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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Associação Iúri Gagárin assinala os 75 anos do fim da guerra

Com uma iniciativa simbólica em Lisboa, a Associação pretende lembrar «o contributo dos soldados soviéticos, determinante para a vitória na Europa e no Oriente».

Também no âmbito das comemorações do 75.º aniversário da vitória da URSS e aliados sobre o nazifascismo, a Associação Iúri Gagárin apresenta a exposição «Cartazes de guerra e vitória», em colaboração com a agência federal russa Rossotrudnitchestvo.

A Associação divulga ainda o concerto «Uma Vitória de todos» e a exposição de desenhos «O Mundo foi salvo pelo soldado soviético», ambos online. (Abril)

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Comunistas denunciam exclusão das comemorações oficiais da resistência eslovaca

«Quer se goste hoje, quer não, foram sobretudo os comunistas e os seus familiares que pagaram cruelmente pelas suas acções e atitudes, e pagaram o preço mais alto – com as suas vidas. Este facto deve ser claro para vocês e para os funcionários do Museu da Revolta Nacional Eslovaca em Banská Bystrica», sublinha a missiva.

«As comemorações da Revolta Nacional Eslovaca nunca foram e jamais serão apolíticas», frisam os comunistas, que consideram «ridículo» que se afirme que as celebrações de um levantamento antifascista «não têm nada a ver com política». (Abril)

domingo, 2 de agosto de 2020

Melitón Manzanas, 52 anos depois (contra o branqueamento de um nazi torturador)

Contra a lavagem da imagem, por certa imprensa espanhola, de Melitón Manzanas, trazemos à tona um excerto da tradução do texto de César Arrondo, «Melitón Manzanas, 40 anos depois», publicado no dia 2 de Agosto de 2008.

A 2 de Agosto de 1968 morre, em consequência do primeiro atentado da ETA, Melitón Manzanas, um emblema da repressão franquista em Euskal Herria. Este polícia espanhol foi chefe da Brigada Político-Social de Gipuzkoa, e considerado o expoente máximo do terror franquista no território basco.

Alguns cronistas afirmam que Melitón Manzanas foi encarcerado em 1936 pelos republicanos, acusado de simpatias com o regime falangista emergente. Uma vez acabada a guerra civil, Franco nomeia-o, em 1941, inspector em Irun, dando-lhe carta livre para realizar todo o tipo de violações dos direitos fundamentais das cidadãs e dos cidadãos bascos. Tudo aponta para que ainda lhe sobrasse algum tempo para se pavonear como um bruto provocador em certos bares e lugares públicos de Gipuzkoa, e também para colaborar com os nazis, especialmente com a Gestapo. Definitivamente, Manzanas foi catalogado como um torturador de extrema brutalidade.

Caíam em saco roto todas as denúncias sobre a barbaridade cometida, bem como sobre os métodos utilizados para arrancar as confissões a uma parte das suas vítimas. Foi a partir dessas «técnicas terroristas» que manteve o estado de terror em Gipuzkoa, convertendo-se no senhor da vida e da morte dos cidadãos e das cidadãs bascas, até àquele 2 de Agosto, quando foi justiçado. Convém lembrar que a notícia da sua morte libertou um clima de satisfação entre a cidadania, sem distinção de proveniências políticas.

O presidente do Estado espanhol em 2001, José María Aznar, em total sintonia com Mayor Oreja, condecorou o torturador, atribuindo-lhe a Real Orden del Reconocimiento Civil a las Víctimas del Terrorismo. / LER texto na íntegra em: aseh

domingo, 19 de julho de 2020

«George Dimitrov: líder histórico da luta contra o nazifascismo»

[De Pedro Oliveira] Ao desmascarar o fascismo – ameaça que continua presente hoje em vários países e inclusive no Brasil –, Dimitrov apresentou uma tática de luta política inigualável: a síntese que fez em pleno tribunal da tática dos comunistas representa ainda hoje um lema mobilizador para os revolucionários de todo o mundo: trabalho de massas, luta de massas, resistência de massas, frente única, nenhuma aventura!

Na edição de agosto/setembro de 1949, da Revista Problemas do Partido Comunista do Brasil, PCB na época, Dominique Desanti publicou uma tradução do Depoimento de Dimitrov e parte do diálogo travado por Dimitrov com seus algozes nazifascistas, que aqui reproduzimos: / Ver: vermelho.org

terça-feira, 14 de julho de 2020

«Ucrania y los nazis – El Corpus Nacional entra en batalla»

[De Rostislav Ishchenko] No sé por qué razón (tal vez una enfermedad genética o una infección transmitida por el aire), pero ninguna fuerza política en Ucrania quiere aprender de ejemplos históricos, tratando de inventar su propia «bicicleta ucraniana» cada vez y caminando regularmente sobre el mismo rastrillo ucraniano de los nazis.
[…]
Los nazis han tomado el poder en Ucrania a través de sus esfuerzos, y no van a renunciar a él. (EH Donbass)

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Inaugurado em Rzhev o Memorial ao Soldado Soviético

Foi inaugurado a 30 de Junho, com uma cerimónia em que participaram os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Bielo-rússia, Alexandr Lukachenko, e vários veteranos da Grande Guerra Patriótica, o Memorial ao Soldado Soviético em Rzhev.

O monumento foi construído a partir de um movimento de angariação de fundos, no qual se integrou o concerto solidário, realizado pela Associação Chance+ e a Associação Iúri Gagárin em Oeiras.

Ver: Notícia na RT (em castelhano) / Notícia na agência BelTA (em castelhano)

Vídeo oficial da inauguração (em russo)Mais info: associacaogagarin.pt

sexta-feira, 26 de junho de 2020

«Na Grande Guerra Pátria, a música – guerreira da paz»

[De Manuel Pires da Rocha] Em 22 de Junho de 1941 a Alemanha nazi invadiu a União Soviética, sem aviso e em força, dando início à Operação Barbarrossa. Logo a 26 de Junho, as tropas soviéticas que partiram da Estação Bielorusskaya para a frente de batalha, despediram-se de Moscovo ao som de Svyashennaya Voiná (Guerra Sagrada), de Vasily Lebedev-Kumatch (texto) e Aleksandr Aleksandrov (música). A canção foi ali estreada pelo grupo musical militar que viria a dar origem ao mundialmente famoso Ensemble Aleksandrov. Enquadradas na música de combate, as palavras «ergue-te, País imenso / ergue-te para a batalha mortal» eram, simultaneamente, mobilizadoras e esclarecidas: «que a fúria nobre / ferva como uma onda! / Esta é a guerra do povo, / esta é a guerra sagrada». (avante.pt)

sexta-feira, 22 de maio de 2020

«Victoria sobre el fascismo, malversaciones y tergiversaciones»

[De Manuel Valdés Cruz] Los intentos de tergiversación de la historia sobre lo ocurrido en la Segunda Guerra Mundial chocan con la verdad. Tercos, los hechos salen a la luz, aunque Estados Unidos y sus aliados intenten, usando toda la maquinaria de la industria transcultural, cambiar la historia y presentarse como los únicos protagonistas de la victoria sobre el fascismo (Granma)

quinta-feira, 21 de maio de 2020

«Fascismo e "regime de sonho"»

[De José Goulão] Unidas na negação da História da Segunda Guerra Mundial e num ritual de vingança dos que a perderam, as democracias liberais e «iliberais» convergem também na plataforma fascista que assegurará a sobrevivência do neoliberalismo como «regime de sonho do capitalismo» – que não hesitará em atropelar os colaborantes não fascistas se a tanto for preciso chegar.

No entanto, apesar da complexidade e dos perigos da situação, com mais ou menos apertadas camisas-de-força, o problema de fundo não se alterou: para extirpar o monstro é necessário derrotar o capitalismo. (PCB)

quinta-feira, 14 de maio de 2020

«O nosso lugar»

[De Gustavo Carneiro] Perante este percurso, não é de admirar que, em tempo de pandemia, estejamos na linha da frente em defesa da saúde e dos direitos. Nas organizações populares chinesas e nas brigadas médicas internacionalistas cubanas. Na República Socialista do Vietname e no Estado indiano de Kerala, onde se registam baixíssimas taxas de incidência e mortalidade por Covid-19. E, por cá, onde quer que haja um protesto para fazer, uma proposta para apresentar, uma luta para travar, um direito para defender. Não estamos sozinhos, nunca o estivemos, mas a nós, comunistas, saberão sempre onde nos encontrar: na frente de qualquer combate justo, por mais difícil que se apresente. (avante.pt)

domingo, 10 de maio de 2020

Bascos que deram a vida na Grande Guerra Pátria nas fileiras do Exército Vermelho

Armada Gorrian, Aberri Guda Handian bizia eman zuten euskaldunen zerrenda.
Lista de vascos que dieron la vida en la Gran Guerra Patria en filas del Ejército Rojo.
Ver: Sare Antifaxista via @Drazmihailovitx [NOTA: os nomes dos locais de origem estão em castelhano.]

sábado, 9 de maio de 2020

Coro do Exército Vermelho – «Dia da Vitória»

9 Мая День Победы9 de Maio é Dia da Vitória! Maiatzaren 9a Garaipen Eguna da!

sexta-feira, 8 de maio de 2020

«La Bandera Roja en tiempos del Coronavirus»

[De Ángeles Maestro] La devastadora experiencia de la invasión alemana, junto a la memoria toda viva de la Revolución de Octubre y de la victoria posterior frente a toda la reacción internacional, permitió al pueblo soviético comprender qué supone exactamente el dilema formulado por Rosa Luxemburg, «Socialismo o Barbarie» y hasta qué punto la defensa de la vida y la lucha por el socialismo es una misma cosa. Así se engendró la hazaña más heroica de todos los tiempos.
[...]
cuando se cuentan por millones las personas que han perdido su empleo, mientras se dilapida la vitalidad, la inteligencia y la creatividad de quienes no tienen recursos para desarrollarlas, en estos difíciles momentos, la Bandera Roja en el Reichstag es la afirmación más contudente de la esperanza en el futuro. Porque la infección la produce el Coronavirus, la epidemia es el capitalismo. (lahaine.org)

«75 anos da vitória sobre o nazi-fascismo. Obrigado!»

A 2 de Maio de 1945, culminando o imparável avanço do Exército Vermelho, a bandeira da União Soviética foi hasteada no Reichstag, em Berlim, e poucos dias depois a Alemanha nazi assinava a sua capitulação incondicional.O dia 9 de Maio de 1945 passou a ser conhecido como o «Dia da Vitória», porque simboliza a vitória sobre o nazi-fascismo e o seu sinistro projecto de exploração e opressão dos povos. / Ver: manifesto74

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Muitas iniciativas online para comemorar os 75 anos da vitória sobre o nazifascismo

A 4.ª Festa da Vitória e da Paz, e o desfile do «Regimento Imortal» não se realizam, dado o contexto de emergência sanitária. Mas «a importância da data» e o seu «significado actual» serão assinalados.

Assim, estes as associações Iúri Gagárin e Chance+ decidiram alargar até 2021 o conjunto iniciativas – como exposições, colóquios, sessões – que já tinham começado e iriam decorrer até ao final deste ano, bem como promover iniciativas na Internet, «desde já e em torno do dia 9 de Maio». (Abril)

domingo, 26 de abril de 2020

Gernika, 83 anos

Passam hoje 83 anos sobre o bombardeamento de Gernika (Bizkaia), levado a cabo pela Legião Condor alemã e a Aviação Legionária italiana, ao serviço dos fascistas espanhóis, no contexto da Guerra de 36 ou Guerra Civil espanhola.

O ataque aéreo sobre a população civil, denominado «Operação Rügen», provocou um número indeterminado de vítimas mortais na vila biscainha, que foi arrasada pelas bombas e o fogo.

As estimativas mais baixas apontam para as três centenas de mortos. Outros estudos revelam um número de vítimas mortais acima de mil – o que foi realizado pela Universidade do Nevada, apontado pela Wikipédia em euskara, refere mesmo «mais de 2000» vítimas.

O bombardeamento de Gernika teve grande repercussão internacional, tornando-se um símbolo da barbárie nazi-fascista. No entanto, tal como explica @Drazmihailovitx, está longe de ser um caso isolado: só entre Abril e Junho de 1937 foram bombardeadas 80 localidades na Bizkaia. E, desde então, muitas outras Gernikas tiveram (e têm) lugar – Síria, Palestina, Iémen...

Extensa informação (em castelhano) sobre o bombardeamento de Gernika em @Drazmihailovitx

terça-feira, 10 de março de 2020

«Llamamiento del Partido Comunista de Ucrania a los comunistas y antifascistas de todo el mundo»

[De PCU] El 27 de febrero de 2020, el Ayuntamiento de Kiev, por mayoría de votos, adoptó una resolución sobre la celebración en Kiev de fechas y aniversarios memorables. Este año, Kiev celebrará los aniversarios del nacimiento de asesinos, matones, verdugos y antisemitas nazis
[…]
Queridos camaradas, el Partido Comunista de Ucrania les pide que no ignoren esta manifestación flagrante del neonazismo y el hecho de la glorificación de los criminales nazis. Le instamos a difundir esta información lo más ampliamente posible en los medios de comunicación, desde las posiciones parlamentarias y condenar la práctica similar de las autoridades ucranianas en sus llamamientos. (euskalherria-donbass.org)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

«Leninegrado: martirizada insubmissa e heróica»

[De Gustavo Carneiro] Leninegrado, berço da primeira revolução socialista vitoriosa, foi agraciada após a Segunda Guerra Mundial com o título de Cidade Heróica. Esta condecoração, concedida igualmente a Moscovo, Stalinegrado, Minsk, Kiev, Odessa, Sebastopol, Novorossisk, Kerch, Tula e à fortaleza de Brest, destacava o extraordinário valor e heroísmo massivo dos seus defensores face aos ocupantes nazi-fascistas.

Da epopeia de Leninegrado disse o jornalista norte-americano Harrison Salisbury que o «clímax de tragédia e de bravura» ali atingido «supera a nossa capacidade de compreensão». Cercada durante quase 900 dias, Leninegrado nunca foi conquistada e tamanha insubmissão teve um elevado custo: dos três milhões de habitantes, um milhão morreu durante o cerco – de fome, de frio ou sob as bombas alemãs. A estes somam-se os 300 mil soldados que deram a vida para defender e libertar a cidade. (avante.pt)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

«Lembranças – a propósito da libertação de Auschwitz»

[Auschwitz: nos 75 anos da libertação do maior campo de concentração nazi pelas tropas soviéticas, recordamos uma reflexão, de 2017, sobre esta «fábrica da morte».] A propósito de Auschwitz e da sua libertação, não é demais recordar o enorme sacrifício da União Soviética com a guerra e o contributo decisivo do Exército Vermelho para a derrota do nazi-fascismo – desde o início sujeitos a campanhas de enredo e descentramento. (Abril) / Ver: «Há 75 anos o Exército Vermelho libertou Auschwitz» (avante.pt)

sábado, 25 de janeiro de 2020

«Há 75 anos o Exército Vermelho libertou Auschwitz»

[De Gustavo Carneiro] Assinala-se na próxima segunda-feira, 27 de Janeiro, 75 anos sobre a libertação do campo de extermínio nazi de Auschwitz. Do muito que já se disse sobre o assunto, e do que seguramente se dirá nos próximos dias nos meios de comunicação social dominados pelo grande capital, não sobressai devidamente a identidade do libertador: a União Soviética e o seu Exército Vermelho.
[…]
Ao pretender reescrever a História, o imperialismo não procura apenas apagar o papel decisivo da União Soviética na derrota do nazi-fascismo e o alto preço que por tal pagou – mais de 20 milhões de mortos. Numa recente resolução do Parlamento Europeu (aprovada com os votos dos deputados portugueses do CDS, PSD, PS e PAN), equipara-se mesmo o nazi-fascismo ao comunismo, ocultando-se que um e outro são opostos nos princípios e nas práticas e que o primeiro foi derrotado em 1945 graças ao contributo determinante dos comunistas. (avante.pt)