terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ricardo M Santos: «Isto é tudo uma grande média»

Esta dinâmica capitalista dá a ilusão de que não há classes, mas apenas uma classe. Uma enorme classe média que varia de indivíduo para indivíduo consoante a sua percepção da realidade. Talvez por isso, alguns que se afirmam marxistas consigam conceber que há um paralelo entre capitalismo e marxismo e que é possível, humanizando o primeiro, chegar ao segundo. Só que, lá está, a ausência de uma percepção individual de classe não é a ausência de classes. (manifesto74)

«US keeps operating in ’blame Russia for everything’ mode» (RT)
The Obama administration knows what it is doing in the rhetoric war with Russia, says retired US Air Force Colonel Karen Kwiatkowski. And yet they do not have any idea what they are doing on the ground in Syria, she added.
After an air attack which destroyed 18 of 31 trucks in a humanitarian aid convoy near Aleppo on Monday, UN has suspended all aid deliveries in Syria.
[...]
These accusations came just a day before the UN General Assembly session and Syria is expected to be one of the topics high on the agenda at the gathering. [Ver tb: «Exército sírio declara o fim do cessar-fogo» (Abril)]

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

MpA agenda manifestação pela amnistia para 26 de Novembro

O Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) marcou para 26 de Novembro, em Bilbo (Sagrado Coração, 18h00), uma manifestação nacional em defesa da amnistia, sob o lema «Amnistia osoa!».

Num comunicado, o MpA afirma que a «amnistia, para além de implicar a libertação incondicional dos presos, refugiados e deportados políticos, inclui a superação das razões que estão na base do conflito, ou seja, da opressão nacional e social, como forma de chegar a uma verdadeira paz assente na justiça».

O MpA acrescenta que a luta em prol da amnistia traz ainda para o debate «outros elementos importantes, entre os quais o carácter político dos perseguidos políticos, a violência estrutural dos estados, a actividade opressiva das forças de ocupação, o etnocídio cultural dos povos sem Estado, a opressão da classe trabalhadora, a inexistência de democracia e o direito à luta».

É por isto que o MpA apela à participação na mobilização que organiza dia 26 de Novembro na capital biscainha.

Nesse dia: - será reafirmado o carácter político dos presos e refugiados, contra uma despolitização que facilita a repressão de que são alvo;
- será denunciada a violência exercida pelos estados espanhol e francês para oprimir o povo basco;
- dir-se-á «fora daqui!» à Guarda Civil, aos Gendarmes, ao Exército, às polícias espanhola e francesa, bem como zipaios;
- reivindicar-se-á Euskal Herria como uma nação, que, para sobreviver como povo, precisará da «independência e do socialismo»;
- gritar-se-á que, sem justiça, não há paz, e que é preciso lutar contra aqueles que querem perpetuar as injustiças. / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

Concentração em Iruñea repudiou últimos ataques fascistas e xenófobos

Cerca de meia centena de pessoas responderam, ontem, à iniciativa convocada pela Euskal Herria Antifaxista e a SOS Racismo para repudiar os mais recentes ataques fascistas e xenófobos. Na terça-feira passada, Iruñea apareceu repleta de mensagens fascistas e islamofóbicas.

«Mensagens de ódio, criadas no anonimato, e que gozaram de total impunidade», sublinharam os organizadores da concentração. «Frente ao seu ódio, a nossa revolta digna, a nossa luta. Não vamos tolerar que o fascismo e a xenofobia se instalem nos nossos bairros. Não vamos tolerar os seus ataques e ameaças», afirmaram.

Concentração contra o fascismo em Iruñea [Ahotsa]Ver: ekinklik.org e ahotsa.info [com mais fotos]

Catarina Casanova: «Os oportunismos segundo Lenine»

Em O oportunismo e a falência da II Internacional (1916), Lenine afirma que o oportunismo é primeiro um estado de espírito, depois uma tendência e numa fase final, um grupo ou camada da burocracia operária a que se juntam companheiros pequeno-burgueses.

Refere Lenine (op. cit.) que este grupo de personagens, os oportunistas, enganam e submetem o movimento operário reconhecendo em palavras os objectivos revolucionários e a táctica revolucionária. (Diário Liberdade)

«Cimeira dos Não-Alinhados, "enorme êxito da diplomacia bolivariana"»

Sobre o último ponto da declaração, o presidente Nicolás Maduro disse, em declarações exclusivas à Prensa Latina, que os membros do MPNA sentem a profunda necessidade de estratégias de comunicação e de informação que estejam arreigadas nos processos históricos e culturais dos povos, ou seja, de abrir janelas sobre a realidade dos 120 países-membros, as suas lutas e objectivos comuns.

Neste ponto, os países mostram-se bastante preocupados com a utilização da comunicação social como instrumentos de propaganda hostil contra os países em desenvolvimento, com o propósito de derrubar os seus governos, e ressaltaram a importância de criar meios de comunicação alternativos, livres, plurais e responsáveis. (Abril)

«WADA in another case of shooting the alleged Russian messenger» (RT)
[De Finian Cunningham] By now the pattern is not only familiar. It has become absurd. Sensitive, damning information is leaked into the Western public domain, and instead of explaining the contents – the response is: «Blame the Russians».

This week saw the World Anti-Doping Agency (WADA) being embarrassed with the release of confidential medical records showing how top US athletes were permitted to take banned drugs because they were given «Therapeutic Use Exemptions» by WADA. The athletes included multi-gold medal gymnast Simone Biles and tennis legend Serena Williams. [Ver tb: «Hackers russos divulgam mais casos de doping» (Abril)]

domingo, 18 de setembro de 2016

Famílias biscainhas reivindicaram direito à habitação digna frente à Alokabide

Por iniciativa de diversos colectivos sociais da Bizkaia, famílias biscainhas que sofreram processos de despejo realizaram na quarta-feira passada, 14, em Bilbo, uma concentração frente às instalações da Alokabide - sociedade pública do Governo de Lakua encarregue do aluguer protegido.

Com esta iniciativa, os presentes quiseram protestar contra as dificuldades no acesso às prestações sociais, para poderem fazer frente aos alugueres e hipotecas, bem como contra os requisitos de inscrição no Etxebide - Serviço Basco de Habitação. Esta situação também mereceu críticas da parte do Ararteko ou Defensor do Povo na Comunidade Autónoma Basca (CAB).

Num comunicado dos Colectivos Sociais da Bizkaia, afirma-se que, na CAB, ocorreram 263 execuções hipotecárias nos primeiros seis meses deste ano, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

A estes dados, acrescentam os divulgados pelo Conselho Geral do Poder Judicial, de acordo com os quais foram executados 306 despejos no primeiro trimestre do ano; se deram 169 despejos em habitações alugadas; e 57 foram executados pelo Governo de Lakua em habitações públicas. Estes dados apontam para cinco despejos por dia na CAB, três dos quais na Bizkaia.

Política de cortes leva à pobreza
O critério de redução no número de prestações sociais atribuídas que tem vindo a ser seguido nos últimos anos está a levar ao aumento de situações de exclusão social e pobreza no País Basco: mais de um terço das famílias vivem em situação de pobreza grave.

No comunicado, os Colectivos Sociais da Bizkaia sublinham que, em 2015, aumentou a exclusão social na CAB, bem como a percentagem de população que se encontra em situação de privação material severa. Destacam, em simultâneo, que 15% das famílias têm dificuldade em arranjar trabalho e que 18% dos trabalhadores recebem salários muito baixos, abaixo do limiar da pobreza.

Colectivos Sociais da Bizkaia: Argilan, Argitan (Centro Asesor de la Mujer, Barakaldo), Asociación de Trabajadoras de Hogar de Bizkaia, Baietz Basauri!, Berri-Otxoak (Barakaldo), Brujas y Diversas, Danok Lan (Galdakao), Elkartzen, Mujeres del Mundo, Posada los Abrazos, SOS Racismo e PAH Bizkaia Kaleratzerik EZ/STOP Desahucios. / Mais info: Berri-Otxoak

Ibon SOS: «Comunicado de la interrupción de la Gala Zinemaldia 2016»

El 16 de septiembre familiares y amigos del preso político vasco gravemente enfermo Ibon Iparragirre Burgoa, interrumpimos el comienzo de la gala inaugural del Zinemaldia de Donostia, para denunciar la grave situación que padece y exigir su inmediato regreso a casa. Todo lo que se puede decir sobre su salud está dicho: tiene una enfermedad crónica, incurable y degenerativa: SIDA en estadio C-3.
[...]
Todo esto y bastante más fue descrito el 15 de septiembre por la madre de Ibon, un profesional neurólogo y el Encuentro de Profesionales contra la Tortura, en la rueda de prensa que ofrecieron en el Koldo Mitxelena. Por desgracia, muchos de esos medios que tanto reivindican los derechos los derechos humanos, ni siquiera se acercaron a la rueda de prensa. Y al día siguiente, salvo dos excepciones, ni la más mínima mención en los restantes.

Estamos hablando de una persona cuya vida puede entrar en estado crítico en cualquier momento, de sus derechos humanos, que no por estar preso deja de tenerlos. Y ni una sóla cámara al otro lado de la mesa. Ni siquiera de la televisión pública vasca, que pagamos entre todos.
[...]
No nos quedó otra que utilizar el escaparate de la inauguración. / Ler: BorrokaGaraiaDa

«The Largest Prison Strike in U.S. History Enters Its Second Week»

[De Alice Speri] The largest prison strike in U.S. history has been going on for nearly a week, but there’s a good chance you haven’t heard about it. For months, inmates at dozens of prisons across the country have been organizing through a network of smuggled cellphones, social media pages, and the support of allies on the outside. The effort culminated in a mass refusal to report to prison jobs on September 9, the anniversary of the 1971 Attica prison uprising.

«This is a call to action against slavery in America,» organizers wrote in an announcement that for weeks circulated inside and outside prisons nationwide, and that sums up the strikers’ primary demand: an end to free prison labor. (The Intercept)

«Macri ordena vallar el país pero no consigue parar la protesta popular / La Boca es un ejemplo» (Resumen Latinoamericano)
No alcanzó la militarización con todas las fuerzas de seguridad que desde el miércoles se vivió en el barrio de La Boca, para evitar que en la jornada de ayer, un amplísimo arco de organizaciones sociales, políticas, sindicales y culturales movilizaran a los alrededores de la Usina del Arte para expresar el descontento.
[...]
Hasta las expresiones culturales del barrio se sumaron en contra del tarifazo, y a pesar de la militarización que se mantuvo hasta altas horas de la noche, el Grupo de Teatro Catalinas Sur, ofreció su habitual función de los viernes a la noche. En forma de protesta, y para aliviar el bolsillo de los espectadores afectados por el tarifazo, la función fue gratuita.

Kloratita - «Biharko Euskal Herria»

[A Euskal Herria de amanhã] A banda é do bairro bilbaíno de Zorrotza.

sábado, 17 de setembro de 2016

Activistas pela libertação dos presos doentes interrompem abertura do Festival de Donostia

Entre os espectadores ontem presentes na gala de abertura do Zinemaldia - Festival de Cinema de Donostia, houve quem afrontasse o ambiente de glamour para gritar palavras de ordem pela libertação dos presos bascos com doenças graves e, em especial, do preso ondarrutarra Ibon Iparragirre.
Na gala de abertura do 64.ª Zinenamaldia, vários activistas enfrentaram o enfado e os assobios da gente do glamour do cinema para defender a libertação dos presos políticos bascos com doenças graves, lembrando sobretudo o caso do preso de Ondarroa Ibon Iparragirre Burgoa, encarcerado na cadeia de Alcalá-Meco e cuja situação é grave.
Mal começou a gala de abertura do Zinemaldia, ouviram-se gritos a favor da libertação de Ibon. Os espectadores assobiaram. Um activista foi expulso, mas logo outro o substituiu. Nos primeiros minutos, a gala foi interrompida por três vezes, sempre com os activistas a fazerem-se ouvir e a exibirem faixas, e sendo expulsos da sala.
Também se ouviram palavras de ordem contra os planos de construção de uma incineradora em Gipuzkoa: «Errausketarik ez». / Ver: Berria e topatu.eus

Diversos agentes promovem mobilizações contra extradição de Nekane Txapartegi

Numa conferência de imprensa realizada na capital guipuscoana esta quinta-feira, agentes que integram a plataforma Nekane libre! denunciaram a situação em que a refugiada guipuscoana se encontra e anunciaram diversas iniciativas contra a sua extradição.

Presa em 1999, Nekane Txapartegi foi depois condenada no âmbito do macro processo 18/98. Por levar a cabo um trabalho político e social público, teve de suportar torturas, foi violada por quatro polícias, foi obrigada a fugir e enfrenta condições duras de encarceramento - denunciaram os agentes que se reuniram para lutar contra a sua extradição.

Nekane vivia na Suíça com a sua filha, mas a 6 de Abril deste ano foi detida em Zurique, numa operação conjunta da Polícia helvética e da espanhola. Agora, encontra-se na cadeia de Diessdorf: está incomunicável; passa 21-22 horas por dia na cela (23 horas aos fins-de-semana); e tem direito a uma visita da filha por semana (uma hora) e a outra de familiares e amigos (também de uma hora).

Enquanto aguardam pela resposta ao pedido de extradição feito pelo Estado espanhol, os membros da plataforma Nekane libre! respondem com um «não» veemente a todo este processo e reivindicam o direito de Txapartegi «a viver livre, onde quiser, com quem quiser».

Processo de extradição
Na conferência de imprensa, explicaram que o processo de extradição «está em curso» e que a Justiça suíça deve tomar uma decisão ainda este mês, passível de recurso; a decisão final deve ser tomada dentro de alguns meses, acrescentaram.

Os porta-vozes da Nekane libre! defendem o direito da natural de Asteasu (Gipuzkoa) ao asilo político e afirmaram que, tendo em conta a sua legislação, a Suíça devia rejeitar a extradição, pois os indícios de tortura são mais que claros.

E acrescentaram: «a única prova que incrimina Nekane é o depoimento que fez na presença da Polícia [depois de ser torturada]; basta que as autoridades suíças atendam aos resultados das investigações realizadas pela equipa de Paco Etxeberria; às investigações psiquiátricas realizadas na Suíça; aos resultados do Protocolo de Istambul, aplicado a Mikel Egibar, que foi detido juntamente com Txapartegi; ou à denúncia do caso de Txapartegi feita pela Organização Mundial Contra a Tortura (OMCT).

Diversas iniciativas
Contra a extradição de Nekane Txapartegi e para reivindicar a sua liberdade, foram agendadas novas iniciativas: amanhã, 18, uma fotografia de apoio em Zelatun, no alto do monte Hernio (12h00); no dia 20, à mesma hora, realiza-se uma concentração frente ao Consulado da Suíça em Bilbo; no dia 24, a plataforma Free Nekane promove uma manifestação na capital da Suíça, Berna. / Ver: askapena.org e Berria

«EUA dão ajuda militar recorde a Israel»

O memorando de entendimento – designação atribuída ao acordo – será assinado hoje em Washington, segundo revelaram funcionários de ambos os países, e «constitui o maior compromisso de assistência militar bilateral da história dos Estados Unidos», destacou, ontem, o Departamento de Estado norte-americano em comunicado.

Nos termos do acordo alcançado pela Administração de Barack Obama e o Governo de Benjamin Netanyahu, Washington irá prestar a Tel Aviv uma ajuda anual em matéria de defesa e segurança no valor de 3,8 mil milhões de dólares, mais 700 milhões do que os 3,1 mil milhões anuais contemplados no acordo ainda vigente, que expira em 2018. (Abril)

«Facebook e Israel colaboram no controlo de conteúdos que "incitam à violência"» (Abril)
O Governo israelita e o Facebook decidiram, na segunda-feira, trabalhar juntos para tratar, na rede social, o «incitamento à violência» – modo como Israel se refere à oposição à política de ocupação, repressão e discriminação que exerce sobre os palestinianos.

Recentemente, a ministra da Justiça [Ayelet Shaked, conhecida pelas suas posições extremistas contra os palestinianos] vangloriou-se de que o Facebook é extremamente cumpridor no que diz respeito às exigências israelitas de «censura»: «Nos últimos quatro meses, Israel apresentou ao Facebook 158 pedidos para remover conteúdos de incitamento [à violência]», que foram aceites em 95% dos casos, revela The Intercept.

Beinstein: «La ofensiva imperialista, desatada al derrumbarse la URRS, se ha empantanado en Asia»

[Entrevista especialmente elaborada para la revista de Red Roja publicada parcialmente en la edición impresa correspondiente a septiembre, por el economista marxista Jorge Beinstein]

RR: Tras casi una década de crisis, ¿cómo ves la salud del capitalismo y de su intento de revertir la caída de la tasa de ganancia?.
[...] Ahora nos encontramos ante la tentativa siniestra de frenar ese descenso acentuando al extremo el saqueo de recursos naturales y sometiendo a centenares de millones de trabajadores a la superexplotación, para lograr esos objetivos es empleada una variedad de instrumentos que van desde las intervenciones militares directas y los llamados golpes blandos hasta la imposición autoritaria por parte de gobiernos seudo democráticos de planes económicos que producen desempleo y caídas de los salarios reales. Pero al poner en marcha esos remedios agravan la crisis del sistema, extienden el caos, expanden los espacios sociales ingobernables, deterioran las instituciones burguesas. Pretenden alejar el desastre pero en realidad lo amplifican. / LER: redroja.net

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ertzaintza carrega em Gasteiz contra antifascistas em protesto contra extrema-direita

Antifascistas bascos tinham alertado que um grupo de extrema-direita convocara para hoje, às 19h30, uma reunião no Centro Cívico de Judimendi, em Gasteiz. E afirmaram: «Não os queremos nos nossos bairros. Fascistas fora de Judimendi!». Hoje, mais de 200 pessoas concentraram-se nas imediações do centro cívico em protesto contra a presença da extrema-direita, e a Ertzaintza carregou por diversas vezes.

No interior do Centro Cívico de Judimendi, a extrema-direita, que também convocou várias concentrações para amanhã na capital alavesa, reuniu cerca de 30 pessoas, protegidas por um amplo cordão de segurança formado pela Ertzaintza.

No lado de fora, cerca de 200 antifascistas manifestaram o seu repúdio pela presença dos fascistas no popular bairro de Judimendi, em Gasteiz. Como a Ertzaintza estava lá para proteger a extrema-direita, houve macacos por cordas: primeiro, comunicaram que a concentração era ilegal - já os fachos que estavam lá dentro, com um ar muito civilizado, eram todos legalíssimos; depois, tentaram dissolver a concentração, mas sem o conseguirem; finalmente, quando os de lá dentro saíram, os ertzas soltaram-se e começaram com o malha-malha.

A uma carga seguiu-se outra e mais outra, com cacetetes em riste e balas de borracha a voar. A concentração acabou por se dissolver, havendo a registar, segundo a Hala Bedi, um ferido (com a cabeça partida) e vários identificados.

Para amanhã estão convocadas mais concentrações antifascistas em Gasteiz, em resposta às convocadas pela extrema-direita, que foi avisada de forma clara: «Gasteiz está contra o fascismo. Aqui não passam!» / Ver: Hala Bedi

A presa Josune Arriaga foi levada de volta para Topas sem poder falar com a família

A presa política basca Josune Arriaga, que não teve autorização para se despedir da mãe com vida, foi transferida para a capital navarra para assistir ao funeral. Ontem, foi novamente levada para a prisão de Topas (Salamanca, Espanha) antes de se encontrar com a família. Tinha autorização para tal, informou a Etxerat.

A associação de familiares e amigos dos presos bascos refere que a transferência de Josune Arriaga para a cadeia de Topas ocorreu ontem de manhã, privando-a do encontro com os familiares que estava previsto para a tarde. Estes comunicaram à Etxerat que «ainda não tinham conseguido contar a Josune como falecera a sua mãe». Para os sobrinhos de Josune Arriaga, era também a única oportunidade de poderem estar com ela sem serem obrigados a fazer 900 km.

A Etxerat recorda que, cinco dias antes do falecimento da mãe, as Instituciones Penitenciarias tinham recusado a transferência solicitada pela presa política basca para a poder ver com vida. «Isso de que está morrer, és tu que o dizes», foi a resposta da prisão, apesar dos relatórios médicos apresentados.

No dia 7, a mãe de Josune acabou por morrer, e, no dia 9, a presa navarra foi transferida para Iruñea para assistir ao funeral. Contudo, não a autorizaram a assistir à cremação.

Apoio a Josune Arriaga no bairro de Donibane [Ahotsa] Para a Etxerat «é nestas ocasiões que fica mais patente o espírito de vingança presente na actual política penitenciária. Esse, e não outro, é o verdadeiro objectivo da política de dispersão». / Ver: ahotsa.info e etxerat.eus

António Santos: «Sentamo-nos para nos levantarmos»

Em número crescente, atletas afro-americanos ajoelham-se quando se deviam levantar, calam-se quando deviam cantar e levantam o punho direito, bem cerrado, recuperando o gesto protesto dos corredores olímpicos John Carlos e Tommie Smith, devolvendo ao desporto a dignidade de Muhammad Ali (avante.pt)

«O imperialismo e a sua ligação ao Estado Islâmico», de Gonzalo ARAGONÉS (odiario.info)
Neste artigo, publicado no La Vanguardia, de Barcelona, o autor comenta a nomeação do tajique Gulmurad Jalimov para comandante militar do chamado Estado Islâmico após a morte de Tarjan Batirashvili abatido pela força aérea dos Estados Unidos. Esclarece ainda que Jarimov foi treinado por militares americanos.

Kuraia - «Egunsentian»

Tema do álbum Kuraia (2001).

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A Alokabide despejou uma mulher e dois menores em Gasteiz

Uma mulher e dois filhos menores foram despejados de sua casa esta manhã, no bairro gasteiztarra de Zabalgana. Cerca de cem pessoas juntaram-se no local para apoiar a família e dificultar o despejo, mas a Ertzaintza e a Polícia Local recorreram à violência para garantir que a acção era executada, apesar de Gasteiz ter sido declarada cidade livre de despejos.

A família devia dinheiro à sociedade Alokabide, que depende do Governo de Lakua. Anastasia esteve 22 meses sem receber ajudas sociais, mas agora voltou a recebê-las e propôs à Alokabide renegociar a dívida. Em vez disso, a Alokabide executou o despejo.

A Hala Bedi informa que, apesar de haver uma moção na Câmara Municipal de Gasteiz contra os despejos, a Polícia Local também participou na acção de despejo e que a Ertzaintza recorreu à violência para entrar em casa da mulher. Anastasia, que tem dois filhos menores a seu encargo, acabou por ser levada de ambulância, com um ataque de ansiedade.

Arturo Val, porta-voz da Kaleratzeak Stop Araba, disse que, no primeiro trimestre deste ano, a Alokabide executou 57 despejos e denunciou ainda o facto de se despejar famílias com menores. «É uma vergonha que a Alokabide mande gente para a rua. E um fracasso das instituições. A Alokabide é a que mais despejos executa, mais que os bancos», afirmou. / Ver: Hala Bedi e argia

Etxerat: «Apontaram uma pistola à cabeça do condutor. Não sabíamos se iam disparar»

No sábado passado, agentes da Guarda Civil pararam um furgoneta em que seguiam familiares de presos com destino a Córdova. Apontaram pistolas à cabeça de um dos condutores, obrigaram-nos a sair durante uns minutos e, depois, deixaram-nos seguir viagem, dizendo que tinha sido um erro. Representantes da Etxerat denunciaram a situação, ontem, em Hernani (Gipuzkoa).

Numa conferência de imprensa em Hernani, membros da Etxerat e os condutores das furgonetas da Mirentxin que no fim-de-semana seguiam para Córdova para visitar os presos contaram o que se passou às quatro da madrugada de sábado, quando guardas civis pararam a carrinha a ponta de pistola.

Explicaram que dois carros camuflados fizeram parar a carrinha a meio da estrada. Os seis ocupantes da viatura viram como os agentes se dirigiam para eles, agentes da Guarda Civil que apontaram armas à cabeça de um dos condutores. Em seguida, obrigaram-nos a sair da furgoneta e algemaram-nos, mantendo-os deitados no chão. Também obrigaram a sair do veículo os quatro familiares de presos que iam a bordo.

A Etxerat afirmou que foram «momentos muito duros, em que a agressividade e a atitude de excitação e o nervosismo dos agentes fizeram crer aos condutores que, a qualquer momento, podiam acabar com as suas vidas». Pouco depois, os agentes, sem terem revistado os condutores, os familiares dos presos ou a viatura, disseram que tinha sido um erro e foram-se embora.

«Um erro?», perguntou a Etxerat. «Nas visitas aos nossos familiares, estamos demasiado habituados a controlos, em que somos os únicos a ser parados e revistados na estrada, ao acosso e à vigilância policiais para não ver nestes factos algo mais que um simples erro», salientaram. / Ver: lahaine.org e berria.eus

MARCHA À CADEIA DE VALENCE
Valenceko martxara etorri nahi baduzu, bidali mezu bat eta zure kontaktua utzi amnistiaaskatasuna@gmail.com helbidean.
Si quieres venir a la marcha de Valence, envía un mensaje y deja tu contacto en amnistiaaskatasuna@gmail.com Ver: amnistiAskatasuna

«Ante referéndum en Cataluña, no vamos a beber en las fuentes de la legalidad, sino de la legitimidad»

[Entrevista de Manuel Navarrete a Nines Maestro] Nines, en los últimos años vivimos una crisis gravísima. A la misma se suma la desestabilización política por el proceso soberanista en Cataluña. Ante esto, ¿cómo se sitúa Red Roja en el tablero, qué nos dirías al respecto?

De antemano, hay que decir que para Red Roja aquí hay una cuestión de principios en el Estado español, incluso una seña de identidad de nuestra organización desde siempre, incluso antes de existir como tales, cuando nos unimos en la candidatura Iniciativa Internacionalista. Es la siguiente: defensa incondicional del derecho de autodeterminación. Incluso aunque lo encabece la burguesía. Un derecho que, está escamoteado en este Estado desde el inicio del régimen de la transición.

Pero no nos quedaremos en esta cuestión de principios generales, porque nosotros tenemos aliados claros allí en Cataluña, gente cercana que es la de la izquierda independentista. Y también tenemos algunas alertas al respecto del desarrollo de la actual situación. / LER: lahaine.org