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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Mão-de-obra infantil e trabalho escravo contaminam a produção cacaueira do Brasil

Cerca de 8000 crianças e adolescentes brasileiros trabalham na cadeia produtiva do chocolate, de acordo com um relatório apresentado no final do mês passado, em Brasília. O informe resulta de uma pesquisa realizada pela Papel Social, entre Julho de 2017 e Junho de 2018, por encomenda da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O Brasil é o sétimo produtor de cacau no mundo (o primeiro é a Costa do Marfim) e o segundo da América Latina (depois do Equador). No Brasil, a produção ocorre em oito estados, com destaque para a Bahia (responsável por 45,1% do volume total) e para o Pará, que é responsável por 49,3% da produção. É também nestes dois estados que se encontram os dois maiores municípios produtores de cacau do país: Ilhéus (na Bahia) e Medicilândia (no Pará).

No estado do Pará, o sector é responsável por 255 mil empregos, sendo que o principal pólo produtor se encontra localizado ao longo da Rodovia Transamazónica, onde se concentra 62,7% da produção estadual e 25,1% da produção do Brasil. (Abril)

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Eucalipto domina as florestas plantadas no Brasil

Segundo o relatório Produção da Extracção Vegetal e da Silvicultura 2017, divulgado na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 9 850 000 hectares de florestas plantadas, sendo que mais de três quartos desse território se destinam à produção de eucalipto.

A maior parte das florestas plantadas concentra-se nas regiões Sul (36%) e Sudeste (25%) e, de acordo com o relatório do IBGE, o estado brasileiro líder no cultivo de eucalipto é o Paraná (Sul), seguido por Minas Gerais (Sudeste) e por Santa Catarina (Sul).
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Referindo-se às florestas de eucalipto, Dagoberto dos Santos explicou que estas «têm um domínio muito grande sobre o consumo de água onde estão instaladas», provocando «uma homogenização da paisagem, uma absorção muito grande de nutrientes a longo prazo» e impossibilitando «a utilização do solo de uma maneira muito drástica», com «impactos ambientais e sociais muito graves».

Ao contrário do que acontece com outras monoculturas, as florestas de eucalipto inviabilizam o solo para outros tipos de cultivo, afectando as famílias de pequenos agricultores, alertou. (Abril)

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Lançado documentário sobre ocupação premiada dos sem-terra na Mata Atlântica

O acampamento José Lutzenberger, no município de Antonina, ocupa uma parte da Área de Protecção Ambiental de Guaraqueçaba, no litoral norte do estado brasileiro do Paraná e, desde 2003, concilia a produção de alimentos livres de agrotóxicos com a recuperação da Mata Atlântica.

Este trabalho teve o reconhecimento do Instituto Socioambiental, que atribuiu à comunidade o prémio Juliana Santilli, na categoria de conservação e ampliação da agrobiodiversidade. Outro reconhecimento foi a realização do documentário Agrofloresta é mais, que aborda uma história já com mais de 15 anos e que foi lançado oficialmente, em Curitiba, esta quinta-feira.

Em cerca de 30 minutos, a obra mostra como 24 famílias que integram o acampamento transformam uma área degradada pela produção extensiva de búfalos numa experiência – premiada – pela recuperação do meio ambiente, por via da produção agroflorestal.
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Actualmente, as famílias do acampamento José Lutzenberger vivem sob ameaça de despejo, e o documentário integra-se na campanha «Agrofloresta é a nossa casa», organizada por dezenas de entidades contrárias à retirada das famílias da região. (Abril)