«A escolha dos nomes dos acampamentos, das escolas e demais estruturas do movimento [sem terra] devem levar em consideração a marca e simbologia das histórias de lutas pela transformação social no mundo», explica Fábio Nunes, morador no Assentamento Ho Chi Minh e membro da direcção regional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) da região metropolitana em Minas Gerais.
Tendo em conta que o assentamento foi fundado a 16 de Setembro (de 2005) e «tendo como referência o legado do grande lutador vietnamita e a marca do mês de Setembro (mês da sua morte) nas ocupações que marcaram a vida das famílias», a comunidade escolheu o nome de Ho Chi Minh, acrescenta o texto, publicado no portal do MST, onde se faz ainda uma breve apresentação da figura daquele que nasceu como Nguyen Sinh Cung e ficou conhecido para o mundo como Ho Chi Minh, «aquele que ilumina».
Localizado no município de Nova União, o Assentamento Ho Chi Minh possui uma área de 786 hectares, 40% da qual é destinada à preservação e recuperação dos recursos naturais, com grande diversidade de fauna e flora, e grande variedade de produtos agrícolas. (Abril)
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sábado, 5 de setembro de 2020
sábado, 15 de agosto de 2020
Após 60 horas de resistência, famílias do MST são despejadas com violência em MG
O desfecho do despejo se deu após três dias de resistência dos acampados, que ocupam o local há 22 anos. Cerca de 450 famílias viviam na área da usina falida Ariadnópolis, da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (Capia), que encerrou as atividades em 1996.Após a ocupação e revitalização das terras a partir de 1998, os agricultores estão em constante disputa com os proprietários da Companhia, que reivindicam posse do local recuperado ao longo dos anos pelos sem-terra. O Quilombo Campo Grande conta com 11 acampamentos organizados na área. São plantados, em média, 600 hectares de terra anualmente. (Brasil de Fato)
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quinta-feira, 4 de junho de 2020
Brigadas do MST levam solidariedade para fora do Brasil
Em tempos de pandemia, o MST montou uma campanha nacional para «combater as desigualdades do sistema capitalista» e «reduzir o impacto da crise económica que se acentua» no Brasil. Só em Abril, doou 500 toneladas de alimentos. Desde o início da crise sanitária, partiram mais de 1200 toneladas dos acampamentos e assentamentos com destino às camadas mais desfavorecidas.Fora do Brasil, o MST tem brigadas internacionalistas a trabalhar noutros países latino-americanos – Haiti e Venezuela –, onde também ajudam a impedir o desabastecimento das populações no contexto do actual surto epidémico, mas cuja acção internacionalista e solidária teve início muito antes da Covid-19. Fora da América, a Brigada Internacionalista Samora Machel trabalha na Zâmbia, em África. (Abril)
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domingo, 3 de maio de 2020
«Trabalhadores agrícolas imigrantes: Precários e explorados»
Chega a haver situações a roçar a escravatura, há máfias organizadas, em alguns casos passam fome. Uma boa parte dos cerca de 30 mil trabalhadores agrícolas que erram entre Algarve e Alentejo ao sabor das campanhas e safras agrícolas não tem qualquer tipo de segurança e vive em total precariedade. Outros têm mais sorte e chegam a trazer as famílias.A maioria são indo-asiáticos, provenientes da Índia, Bangladesh, Nepal, Paquistão, Tailândia. No interior do Alentejo há muita gente africana. Mas também chegam do Leste europeu, Moldávia, Ucrânia, Roménia. E do Brasil.
Saltam entre Algarve e Alentejo ao sabor das campanhas (frutos vermelhos, azeitona, uva), mas muitos deambulam por regiões mais longínquas, vão à campanha da pera no litoral Oeste, chegam às vinhas do Douro ou até às vinhas de Trás-os-Montes. Mas é no sul do País que sobretudo se estabelecem. (jornaldoalgarve.pt)
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quarta-feira, 29 de abril de 2020
Desinvestimento público pode agravar impacto da Covid-19 no Semiárido brasileiro
O Semiárido brasileiro é uma região que ocupa aproximadamente 12% do território do país sul-americano, abrangendo mais de 1200 municípios, onde vivem cerca de 27 milhões de pessoas (12% da população brasileira), segundo dados do Ministério da Integração Nacional.Num cenário de «agravamento e sobrecarga» do serviço público de saúde, de «empobrecimento da população», de «aumento do desemprego», de «cortes nas políticas e programas sociais», o «retorno da fome torna-se uma realidade para as populações mais vulneráveis», alerta a ASA, sublinhando que «não haverá uma luta justa contra a expansão rápida da Covid-19» se no Semiárido brasileiro não houver «direitos humanos garantidos». (Abril)
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domingo, 12 de abril de 2020
«Trabajadores agrícolas: en toda Europa "puertos cerrados", pero explotación abierta»
Desde Italia hasta Gran Bretaña, desde Francia hasta Alemania, en todos los países europeos «ricos» ha habido una carrera hacia la mano de obra barata para la inminente campaña de recolección en el campo. Y así la política de «puertos cerrados» encuentra otra excepción para atraer a masas de desempleados de Europa del este: ¡la temporada de explotación está más abierta que nunca! (izquierdadiario.es)
«Alemania: comienzan a llegar miles de trabajadores como mano de obra barata para las cosechas»
Al igual que Gran Bretaña, Alemania depende de la importación estacional de mano de obra extranjera para recoger muchos de sus cultivos, lo que permite a los productores pagar salarios más bajos e imponer a los trabajadores peores condiciones de las que tolerarían los ciudadanos. (insurgente.org)
«Alemania: comienzan a llegar miles de trabajadores como mano de obra barata para las cosechas»
Al igual que Gran Bretaña, Alemania depende de la importación estacional de mano de obra extranjera para recoger muchos de sus cultivos, lo que permite a los productores pagar salarios más bajos e imponer a los trabajadores peores condiciones de las que tolerarían los ciudadanos. (insurgente.org)
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sexta-feira, 10 de abril de 2020
«Luta pelas 8 horas – 1962-2002» [documentário]
Documentário sobre a luta dos trabalhadores rurais do Sul de Portugal – nos campos do Ribatejo e do Alentejo – pelo direito à jornada de oito horas de trabalho.Filme sobre a luta pelas oito horas de trabalho. / Fonte: PCP
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terça-feira, 7 de abril de 2020
Para que alimentos não faltem em Minas, trabalhadores rurais precisam de apoios
Em Janeiro, centenas de trabalhadores viram afectadas as suas colheitas pelas chuvas fortes que devastaram algumas cidades no estado de Minas Gerais (Sudeste do Brasil). Agora, com a pandemia do novo coronavírus, cerca de 350 mil trabalhadores rurais lutam para conseguir manter e escoar a produção.Para fazer frente este período de crise, os trabalhadores rurais exigem ao governo estadual medidas de apoio às famílias e à produção, informa o Brasil de Fato. Na semana passada, dezenas de organismos do sector assinaram a «Plataforma Estadual de Emergência», um documento em que exigem ao governador do estado de Minas Gerais, Romeu Zema, acções como a compra directa de alimentos aos agricultores familiares e em áreas da reforma agrária. (Abril)
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domingo, 5 de abril de 2020
As comunas também combatem a Covid-19 na Venezuela
Na Comuna Socialista El Panal 2021, em Caracas, «a resposta ao vírus foi imediata», com a produção de milhares de máscaras. O acesso à alimentação está a ser acautelado através do projecto «Pueblo a Pueblo».Além da confecção de máscaras, na El Panal 2021 há várias outras iniciativas relacionadas com a quarentena decretada pelo governo de Nicolás Maduro. Por exemplo, grupos de professores estão a criar actividades escolares e de recreação para manter as crianças a estudar nesta fase – e levam as tarefas porta a porta.
As escolas da comuna têm um programa de alimentação para os jovens. No entanto, com a suspensão das aulas, os alimentos têm sido usados em refeições para toda a comunidade. Cerca de 200 famílias recebem marmitas diárias, distribuídas de casa em casa por membros da comuna. (Abril)
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quarta-feira, 4 de março de 2020
Agricultura familiar enfrenta grandes dificuldades com as políticas de Bolsonaro
Os agricultores com menos rendimentos com acesso ao Pronaf tendem a endividar-se ainda mais, uma vez que o governo tem desmantelado «programas complementares essenciais para o escoamento da produção familiar», defende Marcos Rochinski, coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar.«Além da política de assistência técnica, você precisa também assegurar uma política de comercialização. O que houve, por exemplo, com os principais programas de comercialização de agricultura familiar no último período? Os programas de aquisição de alimentos, de formação de estoque, que comprava dos agricultores familiares. Eles simplesmente foram exterminados. Acabaram», sublinha Rochinski. (Abril)
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terça-feira, 28 de janeiro de 2020
MST reafirma compromisso com a Reforma Agrária e a transformação social
Numa «Carta ao Povo Brasileiro», os sem-terra denunciam as agressões do capital e de Bolsonaro, e afirmam «estar de pé e dispostos a contribuir para o legítimo levante das massas populares».«Aqui estamos para afirmar a luta justa do povo pela sua libertação e por uma vida sem a lógica perversa da acumulação do agronegócio e da mineração», sublinha o MST, que apela ao povo brasileiro para que mantenha «a luta permanente» e construa «uma sociedade justa e igualitária», «uma sociedade socialista». (Abril)
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
Colômbia: 20 dirigentes sociais assassinados em duas semanas
A morte do indígena Quitumbo Ascue, esta terça-feira, no Cauca eleva para 20 o número de assassinatos de dirigentes sociais e ex-combatentes colombianos em 2020, segundo divulgou o organismo Indepaz.Num comunicado, o Conselho Regional Indígena do Cauca (CRIC) explicou que os factos ocorreram quando o dirigente se encontrava na sua zona de trabalho agrícola, a 50 metros de casa, local onde teriam acorrido homens armados, que dispararam vários tiros contra ele.
«Preocupa o nível de assassinatos em territórios indígenas no Norte do Cauca», alerta o CRIC. «Em comparação com os registados em Janeiro de 2019, há um aumento de sete casos, o que é sem dúvida um nível alarmante para as comunidades», afirma o organismo. (Abril)
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terça-feira, 14 de janeiro de 2020
Amazónia em risco com a «MP da grilagem» de Bolsonaro
A prática de desflorestar áreas públicas e falsificar documentos para simular a posse dos terrenos é conhecida como grilagem. Segundo a BBC News Brasil, o principal objectivo dos grileiros é vender as terras, lucrando com a valorização ocorrida após o desmatamento, uma vez que a área se torne apta para actividades agropecuárias. A pecuária é a actividade preferencial.A grilagem é apontada como uma das maiores causas do desmatamento na Amazónia. «A prática alimenta o mercado ilegal de terras na região, gerando uma corrida incessante por novas áreas de floresta. Essas áreas são visadas por desmatadores na expectativa de que venham a ser regularizadas futuramente — o que de facto tem acontecido», destaca a reportagem. (Abril)
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020
«Açaí com trabalho infantil»
[De Leandro Barbosa] A árvore da fruta, de tronco fino e flexível, passa com frequência dos 20 metros de altura e faz parte da paisagem e dos quintais de boa parte dos ribeirinhos do Pará. É difícil encontrar quem não saiba fazer uma peconha, como é chamado o laço usado para subir nas palmeiras e que batiza quem ganha a vida colhendo açaí, os peconheiros. O trabalho exige destreza, e o aprendizado começa na infância.[…]
As crianças são especialmente valorizadas nesse mercado. Elas são leves, o que reduz acidentes com a quebra dos galhos. Para otimizar o trabalho, muitos peconheiros se arriscam pulando de uma palmeira para a outra. Assim não precisam perder tempo descendo e subindo de árvore em árvore. Quanto mais frutas colhidas no menor tempo, maior o lucro. (PCB)
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
«A função social da terra só se cumpre com as mãos de quem a trabalha» [Reforma Agrária]
[Entrevista de Bruno Carvalho, em Maio de 2015 / Hoje, morreu António Gervásio] Há 40 anos, os trabalhadores agrícolas do Sul do País tomaram a decisão de romper com séculos de opressão baseada na propriedade das terras. Extensas herdades de uma minoria agrária com poder económico e político conviviam com a pobreza e a miséria da maioria do proletariado agrícola.Com Abril, encerraram-se as portas da brutalidade fascista e pôde semear-se nos campos aquilo a que Álvaro Cunhal chamou «a mais bela conquista da Revolução». À conversa com alguns dos protagonistas da Reforma Agrária, percorremos os caminhos do passado sem perder de vista o presente e o futuro de uma aspiração inscrita na história da luta dos trabalhadores portugueses. (vozoperario.pt)
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
Camponeses sem-terra em vigília contra despejos no Paraná
Inspiradas na Vigília Lula Livre, famílias sem-terra realizam há mais de uma semana uma acção de denúncia contra as ameaças de despejo por parte do governador do estado paranaense, Ratinho Júnior.No total, 212 famílias de três comunidades – Resistência Camponesa e Dorcelina Folador, criadas em 1999, e 1.º de Agosto, em 2004 – estão sob ameaça de despejo, correndo o risco de verem destruídas as casas, as explorações agrícolas e demais espaços que construíram ao longo de duas décadas. (Abril)
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
MST denuncia invasão e violência da PM em 2 acampamentos em Minas Gerais
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) revelou que a Polícia Militar invadiu, sem mandado, os acampamentos Pátria Livre e Zequinha, de onde acabaria por sair, esta manhã, após «2 noites de ameaças e violência».Juntos, o Acampamento Pátria Livre e o Acampamento Zequinha abrigam cerca de 1200 famílias, segundo o MST. As duas áreas são propriedade do empresário Eike Batista, preso por corrupção activa e lavagem de dinheiro, e encontravam-se abandonadas quando foram ocupadas, informa o Brasil de Fato. (Abril)
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
[Brasil] Na cadeia produtiva do café há trabalho escravo
O Brasil é responsável por 1/3 da produção global de café, mas nem tudo é «aroma, sabor, intensidade e prazer». Há violações sistemáticas, que incluem formas contemporâneas de escravidão, denuncia a Conectas.Numa peça hoje publicada no portal Brasil de Fato, Marques Casares, especialista em comunicação e semiótica, e director da agência Papel Social, centrada na investigação em cadeias produtivas, lembra que «seis multinacionais foram denunciadas por financiar trabalho escravo em fazendas de café no Brasil»: Nestlé, Jacobs Douwe Egberts, McDonald’s, Dunkin’ Donuts, Starbucks e Illy.
Além de «aroma, sabor, intensidade e prazer», a bebida «tem também algo que você paga, mas não gostaria de consumir: trabalho escravo, violência, descaso com seres humanos», critica. (Abril)
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terça-feira, 22 de outubro de 2019
Novo responsável pelo instituto da reforma agrária no Brasil é latifundiário
O novo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, responsável pela promoção da reforma agrária no Brasil, é fazendeiro e herdeiro de uma das maiores fortunas do Rio Grande do Norte.«O recém-nomeado presidente do Incra é a cara desse governo. É latifundiário, é escravocrata e criminaliza a luta social. Ele rasga a Constituição e os direitos dos trabalhadores. Cabe a nós organizar, resistir e lutar pela reforma agrária», disse ao Brasil de Fato Alexandre Conceição, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
[...]
Gerson Justino, da direcção regional do MST no Rio Grande do Norte, defendeu que «as perspectivas não são boas após a nomeação de um pecuarista e latifundiário para o comando do Incra», mais ainda tendo em conta «o poder político e económico da família Melo na região, onde é tensa a questão das terras onde estão os acampamentos dos sem-terra». «Inclusive, ameaçam as famílias com jagunços», denunciou. (Abril)
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sexta-feira, 19 de julho de 2019
Brasil aprovou mais agrotóxicos em 200 dias que a UE em oito anos
Em 200 dias, o governo de Bolsonaro formalizou mais registos de novos agrotóxicos (239) do que a União Europeia (UE) nos últimos oito anos (229). A denúncia foi feita pelo ex-presidente da Associação Brasileira da Reforma Agrária (ABRA), Gerson Teixeira, no artigo «Os ruralistas e os agrotóxicos – Uma contranarrativa».O texto destaca que o cenário é tão favorável ao agronegócio que a chamada «bancada ruralista» no Congresso deixou de insistir na tramitação do Projecto de Lei 6299/2002, conhecido como «PL do Veneno», da autoria do ex-senador Blairo Maggi, o «Rei da Soja». (Abril)
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