segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Polícia francesa detém quatro jovens independentistas que estiveram encerrados em Izpura


Depois de hoje de manhã ter detido os gasteiztarras Bergoi Madernaz e Aiala Zaldibar em Baiona, a Polícia francesa deteve hoje à tarde Beñat Lizeaga e Aitziber Plazaola em Donibane Garazi. Todos eles estiveram encerrados até ontem em Izpura com mais quatro jovens independentistas para denunciar a sua situação.

De acordo com a agência Efe, que cita fontes policiais, Bergoi Madernaz e Aiala Zaldibar foram presos hoje de manhã em Baiona pela Polícia judiciária francesa, em circunstâncias não precisadas e em colaboração com a Polícia espanhola.

A mesma agência refere que o zumaiarra Beñat Lizeaga e a bergarrara Aitziber Plazaola foram presos em Donibane Garazi (capital de Nafarroa Beherea) pelas 15h35.

Sobre Aiala Zaldibar pendia um mandado europeu emitido pela Audiência Nacional espanhola, que tinha sido aceite pelo Tribunal de Pau no passado dia 1 de Fevereiro. A jovem recorreu da sentença para o Tribunal de Cassação e encontra-se à espera de que este se pronuncie.

Madernaz, Zaldibar, Lizeaga e Plazaola são quatro dos oito jovens independentistas que escaparam à operação policial de Outubro, e mantiveram-se encerrados durante uma semana em Izpura, para denunciar a situação em que se encontram, correndo o risco de ser entregues ao Estado espanhol.

As detenções ocorrem um dia depois de terem concluído o protesto e depois de dez cargos eleitos de Ipar Euskal Herria terem anunciado publicamente que acolhem estes oito jovens em suas casas.
Fonte: Gara / Notícia mais completa: Gara

Ver também: «Segi : Déjà quatre arrestations», de Giuliano CAVATERRA (Lejpb)

Entretanto, o Movimento pró-Amnistia já divulgou a convocatória de mobilizações para hoje: às 18h30 em Baiona (em frente ao Consulado) e às 19h00 na rotunda de Lartzabale (Nafarroa Beherea).

Na foto (kazeta.info), jovens e eleitos de Ipar Euskal Herria juntos no palco, por ocasião do kantaldi que decorreu no sábado em Kanbo (Lapurdi) contra o mandado de detenção europeu e no qual participaram Maddi Oihenart, Eñaut Elorrieta (dos Ken7), Erramun Martikorena, Etxamendi eta Larralde, Pantxoa eta Peio, Jean Michel Bedaxagar, Michel Etxekopar, Peio Serbielle, Eneko Labegerie e Kattalin Indaburu.

Os signatários vão trabalhar para alcançar o total cumprimento de Gernika

No sábado, cinco meses depois da sua assinatura, o Acordo de Gernika entrou numa nova fase. Cerca de 300 colectivos, entre os quais se destaca o Kontseilua e organizações que trabalham em defesa da memória histórica ou no âmbito do internacionalismo, aderiram a este consenso. A partir de agora, vão trabalhar com vista a atingir o total cumprimento do acordo, e, neste caminho, criticam o Estado espanhol pelo facto de continuar a «colocar entraves a uma situação sem retrocesso».
Ramón SOLA
VER: Gara

Entre os novos signatários encontram-se: Lau Haizetara Gogoan, Zutik, EHNE, Kontseilua, Esait, Aliança Livre Europeia - ALE, Nova Aliança Flamenga, Askapena, Ahaztuak, Euskal Komunistak, PCPE, Ekologistak Martxan, Eusko Sozial, IPES-Gite, Komite Internazionalistak, Memoriaren Bidean, Emakume Internazionalistak, Ezker Gogoa, Andere Bidatz, Bizigay, Kumagorri, Anai Artea, Orreaga Elkartea, Sasioa, Arabako Emakumeen Asamblada ou Anintzak.

Leituras

«Apátridas», de Iñaki EGAÑA, historiador

«3 de marzo de 1976, un océano de valentía», de Periko SOLABARRIA e Amparo LASHERAS

«La (in)Justicia como coartada», de Xabier MAKAZAGA, autor do Manual del torturador español

O Olhar de Tasio

Tasio (Gara)

Leitura relacionada:
«Sobre la condena de todas las acciones armadas de ETA y el diseño insaciable del revisionismo histórico español», de Salvador LÓPEZ ARNAL

Irritado com a denúncia do «saco», o autarca de Burlata manda evacuar a sessão de Câmara

A sessão de Câmara extraordinária forçada por três grupos municipais em Burlata (NaBai, esquerda abertzale e IUN) para analisar a repressão sobre jovens da localidade navarra descambou numa situação inusitada. O autarca do PSN, José Muñoz, pegou-se com público num confronto verbal crispado, durante o qual dirigiu graves insultos a familiares dos últimos detidos, depois de lhes ter negado o uso da palavra e ordenado a evacuação da Sala. Depois disso, vários habitantes enfiaram sacos na cabeça e Muñoz respondeu-lhes reiteradamente com expressões como «filhos da puta». / Ramón SOLA

Sessão de Câmara em Burlata contra as detenções

Notícia completa: Gara / ateakireki.com via lahaine.org

Em Gasteiz, a Ertzaintza impediu a manifestação de apoio aos encerrados em Izpura
Gasteiz * E.H.
As FSE da CAB impediram em Gasteiz a realização da manifestação convocada em apoio aos oito membros da organização juvenil Segi que se encontram encerrados em Izpura (Nafarroa Beherea), sobre os que pendem mandados europeus de detenção e entrega às autoridades espanholas.
Os agentes do corpo repressivo destacados para o local da convocatória comunicaram aos assistentes a decisão judicial. Em resposta, algumas das pessoas que se juntaram na Praça da Virgem Branca, local para onde estava marcado o início da marcha, fizeram ouvir palavras de protesto.
A Ertzaintza impediu também que um grupo de pessoas exibisse uma faixa. Depois disso, os pessoas começaram a abandonar a zona e dispersaram-se pela Alde Zaharra.
A manifestação tinha sido previamente proibida pela AN, aprovando, desta forma, o pedido de impugnação do acto solidário efectuado pela associação de extrema-direita espanhola Dignidad y Justicia.
Fonte: SareAntifaxista

Amigos do preso Markel Ormazabal sofrem um acidente a caminho de Ocaña I
Três amigos do preso donostiarra Markel Ormazabal sofreram no sábado um acidente de viação quando se dirigiam para a prisão de Ocaña I (Toledo). O acidente ocorreu por volta das 5h45 da manhã em Lerma (Burgos). Nenhum dos ocupantes ficou ferido, mas a viatura ficou bastante danificada, pelo que tiveram de regressar a casa de táxi.
A este propósito, a Etxerat lembrou que «a política de dispersão que os estados francês e espanhol mantêm em vigor provocou 14 acidentes em 2010. Aquele em que estiveram envolvidos os amigos do preso donostiarra é o primeiro do ano. Não obstante, nos 21 anos de dispersão faleceram 16 amigos e familiares na estrada».
Assim, a Etxerat exigiu o fim da política de dispersão e que «a política penitenciária seja modificada de acordo com os actuais parâmetros de solução». Entre outras medidas, o colectivo de familiares e amigos dos presos políticos pediu que os presos doentes sejam libertados e que o colectivo de presos seja reagrupado em Euskal Herria.
Fonte: Gara
«Milão reúne expressões de solidariedade internacional com a luta de Euskal Herria»
Uma manifestação repleta de cor e de animação, ao ritmo dos joaldunak e por entre os sons da txalaparta, percorreu no sábado à tarde a cidade italiana de Milão em solidariedade com os direitos de Euskal Herria.
VER: Gara via askapena.org

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Diversos eleitos põem as suas casas à disposição dos jovens encerrados em Izpura


Eleitos ofereceram-se para acolher em suas casas os oito jovens independentistas que estão encerrados em Izpura em protesto contra a situação em que se encontram, uma vez que lhes pode ser aplicado um mandado europeu de detenção.

Acompanhados por agentes políticos, sociais e sindicais, os oito jovens independentistas sobre os quais pendem mandados europeus de detenção deram uma conferência de imprensa para agradecer o apoio recebido ao longos destes cinco dias, período em que têm estado encerrados em Izpura (Nafarroa Beherea).

Beñat Lizeaga, Irati Tobar, Endika Pérez, Jazint e Xalbador Ramírez, Aitziber Plazaola, Bergoi Madernaz e Aiala Zaldibar definiram como uma «conquista política» a solidariedade recebida e consideram que deram um passo em frente ao provar que o mandado europeu constitui uma «violação de direitos políticos e civis».

Os jovens, que vão concluir o protesto no kantaldi de hoje em Kanbo (Lapurdi), anunciaram que diversos eleitos se dispuseram a acolhê-los em suas casas quando voltarem à vida pública.

O apoio traduziu-se também nas visitas que receberam de eleitos como Christine Dessonart, de Senpere, Frantxua Lanbert, de Izpura, candidatos da Euskal Herria Bai como Daniel Olzomendi, Dominique Bacho e Peio Menta; da F64, como Jean Marie Mailhahro, do PNB, como Pako Arizmendi, e representantes de ELB como Christian Harluxet e Panpi Sainte Marie.
Fonte: Gara

Ver também:
Beñat LIZEAGA e Jazint RAMIREZ, militantes da Segi, movimento de jovens independentistas de esquerda, entrevistados por Béatrice MOLLE

São militantes da Segi, organização da juventude da esquerda abertzale, ilegalizada no País Basco Sul. Beñat Lizeaga (22 anos), de Zumaia, é educador especializado e estudante de Psicologia. Jazint Ramírez (22 anos), de Donostia, está no último ano do curso para educador de infância e professor do primeiro ciclo, sendo também monitor e vigilante. Estes dois jovens, que aceitaram responder às nossas questões, fazem parte do grupo de oito militantes da Segi que, desde segunda-feira passada, se encontram na sala Faustin Bentaberri, em Izpura (Nafarroa Beherea).

Enfrentam um mandado de captura e detenção no Estado espanhol e correm o risco de ver aplicado um mandado de detenção europeu. Estavam a par da sua detenção iminente e refugiaram-se no País Basco Norte. Escondidos durante quatro meses, decidiram aparecer em público «de forma a prosseguir com o seu trabalho político e exigir que os mandados europeus, que se baseiam em depoimentos arrancados sob tortura, não sejam aplicados». O colectivo que os apoia considera «que os seus direitos civis e políticos não são respeitados e exige o fim dos procedimentos existentes contra eles, bem como contra Aurore Martin».
Ver: Le Journal du Pays Basque

Rufi Etxeberria afirma que as eleições servirão para «fazer emergir a questão da mudança política e social» em Euskal Herria


Rufi Etxeberria afirma que as próximas eleições servirão para «fazer emergir a questão da mudança política e social em Euskal Herria».

Numa longa entrevista em ezkerabertzalea.info, Rufi Etxeberria faz o balanço do tempo que passou desde que a esquerda abertzale tornou pública a aposta estratégica incluída em «Zutik Euskal Herria».

Analisa as razões do passo da legalização, a importância da comunidade internacional, a necessidade do respeito pelos direitos dos presos políticos, reflecte sobre o que se está a passar em Nafarroa e faz uma avaliação das próximas eleições, que, segundo afirma, servirão para «fazer emergir a questão da mudança política e social em Euskal Herria».
Fonte: Gara via kaosenlared.net

Vídeos: 1 / 2 / 3 / 4 / 5 / 6 (seleccionámos só os vídeos em castelhano)

Andoni Txasko: «É necessário criar uma Comissão da Verdade para Euskal Herria»

Entrevista a Andoni Txasko from Gara Bideoak on Vimeo.


Gasteiz, Martxoak 3 - 35. Urteurrena / Gasteiz, 3 de Março - 35.º aniversário
(A entrevista será publicada no diário Gara no domingo.)

Fonte: Gara via SareAntifaxista

«Guernica» para Gernika

«Guernica Gernikara» [O Guernica para Gernika] é o nome da campanha de recolha de assinaturas, apresentada ontem, para exigir que o quadro de Picasso vá para Euskal Herria. (Gara / Luis Jauregialtzo / Argazki Press)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Semana de solidariedade, vendaval de solidariedade


A iniciativa internacionalista iniciou-se há quatro anos abarcando cinco países, onde se realizaram dez actos; no ano passado foram 18 os países onde a solidariedade com o povo basco se manifestou, abrangendo 80 actividades; e, ao chegarmos a 2011, o balanço geral é de 22 países e 150 actos. Ano após ano, a participação popular tem vindo a crescer, sendo que este ano mais de 5000 amigas/os de Euskal Herria participaram em debates, projecção de vídeos, exposições, concentrações e manifestações; não esquecendo que ainda falta realizar umas quantas iniciativas, como La Semana de Solidaridad, na Andaluzia, actos na Venezuela, no Uruguai e na Argentina, e a grande manifestação que terá lugar no próximo dia 26 de Fevereiro nas ruas de Milão, em Itália.

Também há que salientar o facto de, antes da V Semana de Solidariedade, os grupos de Amigos de Euskal Herria (Euskal Herriaren Lagunak), terem empreendido a campanha «Las fotos de los presos politicos a la calle», levando a 31 cidades do planeta as imagens dos perseguidos políticos: Milão, Berlim, Argentina, Roma, Londres, Uruguai, Breizh, Turim, México, Barcelona-Gracia, Florença, Lisboa, Escócia, Dublin, Derry bloody sunday, Madrid, Copenhaga, Friuli, Livorno, Pavia, Suíça, Barcelona-Sants, Lille, Noruega, Córsega-Toulon, Córsega-Ajaccio, Sinn Féin photo, Ográ Sinn Féin photo, Bolonha, Nápoles, Cork.

Os estados espanhol e francês, que oprimem e negam a existência de Euskal Herria, também tentam silenciar e impedir a solidariedade internacionalista. Querem fazer-nos crer que estamos sozinhos no mundo. Mas, ano após ano e semana após semana, cada vez são mais os grupos de Amigos/as de Euskal Herria, cada vez trabalham melhor, cada vez temos mais difusão, cada vez somos mais conhecidos.

Da mesma forma que os intermináveis golpes repressivos não conseguiram impedir que o conflito político basco fosse cada vez mais conhecido e estivesse presente na agenda política mundial, após a operação policial contra a Askapena a resposta solidária dos grupos de Amigos/as de Euskal Herria no mundo não fez mais que aumentar.

Alguns dados soltos a ter em conta: [dados relativos à Semana de Solidariedade]

Vigilância policial
Tal como em anos anteriores, a presença policial é um facto a denunciar, salientando-se a constante vigilância policial efectuada a membros da Ikasle Abertzaleak e da Askapena em Itália e nos Países Catalães. Temos ainda de denunciar o facto de nos estados espanhol e francês, em Itália e Portugal os amigos e as amigas de Euskal Herria terem sentido na própria pele a criminalização da solidariedade, e de sublinhar que a sua resposta consistiu em gerar mais espaços e ampliar o trabalho realizado. Por isso, queremos agradecer-lhes especialmente o esforço realizado.

Liberdade para Arturo eta Guido!
Estes dois amigos de Euskal Herria e organizadores das actividades a realizar na Semana de Solidariedade foram detidos a 7 de Fevereiro por tentarem parar um comboio carregado com resíduos nucleares altamente contaminantes na estação de Chiusa Condove del Val de Susa. O facto de continuarem em prisão preventiva foi denunciado, em Itália, como uma forma acrescida de vingança pelo seu carácter solidário e internacionalista.

Milano: «Tanti popoli un'unica lotta»
«Hamaika herri borroka bakarra!»
No dia 26 de Fevereiro terá lugar a manifestação anual «Tanti popoli un'unica lotta», sendo que os organizadores esperam ultrapassar o número de participantes na iniciativa em anos anteriores (à volta de 3000 pessoas). Nesta manifestação, irão participar representantes e simpatizantes do Curdistão, da Palestina, de Abya-Yala e de outros povos, embora a solidariedade com Euskal Herria assuma o protagonismo. O ano passado, foram exibidas, nesta iniciativa, 300 fotos de presos políticos bascos, e este ano estará presente uma representação variada de Euskal Herria: joaldunak, txalapartariak, representantes da Askapena, o grupo musical Hesian, aos quais se irão juntar dezenas de cidadãos bascos, bem como os membros dos grupos de Amigos e Amigas de Euskal Herria em Itália.
Este é, sem dúvida, o acto mais importante a nível da solidariedade internacional com Euskal Herria e, por isso mesmo, a Askapena irá fazer uma cobertura especial.
Notícia completa: askapena.org

Jose Mari Sagardui e Jon Agirre serão libertados em Abril e Maio


Os presos políticos bascos Jose Mari Sagardui «Gatza» e Jon Agirre Agiriano serão libertados em Abril e Maio, depois de permanecerem encarcerados quase 31 anos, o primeiro, e 30 anos, o segundo. Ao todo, 64 presos viram ser-lhes aplicada a doutrina do Supremo de 2006.
Jose Mari Sagardui «Gatza» irá recuperar a sua liberdade no próximo dia 13 de Abril, dois meses antes de cumprir 31 anos de prisão.
O zornotzarra, preso político que há mais tempo permanece encarcerado na Europa, deveria ter sido libertado no dia 20 de Agosto de 2009 em virtude das redenções concedidas, mas em Abril desse ano foi-lhe aplicada a doutrina do Supremo Tribunal espanhol de Fevereiro de 2006, que lhe anulou a redução de tempo de pena a que tinha direito.
Ao longo das três décadas que esteve preso, foi alvo da política de dispersão penitenciária, passando pelas prisões de Carabanchel, Sória, Puerto, Herrera, Sevilha, Maiorca, Granada e Jaén, onde se encontra actualmente.

Por seu lado, o aramaioarra Jon Agirre Agiriano sairá em liberdade no dia 3 de Maio, depois de passar 30 anos na prisão e ter cumprido na íntegra a pena a que foi condenado.
Agirre deveria ter saído no dia 28 de Outubro de 2006, mas também lhe foi aplicada a doutrina do Supremo, que lhe prolongou a pena até 3 de Maio.
O aramaioarra, à beira de completar 69 anos, encontra-se gravemente doente. Agora está na prisão de Basauri, depois de passado por Carabanchel, Puerto I, Alcalá, Herrera, Valdemoro, Ocaña, Sevilha, Tenerife, Huelva, Málaga e Logroño.
O Movimento pró-Amnistia lembra que, ao todo, 64 prisioneiros políticos bascos viram aumentada a pena após a aplicação da doutrina do Supremo espanhol.
Fonte: Gara
Acção solidária com Miguel Angel Llamas «Pitu», membro do apurtu.org encarcerado
Um grupo de pessoas colocou ontem duas faixas na nova passagem para peões do Labrit, na Alde Zaharra de Iruñea, em solidariedade com Miguel Angel Llamas «Pitu», membro do apurtu.org encarcerado após a operação de Janeiro último.
VER: ateakireki.com

«Voces comprometidas, voces disidentes», carta aberta, escrita da prisão de Valdemoro, por Miguel Angel LLAMAS «PITU», jornalista do apurtu.org e da Eguzki Irratia detido e encarcerado no mês passado por ordem do juiz Grande-Marlaska

A Polícia espanhola carregou no funeral da avó do preso político Egoi Irisarri
O Egoi foi detido em Outubro do ano passado no âmbito de uma operação policial contra a juventude basca, encontrando-se actualmente encarcerado, e na quarta-feira à tarde, em virtude do falecimento da avó, foi levado pela Polícia até à igreja do seu bairro (Donibane, em Iruñea), junto à qual muita gente se aglomerara para lhe dar apoio a ele e aos seus familiares.
Do lado de fora da igreja ficaram cerca de 50 polícias, enquanto outros seis, de rostos tapados e armas ao peito, acompanharam o preso político basco.
O Egoi entrou na igreja por entre aplausos e gritos de apoio das centenas de pessoas que ali se juntaram. No interior, os aplausos e os gestos de carinho não cessaram.
No final da missa pôde estar um momento com o pai, a mãe e a irmã. Depois de o retirarem da igreja, os polícias fizeram um corredor entre si de propósito e, nesse momento, sacaram dos cacetetes e carregaram sobre as muitas pessoas que estavam a saudar o Egoi.
Fonte: askatu.org

Consideram «injusta e vergonhosa» a sentença contra dois zarauztarras
A decisão do Supremo Tribunal que condena a um ano de prisão os zarauztarras Aritz Labiano e Haritz Gartxotenea foi considerada, esta quarta-feira, «injusta e vergonhosa» pela advogada Ainhoa Baglietto.
Os dois jovens foram condenados, primeiro pela Audiência Nacional espanhola e depois pelo Alto Tribunal, baseando-se unicamente no depoimento de uma testemunha protegida, que os acusa de ter proferido gritos a favor da ETA numa marcha em 2009.
A advogada afirmou, no decorrer de uma conferência de imprensa que a plataforma Eskuz Esku deu em Zarautz, que a jurisdição actual não permite condenar uma pessoa quando a única prova existente consiste num testemunho contrário. Disse ainda que o Alto Tribunal «disfarçou o auto com dados falsos».
Os jovens podem vir a ser presos para cumprir a pena.
Fonte: Gara

Aproxima-se o «Martxoak 3»: mobilizações e debates


A esquerda abertzale, o EA e a Alternatiba, signatários do acordo político «Euskal Herria Ezkerretik», convocaram um acto político para o próximo dia 3 de Março, às 12h00, por ocasião do 35.º aniversário da brutal actuação da Polícia espanhola em Gasteiz contra uma assembleia de trabalhadores, que se saldou com cinco pessoas mortas e dezenas de feridos.

O lema do acto, que se realizará na Praça do 3 de Março no bairro de Zaramaga, será «Indarrak batuz, eskubideak eskuratu», segundo indicaram representantes das três forças políticas.

Lorena López de Lacalle (EA) e Luis María Salgado (Alternatiba) disseram que esse lema «está unido ao significado político que queremos atribuir à comemoração do 35.º aniversário do 3 de Março, já que, como então, quando a classe trabalhadora se uniu, organizou e mobilizou na defesa dos seus direitos e a favor da mudança social e política, hoje em dia somos novamente confrontados com uma oportunidade histórica para levar a cabo uma verdadeira transição, com base na acumulação de forças soberanistas e independentistas de esquerda, onde todos os direitos sejam reconhecidos e garantidos, para assim poder materializar um verdadeira mudança política e social».

Salientaram ainda o facto de este ano os actos do 3 de Março contarem com a presença de uma representação da iniciativa Bloody Sunday, uma referência na luta pela verdade e a justiça, que se viu premiada no reconhecimento, por parte do Estado, da sua responsabilidade nos factos ocorridos em Derry há quase quarenta anos.
Fonte: Gara via kaosenlared.net

Debates em Gasteiz e Bilbo: «Derechos humanos, civiles y politicos en Irlanda y Euskal Herria»
Martxoak 3 de Março * 35.º aniversário (1976-2011)
Em Gasteiz: debate no dia 2 de Março (quarta-feira), às 19h00 (Casa de la Cultura Ignacio Aldecoa Kultura Etxea - Paseo La Florida nº 9, Gasteiz)

Participantes:
Anthony Doherty e Tony Gillespie (Bloody Sunday, Derry * Irlanda) / Jone Goirizelaia (Advogada) / Gotzon Garmendia (Lau Haizetara Gogoan) / Andoni Txasko (Martxoak 3)
Organização: Martxoak 3 Elkartea

Derry 1972 * Gasteiz 1976
Em Bilbo: debate no dia 4 de Março (sexta-feira), às 19h00 (La Bolsa, Pilota kalea nº 10 - Alde Zaharra, Bilbo * Bizkaia)
Participantes:
Anthony Doherty e Tony Gillespie (Bloody Sunday, Derry * Irlanda) / Urko Aiartza (Advogado) / Antton Gomez (Lau Haizetara Gogoan) / Andoni Txasko (Martxoak 3)
Organização: Lau Haizetara Gogoan.
Colaboração: Bloody Sunday, Martxoak 3, Txarraska Gaztetxea, CNT Bilbo, IPES Bilbo, Komite Internazionalistak, Askapena, Sare Antifaxista.
Fonte: SareAntifaxista e boltxe.info

Info7 musika jaialdia / Festival musical da Info7


O festival enquadrou-se nas comemorações do 5.º aniversário da rádio, e decorreu no sábado passado em Hernani. Foi em cheio, ao que parece. No vídeo, temos uma pequena amostra e o agradecimento da Info7 Irratia. Geroz eta gehiago!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Análise política na Info7 Irratia

Floren Aoiz

O analista aborda questões da actualidade na política basca.

Nove acusados por levar fotos de presos na Korrika depõem na Audiência Nacional

Nove pessoas tiveram de se deslocar na segunda-feira à Audiência Nacional espanhola para depor por causa da prática de um alegado crime de «enaltecimento do terrorismo», acusadas de levar fotografias de presos políticos bascos e abanderar faixas da Segi durante a Korrika de 2009, à passagem por Iruñea. No entender do Movimento pró-Amnistia, estes factos mostram que, «enquanto em Euskal Herria se estão a dar passos para alcançar a solução, o Estado espanhol mantém a repressão».
«No se atrevem a responder por vias políticas ao trabalho em prol da independência», afirma o movimento anti-repressivo.

Por seu lado, a AEK manifestou a sua solidariedade aos nove arguidos, tendo realçado que «mostrar fotografias de presos políticos não é um crime». Esta coordenadora lembra que a Korrika é uma iniciativa em defesa do euskara e que o objectivo e as mensagens são claros. Salientam, ainda, que a Korrika é uma iniciativa «participativa e plural», na qual participam pessoas de «diferentes sensibilidades e ideologias». A AEK afirma que durante os dias que a Korrika atravessou o território basco «apenas se fez apologia do euskara», pelo que «outro tipo de conclusões evidencia o ódio para com estas iniciativas».

Também acusados de «enaltecimento do terrorismo», começaram a depor na segunda-feira no tribunal espanhol nove membros das comparsas de Bilbo, por questões relacionadas com diferentes acções levadas a cabo nas Aste Nagusia de 2005, 2006 e 2007. Pessoas ligadas à Bilboko Konpartsak deslocaram a Madrid para apoiar os seus companheiros, tendo afirmado que «este não é o caminho adequado».

Outras duas jovens de Trapagaran (Bizkaia) tiveram de ir, também na segunda-feira, até à AN espanhola para depor enquanto arguidas pelo mesmo crime. Depuseram por volta das 11h00 da manhã pela alegada exibição de fotos de presos da sua localidade durante um concerto nas festas.
O Movimento pró-Amnistia de Trapagaran denunciou «o acosso à juventude» desta localidade e à de Euskal Herria, em geral. «Não entendemos a razão de ser deste processo judicial quando existe uma sentença que diz que a exibição de fotos de presos não constitui um crime, pois não apresenta "evidência alguma de louvor, elogio ou exaltação dos crimes" pelos quais os presos tinham sido condenados», referiram em comunicado.

Da parte do Movimento pró-Amnistia qualificaram a ofensiva contra as imagens dos encarcerados bascos como «uma artimanha político-judicial para retirar das ruas a solidariedade para com as presas e presos bascos e criminalizar todo aquele que pretenda fazer gala da mesma».
Fonte: Gara via kaosenlared.net

Ver também:
«Partidos, sindicatos e agentes sociais põem em marcha uma ampla iniciativa contra a tortura» (ateakireki.com)

Leituras

«En el corazón de la Bestia», de Carlo FRABETTI, escritor e matemático


«Jon Idigoras en el 23-F», de Mikel ARIZALETA

Convocam mobilizações para denunciar a criminalização da juventude

O Movimento pró-Amnistia convocou mobilizações para os próximos dias para protestar contra a criminalização dos jovens independentistas e «contra as condenações de vingança que querem impor à juventude através da Audiência Nacional». A mobilização principal será a manifestação que irá percorrer no sábado, às 19h00, as ruas de Gasteiz, partindo da Praça da Virgem Branca.
Na conferência de imprensa que deram ontem de manhã, referiram-se ao caso do jovem Jokin Zerain, que irá a julgamento no tribunal especial espanhol na próxima terça-feira, acusado de ter participado num ataque a um retransmissor, e para quem a Procuradoria pede 35 anos de prisão. Em solidariedade com o jovem, para esse dia foi convocada uma concentração às 19h30 no centro cívico Iparralde.
Para além disso, anunciaram concentrações de apoio aos oito jovens independentistas que se encontram encerrados em Izpura desde segunda-feira, dois dos quais são gasteiztarras.
Fonte: Gara

Sete jovens de Lea-Artibai vão a julgamento por um protesto ocorrido há três anos
O caso ocorreu no dia 27 de Dezembro de 2007, quando cerca de 60 jovens entraram no batzoki de Lekeitio (Bizkaia) para protestar contra a repressão. A Ertzaintza apareceu e deteve sete deles: dois markinarras, um de Etxebarri, três de Lekeitio e um ondarruarra.
Agora, três anos volvidos, os jovens vão a julgamento (no dia 1 de Março), e, para denunciar a situação, deram ontem uma conferência de imprensa em Lekeitio, na qual anunciaram a convocatória para uma manifestação solidária na localidade costeira biscainha, a decorrer hoje, 24 de Fevereiro e com início previsto para as 19h30.
Fonte: askatu.org

Jon Anda vai ser posto em liberdade
O jovem Jon Anda foi detido em Gasteiz no final de Novembro de 2009 no âmbito da operação contra os jovens independentistas. Afirmou ter sido torturado enquanto esteve em poder da Guarda Civil. Desde então, permaneceu encarcerado nas prisões de Soto del Real e de Aranjuez.
Sairá em liberdade nas próximas horas, depois de pagar uma fiança de 20 000 euros, segundo fez saber o Movimento pró-Amnistia.
Fonte: Gara

Advogados europeus repudiam a perseguição aos advogados bascos no Estado espanhol
A Associação Europeia de Advogados publicou o seu relatório anual sobre a «situação de perseguição» que os advogados vivem, e denunciam «o acosso» que os advogados bascos sofrem no Estado espanhol. (Gara)

José Afonso - «Era de Noite e Levaram»


Zeca Afonso (Aveiro, 02/08/1929 - Setúbal, 23/02/1987). Tema do álbum Contos Velhos Rumos Novos (1969). Zuentzat, bihotz-bihotzez.

Era de noite e levaram / Era de noite e levaram / Quem nesta cama dormia / Nela dormia, nela dormia
Sua boca amordaçaram / Sua boca amordaçaram / Com panos de seda fria / De seda fria, de seda fria
Era de noite e roubaram / Era de noite e roubaram / O que na casa havia / na casa havia, na casa havia
Só corpos negros ficaram / Só corpos negros ficaram / Dentro da casa vazia / casa vazia, casa vazia
Rosa branca, rosa fria / Rosa branca, rosa fria / Na boca da madrugada / Da madrugada, da madrugada
Hei-de plantar-te um dia / Hei-de plantar-te um dia / Sobre o meu peito queimada / Na madrugada, na madrugada

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Acordo de Gernika dará as boas-vindas aos novos signatários no sábado em Donostia


Os signatários do Acordo de Gernika preparam-se para iniciar a etapa do cumprimento dos acordos, uma vez concluído o ciclo da socialização, que culminará este sábado com a apresentação dos novos signatários.

Cinco meses depois de uma trintena de agentes políticos, sociais e sindicais terem firmado em Gernika o acordo para um cenário de paz e soluções democráticas, no sábado, o frontão Atano, em Donostia, será o palco de um novo passo, o do crescimento, com a integração de novos signatários.

«Concluída também esta fase, que levou o Acordo de Gernika a todas as cidades, aldeias e bairros de Euskal Herria, e com a força dos novos signatários, vamos dar início à etapa definitiva: a do cumprimento dos acordos», anunciaram numa conferência de imprensa ontem em Donostia, no decorrer da qual também salientaram que o seu trabalho visa materializar os postulados do Acordo, que «são exigências claras da maioria da sociedade basca».

Lembraram que nos cinco meses transcorridos desde a sua apresentação, em Gernika, ocorreram movimentos que criaram um novo cenário em Euskal Herria. Referiram, neste contexto, a declaração de cessar-fogo permanente, geral e verificável por parte da ETA, os movimentos por parte de partidos e instituições, que aclararam o seu posicionamento face ao processo, e, «sobretudo, o envolvimento da sociedade basca», que, «sempre que se lhe foi pedido o apoio a este novo cenário político, veio para a rua de forma massiva e exemplar, como no sábado passado».

Nestes cinco meses, o Acordo de Gernika, «plano de acção para a paz definitiva e a verdadeira democracia», superou «os objectivos marcados: o acordo, a apresentação à sociedade e o crescimento». Após o acto do próximo sábado, iniciarão a etapa do seu cumprimento, segundo fizeram saber.
Fonte: Gara

Ver também: «O movimento pelos direitos civis convida 150 pessoas para o fórum sobre "o que devia ser a democracia"» (kaosenlared.net)
O movimento pelos direitos civis de Euskal Herria defende que a cidadania basca seja o «principal protagonista colectivo» da mudança para um estado de «pleno direito e de soluções» através da participação e da mobilização social. Para tal, organizou uma série de debates sobre «o que devia ser a democracia em Euskal Herria», que irá começar já esta sexta-feira em Bilbo, e convocou concentrações para dia 12 de Março nas capitais de Hego Euskal Herria.

Trapos sucios / Roupa suja


Había una vez en Navarra una web que asumió el compromiso de aventar los trapos sucios de esta democracia tan sui generis. Era un altavoz para denunciar las torturas, la guerra sucia, los abusos policiales, la cruel y chantajista política penitencia que se aplica a los presos y presas políticas vascas. Y era también un foco de luz sobre este lodazal en el que navegan nuestros derechos civiles y políticos: ilegalizaciones, pucherazos electorales, prohibiciones de actos, cierre de medios de comunicación, multas, agresiones, vetos, censuras…

Salvando las distancias y el formato, era el wikileaks a la navarra: hablar de lo que otros callan, hurgar en las cloacas del sistema, mostrar lo que nos quieren ocultar, abordar los asuntos reservados, los temas calientes, lo prohibido, lo políticamente incorrecto. Todo esto en un escenario en el que la autoridad acostumbra a cortar las alas a quienes cuestionan la versión oficial. Y claro, todos tenemos la íntima convicción de que los ministros del interior mienten como bellacos, pero lo complicado es decirlo alto y claro, sobre todo cuando decenas de miles de policías y un puñado de jueces estrella pueden caer sobre tu pescuezo y amargarte la vida, o al menos una parte de ella.

Efectivamente, estoy hablando de Apurtu.org. Estoy hablando de Ohiana, Edurne, Koldo y Pitu, sobre quienes lanzaron todo un regimiento militar y una infame campaña de mentiras, los tuvieron cuatro días incomunicados y hace exactamente un mes vivíamos en la incertidumbre de si los estarían torturando. Afortunadamente, en esta ocasión no fue así, más allá de que una detención en estas circunstancias es ya de por sí un maltrato y una agresión injustificable.

Para redondear el atropello, el juez Grande-Marlaska emitió hace unos días un nuevo auto decretando el "bloqueo preventivo" de la web por espacio de cuatro meses, además de la clausura de los canales de video en Youtube, el perfil de Facebook, la cuenta de Yahoo… De hecho, Apurtu.org ha desaparecido de la red, y en estos días irán cayendo el resto de las fichas de la censura. Estamos pues, ante un nuevo cierre “preventivo” de un medio de comunicación, otro altavoz apagado por el griterío ultra de que “todo es ETA”, otro sabotaje al derecho que tenemos todos y todas a informar y ser informadas en un ámbito de libertad de expresión, donde el delito no sea denunciar las torturas sino torturar.

Ante esta situación, la única opción posible es ponerse a trabajar en un nuevo proyecto que ocupe el hueco dejado por el anterior, algo que en el espacio comunicativo vasco ya se ha convertido en ritual, en acto reflejo. Por eso, tras la redada policial, un grupo de periodistas navarros y varios colectivos de comunicación popular decidimos poner en marcha la web ateakireki.com, con la que queremos hacer nuestra aportación para la superación definitiva de todas las situaciones de vulneración de derechos humanos, civiles y políticos que se están produciendo contra ciudadanos y ciudadanas navarras. Y si hay que cuestionar las versiones oficiales y aventar los trapos sucios, pues se hará, aunque ojalá llegue pronto el día en que nos quedemos sin nada de qué hablar.

Para finalizar, quiero añadir otro elemento que me parece importante: aparte e independientemente de sus contenidos, Apurtu.org ha supuesto en Navarra, y me atrevería a decir que en toda Euskal Herria, una auténtica innovación en cuanto al estilo comunicativo, al modo de entender la información, al uso de las nuevas tecnologías. Pitu supo adoptar un modelo que es sin duda el que marca el futuro de esta profesión: aparecía a las ruedas de prensa o a los actos públicos con su moto y su tramoya de hombre orquesta: cámaras de foto y video, trípode, grabadora, portátil, y a la hora siguiente ya estaba toda la información en la web, y al poco colgaba el video. Por eso el proyecto tuvo el éxito que tuvo.

Los principales diarios vascos empezaron a incorporar video-reportajes en sus ediciones digitales varios años después de que lo hiciera Apurtu, que era siempre el medio más rápido a la hora de difundir la información de la que se ocupaba, y el que la ofrecía en más formatos. Pitu nunca pisó una facultad de periodismo, y quizá por eso vio tan claro por dónde venían las nuevas claves: ser pequeño, ser inmediato, ser multimedia, trabajar y comunicar en red. Estaba siempre un paso por delante, y ahora ya se estaba especializando en retransmisiones en directo por Internet.

Por todo esto se lo llevaron, y lo tendrán de rehén hasta que les convenga. ¡Vaya triunfo de la democracia! ¡Vaya pírrica victoria! ¡Qué vergüenza! ¡Cuántos trapos sucios! Pitu askatu!


Sergio LABAYEN, jornalista
Fonte: ateakireki.com

Pitu askatu!

A sede e uma taberna da AEK em Baiona foram atacadas


Lançaram tinta branca a ambos os estabelecimentos, na noite de segunda para terça-feira, na Rua Marengo, no bairro de Baiona Ttipia.
Desconhecidos lançaram tinta branca para a fachada do edifício onde fica a AEK em Baiona, bem como a sua taberna Kalostrape (que é um bar-restaurante e espaço de animação cultural). A sede da AEK fica por cima da taberna, na Marengo karrika, mas não tem acesso pela rua, apenas por um pátio interior. A AEK já apresentou queixa na Polícia.
Não é a primeira vez que a Coordenadora de Euskaldunização e Alfabetização em Baiona é alvo de ataques.
Fonte: Berria e kazeta.info

Ver também: «AEK et un bar basque visés par des actes de "vandalisme"» (SareAntifaxista)

Prosseguem as mobilizações e encontros de apoio aos 8 jovens encerrados em Izpura
Os oito jovens independentistas que, desde segunda-feira, se encontram encerrados na localidade baixo-navarra de Izpura estão a ser alvo de um apoio constante. Depois da massiva conferência de imprensa de segunda-feira em Izpura, cerca de 140 pessoas participaram nessa mesma noite numa concentração em seu apoio. Ontem à tarde, 107 pessoas concentraram-se em Donibane Garazi.
Entretanto, no campus da UPV de Gasteiz anunciaram novas mobilizações de apoio aos oito jovens, sendo que dois deles são da capital alavesa e um outro ali estudava.
Assim, hoje e amanhã darão conferências de imprensa - que hoje se repetirão em Donostia e Zumaia (Gipuzkoa) -, e a partir de hoje haverá concentrações diárias em frente à sede do PSE em Gasteiz. Actos de apoio a estes jovens perseguidos pela sua militância política e contra o mandado europeu de detenção. Com esse discurso, a EH Bai emitiu ontem uma nota de apoio aos jovens, com quem se reunirá amanhã.
Fonte: Gara

«Uma iniciativa colectiva que cristaliza a tomada de consciência da violação de direitos», de Arantxa MANTEROLA (Gara)
«- Espainolak dittuxu?» «- Ez, euskaldunak dittuxu.»

Ongi etorri, Eñaut!

Boas-vindas a Eñaut Aiartzaguena em Iurreta (Durangaldea, Bizkaia). Eñaut saiu recentemente da prisão de Navalcarnero, depois de pagar uma fiança no valor de 50 000 euros. Foi detido no âmbito da grande operação contra a juventude independentista decretada pelo juiz Grande-Marlaska e levada a cabo pela Polícia espanhola e pela Guarda Civil, em a 24 Novembro de 2009, que conduziu à detenção de mais de 35 jovens bascos - muitos dos quais viriam depois a afirmar ter sofrido maus tratos e tortura durante o período em que permaneceram incomunicáveis. [Etxean nahi ditugulako...]

Um carcereiro não pode ter contacto com os presos bascos em Fleury
De acordo com o Movimento pró-Amnistia, o funcionário que não atendeu a mãe de um preso basco que sofreu um ataque de ansiedade naquela prisão, no dia 15 de Janeiro deste ano, não poderá, a partir de agora, ter contacto com os presos bascos ali encarcerados, por decisão da direcção da prisão.
Em virtude do acordo a que chegaram com a direcção de Fleury (perto de Paris), os presos políticos bascos puseram fim ao protesto que tinham empreendido.
O Movimento pró-Amnistia também fez saber que os presos políticos bascos Joseba Fernandez e Mikel Karrera, encarcerados em Poitiers, estiveram na solitária entre os dias 10 e 15 de Fevereiro por terem realizado um protesto no pátio.
Fonte: Berria, askatu.org e askatu.org

Solidariedade com Euskal Herria

Acção de solidariedade com o País Basco num estádio de futebol em Potsdam (Alemanha). Têm mais "sorte" do que em Portugal, onde membros da ASEH viram há algum tempo confiscada uma ikurriña gigante à entrada de um estádio; o argumento: «apologia do terrorismo». Onde é que terão ido buscar tal linguagem!?

Ver: «EHL: "Não trabalhamos por, mas sim com Euskal Herria"» (Gara)
A solidariedade com Euskal Herria alastra como uma mancha de óleo pelo mapa europeu e também americano. No âmbito da quinta semana de Solidariedade Internacional com Euskal Herria, sucedem-se diversos encontros e actos que têm por objectivo a aproximação à realidade deste povo, enviando-lhe uma mensagem clara: «Euskal Herria não caminha só».

Para mais informação sobre acções de solidariedade com Euskal Herria, ver askapena.org

gazteiraultza.info

Araba * E.H.
Já está em marcha o projecto comunicativo da juventude de Araba. Neste projecto informativo haverá lugar para diferentes formas de expressão (rádio, vídeo-activismo, edição, etc.), mas para já queremos apresentar a página em que tudo isto irá estar presente: em breve, o endereço há-de ser www.gazteiraultza.info; por agora, entrem em http://www.gazte-iraultza.tk/.



Notícia completa: SareAntifaxista

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Oito jovens independentistas sobre quem pendem mandados europeus encerram-se em Izpura


Oito jovens independentistas, que correm o risco de ser detidos e extraditados no cumprimento de mandados europeus emitidos pelo Estado espanhol, encontram-se encerrados desde ontem em Izpura, localidade próxima de Donibane Garazi (Nafarroa Beherea), e surgiram acompanhados e apoiados por uma centena de representantes políticos, sindicais e sociais.

Encontram-se nesta situação Aiala Zaldibar, a aguardar a decisão do Tribunal de Cassação, o gasteiztarra Bergoi Madernaz, os donostiarras Salbador e Jazint Ramirez, a bergararra Aitziber Plazaola, o larrabetzuarra Endika Pérez, a portugaluja Irati Tobar e o zumaiarra Beñat Lizeaga.

Numa conferência de imprensa em que surgiram acompanhados por uma centena de agentes políticos, sociais e sindicais, afirmaram que tiveram «mais sorte» que os seus companheiros detidos na operação policial contra a Segi em Outubro, ao escaparem da tortura.

Todos eles reiteraram o seu compromisso com o processo político iniciado em Euskal Herria, tendo salientado que vão continuar a trabalhar.

Os representantes do AB, Batasuna, Askatasuna, Anai Artea, NPA, Solidaires, CDDHPV, Segi e LAB presentes na convocatória disseram que a sua oposição ao mandado europeu de detenção responde à defesa dos direitos civis e políticos. «Não é uma questão de nacionalidade, vai contra os direitos», precisaram.

Pediram às pessoas que apoiem os jovens participando nas mobilizações que se realizarão diariamente, às 12h00 e às 19h00, que acorram ao festival que terá lugar em Kanbo no dia 26 e que participem na corrente humana de 3 de Março em Baiona.
Fonte: Gara / Ver também: SareAntifaxista

Vídeo da conferência de imprensa (eus)

«Huit membres de Segi menacés par le mandat d’arrêt européen», Giuliano CAVATERRA (lejpb-EHko_kazeta)

«La denuncia contra la euroorden se hace fuerte en Izpura», de Arantxa MANTEROLA (Gara)

O PP pede rapidez contra o Sortu e a Magistratura do Estado adianta prazos


O Partido Popular continua a pressionar o Governo espanhol para que proceda com a «máxima diligência» na ilegalização do Sortu. Ontem ao meio-dia, a secretária-geral do PP, María Dolores de Cospedal, pediu-lhe que não deixe esgotar os prazos de que as acusações públicas dispõem e, à tarde, a Magistratura do Estado anunciou que iria apresentar a impugnação contra o partido abertzale antes de 4 de Março, quando o podia fazer até 11 desse mês.
Ver: Gara

Ver também:
«Savater "divertiu-se muito" com o "terrorismo"» [notícia e vídeo] (kaosenlared.net)

Entrevista a Beñat, um dos condenados por pertencer à Segi


No âmbito da Semana Internacional de Solidariedade com Euskal Herria em Madrid, conversámos com Beñat, condenado a 6 anos de prisão por pertencer à Segi.
Ver: lahaine.org

Participam vários meios de contra-informação: lahaine.org / insurgente.org / kaosenlared.net / diagonalperiodico.net / masvoces.org
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À parte: nota do Movimento pró-Amnistia traduzida em Boltxe Kolektiboa:
«O Estado espanhol mantém activadas todas as frentes da repressão política» (boltxe.info)
Ao longo desta semana, várias cidadãs e cidadãos navarros terão de comparecer na Audiência Nacional espanhola, na sequência de diversos episódios repressivos...

Askapenaren Brigadak 11


Spot da campanha deste ano. Inscrições abertas até 10 de Abril.
Informazio gehiago / Mais informação: www.askapena.org

Gabi, Walter eta Unai askatu! Liberdade para Gabi, Walter e Unai!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A esquerda abertzale oferece colaboração ao EA «para possibilitar a mudança política e social» em Nafarroa

Xanti Kiroga e Marine Pueyo disseram que a esquerda abertzale está disposta a oferecer o seu capital político e humano em prol dessa mudança.

A esquerda abertzale mostrou-se disposta a colaborar com o Eusko Alkartasuna, de forma «honesta e desinteressada», para «possibilitar a mudança política e social» em Nafarroa. Xanti Kiroga e Marine Pueyo leram uma declaração no sábado passado em Iruñea, apoiados por cerca de cem pessoas, na qual se «anuncia à sociedade navarra» que a esquerda abertzale, tendo como objectivo a materialização da mudança em Nafarroa, está disposta a contribuir com todo o seu «capital político e humano».

«Tanto o EA como os demais abertzales e progressistas interessados nesta mudança podem contar com a nossa colaboração honesta e desinteressada», afirmaram Kiroga e Pueyo. Nas suas palavras, o importante agora é juntar ideias e forças, para encontrar um uma solução democrática para o conflito, «para que Nafarroa recupere a soberania perdida, e se torne o coração da pátria livre de todos os bascos».

A esquerda abertzale criticou ainda a atitude do PNV e do Aralar, por ter vetado a sua inclusão na NaBai e ter expulsado o EA da coligação.
Fonte: Berria

Ver também: «La izquierda abertzale pondrá toda su fuerza para impulsar una unidad de acción en el plano electoral» (ezkerabertzalea.info)

«O EA vai promover a colaboração entre abertzales» (Gara)
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Legalização da esquerda abertzale
No sábado, um mar de gente reclamou em Bilbo a legalização da esquerda abertzale

«Bakerantz, legalizazioa» [Para a paz, legalização] foi o lema. Fonte: BilboBranka

Manifestações em Barañain e Atarrabia para exigir a liberdade dos detidos nas últimas operações

Dezenas de pessoas manifestaram-se na sexta-feira em Barañain (Nafarroa) para exigir a libertação dos navarros detidos na operação policial de 17 de Janeiro, em particular a dos conterrâneos Iñigo González e Gorka Mayo.
No dia seguinte, Atarrabia (Nafarroa) foi palco de uma outra manifestação, em que participaram cerca de 250 pessoas, jovens na sua maioria, para exigir a libertação de Eneko Villegas e Iker Moreno, detidos nas últimas operações policiais. Vários destacamentos da Polícia espanhola vigiaram e gravaram em vídeo a mobilização.

Entretanto, na sexta-feira centenas de pessoas participaram nas mobilizações em defesa dos direitos dos presos políticos bascos. Assim, em Iruñea juntaram-se 315 pessoas, 25 em Antzuola, 90 em Lekeitio, 209 em Ondarroa, 60 em Oñati, 36 em Getaria, 49 em Lizarra, 21 em Mundaka, 80 em Lazkao, 50 em Deba, 67 em Bergara, 31 em Agurain, 65 em Andoain, 190 em Zarautz, 75 em Galdakao, 54 em Soraluze, 119 em Algorta, 25 em Baztan, 17 em Lezama, 45 em Arbizu, 240 em Errenteria, 47 em Berriozar, 120 em Bilbo, 22 em Legorreta, 424 em Gasteiz, 35 em Lezo, 18 em Bera e 130 em Zornotza, 15 em Usansolo, 53 em Amurrio, 8 em Gatika, 60 em Urretxu-Zumarraga e 115 em Donostia.

Liberdade recusada
Por outro lado, a Justiça francesa recorreu na quinta-feira da decisão de atribuir a liberdade condicional a Ion Parot, decretada horas antes pelo juiz de Aplicação de Penas. O baionarra, que está há 21 anos preso, continuará encarcerado em Muret.
Entretanto, nesse mesmo dia, Eñaut Aiartzaguena abandonava a prisão de Navalcarnero depois de pagar 50 000 euros. O jovem de Iurreta foi detido em 2009 numa operação contra jovens independentistas.
Por outro lado, Patxi Segurola, que saiu da prisão na terça-feira, depois de um tribunal francês ter indeferido o segundo pedido de extradição emitido contra ele, foi confinado em Autun (Borgonha), a 850 km do país. Segurola não pode sair dessa localidade e tem de se apresentar duas vezes por dia na esquadra.

Multas massivas em Antsoain e pedido de multa para Enparantza
Entre 30 e 40 pessoas que foram identificadas numa concentração em Antsoain (Nafarroa) para protestar contra a operação contra o Ekin, em Setembro, na qual foi detida uma moradora, receberam multas de 450 euros por participar numa mobilização não autorizada. Para além disso, o magistrado do MP solicita 6000 euros de multa, e o juiz mais 8000 euros de fiança, para o advogado Jon Enparantza, por «insultar as Forças de Segurança do Estado» numa conferência de imprensa realizada em Baiona, depois de o corpo sem vida de Jon Anza ter aparecido.
Fonte: Gara, Gara e ateakireki.com / Fotos da manifestação de Barañain: ekinklik.org

«Comparseros» de Bilbo vão depor na AN
Gara eta askatu.org, Bilbo * E.H.
Nove membros das comparsas de Bilbo vão ter depor na Audiência Nacional espanhola, entre esta segunda e terça-feira, sobre diferentes acções levadas a cabo nas Aste Nagusia de 2005, 2006 e 2007.
Os elementos das comparsas lembraram que «as denúncias e ameaças que foram sendo divulgadas estão a ficar sem efeito»; como exemplo disso, referiram a sentença da própria Audiência Nacional que absolveu a Txori Barrote.
«Kaskagorriren aurkako jazarpenak ez du etenik» (askatu.org)
[A perseguição à Kaskagorri não pára]
Fonte: SareAntifaxista

Leituras

«Derecho penitenciario del enemigo», de Francisco LARRAURI, psicólogo

«El legalismo mágico», de Iñaki URDANIBIA, doutor em Filosofia

«Los traductores también piensan», de Alfonso SASTRE, dramaturgo

«Crise capitalista na Europa e processo de libertação basco», de 1 a 3 de Março em Donostia, Bilbo e Iruñea

«Krisi kapitalista Europan eta euskal askapen prozesuan / Crisis capitalista en Europa y proceso de liberación vasco» é o título das três conferências que terão lugar em Donostia, Bilbo e Iruña nos dias 1, 2 e 3 de Março, respectivamente.
Askapena eta Herria Abian * E.H.
Projectamos estas jornadas no âmbito das iniciativas do 3 de Março, como forma de contribuir para o exame e a discussão da crise capitalista que nos impuseram e das alternativas existentes.
- 1 de Março, Donostia, no Koldo Mitxelena às 19h30, Iñaki Gil de San Vicente (esquerda abertzale) e Igor Urrutikoetxea (LAB)
- 2 de Março, Bilbo, na sociedade Errondabide Elkartea (Alde Zaharra) às 19h30, Antxon Mendizabal (professor da UPV-EHU) e Izazkun Guarrotxena (Bilgune Feminista)
- 3 de Março, Iruñea (Errotxapea auzoa), na associação Errotaberri às 19h30, Oskar Matute (Alternatiba) e Aitor Saiz Lasheas (EHK)
Fonte: SareAntifaxista

Tiken Jah Fakoly - «Plus rien ne m'étonne»


A presença do conhecido músico marfinense foi há poucos dias anunciada pelos organizadores do EHZ na edição deste ano do festival, que tem lugar em Heleta (Nafarroa Beherea, EH) entre 1 e 3 de Julho.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Milhares de pessoas nas ruas de Bilbau exigem a legalização do Sortu

Milhares de pessoas aderiram hoje à tarde à exigência de legalização do Sortu, numa enorme mobilização que decorreu em silêncio, apenas quebrado por irrintzis e aplausos. Os organizadores salientaram que o «passo de hoje foi importante» mas «aquilo que está em jogo é muito mais», e fizeram um apelo para que «o grito silencioso e plural de hoje tenha um efeito multiplicador».


Galeria de fotos (Gara) / Argazki bilduma (Berria) / Reportagem (ekinklik.org)
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Vídeos: 1- Gara / 2- Berria via Koska Irratia / 3- kaosenlared.net

A marcha para reclamar a legalização do Sortu arrancou às 17h30 de La Casilla, sob o lema «Bakerantz, legalizazioa» [Para a paz, legalização]. Levavam a faixa os convocantes da mobilização: Pello Zabala, Iñaki Zarraoa, Xabier Zubizarreta, Xabier Oleaga, Anjeles Iztueta, Maxux Rekalde e Antton Lafont, entre outros. Atrás deles seguiam os promotores do Sortu: Iñaki Zabaleta e Maider Etxebarria, entre outros.

Apesar da pontualidade com que se iniciou, a manifestação avançou de forma muito lenta, pois as milhares de pessoas que abarrotavam toda a Rua Autonomia, passeios e calçada incluídos, para se juntarem à mobilização, impediam que o andamento fosse mais rápido.

Quando a cabeceira chegou a Zabalburu, em La Casilla, o ponto de partida, ainda estavam milhares de pessoas à espera de iniciar o trajecto.

Esquerda abertzale, EA, AB, Aralar, EB e Alternatiba participaram na mobilização com uma ampla representação. O PNV também esteve presente, tendo enviado os deputados Iñigo Iturrate e Mikel Martínez.

A mobilização decorreu em silêncio, apenas quebrado por aplausos e irrintzis. A cabeceira demorou uma hora a completar o trajecto e, quando chegou à Câmara Municipal, a mole humana ainda seguia na Rua Autonomia.

Acto final
Kontxita Beitia, do movimento das andereños* dos anos 50, e o representante da diáspora basca na Argentina César Arrondo foram os responsáveis por transmitir a mensagem final.

Depois de agradecerem a aceitação que a convocatória teve, ressaltaram que «o eco ensurdecedor deste silêncio activo, decidido e determinado há-de ressoar lá onde deve: de momento no Governo de Espanha, na sua Procuradoria-Geral e no Supremo Tribunal».

Afirmaram que, depois da declaração do Palácio Euskalduna do passado dia 7 de Fevereiro, não aceitarão um «não» como resposta e que «quarentenas repentinas ou considerações antijurídicas influenciadas por interesses políticos são inaceitáveis».

Arrondo e Beitia disseram que a esperança começou «a entrar de novamente na sociedade basca» e que desta vez querem «que tenha vindo para ficar». Esperança, afirmaram, de que o cessar-fogo da ETA «seja definitivo», a esperança «no fim de qualquer actividade violenta e de qualquer imposição antidemocrática», a esperança «no respeito pelos direitos humanos, civis e políticos, individuais e colectivos», a esperança «na instauração de uma democracia integradora que nunca antes conhecemos em Euskal Herria. Em suma, a esperança na paz».

Na sua alocução, realçaram que a reivindicação de hoje representa «apenas um passo, importante e necessário na actualidade», mas que «aquilo que está em jogo é muito mais».

Por isso, fizeram um apelo para que «o grito silencioso e plural de hoje possua um efeito multiplicador» e «transforme num clamor social o pregão da nossa faixa: Bakerantz, legalizazioa».
Fonte: Gara

*andereños: de forma básica, mulheres que ensinaram euskara às escondidas, de forma clandestina, para não serem descobertas, durante a ditadura franquista; também significa professora de ikastola.

«Legeztatzea eskatu du jende uholde batek Bilbon, bakerako pauso modura» (Berria)
[Um mar de gente pediu a legalização em Bilbau, como passo para a paz]

«Um tsunami silencioso percorre Bilbo, exigindo a legalização do Sortu» [com muitas fotos] (boltxe.info)
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Leituras relacionadas:
«180.000 semillas que echan raíz en Gernika y siembran el futuro», de Ramón SOLA

«Cada cual en su sitio», de Floren AOIZ, escritor

«¿Por qué se enreda tanto Urkullu?», de Txisko FERNÁNDEZ, jornalista

Arnaldo Otegi afirma que a credibilidade era a primeira batalha


O líder independentista encarcerado Arnaldo Otegi afirma que a esquerda abertzale ganhou a credibilidade dos agentes sociais, sindicais, políticos e internacionais «envolvidos na tarefa de levar por diante o processo democrático».

«A Procuradoria decide impugnar o Sortu na véspera da marcha de Bilbo pela sua legalização»

«Deputados europeus saúdam a criação do Sortu e pedem a Madrid que não coloque entraves»

Xabier Zubizarreta: «Os partidos mais próximo estão a reposicionar-se e isto deve continuar a alastrar»

Sob a epígrafe «Uma oportunidade para as soluções democráticas. A credibilidade, nossa primeira batalha», Arnaldo Otegi expõe, no portal basquepeaceprocess.info, a sua reflexão sobre o panorama aberto pelos movimentos da esquerda abertzale.

O líder independentista e preso político agora encarcerado em Logroño inicia a sua análise com a constatação de que «hoje ninguém é capaz de defender com rigor, para lá da mera propaganda política, que nada mudou», depois de os independentistas e socialistas bascos terem «construído um novo cenário político no nosso país».

Afirma: «agora podemos dizê-lo, a primeira batalha com carácter estratégico que sabíamos que tínhamos de enfrentar ia ser a batalha da credibilidade».

Reconhece que as experiências de negociação frustradas, «fundamentalmente Lizarra e a última», «tinham prejudicado a nossa credibilidade política» junto dos cidadãos bascos.

«Reconhecer essa realidade obrigava-nos a deitar fora leituras autocomplacentes, por um lado, e a fugir de debates sobre se a nossa perda de credibilidade era maior ou menor que a do Estado, simplesmente porque o Estado pode suportar qualquer perda a esse nível, na medida em que a sua estratégia legitimadora não necessita da aceitação popular basca, enquanto para aqueles que dinamizam o processo de libertação nacional a legitimação e aceitação popular é simplesmente imprescindível», afirma.

Sublinha, ainda, que a necessidade de recuperar a credibilidade era «mais urgente» porque a aposta unilateral na criação de um processo democrático assenta em dois pilares «fundamentais»: «o nosso povo e a comunidade internacional».

«Por isso, os sectores que, instalados no imobilismo, se dedicam a dizer-nos o quê, como e quando devemos apresentar as nossas iniciativas e propostas estão completamente equivocados».

Otegi salienta ainda que «os únicos elementos capacitados» para apresentar sugestões ou propostas à esquerda abertzale nesta fase do processo são os agentes sociais, sindicais, políticos e os internacionais «envolvidos na tarefa de levar por diante o processo democrático. Todos os nossos esforços se destinaram a ganhar a sua credibilidade e a aumentar o grau de confiança uns nos outros».
Fonte: Gara

Na foto: Arnaldo Otegi, euskal preso politikoa.