sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O movimento Herrira perante a liberdade condicional de Iosu

Fontes do Herrira referiram que, quando a liberdade condicional se concretizar, Uribetxebarria deverá ser transferido do quarto prisional em que esteve internado para um outro quarto do Hospital Donostia.

Referiram também que o arrasatearra poderá continuar internado no centro hospitalar, onde deu entrada no passado dia 1 de Agosto, mais uma semana, até concluir o tratamento de radioterapia que começou na segunda-feira e que, em princípio, «tem uma duração de quinze dias».

O porta-voz do Herrira, Jon Garai, disse aos meios de comunicação que a liberdade condicional de Uribetxebarria é uma «grande notícia», mas que «chega tarde», pois o arrasatearra «devia estar em liberdade há sete anos, quando lhe foi diagnosticado o cancro».

Este atraso, opinou Garai, levou a que o estado de saúde do recluso se tornasse «irreversível», situação pela qual responsabilizou o Governo espanhol.

Depois de anunciar que as treze pessoas que faziam greve de fome às portas do hospital tinham abandonado o protesto, Garai disse que a libertação de Uribetxeberria se conseguiu «graças à determinação e às mobilizações da sociedade basca», tendo afirmado ainda que a libertação dos outros treze presos em estado grave também será alcançada.

No que diz respeito à decisão do juiz de Vigilância Penitenciária da AN, José Luis Castro, que concedeu a liberdade condicional ao preso - numa resolução passível de recurso por um período de cinco dias -, o porta-voz do Herrira referiu que fizeram uma «leitura de urgência», porque os advogados de Uribetxebarria «ainda não têm o auto».

Depois destas declarações, os simpatizantes do Herrira dobraram de forma simbólica a cadeira com o nome de Iosu Uribetxebarria, uma das catorze que nos últimos dias têm estado abertas à entrada do hospital, com as identidades de cada um dos presos políticos gravemente doentes.

O Herrira pediu aos cidadãos que esta sexta-feira realizassem uma nova concentração no Hospital Donostia, por forma a reclamar a libertação dos restantes presos que têm doenças graves. / Fonte: lahaine.org / Vídeo: Lortu dugu! Posição do Herrira

Ver também: «O Herrira pede a liberdade dos presos e das presas doentes nas concentrações da última sexta-feira» (ateakireki.com)

«Gaixo dauden presoen askatasunaren alde mobilizatzen jarraituko du Herrirak» (BilboBranka)

Recepção a JOSU ESPARZA na Txantrea

Josu Esparza (biba zu!) foi recentemente posto em liberdade provisória, depois de pagar uma fiança de 50 mil euros. Josu tinha escapado a uma operação policial em Janeiro de 2011, refugiando-se em Ipar Euskal Herria. Acabou por ser detido e extraditado em Dezembro desse ano. À chegada ao bairro da Txantrea (Iruñea), a festa foi grande. Ongi etorri! / Fonte: ateakireki.com

Amnistia eta askatasuna! Amnistia e liberdade!

Ane Izarra: «Justicia y verdad, binomio perfecto»

El pueblo ni olvida, ni perdona. La calle es la voz del pueblo y así se ha visto en las recientemente finalizadas fiestas de Bilbao. Ellas han sido testigo directo como espacio reindivicativo que son, de diferentes muestras de solidaridad y apoyo para que el caso de Iñigo no quede anclado en el pasado, ni el olvido. (BorrokaGaraiaDa)

«Libertad», de Xabier SILVEIRA (Gara)
[...] para ser esto libertad, la verdad es que no tiene muy buen sabor. Otra vez ese murmullo, de nuevo esa voz, esa respiración, ese latir de corazón. ¿Qué será? ¿Quién será? Quizás sea la vida, que me está esperando fuera.

«Las mentiras se gastaron y la verdad brotó como sorpresa», de Narciso ISA CONDE (pakitoarriaran.org)
Las bases calumniosas de los motes despectivos de «terroristas», «bandidos», «narcoterroristas»… empleados contra los FARC y el ELN, han sido evidenciadas en grande y también sensiblemente resquebrajadas con el anuncio del gobierno colombiano favoreciendo el diálogo con las FARC y el ELN en busca de la paz

A Arantzadi Auzolanean convocou uma concentração para esta sexta-feira na Praça do Município

O colectivo Aranzadi Auzolanean decidiu continuar a luta pela soberania alimentar e contra as obras do parque de Arantzadi, voltando a cultivar a horta que foi destruída esta quarta-feira.

Nesse dia duas pessoas foram detidas, sendo acusadas de resistência à autoridade e desobediência. Ontem, as máquinas voltaram a entrar na horta e mais uma pessoa foi detida por desobediência. Por isso, convocaram uma concentração para esta sexta-feira, às 20h30, frente à Câmara Municipal de Iruñea, «onde está a ser gerado todo este projecto esbanjador e desnecessário».

«Fazemos, portanto, um apelo a todas as pessoas que assim o desejarem a vir até à horta e a participar nas convocatórias que façamos».

O colectivo também julga necessário que os cidadãos circulem pelos meandros de Arantzadi «para poderem desfrutar a sua beleza e impedir que nos tirem uma parte tão valiosa da cidade. Para além disso, dar-se-á apoio às hortas de Beroiz e Soto, que também estão ameaçadas».

O Aranzadi Auzolanean lembra ainda que no sábado há uma «Fiestacción/Festaekintza» na horta Aldaya [que foi arrasada]. / Fonte: Sanduzelai Leningrado

Arantzadi bizirik eta herriarena! Arantzadi viva e do povo!

Fonte: ekinklik.org

Ondarroa: povo vivo!


Na altura, pedia-se que o povo «conquistasse» a autarquia (em Ondarru, como em muitos outros municípios de EH, as candidaturas do Povo, quando não são silenciadas, costumam obter resultados arrasadores).

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A AN concede a liberdade condicional a Iosu Uribetxebarria

O juiz Castro decidiu conceder, por «razões humanitárias e de dignidade pessoal», a liberdade condicional a Iosu Uribetxebarria, depois de as Instituciones Penitenciarias lhe terem atribuído o terceiro grau há duas semanas, segundo divulgaram fontes jurídicas citadas pela Efe.
Não obstante, Uribetxebarria não sairá imediatamente da prisão, pois a resolução do magistrado é passível de recurso num prazo de cinco dias úteis.
Castro tomou esta decisão contra a posição defendida pela Procuradoria num auto redigido dois dias depois de se ter deslocado a Donostia para visitar Uribetxebarria e se reunir com os oncologistas do Hospital Donostia que o tratam para ratificar o relatório que efectuaram sobre o estado de saúde do preso, sobre o qual afirmavam que era «irreversível». / Notícia completa: naiz.info / VER: GaraBerria

Uma mulher foi detida em Gasteiz numa concentração a favor de Uribetxebarria
Na concentração que diariamente se realiza em Gasteiz para exigir a libertação do preso arrasatearra Iosu Uribetxebarria, convocada pelo movimento Herrira, a Ertzaintza prendeu uma mulher, e um homem foi indiciado pelos agentes durante a carga policial.
As pessoas estavam concentradas junto à Subdelegação do Governo espanhol em Gasteiz, e o vereador do Bildu em Gasteiz Antxon Belakortu, que foi agredido pela Polícia, precisou que a intervenção policial foi descabida e que as pessoas ali reunidas não tiveram um «comportamento agressivo ou violento».
Numa nota, o Herrira afirmou que os ertzainas provocaram e insultaram repetidamente as pessoas que participavam de forma pacífica na acção e que pelo menos dez pessoas foram agredidas à bastonada, tendo uma delas ido parar à Urgência hospitalar. O Herrira pediu também aos cidadãos que não caiam em provocações. / VER: Gara e gasteizAntifa

Na terça-feira, a Polícia impediu concentração contra detenção de Arturo Villanueva
Na sequência da detenção, em Lapurdi, de Arturo Villanueva, foi convocada uma concentração de protesto para a Praça do Azuelo (no bairro de Donibane, Iruñea).
Ao início da tarde, pelo menos sete furgonetas da Polícia espanhola encontravam-se em diversos pontos de Donibane, para além de um vasto dispositivo de polícias à paisana, para impedir qualquer tentativa de reunião de pequenos grupos de pessoas.
Perante esta situação, «tornou-se impossível qualquer expressão de protesto e repúdio contra a repressão que continua a afligir os cidadãos bascos e, neste caso, o colectivo de refugiadas e refugiados bascos», afirmaram no bairro. Hoje, às 20h00, terão a possibilidade de manifestar a sua solidariedade a Arturo e aos seus familiares e amigos na concentração habitual das quintas-feiras. / Fonte: ateakireki.com / Na imagem, protesto em Belfast contra a detenção de Arturo. / Mais fotos: Free Arturo Askatu

Recepção calorosa a Gorka Zabala e a Iosu Esparza
Gorka e Josu foram ontem libertados de forma provisória e depois de terem pago 10 mil e 50 mil euros de fiança, respectivamente. Depois de saírem da prisão de Soto del Real, puseram-se a caminho de Euskal Herria e chegaram já de noite às suas terras (Zizur e Iruñea), onde foram recebidos calorosamente.

Zabala foi detido pela Guarda Civil em Janeiro de 2011 numa operação em que também foram presos os cidadãos bascos Gorka Mayo, Iker Moreno, Patxi Arratibel, Jon Gonzalez e Xabier Beortegi.

Os polícias também tinham ordens para prender Esparza, mas este escapou para Ipar Euskal Herria. Foi preso em Setembro de 2011, em virtude de um mandado europeu emitido contra ele. Foi libertado, novamente detido em Dezembro e depois extraditado. Todos os bascos detidos nessa operação policial encontram-se actualmente em liberdade provisória. / Fonte: naiz.info

Euskal Herria na conjuntura internacional: fala Asier Altuna


Existe há mais de um ano um processo de paz no País Basco, dinamizado de forma unilateral pela esquerda abertzale; este processo implicou importantes conquistas a nível eleitoral e de apoio internacional, pese embora a enorme intransigência do Estado espanhol.

Neste vídeo, Asier Altuna, responsável das relações internacionais da esquerda abertzale, aborda a situação de Euskal Herria num contexto internacional marcado, por um lado, pela multi-crise do capital e, por outro, pelos novos horizontes de soberania na Escócia e noutras nações.

A entrevista a Altuna foi feita no dia 27 de Agosto, no âmbito do acto de recepção ao veleiro Estelle, que segue em direcção a Gaza (terceiro capítulo da Frota da Liberdade), cujo objectivo é romper o bloqueio sofrido pelo povo palestiniano, aquilo a que se chamou «uma prisão a céu aberto». Fonte: Equipo EdC via lahaine.org

Boltxe Kolektiboa: «Hacia la organización del Pueblo Trabajador Vasco. Contra el poder burgués, poder proletario»

La anterior huelga general fue un gran éxito, la próxima debe ser todavía un éxito mayor, pero sobre todo debe servir para ser el inicio de la organización y movilización de las masas trabajadoras. No basta con que un día hagamos una gran huelga general y después todo vuelva a la normalidad en espera de otra huelga general. (boltxe.info)

«Alerta Antifaxista! Nuevas pintadas en Gasteiz!», de Gasteiz Antifaxista (gasteizAntifa)
Todo lo escrito va dirigido a la inmigracion y lemas alusivos al nazismo. 

«Lugares comunes, caminos compartidos», de Arantza SANTESTEBAN (boltxe.info)
Alrededor de 5.000 andaluces y andaluzas salieron a la calle en la citada movilización. Mujeres y hombres procedentes de diversos ámbitos, y todas ellas unidas en una única dirección: combatir desde la contestación política la actual fase capitalista.

«Diálogo de paz na Colômbia - Vitória das FARC, derrota do Governo», nota dos editores (ODiario.info)
A inesperada assinatura em Havana de um protocolo entre representantes das FARC e do governo colombiano para a abertura de um diálogo de paz suscitou uma onda de comentários contraditórios. / Influentes media europeus identificaram no acontecimento uma vitória do governo de Juan Manuel Santos. Tal conclusão revela desconhecimento da realidade colombiana. Na realidade as FARC alcançaram uma grande vitória política.

As máquinas destroem uma horta de Arantzadi, em Iruñea

Ontem de manhã as máquinas entraram finalmente nas hortas ocupadas de Arantzadi, e três pessoas foram detidas e acusadas de desobediência depois de se acorrentarem às máquinas. Estas arrasaram a horta Aldaya sem sequer deixarem que as pessoas colhessem os frutos.
Às 12h30, realizou-se uma concentração em frente à Câmara Municipal, após a qual as pessoas se dirigiram para Arantzadi para protestar em frente às carrinhas da Polícia.

Recorde-se que a horta fora ocupada em Junho e que um dos objectivos do projecto era entregar alimentos aos colectivos necessitados, aos refeitórios sociais de Iruñerria [Comarca de Pamplona].
Desta forma, a Câmara Municipal vira-se novamente contra a vontade popular, destruindo Arantzadi, um dos pulmões de Iruñerria, para ali construir um parque que ninguém quer. / Fonte: lahaine.org / Fotos: Berria

Notícia mais desenvolvida: «Arantzadi: Dos detenidos más y una huerta destrozada. Mañana sigue el auzolan» (ateakireki.com)
Entretanto, as duas pessoas ontem detidas pela Polícia foram hoje libertadas; mas o ambiente continua tenso entre os defensores da horta e os polícias, e hoje foi presa mais uma pessoa.

Protestos de ontem nas hortas de Arantzadi Fonte: ateakireki.com

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Josu askatu! Com a proibição da AN, a marcha pelos presos doentes circunscreveu-se a Donostia

Como a AN espanhola proibiu ontem a marcha que hoje devia partir do Hospital Donostia com destino a Arrasate, os convocantes reuniram-se e decidiram que a marcha se devia circunscrever à capital guipuscoana, embora inicialmente se tenha pensado em fazer uma corrente entre Donostia e Arrasate.

Ao meio-dia, junto ao hospital, o franciscano Paulo Agirrebaltzategi deu início à marcha pelos presos com doenças graves, levando nas mãos uma cópia da Declaração Universal dos Direitos do Homem e uma cadeira - símbolo da situação de Iosu Uribetxebarria e que foi o testemunho transmitido pelos participantes na iniciativa, baptizada como «marcha da cadeira». Foi abordado pela Ertzaintza, que o identificou, mas a marcha pôde prosseguir.

Por volta das 13h00, a marcha chegou à CM de Donostia no meio de aplausos, tendo sido recebida pelo autarca, Juan Karlos Izagirre, e mais alguns representantes municipais. Izagirre pediu a libertação de todos os presos que têm doenças graves, afirmou não entender a proibição da marcha e incentivou os cidadãos a participar nas acções de protesto.

Às 14h30, Martxel Toledo (ESAIT) recebeu o testemunho, e a marcha prosseguiu em direcção a Aiete, onde chegou pelas 17h00. Uma hora depois, alcançou a Delegação do Governo espanhol na capital de Gipuzkoa e pelas 19h00, sob intensa chuva, regressou novamente ao Hospital Donostia, onde os participantes deram início a uma assembleia.

Manifestação no sábado
Depois da proibição da AN espanhola, catorze pessoas conhecidas da sociedade basca convocaram uma manifestação para este sábado, às 17h30, em Donostia, a partir do túnel de Antiguo. Em nome dos convocantes, Txaro Arteaga e Andoni Egaña criticaram duramente a proibição da marcha de hoje, considerando-a «uma estupidez política e um escândalo jurídico». Pediram à sociedade basca que se mobilize. / Fontes: Berria e naiz.info / Vídeos: Aulkiaren martxa (ateakIreki) / Fotos: Marcha da cadeira (Berria / naiz.info)

Diversas pessoas identificadas pela Ertzaintza em Gasteiz, num protesto solidário com Uribetxebarria
No âmbito de uma concentração organizada pelo movimento Herrira para exigir a libertação de Uribetxebarria, diversas pessoas acorrentaram-se à porta da Delegação do Governo espanhol em Gasteiz. Foram identificadas pela Ertzaintza. (Ver naiz.info)

O LAB adere à manifestação a favor dos presos doentes e denuncia a proibição da AN
Numa nota, o sindicato LAB fez saber que apoia a manifestação convocada para o próximo sábado em Donostia para pedir a libertação dos catorze presos políticos bascos que estão doentes. Na mesma nota, denuncia a proibição, pela AN espanhola, da marcha que hoje devia ter começado na capital guipuscoana com destino a Arrasate. / Ver: LAB e naiz.info

Em solidariedade com Josu Uribetxebarria: fala Iñaki Egaña

E não se perde nada. Fonte: Escuela de Cuadros via pakitoarriaran.org

Gorka Zabala e Iosu Esparza foram libertados, depois de pagarem fianças
Os presos políticos navarros Gorka Zabala (Zizur) e Iosu Esparza (Txantrea, Iruñea) saíram hoje da prisão de Soto del Real, depois de pagarem fianças de 10 000 e 50 000 euros, respectivamente, segundo fez saber a Etxerat.
Zabala foi detido pela Guarda Civil em Janeiro de 2011 numa operação em que também foram presos os cidadãos bascos Gorka Mayo, Iker Moreno, Patxi Arratibel, Jon Gonzalez e Xabier Beortegi.
Os polícias também tinham ordens para prender Esparza, mas este escapou para Ipar Euskal Herria. Foi preso em Setembro de 2011, em virtude de um mandado europeu emitido contra ele. Foi libertado, novamente detido em Dezembro e depois extraditado. Todos os bascos detidos nessa operação policial encontram-se actualmente em liberdade provisória. / Fonte: naiz.info

Borroka Garaia: «Mañana sol y buen tiempo»

Sin embargo, entender que el tiempo político no ha variado pese a que la fase sí y que las soluciones no son resultado de voluntades sino de confrontación nos lleva a la conclusión de que hoy como ayer es tiempo de lucha. Y que esto sea así no entra en contradicción con la necesidad de trabajar de cara al pueblo o la comunidad internacional (o cualquier otro tipo de agente) sino que partiendo de ese trabajo habrá que desplegar una confrontación en mayúsculas. (BorrokaGaraiaDa)

«Melitón Manzanas ¿Victima?», de Eduardo ROTHE (aporrea.org)
La caraqueña Maria Mercesdes Ancheta fue detenida en una alcabala móvil de la policía española que buscaba a jóvenes que habían lanzado volantes con consignas contra la represión en la ciudad vasca de Donosti (San Sebastian). La venezolana tuvo la desgracia de caer en manos de Melitón Manzanas, jefe de la Brigada Político-Social que le «hizo toda clase de salvajadas durante seis días», según publica en Caracas el diario El Nacional. [A 2 de Agosto de 1968, três militantes da ETA mataram Manzanas, em Irun. Em 2001, o torturador foi condecorado a título póstumo pela «democracia» espanhola.]

«¿A qué nos enfrentamos?», de ungranodemaiz (pakitoarriaran.org)
Los sistemas de defensa imperiales son variados, pueden ir desde la bomba atómica en Hiroshima, la invasión a Granada, los magnicidios al General Torrijos y a Allende, hasta las armas biológicas que justificaron el degollamiento de Saddam. Son expertos en operaciones psicológicas y en combinación de métodos, todo apoya a todo, la fuerza al abuso de la credulidad.

Aniversário da primeira tentativa de recuperação da soberania navarra: actividades

No Outono de 1512, Navarra jaz rendida ante os exércitos espanhóis: o Reino está conquistado. Completamente? Não!
De todas as «merindades» chegam patriotas a Donapaleu, e nesta cidade fazem um apelo à formação de um Exército de Libertação para libertar «o neutral Reino usurpado, ocupado e tiranizado pela força».

Duas semanas depois, três colunas formadas por milhares de voluntários marcham em direcção a Iruñea [Pamplona]. Vilas e comarcas sublevam-se, e em meados de Outubro de 1512 Navarra sente que recupera a sua Independência...

Relembrando este acontecimento histórico, damos início à DESCONQUISTA COLECTIVA em Donapaleu, no dia 14 de Outubro de 2012.

De Norte a Sul, de Este a Oeste.
Marcha das mil cores e comarcas.
Vinde de toda Bascónia, e parentes da Gasconha, do Bearn, da Catalunya!
NAFARROA BIZIRIK! Nafarroa viva!

Iniciativas:
- 6 de Setembro, na Escola Garikoitz, em Donaixti: exibição do filme Gartxot e conferência de Asisko Urmeneta.

- 15 de Setembro, em Garazi: conferência «La Conquête de la Navarre», de Antton Kurutxarri (18h30).

- 22 de Setembro, em Garrüze: conferência «Baxenabarra en tiempos de la Conquista», de Peio Monteano. Depois, colocação de um monólito evocativo da Conquista de 1512. À tarde, actuação do Danserie Ensemble na igreja.

- 29 de Setembro, em Garazi: conferência «Sistema defensivo de Baxenabarra», de Iñaki Sagredo.

- 5 de Outubro, em Baigorri: conferência «Nafarroako Konkista», de Antton Kurutxarri.

- 14 de Outubro, todos e todas a Donapaleu! / Mais informação em Nafarroa Bizirik

Escavacam a placa em honra aos escravos do franquismo no alto de Igari

Gara eta Berria, Iruña * E.H.
O monólito evocativo dos escravos do franquismo que construíram a estrada entre Erronkari e Zaraitzu instalado no alto de Igari (Nafarroa) foi alvo de um ataque, segundo divulgou a Memoriaren Bideak.
«Os agressores arrancaram a placa explicativa colocada no monólito e atiraram-na para o mato circundante, juntamente com os ramos de flores que havia na base do monumento. Apercebemo-nos de que os herdeiros do franquismo não querem que haja qualquer símbolo que mostre as atrocidades desse regime», comentou a Memoriaren Bideak.
A associação lembrou ainda que membros da Falange y Tradición foram detidos e imputados por um ataque similar, e denunciaram a impunidade com que estes factos se dão.

«Frankismoaren esklabuen aldeko oroigarri bati eraso egin diote» (Berria)

Fonte: SareAntifaxista

Grande mobilização do SAT na Baía de Cádis

Desde o início da marcha organizada pelo SAT entre El Puerto de Santa María e Cádis, com paragem em Puerto Real, pôde-se perceber que esta mobilização marcaria um antes e um depois na rica história das lutas dos trabalhadores da província de Cádis. / VER: insurgente.org / Vídeo: Entrevista a Sanchez Gordillo em Cádis

Ver também: «La Marcha Obrera es recibida por miles de gaditanos y gaditanas que se unieron a la misma», de SAT (lahaine.org)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

31 pessoas continuam em greve de fome no Hospital Donostia, onde prosseguem as mobilizações diárias

A maior parte das pessoas começou a greve de fome na quinta-feira passada, mas alguns encontram-se em greve de fome desde os primeiros dias da acção solidária com Uribetxeberria, que teve início a 10 de Agosto. Há três pessoas que estão em jejum há 19 dias; outra há 17 dias, e duas há cerca de 10 dias.

Estas pessoas passam doze horas por dia junto ao hospital, participando em concentrações, dinamizando assembleias, falando para os órgãos de comunicação social. Para além disso, são submetidas a exames diariamente. (Ver ateakireki.com)

Também nas prisões: «Prosseguem os protestos em apoio a Iosu Uribetxebarria» (etxerat.info)

O juiz Castro deslocou-se a Donostia para conhecer a situação de Iosu Uribetxebarria
O juiz central de Vigilância Penitenciária, José Luis Castro, deslocou-se ao Hospital Donostia para ter conhecimento directo da situação do preso arrasatearra Iosu Uribetxebarria, doente com cancro.

Castro esteve reunido mais de duas horas com o oncologista que tratou o caso do arrastearra e fez uma breve visita ao preso. De acordo com a agência Efe, citando fontes jurídicas, Castro perguntou a Uribetxebarria se tinha alguma coisa a dizer-lhe e este respondeu-lhe que está doente, e pediu-lhe que «cumpra a sua própria lei».

Com esta informação em seu poder, prevê-se que o magistrado não demore muito a tomar uma decisão sobre a liberdade condicional de Uribetxebarria, a quem foi atribuído o terceiro grau penitenciário. / VER: naiz.info / ADENDA: A AN espanhola proibiu a marcha pela libertação dos presos doentes que devia ligar o Hospital Donostia à terra natal de Josu - Arrasate - entre amanhã e sábado. Num apelo de urgência, o movimento Herrira pediu aos cidadãos bascos que compareçam amanhã às 11h00 no Hospital Donostia. (Ver: naiz.info)

Em Buenos Aires, reivindicam liberdade de Uribetxeberria e de todos os presos bascos

Por ocasião da festa «Buenos Aires celebra al Pueblo Vasco», os Euskal Herriaren Lagunak (Amigos do Povo Basco) da Argentina mostraram ontem a sua solidariedade com Iosu Uribetxeberria, os 13 presos com doenças graves e os mais de 600 que sofrem nos cárceres franceses e espanhóis. / Fonte: Resumen Latinoamericano via pakitoarriaran.org

Ver também:
«Hay que redoblar esfuerzos para conseguir la libertad de Uribetxeberria y los otros 13 presos enfermos graves», de Ezker Abertzalea (ezkerabertzalea.info)

«Mensaje de un ex-preso saharaui en apoyo a Iosu Uribetxebarria», de Mohamed BARKAN (askapena.org)
Me llamo Mohamed Barkan, ex-preso político saharaui y miembro del Equipo Mediático. Desde Layounne ocupado, quiero manifestar mi solidaridad con el preso político Josu Uribetxeberria y todos los presos políticos vascos que se encuentran en lucha en este momento.

Arturo Villanueva vai continuar na prisão, depois do adiamento da audiência

Arturo Villanueva (Iruñea, 1976) esteve hoje no Tribunal de Pau, onde foi informado do pedido de extradição emitido pela AN espanhola. No entanto, o julgamento foi adiado para dia 4 de Setembro - a AN espanhola não enviou a informação necessária -, e, até lá, o arguido terá de aguardar na prisão. A defesa ainda pediu que Villanueva aguardasse pela audiência em liberdade, mas o juiz não aceitou.

O refugiado foi detido ontem ao meio-dia pela Polícia francesa em Urruña (Lapurdi), onde ao fim da tarde 70 pessoas se juntaram numa concentração de protesto. Para hoje foi convocada outra, no mesmo local (rotunda) e à mesma hora (20h00), para exigir a libertação do preso.

Ontem, depois de ser detido, Villanueva foi conduzido ao Tribunal de Pau (França), sendo depois levado para a prisão de Seysses. O iruindarra encontrava-se há pouco tempo em Lapurdi, onde fazia uma vida pública. Foi detido em 2001 no âmbito de uma operação policial contra a organização juvenil Segi. Em 2009, foi preso em Belfast (Irlanda), mas o tribunal local recusou o pedido de extradição de Espanha. A esquerda abertzale e o Gatazkaren Konponbide Integralerako Mugimendua [Movimento por uma solução integral do conflito] repudiaram a detenção. / Fonte: Berria e kazeta.info

O berangoztarra Martin Etxegarai já está em casa
Martin Etxegarai Mendiguren, preso de Berango (Bizkaia), de 29 anos, já está em casa. Depois de ter passado nove anos na prisão e sentido na pele a realidade da dispersão (Soto del Real, Puerto II, Zuera, Almeria e Albacete), o jovem deixou para trás a prisão de Almeria no sábado de manhã.

Etxegarai foi preso pela Ertzaintza em Maio de 2002, acusado de incendiar uma estação dos Correios de Berango. Com ele, foi também detido o jovem Orkatz Gallastegi. Ambos negaram desde o início a autoria do ataque, mas o juiz condenou-os à mesma, baseando-se na palavra de uma testemunha mantida em segredo.

Também assim com os 15 jovens bizkaitarras que foram acusados pelos juízes da AN espanhola de ataques a várias caixas de Multibanco em Setembro de 2000, em Galdakao, mas contra os quais não existiam indícios, como foi reconhecido no final. A única prova contra os jovens eram os depoimentos feitos por eles na presença dos ertzainas, enquanto se encontravam incomunicáveis, depoimentos «conseguidos» sob recurso à «tortura», segundo denunciaram as pessoas acusadas. Ongi etorri, Martin! / Fonte: ukberri.net

Nova pintada fascista na vivenda da família Goikoetxea Basabe, em Getxo

A casa da família Goikoetxea Basabe, no município de Getxo (Bizkaia), voltou a ser alvo de um ataque de carácter fascista, perpetrado por desconhecidos na madrugada de domingo. Num dos muros apareceu a inscrição «Aquí nazis!».

Recorde-se que já em 2009 a organização fascista Falange y Tradición tentou deitar fogo à casa, deixando no exterior várias inscrições de carácter intimidatório contra um dos filhos, Zigor Goikoetxea.

Ver: «Goikoetxea familiaren baserriaren aurrealdean pintaketak egin dituzte berriz» (Gara)

«Arkaitz Goikoetxearen gurasoen baserrian pintaketak egin dituzte berriro ere» (ukberri.net via algortaHerrira)

Comunicado: «Denunciamos el ataque contra una familia de Getxo», de Bildu Getxo (SareAntifaxista)
En la noche del 26 al 27 de agosto, amparados en la obscuridad, personas desconcidas realizaron una pintada en la que se podía leer «Aquí nazis» en el muro exterior del caserío de la familia Goikoetxea Basabe. No es la primera vez que esta familia sufre ataques de este tipo, hace tres años (julio de 2009) presuntos miembros del grupo ultraderechista Falange y Tradición intentaron quemar el baserri y realizaron pintadas amenazando de muerte a uno de sus hijos, Zigor.

Continua a ocupação de San Mixel, mesmo depois do falhanço das negociações

Uma delegação do colectivo Bethi Aintzina, que ocupa a escola San Mixel, em Donaixti (Nafarroa Beherea), deslocou-se na sexta-feira passada a Pessac (perto de Bordéus) para propor um acordo às freiras que são as proprietárias do espaço. Estas recusaram a proposta.

Depois da decisão do Tribunal de Baiona, dada a conhecer na terça-feira passada, segundo a qual a ocupação devia terminar num prazo de três dias, a antiga escola - abandonada - pode ser despejada à força.

Para evitar o despejo, no fim-de-semana houve múltiplas acções, que continuam por estes dias. Para ontem à noite estava previsto um concerto dos Anari e um recital de bertsos com Maialen Lujanbio. Hoje, será representada a peça Bonbon noir et crotte de bique. / Fonte: Gara

Ver também: «Collège Saint-Michel : échec, à Pessac, des dernières négociations», de César MOUSSEMPES (Lejpb) [a tira é de Le Journal du Pays Basque.]

Xabier Lete - «Xalbadorren heriotzean»


Xabier Lete (Oiartzun, 1944 - Donostia, 2010), ao vivo no Teatro Victoria Eugenia, na capital guipuscoana. [Nunca nos cansamos.] Hitzak / Letra

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Marcha pela liberdade dos presos doentes entre o Hospital Donostia e Arrasate

Um grupo de catorze pessoas, agentes sociais e culturais bascos conhecidos, pediram à sociedade basca que participe numa marcha pela liberdade dos catorze presos gravemente doentes. A marcha unirá, entre quarta-feira e sábado, o Hospital Donostia, onde Iosu Uribetxebarria continua internado, a Arrasate, sua terra natal.

A marcha foi convocada numa conferência de imprensa que decorreu esta manhã em Donostia. Entre os catorze convocantes figuram Txaro Arteaga, Inaxio Kortabarria, Nekane Altzelai, Joan Mari Irigoien, Andoni Egaña, Xabier Morras, Martxelo Otamendi, Naroa Iturri e Josu Juaristi.

A iniciativa parte na quarta-feira, às 11 da manhã, da entrada do Hospital Donostia, e o percurso será feito em quatro etapas: Donostia-Zarautz, Zarautz-Deba, Deba-Soraluze e Soraluze-Arrasate.

Os promotores da marcha reclamaram a libertação imediata, por lei e por direito, dos presos com doenças graves e incuráveis e pediram à sociedade que participe activamente na iniciativa. / Fonte: naiz.info / Ver também: Berria

A Procuradoria da AN opõe-se à liberdade condicional para Iosu Uribetxebarria
Tal como se esperava, a Procuradoria do tribunal especial opõe-se à concessão da liberdade condicional a Uribetxeberria. Depois de ter analisado o relatório da médica forense, o magistrado da AN Pedro Rubira afirma num texto enviado ao juiz central de Vigilância Penitenciária, José Luis Castro, que Uribetxebarria «não cumpre os requisitos» para aceder à liberdade condicional. (Ver naiz.info)

Delegada do Governo espanhol em Nafarroa vai enviar relatório à AN sobre acção de apoio a Uribetxeberria na CM de Atarrabia
A Sra. Carmen Alba quer denunciar à AN espanhola a acção de enclausuramento realizada este fim-de-semana nas instalações da sede municipal da localidade navarra, em que participaram quinze pessoas, para pedir a libertação do preso Josu Uribetxeberria.
O autarca de Atarrabia, Pedro José Gastearena (Bildu), disse não estar a par de tal relatório e «estranhar» que se crie uma polémica por se pedir a liberdade de alguém que se encontra gravemente doente. Ainda para mais quando não se registaram quaisquer «incidentes». (Ver Berria)

Dublin exige a liberdade de Iosu
A concentração, convocada pelo Dublin Basque Committee e apoiada pelos republicanos irlandeses de ambas as facções do Acordo de Sexta-feira Santa, bem como por republicanos e comunistas independentes, contou com a participação de cinquenta pessoas.
Numa tarde de muita chuva, concentraram-se na Rua O'Connell, a principal artéria da capital da Irlanda, e exigiram a libertação do preso basco Iosu Urribetxebarria, que se encontra gravemente doente com um cancro que, de acordo com os médicos, é irreversível. (Ver lahaine.org)

Ver também: «Biguri e familiares maltratados por funcionários da prisão de Martutene», de Etxerat (boltxe.info)

A Polícia francesa prendeu o refugiado político Arturo Villanueva em Urruña

Arturo (Beñat) Villanueva Arteaga, refugiado político navarro (Iruñea, 1976), foi preso pela Polícia francesa em Urruña (Lapurdi), em virtude de um mandado europeu emitido contra ele pela AN espanhola.

Em Março de 2001, o jovem iruindarra foi detido com mais catorze jovens no âmbito de uma operação contra a organização juvenil Segi, decretada pelo tribunal especial espanhol. Depois de ter passado dez meses na prisão, recusou-se a comparecer no julgamento da Segi, tendo sido emitido um mandado internacional de captura contra ele.

Em 2009 foi preso em Belfast (Irlanda), mas, como o juiz indeferiu o pedido de extradição, foi posto em liberdade. Há pouco tempo atrás, regressou a Euskal Herria, fixando-se em Urruña, onde fazia uma vida pública.

Depois da detenção, Beñat foi levado para a esquadra de Baiona, e esperava-se que, durante a tarde, fosse presente a um juiz do Tribunal de Pau.

Para protestar contra a detenção de Arturo, foi convocada uma concentração para a rotunda de Urruña (20h00). / Fonte: topatu.info / Mais info: kazeta.info, Berria e naiz.info

«La Izquierda Abertzale denuncia la detención en Urruña del refugiado político vasco Arturo Villanueva», de Ezker Abertzalea (ezkerabertzalea.info)

Esperamos ouvir-te em breve na rádio. Animo, Beñat!

Brigada da Askapena na Venezuela, solidariedade de povo para povo


A organização internacionalista basca Askapena organiza brigadas políticas há 25 anos em diferentes lugares do mundo, construindo pontes solidárias com povos em processos de transformação, luta e resistência. / Fonte: eztabai.net

Iñaki Egaña: «España eterna»

Frente a esa España eterna, frente a los farsantes, a los dueños del dinero, a los inquisidores de la pluma y la porra, del parqué y de las manchetas, hay otra España sumergida que debe de ser la referencia. Son nuestros vecinos. (Gara)

«Cuando veas arder Siria», de Luis BRITTO GARCÍA (BorrokaGaraiaDa)
Al imperialismo no se lo detiene con buenas palabras, compromisos estratégicos, concesiones, donaciones para campañas electorales o adopción de políticas económicas suicidas. Al imperialismo sólo se lo detiene negándole por la fuerza lo que trata de conseguir con la violencia.

«Porque a Síria não cairá: A derrota esmagadora do chamado "Exército Sírio Livre"», de Ghaleb KANDIL (resistir.info)
A fim de entender os desenvolvimentos da situação, é importante também analisar o estado de espírito do povo sírio. Sem apoio popular real – o que naturalmente é ignorado pelos media ocidentais – o presidente Bashar al-Assad e seu exército não teriam sido capazes de resistir e deter este ataque. Este apoio popular deve-se a três factores.

«Boltxe Liburuak es ya una realidad», de Boltxe Kolektiboa (boltxe.info)
Dentro de las tareas que nos marcamos en Boltxe Kolektiboa, una de ellas, es la de afrontar la tarea de formación marxista y que de esa manera las y los militantes vascos, puedan aceder a textos fundamentales para conocer el marxismo, pieza clave para emprender un proceso de liberacion nacional por el socialismo.

O País Basco não está à venda: colectivo contra a especulação no campo de golfe de Basusarri

O movimento contra a especulação imobiliária «EH ez da salgai», de Ipar Euskal Herria, realizou a sua quinta e última acção deste Verão na sexta-feira passada, dia 24 de Agosto, junto ao campo de campo de golfe de Basusarri (Lapurdi). Na ocasião, cerca de 30 pessoas reuniram-se em frente ao Makila Golf, junto a uma faixa em que se lia «82 hectares pour 18 trous !! Lurra zaindu dezagun» [82 hectares para 18 buracos! Vamos cuidar da terra]. / Fonte: kazeta.info

Notícia mais desenvolvida: «"Eh ez da salgai !" s'invite au golf», de Antton ROUGET (Lejpb)

Acção em Basusarri (24/08)

Vídeos das outras acções: 1- Nas estradas de Ipar EH (06/07) / 2- Em Biarritz (21/07) / 3- Em Sara (04/08) / 4- Em Itsasu (18/08)

domingo, 26 de agosto de 2012

Josu Askatu!: a Jaiki Hadi critica o relatório da médica forense e a «manipulação» dos critérios

Na sequência do relatório elaborado pela médica forense da AN espanhola Carmen Baena, bastante polémico, embora sem carácter vinculativo, o colectivo Jaiki Hadi veio a público afirmar que o mesmo é «parcial» e falho de objectividade. Critica ainda o facto de o documento se basear na situação terminal ou não de Uribetxebarria, quando a lei prevê a libertação em todos os casos de «doença grave e incurável». Avisa que se está a proceder a uma «manipulação» das normas e dos critérios habituais. / Ion SALGADO / Ver: Gara
VER: «Informação sobre o estado de saúde de Iosu Uribetxebarria, internado no Hospital Donostia» (etxerat.info)
Fim-de-semana de intensas mobilizações por todo o País Basco em apoio a Uribetxeberria
Sobre estas mobilizações-jejuns pela libertação de Josu e dos restantes presos doentes, muita informação [notícias, reportagens, fotos, vídeos] em Gara, ateakireki.com, BilboBranka, turrune e herrira.org
«Últimas informações provenientes de prisões francesas e espanholas: Protestos»
Nas prisões espanholas e francesas prosseguem os protestos por causa do grave estado de saúde do preso político basco Iosu Uribetxebarria. Nalgumas delas, os presos continuam em greve de fome por tempo indefinido; noutras, deram por terminadas as greves de fome e estão a empreender outro tipo de protestos. (Ver etxerat.info)
Leitura:
«Los condenados del GAL han cumplido de media un 5% de la condena impuesta», de Esinformación (lahaine.org)
Que alguien se lo explique hoy, más de 30 años después, a Rubalcaba. O a Rajoy. O a Zapatero. O a Patxi López. O a Pedro J. O al mundo entero.

Em Montevideu, pediu-se justiça para as vítimas do «massacre do Filtro»

A evocação de Fernando Morroni e Roberto Facal, vítimas da repressão policial durante o chamado «massacre do Filtro», tomou ontem as ruas de Montevideu quando era madrugada em Euskal Herria. Ali, no coração da República Oriental do Uruguai, debaixo da chuva de Inverno, centenas de pessoas uniram-se para recordar dois homens que perderam a vida por defenderem o direito de asilo dos refugiados bascos reclamados pela Justiça espanhola.

De acordo com um comunicado da Askapena, a marcha partiu às 18h00 do Obelisco aos Constituintes que preside à rua principal da capital uruguaia. Com Norma Morroni, mãe de Fernando, à frente da coluna, a manifestação dirigiu-se para o Hospital Filtro, o local onde há 18 anos Jesús Mari Goitia, Mikel Ibáñez e Luis Lizarralde estavam em greve de fome contra a sua entrega a Madrid. O protesto foi abortado a tiro pela Polícia uruguaia e provocou estas duas mortes (as primeiras notícias chegadas a Euskal Herria, que abalaram o país, falavam de oito).

No final da marcha, os colectivos políticos e sociais presentes entoaram palavras de ordem em lembrança de ambos os falecidos em 1994. Entre as intervenções que se seguiram, destaque para a de Norma Morroni, que exigiu às autoridades do seu país verdade e justiça para Fernando e para Roberto Facal. Pediu também aos dirigentes uruguaios que trabalhem para esclarecer quem foram os autores materiais dos factos e os responsáveis políticos do «massacre do Filtro».

Para terminar, Morroni leu uma mensagem enviada pela Askapena em memória das vítimas que há 18 anos faleceram nos protestos solidários, que incluía um «abraço fraternal» para o povo do Uruguai. Tal como lembraram, o dia 24 de Agosto de 1994 «ficou para sempre marcado a ferro e fogo no coração de dois povos irmanados. Um dia em que milhares de homens e mulheres encheram as ruas de Montevideu para defender o direito de asilo dos refugiados políticos bascos e fazendo frente à repressão».

Quanto ao aniversário, a Askapena referiu que se cumpriram também «18 anos de luta contra a impunidade e de exemplo para as gerações vindouras, que continuam a pedir justiça. Uma exigência para os familiares e amigos de dois companheiros que vivem na luta, e nos sonhos colectivos dos nossos povos». / Fonte: Gara / Ver também crónica da Askapena

Projecto «120 HORAS: La tortura contra Euskal Herria», de Ricard Salom


A tortura existe porque se esconde e silencia. Através de um conjunto de entrevistas, vamos explicar os mecanismos que possibilitam a prática da tortura contra o povo basco. Este documentário pretende mostrar a existência desta realidade, como um primeiro passo para a sua erradicação. (Ver: SareAntifaxista)

O actor catalão Ricard Salom está a realizar um documentário que aborda a tortura sofrida, ao longo de vários anos, por presos políticos de Euskal Herria. Como enfrenta dificuldades económicas para concluir o trabalho, deu-se início a uma campanha para o financiar. (Ver: BilboBranka)

[120 horas é o tempo de detenção em regime de incomunicação.]

Ver descrição do projecto aqui. Colabora!

Homenagem em Bilbo à bandeira nacional basca

Enquanto Azkuna, o autarca de Bilbo (PNV), estava nos «touros», nessa festa tão espanhola - como diria o ministro espanhol da Cultura do PP -, os colectivos sociais, as comparsas e o povo de Bilbo em geral homenageavam a ikurriña, bandeira nacional basca, e reivindicavam a independência de Euskal Herria.

Representantes de várias konparstas dançaram um aurresku de honra antes de içar a bandeira; depois, todas e todos desfilaram em kalejira, levando consigo as reivindicações antes mencionadas. A txupineira e a pregoeira estiveram presentes, bem como a Marijaia. Quem faltou foram os representantes do PP e do PSOE. Mas, na verdade, também para ali não eram chamados.

Os do PNV tinham ido aos «touros» e preparavam-se para uma noite em ambientes mais elitistas. Na verdade, a sua falta também não foi muito sentida.

Em suma, a ikurriña voltou a ser homenageada no âmbito da Aste Nagusia bilbaína; já a bandeira espanhola, que é imposta pela constituição monárquica pós-franquista, é ignorada, limitando-se a sua presença a alguns quiosques, quartéis e edifícios oficiais. / Fonte: boltxe.info / Foto: Branka