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domingo, 6 de setembro de 2020

«E se o Google bloqueasse a BBC?»

[De Raquel Ribeiro] Canais oficiais de notícias de Cuba foram bloqueados pelo Google. O objectivo é sabotar lentamente uma fonte (e uma rede) de notícias que desestabiliza o circuito mainstream de informação. Curioso este apagão da semana passada, também.

Foi precisamente uma «Mesa Redonda» (programa diário de informação, conversa, debate no primeiro canal da televisão cubana e transmitido para a diáspora pelo canal da Cubavisión Internacional no YouTube), em que se ia discutir a nova vacina contra a Covid-19 que Cuba está a desenvolver, o programa abruptamente retirado do ar pelo Google. (Abril)

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Grupo apoiado pelos EUA leva civis do campo de al-Hol, na Síria

De acordo com a informação chegada à SANA, militantes das FDS, na sua maioria curdos, «sequestraram vários civis» do campo, esta quinta-feira, e impediram o acesso de ajuda humanitária ao local, onde se encontram mais de 20 mil deslocados.

Também esta quinta-feira, as posições dos militantes apoiados pelos EUA foram atacadas por indivíduos não identificados. Nas últimas semanas, vários membros da milícia apoiada pelos EUA no Norte e Nordeste da Síria foram ali mortos ou feridos, num contexto de instabilidade e frustração crescentes no seio da população local, saturada do controlo que lhe é imposto, dos sequestros constantes de civis e da falta de condições de vida. (Abril)

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

«Bielorrússia: a repetição de um guião gasto»

[De Augusto Zamora R.] As manobras do imperialismo não brilham pela originalidade: repetem um guião. O que se passa actualmente em relação à Bielorrússia já foi visto noutros lugares, desde as Filipinas até à Venezuela. Impressiona, em qualquer caso, a forma como a componente mediática da ofensiva finge ignorar essa repetição, e compreende-se porquê: é que todos os antecedentes que tiveram sucesso conduziram aos mesmos trágicos resultados para os respectivos povos. (odiario.info)

A mão americana na desestabilização das relações China-Austrália

De acordo com uma peça publicada esta terça-feira na Australian Financial Review (AFR), intitulada «Os centros de pensamento da China cortam ligações académicas enquanto as hostilidades crescem» [tradução nossa], alguns académicos chineses disseram que se está a tornar «quase impossível colaborar com universidades australianas por causa do crescendo da retórica anti-China».

Da mesma forma que as acusações lançadas contra o Plano dos Mil Talentos partiram do FBI, «a influência norte-americana encontra-se por trás de muita da retórica contra a China na Austrália», refere a Xinhua. (Abril)

«Ho Chi Minh: "El que ilumina"»

[De María Victoria Valdés Rodda] Ganó la Batalla de Dien Bien Phu contra Francia, en 1954, y aunque no consiguió presenciar la estrepitosa salida yanqui de Saigón, en 1975, hoy esa ciudad lleva su nombre. A pesar de haber muerto el 2 de septiembre de 1969, hace 50 años, el Tío Ho es el guía, el símbolo y la bandera de la resistencia nacional en Vietnam.

[...] el Tío Ho y sus ideas fueron bandera y meta. Organizó el Ejército Popular de Vietnam y el Frente de Liberación Nacional (Vietcong). Nada pudo frenar la influencia que ese dirigente sencillo le infundía al pueblo. Ni los superbombarderos B52 con su millón 600 mil toneladas de bombas, ni los 540 mil efectivos enemigos, ni el millón de soldados títeres armados por Estados Unidos. (CubaDebate)

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Vietname honra Ho Chi Minh e celebra o Dia da Independência

O Vietname celebra o seu Dia Nacional a 2 de Setembro, pois foi nessa data, em 1945, que Ho Chi Minh leu a Declaração de Independência, na Praça de Ba Dinh, onde hoje se erige o mausoléu.

Os actos em memória do Herói Nacional repetiram-se em vários pontos do país ligados a ele e à Revolução de Agosto, o levantamento que pôs fim à monarquia feudal, ao fascismo e a 80 anos sob o jugo do colonialismo francês, abrindo as portas à fundação da República Democrática do Vietname, posteriormente República Socialista do Vietname, e a uma era em que o povo vietnamita passou da escravidão ao governo do país.

No entanto, o país do Sudeste asiático ainda teve de lutar mais 30 anos e ver milhões dos seus filhos perderem a vida até conseguir derrotar o imperialismo e alcançar a reunificação do país, a 30 de Abril de 1975. (Abril)

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Nasrallah: Normalization, free service from UAE to embattled Netanyahu, Trump

Nasrallah called the Saudi-led war on Yemen an essentially «US-led» war. He said Washington was only using Saudi Arabia and the UAE as «instruments» in the war, which has killed tens of thousands of Yemenis and pushed Yemen close to the brink of famine.

Meanwhile, in another speech on Saturday, Hezbollah’s secretary-general said Arab and Western embassies in Lebanon were spending «millions» of dollars on a media war targeting the Lebanese resistance movement. (presstv.com)

domingo, 30 de agosto de 2020

Jacobin magazine praises CIA-backed union Solidarity for helping overthrow Poland’s socialist gov’t

[De Ben Norton] Jacobin heroized this Polish union Solidarność, known popularly in English as Solidarity, as «one of the most impressive workers’ movements in postwar Europe.»

What Jacobin did not acknowledge is that Solidarity was in fact largely a vehicle for a CIA covert regime-change operation. Ronald Reagan proudly referred to Solidarity as an anti-communist «weapon,» and it was a key instrument in the successful US operation to eradicate socialism in Eastern Europe. (bennorton.com)

sábado, 29 de agosto de 2020

Gigantes das novas tecnologias estão alinhados com o governo dos EUA

Em declarações à agência Xinhua, esta semana, Randy Alonso afirmou que «há uma conivência, um alinhamento dos grandes empórios das telecomunicações e das novas tecnologias com as decisões do governo norte-americano».

O jornalista fez estes comentários a propósito da suspensão recente, por parte da YouTube e da Google, das contas do diário cubano Granma, do canal de televisão Cubavisión Internacional e do programa televisivo «Mesa Redonda», este último dirigido e apresentado por Alonso.

«O que está em jogo por trás de tudo isto são acções de carácter geoestratégico e geopolítico, que não têm nada a ver com questões tecnológicas ou com violações das regras próprias do funcionamento das redes sociais», referiu. (Abril)

«Chantagem na Saúde»

[De Manuel Gouveia] Uma realidade que igualmente implica que, se o Estado deixasse de financiar o sector privado, este entraria em colapso imediato, tramando os capitalistas da saúde. Porque em Portugal não existe simplesmente o «mercado» capaz de alimentar os apetites por lucros dos grandes grupos monopolistas (e onde esse mercado existe, como nos EUA, ele assenta na capacidade do Estado de manter dezenas de milhões afastados do acesso à saúde, e outros tantos completamente esmagados pelos custos do mesmo). (avante.pt)

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

«Bielorrússia, o que está em causa»

[De Luís Carapinha] No período mais agreste da correlação de forças mundial, rodeada de um mar capitalista, o pequeno país conhecido como a «oficina de montagem» da URSS, logrou impedir a privatização e destruição dos principais sectores da economia, das cooperativas e explorações agrícolas às grandes empresas industriais. Nos sectores produtivos estratégicos a propriedade pública foi mantida. Modernizou, a pulso, as capacidades produtivas. Em consequência, o PIB per capita bielorrusso é superior ao da Rússia e o dobro do da Ucrânia. O nível de desigualdade social do país é inferior ao de qualquer um dos membros da UE. (avante.pt)

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

«En Bielorrusia hay un intento de Golpe de Estado promovido por la UE, la OTAN y Estados Unidos»

[Entrevista de Anibal Garzón a Albert Sentin] Unos días antes de las elecciones Presidenciales en Bielorrusia hablamos por teléfono con Albert Santin, tras el previo contacto en redes, para conocer su papel de solidaridad y amistad con Bielorrusia, un país muy desconocido en Occidente del que poco se habla en los medios.
[…]
«Entonces estamos viendo que esta burguesía aprovecha este momento, con ese apoyo de Occidente, usando una nueva generación nueva que no ha vivido el proceso de fundación de la República de Bielorrusia. Muchos que protestan son jóvenes, de una generación nueva, en la cual se han encontrado todo hecho.» (nuevarevolucion.es)

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

EUA isolados no Conselho de Segurança na tentativa de ataque ao Irão

Na semana passada, 13 dos 15 países-membros do CSNU, incluindo os signatários do JCPOA, rejeitaram a proposta norte-americana no sentido de levar o organismo mundial a re-impor sanções contra o Irão, tendo argumentado que os EUA perderam o direito legal a solicitar a reactivação de sanções depois de terem abandonado o acordo nuclear firmado com o país asiático.

Esta derrota diplomática segue-se a outra, em que o CSNU se recusou a prolongar o embargo de armas convencionais ao país asiático. No âmbito do acordo firmado em 2015, o embargo seria levantado ao fim de cinco anos, um prazo que expira em Outubro deste ano e que os EUA tentaram prolongar.

No entanto, apenas a República Dominicana votou a favor do prolongamento do embargo de armas ao Irão para lá de 18 de Outubro. Rússia e China votaram contra. Os outros 11 membros abstiveram-se. (Abril)

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Corte de água a Hasaka é um «crime de guerra e contra a humanidade»

A diplomacia síria condenou esta segunda-feira o «crime» perpetrado pelas forças de ocupação turcas no Nordeste do país, ao cortar o abastecimento de água potável a mais de um milhão de pessoas.

O documento sublinha que as forças militares turcas e norte-americanas, os terroristas do Daesh e do Hayat Tahrir al-Sham, e os militantes das chamadas Forças Democráticas Sírias (na sua maioria curdas) continuam a minar a soberania e a independência da Síria, numa violação clara da Carta das Nações Unidas. «É tempo de a ocupação acabar», frisa o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros. (Abril)

domingo, 23 de agosto de 2020

«Troca-tintas»

[De Filipe Diniz] A hipocrisia e a duplicidade do discurso político oficial nos EUA têm uma longuíssima tradição. Contaminam todos os seus serventuários e vassalos e sobretudo são hoje parte integrante daquilo que os grandes media globais veiculam.
[…]
É assim que destruir a Jugoslávia ou a Líbia e assassinar os seus dirigentes é «ingerência humanitária», mas defender a pátria de armas na mão – como Cuba é obrigada a fazer há mais de seis décadas – é «ditadura». (avante.pt)

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

«Três exemplos»

[De Ângelo Alves] Líbano. Bielorrússia. Venezuela. Estes três exemplos demonstram que mesmo no contexto da pandemia o imperialismo não desiste de uma agenda de confrontação, conspiração e ingerência que tem como objectivo central manter o seu domínio hegemónico e submeter todos os países e povos que lhe façam frente. (avante.pt)

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

«Contra o imperialismo e as revolucións de cores. Non pasarán!»

[De Mar de Lumes] E neste caso, a defensa da soberanía nacional é o contrario de lexitimar a descarada inxerencia dos EUA e da UE. Somos antiimperialistas e consideramos o imperialismo como o maior inimigo que a humanidade enfronta.
[…]
Por tanto, do Comité Galego de Solidariedade Internacionalista Mar de Lumes, só podemos opornos a este Maidan reciclado que nos tratan de vender como a última epopeia pola democracia. Defendemos a soberanía da Bielorrusia e estamos contra todo fortalecemento do sistema imperialista. (mardelumes.org)

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Oposição bielorrussa: nacionalismo e privatizações para lá das «caras simpáticas»

A Bielorrússia está na berlinda mediática, mas não para explicar o programa da oposição: privatizações, perda de direitos laborais, integração nas estruturas ocidentais... O jornalista Bojan Tsonev leu as propostas.

«A situação económica, já de si difícil devido à pandemia de Covid-19, agravar-se-ia», defende Bojan Tsonev ao ser confrontado com o conteúdo das propostas da oposição, alertando que a Bielorrússia poderia ficar condenada a repetir experiências já ocorridas na Europa de Leste: «privatizações selvagens, descida do nível de vida, criminalidade, crescendo do nacionalismo, do conservadorismo e do anticomunismo, aumento da emigração, servilismo económico, entre muitos outros efeitos adversos». (Abril)

terça-feira, 18 de agosto de 2020

«Quatro vias para o golpe nos EUA»

[De António Santos] A cada novo tweet, Trump levanta um pouco o véu sobre o golpe que está em cima da mesa da sala oval. Vencer a pugna eleitoral respeitando as regras democrático-burguesas está, para já, fora dos planos dos republicanos.
[…]
Joe Biden não é apenas fraco, confuso e lento quando fala. Também o é política e moralmente, no seu percurso tão colado às mesmíssimas opções da administração Trump no favorecimento dos privilégios e das desigualdades, na guerra imperialista e na recusa de conceder ao povo estado-unidense direitos básicos de saúde, educação e habitação. O único mérito facilmente reconhecível em Biden é não ser Trump. E só isso não basta para impedir um golpe. (avante.pt)

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Lukashenko alerta para o perigo de desaparecimento do Estado bielorrusso

Também ontem, a oposição realizou uma grande manifestação no centro de Minsk para exigir a anulação das eleições e realizar aquilo a que chama «eleições democráticas», no contexto das pressões exercidas por países vizinhos da Bielorrússia – como Polónia, Letónia e Lituânia, exemplos de democracia ocidental, com muito revisionismo histórico, marchas (neo)nazis e tropas da NATO nos seus territórios –, além dos fortes empurrões dados pela União Europeia e os Estados Unidos.

A ingerência nos assuntos internos da Bielorrússia é mais do que clara e faz lembrar exemplos do guião de manipulação aplicado e visto na Ucrânia, na Venezuela ou na Síria. A Radio Free Europe – fundada e paga pelos Estados Unidos – tem sido um dos meios mais activos na transmissão das imagens da «luta pela liberdade» (ver @oriolsabata).

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), uma das organizações de fachada do intervencionismo norte-americano, tem menos pejo que a máquina mediática a impor a «revolução» e não se coíbe de mostrar ao que vai: «Os EUA procuram promover o surgimento de uma Bielorrússia democrática, orientada para o mercado», afirma a USAID Belarus. (Abril)