sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Euskal Memoria refere mais de 9600 casos de tortura nos últimos 50 anos

A fundação apresenta amanhã uma ampla investigação - intitulada Oso latza izan da [Foi muito duro] - com dados e testemunhos que reflectem a extensão e a profundidade desta prática. Existem apenas 19 sentenças condenatórias realcionadas com tudo isto. [Ver notícia da apresentação mais abaixo.]

Quando a fundação Euskal Memoria começou a documentar o tema da tortura em Euskal Herria nos últimos 50 anos, contava com três queixas de habitantes de Oñati (Gipuzkoa), para citar um exemplo ilustrativo. Os seus colaboradores foram verificá-los e, puxando o fio à meada, afloraram mais 53 testemunhos só nessa localidade. Por isso, o seu terceiro trabalho, que amanhã verá a luz, seguramente não será mais do que a ponta do iceberg de uma realidade que quase nunca foi notícia. E, no entanto, é simultânea e inquestionavelmente o estudo mais amplo, documentado e actualizado sobre este «túnel» do qual «ainda falta trabalho para sair».

O estudo - que se publica com o título Oso latza izan da e estará disponível na Feira de Durango - aborda a tortura de todos os pontos de vista: o que é, quem a praticou, como, a quem, quando, onde, porquê, para quê... Entre os contributos, está a tentativa de contabilizar os casos ocorridos em Euskal Herria. Com uma dificuldade evidente: só nos últimos anos organismos como o Torturaren Aurkako Taldea (TAT) criaram registos e compilaram testemunhos. Por isso, nos anos 60 e 70 há que recorrer a extrapolações a partir dos dados parciais avançados por diversas fontes. Com isto se conclui que entre 1960 e 1977 se registaram cerca de 10 000 detenções políticas em Euskal Herria, 50% a 70% das quais incluíram torturas.

A partir de 1978 já existem balanços oficiais sobre detenções que facilitam o cômputo. Calcula-se que nos dez anos seguintes 7370 bascos foram submetidos a um período de incomunicação e que cerca de 40% sofreram torturas, o que representa mais 3000 casos a juntar aos 5000-7000 anteriores. O TAT começa a publicar informes em 1989 e permite aquilatar já esta cifra. Assim, a Euskal Memoria explica que entre esse ano e 2000 se registam 900 casos, e que neste século se acrescentam mais 733. No total, temos entre 9633 e 11 633.

A fundação sublinha que esta aritmética não serve para «delimitar o sofrimento» causado, mas «torna mais relevante algo que não é reconhecido». Paralelamente, se o número evidencia que a tortura é individual, na medida em que afecta cada um dos torturados, em Euskal Herria «adquire ainda uma dimensão colectiva». E muito extensa. / Ramón SOLA / Ver: Gara

«Apaga la cámara»

Dizia um secretário de Estado espanhol - há cinco anos atrás - ao ser questionado por um jornalista da cadeia australiana SBS sobre torturas a cidadãos bascos.

«Um "oso latza izan da" que atravessa décadas, polícias, governos e leis», de Ramón SOLA (Gara)
O túnel descrito pela Euskal Memoria é uma viagem de 50 anos em que se mudam as formas mas não o fundo. Isto é um resumo acelerado de um tema por vezes impossível de reproduzir, dada a sordidez dos detalhes.

«A EUSKAL MEMORIA APRESENTA Oso latza izan da. La tortura en Euskal Herria, PARA DAR A CONHECER A VERDADE SOBRE A TORTURA» (euskalmemoria.com)
A Euskal Memoria apresentou hoje [dia 1] em Donostia, com a fundação Egiari Zor e o Torturaren Aurkako Taldea, o seu último trabalho monográfico - Oso latza izan da. La tortura en Euskal Herria -, juntamente com 200 cidadãos que foram torturados nas últimas cinco décadas. Um contributo que se baseia no trabalho colectivo e que tem por fito dar a conhecer a verdade sobre a tortura e sobre a impunidade que rodeia esta realidade.


«Indulto para la mitad de los condenados por torturar a vascos», de Iñaki IRIONDO (Gara)
La reacción suscitada entre jueces, políticos y periodistas por el indulto a cuatro mossos d'Esquadra condenados por torturas es novedosa en el Estado español. No porque los indultos a torturadores sean algo nuevo, sino porque hasta la fecha se han cubierto con un espeso manto de silencio.

Milhares de pessoas vieram para as ruas em defesa dos direitos sociais em Bilbo, Donostia e Gasteiz

Milhares de pessoas participaram em Bilbo, Donostia e Gasteiz nas manifestações em defesa dos direitos sociais e do trabalho digno que culminam a iniciativa «Euskal Herria Martxan».

As manifestações, que tinham como lema «Lan duin eta eskubide sozialen alde, Euskal Herria Martxan! Hemen bizi, hemen erabaki» [Pelo trabalho digno e pelos direitos sociais, Euskal Herria em marcha! Viver aqui, decidir aqui], foram convocadas pelos sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS e EHNE.

Na de Bilbo estiveram presentes o secretário-geral do ELA, Adolfo Muñoz, e a responsável da Comunicação do LAB, Sonia González, que fizeram um apelo à união de forças para rejeitar todas as agressões por parte «do poder económico neoliberal e dos partidos que estão ao seu serviço».

González afirmou que os cortes que se estão a levar a cabo «não têm nada a ver com a falta de dinheiro», porque, em seu entender, «dinheiro há, mas por decisão política é encaminhado para os poderosos».

Por seu lado, Txiki Muñoz criticou a destruição de emprego. Em seu entender, estão a destruir emprego, «o que gera mais desemprego e pobreza» e referiu que é «preciso atacar» essa agenda. / Fonte: naiz.info / Ver: SareAntifaxista

Apresentação da Eusko Lurra Fundazioa

Eusko Lurra Fundazioa * E.H.
No próximo sábado, 1 de Dezembro, às 12h00, tem lugar no Centro Cívico La Bolsa, em Bilbo (Pelota kalea, 10), a apresentação pública da Fundação Eusko Lurra.

Neste primeiro acto público da fundação, serão apresentados os objectivos subjacentes à sua criação, entre os quais estão o seu contributo para a construção nacional basca, de diversas áreas e sempre à esquerda.

Apesar de contar com poucos meses de existência, já realizou projectos nalgumas áreas:
• Trabalho sobre parte da história da esquerda abertzale, que recentemente se tornou público.
• Aprofundamento da questão do genocídio franquista e do terrorismo de Estado. Neste caso, apoiando a queixa contra o franquismo, em colaboração com outros grupos; e também dando apoio à realização dos trabalhos e dos actos que a plataforma Lau Haizetara Gogoan levou a cabo, juntamente com os outros grupos que dela fazem parte.

Para além dos trabalhos realizados, a fundação dará também a conhecer os projectos em que estiver a trabalhar a curto prazo. / Fonte: SareAntifaxista

Iñaki Gil de San Vicente: «Suicidio, propiedad y comunismo»

Hablamos de suicidio en vez de asesinato indirecto en el caso de las muertes de personas que estaban a punto de ver cómo el capitalismo les desahuciaba, asesinato inducido a distancia mediante la esotérica «mano invisible del mercado» que para funcionar con efectividad material necesita de la muy visible y férrea mano acorazada del Estado y de la ley de la propiedad burguesa. Estado y propiedad privada son, por tanto, dos conceptos imprescindibles para acercarnos con un mínimo de rigor al problema de los llamados suicidios provocados por razones de desahucio de la vivienda. (boltxe.info)

«Revolución: mito o realidad (necesaria)», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Los ejes esenciales que nos interesan del presente serían dos; La opresión nacional y la opresión social de Euskal Herria con su antagonismo definido como independencia y socialismo. La lucha de clases en Euskal Herria toma la forma de liberación nacional. ¿Significa eso que la opresión social es secundaria?. No, significa que un pueblo sometido nacionalmente tiene que librarse de la opresión nacional como paso imprescindible para la revolución socialista.

«El cultivo de la paz», de Juan IBARRONDO (Gara)
Cultivar la paz y el respeto a los derechos del otro, puede parecer inútil, ineficaz, incluso humillante ante una situación de manifiesta injusticia. Pero es sólo porque confundimos paz con obediencia; y, sin embargo, la desobediencia ante la injusticia es una de las mejores herramientas para cultivar una paz justa que respete los derechos del otro.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ana, irmã de Sara Fernández, fala do «fantasma da dispersão»


Há nove anos, o Iruñeko Eguna / Dia de Iruñea vestiu-se de luto pela morte de Sara Fernández, uma habitante da Parte Velha / Alde Zaharra que se dirigia à prisão de Valdemoro para visitar o seu amigo Iñaki Etxeberria, do bairro de Donibane, e perdeu a vida num acidente. Tinha 34 anos. No mesmo acidente ficou gravemente ferida Izaskun Urkijo, companheira de outro preso, que teve de ser hospitalizada em Valhadolide.

Num acto que teve lugar em Barañain (Nafarroa) há cerca de um ano, Ana Fernández, irmã de Sara, referiu-se à dispersão como um fantasma que continua a mostrar as suas garras a familiares e amigos. / Fonte: ateakireki.com

Sara eta Karmele, gogoan zaituztegu!
Hoje, dia em que se assinala o nono aniversário da morte de Sara - a uma semana de se cumprirem oito da morte de Karmele -, familiares e amigos prestaram uma homenagem sentida a estas duas vítimas da dispersão, na Alde Zaharra iruindarra. No acto, foi também colocada um placa. / Texto e várias fotos: ekinklik.org

«As consequências da dispersão» [Dossier do Herrira]
A dispersão dos presos bascos é uma política assassina, que já provocou várias mortes, enormes danos económicos e dezenas de feridos. (lahaine.org)

«A CM de Bilbo aprovou uma proposta a favor da libertação de Inma Berriozabal e dos outros presos doentes» (BilboBranka)
O Município de Bilbo aprovou hoje em sessão de câmara a proposta apresentada pelo Bildu, em que se defende a libertação da santutxuarra Inma Berriozabal, bem como dos restantes doze presos políticos bascos com doenças graves e incuráveis. A aprovação da proposta, em que «se expressa a preocupação perante a grave situação da presa bilbaína», ficou a dever-se aos votos favoráveis do PNV e do Bildu. O PSE-EE absteve-se e o PP votou contra.

Enquanto a proposta era debatida no interior da Câmara Municipal, por iniciativa do Herrira dezenas de pessoas exigiam cá fora a liberdade de Inma e dos restantes presos com doenças graves e incuráveis.

O Município de Gares atribui a Begoña Garcia «Alba» o título de «filha predilecta»

Em sessão plenária realizada no passado dia 23 de Novembro, o Município aprovou a moção apresentada pelo Bildu Gares, com os votos favoráveis deste grupo e da Agrupación Puentesina; Ximenez de Rada votou contra. Na moção, propunha-se que Begoña fosse nomeada «filha predilecta», que a praça onde se encontra uma placa comemorativa passasse a ter o seu nome e que nessa mesma praça fosse colocado um cartaz informativo com o relato da sua vida de luta contra a injustiça social e os factos que contribuíram para o seu assassinato.

Begoña foi assassinada pelo Exército salvadorenho, em El Salvador, no dia 10 de Setembro de 1990, com 24 anos de idade. Depois de acabar o curso de Medicina, foi para a Nicarágua, onde colaborou, como médica, no Hospital de Somoto; ali, decidiu ir para El Salvador, integrando-se numa coluna médica da Frente Farabundo Martí de Liberación Nacional (FMLN).

No dia 10 de Setembro de 1990 foi ferida e detida por membros da 2.ª Brigada do Exército salvadorenho, sendo depois executada extrajudicialmente - tal como vem registado no relatório da Comissão da Verdade das Nações Unidas para El Salvador, organismo criado pelos acordos de Paz de Chepultepeque, que puseram fim à guerra civil naquele país, em 1992, e que se encarregou da investigação das mais graves violações dos Direitos Humanos durante o conflito de El Salvador.

«Zorionak Gares! Justizia, Oroimena eta Egia. Begoña gogoan zaitugu!»
Fonte: gareskoauzalan.com via Sanduzelai Leningrado

Ahaztuak 1936-1977: «Toda la verdad, todo el reconocimiento, toda la justicia»

Sin embargo, tras conocer el reconocimiento a estas personas y trascendiendo lo mediáticamente llamativo del mísmo desde Ahaztuak 1936-1977 seguimos señalando que no es sino un reconocimiento a la medida, pero no a la medida de las victimas sino del modelo de impunidad vigente, lo mísmo que lo es el Decreto del que este reconocimiento es parte y es resultado. (boltxe.info)

«Aquellos locos y sus viejos cacharros», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
La juventud vasca no se ha rendido ni antes, ni ahora, ni lo hará mañana. No se rendirá jamás hasta alcanzar la victoria. Y esa también es otra de las enseñanzas que te acompañarán por el resto de tu vida.

«Celebrar la derrota», de Koldo CAMPOS (boltxe.info)
Luego de repasar los grandes titulares de los medios españoles al respecto de las elecciones catalanas y de escuchar las declaraciones de algunos de los representantes de sus partidos me queda la duda de si, realmente, han leído los resultados o es que tienen una pésima opinión de sus lectores y votantes

«Colômbia, "Israel da América Latina"», de Bruno CARVALHO (kontra korrente)
Como Israel, a Colômbia recebe, há mais de meio século, o apoio financeiro, logístico e militar dos Estados Unidos e é, como Israel, ponta-de-lança continental do imperialismo. Em 1951, as únicas forças armadas latino-americanas que aceitaram participar na guerra contra a Coreia foram enviadas pelo Estado colombiano. Actualmente, a Colômbia tem o maior número de efectivos militares de toda a América Latina.

O jejum contra o TGV em Nafarroa faz-se sentir no Complexo Hospitalar, na UPNA e nas comemorações do Dia de Iruñea

Na terça-feira, membros do sindicato LAB e o Mugitu! realizaram uma concentração contra o TGV frente ao Complexo Hospitalar de Iruñea, realçando desta forma que o projecto do TGV tem influência nos cortes no sector da Saúde. A privatização das cozinhas hospitalares esteve em destaque neste protesto.


Na quarta-feira, os participantes no jejum associaram-se aos estudantes na UPNA-NUP (Universidade Pública de Navarra) para deixar claro no seu protesto que a «sangria» de recursos para esta infra-estrutura deixa a universidade pública sem financiamento.

Em seguida, um TGV a fingir andou pelos corredores, pela cafetaria, pela biblioteca e por outros espaços da UPNA, numa paródia em que participaram diversas associações de estudantes [vídeo]. / Ver: Gara e ateakireki.com

Hoje, Dia de Iruñea / Iruñeko Eguna, a procissão de San Saturnino - patrono da cidade - foi suspensa devido à chuva, mas os participantes no jejum promovido pelo Mugitu! fizeram questão de estar presentes na entrada da igreja onde as autoridades iam assistir à missa, para ali denunciarem a falta de sentido do projecto. Foram mais uma vez identificados pela Polícia Municipal.

Depois da missa, o Mugitu! esteve na Praça do Município para receber a comitiva. Por fim, na Praça Nabarreria juntou-se gente para «potear» [beber copos] com água e abriu-se uma grande faixa contra o TGV. / Texto e várias fotos: ekinklik.org

Tasio publica um novo livro com cem vinhetas inéditas

A Txalaparta acaba de publicar um novo livro com tiras de Tasio. No total, são cem novas vinhetas em que o autor aborda os temas que mais lhe interessam e que tem vindo a trabalhar enquanto caricaturista do Gara.

O livro intitula-se Píldoras e anuncia-se como «um medicamento em tempos do desmantelamento do estado de bem-estar». O autor afirma que pode ter contra-indicações para «agentes da ordem e da lei». / Aritz INTXUSTA / Ver: Gara

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Um homem envolvido num processo de despejo suicidou-se hoje em Doneztebe

Mais um basco assassinado pela crise, a banca, o capital e as políticas neoliberais.

Doneztebe * E.H.
Um homem de 59 anos, desempregado e actualmente envolvido num processo despejo por falta de pagamento do aluguer de sua casa, suicidou-se hoje de manhã na localidade de Doneztebe, no Norte de Nafarroa, segundo fez saber o Tribunal Superior de Justiça de Nafarroa.
O homem - Manolo Reguera - devia mais de 4200 € de aluguer ao proprietário do andar onde vivia com a sua companheira sentimental, segundo revelaram fontes judiciais.

O Tribunal de Iruñea tinha decretado a ordem de despejo, cuja execução podia ocorrer a partir de hoje.

No dia 9 deste mês, Amaia Egaña, de 52 anos, suicidou-se em Barakaldo (Bizkaia) quando uma equipa judicial ia executar a ordem de despejo decretada pelo tribunal. / Fonte: SareAntifaxista e Berria

Manifestação em Iruñea
Uma manifestação contra os despejos e a política de cortes, convocada pela maioria dos sindicatos bascos e por diversos colectivos sociais antes de se ter conhecimento do suicídio ocorrido em Doneztebe, percorreu hoje as ruas da capital navarra. Viram-se crepes negros em bandeiras de Nafarroa e ikurriñas, e pediu-se a paralisação de todos os despejos. / Ver: naiz.info / VER: considerações da Amaiur sobre o decreto que o PP espanhol quer aprovar amanhã

Vídeo-crónica da jornada organizada pelo Herrira contra a dispersão em Iturrama

Iturrama: sakabanaketarik ez!

No sábado passado, o Herrira organizou no bairro de Iturrama (Iruñea) o «Sakabanaketaren aurkako Eguna» [Dia contra a Dispersão]. Neste vídeo, a crónica da jornada. / «Presoak borrokan, gu ere bai!». Fonte: ateakireki.com

O Município de Villabona denunciou a situação do preso Pello Zelarain
O autarca de Villabona (Gipuzkoa), Galder Azkue, denunciou a situação em que se encontra o billabonatarra Pello Zelarain, que devia ter sido libertado em Julho último: «A AN espanhola decretou a sua libertação, mas a Direcção Prisional não pára de colocar obstáculos à sua libertação». Por isso, a Câmara Municipal fez questão de expressar o seu desagrado.

Para Azkue, Zelarain «continua na prisão porque a fome de vingança deles não tem fim. A não libertação de Zelarain responde a outros fins». «Neste momento, o principal objectivo do Estado espanhol é o de dificultar o rumo político tomado pelo nosso povo, e, para o frustrar, mantém o Pello na cadeia», concluiu o autarca de Villabona. / Fonte: Gara / Ver: herrira.org

Em Picassent, exigiu-se a liberdade do preso navarro Josu Beaumont
No fim-de-semana passado, conterrâneos do preso político Josu Beaumont descolaram-se de Beruete (Nafarroa) até Picassent (Valência) para exigir a sua libertação.
O Josu cumpriu 3/4 da pena a que foi condenado e, como tal, já devia estar em casa. / Fonte: ateakireki.com / Fotos: Josu Beaumont askatu

A caverna: «O Governo espanhol reafirma que não falará com a ETA sobre as consequências do conflito» (naiz.info)

A Fundação Orreaga organiza a 15.ª edição do Nafarren Biltzarra

A Fundação Orreaga vai organizar, no dia 3 de Dezembro, Dia de Nafarroa, a 15.ª edição do Nafarren Biltzarra.
«Nesse dia em que o Governo de Navarra celebra o Dia de Navarra sem qualquer conteúdo e desprezando a história, a cultura e a língua de Navarra, a Fundação Orreaga vai esforçar-se para destacar a presença da Navarra real e das suas preocupações, tratando em cada ano temas diferentes», explicaram.

Este ano, recordar-se-á o quinto centenário da conquista de Nafarroa pelas tropas castelhanas, com o lema «500 anos de resistência», «porque, graças ao trabalho realizado por muitas associações, historiadores e pessoas, cada vez mais navarros consolidaram o pensamento "conquistados mas não vencidos"».

Deste modo, no dia 3 será colocado um marco no lugar onde antes ficava o velho castelo de Iruñea. Serão ainda atribuídas duas distinções. O prémio Mariscal de Navarra, que distingue quem trabalha em prol do património, e que foi concedido à Euskalerria Irratia, e o prémio Conde de Lerin, destinado a quem trabalha contra a identidade navarra e cujo vencedor será revelado nesse mesmo dia.

O pregão do acto principal da jornada será lido por Joseba Asiron, da Nafarroa Bizirik, na concentração que se realizará na Gaztelu plaza às 11h30. Meia hora depois, uma karrikadantza irá percorrer as ruas da Alde Zaharra, até chegar ao Sarasate pasealekua, onde terá lugar o acto final. / Notícia completa: Gara

Acessível na Internet o livro: «Lenin, Txabi, Argala: Sobre la actualidad del V Biltzar»

Este texto, como se recordará, fue el propuesto para la discusión en el pasado Lenin Eguna celebrado en Otxarkoaga y que generó un apasionado e interesante debate entre las personas que allí estaban y que casi abarrotaron la Kultur Etxea de Otxarkoaga.

El pueblo trabajador vasco se enfrenta a la cuarta gran ofensiva contra su centralidad nacional de clase, por retomar el vital concepto de «conciencia nacional de clase» utilizado en el V Biltzar. Como debiéramos saber, los conceptos de nación trabajadora, pueblo trabajador, conciencia nacional de clase, etc., son concretos y a la vez flexibles ya que siempre hemos de ubicarlos en su contexto sociohistórico pero, simultáneamente, han de estar en continua adaptación a los cambios permanentes.

El texto, en euskera y en castellano, queda pues a vuestra disposición y os animamos a bajarlo, leerlo y a debatirlo en vuestros entornos. Desde Boltxe solo nos queda decir... buena lectura! (boltxe.info) / Para aceder ao livro em formato pdf, clicar aqui.

Jornadas «Euskal Herria - Galiza» em Bilbo e Erromo

Ihardunaldiak «Euskal Herria * Galiza», Bilbo eta Erromon
Abenduak 6, 7, 8, 9 eta 31 Dezembro

dia 6: acção antifascista em San Mamés (21h05)

dia 7: conferência de um membro da Ceivar, organização popular anti-repressiva galega, no Centro Cívico «La Bolsa»: «A repressão sobre o movimento independentista galego» (19h30)

dia 8: grelhada «Galiza is not Spain» no gaztetxe de Erromo (Getxo, Bizkaia) (19h00); concertos (20h00), com entrada a 5 eurokos

dia 9: para animar o ambiente, música da luta no 7Katu gaztetxea (12h00); kalejira musical, com alboka e trikitixa (15h00); concentração pela liberdade de todos os presos políticos junto à bilheteira de San Mamés (16h30)

dia 31: festival de Ano Velho no gaztetxe de Erromo (6h00-10h00)

O que se juntar em todas estas iniciativas destina-se à organização popular anti-repressiva galega CEIVAR. / Fonte: SareAntifaxista

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A Grande Sala do Tribunal de Estrasburgo examina o caso de Inés del Río a 20 de Março

A Grande Sala do Tribunal de Estrasburgo marcou para 20 de Março de 2013, às 9h15, a audiência para examinar o recurso do Governo do PP contra a sentença do TEDH que decretou a imediata libertação da presa política basca Inés del Río e condenou o Estado espanhol a indemnizá-la em 30 000 euros, segundo fez saber hoje.

O Executivo espanhol recusou-se a cumprir a resolução judicial, argumentando que esta não é firme e recorreu, pelo que, agora, será a máxima instância - a chamada Grande Sala - a tomar uma decisão.

Os tribunais espanhóis assumiram a mesma atitude que o Governo do PP e ignoraram a sentença de Estrasburgo, rejeitando a grande maioria dos recursos contra a aplicação da «doutrina Parot». Na sexta-feira passada, a Audiência Nacional espanhola indeferiu mais 24 recursos, incluindo o de Inés del Río.

A sentença final marcará o terreno de jogo para a abordagem à questão do futuro dos presos bascos. A anulação firme da «doutrina Parot» levaria a que dezenas deles fossem libertados. / Fonte: naiz.info

Mobilizações contra a dispersão e em memória de Sara Fernandez e Karmele Solaguren
O Herrira apresentou hoje em Iruñea várias mobilizações pelo fim da dispersão e em memória de Sara Fernandez e Karmele Solaguren, que faleceram em 29 de Novembro de 2003 e 6 de Dezembro de 2004, respectivamente, em acidentes rodoviários.

Jon Garai e Maider Caminos, do Herrira, compareceram hoje perante os meios de comunicação social acompanhados por algumas das quarenta pessoas que este ano sofreram acidentes de viação provocados pela política de dispersão penitenciária.

O movimento que defende os direitos dos presos e dos refugiados políticos bascos convocou diversas mobilizações para os próximos dias. Esta sexta-feira, 30 de Novembro, realiza-se uma concentração, ao meio-dia, frente à Delegação do Governo espanhol em Iruñea. Para dia 14 de Dezembro, foi convocada uma manifestação, também em Iruñea; parte às 18h30 da antiga Estação de autocarros. / Ver: ateakireki.com

«A Jaiki Hadi contabiliza 142 presos doentes, 40 dos quais com problemas psíquicos» (Gara)
Na mais recente actualização do informe da associação Jaiki Hadi, verifica-se que o número de presos políticos bascos doentes ascende a 142, 40 dos quais com problemas psíquicos agravados pelas políticas de prolongamento das penas.
Nove deles precisam de um tratamento continuado, mas a Jaiki Hadi acrescenta que, dada a precariedade da assistência nos outros 31 casos, também existe o «risco real» de que estes se possam transformar em problemas mais graves.

«A Ligue des droits de l'Homme pede a Hollande que se envolva no processo e na libertação de Aurore Martin» (naiz.info)
AURORE ASKATU!

Vaz de Carvalho: «Uma "nova" constituição oligárquica?»

O poder ao serviço das oligarquias está a destruir conquistas sociais de há largas décadas. O domínio das oligarquias é estabelecido como uma necessidade da económica, no sentido de ser obtida maior eficiência e competitividade. A partir destes pressupostos o Estado passa a defender prioritariamente os privilégios fiscais e legais dos oligarcas, nomeadamente nas isenções fiscais e na legislação antilaboral, na extorsão a seu favor, via austeridade, da riqueza gerada pelo trabalho. (ODiario.info)

«Elkartzen ante la situación de emergencia que suponen las ejecuciones hipotecarias», de Elkartzen (lahaine.org)
El gran problema con la vivienda es que, en realidad, no se considera un derecho. Tenemos derecho a una vivienda digna y esto es lo que las administraciones públicas correspondientes tienen que garantizar y no garantizan. En este momento este es uno de los factores más importantes del empobrecimiento y exclusión de la población de Euskal Herria.

«Españoles de ambos hemisferios», de Floren AOIZ (naiz.info)
Durante este 2012 de aniversarios, hemos hablado mucho de la conquista de Nafarroa y el bombardeo de Gernika, pero no hemos prestado mucha atención al bicentenario de la Constitución española de 1812.

O Mugitu! protesta contra o TGV no Departamento de Fomento do Governo de Nafarroa

O Mugitu! levou o protesto contra o TGV até ao Departamento de Fomento do Governo navarro. Ontem, um grupo de membros desta plataforma deslocou-se ali com o propósito de dar sequência ao jejum que se iniciou em Bilbo como forma de repúdio pela infra-estrutura.

Subiram até ao piso onde fica o gabinete do conselheiro de Obras Públicas e Habitação, Luis Zarraluki, e ali abriram uma faixa relativa à acção de protesto. Depois de alguns desentendimentos com a secretária do conselheiro e a Polícia Foral, foram despejados por estes.

Já no exterior do edifício, os membros do Mugitu! fizeram ouvir palavras de ordem contra o TGV - acção que se prolongou durante cerca de meia hora, apesar das tentativas da Polícia para que o protesto acabasse. O Mugitu! fez questão de salientar o «grande dispositivo» da Polícia Foral e Municipal.

Como não puderam continuar com o jejum frente ao gabinete do conselheiro, os membros do Mugitu! decidiram continuá-lo na Bakearen Etxea, sede do colectivo KEM-MOC. / Fonte: naiz.info / Fotos: ekinklik.org

«Tximeletak»: documentário sobre três décadas do Movimento Juvenil Basco

Tximeletak, etengabeko metamorfosia (trailer)
O documentário Tximeletak, etengabeko metamorfosia aborda o Movimento Juvenil Basco (euskal gazte mugimendua) nas suas últimas três décadas de luta, encarando o passado e também as marcas que vão ficar para o futuro.
Na quinta-feira, haverá uma sessão de apresentação no Doka Kafe Antzokia, em Donostia; depois, estará à venda na Feira de Durango, a partir de 6 de Dezembro. [Já o vimos. A não perder!] / Mais info: tximeletak.net / Via: gazteiraultza.info

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Em Burlata, conseguiu-se evitar que uma família fosse despejada de sua casa

O Julgado de Paz de Burlata (Nafarroa) comunicou a Pilar Martinez e Mariano Esparza, seu marido, que tinham de deixar hoje a sua casa, mas sem que tivessem sido oficialmente notificados pelo Tribunal de Iruñea. «Não é a primeira vez que o Tribunal de Iruñea executa uma acção de despejo sem notificação oficial», afirmaram membros da Plataforma de Afectados por la Hipoteca.

Por isso, hoje de manhã, pelas 9h00, cerca de 300 pessoas juntaram-se à porta do n.º 1 da Rua de São Francisco, em Burlata, para impedir que o despejo se concretizasse. Compareceram no local membros de plataformas contra os despejos de Tutera, Barañain, Berriozar e Iruñea, e ainda representantes dos partidos NaBai, Bildu e Izquierda-Ezkerra.

Primeiro, a mulher que vive na casa dirigiu-se ao Tribunal de Iruñea, acompanhada por membros da plataforma, para apresentar um recurso contra a execução do despejo. Solicitou uma reunião com o juiz, para apresentar as suas explicações e para lhe pedir que, no caso de o despejo se realizar, seja marcado um dia e uma hora. Martinez disse que o despejo já não se iria concretizar hoje, mas que não sabia o que se ia passar depois.

A Plataforma de Afectados por la Hipoteca afirmou que a situação desta família - constituída por um casal e três filhos menores - é «crítica e grave» e pediu à Câmara Municipal de Burlata que a aloje numa das casas vazias que tem. Numa reunião com o presidente da Câmara, este comprometeu-se a não deixar a família sem casa. / Ver: naiz.info

Acção solidária evita a execução de um despejo

Fonte: ateakireki.com

A esquerda abertzale vê a proposta da ETA como um grande incentivo à construção da paz

A porta-voz da esquerda abertzale Maribi Ugarteburu fez uma avaliação da proposta realizada pela ETA no seu último comunicado.
Para a esquerda abertzale, diz Ugarteburu, a proposta da ETA constitui um grande incentivo à construção da paz. (ezkerabertzalea.info) / Vídeos: cas / eus

A parelha franco-espanhola
Entretanto, o Governo espanhol, como tem sido habitual em relação aos últimos comunicados da ETA, limitou-se a referir, em declarações à Efe, que «o único comunicado esperado pelo Ministério do Interior é o da dissolução definitiva da banda». (naiz.info)

Já hoje, em declarações à comunicação social, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Philippe Lalliot, disse que o seu Governo irá apoiar «todos os esforços» do Executivo espanhol para acabar com a violência da ETA [sic; quer dizer, deve ter falado em francês, que é a língua da República, e nós traduzimos a partir da tradução que foi feita para euskara]. Para Lalliot, nos últimos anos têm-se registado «grandes avanços na luta contra o terrorismo» graças à a cooperação entre Frantzia e Espainia. (Berria)
[Para além deste caso, na notícia não se faz menção a outras situações de bloqueio a processos de paz, colonialismo e violência imperialista por parte da França, na Europa, em África ou no Médio Oriente.]

Homenagem a Mikel Zabalza, 27 anos depois de aparecer morto no Bidasoa

27 anos depois, exige-se a verdade sobre o assassinato de Mikel Zabalza

Ontem, dezenas de pessoas homenagearam Mikel Zabalza na Fábrica de Armas de Orbaizeta (Aezkoa ibarra, Nafarroa). Há 27 anos, a Guarda Civil prendeu o natural de Orbaizeta em Donostia. Alguns dias mais tarde, apareceu morto no rio Bidasoa. Para os familiares e a maioria da sociedade basca, Mikel faleceu quando estava a ser torturado pela Guarda Civil. 27 anos volvidos, familiares e amigos continuam a reclamar a verdade. / Fonte: ateakireki.com

Homenagem em Uribarri aos refugiados que perderam a vida por causa do conflito
Na sexta-feira, realizou-se no bairro bilbaíno de Uribarri um acto político de homenagem aos refugiados Jon Lopategi, Pantu, e Tomas Perez, Tomason, assassinados em acções de guerra suja, e Celestino Galan, Txelis, falecido há dois meses na Venezuela.
Na ocasião, afirmou-se que «o compromisso [destas pessoas] com a liberdade» «nos trouxe» até ao limiar de um novo cenário. / Ver: BilboBranka / Fotos: Ekitaldi politikoa Uribarrin

London Basque Solidarity Sound System: primeiros ecos

Num 24 de Novembro chuvoso, centenas de pessoas encheram a sala Jamm do bairro londrino de Brixton. Muita gente de Euskal Herria e, por outro lado, muita gente de Londres e dos arredores não faltaram ao evento organizado pelos Euskal Herriaren lagunak de Londres.

Bertsolaris, magia, euskal dantzak, acto político e, claro, música - um programa variado de 12 horas, na capital de Inglaterra, em solidariedade com Euskal Herria e, em especial, para apoiar os presos que se encontram nas Ilhas Britânicas. / Texto e muitas fotos: ekinklik.org

Solidariedade com os jovens de Oarsoaldea em risco de ser presos

O movimento pelos direitos civis e políticos Eleak concentrou-se na sexta-feira passada em Iruñea para denunciar a situação de seis jovens independentistas guipuscoanos que aguardam pela sentença e podem ir parar à prisão por causa da sua militância política. Esta mobilização enquadra-se na campanha «Gure etxeko atea zabalik dute!». / Fonte: ateakireki.com

Análise dos resultados eleitorais na Catalunya por Dani Gomez

O correspondente da Catalunya Radio em Euskal Herria analisa os resultados eleitorais no Principat de Catalunya, salientando o facto de os sectores da esquerda independentista terem alcançado resultados bastante positivos. (Info7 Irratia)

«A CiU ganha mas não consegue capitalizar a histórica mobilização de 11 de Setembro» (Gara)
O eleitorado do Principat apoiou a aposta soberanista que veio para as ruas na última Diada, mas fê-lo paradoxalmente negando a Artur Mas (CiU) a sua liderança solitária do processo e premiando forças claramente independentistas, como a ERC (segunda força política) e a CUP.

CUP: «Valoración de David Fernandez de CUP-AE sobre los resultados electorales» (lahaine.org)

domingo, 25 de novembro de 2012

Marcha pelo trabalho digno e pelos direitos sociais em Euskal Herria

As centrais sindicais ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE, Hiru, CGT-LKN e CNT e cerca de uma centena de colectivos sociais organizaram uma marcha pelo trabalho digno e pelos direitos sociais, com o lema «Euskal Herria martxan lan duinaren eta eskubide sozialen alde», que irá percorrer diversas partes do território basco entre 26 e 30 de Novembro. (Ver: Gara e LAB)

Calendário da iniciativa
- 26 de Novembro: Durango, Azpeitia, Zarautz.
- 27 de Novembro: Errenteria, Altsasu, Bera, Irun.
- 28 de Novembro: Eibar, Bergara, Tolosa e municípios de Ezkerraldea (Barakaldo, Sestao, Portugalete e Santurtzi). Manifestação em Iruñea (19h00), a partir da Estação de autocarros.
- 29 de Novembro: Laudio, Galdalkao-Basauri martxa, Leioa, Erromo-Areeta martxa
- 30 de Novembro: Manifestações em Bilbo (18h30, Sagrado Corazón), Gasteiz (19h00, Plaza Bilbao) e Donostia (19h00, Boulevard).
Vem para a rua, mobiliza-te, reivindica os teus direitos. / Fonte: SareAntifaxista

Em Bilbo, pediu-se a libertação de Inma Berriozabal

Respondendo à convocatória do Herrira e da plataforma criada no bairro bilbaíno de Santutxu para pedir a liberdade de Berriozabal, cem pessoas participaram ontem numa mobilização entre as praças Biribila e Eliptika, em Bilbo, para exigir a libertação dos presos bascos com doenças graves, incluindo Inma Berriozabal.

No final da mobilização, um representante da plataforma enfatizou a «gravidade» do estado de saúde de Berriozabal e deu a conhecer a dinâmica de contactos com diversos partidos políticos e agentes do bairro. Um responsável do Herrira de Santutxu disse que os médicos alertaram a presa santutxuarra para a perda progressiva de mobilidade e denunciou a indiferença patenteada pelo Estado espanhol.

Na manifestação estiveram, entre outros, Tasio Erkizia, da esquerda abertzale, e Txema Azkuenaga, membro do grupo municipal do Bildu. No dia 29, a coligação abertzale vai apresentar na sessão de câmara uma moção em que se reclama a libertação de Berriozabal e dos restantes doze presos políticos bascos doentes. / Ver: BilboBranka

Mobilizações em solidariedade com os presos em numerosas localidades
Como acontece todas as sextas-feiras, anteontem a solidariedade com os presos políticos e a reivindicação do respeito pelos seus direitos, em particular, voltou a materializar-se em múltiplas concentrações, que se realizaram em diversos pontos do território basco. Em Antzuola, mobilizaram-se 30 pessoas, Ondarroa (201), Lekeitio (112), Getaria (51), Deba (45), Mundaka (23), Bergara (51), Lizarra (56), Zarautz (200), Bilbo-Sabin Etxea (100), Agurain (47), Legorreta (19), Ugao (46), Tafalla (55), Hernani (275), Elgoibar (51), Arbizu (35), Soraluze (46), Algorta (72), Berriozar (50), Iruñea (355), Zizur (30), Elizondo (35), Orereta (198), Lizartza (46), Lazkao (70), Zornotza (93), Amurrio (40), Gatika (22), Galdakao (95), Bera (24), Sarriko (76), Gasteiz (486).

Na quinta-feira, 45 pessoas juntaram-se em Eskoriatza (Gipuzkoa) para denunciar o julgamento em Paris de Soledad Iparragirre e Mikel Albisu.

Por outro lado, representantes do grupo alemão «13 de Fevereiro de 1945» encontram-se em Gernika, no âmbito da iniciativa que estão a promover para que em Dresden se dedique uma rua ao município biscainho bombardeado a 26 de Abril de 1937. Têm como propósito aprofundar o conhecimento da história de Gernika. / Fonte: Gara

[Na imagem: «Euskal presoak euskal harrietara!» (Os presos bascos para as pedras bascas!), porque os escaladores também defendem os direitos dos presos políticos bascos!]

76 anos depois, regressam a Cáseda os restos mortais de quatro fuzilados

Tasio (Gara)
Tiveram que passar 76 anos para que os restos mortais de Blas Dolorea Baztán, Segundo Dolorea Martínez, José Oneca Benedit e Gregorio Oroz Buey regrassem a Cáseda-Kaseda (Nafarroa), onde foram fuzilados em 1936. Para hoje, estava marcado o funeral-homenagem. Memória, dignidade e luta!

Sobre as cerimónias em Kaseda, ver Gara.

Prossegue o jejum contra o TGV, agora em Nafarroa

O movimento de desobediência ao TGV Mugitu! Mugimendua (M!M) tem estado a realizar um jejum desobediente contra o TGV. Esta iniciativa, organizada sob o lema «El TAV nos deja el plato vacio», teve início na Bizkaia no dia 10 de Novembro, seguiu para Gipuzkoa no dia 17, e na sexta-feira o testemunho passou para Nafarroa, onde a iniciativa prossegue até dia 1 de Dezembro. Uma vez recebido o testemunho, em Tolosa (Gipuzkoa), os activistas navarros dirigiram-se para a nascente de Irañeta, ameaçada pelas obras do TGV.

O M!M faz um apelo à participação nesta iniciativa desobediente contra o TGV, participando no jejum ou nas actividades de protesto e de debate que irão ter lugar em diversas regiões e localidades navarras - como Sakana, Tafalla, Erribera ou Iruñea. / Fonte: ateakireki.com / Mais info: mugitu / Fotos: ekinklik.org

sábado, 24 de novembro de 2012

Comunicado da ETA, com uma proposta de agenda de diálogo

O portal naiz.info informou que a ETA emitiu um comunicado, que será divulgado amanhã na edição do Gara, no qual propõe uma agenda para se chegar a acordo - «diálogo para se decidir "prazos e fórmulas"» - sobre presos, desarmamento e desmilitarização. O comunicado centra-se exclusivamente nas consequências do conflito.

A ETA propõe-se falar de três questões: «As fórmulas e os prazos para trazer para casa todos os presos e exilados políticos bascos; as fórmulas e prazos do desarmamento, a dissolução das estruturas armadas e a desmobilização dos militantes da ETA; e os passos e os prazos para a desmilitarização de Euskal Herria, adequando-se ao final do confronto armado as forças armadas que estão em Euskal Herria».

Inclui outras notas a considerar e dois objectivos, para além de sublinhar que um acordo completo sobre estas questões «implicaria o final definitivo do confronto armado».

A ETA lembra que Madrid e Paris têm «conhecimento exacto» da sua disposição e da sua determinação. E, depois de avançar com esta proposta, a organização basca acrescenta que está disposta a «ouvir e a analisar» as propostas dos dois governos.

Na primeira parte do comunicado, publicado na íntegra na edição de amanhã do Gara, a ETA expressa a sua preocupação e a sua denúncia pela «involução» que nota desde há um ano e faz uma avaliação da posição dos estados e de alguns partidos. Face a essas atitudes, defende que na sociedade basca há força suficiente para romper esse bloqueio. Considera também que existem razões sólidas para que a comunidade internacional prossiga o seu esforço com vista a alcançar uma resolução e reafirma a sua disposição para trabalhar e tomar decisões nesse sentido.

VER: «A ETA responde à "involução" no processo com uma "agenda de diálogo"» (Gara)

Comunicado: ETA-REN AGIRIA EUSKAL HERRIARI

Apoio quase unânime dos eleitos de Ipar Euskal Herria à Colectividade Territorial

A assembleia-geral do Conselho de Eleitos de Ipar Euskal Herria aprovou de forma amplamente maioritária uma moção em se que reivindica a criação de uma Colectividade Territorial específica basca.

O balde de água fria que a ministra francesa da Descentralização e da Reforma do Estado, Marylise Lebranchu, deitou na terça-feira passada sobre as aspirações do País Basco Norte, ao afirmar que não iria haver uma colectividade específica basca, teve hoje o seu contraponto no Conselho de Eleitos, em cuja assembleia-geral, realizada em Baiona, foi aprovada por ampla maioria uma moção em que se reivindica o reconhecimento institucional para o território basco.

A declaração, aprovada com o voto favorável de 38 dos 41 eleitos, solicita a criação de uma Colectividade Territorial para Ipar Euskal Herria, à escala departamental, mas com oito competências especiais. / Ver: naiz.info e kazeta.info [Na imagem, o território de Ipar Euskal Herria.]

«Comunicado da plataforma Batera» (eus / fra)

7000 pessoas manifestaram-se em Iruñea por uma educação pública de qualidade e contra os cortes

A manifestação, convocada pelos sindicatos LAB, STEE-EILAS, CCOO, AFAPNA, ANPE, CSIF, ELA e UGT, pelas associações Sortzen Ikasbatuaz e Herrikoa, pelo Ikasleen Sindikatua e o Ikasle Abertzaleak, reuniu cerca de 7000 pessoas hoje à tarde em Iruñea, de acordo com os organizadores. A Polícia Municipal disse que estiveram presentes 5000 pessoas.

Com o lema «Por una educación pública de calidad. Murrizketarik ez» [Por uma educação pública de qualidade. Não aos cortes], a mobilização partiu do parque Antoniutti e terminou no Passeio Sarasate. No acto final, Ana Ansa e Antxon Barberia tomaram a palavra, congratulando-se com o facto de o orçamento apresentado pela UPN para 2013 ter sido rejeitado, e sublinhando que isso é «uma conquista de todos os cidadãos e da comunidade educativa», algo que se ficou a dever «às mobilizações do ano lectivo passado», disseram.

Contudo, segundo disseram, «o investimento perdido» não foi recuperado, pelo que enfatizaram a necessidade de prosseguir com as mobilizações, até «ser posta de lado a base ideológica subjacente» a este orçamento. / Ver: naiz.info / Notícia mais desenvolvida: Gara

Manifestação em Iruñea por uma educação pública de qualidade
Fonte: LAB via ateakireki.com

Novo episódio de violência policial no gaztetxe de Gasteiz

Na quinta-feira à noite (dia 22), o Gaztetxe de Gasteiz viveu um novo episódio de violência policial. Quando estava quase a fechar, uma desavença com uma pessoa que foi retirada do Gaztetxe por causa da sua conduta violenta para com as outras pessoas que ali se encontravam deu azo ao aparecimento de cinco ou seis patrulhas da Ertzaintza, acompanhadas pela pessoa que tinha sido expulsa - que viria depois a assumir o papel de acusadora.

As maneiras da Ertzaintza foram as que, infelizmente, se tornaram bem conhecidas nos quase 25 anos de existência do Gaztetxe: pontapé na porta, toda a gente encostada à parede durante 40-45 minutos, identificada, revistada, com alguns empurrões e cacetadas pelo meio; uma longa revista ao local, partindo coisas, mexendo em tudo, remexendo em papéis, levando, mais uma vez, as fotos dos presos políticos bascos e também, ao que parece, dois cartazes da Segi. «Ou seja, estamos perante mais um episódio violência e impunidade policial no Gaztetxe de Gasteiz», afirma o Plazara, movimento de defesa dos direitos civis de Araba.

Perante estes factos, o Plazara lembra que, este ano, o Ararteko [Defensor do Povo na CAB] dirigiu uma recomendação especial à Polícia, por detectar carências básicas na sua forma de proceder em questões tão importantes como: mecanismos de controlo interno perante excessos policiais, atitudes racistas, salvaguarda dos direitos das pessoas detidas ou uso da força justificado e proporcional. / Continuar a ler: Plazara! Eleak mugimendua

Leitura:
«Una noche en el gaztetxe de Gasteiz», de Amparo LASHERAS (Gara)
Entra alguien tambaleante y exige que se le sirva. Al negarse el camarero, empieza a proferir insultos y le tira un vaso a la cara. Algunos intervienen rápido, le llevan de nuevo a la calle y cierran la puerta. Transcurren muy pocos minutos y aparecen seis patrullas de la Ertzaintza, se abren paso a patadas y sin mediar explicación alguna se despliegan por el gaztetxe.

Itziarren Semeak - «Mugi gerria»


Tema do álbum Lehen lerroan (2011).

Ver entrevista [bem interessante] à banda de Mungia (Bizkaia, EH) em boltxe.info.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A AN ignora o Tribunal de Estrasburgo e rejeita o recurso de Inés del Río e de outros 23 presos

Os 19 magistrados que constituem o Plenário da Sala Penal da Audiência Nacional espanhola rejeitaram os recursos de 24 presos políticos bascos contra a «doutrina Parot» e nem sequer debateram a questão da aplicação da sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) que condenou o Estado espanhol no caso de Inés del Río, por considerarem que a sentença não é firme.

A decisão, tomada por ampla maioria, baseia-se em três ordens de razões: alguns dos recursos não cumprem os requisitos do alto tribunal espanhol para serem apreciados; existem casos que aguardam por uma decisão do Tribunal Constitucional espanhol; e outros já foram rejeitados pelo TC. Dois recursos serão apreciados numa próxima reunião. / Fonte: naiz.info

Bildu, NaBai, I-E e Geroa Bai pediram a libertação de Inés del Río no Parlamento de Nafarroa
Hoje, votou-se no Parlamento de Navarra uma moção em que se pedia ao Governo espanhol o cumprimento da sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e, como tal, a libertação de Inés del Río e dos outros seis presos navarros que cumpriram a pena a que foram condenados.
Bildu, NaBai, Izquierda - Ezkerra e Geroa Bai apoiaram a moção, que não foi aprovada graças à oposição do bloco formado por PP, UPN e PSN. No vídeo, declarações de Txema Mauleón (I-E), Patxi Zabaleta (NaBai) e Bakartxo Ruiz (Bildu). / Fonte: ateakireki.com

Manifestação em Bilbo para pedir a libertação de Inma Berriozabal
O Herrira convocou para amanhã uma manifestação para pedir a liberdade da presa Inma Berriozabal (Santutxu, Bilbo) e dos outros doze presos com doenças graves que continuam na prisão. A mobilização parte às 17h30 da Biribila plaza e tem como lema «Inma askatu! Gaixo diren presoak etxera!» [Liberdade para Inma! Os presos doentes para casa!].

Berriozabal faz 61 anos em Dezembro e tem diversas doenças crónicas [ver cartaz]. Foi presa em Março de 2008 no âmbito do processo 18/98 e condenada pela AN espanhola a 12 anos de cadeia. No entanto, deixaram-na em liberdade, depois de pagar 30 mil euros de fiança, por causa de uma doença grave que a afligia. Em Abril de 2009 voltaram a detê-la, encontrando-se presa desde então.

A presa do bairro bilbaíno de Santutxu tem diabetes e já foi operada por diversas vezes. Foi-lhe recusada a aplicação do artigo 92.º da legislação espanhola, de acordo com o qual devia estar em casa para ser tratada de forma adequada.

Por outro lado, o grupo municipal do Bildu vai apresentar na próxima sessão de câmara, dia 29, uma proposta em que se pede a liberdade da presa santutxuarra e a alteração da política prisional que os estados espanhol e francês actualmente aplicam. / Fonte: BilboBranka

VER: «Albisuri eta Iparragirreri hogeina urteko espetxe zigorra berretsi die Parisek» (Berria)