quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Depois do arquivamento do processo, apoio a Xuban Nafarrate nas ruas de Gasteiz

Em resposta à convocatória do Plazara!, centenas de pessoas concentraram-se em Gasteiz para protestar contra o arquivamento da queixa apresentada por Xuban Nafarrate contra a Ertzaintza, que o feriu gravemente com uma bala de borracha.

Sob o lema «Ares, Ertzaintza, jueces, no os creemos. Justizia Xubanentzat», a concentração, que foi convocada pelo Plazara! (o movimento Eleak em Gasteiz) e contou com a adesão de diversos agentes políticos, sociais e sindicais, decorreu em frente à esquadra da Ertzaintza da Rua Olagibel, em Gasteiz.

Também esteve presente o pai de Xuban, Joseba Nafarrate, que agradeceu a todos os que ali se juntaram: velhos e novos, todos unidos no centro da cidade para protestar contra a violência policial. Nafarrate anunciou ainda que interpôs um recurso contra a decisão judicial.

Um membro do Plazara! disse que, com a concentração de ontem, os sindicatos bascos e os agentes sociais queriam denunciar a impunidade da Ertzaintza. Frente à esquadra, recordaram também a morte de Iñigo Cabacas, como exemplo da impunidade referida. Na sua opinião, o caso do jovem de Basauri (Bizkaia) deixa em evidência os métodos que os polícias da CAB utilizam.

Em meados deste mês, o Tribunal de Instrução número 2 de Gasteiz arquivou a queixa apresentada por Xuban Nafarrete contra a Ertzaintza, por ter ficado gravemente ferido na sequência de um disparo de uma bala de borracha. Os factos ocorreram em Gasteiz durante a jornada de greve geral de 29 de Março.

O Departamento do Interior do anterior Governo de Lakua manteve, desde o início, que a Ertzaintza não disparou balas de borracha. Esta versão foi desmentida pela família de Nafarrate, que apresentou um vídeo para expor a sua tese. / Fonte: naiz.info e Gara

A Kontuz! revela que a CAN pagou uma viagem de luxo a Paris à elite dos empresários navarros e volta a atingir o Governo de Nafarroa

No dia 17 de Maio de 2007, a Caja Navarra alugou um avião para levar o jet set navarro directamente de Noain a Paris. Os 150 convidados tinham um grande fim-de-semana pela frente, porque as facturas eram por conta da anfitriã. A caixa pagava tudo: o hotel, a comida, as visitas, os espectáculos e uma curiosa viagem de helicóptero.

A Kontuz! tornou pública a viagem para denunciar o facto de que tudo foi pago com o dinheiro dos clientes da caixa e para deixar em evidência a «falta de zelo» por parte do Governo navarro, que, de acordo com os estatutos da CAN, devia «garantir» que o dinheiro depositado pelos clientes na caixa era gasto com «um critério judicioso».

A associação mencionada revelou ontem os detalhes desta viagem a Paris, recordando que não se trata de um caso isolado, mas que faz parte daquilo a que director Enrique Goñi designava como «viagens comerciais», às quais acedia o empresariado navarro mais selecto. / Aritz INTXUSTA (ver: Gara)

Num comunicado, a Kontuz! revelou que o actual conselheiro de Políticas Sociais do Governo de Nafarroa, Iñigo Alli, que substituiu Jesús Pejenaute no cargo, participou nas viagens a capitais europeias com que a Caja Navarra (CAN) presenteou mais de 150 empresários, conselheiros e executivos da entidade e seus cônjuges, já que era executivo da empresa Viálogos. Alli ocupou o lugar de Pejenaute depois de a Kontuz! ter revelado um caso de branqueamento de capitais em que Pejenaute esteve alegadamente envolvido quando era director da Caja Navarra, em 2007. (Ver: naiz.info)

Entrevista: «Os votantes da UPN deviam estar bastante chateados»
No sábado, terá lugar em Iruñea uma da manifestação contra a corrupção e para exigir que se saiba «toda a verdade» sobre o que se passou na Caja Navarra (CAN). Dois dos convocantes da mobilização concederam uma entrevista ao Ateak Ireki. Em seu entender, devem participar todas as pessoas que se sentirem afectadas pelo que se passou na CAN.
A manifestação, convocada pela associação Kontuz!, parte às 17h30 dos cinemas Golem / Fonte: ateakireki.com

Peça de TV: «As viagens de luxo da CAN» (eitb.com via Sanduzelai Leningrado)

O Behatokia anuncia nova queixa em Estrasburgo contra o Estado espanhol por torturas

O Behatokia informou ontem que apresentou uma queixa no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, com sede em Estrasburgo, contra o Estado espanhol por não investigar a queixa de torturas interposta por Oihan Ataun, detido em 2008 pela Polícia espanhola em Zizur Nagusia (Nafarroa).
O Observatório Basco de Direitos Humanos indicou que este jovem «foi torturado durante quatro dias» por membros da Polícia espanhola e que, pese embora a insistência da acusação no sentido de que fossem tomadas medidas para demonstrar estes factos, «os órgãos judiciais espanhóis ignoraram» o caso. / Fonte: Gara / Notícia mais desenvolvida: ateakireki.com 

Beñat Atorrasagasti foi extraditado para o Estado francês
O lesakarra Beñat Atorrasagasti, detido em Edimburgo no dia 13 de Julho do ano passado, foi ontem extraditado da Escócia para o Estado francês, segundo divulgou o naiz.info. A ordem de extradição de Atorrasagasti foi aprovada na semana passada por um tribunal de Edimburgo. O jovem deverá ser agora julgado no Estado francês por alegada ligação à ETA. / Fonte: ateakireki.com

O julgamento de Jon Rosales prolonga-se até amanhã
Esperava-se que o julgamento de Jon Rosales Palenzuela e de mais oito cidadãos bascos, que começou na segunda-feira na AN espanhola, terminasse ontem. Numa reunião informativa que decorreu ontem ao fim da tarde na Praça Telletxe, em Algorta (Getxo, Bizkaia), na qual estiveram presentes 30 pessoas, soube-se que a audiência de terça-feira durou até às 21h00 e que o juiz Fernando Grande-Marlaska decidiu prolongar o processo até sexta-feira. Desta forma, foi convocada uma mobilização para amanhã, às 20h00, também em Telletxe. / Notícia completa: ukberri.net / Mais info: aseh

Ane Izarra: «El parlamento del pueblo»

¿Por qué la realidad de la calle no es ésta? Será acaso porque el miedo inmoviliza, porque existe una tendencia al individualismo; porque nos exigen que respetemos su libertad para aniquilarnos y porque no toleran nuestra desobediencia. No somos aún conscientes de que la clase obrera somos quienes movemos la economía, sin ella, no son nada. (BorrokaGaraiaDa)

«Navarrrrrrrrrrra se hunde», de Martxelo DÍAZ (boltxe.info)
Si esta es la Navarrrrrra que nos quieren vender, sinceramente, no la queremos. Queremos una Navarra diferente, más justa, más solidaria, más equitativa y más euskaldun.

«Etxerat celebrará su XII. Asamblea Nacional el 17 de febrero», de Etxerat (etxerat.info)
Tenemos que trasladar todo el apoyo recibido en Bilbo a la labor diaria, ese es nuestro reto. Para poder seguir trabajando en esa línea, el próximo 17 de febrero realizaremos la XII. Asamblea Nacional de Etxerat. Allí, todos los familiares y allegados que formamos la asociación, realizaremos un balance del año 2012 y se darán a conocer las líneas de actuación y trabajo a seguir en los próximos meses. Se trabajará entorno a una ponencia, previamente debatida y contrastada en pueblos y comarcas. [Em euskara aqui.]

Líbia e Mali: as portas giratórias do maniqueísmo reversível ocidental


Fonte: Cubainformación TV via pakitoarriaran.org

Leitura:
«Terrorismo com face humana: A história dos esquadrões da morte dos Estados Unidos», de Michel CHOSSUDOVSKY (ODiario.info)
As forças governamentais sírias estão hoje a confrontar-se com o autoproclamado «Exército Livre da Síria» – FSA. É uma nova etapa da longa história da criação de grupos de acção destinados ao desempenho das tarefas mais sanguinárias e criminosas, nas quais o imperialismo aparentemente não suja as mãos e por cujos crimes julga que não prestará contas. [Ver notícia em lahaine.org]

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Acção pela libertação de Lander Fernández na Real Academia de Espanha em Roma

As acções e os gestos contra a extradição do bilbaíno Lander Fernández multiplicam-se de dia para dia. Ontem, à concentração que teve lugar de manhã frente ao Consulado espanhol em Nápoles, seguiu-se, à tarde, uma acção de protesto na Real Academia de Espanha em Roma, organizada pela rede de solidariedade com Lander, durante a inauguração da exposição de gravuras «Auguste Rodin: L'Inferno di Dante».

Diversos activistas da plataforma criada em Itália pela libertação do bilbaíno exibiram cartazes em que se lia «Lander Libero» e «No alla tortura». Outros levavam imagens alusivas à tortura ou de cidadãos bascos torturados. Recorde-se que na audiência sobre a extradição de Fernández a defesa enfatizou o facto de que a acusação contra o santxtuarra se baseia num caso de tortura reconhecido a nível internacional.

Com esta iniciativa, pediram a libertação de Lander e denunciaram a violação dos direitos humanos por parte do Estado espanhol, nomeadamente no caso dos presos políticos.
Fonte: BilboBranka / Mais info: un_caso_basco_a_roma

Concentração do Herrira em Gasteiz contra a pena perpétua
Na mobilização, para além de se denunciar a aplicação recente da sentença 197/2006 (conhecida como «doutrina Parot») ao gasteiztarra Andoni Cabello e se recordar a situação de outros cinco presos alaveses a quem a doutrina do Supremo foi aplicada, o Herrira convidou toda a gente a participar na assembleia aberta que terá lugar esta quinta-feira, 31, para denunciar a violação dos direitos humanos que esta doutrina implica e pôr em prática novas dinâmicas.

Como foi divulgado há alguns dias atrás, a doutrina 197/2006 foi aplicada a mais três presos políticos bascos, sendo um deles Andoni Cabello, de Gasteiz. Desta cidade há seis presos políticos que, apesar de já terem cumprido na íntegra a pena a que foram condenados, continuam na prisão, por via da aplicação da sentença 197/2006: Josu Diaz de Heredia: detido em 1986; data de saída: 2009. Prolongaram-lhe a pena em 7 anos. / Iñaki Fernández de Larrinoa: detido em 1989; data de saída: 2008. Prolongaram-lhe a pena em 11 anos. / Gotzone López de Luzuriaga: detida em 1989; data de saída: 2010. Prolongaram-lhe a pena em 9 anos. / Jose Ramón Martínez de la Fuente: detido em 1985; data de saída: 2009. Prolongaram-lhe a pena em 6 anos. / Iñaki Arakama: deportado para Santo Domingo em 1989. Em 1997, foi encarcerado em Espanha. Prolongaram-lhe a pena até 2027. / Andoni Cabello: detido em 1991; data de saída: Março de 2013. Prolongaram-lhe a pena em 8 anos.

Recorde-se que, no próximo dia 20 de Março, o Tribunal de Estrasburgo irá examinar o recurso interposto pelo Estado espanhol contra a sentença daquele tribunal que decretou a invalidez da doutrina que permite prolongar as penas. / Fonte: gazteiraultza.info / Vídeo: Não à pena perpétua!

O Herrira organiza diversos actos no sábado para pedir a libertação de Sebas Prieto
O Herrira de Otxarkoaga (Bilbo) preparou diversos actos para o próximo sábado, dia 2, nos quais irá pedir a libertação de Sebas Prieto, que em Agosto do ano passado já cumpriu 3/4 da pena. Às 12h30, haverá uma concentração, seguida de um acto político na Praça Ugarte, e às 14h00 uma kalejira irá percorrer as ruas do bairro; depois, segue-se o almoço popular. Para obter bilhetes: otxarkoaga.herrira@gmail.com.
Por outro lado, ontem 120 pessoas concentraram-se em defesa dos direitos dos presos frente ao Arriaga, em Bilbo; 20 fizeram-no em Sarriguren (Nafarroa) e 72 participaram na concentração habitual das segundas-feiras frente à sede do PP em Iruñea [na foto], reclamando o direito dos presos políticos bascos a viver livres em Euskal Herria. / Fonte: Gara e ateakireki.com

[Vídeo] O LAB denuncia a privatização das cozinhas do Complexo Hospitar de Nafarroa

O sindicato LAB denuncia a privatização do serviço público das cozinhas dos hospitais de Navarra e as inúmeras irregularidades cometidas pela empresa ligada ao PP a quem o serviço foi adjudicado.

Testemunho das trabalhadoras Ver nota emitida pelo LAB sobre a privatização dos serviços públicos e as suas consequências: os ricos mais ricos; destruição de emprego; perda de qualidade; exploração laboral. / Fonte: LAB Sindikatua

Ver também: «Trabalhadores das antigas cozinhas do Complexo Hospitalar de Nafarroa denunciam a forma como foram tratados» (naiz.info)

Habitantes de Deustuibarra evocam Yolanda González no 33.º aniversário do seu assassínio

Esta sexta-feira, 1 de Fevereiro, os habitantes de Deustuibarra (Bilbo) voltam a recordar Yolanda González, jovem militante do Partido Socialista dos Trabalhadores assassinada pelo Batalhão Basco-Espanhol em 1980. Este ano, haverá um acto de homenagem às 20h00 na Praça de Deustuibarra, a que se seguirá uma exposição fotográfica em Bekoerri.

A jovem vivia em Deustuibarra; filha de operários, possuía uma grande consciência de classe. Era militante do PST, e no dia 1 de Fevereiro de 1980, com apenas 19 anos, foi sequestrada, torturada e assassinada pelo «Grupo 41» do BVE.

No seu funeral, disse-se que, sendo jovem, mulher e basca, tinha três razões fundamentais para lutar. «Se como mulher tinha o direito inalienável a combater pela sua libertação; se como basca tinha o direito a combater pela soberania nacional de Euskadi; e se como jovem possuía o direito a lutar pelas reivindicações da juventude, juntou tudo isso numa só batalha: a da luta pelo socialismo, pela revolução». / Fonte: BilboBranka e SareAntifaxista

A Martxoak 3 reclama a colocação de um monumento evocativo em Zaramaga
A Associação de Vítimas do 3 de Março (Martxoak 3 elkartea) pediu esta segunda-feira que se proceda à colocação de um monumento evocativo permanente que permita sinalizar e explicar os factos ocorridos há quase 36 anos no bairro de Zaramaga, em Gasteiz, onde uma greve terminou com cinco trabalhadores mortos a tiro pela Polícia.
O pedido, que foi defendido pela associação no Município de Gasteiz, surge em resposta à remoção de um mural situado junto à igreja de São Francisco de Assis, que foi desmantelado pelos clérigos do bairro. (Gara) / Proposta da Martxoak 3 elkartea (martxoak3.org)

Ainda em Gasteiz: «Documentário + debate / Rodolfo Martin Villa: modelo espanhol de impunidade» (SareAntifaxista)

Ver também: «A Amaiur solicita a revogação dos títulos de Franco que o ministro Gallardón quer renovar» (Gara)

Esne Beltza - «Bagoaz!» (clip da Korrika 18)


A 18.ª edição da Korrika começa dia 14 de Março no Martin Ugalde Kultur Parkea, em Andoain (Gipuzkoa), e termina dez dias mais tarde em Baiona (Lapurdi).

O lema desta grande corrida em defesa do euskara é «Eman euskara elkarri» [à letra: dar euskara uns aos outros], porque «o euskara deve ser a língua que os cidadãos bascos usam para viver juntos. A língua que usam para falar uns com os outros. Para se ouvirem e entenderem uns aos outros».

Na apresentação, em Novembro último, os responsáveis da AEK disseram querer homenagear todas as pessoas que estão a aprender euskara e a alfabetizar-se; «porque com o seu empenho estão a criar possibilidades de viver em euskara e, assim, a criar possibilidades de convivência». / Fonte: aseh e Sanduzelai Leningrado

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Quatro pessoas vão ser julgadas por terem mostrado fotos dos presos na Korrika de 2011

Quatro pessoas vão ser julgadas na Audiência Nacional espanhola no dia 4 de Fevereiro, por terem mostrado fotos de presos políticos bascos na Korrika de 2011. Três dos arguidos são de Bergara e o outro é de Arrasate (Debagoiena, Gipuzkoa). O Ministério Público pede uma pena de quinze meses de prisão e oito anos de inabilitação.

Em solidariedade com os imputados e para denunciar o caso, haverá várias iniciativas nos próximos dias, segundo foi divulgado ontem numa conferência de imprensa bastante concorrida, no Irizar jauregia, em Bergara.
Entre outras iniciativas, anunciaram uma manifestação para este sábado em Bergara, que partirá da Praça San Martin às 19h00; no dia anterior, haverá um festival de bertsos na sala Zabalotegi (22h00), que contará com a presença dos bertsolaris Miren Amuriza, Unai Gaztelumendi, Aitzol Barandiaran e Alaia Martin. No dia 4 de Fevereiro, dia do julgamento, haverá diversas mobilizações, de manhã e ao fim da tarde.

Terminada a conferência de imprensa, em que recordaram os detalhes do processo, os presentes seguiram para a Câmara Municipal de Bergara, onde foi aprovada uma moção de apoio: os cinco vereadores do PNV e o do PSE abstiveram-se; Bildu (9) e Aralar (2) votaram a favor.

Segundo divulgaram na conferência de imprensa, foi a Ertzaintza que fez queixa dos quatro jovens, apresentando as «provas» contra eles nas AN espanhola. Em Novembro de 2011, o juiz fez avançar o processo, que prosseguirá agora com a audiência oral.

Em Junho de 2012, o tribunal de excepção espanhol condenou cinco pessoas por terem mostrado fotos de presos políticos na Korrika de 2009, à passagem por Iruñea. / Fonte: Berria

Concentração contra a extradição de Lander Fernández frente ao Consulado espanhol em Nápoles
Diversas pessoas participaram, hoje de manhã, numa concentração contra a extradição do cidadão basco Lander Fernández, que teve lugar frente ao Consulado de Espanha em Nápoles (Itália). Na mobilização, convocada pelos Euskal Herriaren Lagunak (Amici e Amiche del Paese Basco), exigiu-se a libertação do preso do bairro bilbaíno de Santutxu.

Um tribunal de Roma aprovou a extradição de Fernández no dia 15 deste mês, mas a defesa recorreu da decisão judicial e o caso encontra-se agora no Supremo italiano.

Para o movimento solidário surgido em apoio a Lander, subjacente à acusação da Audiência Nacional, há uma motivação política, que sustenta a perseguição à sua militância política. Para além disso, já por diversas vezes foi apontado que as provas contra ele se baseiam num caso de tortura reconhecido internacionalmente.

Neste sentido, advogados, juristas e professores de toda a Itália subscreveram um manifesto contra a extradição do santutxuarra.

Lander Fernández encontra-se detido em regime de prisão domiciliária desde Junho. É acusado pelo tribunal de excepção espanhol de ter incendiado um autocarro em 2002. / Fonte: BilboBranka / Mais info: aseh e aseh

O Governo da UPN volta a não atribuir licença à Euskalerria Irratia

O Governo de Nafarroa voltou a deixar a Euskalerria Irratia sem licença em Iruñerria [Comarca de Pamplona], onde a atribuição de licenças beneficiou as cadeias espanholas Cope e Ser. Uma das três licenças em Tafalla é para a Intereconomía.
As 42 novas licenças de FM en Nafarroa foram atribuídas a 17 empresas, segundo deu a conhecer o conselheiro da Cultura, Juan Luis Sánchez de Muniáin, e a directora-geral de Comunicação, Edurne Elio. Houve duas licenças, em Auritz/Burguete, que não foram atribuídas por falta de candidaturas.

A Euskalerria Irratia voltou a ficar de fora em Iruñerria, onde o Governo da UPN concedeu as duas únicos licenças existentes às cadeias Ser e Cope. Em Nafarroa, a Cope obteve cinco licenças, e a Ser três.
Outras marcas comerciais beneficiadas foram a Kiss (duas licenças), Onda Cero (duas), Punto Radio (duas), Cadena 100 (uma), Radio Marca (uma) e Intereconomía (uma), que ficou com uma das três licenças que estavam em jogo em Tafalla. A maior adjudicatária foi a empresa Abian Komunikazioa, com nove emissoras, enquanto a Xorroxin Irratia conseguiu duas.

Durante a conferência de imprensa, jornalistas da Euskalerria Irratia criticaram os representantes do Executivo foral pelo facto de apenas terem solicitado duas licenças para Iruñerria; outros interpelaram-nos sobre a situação em que ficam algumas emissoras, como a Track FM, que continua sem licença apesar de estar no ar há 20 anos. A resposta foi que se mantêm na mesma situação.

Ao deixar de fora a Euskalerria Irratia, o Governo de Nafarroa ignorou a recomendação do Conselho da Europa de Outubro último; nela, aconselhava-se o Governo navarro a ter em conta que o euskara é uma língua minorizada e a colocar os meios necessários para que houvesse pelo menos uma cadeia de televisão e uma rádio em euskara.

«O Governo de Navarra despreza os euskaldunes»
O Bildu foi uma das primeiras forças políticas a reagir perante aquilo que considera uma atitude de «desprezo» para com os euskaldunes navarros. «O Governo de Navarra continua a considerar os euskaldunes de Iruñea e Iruñerria como cidadãos e cidadãs de segunda», afirma a coligação abertzale a propósito da não atribuição de uma licença à Euskalerria Irratia, um facto que lhe provoca «tristeza».
Para o Bildu, a UPN quer que a língua de Navarra «desapareça» e para tal «não hesita em ignorar as exigências da sociedade, da maioria do Parlamento e da Europa para que se promovam os meios de comunicação em euskara».
Considera que não foi respeitada «a pluralidade política, social, cultural e linguística de Navarra, parecendo que o Governo de Navarra atendeu a outros critérios ao não conceder uma licença à Euskalerria Irratia»; assim, pediu ao Governo de Navarra que compareça no Parlamento para explicar esta «grave decisão». / Fonte: naiz.info via ateakireki.com

Oskorri - «Sautrela»
Euskara da kanpora eta goazen denok dantzara! // Etai lelori bailelo leloa zarai leloa! [Sobre «Sautrela» (em aragonês; percebe-se bem)]

Em Iparralde, a esquerda abertzale faz um apelo à organização

«A nossa única arma é a organização», afirmaram Xabi Larralde e Anita Lopepe, durante a sua intervenção em nome da esquerda abertzale. Com o salão municipal de Anhauze (Nafarroa Beherea) cheio de gente (quase 200 pessoas), fizeram uma análise do processo de paz, cuja principal mensagem se pode resumir no slogan do acto político: «Sopra o vento da liberdade».

X. Larralde recordou os princípios destacados em 2004 na proposta de Anoeta, realizada pela esquerda abertzale: o direito à autodeterminação, a existência da nação basca e a alteração de quadro institucional. Princípios válidos para o País Basco Norte. Para os representantes da esquerda abertzale, «a força do povo e a sua activação vão permitir dar passos no caminho da mudança».

A. Lopepe afirmou também que Paris e Madrid vão «continuar a pôr pedras no caminho» e que, perante isso, a «arma mais eficaz é organização» até que ambos os estados «reconheçam os nossos direitos».

Com a Conferência de Aiete, nasceu uma tomada de consciência da classe política no País Basco Norte. De ora em diante, o objectivo é que Paris se envolva no processo.

O Colectivo de Presos Políticos Bascos aproveitou a ocasião para transmitir a sua mensagem, considerando que está na altura de se dar passos decisivos. Para o Colectivo, a luta continua, dentro das prisões para alguns, cá fora para outros. No final do acto, foram homenageados prisioneiros bascos libertados em 2012. / G.T. / Notícia completa: Lejpb / Ver também: kazeta.info

A AHT Gelditu pede ao Governo de Lakua que não canalize nenhuma verba do Orçamento para o TGV

A coordenadora AHT Gelditu deu ontem uma conferência de imprensa em Donostia, apoiada pelos sindicatos ELA, LAB, STEE-EILAS, EHNE, Hiru, CGT e CNT e por colectivos sociais, para reclamar ao Governo de Lakua «que não destine nenhuma verba do próximo orçamento» para a construção do TGV.
Para expressar esta exigência nas ruas, haverá concentrações no dia 20 de Fevereiro frente às delegações de Lakua em Bilbo e Donostia.

Para estas organizações, o orçamento «deve dar prioridade à satisfação das necessidades básicas da sociedade, como garantir o direito à educação, à saúde ou aos serviços sociais, e não esbanjar recursos públicos em projectos elitistas e que destroem o território, como é o caso do TGV».

Os presentes salientaram os altos índices de desemprego em Euskal Herria, tendo afirmado que, «enquanto se esvaziam os bolsos das classes humildes e populares, os construtores são os únicos que enriquecem com a construção do TGV».

Em relação ao argumento de que esta infra-estrutura cria postos de trabalho, afirmaram que «por cada um que cria - certamente em péssimas condições salariais, de trabalho e segurança laboral, e ainda de forma temporal -, quatro empregos qualificados, estáveis e bem remunerados são destruídos por via dos cortes».

Afirmaram também que «os recursos são desperdiçados, quando se podiam canalizar para as pequenas empresas que necessitam de financiamento e para as dezenas de milhares de famílias com dificuldades económicas». Em seu entender, trata-se de «uma obra imposta que não possui legitimidade social». / I.I. / Fonte: Gara

Ver: «A AHT Gelditu exige ao novo Governo basco a paralisação imediata das obras do TGV» (ahtgelditu.org)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Advogados franceses, preocupados com a situação dos advogados que defendem militantes bascos

Reportagem da HispanTV em Paris
No passado dia 24 de Janeiro, uma delegação de advogados franceses deslocou-se à Embaixada de Espanha em Paris para se reunir com o embaixador espanhol e manifestar-lhe a sua preocupação com a situação dos advogados que defendem militantes independentistas bascos, por considerarem que não podem exercer livremente as suas funções. / Fonte: lahaine.org

Liberdade condicional de Argi Perurena adiada depois de recurso do MP francês
O Ministério Público francês recorreu da decisão judicial em que lhe era atribuída a liberdade condicional; agora, o caso será examinado em Março.

Apesar de no passado dia 23 o Tribunal de Aplicação de Penas ter aprovado a liberdade condicional de Argi Perurena (Hendaia, Lapurdi), a decisão judicial foi suspensa na sequência da apresentação de um recurso por parte do Ministério Público, pelo que a presa política basca irá continuar na prisão. O processo vai prolongar-se até Março.

De acordo com a informação divulgada pela associação Etxerat, a presa já em 2012 tinha pedido para aceder à liberdade condicional; e, apesar de a solicitação cumprir todos os requisitos legais, foi indeferida. Perurena encontra-se no cárcere de Rennes, quase a 700 quilómetros de casa. Cumpre pena há treze anos, depois de ter sido condenada por pertença à ETA.
Na nota que publicou, a Etxerat volta a pedir a libertação dos presos políticos bascos que atendem aos critérios da liberdade condicional. / Fonte: Berria

Cem pessoas manifestaram-se em Algorta contra o julgamento de Jon Rosales
Começou hoje na AN espanhola o julgamento do jovem Jon Rosales Palenzuela e de mais oito cidadãos bascos. Acusado de ajudar a ETA, o algortarra pode apanhar 10 anos de prisão, sendo que «o único fundamento da acusação é o depoimento arrancado sob tortura durante o período de incomunicação», denunciou a esquerda abertzale de Algorta-Getxo.

Para repudiar o julgamento, cerca de cem pessoas participaram numa manifestação, hoje ao fim da tarde, pelas ruas da localidade biscainha. Segundo divulgaram antes do início da mobilização, todos os arguidos depuseram «calmos» - com excepção de Jone Lozano Miranda, natural de Leitza (Nafarroa), habitante de Algorta e que, apesar de se encontrar incluída neste processo, não será julgada agora, por se encontrar presa no cárcere de Lyon-Corbas (Frantzia). Hoje, também depuseram os guardas civis que participaram nas detenções.

Para amanhã, a esquerda abertzale convocou uma concentração frente à Câmara Municipal de Getxo, às 16h30 - às 17h00 terá início uma sessão de Câmara. Nela, o Bildu de Getxo irá apresentar uma moção relativa ao julgamento de Rosales; e os familiares de um preso de Algorta vão interpelar o autarca, Imanol Landa, na sessão de perguntas. [Na foto, a manifestação de hoje, à saída de Telletxe.] / Ver: ukberri.net

Jovens de Gasteiz não querem a Polícia dentro do gaztetxe e pedem o fim da impunidade policial

Conferência de imprensa - em euskara e castelhano - que decorreu hoje no Gaztetxe de Gasteiz, na sequência da intervenção da Polícia Autonómica espanhola no espaço juvenil, na sexta-feira passada.

Utzi bakean gaztetxea! / Deixem o gaztetxe em paz!
Inpunitate polizialik ez! Polizia Gaztetxetik kanpora!
Não à impunidade policial! A Polícia fora do Gaztetxe! / Fonte: gazteiraultza.info / Ver: naiz.info

Borroka Garaia: «Proceso de paz, ni sí, ni no, ni todo lo contrario»

Dejando de lado el idealismo, la metafísica, los intereses de la «industria de la paz» y el buenismo hablemos realmente de lo que es un proceso de paz en términos históricos y más pegados a la realidad. Un proceso de paz es un punto de inflexión al que se llega cuando una parte en conflicto se posiciona por encima de la otra. Ha conseguido cierta ventaja y el proceso de paz lo asentará. Si no se asienta esa ventaja en el proceso, éste proceso será rechazado, abandonado. (BorrokaGaraiaDa)

«El PNV, sus bases y la derecha», de Andoni BASERRIGORRI (BorrokaGaraiaDa)
Es tiempo de acabar con las leyendas urbanas y con los mitos. Ni el PNV está dispuesto a enfrentarse a los estados francés y español por la soberanía ni lo están sus bases. Ni el PNV es progresista ni lo son sus bases, antes al contrario, independientemente de lo que prediquen son de derechas y muy de derechas. Si han pactado con el PP, es porque son sus aliados naturales en la faena de gestionar la CAV o lo que tengan que gestionar.

«Txotx y solidaridad con Palestina», de Jesus VALENCIA (Gara)
Propone la sociedad palestina que el boicot se aplique también en el terreno artístico. Cualquier intérprete que acepta actuar en Israel está poniendo su arte al servicio de un sistema genocida; aun sin pretenderlo, está justificando los atropellos de un estado que desprecia los derechos humanos y la legislación internacional.

«No hay pan para tanto chorizo», de Berri-Otxoak (boltxe.info)
Bajo el lema «No hay pan para tanto Txorizo» queremos denunciar que el Ayuntamiento de Barakaldo ha recortado las prestaciones sociales destinadas a garantizar el acceso a la vivienda a las cientos de familias y/o miles de personas en paro, con empleos precarios, o afectadas por la problemática de los desahucios, y que residen en la localidad.

27 de Janeiro: Gernika contra os genocídios e holocaustos «de ontem e de hoje»

Sare Antifaxista e Gernika Batzordea * E.H.
Ontem, em Gernika, os colectivos Sare Antifaxista e Gernika Batzordea assinalaram o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Na notícia publicada pela Sare diz-se: «Em Euskal Herria, aderimos a esta comemoração, da mesma forma que no dia 9 de Novembro assinalamos o Dia Internacional contra o fascismo, o sexismo, a homofobia e o racismo. Neste dia, recordámos também os genocídios que estão a acontecer noutras partes do mundo, como aquele de que o povo palestiniano é vítima».

27 de Janeiro: Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
No dia 1 de Novembro de 2005, a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou a resolução 60/7, de acordo com a qual o dia 27 de Janeiro passou a ser «Dia Internacional de Comemoração Anual em Memória das Vítimas do Holocausto». 27 de Janeiro foi o dia escolhido porque nesse dia, em 1945, o Exército soviético libertou o maior campo de extermínio nazi, o de Auschwitz-Birkenau, na Polónia. Actualmente, há vários países que recordam as vítimas do Holocausto neste dia.
Euskaraz: http://sareantifaxista.blogspot.com.es/2013/01/urtarrilak-27-gernika-atzo-eta-gaurko.html

Fonte: SareAntifaxista / Fotos: Holokaustoko biktimen memoria (txengmeng)

Leitura: «Para que nunca mais aconteça», de Rui SILVA (kontra-korrente)
A 27 de Janeiro celebra-se o chamado Dia em Memória das Vítimas do Holocausto.
O acontecimento histórico que determinou que o Dia em Memória das Vítimas do Holocausto se celebrasse nesta data foi a libertação do Campo de Extermínio de Auschwitz por parte do Exército Vermelho, nesse mesmo dia do ano de 1945. Qualquer esforço de memória em torno do Holocausto não deve, não pode, ignorar este facto maior e incontornável da história da II Grande Guerra e do século XX.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Em Etxarri-Aranatz, promovem uma consulta popular sobre uma Euskal Herria independente

A iniciativa «Etxarri-Aranatz 2012+1» registou na Câmara Municipal da localidade navarra uma petição para que o Município pergunte aos seus habitantes se, «como município de Euskal Herria, querem formar parte de um novo Estado independente na Europa».

O colectivo, que deu uma conferência de imprensa esta sexta-feira para apresentar a iniciativa, disse que dispõe de um prazo de três meses para conseguir 200 assinaturas e, assim, levar a questão a sessão de Câmara.

A recolha de assinaturas, segundo precisaram, tem início no dia 2 de Fevereiro. O colectivo defende que a consulta é legal, baseando-se na lei foral 27/2002, que regulamenta as consultas populares no âmbito local de Nafarroa.

Os membros da iniciativa defenderam que «o país do euskara é uma nação natural» e reivindicaram que «Nafarroa e Euskal Herria no seu todo têm direito a decidir o seu futuro». «Os navarros e todos os bascos têm direito à autodeterminação», afirmaram. Por isso, pediram à Câmara de Etxarri-Aranatz que «não viole este direito» e que leve a cabo esta consulta, «tal como refere a lei foral 27/2002».

Resposta do Governo de Iruñea
Ao ser questionado sobre este tema, o porta-voz do Governo de Iruñea, Juan Luis Sánchez de Muniáin, disse à comunicação social que «tudo indica» que esta consulta «viola a legislação», sublinhado que, «como é lógico, o Governo de Navarra não pode autorizar aquilo que não cumpre a lei».
Não obstante, espera conhecer «mais a fundo» a iniciativa para se pronunciar sobre a questão. / Fonte: naiz.info / Manifesto da iniciativa Etxarri 2012+1 (eus / cas)

Guia de ligações para aprender euskara «online»

Graças ao Boltxe Kolektiboa, apresentamos uma lista actualizada dos cursos de euskara que se pode encontrar na Internet, cursos presenciais de língua e cultura basca, dicionários online e portais em que se pode aprender e praticar euskara a brincar. Acrescentamos ainda algumas novidades recentes, como a página mintzanet.net, para a prática de conversação em euskara através do Skype. Eis a lista:

Cursos online pagos
- BOGA: é o sistema de aprendizagem online desenvolvido pelo Instituto HABE. É ensinado em euskaltegis de Euskal Herria e nas euskal etxeak da Diáspora. As línguas-base são o castelhano e o inglês: www.ikasten.ikasbil.net/course

- Curso de euskara e cultura basca online da Euskaltzaleak (Argentina); paga-se uma pequena quantia; nalguns casos, é gratuito para sócios de euskal etxeak que não têm aulas presenciais de euskara: www.euskaltzaleak.org.ar

- Curso de euskara online da coordenadora de euskaltegis AEK: http://www.egela.aek.org/ 

Cursos presenciais
- Cursos de Língua e Cultura Basca do Instituto Etxepare, em diversas universidades do mundo: Mapa de universidades que dão o curso

- University of Nevada, Reno (em inglês). Euskara, Literatura, História: Cursos do Center for Basque Studies

Cursos online grátis
- AISA: é um novo curso online do HABE, totalmente gratuito. Inicialmente, foi concebido para o ensino de euskara a imigrantes em Euskal Herria; este ano, abriu-se a estudantes online de todo o mundo. Pode ser utilizado com inscrição gratuita (assim, o sistema guarda os dados dos exercícios) ou sem inscrição: www.ikasten.ikasbil.net

- Ikasten.net (em castelhano e inglês): www.ikasten.net/users/login

- Curso Deusto de Euskara: níveis de iniciação e para alunos com algum conhecimento (em castelhano): El Correo-Deustuko Unibertsitatea

- Curso de euskara, vocabulário, história, mapas e informação geral: Landarbaso

- Radiokultura.com: rádio online euskaldun e cursos de euskara (em francês): www.radiokultura.com

Outros recursos de euskara online
- Ikasbil (HABE): um portal que reúne diversos materiais e recursos para aprender euskara (exercícios, testes, material audiovisual, rádio-novelas, anedotas, receitas...) www.ikasbil.net/jetspeed

- Ikasten (HABE): é uma plataforma de aprendizagem tanto para a formação de professores como para a euskaldunização de alunos: www.ikasten.ikasbil.net

Dicionários e software online
- Euskalbar, um software muito útil, que acrescenta à barra de navegação dicionários de euskara, castelhano, inglês, francês...: http://euskalbar.eu

- Corrector automático Xuxen: www.euskara.euskadi.net/r59-19678x/eu

Para praticar conversação online
- Mintzanet.net, um portal com voluntários que ajudam a praticar euskara conversando pelo Skype: www.mintzanet.net

Jogos para praticar euskara
- EuskalPlay, nove jogos em euskara, da Azkue Fundazioa: http://euskalplay.azkuefundazioa.org/

- No blog da Euskaljakintza (avançado): Euskal ariketak

- Check your basic Basque (em inglês): Basic Basque

LAB: «El riesgo de una generación perdida y expulsada del mercado laboral es real y creciente»

El año pasado se perdieron 77.000 puestos de trabajo en Hego Euskal Herria. Según la Encuesta de Población Activa en el último trimestre de 2012 había alrededor de 215.400 personas en paro, lo que supone un incremento anual del 22,4% y eleva la tasa de paro en Hego Euskal Herria al 16,2% de la población activa. Esta tasa de paro es similar a la de Portugal, y en la Unión Europea sólo la superan Grecia y el Estado español. (labsindikatua.org)

Sabino Cuadra: «Los casos de corrupción no son aislados sino que tienen que ver con las estructuras del Estado» (Info7 Irratia)
En relación al «caso Bárcenas» el portavoz de la coalición Amaiur opina que «hace tiempo que tenían que haber empezado a darse dimisiones entre los altos cargos del PP». Para Sabino Cuadra la corrupción en el seno de los partidos políticos mayoritarios «no son casos aislados sino que tiene que ver con la estructura sobre la que se ha asentado este régimen pseudo-democrático que viene desde la llamada transición». Cuadra también ha criticado la postura del PSOE porque «exige en Madrid que se investigue a fondo mientras aquí, en Nafarroa, se niega reiteradamente a impulsar una Comisión de Investigación sobre todo lo ocurrido en la CAN».

«El universo jobuvi», Iker CASANOVA ALONSO (Gara)
el PNV mira conscientemente hacia otro lado y prefiere pactar con el partido de Bárcenas y los 6 millones de parados una relación preferencial y presupuestos con un recorte del 10%. Si incorporan al pacto al partido de Rosa Díez también tienen presupuestos en la CAV. Alborozo en Sabin Etxea. En Madrid respiran aliviados. Si la cosa no funciona en los próximos meses, recuperarán la opción PSOE.

«Serviços secretos portugueses assassinaram Amílcar Cabral», de Carlos LOPES PEREIRA (ODiario.info)
A importância do pensamento de Amílcar Cabral, líder africano desaparecido há quatro décadas, foi reafirmada por estudiosos e investigadores de três continentes num colóquio internacional, na cidade da Praia. Reunido de 18 a 20 de Janeiro na capital cabo-verdiana, o Fórum Amílcar Cabral, sob o lema «Por Cabral, sempre», foi também ocasião para uma reflexão crítica sobre o caminho percorrido pela República de Cabo Verde e sobre as perspectivas futuras dos países africanos.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Realizou-se hoje em Irun a I Assembleia Nacional do Herrira

O movimento Herrira realizou em Ficoba (Irun, Gipuzkoa) a sua Primeira Assembleia Nacional, na qual cerca de 300 pessoas provenientes de todo o País Basco procederam a uma avaliação do trabalho realizado até ao momento e debateram as iniciativas a levar a cabo no futuro.

Herrira: Lehen Bilgune Nazionala / I Assembleia Nacional
Declarações de Ane Zelaia aos meios de comunicação social. [Declarações de Fran Balda em euskara.]

Herrira: urte bat irudietan / um ano em imagens
Vídeo exibido na I Assembleia Nacional do Herrira.

Ver: «O Herrira quer alcançar um amplo acordo social para ultrapassar as medidas de excepção», de Imanol INTZIARTE e Ramón SOLA (naiz.info)

Novo relatório da Etxerat: Janeiro de 2013
Para além da crónica da manifestação de 12 de Janeiro em Bilbo e do Hatortxurock em Atarrabia, inclui os últimos dados referentes à situação do Colectivo de Presos Políticos Bascos.
Fonte: ateakireki.com

Sindicalismo basco: «As suas ameaças não conseguiram, nem conseguirão, afastar a classe trabalhadora da defesa dos seus direitos e da luta contra as imposições»

Recentemente, ficámos a par da sentença relativa ao julgamento de 18 pessoas que faziam parte de um piquete informativo em Gernika. ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE e HIRU fizeram uma leitura desta sentença e do processo judicial de que estas pessoas foram alvo ao longo de dois anos.
Consideram que este processo jamais devia ter começado e afirmam que se trata de uma tentativa de criminalizar um direito fundamental. / Ver: labsindikatua.org

Anunciam uma campanha a favor da despenalização do aborto

Representantes do movimento feminista de Euskal Herria anunciaram que vão promover uma campanha a favor da legalização da interrupção voluntária da gravidez, no âmbito da qual vão realizar diversas actividades.

Numa conferência de imprensa que decorreu em Donostia, porta-vozes do movimento feminista de Euskal Herria denunciaram a reforma restritiva da lei de 2010 que regulamenta – em conformidade com standards europeus – o direito à interrupção da gravidez; por trás desta reforma, vêem «as orientações dos sectores e das organizações mais reaccionárias da Igreja Católica».

De acordo com a legislação actual, as mulheres têm garantido o direito à interrupção da gravidez até à 14.ª semana.

No entanto, a intenção manifestada pelo Governo espanhol de levar por diante uma reforma restritiva a essa lei provocou mal-estar no seio do movimento feminista de Euskal Herria, que anunciou que vai levar a cabo uma campanha de luta e oposição.

No âmbito dessa dinâmica, cujo conteúdo será especificado em próximas convocatórias, organizarão fechamentos, manifestações e jornadas de reflexão, entre outras actividades.
Fizeram ainda um apelo a todas as mulheres de Euskal Herria para que se organizem e se juntem à luta em defesa dos seus direitos. / Fonte: naiz.info via Sanduzelai Leningrado

Denunciam perseguição da Polícia Municipal de Iruñea aos jovens do bairro de Mendillorri

No dia 18 de Janeiro, sexta-feira, agentes policiais revistaram e identificaram trinta jovens. Numa nota, fontes do bairro afirmam que não se trata de um episódio isolado, mas de uma situação que se repete.
No dia 18 de Janeiro, por volta das 19h00, quatro agentes da Polícia Municipal e dois da secreta (um deles encapuzado) entraram a correr no frontão do colégio Elorri, no bairro de Mendillorri (Iruñea), onde estavam cerca de 30 jovens de 16 e 17 anos a jogar pelota, de acordo com fontes do bairro.
«Puseram-nos contra a parede, revistaram-nos e identificaram-nos. Quando uma polícia perguntou a um deles de onde era e este lhe respondeu que era de Iruñea, a polícia disse-lhe que lhe falasse em espanhol», informam numa nota.

A operação policial chamou a atenção de um outro grupo de jovens, que se aproximou do local. A Polícia «convidou-os» a irem-se embora, mas «um deles recusou-se, e foi levado para o frontão aos empurrões, revistado e identificado». Dois jovens que tinham tirado fotos foram também revistados e identificados; obrigaram-nos ainda a apagar as fotos.

Um local de encontro, dada a falta de espaços e alternativas
Os jovens estavam a jogar pelota no frontão do colégio Elorri porque aquele é o local de encontro da juventude do bairro, dada a falta de espaços e de alternativas. Segundo afirmam na nota enviada, a juventude do bairro é «constantemente revistada e identificada» pela Polícia.

«Em Novembro último, quando o presidente da Câmara veio ao bairro, deixámos as coisas bem claras, mas, em vez de diminuir, mais parece que a Polícia Municipal anda a fazer horas extraordinárias e que se corta na prevenção. No bairro de Mendillorri, 30% da população é menor de idade. Estamos a falar de 3500 pessoas a quem não é proporcionada nenhuma actividade no bairro, e que, quando se organizam para fazer alguma coisa, são identificados, multados... Em suma, querem-nos pôr de parte». Por isso, reclamam o fim do «acosso policial». / Fonte: ateakireki.com

Ver: «A intervenção da Polícia Municipal em Mendillorri é injustificável», de Bildu Iruñea (eus / cas)
O Bildu denuncia a falta de espaços para a juventude e exige um debate sobre o modelo de Polícia Municipal em Iruñea.

Kuraia - «Luze eta iluna»


Tema do álbum Iluntasunari barre (2003). [Hitzak / Letra]

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O Plazara! convoca um acto de apoio a Xuban Nafarrate porque não acredita em Ares, na Ertzaintza e na juíza

O colectivo Plazara! e o movimento juvenil de Gasteiz criticaram o auto emitido pela juíza Ana Jesús Zulueta, que na quarta-feira passada decidiu arquivar a queixa apresentada por Xuban Nafarrate, jovem gasteiztarra que passou seis dias na UCI depois de participar num piquete na greve geral de 29 de Março de 2012.

Numa conferência de imprensa, Zigor Olabarria e Jagoba Apaolaza disseram que Xuban Nafarrate «foi atingido por uma bala de borracha disparada pela Polícia autonómica», e que as feridas sofridas pelo jovem não resultaram de uma queda fortuita, tal como refere a magistrada.

E prosseguiram: «Não acreditamos neles: em Ares, que na altura disse que nem sequer houve um disparo de balas de borracha e que Xuban e a sua família mentiam; no chefe da operação policial e no agente envolvidos nos factos, que no julgamento disseram que houve um disparo, mas sem bala de borracha, que foi apenas uma salva».

Os presentes manifestaram também a sua desconfiança relativamente ao trabalho da juíza, que se mostrou «tão convencida da presunção de inocência da Polícia que nem sequer ouviu os depoimentos das testemunhas propostas pela família de Xuban, ou não viu qualquer dúvida razoável no vídeo, em que se ouve um disparo e em seguida alguém – Xuban Nafarrate – cai desamparado».

O Plazara! convocou uma concentração para denunciar esta situação. A mobilização, que terá lugar na próxima quarta-feira, dia 30, frente à esquadra da Rua Olagibel, em Gasteiz, tem como lema «Ares, Ertzaintza, juez: No os creemos. Justizia Xubanentzat» [Justiça para Xuban].

Por último, pediram às pessoas que participarem no acto que o façam com capacete, pois não querem que se voltem a repetir «quedas» como a de Xuban Nafarrate. / Fonte: naiz.info

Conferência de imprensa do Plazara!: «Ares, Ertzaintza, juez, NO OS CREEMOS! Justizia Xubanentzat!» (eleakmugimendua.info)

Os Amigos do País Basco de Málaga denunciam retenção de uma companheira

No dia 11 de Janeiro, uma companheira dos EHL
[Euskal Herriaren Lagunak] de Málaga foi retida pela Polícia Nacional no final de uma marcha por levar duas bandeirolas pelo repatriamento dos presos.

O percurso, de cerca de cinco quilómetros, decorreu sem incidentes, mas no final da marcha um grupo de agentes da Polícia Nacional dirigiu-se a ela, cercou-a e «convidou-a» a acompanhá-los. Ao mesmo tempo, afastaram-na do resto das pessoas, deixando-a isolada no meio deles. Pediram-lhe então as duas bandeirolas e o bilhete de identidade. Enquanto registavam os seus dados de identificação, perguntaram-lhe se não sabia que essas bandeiras eram ilegais, anti-constitucionais e proibidas pela Audiência Nacional. Ela respondeu que estava a par da proibição das espanholas com a águia, e que as costumava ver por ali sem que ninguém as pedisse. Por fim, devolveram-lhe o BI, mas não as bandeirolas, que foram «apreendidas». / Fonte: askapena.org

Em Londres, solidariedade com os advogados bascos
Acção solidária com os advogados bascos - muito dos quais são alvo de perseguição pelo Estado espanhol -, ontem, junto à Embaixada de Espanha em Londres.

A AN espanhola proibiu a cerimónia de homenagem ao ex-preso Aitor Kortazar
A Audiência Nacional espanhola proibiu os actos de homenagem previstos para amanhã em Laudio (Araba) ao ex-preso Aitor Kortazar. Para o juiz Eloy Velasco, do tribunal de excepção espanhol, homenageá-lo constituiria a «justificação e o enaltecimento públicos do terrorismo», e, como tal, deu ordem à Ertzaintza, à Polícia espanhola e à Guarda Civil para que, «com base na proibição, tomem as medidas necessárias para evitar que se cometam crimes». Não pode haver manifestação, acto político e almoço. / Fontes: Berria e aiaraldea.com

Em Gasteiz, a Ertzaintza voltou a entrar no gaztetxe local
Eram perto de 18h00 quando a Polícia Autonómica espanhola entrou no local para dali levar as fotos dos presos políticos, segundo fez saber a esquerda abertzale numa nota. Permaneceu no centro juvenil cerca de 40 minutos e deu ordem a todos os jovens que lá se encontravam para que se encostassem à parede; um deles foi identificado. A esquerda abertzale lembra que não é a primeira vez que tal acontece, pois ainda há dois meses este corpo policial entrou no gaztetxe às cinco da manhã. Perguntou ainda ao lehendakari Urkullu se é este o apregoado novo rumo da Ertzaintza. (naiz.info)

Miguel Urbano Rodrigues: «Portugal 2013»

É compreensível que poucos estrangeiros consigam entender o Portugal do ano 2013.
Um dia, sem data previsível no calendário, a farsa dramática em palco findará, antes que, espero, desemboque em tragédia.
Será o povo nas ruas, na fidelidade a grandes rupturas da nossa história, serão as massas trabalhadoras a alavanca do fim do pesadelo. (ODiario.info) [em castelhano aqui]

«No al ataque imperialista en Mali!», de Askapena (askapena.org)
Los conflicto armados, la miseria, la desigualdad y empobrecimiento generalizado que asolan esta región no son más que consecuencias de un política de subordinación económica, política y cultural que las potencias capitalitas-imperialistas, principalmente europeas, han impuesto históricamente y estructuralmente al continente africano.

«"Ciudadano terrorista"...», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Teniendo en cuenta que en los «estados de bienestar» había que ocultar la lucha de clases y hasta la misma existencia de éstas, un término se puso a huevo; «Ciudadanía». Un término que se lo trabajó bien la burguesía, incluso desde la sociología y las ciencias políticas.

«Declaração Conjunta das FARC-EP e do PCB», de FARC-EP e PCB (ODiario.info)
Reunidos em Havana, capital mundial da paz e da solidariedade internacional, representantes das FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo) e do PCB (Partido Comunista Brasileiro) passaram em revista a conjuntura mundial, sobretudo a da América Latina, e da Colômbia em particular

Educação e euskara: ELA, LAB e STEE-EILAS não querem que a lei Wert seja implementada em Euskal Herria

ELA, LAB e STEE-EILAS repudiaram em Iruñea o anteprojecto da Ley Orgánica de Mejora de la Calidad Educativa (LOMCE) e pediram aos governos de Iruñea e de Lakua e aos partidos que se oponham à sua aplicação em Euskal Herria. Para estes sindicatos, está-se perante um conjunto de «ataques à educação», no qual o anteprojecto do Ministério espanhol da Educação representa «o passo derradeiro e mais grave».

Defendem que a nova lei - também conhecida como lei Wert - «tem por fito a centralização do Estado e limitação da capacidade de Euskal Herria na decisão da sua própria educação». Para além disso, consideram que se trata de um ataque directo ao euskara, que se tornará uma «língua subsidiária».

Criticam também o anteprojecto por ser «um passo grave em direcção à mercantilização da educação, por abrir caminho à doutrinação ideológica, política e religiosa, à espanholização e à uniformização e por promover uma educação segregadora e classista».

As três centrais afirmam que «limita o desenvolvimento pessoal, a educação integral e a igualdade de oportunidades; impõe exames gerais obrigatórios e avaliações externas em função dos critérios do Estado espanhol; limita a participação de agentes educativos e aumenta as possibilidades de privatização de serviços públicos». [Ver desenvolvimento destes pontos em labsindikatua.org]

Face a isto, os três sindicatos afirmam que não aceitam nenhum tipo de retrocesso e de corte, reclamando mais recursos e investimentos para que a sociedade basca e os agentes do sistema educativo basco possam decidir «a educação de que precisam e que querem». / Fonte: Gara via lahaine.org

Retiram as acusações contra seis dos nove acusados nas obras de Arantzadi

Realizou-se ontem o segundo julgamento de activistas que tentaram parar, através da desobediência civil, a destruição das hortas de Arantzadi. Inicialmente, eram nove os arguidos, mas a Procuradoria retirou as acusações contra seis deles - dois eram trabalhadores da empresa que fazia as obras; quanto aos outros quatro, a Procuradoria não conseguiu provar que estavam nas hortas quando os alegados crimes foram cometidos.

Os três activistas da Arantzadi Bizirik que acabaram por ser julgados podem ter de pagar uma multa à volta dos 1700 euros (120 dias a 12 euros). A sua advogada defendeu a desobediência civil como «uma forma válida de protesto» e disse que «nem todas as ordens dadas por um agente da autoridade hão-de ser automaticamente cumpridas», baseando-se em jurisprudência.

O julgamento de ontem foi o segundo contra o colectivo Arantzadi Auzolanean. No primeiro deles, duas pessoas foram condenadas a seis meses de prisão. No dia 6 de Fevereiro, haverá um novo julgamento, e o colectivo pediu o apoio das pessoas. Ontem, solidários com os processados protestaram frente aos tribunal. / A.I. / Ver: Gara / Fotos: ekinklik.org

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Convocam mobilização para investigar «até ao fim» o que se passou na Caja Navarra

Membros da Kontuz! e cidadãos anónimos convocaram uma manifestação para dia 2 de Fevereiro em Iruñea para exigir, «caia quem cair», uma investigação «verdadeira, independente, profunda e até ao fim» sobre o que aconteceu na Caja Navarra.

A marcha terá como lema «Queremos saber la verdad sobre Caja Navarra», anunciaram em conferência de imprensa Xabier Barber e Hortensia Serrano em nome dos convocantes, que, explicaram, partilham a sua «perplexidade» face «à pantomima» dos responsáveis pelo «desfalque» na Caja Navarra para tentar evadir-se às suas responsabilidades.

«Está na hora de elevar a voz, de vir para as ruas reclamar o que já devíamos ter, a garantia de que essa investigação vai ser realizada e que vai ser dirigida pelas instituições», defendeu Hortensia Serrano.
Serrano pediu a todos os cidadãos que participem na marcha, «sem distinção de credos políticos», bem como a partidos, sindicatos e outros colectivos, por entender que é de todos «o prejuízo causado por quem geriu a Caja Navarra até a fazer desaparecer».

«A perda da Caja Navarra como resultado da sua nefasta gestão contribuiu também para piorar a já gravíssima situação que uma parte importante da nossa sociedade vive», afirmou, antes de considerar «fundamental» saber o que se passou com a Caja Navarra, «porque é fundamental evitar que isso volte a acontecer com outras entidades». Assim, sublinhou a importância de no dia 2 de Fevereiro haver «dezenas de milhares de pessoas a exigir a verdade».

O ex-director da Caja Navarra Enrique Goñi, a presidente do Governo de Nafarroa, Yolanda Barcina, e a associação Kontuz! vão comparecer perante uma comissão parlamentar no Parlamento navarro.

Na semana passada, a Kontuz! anunciou que ia apresentar queixa contra Barcina, por alegadamente se ter aproveitado de informação privilegiada com fins lucrativos, e contra Goñi e Miguel Sanz (ex-presidente do Governo navarro), pela alegada prática de crimes societários e de prevaricação por omissão.

Hoje, soube-se que a Audiência Provincial de Nafarroa aceitou a queixa da Kontuz! contra Enrique Goñi e Miguel Sanz.

Por outro lado, um tribunal de Iruñea arquivou a queixa que Jesús Pejenaute, ex-conselheiro de Políticas Sociais do Governo navarro, apresentara contra a associação «por injúrias», depois de a Kontuz! o ter apontado como protagonista num crime de branqueamento de capitais, alegadamente cometido em 2007. / Ver: naiz.info via Sanduzelai Leningrado