domingo, 17 de setembro de 2017

«Exército Árabe Sírio preparado para atravessar o Eufrates»

Em declarações à Prensa Latina, um comandante do Exército Árabe Sírio (EAS), que pediu para manter o anonimato, disse que as tropas vão atravessar o rio, mesmo que isso implique confrontos com as chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), curdas na sua maioria e apoiadas pelos Estados Unidos.

Disse ainda que nem os acordos sobre a segurança aérea com a coligação internacional liderada por Washington, nem nenhuma «linha vermelha» irão travar a execução da decisão de operar na outra margem do rio Eufrates.
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Numa entrevista à televisão libanesa Al-Manar, na passada sexta-feira, a conselheira de Bashar al-Assad para questões políticas e mediáticas, Bouthaina Shaaban, também deu a entender que as tropas sírias e seus aliados vão avançar em Deir ez-Zor, tendo como propósito libertar o país de «qualquer força agressora». (Abril)

Obrint Pas - «No tingues por»

[Não tenhas medo. Visca la terra!]

sábado, 16 de setembro de 2017

Nekane Txapartegi foi libertada

Depois de, em Fevereiro, o Supremo Tribunal espanhol ter reduzido a pena de seis anos e nove meses para três anos e meio de cadeia, ontem o tribunal de excepção espanhol – AN – declarou a condenação prescrita. Nekane Txapartegi, de Asteasu (Gipuzkoa), foi posta em liberdade.

Txapartegi, que afirmou ter sido torturada por vários militares da Guarda Civil quando foi presa, em 1999, foi condenada no âmbito do processo 18/98.

Acusada de «colaboração com a ETA», a guipuscoana fugiu, tendo acabado por ser detida em Zurique (Suíça) em Abril do ano passado, depois de o Estado espanhol ter solicitado aos suíços a sua extradição. As autoridades helvéticas acabaram por dar luz verde à extradição em Julho último, mas esta não se chegou a concretizar.

Para além de declarar prescrita a sentença contra Txapartegi, a Audiência Nacional espanhola também deixou sem efeito o pedido de extradição à Suíça, pelo que a guipuscoana foi libertada ontem à tarde em Zurique. / Fonte: agências

Grande manifestação em Bilbo de apoio ao referendo na Catalunha

Mais de 30 mil pessoas juntaram-se esta tarde nas ruas da capital biscainha para apoiar o referendo na Catalunha, defender o «direito a decidir» e denunciar a «atitude antidemocrática» do Estado espanhol.
A mobilização foi convocada pela plataforma Gure Esku Dago [está nas nossas mãos]. / Mais info: Berria

«A 35 años de Sabra y Chatila: 38 horas de horror, un crimen imposible de olvidar»

[De Ara Galán] En 1982 en las comunidades libanesas de Sabra y Chatila se cometió uno de los crímenes más ruin de todos los registrados en el siglo XX. En su momento ningún gobierno se pronunció o hizo algo efectivo al respecto. No se movilizaron cascos azules, ni hubo ruptura de relaciones diplomáticas con ningún país, tampoco se expulsó a embajador alguno. Es necesario recordar ese hecho, para exigir justicia, castigar a los responsables y en primer lugar, no hacer cómplice a nuestro silencio. (lahaine.org)

«Más de 25.000 personas salieron a las calles de Linares contra el paro y la falta de futuro»

La ciudad de Linares [Jaén, Andaluzia] se echa a la calle para secundar la plataforma ciudadana «Todos a una por Linares’ y que se desarrolla bajo el lema ‘Linares y su comarca no se rinden. Soluciones ya».
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«Actualmente la tasa de paro ronda el 44,5 por ciento, la mayor de ciudades españolas de más de 50.000 habitantes», ha señalado Manuel Gámez. / Ver: insurgente.org

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Sustrai Erakuntza apresentou proposta de Comboio Público e Social para Nafarroa

A Fundação Sustrai Erakuntza apresentou esta semana, no espaço Civivox Condestable, em Iruñea, a sua proposta de um Comboio Público e Social para Nafarroa, uma proposta que visa aproveitar ao máximo e melhorar os recursos ferroviários existentes.

A Sustrai Erakuntza defende o transporte ferroviário como meio de transporte sustentável, popular e democrático, frente à proposta do TGV, que é um projecto anti-social, anti-ecológico e esbanjador de recursos.

A proposta explicada por Pablo LorenteMais info: lahaine.org

«Eladio Zilbeti, oroimenez» [cas.]

[De Eduardo Renobables] También cuenta la leyenda que fue uno de los culpables de que el club de fútbol de Iruñea sea el único importante de Euskalherria que tenga nombre euskaldun [Osasuna]. Eladio además, fue militante de EAE-ANV y los fascistas le fusilaron por ello.
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Eladio Zilbeti se definía como abertzale, de izquierdas e independentista. Era un trabajador y euskaltzale, todo ello suma de sospechas para los defensores de la Navarra tierra eterna de España, obviando evidentemente al duque de Alba y a Iñigo de Loiola. Entre el 16/ 17 de enero del 37 después de ser puesto en libertad, se le paseó hasta Etxauri y se le fusiló en ese pueblo no muy lejano de la capital. Su delito: la confesión anteriormente enunciada.
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Estaría bien que el alcalde Asirón recordara estos detalles y también que EAE-ANV ha sido ilegalizado además de por Franco, por la democracia dentro de la cual él es regidor. Que en las palabras que dirija durante la inauguración se tenga en cuenta estos nimios detalles. Eladio y todas esas otras personas formaban parte de un proyecto nacional y progresista y les acallaron para siempre. A ellos y a su proyecto. (BorrokaGaraiaDa)

«A dissertação de EVO sobre a verdade»

[De Carlos A. Villalba] «Só entre o ano de 1503 e 1660 chegaram a S. Lucas de Barrameda 185 mil kilos de ouro e 16 milhões de kilos de prata provenientes da América». Que «devem ser considerados como o primeiro de muitos outros empréstimos amigáveis da América, destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito não só a exigir a imediata devolução, mas a indemnização perdas e danos». (odiario.info)

The Wolfe Tones - «James Connolly»

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

300 pessoas protestaram contra projecto de demolição de Errekaleor

Cerca de 300 pessoas juntaram-se, ontem, na Praça da Virgem Branca, em Gasteiz para protestar contra o projecto de demolição do bairro autogerido pelos habitantes em Errekaleor.

Ontem, a sociedade municipal Ensanche 21, do Município de Gasteiz, aprovou a adjudicação do projecto de demolição das casas do bairro de Errekaleor. Por isso, a plataforma Errekaleok Bizirik, que apoia os habitantes do bairro, promoveu a realização de uma concentração na capital alavesa.

Um membro da plataforma, Jonbe Agirre, disse que, depois da decisão do município, «a melhor defesa do bairro é continuar a desenvolver o processo participativo» e as mobilizações. Agirre reconheceu não ter conhecimento do momento em que os despejos podem vir a ocorrer.

As modas do capital em Euskadi
Foi a 21 de Julho que a sociedade pública recebeu as propostas para ver quem ia demolir o popular bairro autogerido de Errekaleor. Ontem, soube-se que foi adjudicado à empresa Bimsurvey, por cerca de 34 mil euros mais IVA.

A empresa escolhida tem agora um mês para expor por escrito as directrizes da demolição. Depois, a Câmara Municipal abrirá um concurso para a execução da obra. Os prazos estarão relacionados com o processo judicial movido contra os habitantes do bairro que a Ensanche 21 quer despejar.

Para além da aprovação da demolição, o município decidiu pedir à Polícia Local que identifique os habitantes do bairro - ambas as coisas aprovadas com os votos a favor de PNV, PSOE e PP, e a oposição das demais forças. / Ver: eitb.eus

«MP espanhol quer que autarcas catalães retirem cartazes a favor do referendo»

Desde que o governo da Catalunha assinou a lei que possibilita a realização de um referendo sobre a autodeterminação do território, a 1 de Outubro, a Justiça espanhola instaurou processos a todos os seus membros e intimou a depor 712 autarcas, sob ameaça de prisão, caso não compareçam.
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Neste processo, o terceiro em menos de uma semana contra políticos catalães a favor da independência, o MP solicita à Justiça que ordene a todos os autarcas catalães que retirem dos seus municípios todos os cartazes em que se apele à participação na consulta agendada para dia 1 de Outubro – que o Tribunal Constitucional espanhol anulou no passado dia 7 – ou a votar «sim».
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O Ministério Público, que já deu instruções à Guarda Civil, à Polícia Nacional espanhola e aos Mossos d'Esquadra (Polícia catalã) para «apreenderem os meios ou instrumentos destinados a preparar ou a organizar o referendo ilegal» e confiscarem «urnas, boletins de voto, manuais para os membros das mesas, impressos eleitorais», também solicitou à Justiça que se pronuncie sobre esta medida.

Solicita ainda que aos 947 presidentes de municípios lhes seja vedada a possibilidade de facultar recursos materiais ou ceder espaços para a realização do referendo. Isto, depois de ontem o MP ter intimado a depor 712 autarcas sobre a cessão de instalações municipais para a realização do referendo. Serão detidos caso não compareçam de forma voluntária. (Abril)

Néstor Kohan: «Marx e a lógica dialéctica n'"O Capital"» [vídeo]

La epistemología de Marx y la lectura de Lenin sobre Hegel. La tradición dialéctica revolucionaria frente a la impugnación de las METAFÍSICAS «POST» (posmodernos, posestructuralistas, posmarxistas). Discusión sobre los ataques contra la dialéctica: de Eduard Bernstein a Louis Althusser y Galvano Della Volpe.

¿Es viable un marxismo sin dialéctica? ¿Es posible el socialismo sin revolución? ¿Tiene sentido una Teoría Crítica del mercado y la sociedad capitalista si se eluden los conflictos y las contradicciones antagónicas? ¿Se puede cambiar el mundo sin estrategia de poder?

«Marx y la lógica dialéctica en "El Capital"»Nos 150 anos de O Capital.

Víctor Jara - «Manifiesto»

«Yo no canto por cantar» [16/09/1973-2017]

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

LAB defende direitos dos trabalhadores na abertura do ano académico da UPB

Tem lugar amanhã, 14, no Centro Carlos Santamaría, em Donostia, a abertura do ano académico da Universidade do País Basco (UPB), que conta com a participação da reitora, Nekane Balluerka, e de representantes do Governo de Lakua, incluindo o Lehendakari. Aproveitando a ocasião solene, o LAB organiza uma concentração, às 11h00, em defesa do direitos dos trabalhadores e do Ensino Público.

Numa pequena nota, o sindicato afirma que quer aproveitar a ocasião para dar a conhecer a sua leitura sobre a situação na universidade e de quem nela trabalha. E acrescenta: «Não podemos esquecer os danos provocados pela crise» e «os cortes que, valendo-se dela, promoveram: diminuição de salários, precariedade galopante, discriminação, cortes no investimento na docência, na investigação e infra-estruturas».

Assim, o LAB organiza uma concentração frente ao Centro Carlos Santamaría, procurando que os responsáveis da UPB e do Governo conheçam as suas principais reivindicações, que são: «estabilidade imediata», «salário e condições de trabalho dignas para todos os trabalhadores» e «aumento do investimento público».

«La Spirale»: o papel da comunicação social no golpe de Estado no Chile

O filme que mostra a estratégia comunicativa da burguesia e da direita chilena no derrube de Allende, em 1973. Narração em francês. Legendas em castelhano.

«La Spirale» (1976)Realização: Armand Mattelart, Valérie Mayoux, Jacqueline Meppiel / guião: Chris Marker / narração (em francês): Med Hondo François Périer / cinematografia: Étienne Becker / edição: Chris Marker / direcção artística: Jean-Michel Folon / duração: 2h18m40. Legendas em castelhano.

[Excerto do texto de Martín Espinoza:] En 1962, el sociólogo belga Armand Mattelart consiguió un diploma de especialización en demografía en la Sorbonne, en Francia, y partió a Chile. Allí comenzó su carrera universitaria en la Escuela de Sociología de la Universidad Católica de Chile. Posteriormente, en 1967 comenzó a trabajar para las Naciones Unidas como experto en desarrollo social y se dedicó al estudio de los medios de comunicación de masas, poniendo en pie un grupo de investigación junto a Michèle Mattelart y Mabel Piccini en el Centro de estudios de la realidad nacional (CEREN), recién creado en la Universidad Católica de Chile. Con el triunfo electoral de la Unidad Popular (UP) y la asunción de Salvador Allende como presidente, se dedicó al desarrollo de políticas de comunicación en ese país. (LER: lahaine.org)

«Ampla mobilização contra a reforma laboral em França»

No contexto da greve geral convocada pela CGT, quase meio milhão de pessoas participaram, esta terça-feira, em mobilizações por toda a França. Macron quer «flexibilizar o mercado de trabalho», respondendo aos anseios do patronato: criar emprego mais barato e descartável.
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«Não podíamos deixar de estar aqui; viemos em massa porque não estamos dispostos a permitir que dêem cabo dos nossos direitos. O Código do Trabalho existe precisamente para proteger os nossos direitos e agora o governo quer destruí-lo», disse Jean-Marc à Prensa Latina, um manifestante que distribuía folhetos entre a multidão.
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Emmanuel Macron, que passou o dia de ontem nas colónias francesas das Caraíbas atingidas pelo furacão Irma, já deu a entender que não vai voltar atrás: «Estou determinado e não vou ceder. Nem aos calões, nem aos cínicos, nem aos extremistas», disse recentemente numa viagem a Atenas. (Abril)

«Cuba, os furacáns e o socialismo»

[De Maurício Castro] Nos dous casos, a humanizada e organizada Cuba, com a sua defesa civil ativada no seio da própria populaçom, nom tivo vítimas mortais, embora si importantes danos materiais. Além disso, enviou pessoal sanitário às ilhas vizinhas, para colaborar solidariamente com aqueles povos irmaos.

Atençom, nom estamos a dizer que Cuba consiga sempre a total autoproteçom da sua populaçom. Afirmamos, isso si, que a maior das Antilhas conseguiu suprimir a obrigatoriedade estrutural de que qualquer catástrofe ataque sempre e por definiçom aqueles setores mais desfavorecidos da sociedade, causando um grande número de vítimas, porque a proteçom de toda a populaçom e especialmente da mais dependente é o principal objetivo institucional. (Diário Liberdade)

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O município de Bilbo deu aviso de despejo ao Gazte Lokala de Deustu

Uma centena de pessoas participou, hoje, na conferência convocada para denunciar a «agressão» da Câmara Municipal de Bilbo ao Deustuko Gazte Lokala, espaço juvenil autogerido que, com 26 anos de existência, recebeu um aviso de despejo, a executar no prazo de 15 dias.

Na conferência de imprensa, os jovens afirmaram que o município bilbaíno os notificou por via judicial, abandonando assim de forma unilateral o acordo que mantinha com Gazte Lokala desde 2008 e o diálogo até aqui existente com os jovens.

Sublinhando que o Gazte Lokala deu vida, nos últimos 26 anos, a espaços abandonados no bairro de Deustu, lembraram, de forma resumida, as muitas actividades que ali tiveram lugar. Actividades e iniciativas que não encaixam na lógica do presidente da Câmara, Sr. Aburto, que entregou a cidade ao capital, acusaram.

Em protesto contra a decisão do município bilbaíno e em defesa do Gazte Lokala, os jovens decidiram realizar uma concentração esta quinta-feira, 14, às 19h00, na Done Petri e uma manifestação, no dia 15, às 19h30, com início também na Done Petri.

Excerto do texto lido na conferência de imprensa
«Cualquier proyecto o idea que ponga en duda el sistema capitalista trae consigo la represión. Tenemos presente los espacios desalojados este año por el Ayuntamiento de Bilbao; el ateneo Izar Beltz y el gaztetxe de Etxarri. También tenemos presente Kukutza I, II y III, Patakon de Uribarri, Erribera 13, La Maison, La Poison, el viejo gaztetxe del Casco Viejo y tantos otros espacios autogestionados fuera y dentro de Bilbo. El señor Aburto, siguiendo los pasos del mejor alcalde del mundo, ha dejado a Bilbo en manos del capital. Ya lo dijeron claro: defienden un modelo de sociedad, y no es el de Kukutza, la especulación inmobiliaria, la invasión de franquicias y multinacionales, la masificación del turismo, la creciente tendencia al individualismo, el abandono de los barrios periféricos y la desmesurada presencia policial perfilan una ciudad hecha a mediad del capital.» / Ver: Ecuador Etxea e topatu.eus

Concentração em Gasteiz contra a Lei da Mordaça

Seis membros da plataforma Kaleratzeak Stop Araba foram multados em 602 euros, no âmbito da aplicação da Lei da Segurança dos Cidadãos, conhecida como Lei da Mordaça. O Departamento de Segurança do Governo de Gasteiz acusa-os de «obstrução à autoridade» durante um despejo no bairro de Zabalgana, na capital alavesa, a 15 de Setembro do ano passado.

Em protesto contra os despejos e para anunciar que não acatam a Lei da Mordaça e não vão pagar a multa imposta, os seis activistas realizam uma concentração esta quinta-feira, 14, às 11h00, na Praça da Virgem Branca, em Gasteiz.

As multas estão relacionadas com o despejo ocorrido a 15 de Setembro do ano passado no bairro de Zabalgana. Então, uma centena de pessoas concentrou-se para impedir que uma inquilina, mãe de três filhos, fosse despejada de um andar da sociedade pública Alokabide, gerida pelo Governo de Lakua e à qual devia 9000 euros.

A plataforma contra os despejos defendeu que a execução ia ter lugar sem que a família em causa tivesse uma «alternativa» e lembra que a concentração à entrada do prédio foi «devidamente comunicada, para denunciar uma violação grave» dos direitos humanos. / Mais info: Diario de Noticias