sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Milhares de pessoas manifestam em Bilbo o seu apoio ao Kukutza

Milhares de pessoas percorreram as ruas de Bilbo numa massiva manifestação de apoio ao gaztetxe Kukutza III.

Sob o lema «Kukutza aurrera! - Denok gara Kukutza!», milhares de pessoas foram até Bilbo ontem à tarde para participar na manifestação em defesa do Kukutza, que arrancou às 19h00 da delegação do Governo de Lakua e terminou em frente à Câmara Municipal. A mobilização, que visava denunciar o despejo e a demolição do emblemático gaztetxe, bem como «a brutalidade e violência policial que impediram qualquer expressão solidária com o projecto social do Kukutza», decorreu em ambiente de festa, no qual predominaram os cânticos a favor do centro sociocultural e juvenil autogerido.
Anteontem, na sua apresentação, membros das dezenas de colectivos que promoveram a manifestação de apoio denunciaram publicamente «a manipulação, o atropelo indiscriminado dos direitos civis que se verificou nestes dias, a deturpação e a criminalização, por parte dos poderes políticos, tanto do projecto social como das pessoas que solidariamente vieram para a rua manifestar o seu apoio» ao Kukutza III.
Tal como já outros o fizeram, exigiram a demissão do autarca de Bilbo, Iñaki Azkuna, e do conselheiro do Interior, Rodolfo Ares, apontando-os como «responsáveis directos» do «estado de sítio» que se viveu há alguns dias em Errekalde e numa boa parte da cidade.

Dois alemães continuam encarcerados em Basauri
Dois jovens alemães, de Hamburgo e Bremen, continuam na prisão de Basauri desde sexta-feira à tarde, depois de a titular do Tribunal de Instrução número 5 de Bilbo, «de forma inexplicável», segundo fontes jurídicas, ter decretado o seu encarceramento, como alegados autores de «desordens públicas» na sequência do despejo do Kukutza. Nem as démarches do seu advogado nem as do cônsul em Bilbo e da Embaixada em Madrid foram suficientes para os libertar, o que é considerado uma «arbitrariedade».
Fonte: Gara

Ver também: «Hostigada la asamblea informativa y solidaria con los Antifascistas detenidos en Rekalde» (SareAntifaxista)

«Milhares de vozes clamam nas ruas de Bilbo que o Kukutza está vivo», de Agustín GOIKOETXEA (Gara)

«Uholde laranjak hartu ditu Bilboko kaleak, Kukutzaren alde», de Maite ASENSIO LOZANO (Berria)

«[Fotos] Bilbo: novamente um mar de gente em defesa do Kukutza» (boltxe.info)

«Kukutza, terrorismo social, cultural y policial», de Iñaki URIARTE (boltxe.info)

A Egin Dezagun Bidea encara a decisão do EPPK como um «grande compromisso»

Quase uma semana depois de o Colectivo de Presos e Presos Políticos Bascos (EPPK) ter anunciado a sua adesão ao Acordo de Gernika para promover a construção de um cenário de paz e soluções democráticas em Euskal Herria, as reacções sucedem-se. O movimento que trabalha pelos direitos dos presos, Egin Dezagun Bidea, «aplaudiu» a decisão do colectivo, qualificando-a como um «passo importante».
Em seu entender, esta adesão supera «todos os obstáculos que são colocados ao Colectivo para tomar parte no Acordo; o EPPK mostrou grande sentido de responsabilidade e compromisso», declarou Beñat Zarrabeitia esta quarta-feira em Donostia, acompanhado por Fran Balda, Jone Artola, Nagore García e Félix Soto.
Insistiram na ideia de que os presos devem ser repatriados, sendo-lhes garantida «a possibilidade de participar inteiramente no processo».
Precisamente, a aproximação dos mais de 700 presos que hoje em dia se encontram em diferentes prisões espanholas e francesas constitui, nas palavras de Zarrabeitia, «um desafio incontornável». Recordam que também foi assim noutros lugares do mundo, «como a Irlanda ou a África do Sul».
Lembraram, por fim, que a libertação dos presos ocorreu em oito anos no caso sul-africano e em apenas dois no caso irlandês. «Ambos os processos foram impulsionados tanto por uma vasta exigência social como pelos passos dados pelos respectivos Governos». / [Ver, na sequência: «Falar de direitos»]
Oihane LARRETXEA
Notícia completa: Gara

«O LAB afirma que a adesão do EPPK ao Acordo de Gernika é "muito importante e conhecerá desenvolvimentos"» (Gara)
A secretária-geral do LAB, Ainhoa Etxaide, considera que a adesão do Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK) ao Acordo de Gernika é «um passo importantíssimo que conhecerá desenvolvimentos» e que demonstra que o colectivo «é um agente político que quer exercer o seu direito a intervir na construção de um cenário de paz e de soluções democráticas».

Lau Haizetara Gogoan, Egin dezagun bidea
A coordenadora Lau Haizetara Gogoan, que agrupa em Euskal Herria os grupos «memorialistas» de denúncia do genocídio franquista e do terrorismo de Estado, estará presente na convocatória da última sexta-feira do mês em Gasteiz, na defesa de todos os direitos para os presos e presas políticos bascos. O encontro, que terá início às 20h00 na Virgem Branca, terminará com um acto na Praça dos Foros, em que a Lau Haizetara Gogoan também participará.

Gasteizko azken ostirala / Última sexta-feira do mês em Gasteiz
Nós vamos, eles já vão.
Fonte: lahaine.org

Activistas contra o TGV protestam no Atlantic Logistic Forum, em Baiona

Quatro militantes anti-TGV, do Mugitu Mugimendua, protagonizaram uma acção de protesto quando da intervenção do director dos Transportes do Governo de Lakua, Mikel Díez, na jornada organizada em Baiona sobre o corredor atlântico da linha de alta velocidade.
Os militantes anti-TGV exibiram cartazes com o lema «TAV-AHTrik ez, desobeditu!!» e denunciaram a «operação de lobbying» a favor da linha Paris-Bordés-Madrid que está a ser promovida pelo Governo de Lakua, pelo Conselho da Aquitânia e pelas câmaras de comércio e indústria.
Com esta acção de protesto, quiseram também denunciar o «grande impacto ambiental, económico e social que representa a procura permanente de grandes infra-estruturas no nosso país».
Notícia completa: Gara

Vídeo: Lakua explica a delegados da UE e da Aquitânia que o «TGV enfrenta uma dificuldade social acrescida porque há municípios governados por "radicales"»

Fotos e mais informação (euskaraz) em kazeta.info

A AHT Gelditu! convoca mobilizações em defesa de seis activistas indiciados
A coordenadora contra o TGV AHT Gelditu! Elkarlana fez um apelo à mobilização no próximo dia 1 de Outubro, para exigir a paralisação do macro-projecto e expressar a solidariedade aos seis activistas que vão ser julgados no dia 5 de Outubro na Audiência Provincial de Gasteiz pelos factos ocorridos na manifestação de Urbina, a 17 de Janeiro de 2009. Para os seis arguidos são pedidas penas de prisão que variam entre os 2 e os 4 anos.
Nesse dia, 1 de Outubro, às 10h30 terá início uma marcha a pé desde Urbina – terra alavesa que será homenageada «pela sua resistência histórica contra o TGV» – com destino a Gasteiz. À chegada à capital de Araba, haverá então uma manifestação nacional, na Praça Bilbao, às 18h00, com o lema «Urbina berreskuratu, AHT Gelditu! Epaiketarik ez!».
Na conferência de imprensa que deu em Gasteiz, recordou-se que estas mobilizações se somam à campanha de declarações de culpa que a Elkarlana pôs em marcha em solidariedade com as pessoas processadas.
Salientaram ainda o facto de o actual contexto de crise económica ser apropriado à «reflexão» sobre os grandes macro-projectos.
Fonte: Gara

Ver também: «Concentração esta sexta-feira contra o julgamento dos opositores ao TGV detidos em Urbina» (ateakireki.com)

O Município de Oñati quer que a Guarda Civil se vá embora de Euskal Herria

O Município de Oñati (Gipuzkoa) pediu esta quarta-feira que se ponha fim à presença e aos controlos da Guarda Civil, através de uma moção apresentada por um grupo de cidadãos. O Bildu e o PNV votaram a favor. Para além disso a Câmara de Oñati apelou à participação na convocatória feita por um grupo de cidadãos para protestar contra a mobilização anunciada por um sindicato da Guarda Civil para esta localidade guipuscoana.
A associação de guardas civis AUGC anunciou a intenção de realizar em Oñati uma concentração em Outubro, por causa das «ameaças do Bildu», e que recebeu o apoio do dirigente do PP Antonio Basagoiti.
A Câmara Municipal de Oñati pede que «sejam postas de parte todas as formas de repressão contra o povo basco, de forma a possibilitar o desenvolvimento do processo democrático que nos conduzirá à paz e normalização política» e, para tal, consideram imprescindível que «as forças militares e policiais provenientes de Espanha se vão embora de Euskal Herria».
O Município afirmou ainda que os controlos da Guarda Civil em Oñati se têm intensificado. «Cidadãos que andam pelas estradas, pelas ruas ou pelos montes têm sido parados, revistados e interrogados, e alguns deles permanecem retidos por muito tempo», afirmaram.
Fonte: Gara

Autarcas de Gernika e Aulesti pedem que se acabe com o acosso a Zenigonaindia
Os autarcas de Gernika e Aulesti (Bizkaia), José María Gorroño e Mikel Ansotegi, deram uma conferência de imprensa na quarta-feira na vila foral para denunciar o acosso a que o jovem Mikeldi Zenigonaindia tem sido submetido e expressar-lhe a sua solidariedade.
Zenigonaindia denunciou tanto nestes municípios como no Tribunal de Bilbo as ameaças e pressões de que foi alvo no passado dia 11 de Julho no parque de estacionamento de Astra (Gernika), por parte de quatro pessoas que se identificaram como guardas civis.
Para além de solidarizarem com o visado e recordarem que, para se alcançar um cenário de normalização política sem violência, é preciso que desapareçam todas as suas manifestações, pediram ao Ararteko [Defensor do Povo] que estude a situação de Mikeldi Zenigonaindia, tendo ainda solicitado aos responsáveis da Subdelegação do Governo espanhol na Bizkaia que procedam a uma investigação.
Fonte: Gara

Lapurtarren Biltzarra

No domingo, realizou-se a Lapurtarren Biltzarra em Uztaritze e, com o tempo a ajudar, muita gente acorreu a esta antiga capital de Lapurdi. Tradicionalmente, o evento celebra-se no primeiro domingo de Outubro, mas este ano teve lugar no último de Setembro. O que não fugiu à regra foi a habitual mistura entre ambiente de festa e reivindicação no desfile dos carros. Argazkia/Foto: Gaizka IROZ
Fonte: kazeta.info

Sobre a Lapurtarren Biltzarra, ver Le Journal du Pays Basque:

«Lapurtarren Biltzarra ou la Démocratie...» (22/09/2009)

«Lapurtarren Biltzarra : un programme riche pour une journée populaire» (25/09/2010)

«Marché associatif à Lapurtarren Biltzarra» (24/09/2011)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

De Portugal para Euskal Herria, com amor

Dois povos, a mesma luta

Durante o fascismo português, milhares de pessoas saíram do país. Por razões políticas e económicas, tiveram de fugir a salto pela fronteira e atravessar um território dominado pelo franquismo. Para chegar a França, muitos receberam o apoio de bascos que conheciam melhor a zona montanhosa que caracteriza aquela região. Essa ajuda evitou-lhes a prisão, a tortura e, em alguns casos, a morte. Já nessa época, aos portugueses chegavam informações do País Basco através do clandestino «Avante!».

Anos depois, em 1975, os telejornais das principais cadeias norte-americanas abriram com as imagens de milhares de manifestantes a assaltar e a queimar o consulado e a embaixada do Estado espanhol em Lisboa. O assassinato dos dois militantes da ETA pelo fascismo espanhol fez explodir o ódio pelo franquismo. Nesse mesmo ano, no contexto do processo revolucionário português, o Exército Republicano Irlandês (IRA), a Euskadi Ta Askatasuna (ETA) e outras organizações armadas organizam, livremente, um comício na cidade do Porto. O impacto da revolução portuguesa atrai a solidariedade internacionalista de centenas de estruturas políticas.

Em 1976, a Assembleia Constituinte aprova o mais belo texto alguma vez escrito em língua portuguesa. A jovem Constituição da República Portuguesa consagra o socialismo como horizonte e no seu sétimo artigo proclama que "Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, assim como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão".

Mas os anos de felicidade não duraram muito. As forças da direita, apoiadas pela CIA, pela NATO e pela Espanha franquista não permitiram que um país da Europa Ocidental construísse o seu próprio futuro. Chegou a contra-revolução, acabou-se com a reforma agrária e começaram as privatizações. Já a terra não era para quem a trabalhava e as fábricas ficaram nas mãos dos de antes. Os mesmos portugueses que nos derrubavam a beleza da revolução são, hoje, acusados de terem apoiado o assassinato de independentistas bascos, através do terrorismo de Estado.

A solidariedade não é um delito!

Contudo, Portugal nunca deixou de estar ao lado daqueles que lutavam com os seus povos pelo fim de todas as formas de opressão. Entre as dezenas de organizações e colectivos solidários com as lutas de distintas realidades do planeta, nos anos 90, junta-se-lhes a Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH) com o objectivo de denunciar a situação que vivia o povo basco e de organizar a solidariedade.

Em 1996, depois da detenção de Telletxea Maia, no aeroporto de Lisboa, a ASEH protagoniza uma forte campanha ao lado de centenas de portugueses que querem impedir a extradição do cidadão basco para o Estado espanhol. A batalha pela sua permanência em Portugal é dura mas alcançamos a vitória. Telletxea Maia, a quem as autoridades espanholas acusam de ser membro da ETA não é extraditado para Madrid.

Anos depois, os telejornais abrem com as imagens da visita do sucessor de Franco a Lisboa. Juan Carlos caminha por uma rua de Lisboa quando alguém rompe o perímetro de segurança com uma ikurriña e grita por Euskal Herria. O chefe dos torturadores assusta-se e o jovem português é detido. Perante a visita do assassino Jose Maria Aznar, a rejeição repete-se. É atacado com ovos cheios de tinta.

A ilegalização do Batasuna, da Segi e de outras organizações da esquerda independentista marca os princípios do século XXI. Em nenhum momento, a ASEH deixou de o denunciar e de alertar que o que se passa no País Basco não é uma excepção. É o que o imperialismo e a direita, em cada país, deseja fazer com os povos e os trabalhadores. Aprisionar os sonhos de um mundo melhor sempre foi o sonho dos que querem um mundo pior.

Por isso, estivemos pela libertação do preso político mais antigo, até então, 'Gatza'. Por isso, homenageámos quando morreu um dos melhores amigos bascos de Portugal, 'Tito' Arregi. Por isso, denunciámos a situação de Iñaki de Juana e, dentro da tristeza que é viver no exílio e na clandestinidade, ficámos felizes quando soubemos que pôde fugir da Irlanda. Como Troitiño e tantos outros que tiveram de escolher esse caminho para escapar à prisão perpétua.

Há um ano, atiraram para a prisão vários camaradas da Askapena. Por serem solidários com a luta de outros povos, foram acusados de terrorismo. A solidariedade internacionalista não é um delito senão para aqueles que vivem da opressão e da exploração. E, como afirmou o dramaturgo Alfonso Sastre, também ele acusado de terrorismo, "à guerra dos pobres chama-se terrorismo e ao terrorismo dos ricos chama-se guerra". Estaremos sempre do lado dos pobres.

Pelo direito do povo a decidir

Hoje, a esperança percorre as ruas e avenidas de Euskal Herria. Nas últimas eleições, o povo basco demonstrou, claramente, que se identifica com as propostas de paz da esquerda independentista e com o cessar-fogo da ETA. Cabe agora aos Estados espanhol e francês, e à comunidade internacional, encerrar o último capítulo do conflito armado aceitando o direito do povo basco a decidir o seu próprio futuro e libertando os cerca de 700 presos políticos. A única violência que subsiste é a violência da repressão das polícias e forças armadas de ambos os Estados.

Vivemos cada vitória e cada derrota do povo basco como se fosse nossa. Entendemos que a melhor forma de se ser solidário com a luta doutros povos é lutando pelo nosso próprio povo. Por isso, nunca abdicámos de participar em diversas acções em conjunto com outras organizações portuguesas por reivindicações nacionais. Também por isso, Euskal Herria sabe que não está só. Apesar das diferenças entre a história da luta dos portugueses e dos bascos, apesar das diferenças culturais, o que nos move é o mesmo horizonte: um mundo de paz, progresso e justiça social.

27 de Setembro de 2011

Associação de Solidariedade com Euskal Herria

Cinco peritos internacionais em conflitos políticos constituem a Comissão de Verificação do cessar-fogo

A Comissão Internacional de Verificação do cessar-fogo (CIV) é composta por cinco peritos policiais, militares e conhecedores de conflitos políticos noutros países, para além de uma coordenadora. Tem como objectivo «contribuir para a verificação do cessar-fogo da ETA através de um trabalho sério e rigoroso», segundo fizeram saber num comunicado.

Comunicado da Comissão Internacional de Verificação (cas/eng/eus)

A esquerda abertzale considera que a criação da CIV é «um passo firme e significativo no processo de soluções»

O grupo de peritos da Comissão Internacional de Verificação (CIV) do cessar-fogo da ETA é composto por Ronnie Kasrils, da África do Sul, Raymond Kendall e Chris Maccabe, da Grã Bretanha, Ram Manikkalingam, do Sri Lanka, e Satish Nambiar, da Índia, enquanto a coordenadora é Fleur Ravensbergen.

A apresentação do grupo foi feita através de um comunicado enviado aos meios de comunicação, no qual se destaca que «nos últimos anos se deram importantes avanços no caminho para a paz no País Basco, e hoje deparamos com uma nova etapa encorajadora».

«Entre os muitos factores que contribuíram para se chegar a esta etapa, é de realçar a exigência clara e rotunda, por parte da sociedade basca, de que a violência chegue definitivamente ao fim», diz o comunicado dos membros da CIV.

Consideram «fundamental» neste processo que o cessar-fogo decretado pela ETA a 10 de Janeiro de 2011 seja «credível e irreversível». Por isso, afirmam que a constituição deste grupo «responde ao pedido feito por diversos elementos da sociedade basca a membros da Comissão para que fosse criado um mecanismo de verificação do cessar-fogo».

Afirmam ainda que, «durante os últimos dias, a CIV se reuniu com representantes dos partidos políticos, associações de empresários, sindicatos e da Igreja do País Basco para falar sobre o início do trabalho da Comissão».

O comunicado acrescenta que o grupo irá manter «reuniões periódicas com todos os elementos possíveis da sociedade basca para proceder à troca de relatórios, ideias e projectos que possam consolidar e aprofundar o cessar-fogo credível e irreversível que o País Basco solicita».
Fonte: Gara

Os presos para a rua! No sábado, todos a Iruñea!


Espetxeratuak kalera, larunbatean Iruñera!
Fonte: ateakireki.com

Quinze jovens de Donostia podem vir a ser encarcerados
O Supremo Tribunal espanhol reviu ontem em audiência pública a sentença decretada em Outubro do ano passado pela Audiência Nacional contra quinze jovens donostiarras, condenando-os por «integração em organização terrorista» por causa da sua participação no movimento juvenil.
Numa conferência que deram esta segunda-feira em Donostia, os jovens afirmaram que, «a partir de agora, a qualquer momento, corremos o risco de ser detidos e encarcerados». Denunciaram, para além disso, a actual criminalização do trabalho político, neste caso o da Segi, tendo por isso reclamado «o direito a defender livremente todos os projectos políticos».
Reclamaram também o fim do regime de incomunicação, de forma a evitar o risco de tortura, a que se recorre para forjar declarações incriminatórias. Exigiram ainda o fim dos julgamentos políticos, incluindo o que os atinge a eles mesmos, «já que têm por objectivo não só punir o trabalho político, como também criar entraves ao projecto que defende a independência de Euskal Herria».
Depois de fazerem um apelo à participação na manifestação de Iruñea, no próximo sábado, anunciaram que irão convocar em breve mobilizações para Donostia.
Fonte: Gara

Askapena: Internazionalismoa ez da delitua / O internacionalismo não é um crime

A un año de que se pusiera en marcha la operación policial contra Askapena, queremos comunicar:

Antes que nada quisieramos expresar nuestra mayor solidaridad con Gabi, Walter, Aritz, Unai y Dabid, militantes internacionalistas vascos que han sido enjuiciados hace dos semanas y que están a la espera de mismo.

La redada contra Askapena y el posterior enjuiciamiento se enmarca dentro de la estrategia represiva contra el movimiento popular. Lamentablemente no es el primero, ni será el último dentro de los oscuras etapas de la historia de este pueblo. Además, el objetivo del accionar represivo ha sido golpear al internacionalismo por canalizar la solidaridad y el cariño entre los pueblos. Justamente, en el actual momento, en el cual la solidaridad con nuestro pueblo es más importante que nunca.

Queremos manifestar, al igual que hemos hecho hace un año, y en estos 24 años de largo camino, nuestro compromiso con el trabajo realizado, con el objetivo de tejer las redes de solidaridad con los pueblos en lucha y canalizar la solidaridad con Euskal Herria que se genera en el ámbito internacional. Justamente, es esto lo que les duele a los imperios y explotadores, que los pueblos hagamos camino común de resistencia ante cualquier injusticia en cualquier lugar del mundo, por encima de las diferencias y las particularidades de cada un@.

Y que ninguna acción criminalizadora, ya sea mediática, policial o jurídica podrá impedir la necesidad y el compromiso asumido por los pueblos, de aprender y apoyarnos mutuamente.

Finalmente, expresamos nuestra adhesión a la manifestación que se realizará el 1 de octubre en Iruña, que partirá desde los Cines Golem a las 17:30 hs y os animamos a concurrir, junto a los demás militantes enjuiciados, con el objetivo de reivindicar todos los derechos para tod@s.

Gora Euskal Herria Internazionalista!
Eskubide guztiak guztiontzat!
Fonte: askapena.org

Conferência de imprensa dos internacionalistas da Askapena processados

Bilbon, 2011ko irailak 28.
Fonte: askapena.org

O Friendship pede que a política espanhola relativamente a Euskal Herria seja reprovada

Esta semana, houve duas notícias com origem em Estrasburgo que se centram na situação de Euskal Herria, nas quais se questiona a atitude do Estado espanhol relativamente ao conflito político. Por um lado, no Parlamento Europeu, o Friendship criticou a sentença do «caso Bateragune» e, por outro, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem confirmou a condenação desse Estado por violar a liberdade de expressão de Arnaldo Otegi.

François Alfonsi, membro do Friendship, efectuou na segunda-feira uma intervenção relacionada com a sentença condenatória decretada pela Audiência Nacional espanhola contra Arnaldo Otegi, Rafa Díez, Miren Zabaleta, Arkaitz Rodríguez e Sonia Jacinto, no âmbito do chamado «caso Bateragune», para alertar para as suas consequências negativas.

O eurodeputado corso recordou que esteve presente no julgamento, em Madrid, como observador e insistiu na ideia de que Otegi e os seus companheiros «foram julgados por um delito de opinião». Alfonsi aproveitou a ocasião para abordar a perseguição de que o Bildu foi alvo, tendo dito que foi uma coligação ilegalizada, posteriormente legalizada e que obteve 23% dos votos dos cidadãos de Hego Euskal Herria [País Basco Sul].

Alfonsi defendeu que «é importante que o Parlamento Europeu reprove a política do Estado espanhol relacionada com o País Basco, num momento em que os acontecimentos políticos são marcados por um processo de paz que poderia chegar, como no Norte da Irlanda, a uma solução sustentável, benéfica para o País Basco, benéfica - salientou o eurodeputado que faz parte do Friendship - para os próprios cidadãos espanhóis, e benéfica para os cidadãos da União Europeia».
Fonte: Gara

Estrasburgo rejeita o recurso do Governo espanhol contra a sentença que o condenou por violar a liberdade de expressão de Otegi
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) rejeitou o recurso do Governo espanhol contra a sentença que o condenou, em Março deste ano, por violar a liberdade de expressão de Arnaldo Otegi, que foi punido com um ano de prisão por se referir a Juan Carlos de Bourbon como «responsável dos torturadores».
A decisão do TEDH de Março deste ano apoiava os argumentos de Otegi, que alegava na queixa apresentada em 2007 que a condenação do Estado espanhol constituía um atentado injustificado contra o seu direito à livre expressão.
O Governo espanhol recorreu dessa decisão, mas agora o TEDH vem confirmar que o Executivo tem de indemnizar o dirigente independentista.
Notícia completa: Gara

Joan Tardá: «Otegi askatu!»
Joan Tardá, porta-voz do partido catalão ERC, defendeu a libertação de Arnaldo Otegi na tribuna do Congresso de Madrid. (via kazeta.info)

Leituras

«Volvamos a levantar Kukutza», de Victoria MENDOZA, psicoterapeuta (SareAntifaxista)
Quienes hemos sido testigos de esta brutalidad policial con responsables políticos, vamos a seguir acompañando a los jóvenes a crear nuevos espacios de debate y reflexión, de arte y cultura

«Necesitamos poder», de Iñaki Gil de SAN VICENTE, pensador marxista (Gara)
Entre miles de noticias idénticas, cuatro muy recientes nos enfrentan al problema del poder. Una, el FMI exige a la burguesía griega que condene al desempleo a 100.000 trabajadores más. Dos, la transnacional Renault advierte a Japón que puede deslocalizar su empresa en Yokohama si no toma medidas para contener la revalorización del yen con respecto al dólar y al euro. Tres, los EEUU salen una vez más en defensa de Israel y en contra del derecho palestino a su propio estado. Y cuatro, «euroalemania» aplaude a la burguesía española por el golpe constitucional que amputa todavía más las raquíticas libertades y derechos aún supervivientes.

«Eskerrik asko», de Jesus VALENCIA, educador Social (boltxe.info)
Mil gracias al paisanaje que soporta penalidades en el exilio o rigores en las mazmorras de la dispersión; os ha tocado sufrir en carne propia un castigo que se pretende colectivo. Estos días, y dada lo coyuntura que vivimos, mi gratitud se focaliza en los cinco de Bateragune

«A UPN le escuece Amaiur», de Martxelo DÍAZ, jornalista (Gara)
Me gusta el nombre de Amaiur. Tiene una referencialidad clara de la defensa de la independencia navarra frente a la invasión castellana cuando están a punto de cumplirse cinco siglos de la conquista.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Amaiur será o nome da nova coligação abertzale

Amaiur será o nome da aliança eleitoral com que esquerda abertzale, EA, Aralar e Alternatiba vão concorrer às eleições de 20 de Novembro, para reivindicar «os direitos nacionais que assistem a Euskal Herria». O nome conta com a aprovação de todos os componentes da coligação. Hoje, será dado o consentimento oficial e no domingo será apresentado no Baluarte, em Iruñea.

A aliança formada pela esquerda abertzale, EA, Alternatiba e Aralar vai concorrer às eleições de 20 de Novembro com o objectivo de reivindicar, tanto no Congresso como no Senado espanhóis, «os direitos nacionais que assistem a Euskal Herria», insistindo na questão do reconhecimento nacional e na do direito a decidir, segundo disseram ontem em Donostia.

Oskar Matute (Alternatiba), Rebeka Ubera (Aralar), Pello Urizar (EA) e Idoia Aiastui (esquerda abertzale) encarregaram-se de explicar o conteúdo do acordo à comunicação social, numa conferência de imprensa em que também estiveram presentes o escultor Nestor Basterretxea; os bertsolaris Arkaitz Estiballes e Julio Soto; o ex-preso Kandido Zubikarai; a autarca de Lekeitio, Maitane Larrauri; a sindicalista do LAB Olatz Arozena; Elena Bartolomé, companheira de Josu Muguruza; Txentxo Jiménez, Txelui Moreno e Miren Legorburu, entre outros.

As eleições de 20 de Novembro constituem «uma oportunidade para aprofundar a nova fase política aberta em Euskal Herria» e, consequentemente, para «consolidar a adesão social e o debate político que tornem irreversível tanto a passagem para um processo de paz e soluções democráticas, como o avanço em direcção a uma mudança política e social com base num posicionamento soberanista, independentista e de esquerda».

Apresentação no domingo
A nova coligação e o logótipo serão apresentados oficilamente no próximo domingo, ao meio-dia, num acto que terá lugar no Baluarte, em Iruñea.
Notícia completa: Gara

Gudari Eguna: Homenagens a Txiki e Otaegi e mobilizações pela independência e pelo socialismo

Hoje de manhã, como todos os anos e respondendo à convocatória da Ahaztuak, juntaram-se no cemitério de Zarautz (Gipuzkoa) familiares e amigos de Jon Paredes Txiki, para lhe prestar uma homenagem singela.

No domingo, por seu lado, cerca de 80 pessoas juntaram-se em Nuarbe (Azpeitia) para evocarem a memória de Angel Otaegi e Pedro Isart Kurro e Dionisio Aizpuru Pelitxo.

A homenagem a Txiki e Otaegi, que foram fuzilados dois meses antes da morte do ditador genocida Franco, foi extensiva a todos os que deram a vida pela independência e pelo socialismo em Euskal Herria, tendo havido múltiplas mobilizações por todo o País Basco.

A título de exemplo, em Urretxu-Zumarraga (Gipuzkoa) houve uma manifestação para recordar três refugiados falecidos. Nas Bardenas (Nafarroa), 40 pessoas juntaram-se para evocar o preso de Cadreita Tasio Pérez Cambra, falecido há dois anos.

Ontem, em Azpeitia 120 estudantes manifestaram-se na parte da manhã, sendo que uma outra manifestação com cem pessoas percorreu as ruas desta localidade guipuscoana.

Também houve mobilizações em Durango (80), Bermeo (150), Lezama (60, onde decorreu a homenagem ao refugiado falecido Iñaki Rike, que não se pôde realizar no Verão devido à proibição de Lakua), Balmaseda (80), Leioa (80), Portugalete (300), Etxarri-Aranatz (103), Orereta (600), Iruñea (500) e Leitza (40).
Fonte: Gara e Gara

Ver também: «[Fotos] Euskal Herria recordou o 27 de Setembro» (boltxe.info)

«Gudari Eguna Uribe Kostan 2011» (etengabe)

Agur eta ohore, eusko gudariak!

«Hegoak ebaki banizkio nerea izango zen, ez zuen aldegingo.
Baina honela ez zen gehiago txoria izango eta nik... txoria nuen maite.»

Se eu lhe cortasse as asas, seria meu, não fugiria.
Mas assim já não seria um pássaro e eu... amava o pássaro.

Moradores de Errekalde exigem a demissão do Governo de Azkuna e de Ares

A Errekaldeberriz, associação de moradores de Errekalde, pediu ontem a demissão do autarca de Bilbo, Iñaki Azkuna, e de toda a sua equipa de Governo e do conselheiro do Interior do Governo de Lakua, Rodolfo Ares, que responsabiliza pelo «estado de excepção» a que os moradores foram submetidos de quarta até sexta-feira da semana passada.
Também repudiaram de forma veemente as acções violentas ocorridas nesses dias.
A Errekaldeberriz afirmou ainda que vai pedir uma investigação parlamentar e internacional sobre o «estado de excepção» e a «violação de direitos a que nos submeteram», tendo já contactado, para esse feito, com a Amnesty International.
Notícia completa (com três pontos bastante desenvolvidos): Bilbo Branka

Manifestação em Bilbo para apoiar o projecto do Kukutza
Diversos agentes sociais, políticos e sindicais convocaram uma manifestação para esta quinta-feira, dia 29, às 19h00, em Bilbo, com o propósito de apoiar o projecto cultural do Kukutza Gaztetxea e de denunciar a violenta actuação policial da semana passada. Terá como lema «Denok gara Kukutza» [Todos somos o Kukutza.]
VER: Bilbo Branka

Ver também: «Manifestazioa egingo dute etzi Kukutzaren alde», de Maite ASENSIO LOZANO (Berria)

«Vuestro tiempo se acaba», de Assembleia do Kukutza Gaztetxea (SareAntifaxista)
Vuestro tiempo de reinado se acaba. Vuestro tiempo en el que unos pocos vivís de lujo con el sudor de los demás llega a su fin. Este sistema no funciona bien para la gran mayoría de las personas. Durante toda nuestra vida hemos visto y vivido una injusticia tras otra, hemos tragado con muchas cosas evitables e innecesarias, hemos sufrido las consecuencias. Habéis intentado que nos sintiéramos a gusto en esta porquería de sociedad, y hay que reconocer que si tienes dinero cabe una posibilidad de conseguirlo. Pero la gran mayoría no lo tenemos, por si no os habéis dado cuenta desde vuestros despachos burbuja, desde vuestros altares de lujo.

«Basta de julgamentos, basta de condenações! Que todos os nossos familiares voltem a casa e possam defender as suas ideias políticas em liberdade»

Conferência de imprensa em Iruñea

Fonte: ateakireki.com

Ver também: «Apelo à participação na manifestação de sábado: "Os nossos familiares são reféns de um Estado que continua a ilegalizar ideias e a perseguir o adversário político"» (ateakireki.com)
Familiares dos 34 navarros e navarras que estão na prisão acusadas de militar em organizações da esquerda abertzale deram ontem uma conferência de imprensa em Iruñea e lançaram um apelo à participação na manifestação deste sábado.

«Trinta e quatro navarros e navarras encontram-se encarcerados e dispersos sob a acusação de militar em organizações da esquerda abertzale» (ateakireki.com)

Os jovens de Iruñea acusam a AN de «andar a brincar» com eles
Os onze jovens de Iruñerria acusados de pertencer à Segi manifestaram o seu desagrado com a decisão da Audiência Nacional (AN) de adiar o julgamento previsto para 4 de Outubro. Acusam o tribunal de «brincar com os cidadãos de Euskal Herria como se fossem bonecos».
Consideram que a AN abusa do seu poder, «detendo, incomunicando, torturando e encarcerando as pessoas num dia qualquer, em conformidade com os seus interesses políticos». Pensam que a decisão se fica a dever ao facto de Madrid não achar que o actual momento político é o mais «adequado», deixando-nos por isso «à espera, para que depois possam utilizar as nossas detenções quando lhes for conveniente».
Acrescentam que esta decisão não advém do facto de «irem estudar as denúncias de torturas» feitas pelos jovens, nem de admitirem que, «de acordo com a Constituição, nesta falsa democracia não se podem fazer julgamentos políticos».
Avisam o tribunal que poderá detê-los, obrigá-los a pagar fianças ou a assinar declarações nos tribunais, «mas que não serão capazes de os parar».
Os processados, que enfrentam duras penas de prisão, agradeceram os apoios que receberam, e pedem às pessoas que participem na manifestação de sábado em Iruñea (Golem, 17h30) e que vão juntando cada vez mais forças.
Fonte: Gara

Mila Ioldi recupera a liberdade, mas tem de passar mais uma noite na prisão
Mila Ioldi deixou hoje ao princípio da tarde a prisão de Langraiz, onde foi recebida por familiares, pessoas próximas e amigos.
As Instituciones Penitenciarias tinham-na intimado a comparecer na prisão de Martutene às 18h00, para lhe colocar uma pulseira electrónica com que continuará a estar controlada 24 horas por dia. No entanto, uma vez ali chegada, os responsáveis da prisão afirmaram que tinha havido «uma falha de coordenação» e que o aparelho de controlo férreo não tinha chegado à prisão, pelo que a «ex-presa ainda presa» passará esta noite em Martutene, devendo ser então libertada amanhã.
A ataundarra sofre de uma doença grave e o seu caso é um dos que foram reiteradamente denunciados pela associação Jaiki Hadi no seu último relatório, juntamente com os de Ibon Iparragirre, Txus Martin, Gotzone López de Luzuriaga, Inma Berriozabal, José Angel Biguri, Iñaki Etxeberria, Jesús Mari Mendinueta e Josetxo Arizkuren. Recentemente, a esses juntaram-se os de Ibon Fernandez Iradi, Mikel Izpura, Unai Parot e Aitor Fresnedo.
Ioldi foi extraditada pelo Governo do México em Janeiro de 2001 com o seu companheiro, José Ramada. Em Janeiro ia cumprir onze anos de prisão.
Fonte: Gara

Eneko Etxegarai e Ibai Agirrebarrena vão ser julgados esta sexta-feira à porta fechada, em Paris

Irá decorrer esta sexta-feira em Paris o julgamento de Eneko Etxegarai e Ibai Agirrebarrena. Os dois jovens foram detidos no âmbito de uma operação policial que teve lugar em Julho de 2009, e o seu processo dá sequência ao Xan Beyrie e Gilen Goiti, julgados em Junho último. E. Etxegarai e I. Agirrebarrena serão julgados à porta fechada por um juiz de menores, pois eram menores na altura em que alegadamente se deram os factos contra eles imputados (acções contra uma agência imobiliária).

O movimento anti-repressivo Askatasuna recorda o contexto de forte repressão existente na altura em que se deram as detenções dos dois jovens (e de outras dez pessoas) e denuncia a violência dos métodos utilizados: «Os testemunhos das pessoas que foram libertadas tinham sido esclarecedores: gritos incessantes, pressões, chantagem, ameaças, especialmente com a tortura e com o caso de Jon Anza (cujo desaparecimento tinha sido apontado algumas semanas antes)».

A Askatasuna denuncia também a existência de interrogatórios muito pouco centrados nos factos e bastante mais sobre o meio, as ideias pessoais e a militância. Estas observações repetiram-se quando do processo de Xan e de Gilen: «O próprio juiz, e também o procurador, não se mostravam interessados nos factos. Interrogaram-nos sobre as suas ideias, o seu percurso político, sobre questões pessoais».

O movimento juvenil Segi considera que se trata de um processo político e de um ataque, especialmente contra a Segi, «porque a juventude represente a renovação e os Estados têm noção disso».
Na verdade, o movimento juvenil considera que um dos verdadeiros objectivos deste tipo de operações é o «silenciar as aspirações legítimas sobre os nossos direitos, impedindo que as pessoas se empenhem politicamente, se organizem, espalhando o terror e criminalizando-as aos olhos da sociedade».

A Askatasuna pede aos dois Estados que dêem passos no sentido da resolução democrática do conflito e exige «o fim da perseguição aos jovens, o fim das detenções políticas, o abandono de todos os processos e da lei antiterrorista em geral, e o respeito pelos direitos civis e políticos dos prisioneiros bascos e do conjunto dos cidadãos, sejam quais forem as suas opiniões políticas».
Esta prevista uma mobilização de apoio aos dois jovens para o dia do julgamento, na Praça San Andres, às 12h30. / L.B.
Fonte: lejpb

O Tribunal de Pau aceita entregar Josu Esparza ao Estado espanhol
O Tribunal de Pau acedeu à solicitação da Procuradoria, dando assim luz verde ao mandado europeu emitido pelo tribunal de excepção espanhol - Audiência Nacional - contra Josu Esparza, que continuará em liberdade enquanto o processo continuar a decorrer.
O navarro foi detido no passado dia 6 de Setembro em Donibane Lohizune (Lapurdi, EH), onde fazia uma vida pública e normal. Foi posto em liberdade com medidas restritivas, aguardando pela decisão sobre o mandado europeu.
Fonte: Gara

Ver também: «Paueko auzitegiak Josu Esparzaren aurkako euroagindua onartu du» (kazeta.info via ateakireki.com)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Gudari Eguna 2011

«Txiki e Otaegi foram assassinados pelo fascismo espanhol há 36 anos» (boltxe.info)

«1975 ★ 2011 Gudari Eguna» (SareAntifaxista)

«2011ko irailak 27: GUDARI EGUNA» (etengabe)

«27 de Setembro. Actos evocativos num novo aniversário dos últimos fuzilamentos do regime franquista» (Ahaztuak 1936-1977 via kaosenlared.net)

«Txiki y Otaegi, víctimas del franquismo y víctimas del posfranquismo», de Antxon GOMEZ e Txarli GONZALEZ, esquerda abertzale histórica (Gara)

«27 de septiembre de 1975: luchadores por la libertad y la justicia social», de Lau Haizetara Gogoan (lahaine.org)

«Sois vento de liberdade»

Ez ditugu inoiz ahaztuko.
Omenaldirik onena, garaipena!

Txelui Moreno na Info7 Irratia

O porta-voz independentista responde às declarações proferidas no domingo por Iñigo Urkullu (PNV) no âmbito do Alderdi Eguna. Avalia ainda, de forma «bastante positiva», a adesão do Colectivo de Presos e Presas Políticos Bascos ao Acordo de Gernika. E comenta outras situações da actualidade sociopolítica de Euskal Herria, nomeadamente o despejo e demolição do Kukutza. (Info7 Irratia)

Ver também:
«Goirizelaia pede ao Estado que "dê passos" na sequência do compromisso dos presos» (Gara)
A advogada e representantes da esquerda abertzale Jone Goirizelaia pediu ao Estado espanhol e aos restantes agentes políticos que «dêem passos» e digam «que compromissos estão dispostos a assumir» após a adesão do Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK) ao Acordo de Gernika.

«Cacería» (Nota do Kukutza)

Kukutza quiere agradecer a todos lxs vecinxs de Errekalde, Bilbotarras, y compañeras de Euskal Herria y el mundo entero la solidaridad mostrada en defensa de este proyecto popular. Todo el apoyo recibido en estos dias nos da fuerza para seguir adelante.
Hoy nos vamos a dedicar a ayudar a todas esas vecinas y ciudadanas que han recibido palizas por parte de la policia de Ares y Azkuna, así como a dar soporte a las ciudadanas detenidas.
Las gentes de Errekalde y las compañeras que se acercaron al barrio están contando lo sucedido. Tenemos que documentar la cacería policial, mandad vuestras fotos, testimonios, links de videos, partes… a kukutza@gmail.com".
No van a ocultar este Estado de Excepción. La Verdad está en la calle. El pueblo tiene la palabra.
Atentas a las próximas movilizaciones.
Fonte: boltxe.info

Ver também:
«Kafka en Kukutza», de Ramón ZALLO, catedrático da UPV-EHU (Gara)
El proceso ha sido kafkiano. Un local abandonado que perteneció a un narcotraficante, décadas después, con la colaboración municipal y para un proyecto especulativo, vuelve a una empresa, Cabisa, vinculada a la promotora Castrum Varduliex, a la que un juez de Cantabria impide la construcción de unas viviendas previstas en Castro por manipulación ilegal del proyecto de reparcelación. Un círculo completo para un edificio condenado a pertenecer a empresas del inframundo y que se ha llevado por delante, con el concurso institucional, un proyecto cultural original y exitoso.

«Iñaki Azkuna afirma que no permitirá que haya un Kukutza IV» (Gara)

«Iñaki Azkuna: "Ez dut Kukutza IV onartuko"» (Bilbo Branka)

O Movimento pró-Amnistia afirma que um jovem bilbaíno foi espancado pela Polícia espanhola num controlo de estrada

Um jovem que se dirigia para Busturia foi espancado pelos polícias, segundo fez saber o Movimento pró-Amnistia. Acusaram-no de ter participado nos incidentes relacionados com o processo de demolição do Kukutza.

O Movimento pró-Amnistia denunciou ontem as agressões e ameaças a que um jovem bilbaíno foi submetido pela Polícia espanhola num controlo de estrada.
O caso deu-se na quinta-feira passada, quando o jovem seguia de automóvel para Busturia. De acordo com o MpA, a Polícia espanhola mandou-o parar no alto de Autzagane (Bizkaia); depois, retiraram-no da viatura e começaram a revistá-lo.

«As buscas foram feitas por dois polícias à paisana e encapuzados. 'Quem é que fumou?', perguntou um polícia, e nesse momento aproximou-se do jovem, agarrou-lhe a cabeça e atirou-a contra o automóvel por três vezes», afirmou o Movimento pró-Amnistia numa nota de imprensa.

De acordo com as mesmas fontes, em seguida acusaram o jovem de ter participado nos incidentes relacionados com o despejo do Kukutza Gaztetxea no dia anterior (em Errekalde, Bilbo) e começaram a perguntar-lhe se «ele mesmo tinha queimado contentores». «Ele respondeu que não tinha estado em Errekalde, e foi novamente agredido na cabeça, por duas vezes.»
«A partir de então, os polícias apresentaram-lhe duas opções: ou dizia quem tinha ido queimar contentores e podia ir trabalhar, ou, então, era detido e levado dali para a esquadra.»
«O jovem recusou-se a ceder à chantagem. A situação repetiu-se umas cinco ou seis vezes. Por fim, deixaram-no ir-se embora».
Fonte: Berria

Quatro habitantes de Noain são acusados de enaltecimento por mostrarem a «cara» de Miguel Angel Llamas Pitu
Quatro habitantes de Noain (Nafarroa) terão de comparecer hoje na esquadra da Polícia Foral de Iruñea, acusados da prática do crime de enaltecimento do terrorismo por alegadamente terem aparecido nas festas de Noain com cartazes e autocolantes em que aparecia a cara de Miguel Angel Llamas Pitu [Askatu!], habitante da localidade que foi encarcerado em Janeiro deste ano na sequência da operação policial contra o site Apurtu.org. De acordo com as informações chegadas de Noain, estas quatro pessoas foram identificadas naquele dia pela Polícia Municipal, que depois terá passado os dados à Polícia Foral.
Fonte: ateakireki.com

A solidariedade com Euskal Herria tem um novo ponto de encontro em Buenos Aires

De há uns meses para cá, a capital da Argentina conta com um espaço dedicado à temática basca, e mais concretamente à luta de libertação nacional de Euskal Herria. Trata-se de uma loja situada em pleno centro de Buenos Aires, que se vem juntar ao já de si importante movimento de solidariedade com o povo basco em terras argentinas.

O movimento de solidariedade com Euskal Herria não é novo na América Latina, e ainda menos na Argentina, mas de há de alguns meses para cá essa solidariedade tem dois novos pontos de encontro em plena cidade de Buenos Aires. Trata-se da popular taberna basca Txindoki e da loja Gebara, que alude de forma evidente ao Che, embora com um detalhe que não passa desapercebido: o nome foi escrito em euskara e não em castelhano. Dois lugares de encontro que em pouco tempo se transformaram numa referência não só para a gente da diáspora basca, mas também para militantes de diversas proveniências que se sentem atraídos pela causa basca.

Todo este movimento não nasceu da noite para o dia. A loja Gebara resulta de um trabalho árduo de meses em que os membros dos Euskal Herriaren Lagunak (EHL) ou Amigos y Amigas del Pueblo Vasco em Buenos Aires foram juntando pouco a pouco todo o material que hoje em dia se encontra exposto no local: livros de editoriais bascas, T-shirts independentistas, cartazes, pins... Mas na loja não há apenas material relacionado com Euskal Herria. O espaço apresenta também literatura socialista e internacionalista, livros da esquerda de partes do mundo menos habituais nos meios de comunicação ou publicações argentinas semanais e mensais.

Em relação à taberna basca, pode afirmar-se que começou a dar os primeiros passos há pouco mais de quatro meses, graças à colaboração da organização das Asambleas del Pueblo de Buenos Aires, que cederam o espaço no bairro de San Telmo, para que todas as tardes-noites de sextas-feira esse espaço se transforme na taberna Txindoki. Embora o espaço seja cedido pela organização mencionada, é gerido pelos grupos que fazem parte dos Euskal Herriaren Lagunak.

Jon Mikel FERNÁNDEZ
Notícia completa: Gara

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Os ex-presos Jon Agirre Agiriano e Gloria Rekarte assinam a adesão do EPPK ao Acordo de Gernika

Os ex-presos Jon Agirre Agiriano e Gloria Rekarte assinaram ontem, em representação do colectivo de presos e presas políticos bascos, a sua adesão ao Acordo de Gernika, no decorrer de um acto em que também se assinalou, na vila biscainha, o primeiro aniversário da proclamação do acordo.

Vídeo: Jon Agirre eta Gloria Rekartek Gernikako akordioa sinatu dute EPPK-ren izenean (Gara)
[Jon Agirre e Gloria Rekarte assinaram o Acordo de Gernika em nome do EPPK]

Mais de duas centenas de pessoas encheram por completo o Teatro Liceo de Gernika, o mesmo palco em que foi assinado há um ano o acordo que tem o nome da vila, para concretizar a adesão do colectivo de presos políticos bascos (EPPK).

O autarca da localidade, Jose Mari Gorroño, do Bildu, deu as boas-vindas aos representantes das dezenas de grupos políticos, sindicais, sociais e culturais que aderiram ao acordo ao longo deste ano. Como presidente da instituição depositária do texto original, o autarca levou o documento para que os representantes do EPPK o assinassem.

Subiram ao palco 27 ex-presos e ex-presas políticos e, em nome deles, Itziar Galardi leu um texto em que se manifesta a adesão ao acordo. «Não queremos agir "a favor" dos presos, mas "com" os presos. Vamos no mesmo comboio», disse em euskara.

Em seguida, Gloria Rekarte e Jon Agirre Agiriano, ex-presos que tiveram de suportar longas penas de prisão, assinaram o documento em nome do EPPK, acto que foi seguido por uma intensa sessão de aplausos dos presentes.

Após a assinatura, representantes dos grupos signatários do Acordo de Gernika disseram explicaram que vão dar continuidade ao seu trabalho de procura de novas adesões e sublinharam três objectivos imediatos: melhorar as condições e conseguir o respeito dos direitos dos presos políticos bascos, a legalização de todas as opções políticas e a desactivação de todo o tipo de agressões, entre as quais figuram os julgamentos políticos, a perseguição, o acosso nas prisões, etc.

Para além disso, disseram que os signatários do Acordo de Gernika convocam uma manifestação nacional em Bilbo para o próximo dia 22 de Outubro com o lema «Euskal Herriak konponbidea nahi du» [Euskal Herria quer a solução].
Fonte: Gara

O Kukutza agradece o apoio dos moradores e reúne dados sobre detidos e feridos

No sábado à noite, Errekalde voltou a encher-se de gente solidária com o Kukutza e indignada com o seu despejo violento e fulminante demolição (no sábado, avançou a grande ritmo). O objectivo da concentração era, neste caso, agradecer o apoio dado pelos moradores. Entretanto, os ecos do conflito estão longe de se apagar. Não só o conselheiro do Interior prepara uma ida ao Parlamento de Gasteiz, como o Kukutza recolhe testemunhos sobre detidos e feridos.

No sábado, as máquinas trabalhavam a todo ritmo para derrubar o edifício antes ocupado pelo gaztetxe Kukutza, mas o ruído desencadeado pela operação para acabar com o projecto está longe de se diluir.

Assim, anteontem ao fim da tarde havia ainda duas frentes bastante vivas. Por um lado, o bairro de Errekalde, onde se realizou uma nova concentração silenciosa que reuniu centenas de pessoas com um objectivo fundamental: agradecer aos moradores o apoio mostrado ao Kukutza e o seu envolvimento frente à ocupação policial destes dias.

Entretanto, durante quase todo o dia, permaneceram nos calabouços as 31 pessoas detidas durante a tensa jornada de sexta-feira, em que a juíza autorizou a demolição e as máquinas entraram rapidamente em cena, com operários a trabalhar encapuzados e ertzainas a carregar com brutalidade. Os incidentes alastraram até ao centro de Bilbo e prolongaram-se pela madrugada.

Ao fim da tarde, os detidos começaram a ser postos em liberdade. Pelas 21h30, dez pessoas estavam na rua, depois de terem passado pela Audiência da capital biscainha. São acusados dos crimes de «desordem pública» e «atentado contra a autoridade». Ontem, já tinha sido todas postas em liberdade.

Na parte da manhã, o conselheiro do Interior de Lakua, Rodolfo Ares, falou à imprensa, insistindo na criminalização de quem fez frente à demolição do gaztetxe. Recorreu a argumentos como este: «Os incidentes estavam planeados. Era uma amálgama de gente bastante ligada à kale borroka, militantes anti-sistema, pessoas com antecedentes policiais, e até algum com queixas por violência de género».

Iñigo Urkullu, presidente do EBB, também procurou tirar dividendos políticos ao afirmar que acredita que o alvo dos protestos «era o PNV».

De acordo com os elementos da Câmara Municipal de Bilbo, nos incidentes que se verificaram na tarde e noite de sexta-feira foram queimados cinco veículos e cerca de 650 contentores foram deitados ao chão.

Procuram testemunhos
Ares anunciou ter intenção de comparecer com urgência no Parlamento de Gasteiz para explicar a actuação da Ertzaintza, que esteve na origem de inúmeras queixas de moradores e até da abertura de um processo por parte do Ararteko [Defensor do Povo].

Contudo, não é o único que se prepara para fazer um balanço. Os membros do Kukutza também pediram às pessoas que «documentem a caça policial». Pedem fotos, testemunhos e vídeos das cargas que deixaram um número muito difícil de contabilizar de feridos, juntamente com dezenas de detenções. Procuram documentar factos tão significativos como a entrada policial no centro de saúde de Errekalde.

Vasto apoio
O projecto do Kukutza recebeu numerosos apoios este sábado tanto na manifestação contra os julgamentos políticos que partiu de La Casilla como no encontro Athletic-Villarreal, em San Mamés, o que confirma o impacto social que esta operação teve.

PP, PSE e PNV, contra os protestos; Bildu, com o Kukutza
A Câmara Municipal de Bilbo partiu-se em duas facções claras neste conflito. A Junta de Porta-vozes aprovou no sábado, em sessão extraordinária, com os votos a favor de PNV, PSE e PP, uma declaração de «condenação e repúdio» contra os incidentes desencadeados pela demolição. O Bildu não quis assinar a declaração, pois entende que «não se faz alusão à responsabilidade da autarquia na gestão do assunto» e pediu a demissão de Iñaki Azkuna.
Notícia completa: Gara

Kukutza maite dugulako! Porque amamos o Kukutza!
Processo de demolição do Kukutza III
Desde o despejo até à demolição do Kukutza III. Gero arte!
VER: SareAntifaxista