sábado, 31 de março de 2012

Milhares de pessoas manifestam-se em Iruñea em defesa dos direitos dos presos

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje pelas ruas de Iruñea, em resposta à convocatória do movimento Herrira, para reclamar a libertação dos presos políticos com doenças graves e dos que já cumpriram a pena a que foram condenados; uma marcha na qual participaram representantes da esquerda abertzale, Aralar, EA e Amaiur, que pediram ao Governo espanhol que dê «passos em matéria penitenciária».

Entre outros, estiveram na mobilização os deputados da Amaiur Sabino Cuadra e Xabier Mikel Errekondo; os representantes da esquerda abertzale Pernando Barrena, Maribi Ugarteburu e Txelui Moreno; Maiorga Ramírez e Koldo Amezketa, do EA; ou Asun Fernández de Garaialde e Xabier Lasa, do Aralar.

A manifestação, que partiu por volta das 17h45 dos cinemas Golem, no bairro de Donibane, tinha à cabeça familiares de presos com doenças graves, que levavam uma faixa em que se reclamava a sua libertação.

No decorrer da mobilização, que terminou no Passeio de Sarasate, os participantes fizeram ouvir palavras de ordem como «preso gaixoak etxera» [os presos doentes para casa], «presoak kalera, amnistia osoa» [os presos para a rua, amnistia geral] ou «iheslariak etxera» [os refugiados para casa].

Intervenção de Fran Balda
No discurso que pôs fim ao acto, Fran Balda denunciou a decisão do TC sobre a «doutrina Parot» afirmando que «continuar a apostar na pena perpétua é desprezar o caminho que a grande maioria deste país quer trilhar».

«Existe uma grande maioria que pede um novo rumo na política penitenciária», referiu o porta-voz do Herrira, que disse que «as medidas de excepção» aplicadas aos presos «não são desactivadas por uma questão de interesse político» e tresandam a «vingança, crueldade, políticas de guerra, quando aqui é claro para todo o mundo que a direcção deve ser a oposta».
Não obstante, afirmou a sua aposta «é clara: face ao imobilismo, movimento». E, para tal, há que «carregar no acelerador social», disse.

Declarações antes da manifestação
Antes do início da marcha, o deputado navarro da Amaiur Sabino Cuadra salientou que, com esta mobilização, se pretende enviar uma mensagem aos cidadãos, no sentido de que «é preciso não baixar a cabeça, apesar da sentença infeliz, que responde a tempos pretéritos e de vingança», em referência à decisão do Tribunal Constitucional espanhol, que aceitou três e rejeitou dezanove dos recursos apresentados por presos a quem foi aplicada a doutrina 197/2006, conhecida como «doutrina Parot».

Em seu entender, mesmo com esta decisão, «se se seguir pelo caminho iniciado, será possível que os presos doentes venham para a rua, que a aproximação venha a ocorrer e que se solucionem todas as graves lacunas que, em matéria de direitos humanos, o nosso povo tem sofrido».

«Esta é a mensagem que queremos mandar, que é preciso não desanimar; estamos no bom caminho e vamos continuar a fazer pressão nas ruas e em todas as instituições para que estas sentenças fiquem sem efeito e rapidamente tenhamos em nossa casa os nossos presos», sublinhou.

[Na sequência, ver declarações de Maiorga Ramírez (EA), Xabier Lasa (Aralar) e Pernando Barrena (esquerda abertzale)] / Notícia completa: Gara

Fotos: Gaixotasun larria duten presoak etxera (Ekinklik Argazkiak)

Manifestação em Iruñea pela libertação dos presos doentes

E também daqueles que cumpriram as penas a que foram condenados. [Reportagem, entrevistas]. Fonte: ateakireki.com

Ver também: «A decisão do TC deixa indignados os grupos do Acordo de Gernika» (Gara)
Convocam uma manifestação para dia 14 em Bilbo. O Herrira anuncia uma reflexão em busca de acordos para «dar a volta» à situação.

«A última sexta-feira apoia os presos doentes e com a pena prolongada» (Gara)
O grande encontro mensal pelos direitos dos presos centrava-se, nesta última sexta-feira de Março, na situação dos quinze que se encontram doentes. A esta situação, juntou-se o mal-estar causado pela decisão do TC sobre o prolongamento das penas. Milhares de pessoas vieram para as ruas, em dezenas de actos, para deixar bem vincada a ideia de que não os deixarão sozinhos.

Convocam uma manifestação nacional para 14 de Abril em Bilbo contra a «doutrina Parot»

Os signatários do Acordo de Gernika afirmaram que as decisões do Tribunal Constitucional «manifestam» a intenção do Estado de «abortar» a actual «oportunidade histórica para alcançar a paz».

Em resposta à rejeição da maioria dos recursos interpostos pelos presos políticos bascos contra a «doutrina Parot», convocaram uma manifestação para 14 de Abril em Bilbo e anunciaram «uma ronda de contactos» imediata com «os restantes agentes do país» que não fazem parte do Acordo de Gernika.

Isto mesmo foi dito ontem em conferência de imprensa por Jabi Garnika, do sindicato LAB, e Lorea Bilbao, do grupo contra a tortura TAT, que fizeram de porta-vozes e referiram que o calendário de reuniões ainda não foi decidido, nem que partidos serão chamados a essa ronda, ou se, entre eles, estarão incluídos PSE, PP e UPyD.
Bilbao disse que vão esperar pelo resultado desses contactos para estabelecer «o lema e a caracterização» da manifestação de Bilbo.

Salientou que, com a negativa do Tribunal Constitucional a grande parte dos recursos dos presos contra a aplicação da doutrina que permite prolongar o seu tempo de permanência na prisão, «o Estado espanhol quer perpetuar uma situação de bloqueio».
«Quer que as águas da resolução do conflito se estanquem, esperando que apodreçam», destaca-se num texto que foi lido em euskera e castelhano.

Na conferência de imprensa estiveram também presentes Rufi Etxeberria (esquerda abertzale), Ikerne Badiola (EA), Jon Lasa (Alternatiba) e Ernesto Merino (Aralar).
Acreditam que a grande maioria da sociedade basca interpreta as decisões tomadas pelo TC como «um ataque frontal ao desejo de soluções e de paz», tendo mostrado toda a sua «determinação» em «levar o processo até ao final».
Salientaram também que a mobilização social «tem de ser o motor do avanço do processo, por maiores que sejam os obstáculos colocados pelo Estado espanhol e pelo Governo do PP».

Os membros do Acordo de Gernika fizeram também um apelo aos cidadãos para que respondam «de forma massiva» à convocatória de manifestação que hoje terá lugar em Iruñea para exigir a libertação dos presos com doenças graves. / Fonte: Gara

Esclarecimento da Etxerat sobre os recursos que o TC devia estudar


«Igarataundi, Gaztañaga e Txuri em liberdade depois de mais de duas décadas na prisão» (Gara e Herrira)
Os presos políticos bascos Juan Mari Igarataundi, José Ignacio Gaztañaga e José Mari Pérez, Txuri, foram postos em liberdade ontem à tarde depois de passarem entre 24 e 25 anos na prisão. Hoje vai haver festa em Arrasate, Zestoa e Zarautz!

Morre em Cuba o refugiado político Luxiano Eizagirre
O refugiado político Luxiano Eizagirre Mariscal (Pasai San Pedro, Gipuzkoa) morreu em Cuba, na sequência de uma doença. Tinha 56 anos de idade.
Em 1978, Luxiano Eizagirre teve de deixar Euskal Herria. Depois de passar alguns na Venezuela, em Setembro de 1984 foi deportado para o Togo.
Passou os últimos anos em Cuba, onde faleceu, doente, com 56 anos de idade. / Fonte: Gara via etxerat.info

Aintza Zufiaurre, Inge Arin e Elorri Arin, detidas em Bordéus por tentarem comunicar com a presa Naia Lacroix
As primas Inge Arin e Elorri Arin - esta, porta-voz da dinâmica Jalgi Hadi Garaipenera! - e Aintza Zufiaurre foram detidas na quinta-feira junto à prisão de Gradignan (Bordéus), por tentarem comunicar com a presa senpertarra Naia Lacroix.
Ao que parece, as três jovens lapurtarras solicitaram uma autorização para visitar Naia Lacroix, jovem de Senpere (Lapurdi) detida em 7 de Fevereiro pela Polícia francesa e que se encontra actualmente na prisão acima referida, nos arredores de Bordéus. Como a autorização não lhes foi concedida, as jovens gritaram do lado de fora da prisão para a secção das mulheres, onde Naia é a única presa basca, tentando chamar a sua atenção. Foram então detidas e colocadas sob custódia policial, segundo divulgou a Askatasuna.

De acordo com a lei de segurança interna de 2003, em vigor, um cidadão que entre em contacto com um preso sem ter autorização para tal pode ser acusado do crime de «parloir sauvage». O código penal prevê uma multa de 15 000 euros e um ano de prisão «para a pessoa que tentar comunicar com um preso sem ter autorização». / Fonte: kazeta.info e topatu.info [Naia eta besteak: herria zuekin!]

Entretanto, as jovens foram julgadas ontem à tarde no tribunal de Bordéus: Inge e Elorri Arin foram condenadas a dois de meses de pena suspensa e Aintza Zufiaurre a seis meses de pena suspensa e 600 euros de multa. A Askatasuna denunciou as detenções, bem como a «política de isolamento que é aplicada aos presos bascos», e pediu ao Estado francês que «suprima as medidas a que recorre para tal fim, como o controlo do correio e das visitas, e ainda as duras condições de vida que impõe aos presos». Mais info: Gara

Forças políticas abertzales consideram que a greve geral foi «a primeira semente da construção de uma nova Euskal Herria»

Numa conferência de imprensa que decorreu ontem em Bilbo, representantes da esquerda abertzale, EA, Aralar e Alternatiba qualificaram a jornada de greve geral como «dia histórico» e defenderam a ideia de que, com ela, se lançou a «primeira semente da construção de uma nova Euskal Herria». Neste sentido, anunciaram que em Abril vão apresentar aos agentes sociais uma «iniciativa socioeconómica» assente na «soberania política e económica». / Ver: Gara

«Uma grande base mobilizada que permite erguer uma alternativa política, económica e institucional», de Iñaki IRIONDO (Gara)

«A Ertzaintza realizou várias cargas na mobilização de apoio a Xuban Nafarrete em Gasteiz» (SareAntifaxista e Gara)

[VÍDEOS] «REPRESSÃO BRUTAL na concentração em solidariedade com Xuban Nafarrate (Gasteiz)» (SareAntifaxista e gazteiraultza.info)




«Eles eram 5000 e nós... muitos, muitos milhares» (SareAntifaxista)
Um piquete deixa a ertzaintza impotente nas ruas de Bilbo (Gara)

Leitura:
«No son hijos de puta», de Carlo FRABETTI (boltxe.info)
Por favor, no insultéis a las honradas trabajadoras sexuales llamándolas madres de canallas, cobardes y traidores.

Tamara Muruetagoiena: «Com a tortura a impunidade das Forças de Segurança é total»

No dia 29 de Março, passaram 30 anos sobre a morte de Esteban Muruetagoiena, uma das treze pessoas que nas últimas décadas morreram em Euskal Herria vítimas da tortura. Para assinalar este aniversário, no sábado a localidade de Oiartzun (Gipuzkoa) será o palco do II Fórum Cívico Contra a Tortura Esteban Muruetagoiena e, nas vésperas deste evento, o jornalista Jon Mikel Fernández, da Info7 Irratia, entrevistou Tamara Muruetagoiena, filha de Esteban. (Info7 Irratia)

Iñaki Gil de San Vicente: «Los movimientos populares deben ser el embrión del poder popular»  (lahaine.org)
No hace falta hablar sobre la figura de Iñaki Gil de San Vicente y las aportaciones que viene haciendo desde hace años al marxismo vasco. Iñaki ha estado en Bilbo en el marco de las jornadas de debate organizadas por IPES, y en Boltxe hemos aprovechado para hablar con el y plantearle algunas cuestiones.

«10 mentiras sobre el final de la lucha armada», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Durante años se fueron conformando una serie de argumentos históricos en torno a lo que pasaría en el hipotético caso de darse un final de la lucha armada de ETA.

«Bombardeo de Durango», de Celina RIBECHINI (boltxe.info)
Al amanecer del día 31 de marzo de 1937 dio comienzo la ofensiva terrestre, paralelamente aviones italianos que habían despegado de la base de Soria bombardeaban las localidades de Elgeta, Elorrio, Otxandio, y lo hicieron también sobre Durango, situada en la retaguardia lejos de los objetivos bélicos.

Aberri Eguna: vídeo da rede Independentistak


No dia 8 de Abril, em Iruñea, vai ter lugar um acto a favor da independência de Euskal Herria. No vídeo de promoção do Aberri Eguna lançado pela rede Independentistak recorda-se a conquista de Nafarroa e o bombardeamento de Gernika. / Fonte: Berria

A propósito de conquista de Nafarroa... Nafarroa Bizirik! Navarra viva!
Apresentação da obra de arte gravada por Néstor Basterretxea expressamente para a iniciativa popular «1512-2012 Nafarroa Bizirik!», por ocasião do V centenário da conquista. Intitula-se Neguaren ostean... ernatu da zuhaitza (Tras el invierno el árbol germina / Após o Inverno a árvore germina) (Gara / Mais info: Nafarroa Bizirik)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Greve Geral: intensa jornada de luta e grande resposta dos trabalhadores bascos à reforma laboral de Madrid

De acordo com os sindicatos, a adesão dos trabalhadores à greve geral em Hego Euskal Herria rondou os 85%. No sector industrial terá mesmo superado essa fasquia (87%); paragem «total» na Educação e superior a 80% nas instituições públicas. De acordo com os sindicatos, tanto na Saúde como nos Transportes, a adesão foi total, só tendo funcionado os serviços mínimos. Confederações patronais e autoridades da CAB e de Nafarroa apresentam percentagens de adesão mais baixas. / Fonte: Berria

«Resposta unânime dos trabalhadores à reforma de Madrid» (Gara)
Toda a actividade económica de Euskal Herria parou ontem para protestar contra a reforma laboral. À imagem dos locais de trabalho fechados juntou-se a das grandes manifestações realizadas ao meio-dia nas capitais e à tarde em mais de 60 localidades. A nota negativa, a de um jovem de 19 anos ferido com gravidade pela Ertzaintza em Gasteiz.

«Milhares de trabalhadores vieram para as ruas em defesa de um novo modelo e contra a reforma laboral» (LAB)
Milhares de trabalhadores encheram as ruas de Hego Euskal Herria [País Basco Sul] para dizer não aos cortes e à última reforma laboral imposta. Mais de 25 mil pessoas em Bilbo e Donostia, e mais de 30 mil em Iruñea e Gasteiz; os trabalhadores bascos disseram alto e claro que não estão dispostos a ser seus súbditos e que é aqui que querem decidir o seu futuro, tanto político como económico.

«Grande adesão à Greve Geral em Hego Euskal Herria nas primeiras horas» (SareAntifaxista)
Cobertura exaustiva da jornada de greve no País Basco Sul entre as 00h00 e as 10 da manhã: piquetes, barricadas, acções anticapitalistas, detenções, repressão policial. Primeiros balanços por parte dos sindicatos.

«LAB: Greve "massiva" em Nafarroa» (lahaine.org)
A actividade económica parou quase por completo. As ruas estão desertas. Apenas circulam os piquetes, bastante numerosos.

«Cargas policiais no El Corte Inglés (17h30), incidentes no centro de Iruñea» (ateakireki.com)

«Grande resposta da classe trabalhadora» (BilboBranka)
Uma maré humana inundou ontem as ruas de Bilbo na principal manifestação convocada ao meio-dia no âmbito da greve geral. Milhares de trabalhadores e trabalhadoras - mais de 25 000, segundo os organizadores - abarrotaram a Gran Vía entre a Praça Circular e o Sagrado Coração, numa demonstração de força e de repúdio contra os cortes e a reforma laboral imposta pelo Governo espanhol.

«La Izquierda Abertzale responsabiliza a Ares y Alba de la actuación violenta de los policías a sus órdenes», de Ezker Abertzalea (ezkerabertzalea.info)
La Izquierda Abertzale quiere denunciar la actitud violenta y provocadora que estan manteniendo en diversos puntos de Euskal Herria la Ertzantza y la Policia española.

Fotos: LAB Sindikatua / Fotos: Greba Iruñerrian /
Fotos: Ekinklik Argazkiak / Fotos: Berria

Donostia: piquetes de greve (manhã)

Gasteiz: no El Corte Inglés, símbolo por excelência dos «esquiroles»
Como tal, bem protegidos pelos servos dos espanhóis (em Gasteiz chamaram-lhes «piquetes do PP»); levaram com ovos e tinta.

Gasteiz: cargas no El Corte Inglés

Iruñea: piketes na Alde Zaharra, bicipiketes e El Corte Inglés

Iruñea: grande manifestação ao meio-dia. Várias cargas e detenções

Bilbo: manifestação

Acontecimento muito grave em Gasteiz: de acordo com informações divulgadas ao longo da tarde, Xuban Nafarrete, de 19 anos, foi brutalmente espancado por agentes da Ertzaintza, tendo sido ainda atingido por uma bala de borracha, disparada a quatro metros de distância. O jovem teve um derrame cerebral e foi transferido para a UCI do Hospital Santiago, em Gasteiz, onde ficou em observação.
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Sobre a Greve Geral (Galiza), ver Diário Liberdade

Sobre a Vaga General (Países Catalães), ver boltxe.info

Sobre a Huelga General (Estado espanhol), ver lahaine.org

O TC espanhol aprova a «doutrina Parot»

De acordo com a comunicação social espanhola, terminou ontem de manhã o debate do Tribunal Constitucional sobre a chamada «doutrina Parot», sendo claro o aval concedido aos critérios estabelecidos em 2006 pela Sala Penal do Supremo Tribunal.
Dos 32 recursos interpostos contra a aplicação da medida 197/2006, 28 dos quais por presos políticos bascos, apenas três foram deferidos pelo dito tribunal. Foram os de José Ignacio Gaztañaga, Juan María Igarataundi e José María Pérez Díaz, Txuri, que serão postos em liberdade de imediato. / Fonte: ateakireki.com / VER: Gara

Ibai Peña novamente detido pela Polícia francesa
O jovem gasteiztarra voltou a ser detido, na quarta-feira, pela Polícia francesa, ao que parece por causa da existência de mais um mandado europeu emitido contra ele. Nos últimos dois anos, foi detido quatro vezes. Em Outubro de 2011, foi posto em liberdade depois de se verificar que o mandado europeu emitido contra ele tinha sido rejeitado em 2010. De acordo com o kazeta.info, terá de comparecer no Tribunal de Pau e foi levado para a prisão de Seysses. Para ontem, às 19h00, estava agendada uma concentração em frente à Câmara Municipal de Baiona, com o propósito de protestar contra a detenção e de reclamar soluções democráticas. / Fonte: Gara e kazeta.info

A Amaiur pede ao Executivo espanhol que comece a libertar os presos com doenças graves
A coligação abertzale pediu a Jorge Fernández Díaz, no Congresso dos Deputados de Madrid, que esclareça como vai proceder relativamente à questão dos presos gravemente doentes, e este defendeu-se dizendo que esse caso já está contemplado na lei e que a decisão cabe aos tribunais.
A deputada abertzale Maite Aristegi denunciou a «situação desumana» em que se encontram os presos políticos gravemente doentes e exigiu ao Governo espanhol que aplique a legislação ordinária, em vez de recorrer a políticas de excepção. Aristegi recordou também a sentença decretada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, com sede em Estrasburgo, contra o Estado francês relativa ao caso do basauritarra Txus Martín e pediu ao ministro espanhol do Interior, Jorge Fernández Díaz, que, por razões humanitárias, comece a libertar os 15 presos políticos gravemente doentes.
«Não é tanto uma questão de legalidade, mas de direitos», salientou a deputada da Amaiur. / Notícia completa: Gara

Ongi etorri a Ainhoa Villaberde, em Gasteiz
A ex-presa gasteiztarra foi libertada na semana passada com mais três outros jovens, todos eles detidos em 2010 no âmbito de operações decretadas por Grande-Marlaska contra a juventude independentista. Fonte: gazteiraultza.info

Mal-estar entre os montanhistas de Pagasarri por causa dos controlos da Guarda Civil
O maciço do Pagasarri é para muitos bilbaínos e biscainhos um espaço de lazer, que gozam diariamente ou aos fins-de-semana. O pulmão verde do Botxo não é uma zona paradisíaca, em virtude das constantes agressões ambientais de que é alvo há décadas, mas a verdade é que centenas de pessoas sobem habitualmente aos seus pontos mais altos, seja o Pagasarri, o Ganekogorta, o Ganeta ou o Arnotegi, só para referir alguns dos montes mais trilhados.
Contudo, nos últimos tempos, quem gosta de ir arejar para o Pagasarri notou que o número de agentes da Guarda Civil aumentou e, com isso, o acosso aos montanhistas, submetidos a controlos de identificação. As queixas sucedem-se. / Ver: Gara

Ver também: «PSE y PP reducen escoltas, pero ni hablar de hacerlo con la Guardia Civil», de Iñaki IRIONDO (Gara)

Gazte Martxa, ou «a vontade de criar um país soberano»

Elorri Arin Elizagoien faz parte da dinâmica Jalgi Hadi Garaipenera, que foi lançada em Fevereiro último e que reúne jovens que desejam conhecer a «verdadeira história» de Euskal Herria. Um movimento juvenil que toma como exemplo «a história do reino de Navarra, que há 500 anos foi alvo de uma ocupação militar. Isto não diz apenas respeito aos jovens; perdemos a nossa soberania e, hoje em dia, temos a vontade e a força para construir o nosso futuro», explica Elorri, jovem natural de Azkaine (Lapurdi) e estudante de Pedagogia em Donostia.

Tendo por base esta perspectiva, será organizada uma Gazte Martxa (marcha dos jovens) nos dias 6, 7 e 8 de Abril, entre Sara (Lapurdi) e Lesaka (Nafarroa). [Na sequência, ver programa detalhado] / Béatrice MOLLE / Ver: Lejpb

Deiadar: mobilização em defesa da oficialização do euskara em Baiona

Amanhã, 31 de Março, às 17 horas, terá lugar em Baiona uma manifestação cujo lema é «Notre langue, un droit, une loi!». A Deiadar, convocada pelas organizações Euskararen Kontseilua e Euskal Konfederazioa, constitui um apelo a uma grande mobilização, porque «a sobrevivência da nossa língua (o euskara) está em jogo».
A primeira Deiadar teve lugar em 1989 e, na altura, as ruas de Baiona ecoaram a reivindicação do respeito pelos direitos culturais. 23 anos volvidos, é a oficialização do euskara que está em causa , e os organizadores esperam uma afluência à altura das suas reivindicações. Em 2009, na quinta edição da Deiadar, cerca de 5000 pessoas percorreram as ruas da capital de Lapurdi. Este sábado, «queremos ver ainda mais gente a participar», sublinha Ione Josié, do Euskararen Kontseilua.
Este Deiadar ocorre num contexto particular, o das eleições presidenciais de Maio, e, pela primeira vez, é organizado conjuntamente com os defensores de outras línguas minoritárias do Estado francês, como o occitano, o corso, o flamengo ou o saboiano. No sábado, haverá manifestações numa dezena de cidades pela defesa e pelo reconhecimento de 75 línguas e dialectos. / Benjamin DUINAT / Notícia completa: Lejpb

quarta-feira, 28 de março de 2012

M29: kalera!

(Tasio)
Erantzuna eman beharra dago: Greba Orokorra!
É preciso dar resposta: Greve Geral!

Para ir acompanhando os desenvolvimentos da jornada de greve:

greba.euskalherrian.info

Infozazpi Irratia

ateakireki.com

SareAntifaxista

LAB Sindikatua

ELA Sindikatua

«Caso Bateragune»: o Supremo espanhol não tomará nenhuma decisão hoje

Os juízes do Supremo Tribunal espanhol não tomaram qualquer decisão sobre os recursos relativos ao «caso Bateragune» e vão continuar a deliberar num outro dia, ainda não especificado. Hoje, os advogados de Arnaldo Otegi, Arkaitz Rodríguez, Rafa Díez, Sonia Jacinto e Miren Zabaleta defenderam que não existem elementos que relacionem os cinco militantes independentistas com a ETA e reclamaram a sua absolvição. Procuradoria e VCT pediram que se mantenham as condenações de dez e de oito anos decretadas pela Audiência Nacional espanhola. / Ver: Gara / Na foto, concentração frente ao Palácio da Justiça em Bilbo, para reclamar a libertação dos cinco condenados.

Ver também: «Auzitegi Gorenak gaur ez du hartuko erabakia» (Berria)

A Procuradoria vai solicitar a confirmação da condenação no «caso Bateragune»
O procurador-geral do Estado, Eduardo Torres-Dulce, fez saber que vai solicitar a confirmação das penas de dez e oito anos de prisão a que foram condenados Arnaldo Otegi, Rafa Díez, Sonia Jacinto, Miren Zabaleta e Arkaitz Rodríguez, durante a audiência que hoje terá lugar no Supremo Tribunal. A Amaiur reclamou a revogação da sentença da Audiência Nacional espanhola.

Quando questionado se a Procuradoria iria manter a sua atitude na audiência pública que hoje terá lugar (10h30) no Supremo Tribunal para rever a sentença da AN espanhola, Eduardo Torres-Dulce respondeu «sim, em princípio sim».

A Amaiur pede que seja revogada
Numa conferência de imprensa no Congresso de Madrid, a coligação abertzale reclamou a libertação «imediata e incondicional» de Otegi, Díez, Rodríguez, Zabaleta e Jacinto.

Para a Amaiur, essa sentença possui um «carácter político» e foi decretada por «um tribunal de excepção» como é a Audiência Nacional, e no contexto actual, num panorama marcado pelo anúncio do fim da actividade armada feito pela ETA, que «não tem retrocesso», a sentença tem de ser revogada e os condenados devem ser libertados.
Lembraram que, com aquela «dura condenação» das cinco pessoas mencionadas, o Estado espanhol «procurou fazer uma demonstração de força» perante uma realidade política que ao longo dos últimos anos «sofreu mudanças substanciais e de grande peso».

Nessa linha, a coligação abertzale referiu que já então a maioria política e social interpretou o fim do julgamento e a sentença subsequente como uma forma de «condicionar os avanços que se estavam a dar em Euskal Herria».
Abriu-se um processo «imparável» - prosseguiram -, sendo para eles muito claro que não havia «marcha atrás» possível.

Por isso, disseram que a sociedade basca e a comunidade internacional «não entendem» que os condenados no denominado «caso Bateragune» continuem na prisão, sendo que a Amaiur encara «com preocupação» o facto de o Governo espanhol, neste novo cenário político, «não dar passos» para promover um cenário de paz definitivo.

Acrescentaram que os cinco presos estavam envolvidos na abertura de uma nova via em Euskal Herria, assente na democracia e na «vontade popular», e que foram detidos e encarcerados no desempenho dessa tarefa. / Fonte: Gara


«A Câmara Municipal de Sopela reclama a anulação da sentença condenatória da AN»

O LAB considera que esta «vai ser a maior greve» em Euskal Herria

Numa conferência de imprensa que deu em Bilbo, acompanhada por várias pessoas desempregadas, Etxaide disse que os trabalhadores bascos têm estado a manifestar nas assembleias realizadas nos locais de trabalho um «forte» repúdio pela reforma laboral, algo que leva este sindicato a prever que a greve geral venha a ser «um êxito».

Etxaide disse que «a reforma laboral só pode ser travada nos locais de trabalho» com uma grande adesão à greve «e com a luta» que aqui fizermos, porque esta nova legislação «não vai ser travada pela concertação social nem pelo Governo, que a promoveu».
Para Etxaide, a greve porá em evidência a oposição da maioria da sociedade «à política de cortes e mais cortes» e, dessa forma, evidenciará também a rejeição do Orçamento Geral do Estado para 2012 elaborado pelo Governo.

O LAB pediu que «se deixe de impor, em nome dos desempregados, reformas que não vão fazer mais que perpetuar a actual situação», em que as «desigualdades» aumentam, porque «o emprego criado graças» a essa nova norma «será extremamente precário e não permitirá aceder a emprego de qualidade».
Essa precariedade vai conduzir os trabalhadores com novos empregos ao limiar da «pobreza e da exclusão social», tendo pedido que «os desempregados sejam ouvidos e que as suas exigências sejam incluídas na agenda política», antes de se tomar alguma medida sobre a sua situação.

«Utilização hipócrita» dos desempregados
Várias pessoas em situação de desemprego intervieram para denunciar «a utilização hipócrita e a manipulação que se está fazer das pessoas desempregadas para justificar as graves consequências resultantes da aplicação da reforma».
Segundo afirmaram, a realização obrigatória de trabalhos sociais por parte dos desempregados «é, para além de uma forma de legalização do emprego gratuito, uma medida coerciva e disciplinar»; pediram ainda a todos os desempregados bascos que adiram à greve.

Para finalizar, Ainhoa Etxaide disse que a reforma laboral «vai continuar a destruir emprego», porque «foi feita, precisamente, para abordar uma segunda fase de destruição de emprego» em que os despedimentos sejam «baratos». / Fonte: Gara

Entrevista à secretária-geral do LAB, Ainhoa Etxaide (Info7 Irratia)

«66 colectivos sociais, entre os quais a Sare Antifaxista, aderem à greve geral de 29 de Março» (SareAntifaxista)

Para seguir a Greve Geral, na quinta-feira: http://greba.euskalherrian.info/

29 de Março: Greba Orokorra, Folga Xeral, Greve Geral, Vaga General, Huelga General!
* Canárias: Intersindical Canaria
* Euskal Herria: ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE, HIRU, CNT, CGT
* Galiza: CIG, CUT
* Países Catalães: Intersindical-CSC
Fonte: SareAntifaxista

«Delaración conjunta del sindicalismo de Galiza, Canarias, Paisos Catalans y Euskal Herria» (lahaine.org)
[em castelhano, catalão, galego e euskara] declaração conjunta do sindicalismo da Galiza, das Canárias, dos Países Catalães e de Euskal Herria perante a Greve Geral do dia 29

«O RAYO adere à Greve de 29 de Março» (Sanduzelai Leningrado)
O Rayo Vallecano adere à greve de 29 de Março e, como tal, não treina nesta quinta-feira.

A Etxerat pede ao Ararteko que defenda os direitos dos presos

O Ararteko [Defensor do Povo] recebeu ontem uma delegação da Etxerat, que lhe fez chegar uma série de reivindicações relativas aos presos políticos bascos.
Minutos antes da reunião, que se decorreu na sede do Ararteko, em Gasteiz, o colectivo de familiares dos presos políticos concentrou-se às portas desta instituição, exibindo uma faixa em que se exigia o repatriamento dos presos e dos refugiados.
Em declarações à comunicação social, o porta-voz da Etxerat, Mattin Troitiño, lembrou que, quando se reuniram com o Ararteko há quatro meses, a realidade dos presos «era muito crua» mas «hoje em dia é ainda mais grave». Disse que em Novembro «havia nove presos com doenças graves e incuráveis, enquanto hoje há quinze» e, apesar disso, «não são libertados».
Assim, Troitiño afirmou que, durante o encontro com Lamarca, lhe iam pedir «que fizesse tudo o que fosse possível na defesa dos direitos dos presos, porque isso é uma competência directa» do Ararteko. Troitiño disse ainda que o objectivo da reunião com o Ararteko era conhecer o relatório anual elaborado por esta instituição, que foi apresentado ontem de manhã no Parlamento de Gasteiz. / Notícia completa: Gara / Vídeo / Ver também: etxerat.info

Aralar, EA e esquerda abertzale apelam à participação na manifestação pela liberdade dos 15 presos com doenças graves
Aralar, EA e esquerda abertzale expressaram o seu «apoio» à manifestação convocada pelo Herrira para dia 31 de Março em Iruñea, tendo como propósito «solicitar a libertação» de 15 presos políticos que «têm doenças graves».
Num comunicado, as três forças políticas referiram que «a libertação destas pessoas é uma questão de urgência médica, de respeito pelos direitos humanos e de lógica política». «Manter nos cárceres presos com cancro, doenças cardíacas ou com quadros psíquicos graves, muitos dos quais já cumpriram na íntegra a pena a que foram condenados, constitui uma insistência numa política prisional de excepção que já ninguém se atreve a defender, mas que continua a ser aplicada», criticaram. / Ver: ateakireki.com / Na foto, gente de Leitza (Nafarroa) que também adere à manifestação de sábado.

Lau gutxiago! Quatro jovens independentistas vão ser libertados
Menos quatro! Os jovens independentistas Xabier Bidaurre (Galdakao), Xabier Arina (Burlata), Ainhoa Villaberde (Gasteiz) e Ainara Ladron (Elgoibar) devem ser libertados nas próximas horas, depois de cada qual pagar uma fiança de 30 000 euros, segundo fez saber o movimento Herrira.
Bidaurre, Arina e Ladron foram detidos em Outubro de 2010, no âmbito de uma operação policial contra a juventude, tendo sido acusados de pertencer à Segi. Villaverde seria detida também nesse ano, mas em Dezembro, numa operação contra a juventude independentista em que foram detidas oito pessoas, duas delas advogados. No mês que agora está a terminar, foram libertados mais oito jovens independentistas. / Fonte: Berria

A esquerda soberanista junta no Aberri Eguna: dia 7 de Abril em Donazaharre, dia 8 em Iruñea

Numa conferência especial que teve lugar ontem de manhã em Itsasu (Lapurdi), em frente ao monumento que assinala o primeiro Aberri Eguna do País Basco Norte (1963), os representantes das forças soberanistas de esquerda Asier Lertxundi (Aralar), Mattin Etxepare, Marc Viarouge e Maider Carrere (EA), Mertxe Kolina (AB) e Xabi Larralde (esquerda abertzale) anunciaram que, com o Alternatiba, vão comemorar juntos o Aberri Eguna [Dia da Pátria Basca] deste ano: no dia 7 de Abril participam num acto que irá ter lugar em Donazaharre (Nafarroa Beherea) e no dia 8 participam nas comemorações promovidas pela rede Independentistak em Iruñea.
«O local que escolhemos para fazer a convocatória do Aberri Eguna não é um lugar qualquer: tem bastante significado para os abertzales, pois foi aqui mesmo, em Itsasu, que se reivindicou o reconhecimento deste país». / Notícia completa: Berria e Gara

terça-feira, 27 de março de 2012

18 habitantes de Aiara condenados por denunciar a ilegalização numa sessão de câmara em Laudio

A Audiência Nacional espanhola condenou 18 dos 19 habitantes de Aiara (região de Araba) que tinham sido constituídos arguidos por denunciarem a ilegalização numa sessão de câmara em 2003.

Aitor de la Torre foi o único absolvido. Oier Amorrortu e Aitor Goikoetxea foram condenados a um ano de prisão pelo tribunal especial como autores de um delito de atentado.

Os restantes arguidos - Angel Benito, Gaizka Amorrortu, Alfredo Remírez, Asier Barruetabeña, Beñat Mendiguren, Aitor Basterra, Iker Roiz, Oihana Gomara, Carmelo Serrano, Saioa Ugarriza, Jon Ander Altube, Eulalia Aramendi, Kepa Garrote, Urtzi Goitia, Miguel Angel Mate e Jesús Mari Gómez - foram condenados a uma pena de dois meses de prisão por um delito «contra as Instituições do Estado».

A AN espanhola decretou ainda o pagamento de multas, que vão dos 200 aos 900 euros, a vários dos arguidos.

O magistrado da AN espanhola solicitou para 18 habitantes de Aiara um ano e três meses de prisão por «coacções terroristas» ou cinco meses por «delito contra as instituições do Estado». As defesas solicitaram a livre absolvição, enquanto as acusações particulares mantiveram o pedido que ia de um a seis anos de prisão.
Durante o julgamento, os 19 habitantes de Aiara imputados acusaram os vereadores do PP e os seus guarda-costas de provocar os incidentes.

Os representantes do PP, entre os quais se encontravam o ex-vereador Santiago Abascal e o actual delegado do Governo espanhol na CAB, Carlos Urquijo, não especificaram nos seus depoimentos a autoria das acusações. / Fonte: Gara

Ver também: «Auzitegi Nazionalak bi lagunei urte bateko espetxe zigorra ezarri die, eta gainontzeko auzipetuei bi hilabeteko zigorra» (aiaraldea.com)

O Supremo Tribunal confirma a condenação de Tasio Erkizia por causa da homenagem a «Argala»

O Supremo Tribunal espanhol confirmou a sentença da AN espanhola, que tinha condenado o histórico militante da esquerda abertzale Tasio Erkizia a um ano de prisão por causa da sua intervenção numa homenagem a José Miguel Beñaran Ordeñana, Argala, por ocasião do 30.º aniversário da sua morte, numa acção de guerra suja em Angelu. Para o tribunal a participação de Tasio no acto constituiu uma forma de «de enaltecimento do terrorismo».

A sentença conta com o voto particular discordante do magistrado Joaquín Giménez, que considera que a conduta de Erkizia não constituiu uma «exaltação do terrorismo ou dos seus autores», na medida em que «nem no cenário, nem nas palavras do recorrente existiu um louvor do terrorismo».

A esquerda abertzale considerou que a condenação de Tasio Erkizia é uma sentença contrária às soluções democráticas. Segundo referiram, o Supremo Tribunal condenou Tasio Erkizia «pela sua defesa das vias pacificas e democráticas para avançar em direcção a um novo cenário de resolução do conflito».
A esquerda abertzale afirmou ainda que a sentença se enquadra «na estrutura de medidas e políticas de excepção em que se sustenta a política de bloqueio e obstinação do Estado espanhol». / Ver: Gara

«Jamais entregaremos a Praça de Urbina». Agur eta ohore, Blanki!


Vídeo em homenagem a Blanca Antepara [em euskara e castelhano]. / Ver aqui cerimónia no monte Albertia (Araba), onde foram lançadas as cinzas de Blanki (25/03/2012). Fonte: gazteiraultza.info

Norma Morroni saúda os familiares de Blanca Antepara

Norma Morroni é a mãe de Fernando Morroni, jovem solidário assassinado no dia 24 de Agosto de 1994 em Montevideu (Uruguai) e vítima do massacre do Filtro, quando o povo uruguaio se mobilizou de forma massiva durante vários dias em apoio aos refugiado políticos bascos Jesús María Goitia, Mikel Ibáñez Oteiza e Luis Lizarride. Através deste vídeo, Norma quis estar presente na jornada em memória de Blanca Antepara, falecida em Janeiro último. / Fonte: askapena.org / Fotos do almoço popular em Legutio (25/03/2012)

650 cidadãos e cidadãs bascos fazem parte do Colectivo de Presos e Presas Políticos Bascos
É esta a siatuação do EPPK: em quatro prisões localizadas em Euskal Herria estão quatro presos e presas. 489 presos e presas encontram-se em 49 prisões espanholas e 138 em 31 prisões francesas. Em Portugal está um preso, outro no Norte da Irlanda, outro em Inglaterra e outro ainda no México. Em situação de confinado encontra-se um cidadão basco na localidade de Autun (França). E em regime de prisão atenuada encontram-se onze cidadãos e cidadãs bascos. / Fonte: etxerat.info

600 pessoas manifestaram-se em Hazparne para reclamar o regresso de Mattin Olzomendi e Peio Hirigoien
No sábado passado, cerca de 600 pessoas manifestaram-se pelas ruas de Hazparne (Lapurdi) para reclamar o regresso a casa de Peio Hirigoien, Mattin Olzomendi e dos restantes presos bascos. No dia 30 de Março passam dois anos desde que os dois lapurtarras foram detidos, juntamente com outras seis pessoas. Olzomendi e Hirigoien foram julgados em Julho do ano passado, acusados de ter colocado artefactos que não explodiram em agências imobiliárias de Kanbo e Donapaleu. O primeiro foi condenado a cinco anos de prisão e o segundo a quatro, com um ano de pena suspensa.

Desde Setembro de 2011, encontram-se ambos na prisão de Uzerche, a 900 quilómetros de casa. Antes, Peio Hirigoien esteve na de Nanterre e Mattin Olzomendi passou pelas de Meaux, Poitiers e Châteauroux. Em Agosto do ano passado, Olzomendi empreendeu uma dura luta pelo direito a estar com outros presos políticos bascos. Esteve no mittard de 11 a 29 de Agosto, sendo depois colocado em isolamento. / Notícia completa: kazeta.info

Representantes políticos apelam à adesão à greve

Numa conferência de imprensa em Bilbo, EA, Alternatiba, Aralar e esquerda abertzale voltaram a mostrar a sua adesão à greve geral convocada para esta quinta-feira contra a reforma laboral aprovada pelo Governo espanhol, pediram aos cidadãos que venham para «as ruas», e reivindicaram a soberania como via «para a superação desta crise».

«Apesar do que se anda a dizer – em alusão à maioria absoluta de que o PP possui no Congresso –, não é verdade que vir para as ruas não serve para nada», referiram os membros do EA e Alternatiba Unai Ziarreta e Amaia Agirresarobe, respectivamente, que estiveram acompanhados por Niko Moreno (esquerda abertzale) e Dani Maeztu (Aralar). «O êxito da greve geral vai deixá-los tocados», afirmaram.

Na sua opinião, «há razões de sobra» para vir para as ruas contra a reforma laboral e o modelo adoptado para fazer frente à crise, ao considerarem que as políticas de cortes promovidas «só trouxeram mais desemprego, desigualdade e pobreza».
Perante isso, reivindicaram a soberania basca como via para ultrapassar a actual situação de crise. Entendem que «esta crise e as receitas que Madrid propõe para lhe fazer frente são uma agressão à nossa soberania». / Notícia completa: Gara

Ver também: «Adesões internacionais à Greve Geral de dia 29 em Euskal Herria», de LAB Sindikatua (lahaine.org)

«Mais de uma dezena de empresas denunciadas em Bilbo por pressionarem os trabalhadores a não aderirem à greve geral» (BilboBranka)
El Corte Inglés, Alhondiga, Fnac, Panda Security, Indra e Pull&Bear, entre outras [Não tenhas medo! Denuncia!]

«Pelo nosso presente e futuro negados: a juventude à greve geral» (SareAntifaxista)

Martxoak 29: greba orokorra!
Denok batera, herria aurrera!

Frente Antirrepresivo MdP: «24 de marzo: basta de represión, ajuste y saqueo en Argentina»

Comunicado del Frente Antirrepresivo de Mar del Plata de Argentina, al cumplirse 36 años del sangriento golpe de estado de 1976. (askapena.org)



«Efectivamente, hay demasiadas diferencias», de Jesús VALENCIA (boltxe.info)
Toda Francia lanzó un alarido y se sumergió en el duelo; la Unión Europea condenó de inmediato lo ocurrido por boca de su representante diplomática. Pero Catherine Asthon cometió un disparate: al repudiar la muerte de menores inocentes incluyó a los niños de Gaza. ¡Intolerable!

«Tareas del movimiento popular vasco», de Iñaki Gil SAN VICENTE (Gara)
Los movimientos populares se enfrentan al Estado en todas aquellas áreas cotidianas en las que la explotación burguesa y la opresión nacional superan lo estrictamente económico, patriarcal y juvenil, para abarcar el resto de la cotidianeidad del pueblo, sus vivencias.

«La rueda», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
La lucha institucional en el aparato burgués ha sido fuente de discusión para todo movimiento revolucionario.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Homenagem a Blanki Antepara em Albertia, Urbina e Legutio

Blanki Antepara, que faleceu em Janeiro último, foi ontem homenageada em Urbina (Araba). De manhã, as suas cinzas foram lançadas no monte Albertia, junto ao carvalho plantado em homenagem ao seu filho Iñaki Ormaetxea, cujas cinzas também ali tinham sido lançadas.

Na cerimónia de ontem, quis-se vincar o simbolismo da ligação entre a mãe e o filho. Para colocar as cinzas de Blanki, escolheu-se uma grande faia, muito perto do carvalho plantado em honra de Iñaki. Na ocasião, leram-se várias mensagens provenientes de prisões e de outros locais, que foram penduradas na faia. Depois, misturaram terra retirada do carvalho com as cinzas de Blanki e lançaram-na junto às duas árvores, para assim representar a união entre mãe e filho.

À cerimónia do monte Albertia seguiu-se a homenagem em Urbina, ao meio-dia, numa praça repleta de gente. A homenagem contou com a actuação de dantzaris, bertsolaris e txalapartaris, e Jose Antonio Madariaga e Maribi Ugarteburu tomaram a palavra, entre outras pessoas. Houve também uma oferenda floral aos familiares e, para concluir o acto, um almoço na localidade vizinha de Legutio, no qual participaram cerca de 350 pessoas.
De acordo com fontes de Urbina, a Guarda Civil montou controlos apertados nas entradas da localidade, no decorrer da homenagem. / Fonte: Gara / Vídeo: As cinzas de Blanki lançadas em Albertia

Leitura:
«Hoy Albertia acogerá a Blanki», de Andoni CABELLO (Gara)
Guardo para siempre en mi memoria la imagen de su pequeña figura al despedirse al otro lado del cristal, con el puño en alto y su inconfundible sonrisa

Habitantes de Zornotza pedem a libertação de Juan José Legorburu e Iñigo Akaiturri
Cerca de 400 pessoas manifestaram-se este sábado em Zornotza (Bizkaia) para exigir a libertação dos presos Juan José Legorburu e Iñigo Akaiturri. A mobilização, convocada pelo Herrira, contou com o apoio do Bildu, LAB, ESK, EHNE, CCOO, hoteleiros, comerciantes, desportistas e habitantes da localidade da comarca de Durangaldea.

Juan José Legorburu encontra-se há 26 anos na prisão, tendo cumprido a pena a que foi condenado em Abril de 2009. Por seu lado, Iñigo Akaiturri está preso há 21 anos e cumpriu a pena em Junho de 2010.
Após a manifestação, o duatleta zornotzarra Iurgi Etxeandia leu um manifesto em que denunciou o facto de ambos os presos já terem cumprido as penas a que foram condenados na íntegra e, apesar disso, continuarem encarcerados - consequência da aplicação da chamada «doutrina Parot».
«Pertencem a um colectivo de mulheres e homens totalmente comprometidos com um processo assente no diálogo, na negociação e no acordo político, como único instrumento para dotar a sociedade basca dos direitos que lhe assistem», referiu, para incidir no facto de «lhes ser aplicada uma legislação penitenciária de excepção».

Depois de recordar a enorme dimensão da manifestação de dia 7 de Janeiro em Bilbo, que «constituiu um ponto de viragem», o Herrira salientou que agora «temos a responsabilidade de mudar a política penitenciária vigente». Para o Herrira, é necessário acabar com a dispersão, libertar os presos gravemente doentes e aqueles que já cumpriram as suas penas, como é o caso de Legorburu e Akaiturri. / Notícia completa: Gara