a ocorrer. Agora, poderá viver em Ipar Euskal Herria sem qualquer impedimento.
Fonte: apurtu.org

Pelo repatriamento de presos e refugiados, diversas mobilizações


Como acontece todas as sextas-feiras, centenas de pessoas em diferentes localidades de Euskal Herria vieram para as ruas para exigir o repatriamento dos presos e refugiados bascos. Não obstante, esta semana foi especial, uma vez que na quinta-feira as mostras de solidariedade chegaram também ao Tourmalet, cume dos Pirinéus em que terminava a etapa rainha desta edição do Tour.
Muitos dos seguidores bascos que se deslocaram até ali para ver de perto a prova aproveitaram a ocasião para mostrar fotografias dos presos à passagem dos ciclistas.
Tudo isso apesar de, como informou a Etxerat, a Polícia francesa ter tentado impedir que tal acontecesse, tendo inclusive arrebatado os retratos a várias pessoas. Ainda assim, não puderam evitar que fotografias e bandeirolas que exigiam o repatriamento fossem captadas pelas câmaras de televisão e pelos fotógrafos.

No que diz respeito aos protestos de sexta-feira, 31 pessoas mobilizaram-se em Getaria, 20 em Bera, 42 em Lizarra, 23 em Mundaka, 75 em Zornotza, 70 em Lazkao, 262 em Ondarroa, 241 em Iruñea, 60 em Oñati, 55 em Galdakao, 120 em Lekeitio, 38 em Lizartza, 80 em Bilbo (em frente à Sabin Etxea), 400 em Errenteria, 26 em Barañain, 29 em Andoain, 80 em Bergara, 45 em Urretxu-Zumarraga, 8 em Gatika, 170 em Zarautz, 72 em Algorta, 41 em Etxarri-Aranatz e 320 em Gasteiz.
Além disso, para denunciar o julgamento da Udalbiltza, 60 habitantes concentraram-se em Otxandio (entre eles vereadores do PNV, EA e esquerda abertzale), 62 em Aulesti, e outros 60 em Lezo.
Fonte: Gara

As presas bascas posicionam-se contra o isolamento em Alcalá-Meco
As presas políticas bascas encarceradas em Alcalá-Meco realizaram no domingo um protesto para denunciar o isolamento a que está sujeita Amaia Elkano, sozinha numa secção. Com este protesto, pediram que se acabe com o isolamento.
Por outro lado, em Lekeitio (Bizkaia) realizou-se o Elkartasun Eguna. A jornada solidária contou com uma marcha montanhista e até com uma maskarada organizada pelos mais jovens. A Ertzaintza identificou três assistentes e apreendeu algumas imagens de presos. Cerca de 300 personas participaram no almoço popular.
Fonte: Gara

Pelos presos, nos campos de Aixerrota
No dia do tradicional concurso de paellas de Aixerrota, em Getxo (Bizkaia), a Etxerat organizou uma concentração solidária, em que participaram cerca de 200 pessoas, com as fotos dos presos da localidade na mão, e também bertsolaris. Entretanto, no espaço das festas viam-se muitos cartazes a favor dos presos, bem como autocolantes, guardanapos, fotos e slogans solidários.
Fonte: etengabe

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Udalbiltza: Fica em evidência a fraca preparação do julgamento por parte da acusação


As testemunhas que a acusação chamou a depor na sessão de sexta-feira também não foram capazes de recordar com certeza os detalhes da operação. Assim, a acusação popular recorreu a factos que constam dos relatórios para obter as respostas desejadas.

Os oito polícias, testemunhas de acusação, que depuseram na sexta-feira no tribunal que dirige o processo contra a Udalbiltza seguiram a mesma bitola dos companheiros que testemunharam na quinta-feira. A maior parte não se lembrava dos detalhes da operação e houve quem se tenha esquecido de factos mais relevantes, como as detenções ou buscas em que tinha participado. «Não me lembro, mas se vem no relatório é porque assim é» foi a frase mais vezes pronunciada pelos polícias.

Já passava das dez da manhã quando uma das secretárias do tribunal chamou os arguidos para que entrassem na sala; também chamou Xabier Alegria, sem se aperceber de que este já se encontrava lá dentro, custodiado por dois polícias. Foi desta forma que se iniciou a quarta e última sessão do julgamento até Setembro, que decorreu em menos de uma hora. Prestaram depoimento seis das testemunhas de acusação notificadas para este dia e duas das que não tinham comparecido no dia anterior; tinham participado tanto nas buscas efectuadas nas sedes da instituição nacional de Iruñea e de Astigarraga como nas detenções de Lander Etxebarria, Eider Casanova, Karmele Urbistondo e Oskar Goñi, bem como nas buscas às suas casas.

Todos se lembram do Zutabe
O magistrado Juan Moral perguntou às suas testemunhas como eram as sedes ou casas que revistaram, como decidiam que documentos tinham interesse para a investigação ou como as recolhiam; poucas perguntas lançavam provas da alegada relação que, para a acusação, a Udalbiltza tem com a ETA. As respostas eram quase sempre parecidas, porque os agentes afirmavam não se lembrar. Inclusive o magistrado já começava as perguntas com um «não estará recordado...?».

O que tinham muito presente os quatro polícias que participaram nas buscas efectuadas na casa da imputada urnietarra Karmele Urbistondo era que ali tinham apreendido um Zutabe. Ela própria tinha afirmado no tribunal na semana passada que a dita revista se encontrava na sua casa, na sala de estar, e que pertencia à companheira com quem dividia o andar.

Ora o magistrado procurou então demonstrar que Urbistondo vivia sozinha e que, assim, o Zutabe lhe pertencia. Um dos agentes afirmou de forma peremptória que ali não vivia mais ninguém, «porque naquela noite estava sozinha», dizia. Mas para os outros três não era assim tão claro. Um deles, confrontado com as questões do advogado de defesa, Kepa Manzisidor, admitiu que não repararam se no segundo quarto da casa havia sinais de que alguém ali vivesse. Mas disse lembrar-se de que havia «uma cama e roupa». «Mais não sei porque não existiam objectos de interesse para a investigação», afirmou.

Também secretário policial
O esquecimento que os polícias aparentavam sobre a operação prosseguia e a defesa deixou ficar mal um deles. Uma testemunha admitiu a sua participação nas buscas à sede de Astigarraga e na casa de Urbistondo. Ao ser questionado por Jone Goirizelaia sobre a sua participação noutras diligências, o polícia respondeu que não se lembrava. A defesa refrescou-lhe a memória mostrando-lhe a sua assinatura, na qualidade de secretário policial, estampada nas actas dos depoimentos dos arguidos Eider Casanova, Txema Jurado, Lander Etxebarria e Oskar Goñi.

Depois da sessão de sexta-feira, o julgamento continuará em Setembro. Inicialmente, tinham marcado a data para a primeira semana do mês; contudo, na sexta-feira o juiz Gómez Bermúdez disse que o julgamento será retomado no dia 13 com a exposição das provas testemunhais da acusação.
A data prevista para o fim do julgamento também se atrasa, concretamente, para dia 1 de Outubro.

Janire ARRONDO

Os imputados reiteram o que pensavam: «Isto é absurdo»
No final da sessão, a imputada Maribi Ugarteburu mostrou-se insatisfeita com a forma como as coisas tinham decorrido. «Passaram 7 anos, pelo que a acusação teve tempo de sobra para preparar o julgamento. Foi uma porcaria», dizia. Ugarteburu afirmou que a acusação não fez «nada» para provar a tese que relaciona a Udalbiltza com a ETA, e, para além do mais, para a arguida o pedido de prisão para os imputados é «descabido».

Quanto ao processo, a ex-autarca de Amoroto queixou-se do facto de terem tido de falar em tribunal sobre iniciativas políticas e sobre trabalhos administrativos que foram tornados públicos, na época, através de diversos meios. Assim, afirmou que o Estado espanhol «julga a política, e, neste caso, também o trabalho administrativo, pela via penal. Isto não é justo, nem na Europa nem no século XXI». Reconheceu que durante estas quatro sessões de julgamento puderam verificar o que tinham em mente, «que este processo está carregado de contradições e que nunca devia ter começado». Lembrou a manifestação de sábado e salientou o facto de ter sido um leque de diferentes cores políticas.
«Regressamos a casa com forças e em Setembro voltaremos a fazê-lo da mesma forma», afirmou a porta-voz. J.A.

Fonte: Gara

A Adierazi EH! apela à criação de «uma onda que traga os mínimos democráticos»


Aos olhos da iniciativa popular Adierazi EH!, para Euskal Herria, abandonar a situação de conflito e enfrentar um cenário democrático é, «mais que uma necessidade, uma urgência», pelo que decidiu lançar mãos à obra e estruturar uma maioria social neste país em prol dos mínimos democráticos, que considera imprescindíveis para garantir a consecução desse novo cenário.

Foi isso que um numeroso grupo de pessoas, ligadas a este novo movimento, divulgou no sábado em Donostia, tendo ainda apresentado uma nova ferramenta que está agora à disposição dessa maioria social a que querem dar corpo: www.adierazieh.com.

Na parte superior desta página de Internet, há uma secção na qual basta apenas indicar o nome e o apelido, a localidade de residência e o endereço de correio electrónico para aderir a este projecto, que abarca diferentes áreas e sensibilidades em defesa dos direitos civis e políticos.

Os promotores da iniciativa opinam que a urgência da construção de um cenário baseado no acordo, na participação e no trabalho em comum e da superação da situação de conflito é tal que vão dedicar este período estival à estruturação dessa maioria social.

«Não vamos tirar férias e, em vez disso, vamos começar a criar essa onda e massa popular que há-de fabricar os mínimos democráticos necessários», afirmaram, de forma categórica, Juanjo Montejo e Nekane Garmendia, que foram os porta-vozes na conferência de imprensa de Donostia.

Além de receberem apoios via Internet, reiteraram a sua predisposição para «ampliar os acordos e os espaços de trabalho alcançados», pelo que se irão reunir, segundo referiram, com pessoas que ainda não fazem parte do colectivo.

Montejo esclareceu que, tão importante como o apoio, é o compromisso, tendo por isso pedido que se passe «das denúncias de violações particulares para compromissos partilhados».

É nessa direcção que irão trabalhar nas próximas semanas, até chegar à data marcada a vermelho no seu calendário particular: 11 de Setembro, dia em que esta dinâmica de mobilização popular confluirá numa grande manifestação nas ruas de Bilbo para evidenciar a necessidade de superar esta situação.

Na sequência, ver: «Sete meses de trabalho»

Oihana LLORENTE
Notícia completa: Gara

Alfonso Sastre: «A paz é uma ideia subversiva»


Alfonso SASTRE, o criador que luta com gigantes

Dizem dele que é o maior dramaturgo espanhol das últimas décadas. E também basco. Porque decidiu sê-lo. E viver num país que ama e o admira. A sua extensa obra representou uma luta permanente contra a censura; a sua vida, um compromisso com a liberdade; o seu pensamento, uma exploração constante da essência humana. Na elevação intelectual ou no asfalto da rua, esteve sempre presente – e está – quando dele precisaram. Não foi parco em generosidade. Nem em lucidez. Por isso não luta contra moinhos; luta contra gigantes.

Texto: Fermin MUNARRIZ • Fotografias: Gorka RUBIO
VER: Gara

Bideoa/Vídeo: http://www.gara.net/bideoak/sastre/index.php

Leituras


«Los largos plazos de un cambio profundo no impiden dar nuevos pasos cada día», editorial do Gara

«Tiempo de verano, tiempo de trigo y pueblo», de Amparo LASHERAS, jornalista

«Udalbiltza: crónica de un viaje de ida y vuelta», de Sabino CUADRA LASARTE, advogado

«Gol de Marcelino, perdón, de Zarra, uy, no, de Iniesta», de Floren AOIZ, historiador

Tuterako jaiak e Baionako bestak: festa e solidariedade

As festas de Tutera (Nafarroa) já começaram. Durante estes dias haverá diversas actividades e concertos solidários, organizados pelas associações Herriko Taberna e Haize Hegoa.
Mais info: apurtu.org
Fonte: SareAntifaxista

As de Baiona começam no dia 28 de Julho e terminam a 1 de Agosto (Uztailak 28tik - Abuztuak 1ra) e, também aqui, há diversas actividades solidárias programadas. Besta bai, borroka ere bai!
Em Gasteiz, as populares festas da Andra Mari Zuria / Virgen Blanca ainda não começaram (decorrem entre 4 e 9 de Agosto), mas ontem era o Dia dos Blusas, que assumem um papel tão destacado nessas festas. No âmbito das celebrações do seu dia, os blusas homenagearam os familiares dos perseguidos políticos na Praça dos Fueros, na capital de Araba. (Gara / Juanan Ruiz/Argazki Press) Mais tarde, a Ertzaintza haveria de intervir e interromper a homenagem, provocando momentos de grande tensão.

O Olhar de Tasio

Tasio (Gara)

sábado, 24 de julho de 2010

Milhares de pessoas honram a memória de Jon Anza, em Ziburu


A Praça de Ziburu foi esta tarde o palco de um acto de reconhecimento a Jon Anza, o militante da ETA que desapareceu faz agora 15 meses e cujo cadáver foi «descoberto» há quatro na morgue de um hospital de Toulouse.

Centenas de pessoas participaram esta tarde, na Praça de Ziburu (Lapurdi), no acto de homenagem a Jon Anza, que constou de duas partes. Na primeira, a militante da esquerda abertzale Maite Goienetxe, acompanhada por Miren Legorburu e Tasio Erkizia, procedeu à leitura de um comunicado perante os meios de comunicação.



A segunda, de carácter mais íntimo e à qual a imprensa não teve acesso, começou às cinco da tarde. Precisamente a essa hora, os familiares do militante donostiarra – cujos restos mortais não foram trasladados para o local da homenagem – apareceram na praça, onde já se tinha formado um corredor de ikurriñas com crepes negros para os receber. Levavam consigo um grande retrato de Anza.



Então, ouviram-se palavras como «Herriak ez du barkatuko» ou «Agur eta ohore, eusko gudaria». Depois de percorrerem o corredor, subiram ao estrado preparado para a ocasião, onde colocaram a fotografia e uma ikurriña junto a um tocheiro.

De acordo com os organizadores do acto, houve actuações de txalapartaris e bertsolaris, a que se seguiu uma intervenção de três pessoas encapuzadas, que, na sua alocução, louvaram a trajectória militante de Anza e fizeram uma leitura do actual momento político.



Depois do aurresku de honra à família e ao falecido, tomaram a palavra um ex-preso e um exilado que foi companheiro de Anza. E depois houve ainda lugar para a música, até porque o donostiarra foi um grande amante desta arte.


Posteriormente, subiram ao estrado meia centena de militantes da esquerda abertzale, que colocaram flores junto ao retrato de Anza.

A intervenção de um representante independentista e o “Eusko gudariak” colocaram um ponto final num acto em que se mesclaram o reconhecimento à vida militante de Anza e a exigência da verdade no caso do seu desaparecimento e morte.
Fonte: Gara
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Nota: no título, passámos 'centenas' para 'milhares' em virtude de a assistência ser assim contabilizada tanto na notícia actualizada, mais recente do Gara como na que o Berria dedica a este assunto.
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Ver também:
«A ETA lança uma mensagem de apoio à abertura de uma nova fase política na homenagem a Jon Anza»
“A homenagem prestada a Jon Anza por ocasião do regresso dos seus restos mortais a Euskal Herria, que reuniu vários milhares de pessoas na Praça de Ziburu, gerou uma mensagem inequívoca a favor de um novo tempo político em Euskal Herria. Um comunicado da ETA lido por três encapuzados e o discurso central do acto, pronunciado em nome do conjunto da esquerda abertzale, ressaltaram a importância da «activação popular» para essa mudança.”

Centenas de pessoas prestam a primeira homenagem a Jon Anza em Ziburu


Os restos mortais de Jon Anza já se encontram em Euskal Herria, depois de terem sido repatriados desde Toulouse. Centenas de pessoas prestaram uma primeira homenagem sentida ao militante donostiarra.

Quinze meses depois de ter partido num comboio de Baiona e passados mais de quatro desde que o seu corpo foi «descoberto» na morgue do hospital Purpan, em Toulouse, os restos mortais de Jon Anza regressaram ontem a Euskal Herria.

Familiares, pessoas próximas, ex-presos e refugiados, representantes da esquerda abertzale e do Movimento pró-Amnistia e moradores de Intxaurrondo (Donostia) foram ontem de manhã até ao complexo hospitalar Rangueil, em Toulouse, para recolher o féretro com os restos do militante abertzale e trazê-lo de volta para a sua terra.
Iniciaram o caminho de regresso a Euskal Herria por volta das 11h00, tendo chegado ao princípio da tarde. O féretro foi levado para a morgue de Ziburu (Lapurdi) entre duas fileiras de ikurriñas.

Cerca de meio milhar de pessoas juntaram-se para ali prestarem uma primeira homenagem ao militante donostiarra. O acto iniciou-se ao som da txalaparta, enquanto o féretro era levado até à porta da morgue. Depois da actuação de dois bertsolaris, dançou-se um aurresku de honra, tendo depois um membro do Jon Anza Kolektiboa tomado a palavra para lembrar o compromisso do perseguido político de Intxaurrondo.

Responsabilizou Michèlle Alliot-Marie, Alfredo Pérez Rubalcaba, José Luis Rodríguez Zapatero e Nicolas Sarkozy pelo que aconteceu a Anza e salientou que não irão abrandar até que se saiba toda a verdade e que todos os direitos de Euskal Herria sejam respeitados.

Também teve palavras para louvar a «dignidade e a «coragem» da família de Jon Anza.

O acto terminou com os presentes a cantarem o «Eusko Gudariak».

Hoje à tarde, homenagem nacional

O acto nacional organizado em sua memória pela esquerda abertzale, com o lema «Jon, agur eta ohore gudari», terá lugar este sábado, a partir das 17h00, no frontão de Ziburu. Ali, convidou os seus «militantes e, em general, os cidadãos bascos a darem-lhe a recepção que merece».
Além de louvar a trajectória de Anza, a esquerda abertzale afirmou que «irá exigir aos estados espanhol e francês que, de uma vez por todas, esclareçam a verdade», já que consideram que «são eles que os responsáveis pelo sequestro e a morte de Jon». O enterro do militante realizar-se-á numa data próxima e terá um carácter íntimo e familiar.
Em seguida, ver: Cronologia

Notícia completa: Gara
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Jon Anzaren gorpua, Euskal Herrian / O corpo de Jon Anza, em Euskal Herria

Pequena homenagem prestada a Jon Anza quando da chegada do féretro ao tanatório de Ziburu (Lapurdi).

Solidariedade com EH em Buenos Aires, numa perspectiva anticapitalista e revolucionária


Em seguida, a crónica realizada pelos ‘Euskal Herriaren Lagunak’ da Argentina, grupo de solidariedade com o povo basco, sobre o acto de solidário que teve lugar no dia 16 deste mês na cidade de Buenos Aires:

Na sexta-feira passada, dia 16, fomos convidados pela organização argentina Asambleas del Pueblo a apresentar e a divulgar a causa basca. Asambleas del Pueblo é uma organização revolucionária que surgiu durante a crise económica argentina de 2001 e que tem como referência o trabalho político de bairro realizado a partir de uma perspectiva anticapitalista e revolucionária. Esta organização aderiu também a várias convocatórias de solidariedade com Euskal Herria na Argentina.

Quanto a nós, da EHL-Argentina, fomos convidados a falar e a enviar uma mensagem de apoio à organização, e depois procedemos à divulgação de um folheto explicativo da nossa causa, analisando-a por comparação com a perspectiva dos movimentos populares argentinos e ressaltando os seus pontos de contacto. O evento terminou com um óptimo concerto dado por várias bandas locais e que seguramente se irá repetir no futuro. Na próxima sexta-feira, 23 de Julho, no mesmo local (Av. Paseo Colón y Humberto 1°) será projectado o documentário: Euskal Herria, una historia de lucha y resistencia, realizado pelo Resumen Latinoamericano e a Askapena.
Fonte: boltxe.info

Iniciativa solidária na fronteira entre os estados italiano e francês relacionada com o caso Jon Anza
Na quarta-feira, 14 de Julho, coincidindo com o aniversário da Revolução francesa, os ‘Euskal Herriaren Lagunak’ (grupos de solidariedade com o povo basco) levaram a cabo uma acção solidária na fronteira entre França e Itália, no túnel de Frejus.

Os activistas reivindicaram a verdade sobre o desaparecimento (e mais tarde a morte) do militante basco Jon Anza, distribuindo folhetos aos condutores (em francês e italiano) e explicando a brutal repressão que Euskal Herria vive.

Para tal, exibiram também uma faixa e várias fotos de presos. Exigiram ainda a liberdade para os três jovens independentistas detidos em Roma. E fizeram uma grande pintada no asfalto em que se lia: «A verdade para Jon. Liberdade para o povo basco!»

Gora herrion arteko elkartasuna!
Viva a solidariedade entre os povos!

Argazkiak/Fotos

Fonte: askapena.org

Leituras


«Tampoco Udalbiltza es ETA», de Xabier OLEAGA ARONDO, jornalista

«El dilema del PNV», de Tasio ERKIZIA, militante da esquerda abertzale

«Pancartas negras, estallido de colores. Reflexiones (post) sanfermineras (3)», de Floren AOIZ, historiador

«"Disidentes" cubanos, Castañeda y Rubalcaba», de Koldo CAMPOS, escritor

Portugal entregou Garikoitz Garcia à Polícia espanhola

De acordo com as agências Europa Press e Efe, o preso político basco Garikoitz Garcia foi ontem entregue pelas autoridades portuguesas, que o deixaram nas mãos da Polícia espanhola, na fronteira de Badajoz.
Garikoitz Garcia foi detido em Portugal no dia 9 de Janeiro, juntamente com Iratxe Yañez, na sequência de uma fuga. Estiveram presos desde então.
Um tribunal de Lisboa aprovou a entrega dos dois cidadãos bascos, que foi solicitada por um tribunal espanhol.
Fonte: Gara
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Em declarações a um jornal português, o advogado de Garikoitz Garcia Arrieta, José Galamba, considera que a entrega foi precipitada e irregular, uma vez que, tendo sido notificado pelo juiz, se preparava para interpor recurso, cujo prazo findava a 28 do corrente. O advogado afirma não entender como é que o juiz aprovou a entrega com o prazo do recurso a decorrer e fala em interferências do poder político.

Pelos presos: Elkartasun Eguna / Jornada de Solidariedade em Zestoa

Aupa zuek! Lehen, orain eta beti. Ontem, hoje e sempre.

Nem a chuva forte nem os gendarmes metem medo à enorme maré basca


O Tour viveu a sua jornada climatológica mais adversa. Os milhares de aficionados bascos que acamparam no Tourmalet sofreram com as chuvas fortes, mas nem o tempo nem as medidas dos gendarmes impediram que as camisolas laranjas, as ikurriñas e as reivindicações fossem protagonistas.

Foram uma noite e uma manhã terríveis nos campos situados em ambos os lados da estrada que vai de Barèges até ao alto do Tourmalet. Na quarta-feira, a meio da tarde, uma névoa espessa cobriu toda a subida e começou logo a chover com muita intensidade. A grande maioria dos bascos que ali se deslocaram pensava passar a noite nas tendas, mas foi tal a quantidade de água caída que muitos tiveram de dormir, pouco e mal, nos carros.

Todos os aficionados se mantiveram resguardados até parar de chover. A água e a decisão dos gendarmes de impedir a subida de bicicleta, na quinta-feira, ao Tourmalet levou a ESAIT a suspender a marcha ciclista prevista para a parte da manhã, depois de ter realizado sem problemas as restantes actividades. Os polícias também impediram os membros da coordenadora basca de distribuir na quinta-feira as cartolinas que se puderam ver por estes dias na subida ao Tourmalet, nas quais aparece uma ikurriña e a reivindicação da oficialização das selecções bascas, que foram muito bem acolhidas.

Os gendarmes estiveram muito activos e também confiscaram uma boa parte das fotografias que os familiares de presos políticos bascos queriam exibir na subida ao Tourmalet. O que não conseguiram impedir foi que milhares de bandeiras com o lema «Euskal Presoak, Euskal Herrira» (os presos bascos para o País Basco) se vissem nas subidas de todos os pontos altos.

Depois da tempestade, a calma
O tempo quase não deu tréguas aos milhares de aficionados que se deslocaram ao Tourmalet para ver a passagem dos corredores. A maioria esteve ali acampada três dias. A presença de público foi enorme, com os bascos, as ikurriñas e as camisolas laranjas em maioria, mas havia gente de todos os países, que deram colorido à subida mais esperada.

Entre os milhares de bascos que foram até ao Tourmalet, destacavam-se os 160 que compunham o grupo organizado por Mikel Lizarralde, que foi ciclista profissional da Orbea na época de Jokin Mujika e Pello Ruiz Cabestany. Está à frente de duas lojas de bicicletas em Arrasate e Oñati, e há 17 anos que organiza uma ida ao Tour, nos Pirinéus, que este ano atingiu o seu maior número de participantes, ao juntar 160 adeptos da zona de Debaldea (Gipuzkoa). Destes, metade eram jovens que tinham ido de bicicleta, por etapas, desde Iruñea até Barèges, onde colocaram uma infra-estrutura em que se destacavam dois camiões, um deles frigorífico, para manter em bom estado a comida e a bebida.

«Com os mais velhos estamos mais tranquilos, mas na terça-feira chegou a rapaziada toda e fomos ultrapassados. Porque estes andam muito de bicicleta - na quarta-feira subiram o Tourmalet desde Luz St Sauver - e comem e bebem bem», dizia-nos, bem-humorado, Lizarralde.

No princípio, é uma actividade iniciada pelas peñas Aitor Garmendia, Markel Irizar e Jon Odriozola, mas ele é a alma mater: «Meti-me nestas andanças e com gosto, porque vejo que as pessoas desfrutam e ainda ajudam», explica, enquanto dão de comer a toda a tropa, e num momento mobiliza toda a gente para posar para a fotografia.

E na foto pode-se ver a quantidade de gente jovem que combina a paixão pelas bicicletas com as férias. E isso é garantia de que, no futuro, por muito que chova e por muitos engarrafamentos que haja, como o de quinta-feira para descer do Tourmalet, a maré laranja, vermelha, verde e branca continuará fiel ao seu encontro anual com as etapas dos Pirinéus no Tour.

Joseba ITURRIA
Fonte: Gara

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A última arguida a depor reitera o funcionamento transparente da Udalbiltza


A terceira sessão do julgamento da Udalbiltza arrancou com o depoimento da imputada Larraitz Sanzberro, que foi vereadora de Oiartzun (Gipuzkoa). Em resposta às questões da Procuradoria e do seu advogado, disse que esteve presente nas assembleias da Udalbiltza na qualidade de edil, e que também trabalhou na instituição nacional, primeiro como dinamizadora nas comissões de Euskara, Desporto, Cultura e Educação, e depois contratada como administrativa.

Negou ter tido alguma coisa a ver com tramitação do EHNA [BI basco], como lhe apontou a Procuradoria, e que tivessem recebido ordens da ETA. Para além disso, reiterou a transparência do funcionamento da Udalbiltza e afirmou que as decisões no seio da instituição nacional eram tomadas pelos eleitos.

Depois do depoimento de Sanzberro, o tribunal fez um intervalo, após o qual iriam depor as testemunhas de acusação, todos elas polícias e guardas civis que participaram na operação contra a instituição nacional basca.

Quinze notificados para depor
Ao todo tinham sido notificados quinze membros das FSE, mas só sete depuseram em tribunal, já que as acusações renunciaram ao testemunho do único ertzaina citado para ontem; a secretária judicial justificou a ausência de dois dos seis restantes com o facto de não lhes ter sido possível fazer chegar as notificações, porque um «é reformado» e o outro «está de férias»; outros três agentes tinham sido notificados mas não se apresentaram; por fim, esteve presente na audiência um agente que não tinha qualquer relação com o processo, uma vez que fora notificado por engano.

Videoconferência
Os sete agentes da Polícia espanhola que depuseram fizeram-no através de videoconferência, a partir de uma outra sala do tribunal especial, de forma a que os seus rostos não fossem claramente vistos por quem assistia à sessão. O presidente do tribunal argumentou que existem «razões históricas» que justificam esta medida, «o perigo» que, segundo ele, representa para polícias e guardas civis serem vistos pelo público presente na sala.

Todos fizeram disseram ter má memória e responderam com um «não me lembro» a quase todas as perguntas feitas pela Procuradoria, remetendo para o que vem nos relatórios elaborados na época.
Uma vez concluídos os depoimentos, o presidente do tribunal deu ordem para que se localizem os ausentes e lhes sejam entregues as notificações, de forma a depor em Setembro. Hoje irão depor mais sete membros das FSE. A audiência oral foi suspensa até às 10h00 de hoje.

Nas duas primeiras sessões, os processados desmontaram uma por uma todas as acusações que os pretendem ligar a actividades «terroristas».

Mobilizações
Em solidariedade com os processados, hoje e amanhã haverá concentrações em Hazparne (Lapurdi), de onde é natural um dos imputados, Xarlo Etxezaharreta, que não se apresentou à audiência oral, tal como tinha anunciado há algumas semanas.
Fonte: Gara