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quinta-feira, 14 de junho de 2018

«Carlucci e Companhia»

[De Jorge Seabra] Vem isto a propósito do recente falecimento de Frank Carlucci, antigo embaixador americano em Portugal entre 1975 e 78, indo depois ocupar o cargo de Director-adjunto da CIA (78-81).

«Durante o longo tempo em que esteve em Portugal, criou, com o futuro Presidente Mário Soares, uma cumplicidade estratégica essencial» – declarou o Presidente Marcelo, também ele um amigo de Frank Carlucci. Na realidade, Carlucci esteve só três anos como embaixador em Portugal mas foi, de longe, o mais famoso de todos. E a forma como se fala dele é, agora, muito diferente.

«Cumplicidade estratégica» entre Carlucci e Mário Soares?...
Nos anos 70, se alguém o dissesse, corria o sério risco de ser apelidado de mentiroso, radical, sectário comunista! Mesmo o jovem Marcelo, ainda a adaptar-se à mudança por ter vivido sempre «encostado» à ditadura, talvez dissesse que nem conhecia o ianque…

A ligação aos USA e à CIA, então implicados no sangrento golpe de Pinochet, no Chile (1973), queimava. O presidente eleito, Salvador Allende, e a via pacífica para uma sociedade mais justa de matriz socialista, sucumbiam à violência da CIA que supervisionou a imposição de uma brutal ditadura.

Um ano depois, em Portugal, a Revolução do Cravos, punha de novo o povo a berrar «o povo unido jamais será vencido» e outras coisas acabadas de silenciar à bala no Chile. Para os USA, era mais uma intolerável chatice. Agora na Europa. Lá teria a CIA de fazer as malas e vir tratar do assunto. E foi o que fez. (Abril)

quarta-feira, 25 de abril de 2018

«O capitalismo é violência»

[De Bruno Carvalho] Palestina, Donbass, Catalunha, Colômbia. A comunicação social dá voz ao agressor e absolve a violência exercida pelos Estados implicados. Contra a opressão, os povos conservam o direito à insurreição.
[...]
Por todo o mundo, e crescentemente na Europa, a fascização dos Estados, a que alguns preferem chamar autoritarismo ou populismo, cresce a passos largos para defender um sistema cada vez mais incapaz de suster a crise em que se encontra e de esconder o seu carácter violento.

Foi em Abril que os militares e o povo derrotaram o império da lei e da violência fascistas para encetar um período que todavia é uma espinha encravada na garganta de alguns. Num dos mais bonitos textos escritos em português, a nossa Constituição «reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão». (Abril)

terça-feira, 28 de novembro de 2017

«Revolução de Abril (III). O 25 de Novembro de 1975»

[De Ana Saldanha / texto de 2012]
Quando passam 38 anos sobre o 25 de Abril de 1974, concluímos a publicação de três artigos sobre esse momento fundamental da nossa história. Que continua bem presente, por muito que isso doa aos que continuam a sonhar com o que chamam regime anterior. / Ver: odiario.info / Texto em PDF acessível aqui