segunda-feira, 17 de julho de 2017

«As costas da democracia»

[De Ricardo M Santos] Os últimos dias foram bastante profícuos em casos de imbecilidade extrema. Médicos que acham a homossexualidade uma doença, psicólogos que acham que a erva deixas as pessoas homossexuais e uma advogado que é só o espelho dos partidos que representa, PSD e CDS, despejando ódio e preconceito sobre ciganos e negros. O direito de gente como esta encher páginas nos media dominantes não pode ser encarado como uma coisa normal, apenas sujeita a critérios editoriais. A democracia burguesa abre caminho a estas posturas, ao palco para medíocres, ao afunilar opiniões, procurando uma aceitação fácil que possa render alguma exposição a um título chamativo nas redes sociais. (manifesto74)

domingo, 16 de julho de 2017

A 19 anos do encerramento do diário «Egin»

Jabier Salutregi, último director do diário basco Egin, saiu da da prisão (de Burgos) a 29 de Outubro de 2015, depois de ter passado sete anos e meio na cadeia e ter cumprido pena em três fases diferentes. Foi libertado em Outubro de 2015, apesar de em Maio de 2009, mais de seis anos antes!, o Supremo espanhol ter deixado sem efeito a declaração de ilicitude das actividades e a dissolução da Orain SA e das demais empresas dedicadas à edição do Egin e da Egin Irratia.
 
O ataque ao projecto jornalístico – que foi um ataque aos seus trabalhadores, à liberdade de expressão e ao País Basco – foi concretizado a 15 de Julho de 1998, no âmbito de uma operação policial decretada pelo fascista Baltasar Garzón, hoje envernizado por aqui e por aí, e contou com o apoio dos lacaios do PNV. Outros, no País Basco, abertzales de gema e paladinos do reformismo, se encarregaram de enterrar o projecto definitivamente.

Em Dezembro de 2007, Jabier Salutregi foi condenado a 12 anos de prisão, no âmbito do processo 18/98. As penas mais altas foram para alguns dos que haviam sido incriminados na parte relativa às empresas do grupo Orain, que era a editora do diário.

1998, 2009, 2015
Em Junho de 2008, à beira de se cumprir o décimo aniversário do encerramento do Egin, Salutregi foi libertado sob fiança. No entanto, quando o Supremo Tribunal espanhol reduziu as penas e deixou sem efeito a declaração de ilicitude das actividades e a dissolução da Orain SA e das demais empresas dedicadas à edição do diário, em Maio de 2009, Salutregi e os seus colegas já estavam outra vez na cadeia, tendo sido presos antes mesmo de ser conhecida a sentença definitiva do Alto Tribunal.

Depois de o Supremo declarar que não havia motivos para mandar fechar o diário basco, Salutregi ainda teve de passar seis anos na cadeia.

Desde 1998, a inquisição espanhola ferrou o dente em vários meios de comunicação social bascos, mandando encerrá-los e prender alguns dos seus dirigentes e trabalhadores – que, nalguns casos, foram torturados. Egin, Egin Irratia, Ardi Beltza, Egunkaria, Kale Gorria, Apurtu, Gaztesarea, Ateak Ireki são exemplo dessas tentativas de silenciamento, de ataques contra a liberdade de expressão, o euskara e os trabalhadores. / Sobre o Egin, mais info: IgorMeltxor

«Apoyo de Herritar Batasuna a represaliados/as y trabajadores/as»

[De Herritar Batasuna / em euskara: «Herritar Batasuna errepresaliatu eta langileekin»] Mediante el presente documento, queremos hacer llegar nuestra solidaridad a los jóvenes represaliados de Altsasu y Tolosaldea, a sus familiares, amigos y al conjunto de la clase trabajadora de Euskal Herria

La primera semana de julio, tribunales extranjeros solicitaron para ellos/as hasta 62 años de prisión. Otros cinco jóvenes de Tolosaldea serán juzgados por los mismos tribunales. La misma semana, 3 trabajadores morían en su puesto de trabajo y varios cientos se enteraban de que en breve perderían sus empleos.

Estos hechos amparados bajo la denominación de «Estado de derecho». Estado de derecho heredado de la dictadura franquista y su tribunal de excepción, la audiencia nacional española. Este tribunal que ampara y apuntala condenas totalmente desproporcionadas y arbitrarias, con objetivos muy claros, atemorizar a los ciudadanos vascos en general y a los jóvenes en particular. (lahaine.org)

«Después de Alepo liberada (I)»

[De Diego Sequera] No es por capricho volver a Alepo para darle medida al momento actual en Siria. La liberación de la ciudad, a finales del año pasado ha sido el punto de partida del viraje que ha tomado la guerra transnacional contra Siria, y su impacto geopolítico. Pero también por cómo se puede narrar el movimiento interno de esa sociedad frente a la agresión.
[...]
La maquinaria occidental, sus medios, narraban la especie de que no había solución en Alepo, el complejo industrial de ONGs, la ONU y los milicianos mediáticos alertaban sobre una hipertrofiada crisis humanitaria que borroneaba al igual de aquejado oeste, ocultaba el férreo control sobre la ayuda humanitaria que ingresaba al este, inflaba los números de civiles, de hospitales, de escuelas, magnificaba y deformaba el papel de las incursiones de la fuerza aérea siria y rusa, lanzando campañas publicitarias en las grandes capitales europeas exigiendo una zona de exclusión aérea, mientras alertaba el «castigo colectivo» que vendría inmediatamente después de expulsar a los terroristas.

La verdad, imposible de ocultar, fue lo contrario: la celebración en la calle era indiscutible y la Navidad se celebró, teniendo, tal vez, como símbolo, a la catedral de San Elías, semiderruida, donde se celebró la primera misa cristiana, ahí donde una vulgar caricatura de la sharia, la ley islámica, malvestía una dictadura aplastante. (Misión Verdad)

«Não existe um espaço neutro entre capitalismo e socialismo»

[Enrique Ubieta, jornalista e ensaísta cubano, director da publicação La Calle del Medio, entrevistado por José Raúl Concepción, do Cubadebate] No debate político interno em Cuba manifestam-se correntes «centristas»: querem «juntar ao socialismo o melhor do capitalismo». Esta entrevista analisa em profundidade a questão, e denuncia que por detrás de tais opiniões se desenha um único objectivo contra-revolucionário, fazer Cuba regressar ao pior do capitalismo. (odiario.info)

sábado, 15 de julho de 2017

Familiares e amigos de Erezuma e Monteagudo na AN por um artigo de opinião

Na quarta-feira passada, 12, Jose Luis Herrero, Antton Azkargorta e Errose Erezuma (familiares e amigos de Jon Erezuma e Joan Carles Monteagudo, militantes da ETA mortos pela Guarda Civil) tiveram de comparecer na Audiência Nacional espanhola para prestar depoimento, por causa de um artigo de opinião que foi publicado no diário Gara a 30 de Maio último.

A este propósito, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) afirma que «este tribunal de excepção que assume o papel da Inquisição perpetrou um novo ataque contra a liberdade de expressão, visando impor um relato falso e manipulado sobre o conflito que Euskal Herria mantém com os estados espanhol e francês».

«Os estados procuram apagar a memória daqueles que lutam, distorcendo os seus propósitos legítimos e apresentando aqueles que oprimem Euskal Herria como defensores da liberdade», sublinha o MpA, acrescentando: «Apesar de etimologicamente significar o oposto, o trabalho em prol da amnistia conduz, inevitavelmente, à defesa da memória histórica, chamando opressor ao opressor e lutador ao lutador».

Embora o organismo «fascista» tenha decidido arquivar o processo, o MpA afirma que não reconhece qualquer legitimidade à AN espanhola, que «aprovou, apoiou e encobriu tantos assassinatos, torturas e barbáries».

Expressando toda a sua solidariedade aos imputados, o MpA faz questão de divulgar o artigo por eles escrito. / Ler artigo em amnistiAskatasuna

«¿Qué pinta la guardia civil en Altsasu?»

[De Borroka Garaia] El único motivo por el cual está desplegada la guardia civil en Euskal Herria es imponer mediante las armas que la clase trabajadora vasca no pueda autodeterminarse y esté atada a la voluntad de la burguesía española.
[...]
Por eso ocurre lo que ocurre con los jóvenes de Altsasu, pero también con los de Tolosa u Orereta (Y eso ocurrirá también en Catalunya si se ejerce la autodeterminación). Y seguirá ocurriendo hasta que no se vaya la guardia civil y queden desestructurados y disueltos todos los cuerpos policiales españoles en Euskal Herria incluidos los autonómicos. Y que por tanto nazca una nueva seguridad para la clase trabajadora y no para los ricos, alejada del modelo represivo policial o militar carcelario y entrando en baremos de justicia real e igualdad, siendo esa la mejor defensa. (BorrokaGaraiaDa)

Em Iruñea milhares exigiram a libertação dos jovens de Altsasu
Mais info: EntzunAltsasu

«NATO glorifica colaboracionismo com nazis no Báltico»

No dia 11, a NATO publicou na sua página oficial de YouTube o filme «Forest Brothers. Fight for the Baltics», promovendo o revisionismo histórico e o enaltecimento do fascismo em detrimento da URSS.
[...]
Trata-se de apresentar com visível dose de heroísmo a guerrilha que, entre 1944 e 1953, lutou contra as forças soviéticas pela independência da Lituânia, da Letónia e da Estónia, sem mostrar grande preocupação pelo facto de, nessas forças, estarem integrados muitos legionários das SS nazis ou os que, nos países bálticos, haviam colaborado com as forças invasoras nazi-fascistas. (Abril)

«Hezbollah louva vitória em Mossul e acusa EUA de criar Daesh»

Numa declaração transmitida terça à noite pela televisão libanesa, Sayyed Hassan Nasrallah enalteceu a vitória das tropas iraquianas sobre o Daesh em Mossul. O dirigente do Hezbollah considerou «controversa» a ajuda dos Estados Unidos ao Exército iraquiano e responsabilizou os norte-americanos pela criação do Daesh, afirmando que funcionários daquele país «reconheceram que a administração Obama criou o Estado Islâmico».
[...]
Nasrallah enalteceu, de forma especial, o papel assumido pelas forças paramilitares xiitas iraquianas, conhecidas em árabe como Al-Hashd al-Sha'abi (Unidades de Mobilização Popular, UMP), criadas para apoiar o governo na sua luta contra o Daesh, na sequência de um edicto religioso do Grande Aiatola, Ali al-Sistani.

Milhares de voluntários integraram as UMP, que, juntamente com o Exército iraquiano, foram decisivas para expulsar os terroristas de Mossul. (Abril)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Quatro trabalhadores mortos em acidentes laborais em 10 dias

O sindicato LAB afirma que a semana passada foi «negra para os trabalhadores bascos», na medida em que três morreram em diferentes acidentes laborais. A maioria dos sindicatos bascos realizou uma concentração de protesto em Bilbo, na quarta-feira, 12, e pouco depois faleceu mais um trabalhador: um iruindarra de 34 anos caiu de um telhado em Aritzu (Nafarroa).

Numa nota, a organização sindical sublinha que este ano 38 trabalhadores morreram em acidentes laborais, nove dos quais em Nafarroa, e pede aos trabalhadores que se mobilizem contra estas situações e em defesa da saúde no trabalho.

«Os acidentes não acontecem por motivos pontuais ou conjunturais», afirma o LAB. «Trata-se de um questão de fundo, estrutural, de modelo, um modelo que põe em causa a saúde e a vida dos trabalhadores, com perda de vidas». Por isso o LAB reitera o apelo à classe trabalhadora para que lute pelos seus direitos, nomeadamente no que respeita à saúde no trabalho. / Ver: LAB

«O pensamento de Lénine» [vídeo]

Na edição n.º 204 do programa «Escuela de Cuadros», Néstor Kohan apresenta o pensamento revolucionário de Lénine a partir do seu livro Lenin, la pregunta del viento.

«El pensamiento de Lenin» (com Néstor Kohan)O programa «Escuela de Cuadros» é transmitido todas as semanas na Alba TV (segundas-feiras, às 20h30) e na ViVe Televisión (sábados e domingos, 22h00). Os programas podem ser vistos também em www.youtube.com/escuelacuadros e @escuela_cuadros.

«Actualidade de Treblinka»

[De José Goulão] O poderoso e sufocante documentário inspirado no campo de extermínio de Treblinka que Sérgio Tréfaut acaba de nos oferecer, e que entra directamente no lote restrito de produções capazes de nos reconciliarem com a arte do cinema, tem como maior virtude a sua temível actualidade.
[...]
Há que registar obrigatoriamente, para memória presente e futura, que os herdeiros dos esbirros de Treblinka estão vivos, actuantes, e nas mesmas regiões. Bastariam as evocações dos comportamentos de dirigentes como os que desempenham actualmente funções na Polónia pré-fascista, na Hungria, na Eslováquia, na Croácia, nos Estados do Báltico que o neoliberalismo «libertou» ressuscitando forças que, não apenas saudosas de Hitler, tentam fazê-lo reviver. Mas tal não esgota a realidade.

Existe o case study da Ucrânia: nunca será excessivo recordá-lo porque continua a ser escandalosa e significativamente mistificado. (Abril)

Kashbad - «Txo!»

De Orereta (Gipuzkoa). Álbum Kashbad (1996). [Letra e tradução aqui]

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Os «3 de Intxurre» não vão ter de cumprir pena

Decorreu esta manhã, em Donostia, o julgamento dos três tolosarras conhecidos como os «3 de Intxurre», incriminados no contexto dos incidentes ocorridos no Carnaval de Tolosa de 2016.

Os jovens, organizados na plataforma Gazteak Kalean e apoiados pela plataforma Garden, composta pelos pais de incriminados em vários processos repressivos, organizaram uma mobilização, ontem, em Donostia. Muito participada, percorreu as ruas do centro: no Boulevard, realizou-se ainda um acampamento, em que participaram cerca de 50 jovens.

Esta manhã, houve uma concentração frente ao tribunal donostiarra. Já dentro do tribunal, registaram-se alguns momentos de tensão com vários agentes à paisana que acompanhavam o ertzaina da acusação, depois de se saber que o Ministério Público (MP) tinha baixado o pedido de pena de dois anos para seis meses de cadeia.

Dos três ertzainas que integravam a acusação, dois retiraram-se. No final, a defesa e o MP chegaram a um acordo: aos jovens é imposta uma multa de 37 000 euros e uma pena de seis meses de prisão, que não terão de cumprir por não possuírem a antecedentes. / Ver: lahaine.org [com muitas fotos]

«El centrismo en Cuba: ¿anexión disfrazada?»

[De Omar Pérez Salomón] En los momentos actuales en que se acrecienta la lucha ideológica de las fuerzas revolucionarias contra el imperialismo no es casual que aparezcan tendencias reaccionarias como el centrismo o la teoría de la tercera vía.

Hay quienes se han quejado de que en los últimos tiempos es excesivo la cantidad de materiales sobre el tema publicados en los llamados sitios oficiales; pero creo que obedece a que los revolucionarios han tomado la ofensiva en el combate cotidiano para explicar, esclarecer y hacer conciencia en la ciudadanía cubana acerca de la esencia y los objetivos de esa corriente política pagada y alentada por el imperialismo. (la pupila insomne)

«Um pequeno incidente no condado Cobb»

[De António Santos] Mas dentro da mochila de Brian Easley não há bombas, nem explosivos, nem pistolas, nem armas químicas, nem ditaduras. Há uma pedra. Não uma pedra certeira, como a que judiciosamente abateu Golias; não uma pedra mágica, como as filosofais que conferem imortalidade aos alquimistas que as levam na mochila; não uma pedra que mudasse o mundo, como o Onfalo embrulhado em roupas que tragou Cronos julgando devorar um filho; não uma pedra que gritasse por justiça e rugisse à polícia como a Lia Fáil dos reis irlandeses; nem sequer uma pedra grande, como o Uluru esculpido por milenárias serpentes aborígenes. Só uma pedra. Normal, igual a todas. (manifesto74)

«Reforma Trabalhista: burguesia declara guerra à classe trabalhadora»

[Comissão Política Nacional do PCB] O maior atentado aos direitos trabalhistas acaba de ser celebrado pelo Congresso. Nessa terça-feira, 11 de julho, o Senado Federal aprovou por 50 votos a favor e 26 contrários, o texto da Reforma Trabalhista que rasga definitivamente as conquistas e garantias que ainda restavam aos trabalhadores(as) brasileiros(as).
[…]
Seguida à legalização da terceirização irrestrita, à aprovação da PEC dos gastos públicos e à Reforma do Ensino Médio, todas votadas por um Congresso inescrupuloso, composto por uma quadrilha de lobistas e mafiosos de toda estirpe, com raríssimas exceções, a aprovação da Reforma Trabalhista sela mais um capítulo repulsivo da série de ataques às mínimas garantias que a classe trabalhadora ainda possuía frente à voracidade do capital em acumular cada vez mais riqueza às custas da exploração e da miséria dos(as) trabalhadores(as). A tudo isso ainda se soma o sucateamento e desmonte progressivo dos serviços públicos, aprofundando as privatizações e visando à total insolvência e subordinação do Estado ao sistema financeiro. (PCB)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

«Orereta, Altsasu y los post conflictos»

[De Boltxe Kolektiboa] Este país idílico, que sufrió un conflicto, pero que ahora ya no existe, vive sin embargo, una realidad que se empeña en desmentir las palabras de dicho representante institucional. El conflicto sigue, con toda crudeza, golpeando a decenas de jóvenes y no tan jóvenes y recordándonos cotidianamente que la represión, la negación de derechos, las injusticias continúan ahí, donde estaban y donde están desde hace generaciones.
[...]
Quien parece no tenerlo claro son esos representantes institucionales que nos hablan de post conflicto. Viven en sus mundos idílicos, alejados de la realidad, ignorándola y pretendiendo que la juventud, el pueblo trabajador vasco crea en esa realidad ficticia que han creado, haciéndole creer que únicamente a través del trabajo institucional conseguirá doblegar a los opresores y represores, conseguirá sacar a las presas y presos políticos vascos de las cárceles. Para ellas y ellos, una juventud que se mueve al margen de su institucionalismo, es una juventud molesta. (lahaine.org)

Entrevista a Boltxe Kolektiboa de el blog «El bloque del este»

1. ¿Qué es Boltxe y de donde nace?
Boltxe es un colectivo comunista vasco, que nos declaramos feministas, independentistas y comunistas. Tenemos detrás nuestro una historia de más de veinte años en los que han pasado por nuestras filas decenas de personas, que han aportado su granito de arena en pos de nuestros ideales. Tras la implosión de la URSS, un grupo de militantes del MLNV que nos identificábamos con las ideas comunistas empezamos a publicar un fascimil, y mediante la ironía reivindicábamos las ideas de Marx, Engels, Lenin, etc.

Durante estos años, hemos realizado un sinfín de actividades. Nos dirigimos al pueblo trabajador vasco, a ese sector de Euskal Herria oprimido por los Estados capitalistas francés y español, pero también por las diferentes administraciones autonómicas tanto del norte de Euskal Herria como del sur de nuestra nación, que no está de más recordar es una de las mas antiguas de Europa.

Mediante la publicación de facsímiles primero y revistas después, la elaboración de una web que es ya el tercer formato del que hemos tenido, cursos de formación y decenas de charlas en lugares tan dispares como León, Compostela, Torrelavega, Barcelona, Quito, La Habana, además de en la práctica totalidad de Euskal Herria. Es uno de los útiles que utilizamos para difundir nuestras ideas.

Pensamos que el movimiento popular vasco es el ámbito idóneo de donde han salido y saldrán los mejores cuadros que ejercerán labores de dirección para la consecución del Estado feminista, socialista vasco, reunificado y euskaldun.

Uno de los actos más importantes que realizamos es el Lenin Eguna en el cual organizamos una charla-debate. Siempre ha sido un día dedicado, sobretodo, al internacionalismo, pero desde hace unos años nos hemos centrado más en analizar la situación por la que pasa Euskal Herria y la Izquierda Abertzale en particular. Pensamos que teorizar en nuestro país sobre lo que ocurre hoy día, ver las maneras de organizar al pueblo trabajador vasco es la forma más adecuada de recordar y homenajear la revolución de Octubre. / Ler: boltxe.eus

Kohan: «Sobre los focos violentos de la derecha escuálida en Venezuela» [vídeo]

[Entrevista a Néstor Kohan na TeleSur] sobre los focos violentos en Venezuela de la derecha escuálida (contrarrevolucionaria, gorila, gusana y varios otros sinónimos) contra el chavismo.

Kohan na TeleSur¿Qué muestran las TVs burguesas, la CNN y cuál es la realidad? ¿Qué papel juega el entrenamiento paramilitar colombiano en la lucha callejera (guarimbas)? ¿Y la CIA?

¿Los «ciudadanos descontentos» (supuestamente inocentes y pacifistas, defensores de la república y la institucionalidad) suelen utilizar... armas largas, francotiradores, granadas, queman viva a la gente que piensa de otro modo? ¿Cómo terminó la CIA con Salvador Allende en Chile? ¿Qué hicieron los contras en la Nicaragua sandinista? ¿No les suena conocido el libreto? (lahaine.org)