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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Há 13 anos, o preso santurtziarra Igor Angulo aparecia morto na cadeia de Cuenca

Ler mais / irakurri gehiago @Barakaoss: «Egunkaria ireki eta Igor Anguloren eskela ikusi. 13 urte pasa dira iada bizitza lapurtu ziotenetik ziega ilun batean. Egun bat geroago Roberto Saiz galtzen zuen bizitza Aranjuezeko espetxean. Berri hauek Euskal Herri osoa astindu zuten. Bereziki Ezkerraldea.»

Ver tb.: «La Ertzaintza acosó alos familiares y amigos hasta el cementerio» (elperiodistacanalla.net)
En 2006 sucedió en Portugalete y Santurtzi… Cuatro días después de que Igor Angulo apareciera muerto en la cárcel de Cuenca (27.2.2006), el preso de Portugalete Roberto Sáiz falleció de un infarto en Aranjuez (3.3.2006), semanas más tarde de alertar a los médicos de que sentía dolor en el pecho.

El fallecimiento del preso politico se produjo cuando participaba en una encartelada en el patio en denuncia de la defunción del preso santurtziarra. Según informó Askatasuna, Sáiz se sintió mal en el transcurso de la protesta, avisó de ello a los demás presos vascos y se dirigió al baño, donde, al parecer, perdió el conocimiento.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Dia 9, de leste a oeste, «um povo digno em defesa da liberdade»

No próximo sábado, dia 9, a plataforma Euskal Herriak Askatasuna (EHA) organiza diversos actos e concentrações de leste a oeste do País Basco [Euskal Herria ekialdetik mendebaldera]. Com a iniciativa, a EHA quer afirmar «a necessidade de responder com dignidade à opressão», sublinhando que «são um só povo», «para lá das divisões administrativas e dos limites impostos pelos estados ocupantes espanhol e francês».

Neste sentido - afirmam no texto de divulgação da iniciativa -, querem «proclamar a reivindicação a favor da libertação nacional, em oposição à opção baskongadista e autonomista». E defendem: «Euskal Herria não precisa de um novo ciclo estatutário. Euskal Herria precisa de liberdade!» [Euskal Herriak ez du ziklo estatutista berririk behar. Euskal Herriak askatasuna behar du!]

As mobilizações do próximo sábado terão lugar em Maule (Zuberoa; castelo, 10h00), Amaiur (Nafarroa; monumento, 12h30), Tolosa (Gipuzkoa; Triangulo plaza, 15h00), Elgeta (Gipuzkoa; Herriko plaza, 17h30) e Gernika (Bizkaia; frente às Juntas; 20h00).

[Era berean puntu batetik bestera mugitzeko aukera emanez, auto-karabanaz lotuko ditugu aipaturiko hitzorduak.] / Ver: ahotsa.info

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Ken Zazpi - «Askatasun oihua»

«Grito de liberdade», para todos matarmos saudades. A banda é de Gernika (Bizkaia). Letra aqui.
Euskal Herriak askatasuna behar du!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Mikel Laboa - «Txoria txori»

[Letra / tradução] Ao aprender euskara, tem de se aprender o «Txoria txori»...

sábado, 24 de janeiro de 2015

Ruas cheias em Villabona para receber Galarraga e Zelarain

Quinta e sexta-feira trouxeram notícias boas e emoções fortes à localidade guipuscoana de Villabona, já que dois filhos da terra, ambos presos políticos, foram libertados: Eneko Galarraga, na quinta, e Julen Zelarain, no dia seguinte.

O preso político basco Julen Zelarain saiu da cadeia de Valdemoro (Madrid) na sexta-feira, 22, e, à chegada à sua terra natal, foi recebido calorosamente por centenas de pessoas, que fizeram questão de expressar todo o seu apoio ao ex-preso. Zelarain foi julgado, no tribunal de excepção espanhol, no âmbito do processo contra o Movimento pró-Amnistia e condenado, com mais 20 pessoas, a dez anos de prisão, em Setembro de 2008. [Ver: «La AN condena a 200 años de cárcel a 21 militantes por sacar a la luz la represión» (Gara)]

Zelarain encontrava-se actualmente na cadeia de Valdemoro, mas cumpriu a maior parte da pena na prisão de Huelva, a 2000 quilómetros de casa.

Julen Zelarain etxera itzuli da. Ongi etorri!Ver: Tolosadelko ataria

Centenas no ongi etorri a Galarraga
Galarraga foi condenado a sete anos de cadeia pela AN espanhola, depois de ter sido detido pela Polícia francesa em Urruña (Lapurdi), em Janeiro de 2008, e extraditado para o Estado espanhol em Março do mesmo ano. Na quinta-feira, 21, foi libertado, tendo saído da cadeia de Ocaña (Toledo). Quando chegou, esperavam-no centenas de pessoas e muito carinho. / Fotos aqui.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

No domingo, faz 20 anos que morreu o refugiado Luis Maria Zuluaga, «Zulu»

O refugiado do bairro de Pinueta (Leioa, Bizkaia) Luis Maria Zuluaga, Zulu, faleceu a 13 de Julho de 1994 na Venezuela, com 54 anos*, segundo recordaram alguns habitantes de Itzubaltzeta/Erromo (Getxo, Bizkaia) ao ukberri.net. A saúde de Zuluaga foi bastante afectada pelos nove anos que passou no exílio. Com uma doença nos rins, era obrigado a fazer duas sessões de hemodiálise por semana, e a sua morte - na sequência de um derrame cerebral - ocorreu precisamente no final de uma destas sessões.

Há alguns anos, o Movimento pró-Amnistia de Uribe Kosta louvou «a dignidade de Zulu e a luta de toda uma vida pela justiça social» [a nós, disseram-nos que foi «um comunista»]. Zulu nasceu em Zornotza (Bizkaia) e viveu no bairro de Pinueta, mesmo colado ao de Itzubaltzeta/Erromo, até 1985, quando ele e a sua mulher tiveram de fugir [excerto da tradução também corrigido]. Mais tarde, foi deportado para a Argélia e, dali, para a Venezuela. As suas cinzas encontram-se neste país sul-americano, numa caixa, à espera de regressar a Euskal Herria, pois ele mesmo deixou expresso: «Não voltarei a Euskal Herria, nem estando eu morto, enquanto não regressar o último refugiado».
[Na foto, dois jovens recordam Zuluaga no Gudari Eguna de 2011, junto à sua casa, em Pinueta.] / Ver: ukberri.net [Nota: corrigimos a idade de acordo com a informação veiculada pelo Sortu de Erromo, que «afirma» que Luis Mari Zuluaga Balziskueta nasceu a 15/12/1939; logo, faleceu com 54 anos.]

CAMPANHA DE APOIO A IBON IPARRAGIRRE
A plataforma Iparra Galdu Baik lançou uma campanha de que visa sensibilizar organizações de direitos humanos para a grave situação em que se encontra Ibon Iparragirre - tem uma doença grave e incurável e, apesar disso, continua na cadeia. Também manteve contactos com grupos parlamentares no Congresso espanhol.

No mesmo comunicado, a plataforma revelou ainda que Ibon Iparragirre - detido a 7 de Março, quando se encontrava em prisão domiciliária, encarcerado em Basauri e depois transferido para Navalcarnero (Madrid) - já não se encontra na solitária, onde passou duas semanas (tinha sido castigado com três meses).

A família visitou o natural de Ondarroa (Bizkaia) na semana passada – 4 e 6 de Julho –, encontrando-o melhor, «sobretudo do ponto de vista anímico». / Ver: naiz.info

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Juan Mari Olano foi libertado

Juan Mari Olano saiu da cadeia de Villena hoje de manhã, pelas 9h00. O natural de Zaldibia (Gipuzkoa) foi julgado com mais vinte pessoas no âmbito do processo contra o Movimento pró-Amnistia e a Askatasuna, sendo condenado a oito anos de prisão em Setembro de 2008. Foi, durante muitos anos, o porta-voz do Movimento pró-Amnistia.

Antes disso, já tinha estado preso. Em Março de 2006, o juiz Fernando Grande-Marlaska deu-lhe ordem de prisão, acusando-o de ser o «responsável» pelos incidentes na jornada de mobilização e greve a 9 desse mês; em Setembro de 2007 voltou a ser detido e encarcerado, depois de a Ertzaintza ter carregado com grande violência na tradicional manifestação do dia das regatas em Donostia. Foi preso encarcerado pela última vez em Setembro de 2008.

Depois de sair da cadeia, Olano teve oportunidade de visitar a sua companheira, Elena Beloki, que também se encontra em Villena. Esperava-se que Olano chegasse a Zaldibia ao final da tarde. / Ver: naiz.info e Berria [Ongi etorri!]

Su Ta Gar - «Gau iluna amaitu da» [acabou a noite escura] Gora Euskal Herria askatuta!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Os presos Xabin Juaristi, Asier Virumbrales, Iñaki Loizaga e Gorka Azpitarte foram libertados

O preso político azkoitiarra Xabin Juaristi, Torre, saiu ontem à tarde da prisão de Mansilla, onde era aguardado por familiares e amigos, que o acompanharam na viagem de regresso a Euskal Herria.
Juaristi esteva na cadeia desde 2008, depois de ser julgado e condenado no processo contra o Movimento pró-Amnistia.

De acordo com a informação divulgada pela Etxerat, ontem foram libertados ainda outros três presos políticos: Asier Virumbrales, Iñaki Loizaga e Gorka Azpitarte, que cumpriram as penas a que foram condenados na íntegra. / Ver: naiz.info

ERTZAINTZA RETIRA FOTOS DE PRESOS DA TXAPELARRI, EM GASTEIZ
No dia da greve geral dos estudantes, a Polícia autonómica andou a retirar faixas e cartazes da Kutxi kalea, na Alde Zaharra [Parte Velha] da capital alavesa. Depois, entrou na taberna Txapelarri, identificou os trabalhadores e retirou do local as fotos dos presos. / Ver: gazteiraultza.info
Ver também: «O Parlamento de Gasteiz reclama a liberdade condicional de presos com doenças graves» (naiz.info)

sábado, 1 de março de 2014

O preso político Josu Beaumont foi libertado

O preso político basco Josu Beaumont, natural de Beruete (Basaburua, Nafarroa), foi libertado hoje de manhã, depois de ter cumprido na íntegra a pena a que foi condenado no âmbito do processo contra o Movimento pró-Amnistia. Em 2008, o navarro foi condenado a oito anos de cadeia.

Josu foi detido em 2001 e julgado sete anos depois na Audiência Nacional espanhola. Nos últimos dias, foram libertadas várias pessoas condenadas no mesmo processo, como Gorka Zulaika, Ainhoa Irastorza, Aratz Estonba, Iker Zubia, Jon Beaskoa e Julen Larrinaga. / Ver: naiz.info [Ongi etorri!]

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Em liberdade o preso antxotarra Gorka Zulaika

Gorka foi uma das treze pessoas detidas numa operação levada a cabo em Outubro de 2001, que o juiz-estrela Baltasar Garzón decretou contra o Movimento pró-Amnistia.


Gorka Zulaika, habitante de Pasai Antxo (Gipuzkoa), saiu esta manhã da prisão de Zuera (Saragoça), de acordo com a informação divulgada pela página pasaiaezkerretik.com.

Tal como Ainhoa Irastorza, Iker Zubia, Aratz Estonba e Jon Beaskoa, que foram libertados no dia 11 de Fevereiro, Zulaika foi detido a 31 de Outubro de 2001 no âmbito da operação decretada pelo juiz Garzón contra o Movimento pró-Amnistia.

O julgamento viria a realizar-se sete anos depois na Audiência Nacional espanhola. 21 das 27 pessoas processadas judicialmente foram condenadas a penas entre os oito e os dez anos de cadeia. Zulaika foi um dos arguidos a recorrer para o Supremo, que em Outubro de 2009 confirmou a pena - que já tinha cumprido parcialmente em prisão preventiva. Voltou a ser detido.

Entretanto, o bilbaíno Julen Larrinaga, condenado no mesmo processo, foi também já libertado. [Ongi etorri!] / Ver: naiz.info

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O preso berangoztarra Jagoba Terrones foi libertado

O preso político basco Jagoba Terrones Arrate, natural de Berango e habitante de Algorta (Uribe Kosta, Bizkaia), foi libertado hoje de manhã, tendo saído da cadeia de Castelló II, onde era aguardado por familiares e amigos, por volta das 11h00. 

Depois dos beijos e dos abraços, o berangoztarra reivindicou a liberdade dos outros presos bascos e pôs-se a caminho de casa, sorridente. Espera-se que chegue a Berango pelas 20h00.

Jagoba foi condenado pela AN espanhola, juntamente com outros sete cidadãos bascos, a oito anos de cadeia, no âmbito do processo contra a Astakasuna e as Gestoras pró-Amnistia; Juan Mari Olano e Julen Zelarain, também julgados neste processo, designado como 33/01, foram condenados a dez anos. Em 2009, o Supremo Tribunal espanhol confirmou todas as penas.
O preso político berangoztarra passou pelas prisões de Basauri e Castelló II. / Fontes: ukberri.net e naiz.info [Ongi etorri!]

domingo, 14 de julho de 2013

Fim-de-semana repleto de iniciativas de protesto contra a «doutrina Parot»

Para denunciar a doutrina 197/2006 e reivindicar o respeito pelos direitos dos presos políticos bascos, no início de Junho o Herrira lançou a iniciativa Herritaron Epaia ou Sentença dos Cidadãos, e, dentro das actividades programadas no âmbito dessa iniciativa - que termina na capital do país (Iruñea/Pamplona) a 14 de Setembro -, organizou um programa especialmente intenso para este fim-de-semana em toda Euskal Herria.

Na sexta-feira, a «Sentença» contra a aplicação da doutrina 197/2006, que é construída pelo Povo com os mais variados contributos, andou pelas localidades de Arrasate, Oñati (Gipuzkoa) e Durango (Bizkaia).

Ontem, a «Sentença» esteve presente nas festas de Barakaldo (Bizkaia), em Bergara e Tolosa (Gipuzkoa). Na antiga capital guipuscoana, Nagore García, membro do Herrira, falou da referida doutrina; depois, seguiram-se espectáculos de música, dança e humor por diversos artistas locais. Ontem, o Herrira organizou ainda kalejiras [cortejos], concentrações e festivais de dança em várias localidades, como Larrabasterra (Sopela, Bizkaia) e Iruñea.

Hoje, a Sentença dos Cidadãos andará por Maule (Zuberoa), onde o movimento Herrira organizou um almoço popular e um bertso poteoa, com a presença dos bertsolaris Odei Barroso, Xabier Silveira e Ortzi Idoate, e também pelas festas do bairro bilbaíno de Santutxu, num almoço popular organizado pelo movimento de defesa dos direitos dos presos. Para a comarca biscainha de Busturialdea, foi convocada uma acção de protesto junto às estradas, e em Iruñea o cantautor Fermin Balentzia dará um concerto à meia-noite no espaço do Herrira.  

Josu Esparza não vai para a prisão
Por outro lado, ontem o Herrira fez saber que Josu Esparza, responsável pelo Movimento pró-Amnistia, não será obrigado a cumprir pena na prisão, tendo para tal de pagar a multa de 3600 euros fixada pela AN espanhola. Recorde-se que Josu, habitante do bairro pamplonês da Txantrea, foi condenado, juntamente com outros iruindarras, por mostrar cartazes a favor dos presos na Korrika de 2009. / Ver: Berria e herrira.org

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Aritz Azkona: «Sem vocês não conseguiremos travar a estratégia repressiva dos estados»

A Motxuelo Bideoak entrevistou habitantes do bairro de Iturrama (Iruñea), alguns dos quais imputados em diversos processos judiciais. Um deles é Aritz Azkona, condenado a seis anos de cadeia pela sua militância política na Segi e que aguarda por uma decisão do Supremo Tribunal espanhol relativa a essa condenação.
Amanhã, às 11h30, na Praça do Castelo de Iruñea vai poder ver-se o Herri Harresia ou Muro Popular a la navarra que está a ser criado, por forma a evitar que Maider Caminos, Luis Goñi, Xabi Sagardoy, Aritz Azkona e Mikel Jimenez (actualmente na prisão) sejam encarcerados por causa deste processo. / Fonte: ateakireki.com / Ver: «Entrevista a Aritz Azkona» (Info7 Irratia

Ver também: «Uma sentença sem provas e com erros ameaça mandar para a prisão cinco jovens navarros», de Martxelo DÍAZ (Gara)

Josu Esparza, antigo porta-voz do Movimento pró-Amnistia, pode ir parar à prisão
Nos próximos dias, deve-se saber-se se o ex-porta-voz do Movimento pró-Amnistia Josu Esparza irá parar à cadeia por ter participado na Korrika de 2009, no quilómetro onde se exibiram fotos de presos políticos bascos. Em princípio, a pena dos restantes arguidos neste processo será suspensa, pelo facto de não ultrapassar os dois anos. Contudo, no caso de Josu Esparza, a Audiência Nacional espanhola insiste que a pena seja cumprida na prisão.
Na próxima quarta-feira, dia 26, às 18h30, realiza-se uma assembleia popular no bairro da Txantrea (na Auzotegi). / Fonte: ateakireki.com

Nahikari aske, solidariedade com a presa donostiarra Nahikari Otaegi (ver Gara e Eleak)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Em Hendaia, campeonato de futebol 7 solidário com os presos foi um êxito

Apesar de neste fim-de-semana não terem faltado iniciativas solidárias com os presos políticos bascos - como a 15.ª edição do festival Hatortxurock, em Atarrabia (Nafarroa), ou a 1.ª edição da corrida Lasterbidean, em Oiartzun (Gipuzkoa) -, no sábado, em Hendaia (Lapurdi), os organizadores afirmaram que a 10.ª edição do campeonato de futebol 7 a favor dos presos políticos bascos foi a mais participada de sempre. No campo de Ondarraitz, estiveram cerca de 60 clubes de toda Euskal Herria, e também de Marrocos. Os vencedores deste ano foram o Bergara hools (Bergara), o Orendain (Orendain), o Kalise (Hernani) e o Ikatza taberna (Astigarraga).

Os organizadores afirmaram que é «tempo de construir vias face ao imobilismo e ao muro» que os estados francês e espanhol têm erguido. São estas as questões em aberto [zabaltzen dituzten]: a libertação dos presos com doenças graves; o fim imediato da pena perpétua que os estados aplicam; trazer os presos para Euskal Herria; o direito dos refugiados a viver dignamente em Euskal Herria. [A este propósito, fez-se um apelo a comparecer no dia 15 de Junho, em Biarritz, numa iniciativa de apoio ao colectivo de refugiados políticos bascos.]

«Ainda tivemos de organizar a edição deste ano, pois existem demasiados presos políticos bascos sequestrados nas prisões francesas e espanholas. Infelizmente, esta não deverá ser a última edição, e temos de continuar a trabalhar até ter todos os presos em casa», afirmaram os organizadores. / Ver: kazeta.info / Fotos: Um fim-de-semana solidário com os presos (naiz.info)

O preso tolosarra Goio Jimenez, Goito, sairá em liberdade condicional nas próximas horas
Antes de ser libertado, o preso político basco Goio Jimenez, Goito (Tolosa, Gipuzkoa), terá de pagar uma fiança de 30 000 euros.

Em 2008, Jimenez foi intimado a comparecer na AN espanhola no âmbito do processo contra o EHAK [Partido Comunista das Terras Bascas], mas recusou-se a comparecer no tribunal de excepção - algo que deixou claro numa conferência de imprensa em Baiona em que participaram a Askatasuna e outros militantes políticos intimados e processados por tribunais de excepção. Em seguida, a AN espanhola emitiu um mandado europeu contra ele - e contra Zigor Goieaskoetxea, igualmente imputado no processo EHAK -, e em Junho de 2009 foi preso pela Polícia francesa, tendo passado um ano na prisão.
Em Março de 2011, voltou a ser detido em Baiona, e, alvo de novo mandado europeu, foi extraditado para o Estado espanhol. Encontra-se actualmente na prisão de Navalcarnero. / Ver: naiz.info e tolosaldea.hitza.info

Boas-vindas a Arantza Garbayo e Igor Igartua em Bilbo
Chegaram ambos a Bilbo no fim-de-semana e já estão em casa. Garbayo veio de Algeciras, depois de passar 20 anos na cadeia (e de ter cumprido na íntegra a pena a que foi condenada); Igartua veio de Paris (via Madrid), depois de ter passado seis anos na prisão.

Arantza Garbayo chegou ao bairro de Otxarkoaga no sábado às 20h00, tendo recebido as boas-vindas de familiares e conterrâneos na Ugarte plaza. Duas pessoas que tinham feito o trajecto Ordizia-Bilbo em monociclo, numa iniciativa solidária com os presos bascos, também fizeram questão de participar nas boas-vindas.

Igartua chegou a Bilbo na sexta-feira, tendo sido recebido no seu bairro, a Alde Zaharra [Parte Antiga]. Foi detido em Junho de 2007 no Sul de França e, acusado de pertencer à ETA, foi condenado a seis anos de prisão. / Ver: BilboBranka

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Familiares do preso Bigarren Ibarra sofreram um acidente quando o iam visitar

No sábado passado, 20 de Abril, por volta do meio-dia, a filha e o irmão do preso político bilbaíno Bigarren Ibarra sofreram um acidente em Gasteiz, segundo divulgou a associação Etxerat. O irmão de Ibarra encontra-se bem, mas a filha tem um traumatismo torácico, devido ao cinto de segurança. O acidente ocorreu quando se iam visitar o preso político ao cárcere de Monterroso (Galiza).

O acidente ocorrido com os familiares de Ibarra é o terceiro provocado pela política de dispersão este ano. Ao todo, estiveram envolvidos sete familiares e amigos. Desde que a política de dispersão dos presos políticos bascos foi posta em prática, dezasseis familiares e amigos já perderam a vida nas estradas, realçou a Etxerat.

«Estes acidentes e estas mortes são algumas das consequências directas da dispersão. Assim, já é hora de acabar com esta política e de trazer os presos políticos bascos para o País Basco. E não é apenas por ser um direito que lhes assiste, mas também por ser um direito nosso», disse a Etxerat. / Fonte: Berria / Ver: etxerat.info

Maite Díaz de Heredia e Beñat Sansebastian: ongi etorri!
A presa política Maite Díaz de Heredia foi libertada no passado dia 15. Foi presa em Outubro de 2001, no âmbito de uma operação policial contra o Movimento pró-Amnistia; saiu sob fiança em 2005, mas voltou a ser detida e encarcerada em 2007, na sequência da operação policial contra a Mesa Nacional do Batasuna, em Segura (Gipuzkoa). Ainda não foi julgada por este último processo, mas sim pelo que se relaciona com o MpA, no qual foi condenada a oito anos de prisão.

À chegada a Gasteiz, as suas primeiras palavras foram para o seu irmão, Iosu Díaz de Heredia, ainda na cadeia, com a pena cumprida, o seu companheiro, Txema Matanzas e para todos os companheiros que ficaram lá dentro.
Boas-vindas a Maite Díaz de Heredia, em Gamarra (Gasteiz), depois de ter saído da prisão de Puerto III.  / Via arabakoHerrira e gazteiraultza.info

Boas-vindas a Beñat Sansebastian em Biarritz e Senpere
Depois de ter sido posto em liberdade, no sábado passado, Beñat Sansebastian chegou ao aeroporto de Biarritz (Lapurdi) por volta das 17h00, onde era esperado por amigos e pessoas próximas. Ali, foi recebido ao som da txalaparta e também se dançou um aurresku em sua honra. Depois, seguiu para Senpere (Lapurdi), onde estava a decorrer uma jornada a favor dos presos [Presoen aldeko Eguna]. Ali, também lhe deram as boas-vindas, entregando-lhe um ramo de flores. Sansebastian foi detido em 2005, com Ramon Sagar e Oier Goitia. / Fonte: kazeta.info

terça-feira, 16 de abril de 2013

Iker Rodrigo foi libertado sem fiança mas sujeito a medidas cautelares, depois de comparecer na AN espanhola

O representante biscainho do Sortu Iker Rodrigo foi hoje presente ao juiz Eloy Velasco, da Audiência Nacional espanhola, que decretou a sua libertação sem o pagamento de fiança, mas lhe impôs a obrigatoriedade de comparecer uma vez por mês no tribunal mais próximo de sua casa e a obrigatoriedade de estar localizável enquanto durar o processo de instrução; também lhe retirou o passaporte.
No seu depoimento, Rodrigo negou ter organizado o acto de recepção ao corpo de López Peña e também disse não ter nada a ver com a convocatória através do Twitter.

Rodrigo foi detido ontem de manhã pela Guarda Civil em Leioa (Bizkaia), acusado do crime de «enaltecimento do terrorismo» por alegadamente ter organizado na sexta-feira passada em Sondika a recepção ao corpo de Xabier López Peña, que faleceu a 30 de Março num hospital parisiense.
O Sortu divulgou ontem uma nota em que esclareceu que não participou na organização dessa recepção, e a família de López Peña também veio a público afirmar que «nem o Sortu nem nenhuma outra entidade» organizaram o acto. (naiz.info)

Ontem, cerca de 480 pessoas reclamaram nas ruas de Erandio (Bizkaia) a libertação de Iker Rodrigo; hoje, será recebido às 20h00 na Xake plaza, entre Erromo e Areeta (Getxo, Bizkaia). O militante do Sortu vive em Erromo.
Ver: algortaHerrira, algortaHerrira e BilboBranka

Supremo confirma condenação de cinco navarros por mostrarem fotos de presos na Korrika
Os navarros Josu Esparza, David Urdin, Irati Mujika, Oihan Ataun e Mikel Mari foram condenados a um ano de prisão pelo Supremo Tribunal, confirmando a sentença da Audiência Nacional. No caso de Esparza, não se considera a existência da circunstância agravante de reincidência, pelo que a pena é reduzida em seis meses.
De acordo com a decisão judicial, «não restam dúvidas de que se pretendia justificar ou enaltecer as acções terroristas». A AN espanhola considerou provado que os cinco mostraram «de prévio acordo e forma concertada» fotos de presos no quilómetro 404 da Korrika. Os cinco jovens foram julgados em Maio último no tribunal de excepção espanhol, por mostrarem fotos de presos políticos na Korrika de 2009. / Fonte: ateakireki.com [Elkartasuna ez da delitua!]

A gasteiztarra Maite Díaz de Heredia foi libertada ontem à tarde
A presa política Maite Díaz de Heredia foi libertada ontem à tarde, por volta das 16h00. Saiu da prisão de Puerto de Santa María e pôs-se de imediato a caminho de Euskal Herria, tendo chegado a casa de madrugada. Heredia foi presa em Outubro de 2001, no âmbito de uma operação policial contra o Movimento pró-Amnistia. Saiu sob fiança em 2005, mas voltou a ser detida e encarcerada em 2007, na sequência da operação policial contra a Mesa Nacional do Batasuna, em Segura (Gipuzkoa). Ainda não foi julgada por este último processo, mas sim pelo que se relaciona com o MpA, no qual foi condenada a oito anos de prisão. / Ver: naiz.info e Gara

O TC dá razão a Labiano e Gartxotenea um ano depois de terem cumprido a pena
O Tribunal Constitucional declarou nula a sentença da AN que condenou Aritz Labiano e Haritz Gartxotenea a um ano de prisão pelo «crime de enaltecimento do terrorismo», ao considerar que «foram violados os seus direitos a um processo com todas as garantias», pois este baseou-se unicamente nos depoimentos de uma testemunha protegida. Não obstante, esta decisão chega tarde: os dois jovens de Zarautz (Gipuzkoa) cumpriram a pena na íntegra e foram postos em liberdade há precisamente um ano. / Oihane LARRETXEA / Ver: Gara

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O Supremo espanhol confirma a sentença de cinco jovens de Oarsoaldea

O Supremo Tribunal espanhol confirmou a sentença decretada em Janeiro deste ano pela Audiência Nacional espanhola em que condenava cinco jovens da região de Oarsoaldea (Gipuzkoa) a penas de seis e seis anos e meio de prisão.

Trata-se de Maitane Linazasoro, Xabier Lujanbio, Aitor Alberdi, Aitor Franco e Arkaitz Antza. Foram acusados pelos juízes Javier Gómez Bermúdez, Manuela Fernández e Javier Martínez Lazaro de pertencer a uma organização «terrorista». Iosu Arruabarrena, também condenado em Janeiro, foi agora absolvido pelo Supremo.

Com eles, foram julgados Haizea Iriarte, Beñat Burlada, Alexander Etxeberria, Egoitz Urbe, Hodeiertz Urain, Alain Luna, Iker Zabala, Oinatz Arbelaiz, Imanol Sagarzazu, Oihana Mugika e Gaizka Ibeas. A AN espanhola decretou sua absolvição e o Supremo espanhol, que apreciou o caso a 24 de Outubro, ratificou essa decisão.

Foram todos detidos em 2008, por alegada ligação à organização juvenil Segi e a acções de kale borroka. Afirmaram ter sofrido maus tratos e agressões sexuais nos cinco dias que estiveram incomunicáveis nas mãos da Polícia espanhola. Com efeito, a Askatasuna afirmou que lhes bateram bastante na cabeça, que os obrigaram a despir-se e que ameaçaram prender os seus familiares.

O Eleak convocou uma manifestação para domingo
O movimento Eleak deu hoje uma conferência de imprensa sobre os seis jovens imputados de Oarsoaldea, ainda antes de ter conhecimento de que as sentenças de cinco deles seriam confirmadas. Convocou uma manifestação para este domingo em Errenteria (às 12h30, a partir da Alameda), para criar um «muro de apoio» aos jovens. / Fonte: Berria e Berria

«Sobre la ratificación de la condena impuesta a cinco jóvenes de Orereta», de Ezker Abertzalea (ezkerabertzalea.info)

A Federação Sindical Mundial expressou o seu apoio à manifestação de Janeiro em defesa dos presos bascos
A FSM e o seu secretário-geral, George Mavrikos, deram o seu apoio à mobilização em defesa dos direitos dos presos políticos bascos que terá lugar dia 12 de Janeiro em Bilbo, segundo divulgou o movimento Herrira.
A FSM tem 80 milhões de filiados em mais de 120 regiões e estados, e encontra-se representada em organizações internacionais como a ONU, a FAO ou a UNESCO.

Os sindicalistas do SAT Diego Cañamero e Juan Manuel Sánchez Gordillo - este último também deputado da IU no Parlamento da Andaluzia - também aderiram à mobilização. / Ver: naiz.info

Na foto: acto realizado em Maule (Zuberoa) para denunciar a perseguição judicial a Aurore Martin e a outros cidadãos bascos. Hoje, na última reunião do ano do Conselho Regional da Aquitânia (Frantzia), foi aprovada por unanimidade uma moção de apoio à militante independentista basca, que se encontra actualmente presa em Madrid, depois de ter sido extraditada para Espanha, num processo com contornos nada claros e que valeu fortes acusações ao «socialista» e gasolineiro sírio Hollande. Aurore askatu! (Ver: kazeta.info)

sábado, 27 de outubro de 2012

Morreu Rafa Albisu, um dos fundadores da ETA

Morreu Rafa Albisu Ezenarro, um dos fundadores da ETA. Donostiarra, tinha 81 anos, e encontrava-se doente há alguns meses; vivia no bairro de Antigua. Era casado — a sua mulher é viva — e tinha quatro filhos — um dos quais é o preso político basco Mikel Albisu Mikel Antza.

O corpo foi levado para o tanatório de Errekalde, no bairro de Añorga. Os familiares estão a ponderar realizar o funeral na segunda-feira.

Em 1952 fundou o grupo Ekin, juntamente com Julen Madariaga, José Luis Alvarez Enparantza, Txillardegi, Manu Agirre, Iñaki Gaintzarain e José María Benito del Valle, entre outros. Em 1958, membros do Ekin fundaram a ETA.

De acordo com o historiador Iñaki Egaña, Albisu participou em 1961 na acção da ETA contra um comboio em que seguiam «fatxas», em Añorga (Donostia). Na sequência disso, cerca de cem pessoas foram detidas por Espanha, a maior parte das quais viria a ser «torturada», como aconteceu a Albisu. «Foi levado pelos franquistas a Conselho de Guerra, o primeiro contra um militante da ETA».

Txillardegi também faleceu este ano, a 14 de Janeiro. / Fonte: Berria

[Na foto, de Robert Thurin: RAFA ALBISU — à direita — presente numa conferência de imprensa dada pela Askatasuna em Baiona no dia 7 de Outubro de 2004, na sequência da detenção do filho Mikel.]

[OBITUÁRIO] «RAFA ALBISU EZENARRO», de Iñaki EGAÑA (Gara)

domingo, 10 de junho de 2012

Os refugiados políticos querem regressar com todos os seus direitos, sem «fraudes»

O recinto desportivo Kiroleta, em Azkaine (Lapurdi), foi ontem o palco de uma série de actos organizados pelo Colectivo de refugiados políticos bascos, com o lema «Iheslari politikoak herrira!».

Várias centenas de pessoas participaram nesta jornada de carácter festivo-reivindicativo, que começou ao meio-dia com uma exibição de desportos rurais em que participaram, entre outros, Aimar Irigoien, Ángel Arrospide e Iñaki Azurmendi.

Depois, seguiu-se o almoço, ao som da txaranga Kuxkuxtu, e mais à tarde houve um acto político.
O primeiro a tomar a palavra foi Mikel Onko, exilado natural de Markina (Bizkaia), que salientou que este colectivo há-de estar presente na agenda de resolução do conflito, pois sem ele não pode haver uma solução justa.

Em seguida falou Xabier Ezkerra, que recordou que este é um colectivo espalhado por todo o mundo e cujos componentes vivem, por isso, situações pessoais e jurídicas muito variadas, bastante difíceis em muitos casos.

Este natural de Usurbil (Gipuzkoa) realçou que o exílio por razões políticas foi uma constante na história de Euskal Herria e agradeceu o apoio e a solidariedade que receberam da parte dos cidadãos de Ipar Euskal Herria ao longo das últimas décadas.
Ezkerra salientou que o objectivo de todos os refugiados é regressar aos seus locais de origem, mas não «fazendo uma fraude» - em alusão à reforma do recenseamento que o Governo espanhol prepara -, mas «regressar com todos os seus direitos, sendo senhores do seu futuro».

Por isso, insistiu na vontade expressa pelo Colectivo de participar no processo de resolução, e desafiou os estados a envolver-se, tendo afirmado, contudo, que, se Madrid e Paris não derem os passos necessários, não estão «dispostos a esperar pela autorização de ninguém». (Vídeo: «Iheslari politikoen alde», BerriaTB)

Manifestação em Gasteiz pelos presos doentes
Vários centenas de pessoas manifestaram-se ontem em Gasteiz para pedir uma mudança na política penitenciária e a libertação dos presos doentes, especialmente dos alaveses José Ángel Biguri, José Ramón López de Abetxuko e Gotzone López de Luzuriaga.
A mobilização, organizada pelo Herrira, partiu da Bilbo plaza às 19h15 e terminou na Foru plaza com um acto em que se expôs a situação destes três presos. Antes de começar, os membros do Herrira Ane Zelaia e Ana Sáez de Urabain referiram que «no caminho para a paz e a normalização, que é o que o Herrira e a sociedade basca desejam, devem dar-se passos para construir um futuro inclusivo sem violações de direitos e que ultrapasse todas as consequências do conflito que durante tanto tempo se prolongou».

Solidariedade com Txus Martin
Na Bizkaia realizou-se uma marcha ciclista entre Ugao e Galdakao para pedir a libertação de Txus Martín (natural de Basauri, Bizkaia), que tem doença grave do foro psíquico. Começou em Ugao pelas 10h30, deslocando-se até Arrigorriaga, onde teve lugar um protesto. Depois, novamente sobre as duas rodas, os participantes foram até Galdakao, onde houve uma manifestação, que partiu da Praça Santi Brouard por volta das 13h00.

Pela libertação de Poxtina
Para hoje à tarde (19h00) estava agendada uma manifestação em Arbizu (Nafarroa), para exigir a libertação de Jesús Mari Mendinueta, que continua na prisão mesmo estando doente e depois de ter cumprido a pena a que foi condenado. Em Maio último foi-lhe aplicada a doutrina 197/2006, que lhe prolongou a pena até Agosto de 2021. / Notícia completa: Gara / Ver também: Berria

A Askatasuna termina o seu percurso com a satisfação pelos avanços conseguidos
naiz.info * E.H.
A Askatasuna concluiu o seu debate interno tomando a decisão de desaparecer, segundo informa hoje o Gara. Põe assim fim a um ciclo de uma década de trabalho em prol dos perseguidos políticos e contra a repressão. Fonte: SareAntifaxista

«Haizeak preso eta iheslariak etxera ekartzearen alde jotzen du», entrevista do Gara a Anaiz FUNOSAS, porta-voz da Askatasuna

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pedem 18 meses de prisão para cinco pessoas acusadas de terem mostrado fotos de presos na Korrika de 2009

David Urdin, Irati Mujika, Oihan Ataun, Mikel Marin e Josu Esparza vão ser julgados esta sexta-feira, dia 25 de Maio, na Audiência Nacional espanhola, acusados de enaltecimento do terrorismo por terem mostrado fotos de presos na Korrika de 2009, em Iruñea. O MP pediu 18 meses de prisão para cada um.

Em Dezembro de 2010, em plena caça às bruxas relacionada com as fotos dos presos, a Guarda Civil intimou a depor 17 pessoas, entre as quais cinco responsáveis da AEK, e a Audiência Nacional espanhola incriminou-as por enaltecimento do terrorismo.

Desde então, a maior parte dos arguidos viu o processo ser arquivado, e só as cinco pessoas referidas irão a julgamento. Uma delas é Josu Esparza, na altura porta-voz do Movimento pró-Amnistia e actualmente na prisão. Esparza foi detido em Iparralde no ano passado, sendo entregue à Audiência Nacional em Dezembro, em virtude de dois mandados europeus - um deles relacionado com o processo das fotos dos presos.

Protesto do movimento Eleak
Para o Eleak, movimento que defende os direitos civis, este julgamento evidencia, mais uma vez, a falta de liberdades políticas em Euskal Herria. «Estas cinco pessoas vão ser julgadas por manifestarem a sua solidariedade para com os presos políticos, por denunciarem as medidas de excepção que são aplicadas aos presos. E a isso chama-se apologia da solidariedade».

Assim, o Eleak mugimendua exigiu que se acabe imediatamente com a perseguição às ideias e a caça às bruxas movida contra a solidariedade; convoca ainda os cidadãos a comparecerem na Praça do Município, esta sexta-feira, a partir das 12h00, para denunciar este julgamento. / Fonte: ateakireki.com

[Na imagem lê-se: Um ano e meio de prisão por defender os direitos dos presos?]