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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Em tempo de ofensiva, exige-se o reforço efectivo da ACT

Entre os principais problemas detectados pela União dos Sindicatos do Distrito de Santarém, contam-se centenas de despedimentos ilegais, violação do direito a férias, salários em atraso, utilização abusiva e injustificada do lay-off, empresas que não salvaguardam a saúde dos trabalhadores, assédio moral, alteração unilateral de horários, incumprimentos na retribuição de trabalho extraordinário ou em dia feriado e violação da aplicabilidade da contratação colectiva.

A estrutura sindical afirma que tem vindo a intervir sobre eles nos locais de trabalho, mas destacando que essa acção «seria muito mais eficaz» se complementada com «uma intervenção reforçada da ACT». (Abril)

sábado, 29 de agosto de 2020

Capitalismo y lucha de clases en el Estado español [vídeo]

En 2017 entrevistamos en La Zurda al abogado Juan Manuel Olarieta, quien ya alertaba que no había salida de la crisis dentro del propio sistema capitalista y que había que construir el socialismo. Hoy estas palabras toman más fuerza todavía.«Hay que decir muy claramente a los trabajadores que si realmente quieren un trabajo, si realmente quieren una vivienda, qieren educación, quieren sanidad, etc., tendrán que luchar por una sociedad distinta, tendrán que luchar por el socialismo, porque el capitalismo no les a dar nada, es mas, lo poco que tengan se lo van a quitar». / Ver: La Zurda TV

«A polémica já não é sobre a Festa do "Avante!"»

[De Bruno Carvalho] esta ofensiva praticamente inédita, nos últimos anos, contra a Festa do «Avante!» não seria possível sem a instrumentalização do medo das pessoas em relação à pandemia. É a oportunidade perfeita, pensam todos. E daí a aliança política-económica-mediática para meter toda a lenha na fogueira. Não importa sequer que lhes caia a careca quando Marcelo celebra as Feiras do Livro de Lisboa e do Porto, que se aplauda a prova de Fórmula 1 no Algarve com tantos assistentes como a Festa do «Avante!», que haja concertos em vários pontos do país ou manifestações e comícios do Chega.
[…]
Já não se trata de saber se vais ou não à Festa do «Avante!». Trata-se antes de saber se vais estar do lado daqueles que vivem à custa do teu suor ou se vais estar ao lado daqueles suam ao teu lado e que sendo comunistas lutam por ti. (manifesto74)

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Precariedade na Arquitectura exige organização do sector

[Entrevista a representantes do Movimento de Trabalhadores em Arquitectura]
[...] essa ilusão da prática liberal, onde se recebe bem e que se traduz em óptimas condições de vida, é negada pela realidade, que nos mostra exactamente o contrário, que o trabalho em arquitectura é altamente precarizado, com uma falta de vínculos brutal, com salários abaixo da média nacional. (Abril)

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Estafetas da Swiggy protestam na Índia contra a enorme exploração

Os estafetas da Swiggy, uma das maiores plataformas de entrega de comida ao domicílio, denunciam cortes brutais nos rendimentos. A greve desta semana teve maior impacto em Chennai, Hyderabad e Déli.

Os trabalhadores da plataforma indiana têm estado a fazer greve e a realizar protestos em várias cidades do país subcontinental, acusando a Swiggy de ter aumentado aquilo que cobra aos clientes e reduzido drasticamente aquilo que paga a cada estafeta por entrega realizada: de 35 rupias (0,39 euros) para 15 rupias (0,17 euros).

Outros incentivos e bónus pagos aos estafetas, que, segundo o portal newsclick.in, variam de cidade para cidade, também foram reduzidos de forma substancial. Quando os estafetas deduzem as despesas com combustível e a manutenção dos veículos, fica muito pouco de rendimento. (Abril)

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

«Prou governar per a les elits! Hi ha una altra manera de viure»

[De Endavant / CAS: «Basta de gobernar para las élites! Hay otra manera de vivir»] La pandèmia de la Covid-19 ha fet evident que el capitalisme és incompatible amb la vida. En un moment en el qual era necessari dur a terme mesures valentes per tal que la factura social no recaigués en les treballadores, el règim borbònic del 78 ―i, per conseqüència, les autonomies― han salvaguardat el sistema econòmic per sobre de les necessitats de les classes populars.

Així doncs, hem vist com, en lloc d’agafar el control de la sanitat privada i passar recursos cap a la pública, s’ha fet just el contrari: els governs autonòmics han liquidat milers d’euros a la sanitat privada. / Ver: lahaine.org

sábado, 15 de agosto de 2020

«Fascismo sistémico»

[De Filipe Diniz] Se prosperam em muito lado movimentos fascistas, há que precisar que não se trata de qualquer fenómeno conjuntural. Pelo contrário, trata-se de uma solução política pela qual o capital monopolista tem particular preferência, que de algum modo já ensaiara antes de a palavra «fascismo» ser cunhada. A ditadura terrorista não é uma anomalia, é um instrumento privilegiado da dominação do capital monopolista. (avante.pt)

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

ELN: «No tenemos ninguna confianza en el Gobierno»

Entrevista realizada a varios comandantes del Ejército de Liberación Nacional (ELN) junto al parque del Catatumbo. El periodista Unai Aranzadi les pregunta acerca de las principales dudas y consecuencias que suscita su decisión de permanecer activos. Entre otros temas, responden de forma coral a las acusaciones de reclutar a menores, llevar a cabo secuestros para financiar su actividad y beneficiarse del cultivo de coca. También sobre la crisis humanitaria que se está generando en la región fronteriza con Venezuela.

El Ejército de Liberación Nacional (ELN) colombiano es hoy la guerrilla más antigua del mundo. Fundada el 4 de julio de 1964 al calor de la revolución cubana, ha estado ligada al guevarismo y la teología de la liberación cristiana. Actualmente varios de sus más destacados dirigentes se encuentran atrapados en Cuba sin poder regresar a Colombia. El Gobierno del derechista Iván Duque rompió las negociaciones que se llevaban a cabo en La Habana desde que el anterior presidente, el liberal Juan Manuel Santos, las iniciara en el año 2016 con el auspicio de Venezuela. (Resumen Latinoamericano)

terça-feira, 11 de agosto de 2020

«A impunidade fiscal do grande capital»

[De Tiago Cunha] Os detentores do grande capital e os principais beneficiários da distribuição dos dividendos gozam de privilégios que são incomportáveis do ponto de vista financeiro, inaceitáveis no plano social e economicamente insustentáveis.

A tributação dos rendimentos de capital não pode continuar a ser adiada. A impunidade dos poucos que tanto têm e não pagam impostos tem de acabar. (vozoperario.pt)

Governo libanês demite-se mas milhares continuam nas ruas

Ontem à noite, milhares voltaram para as ruas, após o anúncio de demissão do governo, insistindo numa mudança de raiz num sistema político que consideram ineficaz, corrupto e dominado por dinastias e interesses sectários.
[…]
As provocações e os intentos de desestabilização por parte daqueles que acenam com milhões em ajudas para rescontruir Beirute e, de forma neocolonialista, «exigem» reformas no país não passaram por certo despercebidos à resistência – e os seus apoiantes não caíram em tentações.
[…]
A explosão recente, lembra a PressTV, trouxe à tona os muitos males do país, e o caminho para uma «recuperação total» será duro, para lá das «ajudas externas». As divisões são grandes e reais. (Abril)

«Os vírus da pós-democracia do pós-capitalismo»

[De Manuel Augusto Araújo] A epidemia viral instalou-se, fazendo explodir com uma facilidade e uma velocidade inusual formas de vida, realidades sociais, equilíbrios geopolíticos, dogmas económicos.

O distanciamento social, o confinamento obrigatório que preventivamente visou e visa a expansão da pandemia, tanto quanto interrompeu o crescimento económico sem medida nem fim, também trouxe para primeiro plano as desumanas desigualdades sociais. São as classes mais desfavorecidas as mais atingidas pelo contágio e as que mais sofrem económica e psicologicamente com o confinamento pelas condições em que vivem. Além da diferença de recursos financeiros, em que uns navegam no limiar da sobrevivência e outros só são marginalmente atingidos em alguns bens supérfluos, também a pressão psicológica é extremamente diferente numa família de quatro pessoas em isolamento num T1 num edifício urbano e uma com a mesma dimensão a vivê-lo numa moradia com jardim e piscina plantada à beira-mar. (Abril)

Ver tb.: «Mais de 20 países pediram mil milhões de doses da vacina russa contra a Covid-19» (Abril)

domingo, 9 de agosto de 2020

«LAB cierra filas con la dirección de Gara/Naiz»

[De Juanjo Basterra] Si os molesta que haya visto la luz lo que ocurre en esa empresa, lo que tenéis que hacer es estar con los trabajadores no con la dirección. Llevamos desde 2007, más o menos, con procesos de salida de trabajadores y trabajadoras fijas de la empresa, en donde la temporalidad está al orden del día, pero LAB mira a otro lado. Entonces, también nos bajamos un 10% el sueldo, que se mantiene, y además llevamos bastantes años con el sueldo congelado.
[…]
Tampoco ha habido ninguna crítica a la dirección durante este tiempo que ha situado a Gara/Naiz en una situación difícil de cara a su futuro y que, como siempre, pagan las y los trabajadores, no sus directivos. Aunque de esos planes que lo diga la dirección, que los tiene. (lahaine.org)

«Media, política, ideologia»

[De Fernando Correia] A situação de excepcionalidade criada pela pandemia veio dar oportunidade a que, indo para além das adequadas medidas impostas pela ciência médica, pelo bom senso e pela salvaguarda da saúde das pessoas, alguns tentassem – passando por cima de realidade tão óbvia como as profundas desigualdades sociais expostas pela situação – avançar para objectivos mais profundos e duradouros, promovendo o medo, o alarmismo, o individualismo, o conformismo, a criminalização da luta, o ataque aos direitos dos trabalhadores, as limitações às liberdades democráticas e constitucionais.

A integração dos grupos de comunicação social – através de «noticias», «análises», «comentários», «conselhos», «advertências», etc. – nessa campanha mais ou menos disfarçadamente favorável ao confinamento político e ideológico, para hoje e para amanhã, se possível para sempre, é um bom pretexto, se bem que outros nunca vão faltando, para sistematizar algumas reflexões genéricas sobre os media e a sua actual situação. (O Militante)

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

«Os Alegados "Malucos" do Sistema»

[De Ivo Rafael Silva] Trump e Bolsonaro são malucos, sim, mas são-no na estrita medida em que são agentes e defensores do capital. São malucos em estreita relação com as traves mestras desse liberalismo social-darwinista, que tantos ditos moderados defendem.
Quanto mais defensores do liberalismo e do sistema capitalista, mais malucos se tornam. (manifesto74)

terça-feira, 28 de julho de 2020

Bilionários brasileiros juntaram mais 34 mil milhões de dólares na pandemia

Enquanto as grandes fortunas crescem, 40 milhões de pessoas devem ficar desempregadas na América Latina em 2020. Só no Brasil, mais de 600 mil micro, pequenas e médias empresas fecharam as portas.
[…]
Como o ministro não falou em tocar nas grandes fortunas, lucros e dividendos, Katia Maia sublinhou que os interesses da maioria continuam a não ser considerados. «Ninguém parece ter a intenção de tocar nos privilégios dos mais ricos, que nunca pagaram uma parte justa de impostos. É como se a maioria da população não tivesse o direito a uma vida digna», denunciou. (Abril)

A dura luta dos trabalhadores indianos em tempos de pandemia

Com a entrada em vigor do confinamento (lockdown) a 25 de Março, milhões de trabalhadores, dependentes de rendimentos diários e que se viram sem trabalho, tentaram sair de grandes cidades como Déli, Mumbai, Chennai e Calcutá, entre outras, e regressar às suas terras.

No entanto, uma pequena parte decidiu ficar nas cidades, onde, mesmo já com as restrições da quarentena e a diminuição a pique na oferta de trabalho, conseguiram ir arranjando empregos precários para ganhar algumas rupias. (Abril)

segunda-feira, 27 de julho de 2020

«Proletario izaera» [«La condición proletaria»]

[De Ainhoa Vidal] Mugimendu sozialista indartsurik gabe, ordea, proletalgoa subjektu ekonomiko bezala existitzen bada ere, ez da bloke politiko eta kultural gisa errealitate sozialean ageri. Bere egoera iraultzeko gai den indar sozial gisa ager dadin, ulermen eta ekinbide marko propioa dituen subjektu politiko gisa eraiki beharko da. Bestela, bere egoeraren aurrean erreakzionatzen ez duen bitartean edo erreakzioa erantzun espontaneoetara mugatzen duen bitartean, proletalgoa baldintza miserableetan bizitzera ohitzea beste aukerarik ez duten pertsonen multzoa izango da, kapitalismoaren harreman forma lehiakor eta erasokorrak bere artean erreproduzitzen jarraituko duena eta ez duena bere interes komunen jakitun izan gabe gizartearen etorkizuna bere eskuetan hartzeko hauturik egingo. (gedar.eus)

[CAS: sin contar con un movimiento socialista fuerte, el proletariado no aparece como bloque político y cultural en esta realidad social, aunque exista como sujeto económico. Para que aparezca como fuerza social capaz de revertir su situación, habrá que construirlo como sujeto político dotado de su propio marco de comprensión y de acción. En caso contrario, mientras no reaccione ante su situación o se limite a respuestas espontaneas, el proletariado será el conjunto de personas que no tienen otro remedio que acostumbrarse a vivir en condiciones miserables, y que continuarán reproduciendo entre ellas los modos de relación competitivos y agresivos propios del capitalismo. Y sin ser conscientes de sus intereses comunes no optarán por tomar las riendas del futuro de la sociedad en sus manos.]

domingo, 26 de julho de 2020

«O racismo não é um papão»

[De André Solha] Recentemente tenho visto alardeada a tese de que o excesso de discussão sobre o racismo na esfera pública potencia o crescimento do racismo. Ora, o racismo não é um monstro que se auto-alimenta, e também não é um papão que desaparece se deixarmos de falar dele. Ele tem uma origem definida e serve interesses claros, os interesses da classe dominante.

ele cresce graças à crescente massa de deserdados do sistema, nossos companheiros e companheiras de classe, a quem o regime democrático burguês, não sendo capaz de responder aos seus anseios, aliena por acção da sua ideologia, fazendo-os crer que a culpa do seu baixo salário não é do patrão que os explora, mas do emigrante que aceita fazer o mesmo trabalho por menor salário. (manifesto74)

sábado, 25 de julho de 2020

«La Segunda Marquetalia. La lucha sigue» (livro)

[De Iván Márquez] El libro es una crónica de la marcha llena de vicisitudes que hicieron varios de los comandantes y guerrilleros que sufrieron en carne propia la traición de los Acuerdos de La Habana, hacia las selvas del sur de nuestro país, para reemprender la lucha armada. Y al mismo tiempo es una síntesis de nuestro historial de lucha y lo que nos proponemos en el presente, lo cual se escribe desde la pluma de Iván Márquez fundamentalmente, con las voces de los fundadores del nuevo proyecto. Explica el texto aspectos desconocidos de la época de las conversaciones, del inicio del proceso de reincorporación, de la realización de la Décima Conferencia Nacional de Guerrilleros, del Congreso Constitutivo del Partido de La Rosa.
Y los aspectos que configuraron las traiciones que obligaron al rearme y a la creación del proyecto político-militar que hoy encarnamos cumpliendo con el deber decoroso de no dejar morir la esperanza en la Colombia Nueva, pese a tantas adversidades que son precisadas, en síntesis pero con suficiencia, en esta pintura de la selva y de los hechos políticos que rodearon la más deplorable y vulgar perfidia de lo que han sido los tratados de paz en el mundo. (lahaine.org)

«A covidização do capitalismo»

[De António Santos] A digitalização que aí vem é o corolário histórico da financeirização da economia pelo capital fictício e monopolista. A digitalização que aí vem abre a porta a níveis nunca antes vistos de automação porque cria as condições técnicas e políticas para o controlo social de milhões de «inúteis» finalmente afastados dos cada vez mais complexos e frágeis circuitos globais de mercadorias por onde se espalhou o coronavírus.

Se for conduzido pelos que hoje detêm o poder político, o processo de digitalização e automação em curso tornará o mundo mais desigual ainda. Se for conduzido pelos de sempre, servirá para melhor controlar e reprimir os que não têm poder, contribuirá para aprofundar a destruição dos recursos naturais do planeta e acelerar as mudanças climáticas que ameaçam a vida na terra. (vozoperario.pt)