sábado, 29 de dezembro de 2012

Euskal preso eta iheslariak Herrira! Dia 12, vamos todos a Bilbau

Ateak Ireki: Herrira Noa (bideoklipa)
Contributo do portal Ateak Ireki para a manifestação de 12 de Janeiro em Bilbo: videoclip da canção «Herrira noa», composta por Josu Zabala a partir da letra de Joseba Sarrionaindia. [Herrira noa, herrira goaz!] / Todos os contributos, adesões, apoios em urtarrilak12.com

O ano termina com 606 presos políticos bascos nos cárceres

Relatório da Etxerat sobre a situação dos presos políticos bascos: Dezembro de 2012

O Colectivo de Presos Políticos Bascos é composto por 606 presas e presos, que se encontram dispersos por 84 prisões. Apenas sete se encontram em prisões de Euskal Herria, concretamente em três prisões.

A maioria dos presos concentra-se nos cárceres de Espanha: 445 dispersos por 45 prisões. Em França encontram-se 134 presos, dispersos por 32 cárceres.
No que se refere a outros países, em Portugal está encarcerado um preso basco; outro no Norte da Irlanda; outro na Escócia; quatro em Inglaterra.

Treze presos têm doenças graves.

A Doutrina 197/2006 foi aplicada a 88 presos, 68 dos quais ainda se encontram na prisão.

Há 141 presos encarcerados que cumpriram 2/3 ou 3/4 da pena a que foram condenados; como tal, deviam estar em liberdade condicional. 126 encontram-se em prisões espanholas; 15 em prisões francesas. / Ver: etxerat.info / Consultar relatório aqui.

Milhares de pessoas nas ruas nas concentrações da última sexta-feira do ano
Concentrações e iniciativas de todo o tipo tiveram lugar ontem em centenas de localidades e bairros, já que se tratava da última sexta-feira do mês, em que é habitual haver uma maior mobilização pelos direitos dos perseguidos políticos bascos. Em plena quadra natalícia e sendo também a última sexta-feira do ano, em muitos pontos a reivindicação teve um carácter especial. Em todas elas se destacou a importância de encher as ruas de Bilbo no dia 12 de Janeiro.

Em Arrasate (Gipuzkoa), por exemplo, uma furgoneta com cartazes percorreu as ruas durante oito horas para denunciar «a crua realidade» de familiares e amigos, condenados a suportar «horas e horas de estrada, o perigo, o gasto económico... para fazer uma visita de 40 minutos».

Em Iruñea, realizou-se uma concentração durante 12 horas frente ao Parlamento, na qual participaram, por turnos, partidos políticos, sindicatos e agentes sociais, e da qual se mandou «um sentido abraço a todas as pessoas que neste último fim-de-semana de 2012 voltam a fazer milhares de quilómetros». Depois de destacarem que é «imprescindível a activação, o compromisso e a mobilização dos cidadãos, fizeram um apelo à participação na manifestação de Bilbo, porque «é preciso encher as ruas para esvaziar as prisões».

Houve ainda concentrações em... [ver extensa lista com localidades e número de pessoas que participaram em cada mobilização.] / Gara

De rerum natura: umorez beteriko!

A propósito das restrições colocadas à utilização do euskara nesta quadra em certas prisões espanholas, tira de Zaldieroa, no Berria. Repleto de humor!

[Os presos vão avançando com hipóteses de expressões em euskara em que se misturam signos natalícios - "Gabonak", "ospatu", "Olentzero", "Errege Magoak" - com uma linguagem em que são visíveis marcas próprias dos "radicales", dos do "entorno de la banda" ou lá como lhes chamam os fascistas, espanholistas, seus colaboracionistas e sucedâneos. Em castelhano, as proibições. Oso ona!]

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O EPPK considera prioritário o fim da dispersão e pensa que é «hora de dar passos decisivos»

O Colectivo de Presos e Presas Políticos Bascos (EPPK) realçou, em comunicado, a sua aposta prioritária no fim da dispersão, defendendo com afinco a ideia de que «reunir todos em Euskal Herria irá criar novas condições, bem como novas oportunidades para todas as partes».

No texto, recorda-se que o EPPK tem vindo a desenvolver uma dinâmica contínua a este respeito desde Fevereiro de 1996, mas acrescenta que agora «é hora de [o Colectivo] dar passos decisivos juntamente com os cidadãos bascos e os agentes sociais, políticos e institucionais».

«O que está em jogo não é melhorar a nossa situação – destaca o EPPK –, mas sim a viabilidade do processo, uma viabilidade que o inimigo quer destruir de modo pertinaz e irresponsável, e isso é algo que não podemos permitir».

O comunicado faz também um balanço de 2012, tanto no que se refere às iniciativas do EPPK como ao desenvolvimento do processo em geral e à atitude dos governos espanhol e francês. / Fonte: naiz.info

O laudioarra Aitor Kortazar foi hoje libertado, depois de 10 anos na prisão
Aitor Kortazar (Laudio, Araba) foi hoje extraditado do Estado francês para o Estado espanhol, depois de ter passado quase dez anos na prisão. No aeroporto de Barajas (Madrid, Espanha), onde era aguardado por familiares e amigos, seguiu em liberdade.

Aitor Kortazar cumpriu no dia 22 deste mês a pena a que foi condenado no Estado francês por pertencer à ETA e, como tal, era para ter sido entregue no sábado passado. Só que os espanhóis queriam verificar se não existia nenhum processo pendente contra ele, e Kortazar continuou na prisão.
Para hoje, às 21h00, estava previsto o primeiro acto de boas-vindas, em Anuntzibai. / Fonte: aiaraldea.com [Ongi etorri, euskal preso politiko ohia!]

«O Acordo de Gernika defende o incremento do diálogo e uma "alteração profunda" na situação dos presos políticos» (naiz.info)
Em conferência de imprensa, os agentes sociais, sindicais e políticos que subscreveram o Acordo de Gernika fizeram hoje em Bilbo um balanço do desenvolvimento do processo de resolução do conflito basco em 2012. Em relação a 2013, apontam como prioridades «promover qualquer iniciativa de diálogo político» com vista à normalidade democrática, e, ao mesmo tempo, uma «alteração profunda» da situação dos presos políticos. Expressaram ainda a sua adesão à manifestação de 12 de Janeiro em Bilbo. (Ver também: Berria)

«O Município de Gasteiz aprovou uma moção em que se pede a libertação de dois presos políticos gasteiztarras» (Berria)
O Bildu e o PNV pediram hoje a libertação de dois presos políticos gravemente doentes - Gotzone López de Luzuriaga e José Ramón López de Abetxuko -, numa moção apresentada na Câmara Municipal de Gasteiz. O PSE-EE votou favoravelmente e, desta forma, a moção foi aprovada. O PP votou contra. Também se pediu que, enquanto essa decisão não for tomada, ambos os presos sejam levados para a prisão mais próxima de suas casas.

Condenados no Processo de Burgos recordam o que viveram 42 anos depois

Convocada pelas organizações Goldatuz e Euskal Memoria, a conferência que ontem reuniu algumas das pessoas que, no dia 27 de Dezembro de 1970, foram condenadas a 9 penas de morte e 590 anos de prisão teve um carácter emotivo e bastante pessoal.

A sala Kutxa da Alde Zaharra [Parte Antiga] donostiarra encheu para ouvir aquilo que se passou pela boca dos protagonistas, no caso Itziar Aizpurua, Antton Karrera e Jon Etxabe, acompanhados pelo advogado Miguel Castells.

Todos eles recordaram que, de forma premeditada, tinham decidido «dar cabo» do julgamento, de maneira que este constituísse uma verdadeira ruptura. Assim, estabeleceram como objectivo que tudo aquilo que se passasse na sala fosse divulgado e chegasse a Euskal Herria.

A prova de que isso foi inteiramente alcançado foi a greve geral realizada no país durante os sete dias que durou o julgamento militar. Os condenados disseram ainda que o que propiciou o indulto, decretado apenas três dias depois – 30 de Dezembro de 1970 – da sentença, foi a mobilização popular que se deu em todo o território basco, bem como na Cidade do México, em Paris ou Berlim, entre outros lugares.

Tendo em conta que até então o franquismo não tinha condenado nenhum membro da ETA, os condenados afirmaram que aquele julgamento serviu para «tirar a máscara ao franquismo» e, também, para que a questão de Euskal Herria saltasse para a cena internacional. Também ficou claro até onde o regime de Franco estava disposto a chegar.

Precisamente por isso, quando o advogado Castells comunicou a Jokin Gorostidi que tinha sido condenado a duas penas de morte, o último respondeu-lhe que era a melhor prenda de Natal que lhe podia dar.

Itziar Aizpurua destacou que o indulto aos condenados mostrou que se podia vencer o franquismo, e acrescentou que «isso teve continuidade». Assim, sublinhou que Euskal Herria sobreviveu à chamada Transição espanhola e que, hoje em dia, está claramente disposta a obter a vitória. / Fonte: naiz.info / Ver: Berria 

Crónica: «O 27 de Dezembro em que Euskal Herria tirou a máscara ao franquismo», de Ramón SOLA (Gara)
O episódio é conhecido, mas ainda comove. No dia 28 de Dezembro de 1970, Miguel Castells teve de comunicar a Jokin Gorostidi que tinha sido condenado à morte. «É a melhor prenda de Natal que me podias dar», respondeu-lhe o militante da ETA. Tinha razão: dois dias depois chegava o indulto, e o mundo tinha descoberto a resistência basca e a cara real do franquismo.

Em Donostia, pediu-se apoio para jovens processados acusados de pertencer à Segi

Jovens donostiarras detidos em diversas operações - em 2007, 2009 e 2011 - compareceram publicamente ontem em Donostia, com familiares e Txerra Bolinaga, membro do Eleak, para chamar a atenção para a situação de dezasseis jovens processados acusados de pertencer à Segi, em especial a de Ekaitz de Ibero, condenado a quatro anos e três meses e em «risco iminente» de ir parar à prisão. Com a intenção de recolher apoios e preparar uma resposta unitária, vão dar início a uma ronda de contactos com diversos agentes.

O caso remonta a 2007, quando 26 jovens donostiarras foram detidos pela Polícia espanhola, onze dos quais ficaram incomunicáveis e «sofreram torturas na esquadra. Foram obrigados a assinar aquilo que os polícias quiseram. Depois, tomando como base esses papéis manchados, magistrado do MP e juízes abriram dois processos contra eles».

Quinze foram condenados a seis anos de prisão e estão à espera da decisão firme do Supremo. Três foram absolvidos. E De Ibero foi punido com uma pena que pode conduzir ao seu encarceramento, apesar de «o único elemento incriminatório ser a declaração de culpa assinada por via da tortura».

Lembram que não se trata de um caso isolado. Depois da recente condenação de jovens de Oarsoaldea, para Fevereiro está marcado o julgamento de habitantes de Burlata (Nafarroa). Ao todo, são mais de cem os jovens bascos que «vivem ameaçados» por estes processos. / Fonte: Gara / Ver: Eleak mugimendua

O Eusko Ekintza propôs uma coligação «permanente» chamada Herritar Batasuna

Para Nekane Garmendia, Gotzone Errekondo e Santi Merino, membros da direcção provisória do EEK, Bildu, Amaiur e EH Bildu são o «espaço natural» do partido recentemente criado, mas precisaram que estes três agrupamentos são coligações eleitorais e não constituem uma organização estável.

Em seu entender, todas as forças independentistas devem trabalhar no sentido de criarem uma organização estável, que «seja mais do que uma coligação eleitoral». Avançaram ainda com Herritar Batasuna como nome possível para a organização referida.

Laura Mintegi, deputada do EH Bildu no Parlamento de Gasteiz, deu as boas-vindas ao EEK e manifestou vontade de cooperação. Os promotores do novo partido agradeceram a Mintegi as suas palavras. / Fonte: Berria

Leitura: «Sobre Eusko Ekintza», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)

Oskorri - «Kontrapas»


Faz parte do álbum Mosen Bernat Etxepare 1545 (1977). [Hitzak]

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A Amaiur estuda medidas a tomar, depois de ter sido alvo de escutas no seu gabinete do Congresso

A Amaiur está a estudar as iniciativas que vai levar a cabo depois de conversas tidas pelos seus deputados no gabinete do Congresso espanhol terem ido parar à imprensa, tal como foi revelado hoje pelo Gara e o naiz.info.

Na conferência de imprensa que os deputados e as deputadas da coligação deram hoje em Iruñea para fazer uma avaliação do primeiro ano de governação do PP, Maite Aristegi referiu que têm «indícios bastante claros» de que foram alvo de escutas, que se trata de uma questão «séria» e que ainda não decidiram os passos que vão dar.

A coligação fez o balanço do primeiro ano do mandato de Rajoy, destacando que ficou marcado pelo «imobilismo e a paralisia» no que à resolução do conflito em Euskal Herria diz respeito.

No plano económico, os representantes da Amaiur consideraram que ficou marcado pela aplicação «crua das mais graves medidas anti-sociais concebidas pelo BCE, o Banco Mundial, o FMI e a União Europeia». Afirmaram que as medidas de Rajoy «visam sobretudo garantir que as grandes fortunas, os banqueiros e as empresas de armamento continuem a manter os seus benefícios» e que os cortes aprovados pelo PP «provocam o desmantelamento paulatino da saúde, da educação, do acesso às prestações sociais, pensões...». / Ver: naiz.info
Tasio (Gara)

Ver também: «Mobilização do LAB frente às sedes de UPN, PP e PSN para exigir uma Comissão de Investigação sobre a Caja Navarra» (boltxe.info)

O Herrira convocou para amanhã uma concentração de oito horas e meia frente ao Parlamento navarro

Amanhã, última sexta-feira do mês e do ano, vão realizar-se mobilizações pelos direitos dos presos em dezenas de localidades navarras. Em Iruñea, o Herrira convocou uma concentração de oito horas e meia frente ao Parlamento de Navarra, das 12h00 às 20h30. O acto central terá lugar ao meio-dia, e nele far-se-á um apelo à participação na Mobilização Geral Popular de 12 de Janeiro. Na concentração vão tomar parte, em diferentes turnos, partidos políticos, sindicatos e agentes sociais.

Na pauta de reivindicações figura: trazer para Euskal Herria todos os presos bascos, libertar os presos e as presas com doenças graves, acabar com o prolongamento das penas e com as medidas que implicam a pena perpétua, bem como respeitar todos os direitos humanos que lhes assistem como presos e como pessoas. [Na sequência, ver balanço de 2012 feito pelo Herrira.] / Fonte: ateaireki.com

A Etxerat vai realizar uma concentração na festa organizada pela ESAIT a favor das selecções bascas
Cerca de vinte representantes da Etxerat anunciaram hoje numa conferência de imprensa que teve lugar em Donostia que a associação Etxerat se continua a mobilizar em defesa dos direitos dos presos bascos e que vai participar na festa organizada pela ESAIT em defesa das selecções bascas, no próximo sábado, dia em que se disputa o Euskal Herria-Bolívia.
Às 18h00, dois membros da Etxerat vão tomar a palavra e transmitir a sua mensagem. Uma hora mais tarde, vão realizar uma concentração junto à entrada principal de Anoeta, para fazer um apelo à participação na manifestação de Janeiro, segundo fizeram saber. Exigiram também o fim da «política penitenciária de excepção». (Berria / naiz.info)

Askapena: «Alfon Libertad! Alfon askatu!»

Esta situación ilustra las dos caras de la apuesta estratégica del estado español en consonancia con la del resto de estados burgueses europeos: por un lado aumentar la explotación de los pueblos y sectores populares mediante contrarreformas en todos los ámbitos (laboral, sanitario, educativo, etc.) y por otro, con el objetivo de amedrentar a la clase trabajadora, endurecer, más si cabe, el código penal y la represión.
Ante esta ofensiva del capital, los pueblos trabajadores europeos estamos obligados, más que nunca, a estrechar relaciones de solidaridad, aunando fuerzas para forjar una salida a este crisis capitalista en función de los intereses de los pueblos y de los trabajadores y trabajadoras. (askapena.org)

«Trabajo y dignidad», de Belem GRANDAL (boltxe.info)
Cualquier trabajo que tenga como objetivo la acumulación del máximo beneficio o lucro económico, basado en la opresión y explotación de la clase trabajadora impidiendo y coartando así cualquier desarrollo de las capacidades, condiciones y potencialidades humanas para abrirse, expandirse y enriquecerse a través de su expresión creativa y de grandes dosis imaginativas, creando y construyendo para progresar como personas además de involucarse en el progreso de la diversidad social humana, no puede ser denominado digno.

«Una Iruñea diferente como objetivo», de Patricia PERALES (*) (Gara)
A día de hoy, pocos negarán la existencia de cambios en Euskal Herria, y tampoco negarán los que se están produciendo en Nafarroa. El modelo impuesto por UPN está agotado y, conforme se viene abajo, se abren nuevas oportunidades que no debemos desaprovechar para construir otro modelo social basado en la justicia social y en las personas. / (*) Também subscrevem este artigo: Iban Maia, Oskia Zaro, Dani Saralegi, Amaia Elkano, Oroitz Zabala, Joseba Conpains, Carlos Otxoa, Eneko Olza

«Iñaki Uriarte, arquitecto», de Mikel ARIZALETA (lahaine.org)
Un hombre de nuestra ciudad [Bilbo], que como lo hicieran ya antes entre nosotros Barandiarán, Altuna, Jiménez Jurío, Resurrección María de Azkue, el padre Donostia… o los hermanos Grimm de nuestra infancia, va recogiendo estampas y paisajes de nuestro pueblo las más de las veces deterioradas y bastante abandonadas, fruto de la desidia y la ignorancia.

Os gudaris de Saseta vão regressar a casa 76 anos depois de partirem

No final de Fevereiro de 1937, vários batalhões de combatentes bascos continuaram a lutar nas Astúrias contra as tropas golpistas do general Francisco Franco. Muitos perderam a vida na localidade de Areces, entre eles o comandante do Euzko Gudarostea, Cándido Saseta.

Pensa-se que cerca de uma centena de homens ali tenham sido enterrados numa vala comum, numa zona conhecida como El Pradón de los Vascos [Euskaldunen Zelaia]. De acordo com o relato de uma testemunha, 20 a 30 morreram em combate, enquanto os restantes foram feridos e posteriormente executados, na maioria dos casos a golpe de baioneta.

Os restos de Saseta foram recuperados e trasladados para a sua terra natal, Hondarribia (Gipuzkoa), em Abril de 2008. Agora, a Deputação Foral e a Câmara Municipal de Donostia uniram forças para que os restantes corpos sejam desenterrados e identificados.

Marina Bidasoro, directora-geral de Direitos Humanos e Memória Histórica da Deputação Foral de Gipuzkoa, disse que já estabeleceram contactos com o Departamento de Cultura do Governo das Astúrias, com o Município de Areces e com o proprietário do terreno em que os corpos foram enterrados, pelo que se estima que em Fevereiro possam começar os primeiros trabalhos de movimentos de terra. Uma vez recuperados e identificados, os restos serão trasladados para Euskal Herria, onde serão homenageados juntamente com familiares e associações a eles ligadas.

A maior parte dos falecidos pertencia à EAE-ANV, embora se tenha falado com outros colectivos, como o PNV, a fundação Sabino Arana, a CNT ou o Partido Comunista. Eram também na sua maioria de Gipuzkoa e, entre estes, havia uma vintena de donostiarras.

A iniciativa parte do Município da capital e enquadra-se num projecto que visa recuperar a memória histórica sobre as violações dos direitos humanos ocorridas durante a guerra de 1936 e o franquismo. Neste projecto, incluíram-se também duas exposições: uma sobre o bombardeamento de Gernika e Durango e outra sobre a prisão de Ondarreta, esta última complementada com a colocação de um monumento evocativo junto à praia.

Outra iniciativa foi a publicação do livro Cine y Guerra Civil en el País Vasco, e entre as próximas iniciativas conta-se a realização de uma investigação sobre os trabalhadores da Câmara Municipal donostiarra que foram alvo de repressão durante os primeiros anos do franquismo. / Imanol INTZIARTE / Notícia completa: Gara / Ver também: «Sasetaren atzetik etxerako bidean» (Berria)

Inti-Illimani Quilapayún - «El Aparecido»


Em Santiago, Chile.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Vozes da terra mãe: mulheres cubanas e bascas, protagonistas da soberania alimentar

A Euskadi-Cuba apresenta este documentário realizado em colaboração com o EHNE (Euskal Herriko Nekazarien Elkartasuna; sindicato agrícola basco) e a ANAP (organização do campesinato cubano), membros de La Vía Campesina.

cubainformacion.tv
Fonte: cubainformacion via Sanduzelai Leningrado

Mais de 60 escritores aderem à mobilização de 12 de Janeiro

Numa conferência que decorreu no centro cultural Koldo Mitxelena, em Donostia, os escritores Dorleta Urretabizkaia e Fito Rodríguez leram um comunicado no qual mais de 60 escritores expressam a sua adesão à manifestação de 12 de Janeiro em Bilbo. Para além de Urretabizkaia e Rodríguez, aderiram à mobilização Edorta Jiménez, Tere Irastortza, Kirmen Uribe, Joan Mari Irigoien, Ixabel Etxeberria, Pako Aristi, Jon Arretxe, Mikel Garmendia, Karmele Jaio, Ander Iturriotz, Irati Jiménez, Aitxus Iñarra, Lutxo Egia, Eider Rodríguez, Paddy Rekalde, Xoxe Estévez e Cristina Maristany, entre outros.

Sublinharam que, se «não tivessem estado presos em cárceres espanhóis mais de uma vez, porventura não seriam escritores».

Referiram-se a muitos escritores que conheceram a prisão por razões políticas, como Bernat Etxepare, Jose Aristimuño, Aitzol, Estepan Urkiaga, Lauaxeta, Koldo Mitxelena ou José Luis Álvarez Enparantza, Txillardegi, precursor do romance basco, que teve de escrever no exílio.
Também se referiram ao «escritor mais laureado actualmente, Joseba Sarrionandia», que manda os seus textos do exílio, e a outros que estiveram na prisão, como «Xabier Amuriza, Mario Onaindia ou Mitxel Sarasketa, e outros que ainda lá estão, como Jokin Urain ou Mikel Antza».

Consideram que «está na altura de falar e de escrever», «recordando todas as vítimas», e de «dar visibilidade à situação de todos os que ainda estão presos». Por isso, decidiram aderir à mobilização de 12 de Janeiro, convocada pelo Herrira. / Fonte: naiz.info / Ver: Berria

«A Ahotsak adere à marcha nacional pelos presos políticos de dia 12 em Bilbo» (boltxe.info)

Em Buenos Aires, exigiu-se a amnistia para os presos políticos bascos
Convocados pelo Capítulo Argentina de Euskal Herriaren Lagunak (EHL) (Amigos do Povo Basco), várias centenas de militantes de organizações e sindicais fizeram ouvir consignas como «Amnistía ya» e «Basta de represión española y francesa al pueblo vasco» concentraram-se em pleno centro de Buenos Aires para pedir a liberdade dos 600 presos bascos que se encontram nos cárceres espanhóis e franceses por lutar pela libertação de Euskal Herria.
Tratou-se da última actividade do ano dos membros dos EHL Argentina, que, tal como em Euskal Herria, recordaram os presos bascos nas últimas sextas-feiras de cada mês. / Notícia completa: askapena.org

Napar Festa: a Fundação Nafarroa Bizirik surge com um projecto bastante ambicioso

No sábado passado, o pavilhão Anaitasuna, em Iruñea, recebeu a Napar Festa, evento convocado para que todos aqueles que trabalharam em torno da iniciativa 1512-2012 Nafarroa Bizirik ali pudessem partilhar as experiências vividas.

Na ocasião, os seus representantes afirmaram que, 500 anos depois, Nafarroa se mostrou «mais viva que nunca»; e confirmaram o que já fora anunciado em conferência de imprensa, ou seja, que o seu trabalho não vai terminar no final deste ano, na medida em se mantém a necessidade «de pôr em evidência as consequências dessas conquistas».

Centro de interpretação
Anunciaram também que, paralelamente, a iniciativa vai trabalhar na Fundação Nafarroa Bizirik, em colaboração com a Orreaga Fundazioa e a Eusko Kultur Fundazioa. Um dos projectos mais importantes que esta nova fundação tem entre mãos é o Enecco, Haritzaren memoria, um centro de divulgação interactivo sobre a história de Nafarroa que será instalado num bosque de Etxarri-Aranatz e que contará com diversas áreas. «Trata-se de um projecto a longo prazo, que tem como horizonte 2022 e para cujo desenvolvimento é fundamental a participação dos cidadãos», disse Sergio Iribarren, um dos membros da iniciativa Nafarroa Bizirik.

As cerca de 2000 pessoas que estiveram no Anaitasuna puderam também assistir às intervenções dos cantautores Amaia Zubiria e Petti, bem como à actuações do grupo musical Tximeleta e das palhaças Pusa y Jaca. Ao palco subiram ainda uma dupla de jovens joteras de Larraga e grupos de joaldunak.

A iniciativa Nafarroa Bizirik queria também homenagear o artista plástico Nestor Basterretxea, por lhes ter a obra «Tras el invierno el árbol germina», mas o artista não pôde estar presente. / Ver: Gara / Fotos: Napar Festa Anaitasunean

Publicação: Floren Aoiz, Más allá de 1512: Memoria, política e hegemonía, Tafalla, Txalaparta, 2012 (Ver entrevista de Ramón Sola - Gara - e entrevista-vídeo em ateakireki.com)
Na obra, o autor faz a defesa da união de forças por forma a construir uma hegemonia alternativa ao navarro-espanholismo actual.

Pablo Hasél - «¡Libertad Alfon!»


Via gazteiraultza.info / Ver: alfonlibertad

«Alfon Askatu !! No a la represión», programa «Garrasika», na Irola Irratia (Bilbo). Mais informação em SareAntifaxista

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Em Erromo, Kitxu foi recebido com carinho por centenas de pessoas

Ontem, à entrada e à saída do serviço fúnebre da sua mãe, Angela Casal Tubet, o preso político itzubaltzetarra Iñaki Gonzalo Casal, Kitxu, ouviu dezenas de vezes expressões como «Kitxu, maite zaitugu» [gostamos de ti], «herria zurekin» [o povo está contigo] ou «Gora Angelitaren semea» [viva o filho de Angelita].

Respondendo à convocatória realizada pelo Herrira de Itzubaltzeta / Erromo, centenas de pessoas dirigiram-se para as imediações da igreja de São José Operário neste bairro do município biscainho de Getxo, para darem força a Gonzalo. Lá dentro, a igreja estava repleta de familiares, amigos, antigos colegas de trabalho e conterrâneos, que tiveram a oportunidade de cumprimentar o preso durante a comunhão.

As pessoas que se encontravam fora da igreja pediram aos ertzainas para estarem com o preso, mas os polícias não o permitiram. Durante o serviço fúnebre, o pároco da localidade denunciou as condições injustas impostas pelas Instituciones Penitenciarias.

Depois da cerimónia, quando Gonzalo estava a ser levado, os ertzainas carregaram com violência sobre as pessoas que se aproximaram da viatura em que seguia. Utilizaram cacetetes e bastões extensíveis ilegais, que provocaram contusões em diversas pessoas, incluindo o fotógrafo do ukberri.net. Algumas das pessoas espancadas responderam com paus.

De acordo com os familiares, o Gonzalo agradeceu a solidariedade recebida. / Notícia completa: ukberri.net via algortaHerrira / Fotos: ukberri.net

O Olentzero percorreu Euskal Herria e exigiu a amnistia
O Olentzero, mítico carvoeiro basco que na noite de 24 de Dezembro vai a todas as casas bascas e deixa presentes [ou carvão], andou pelas ruas das terras grandes e pequenas de Euskal Herria, juntando-se à imensa maioria do povo basco na reivindicação de amnistia para as presas e os presos políticos bascos, e do seu regresso a casa.

Apareceu logo pela amanhã em diversos pontos do território basco. Acompanhado por milhares de pessoas, também deixou claro o seu apoio à manifestação de dia 12 de Janeiro em Bilbo em defesa dos direitos dos presos.

Que não restem dúvidas de que o melhor presente para Euskal Herria seria ver, no ano que está prestes a começar, os prisioneiros e as prisioneiras novamente nas suas ruas e praças. / Mais informação e fotos: boltxe.info

Nota: 1. Em muitos poisos de EH - nas praças, nos lugares onde as pessoas se juntaram - apareceram cadeiras vazias (por vezes à mesa) com os nomes e/ou as fotos dos presos políticos encarcerados.

2. Este ano, o Município de Iruñea não proibiu os tradicionais Olentzeros e foram muitos os bairros (como Iturrama, Azpilagaña, Txantrea ou Arrotxapea) que receberam a visita do carvoeiro.

Hatortxurock: o festival mais solidário vai juntar milhares de pessoas pelos direitos dos presos

Hatortxurock bertan da [aí está o Hatortxurock], diz a canção, e nós quisemos aproximar-nos um pouco mais dos bastidores do concerto. Para tal, fizemos um programa com cerca de 20 minutos, que inclui entrevistas aos seus organizadores, diversas reportagens e uma entrevista em exclusivo a Francis, dos Doctor Deseo.
Fonte: ateakireki.com / Ver também: etxerat.info e hatortxurock.org

Marco León Calarcá (FARC-EP): «Si las causas se solucionan, las armas pierden vigencia»

Marco León Calarcá, miembro del Estado Mayor de las FARC y natural de Cali, forma parte de la mesa de diálogo de la guerrilla en La Habana. Ha participado también en los procesos de paz anteriores con los presidentes César Gaviria y Andrés Pastrana, en Tlaxcala (México) y en el Caguán, respectivamente. En 2002, fue expulsado de México por el Gobierno de Vicente Fox.

Marco León Calarcá es uno de los delegados de las FARC en la mesa de diálogo con el Gobierno. Estuvo también presente en la constitución formal de la mesa el 18 de octubre en Oslo. En 2002 fue expulsado de México a petición del entonces presidente colombiano Alvaro Uribe. Calarcá llevaba diez años residiendo allí y en ese periodo encabezó una oficina pública de interlocución de las FARC con el Gobierno mexicano, partidos políticos y grupos sociales para explicarles la realidad colombiana.

En la entrevista concedida a GARA, remarca la apuesta por la paz de la guerrilla porque «la guerra no es el objetivo ni el fin para nosotros» y por el actual proceso que, según advierte, «el militarismo, de civil y de uniforme intentará romper». Califica de «provocaciones todas las acciones militares contra la insurgencia». Sobre la marcha de la mesa en Cuba, señala que «se construye confianza», aunque no oculta que «estamos frente a frente y en igualdad de condiciones dos visiones diferentes del país y su problemática». / Entrevista de Ainara Lertxundi (Gara)

Euskal Herria: «uma nação, uma selecção», dia 29 em Anoeta

A Esait quer que o Euskal Herria - Bolívia contribua para o avanço da luta pela oficialização

Tendo em vista a partida que Euskal Herria irá disputar com a Bolívia no próximo sábado, 29 de Dezembro, em Anoeta, a Esait (Grupo de opinião pró-selecções bascas) deu a conhecer a análise que faz da situação na luta pela oficialização das selecções bascas e o seu posicionamento perante o tradicional encontro de Natal.

Para além disso, a Esait organizou um intenso programa festivo-reivindicativo para o dia do jogo nas imediações do estádio de Anoeta. O polidesportivo Josean Gasca, em Donostia, será o ponto central dos eventos organizados, com actuações musicais, txosnas e insufláveis ao longo de todo o dia.

Às 17h00, uma kalejira, apoiada pelos principais grupos de apoiantes das equipas bascas de futebol (Mujika, Herri Norte, Indar Gorri, Eztanda...), partirá do Boulevard donostiarra em direcção ao referido polidesportivo, onde terá lugar o acto central em prol da oficialização, às 18h00.

Haverá concertos antes e depois do jogo, com as bandas 3 gabe 2, Skakeitan e La Pop'lla 2.0. / Asier AIESTARAN / Mais informação em naiz.info e esait.org

«Amorrortu e Etxarri convocam 22 jogadores para o jogo com a Bolívia» (naiz.info)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Osasuna eta askatasuna!

[A partir de uma tira de Tasio] 2013an presoak etxean!

Maite zaituztegu
Besarkada bero bat euskal preso politiko guztioi. Maite zaituztegu!

Negu Gorriak - «Hator, Hator»
Há 21 anos, em solidariedade com os presos políticos, milhares e milhares de bascos rumaram à prisão espanhola de Herrera de la Mancha. Nesse dia (29/12/1991), o histórico grupo Negu Gorriak deu um concerto inesquecível. Hator, hator neska mutil etxera!
Hator, hator todos aqueles e todas aquelas que se encontram sequestrados nos cárceres dos estados espanhol e francês, no exílio ou na clandestinidade. Hator, hator! Vem, vem! [Hitzak / Letra]

Ezker Abertzalea: «El rey personifica un estado antidemocratico y corrupto y un modelo fracasado»

Hoy, día 24, diversos medios de comunicación volverán a emitir el mensaje del Jefe de Estado español, el rey Juan Carlos I de Borbón. / El rey español es un ejemplo evidente, aunque no el único, de la falta de ruptura con el régimen franquista. El rey designado por Franco como su sucesor es la cabeza visible de un modelo político-institucional que sigue negando y vulnerando de forma sistemática los derechos de nuestro pueblo. (ezkerabertzalea.info - cas / eus)

«Feliz falsedad», de Ane IZARRA (BorrokaGaraiaDa)
Ya está aquí. Ya llegó. Nos atrapó la ineludible Navidad. Cada año se presenta más temprano. De nada nos sirve que pongamos el letrero de se reserva el derecho de admisión, seguirá buscándonos aunque nuestro deseo sea el de pasar desapercibidxs.

Ex-presas políticas vascas: «Nuestro mayor delito ha sido subvertir los roles hegemónicos de la feminidad», de Ainhoa GÜEMES (naiz.info)
Ayer asistí con gran interés a la conferencia que ofrecieron varias activistas de la izquierda abertzale: Irati Tobar, Ainhoa Gutierrez, Olatz Dañobeitia y Larraitz Ugarte; todas ellas ex presas políticas

«3 de marzo de 1976», de Antonio ALVAREZ-SOLIS (Gara)
En el libro de Amparo Lasheras esos perfiles cobran el relieve que han de tener siempre para que una nación sepa lo que constituye su suelo real. Se trata no ya de recordar sino de tener memoria, que es mucho más que un recuerdo.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Centenas de pessoas protestaram em Orereta contra a sentença dos jovens de Oarsoaldea

Respondendo à convocatória do movimento Eleak, por volta das 12h30 centenas de pessoas partiram em manifestação da Alameda de Orereta (Gipuzkoa) para apoiar os cinco jovens cujas penas de prisão foram esta semana confirmadas pelo Supremo Tribunal espanhol (Maitane Linazasoro, Xabier Lujanbio, Aitor Alberdi, Arkaitz Antza e Aitor Franco; Iosu Arruabarrena foi absolvido) e protestar contra a decisão judicial.

À frente da manifestação, que tinha como o lema «Gure etxeko ateak zabalik dute» [as portas de nossas casas estão abertas], ia a imagem de uma matrioska. Estiveram presentes vários membros do Eleak e também pessoas imputadas em diferentes processos - entre os quais jovens de Hernani e Urnieta (Gipuzkoa) absolvidos pela AN espanhola.

No final da manifestação, o Eleak deu uma conferência de imprensa, tendo destacado que a Justiça espanhola é «como uma roleta russa». Como exemplo disso, referiu a absolvição dos jovens de Hernani e, agora, pelo mesmo crime, a condenação dos de Orereta, pelo Supremo Tribunal.

Depois de recordarem que alguns jovens afirmaram ter sido torturados durante o período de detenção, disseram que «se trata de julgamentos com uma origem política». «Não há defesa jurídica se se está a julgar a militância política», afirmaram.

Dos seis jovens condenados pelo tribunal especial a penas entre os seis e os sete anos de prisão, Linazasoro, Lujanbio, Alberdi, Antza e Franco viram as sentenças confirmadas pelo Supremo Tribunal. Arruabarrena foi absolvido.

Estes seis jovens foram detidos pela Polícia espanhola - e receberam ordem de prisão - em Abril de 2008, tendo sido julgados na AN espanhola em Julho de 2011, juntamente com outros dez jovens da região de Oarsoaldea (Gipuzkoa), que foram absolvidos. / Fonte: naiz.info

Euskal preso eta iheslari politikoak etxera!

Os presos e os refugiados políticos bascos para casa!
Jo ta ke, denak etxera ekarri arte!

Denbora: «spot» do Herrira com vista à manifestação de Bilbo
Realização: Lander Garro; guião: Eider Rodríguez e Lander Garro; fotografia: Juantxo Sardon; música: Iban Urizar. / Os actores são Gotzon Sanchez (o preso político no cárcere) e Matxalen de Pedro (a sua companheira).

Urtarrilak 12, denok Bilbora! Dia 12 de Janeiro, todos a Bilbau!

A associação Kontuz! revela mais irregularidades no «caso CAN» e pede uma investigação séria

[Tasio, Gara]
A Kontuz! disse que a origem do dinheiro «lavado» pelo ex-conselheiro navarro de Políticas Sociais, Jesús Pejenaute, «poderia estar numa operação imobiliária e de engenharia financeira em Barcelona, com a qual lucrou entre 1,3 e 2 milhões de euros e na qual a Caja Navarra foi prestatária parcial». / Notícia e vídeo: Sanduzelai Leningrado

Vídeo: «"Aqui houve uma pilhagem organizada e recusam-se a investigá-la", denuncia a esquerda abertzale» (ateakireki.com)
A esquerda abertzale quer que a Procuradoria de Nafarroa investigue a fundo aquilo que se passou na CAN, e realizou um protesto junto à sua sede central (agora propriedade da Caixabank), durante o qual se comeu chouriço [txorizo = ladrão].

Quatro opositores ao TGV condenados a prisão domiciliária: programa solidário na Zabaldi

O movimento anti-TGV Mugitu! preparou um programa de actividades solidário com as quatro pessoas punidas com seis dias de localização permanente (antiga prisão domiciliária) e com o pagamento de 2600 euros ao Município de Zizur (Nafarroa), acusadas de realizar pintadas contra o TGV no dia 10 de Abril de 2010. O programa tem lugar na Zabaldi, Casa da Solidariedade (Navarreria, 25 / Iruñea), de 26 de Dezembro a 1 de Janeiro.
O colectivo afirmou que a sentença inclui uma indemnização de 2600 euros pelos gastos de limpeza, quando «se tratava de três pintadas realizadas a rolo no asfalto» semelhantes às das provas de ciclismo, «que não são alvo de castigo».
Recorde-se que, para denunciar este processo judicial, o movimento de desobediência civil contra o TGV já antes fizera um apelo «à realização de pintadas nas estradas de Euskal Herria, nos dias 18 e 19 de Abril de 2011», e lançara uma campanha de solidariedade com os arguidos, no âmbito da qual 352 pessoas se deram como culpadas no Tribunal de Iruñea. / Ver: Gara / Notícia mais desenvolvida: boltxe.info

Absolvidos os três acusados de pintar inscrições em Iruñea contra o TGV e a favor da greve geral
No dia 19 de Novembro, foram julgadas na Audiência Provincial de Iruñea três pessoas acusadas de realizar pintadas contra o TGV e a favor da greve geral - as inscrições apareceram no bairro de Errotxapea, em Iruñea, na antevéspera da greve geral de 29 de Março de 2012. Nelas, denunciava-se o esbanjamento de dinheiro na construção do TGV numa época de fortes cortes sociais. Algumas, nos escaparates de entidades bancárias, acusavam os bancos da prática de usura e de serem os grandes beneficiários da construção desta grande infra-estrutura.

Há alguns dias atrás, a AHT Gelditu! fez saber que os três arguidos foram absolvidos, depois de nenhum dos polícias locais de Antsoain e de Iruñea que efectuaram as detenções e que participaram no julgamento como testemunhas ter conseguido provar que os detidos eram os autores das pintadas. / Fonte: ateakireki.com

sábado, 22 de dezembro de 2012

O Eusko Ekintza apresentou-se publicamente em Altsasu, tendo como «meta principal» o socialismo e a independência

Depois de na segunda-feira passada se ter registado no Ministério espanhol do Interior, o Eusko Ekintza (EEK) apresentou-se hoje publicamente como novo partido político na área da esquerda abertzale, numa conferência de imprensa que teve lugar em Altsasu (Nafarroa). Anunciaram uma apresentação «massiva» para Fevereiro, e o seu primeiro congresso será na Primavera.

De acordo com a nota de imprensa enviada pela organização, o Eusko Ekintza «não se encontra representado em nenhuma das organizações ou partidos» que configuram a esquerda abertzale, embora exista «uma convergência com as restantes forças da esquerda abertzale naquilo que historicamente foram os seus objectivos gerais: a independência e o socialismo», com a particularidade de que crêem num «socialismo que se baseia num sector público forte, comunitário e cooperativo».

O novo partido afirma que o seu objectivo principal é a «consecução, já agora, de um novo sistema económico, social e político, no qual as pessoas se auto-organizem desde baixo, e que substitua uma social-democracia e um neoliberalismo asfixiados pela sua própria corrupção».

O Eusko Ekintza define-se como um partido «anticapitalista, de esquerda e independentista», que se compromete a combater «a opressão ecológica, a opressão sobre as mulheres e a ideologia e prática homófoba e xenófoba».

Vai procurar alianças com «organizações de Euskal Herria, França, do Estado espanhol, da Europa que tenham como objectivo a superação do sistema capitalista e a justa organização do território».

Direcção provisória:
Arritxu Santamaria (Lapurdi); Nekane Garmendia (Nafarroa); Gotzone Rekondo (Nafarroa); Pedromari Olaeta (Bizkaia); Iñigo Gonzalez (Araba); Jakue Paskual (Gipuzkoa); Santi Merino (Gipuzkoa); Enrike Lertxundi (Gipuzkoa).

Características:
- Objectivos: independência e socialismo.
- Anticapitalismo.
- Respeito por todas as vítimas do conflito. Verdade, justiça e reparação para as vítimas. Necessidade da criação de uma Comissão da Verdade.
- Amnistia para todos os presos e refugiados políticos. Até lá: repatriamento dos presos; libertação de todos os presos doentes e dos que cumpriram três quartos da pena.
- A Udalbiltza deve ser a principal instituição nacional basca.
- O euskara é o «tronco» da identidade de Euskal Herria.
- Serão aceites correntes organizadas e sensibilidades diversas. Organização participativa e democrática.
- O Movimento Popular, organizado e autónomo, é mais do que nunca necessário.
- Luta de massas e diversas formas de desobediência civil.
- Confrontação democrática diversificada e permanente.
Fontes: Berria e naiz.info / Ver: SareAntifaxista

Aurore Martin: em duas horas 350 pessoas juntaram a fiança imposta pelo tribunal de excepção espanhol

Hoje de manhã, cerca de 350 pessoas expressaram a sua solidariedade com a militante do Batasuna: velhos e novos, eleitos, agentes sociais ou cidadãos comuns, todos quiseram contribuir para o pagamento da fiança imposta pela AN espanhola a Aurore Martin.

Em Donibane Garazi, cerca de 160 pessoas apareceram no bar Kalaka, e em Baiona cerca de 200 acorreram ao Pyrénées - a indicação dos locais tinha sido dada pelo Batasuna. Depois de depositada a fiança, a militante independentista saiu da prisão de Soto del Real (Espanha) por volta das 17h00 (hora de EH). / Ver: Berria

Resaka Sonora: «Aurore, herria zurekin!»

Marcha entre Galdakao e Bilbo para pedir a libertação de Txus Martin
Um conjunto de cidadãos de Galdakao e Basauri (Bizkaia) realizou uma marcha para pedir a libertação de Txus Martin, preso político basauriarra que se encontra gravemente doente. O primeiro grupo de pessoas partiu de manhã de Galdakao; depois, em Basauri, juntou-se-lhes um outro grupo. Juntos, fizeram o caminho até Bilbo, mais precisamente à Câmara Municipal da capital biscainha. Participaram também na iniciativa pessoas de outras localidades da região de Hego Uribe e de Bilbo.

Txus askatu! [acto em castelhano e euskara]

Depois, da Câmara Municipal, partiram em manifestação, com o lema «Pausoz pauso etxera ekarri arte!», até à Praça Elíptica, onde um acto pôs fim à iniciativa. / Mais informação: BilboBranka

Acção dos Pilotariak a favor dos presos na Feira de São Tomás, em Bilbo
Os Pilotariak, colectivo de apoio aos presos políticos bascos, protagonizou ontem em Bilbo uma nova acção a favor dos presos e dos refugiados. Aproveitando o dia de São Tomás, em que muita gente acorre à feira que se realiza no Arenal, colocaram faixas em ambos os lados da ponte do Arriaga em que se lia «Pilota mugitu! Preso eta iheslariak etxera!» [Mexe a bola! Os presos e os refugiados para casa!], e penduraram várias cadeiras vazias, em alusão aos presos doentes que ainda se encontram na prisão.

Em seguida, atiraram bolas de espuma com o slogan «Presoak etxera!» [Os presos para casa!] para o espaço da feira, reivindicando o repatriamento dos presos e divulgando o apelo à participação na manifestação de 12 de Janeiro. Trata-se de um grupo dinâmico, que de vez em quando nos lembra a todos a necessidade da amnistia e o fim da existência de presos e refugiados. / Fonte: boltxe.info e BilboBranka / Fotos: Pilotariak Santo Tomas egunean (BilboBranka)

Xabier Silveira: «Fin del mundo»

Inminente el desalojo me fui, pero la vida me llevó a una bertso bazkari a 500 metros de ella el día D. No era la primera vez que presenciaba una desalojo, aunque sí que era la primera vez que veía desalojar a gente de su casa. Cinco minutos para recoger las cosas y zipayos y munipas encapuchados entraron a saco rompiendo y poniendo todo patas arriba. Niños pequeños y no tan pequeños se quedaron sin casa en un visto y no visto. (lahaine.org)

«El coraje de las madres», de Carlo FRABETTI (insurgente.org)
Estos días he tenido el privilegio de participar en varias acciones reivindicativas junto a Elena Ortega, la madre de Alfon, a la que, de forma nada casual, conocí en la Traba en compañía de Mavi Muñoz, la madre de Carlos Palomino.

«Los torturados toman la palabra para poner luz a una realidad ocultada», de Ramón SOLA (Gara)
El trabajo de Euskal Memoria para completar «toda la verdad» del conflicto está revelando la realidad de muchos torturados. Periko Estomba pasó por ello hace ya 40 años, pero aún le desborda la emoción. Imanol Ostolaza lo sufrió en 1981, a la vez que Joxe Arregi. Maialen Eldua, hace apenas tres años. Tres historias entre miles, tres maneras de sobrevivir y convivir con ello, tres voces y un fin: que no se repita.