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quinta-feira, 16 de julho de 2020

«A bomba relógio»

[De Manuel Gouveia] Lénine aplicou coerentemente o direito à autodeterminação das Nações, e contribuiu decisivamente para que com o fim do Império russo, «uma imensa prisão de povos», um vasto conjunto de Estados independentes nascesse, a maioria dos quais escolheu então unir-se na URSS. Simultaneamente a URSS dava alento à luta dos povos oprimidos de todo o mundo, que iriam liquidar o colonialismo.
[…]
Lénine, e Estáline, que primeiro discordou mas depois assimilou e defendeu esta posição de Lénine, foram dirigentes de um Partido de vanguarda na luta pelo socialismo, foram dirigentes do Estado dos trabalhadores, lutavam pela emancipação dos trabalhadores e de todos os povos: não construíam impérios.

O pleno respeito pela autodeterminação das Nações não é uma bomba relógio: é um pilar indispensável à construção de um futuro de paz e cooperação entre os povos. Só que não é o único pilar. (avante.pt)

quarta-feira, 15 de julho de 2020

«Para que nos deixem ver as estrelas»

[De Bruno Carvalho] Enquanto ele limpava religiosamente a arma com uma escova de dentes, eu pensava para mim que é a perspectiva revolucionária que devolve a cada comunista o entusiasmo de cumprir cada tarefa independentemente da sua natureza e da distância histórica da ruptura com o capitalismo.
[…]
Mas não disparavam apenas. Como um formigueiro, cada um tinha uma tarefa. Todas as manhãs, um guerrilheiro imitava um pássaro e ia de 'cambuche' em 'cambuche' despertando-nos ainda noite escura. (manifesto74)

domingo, 7 de junho de 2020

«Construtivismo e vanguardas soviéticas» [vídeo]

Na edição n.º 239 do programa «Escuela de Cuadros», o comunicador visual Kael Abello, membro do colectivo utopix.cc, olha retrospectivamente para a arte soviética dos anos 20 e 30.

Fá-lo através de três obras exemplares: o cartaz «Livros», de Alexander Rodchenko; o livro Dlia golosa, de El Lissitzky e Vladimir Mayakovsky; e os izostats pedagógicos que ilustram o primeiro plano quinquenal da URSS.

«Constructivismo y vanguardias soviéticas»Os conteúdos do «Escuela de Cuadros» estão acessíveis em www.youtube.com/escuelacuadros e @escuela_cuadros. O Curso de Formação Marxista, em formacionescuelacuadros.blogspot.com.

Na Venezuela, o «Escuela de Cuadros» é transmitido todas as semanas na ViVe Televisión (segundas-feiras, 20h00, e quartas-feiras, 17h30) e na Alba TV.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

«Lénine e a electricidade»

[De Demétrio Alves] Mesmo dando por adquirida a existência de alterações climáticas derivadas das actividades socioeconómicas, e que se considerasse provado cientificamente que tais alterações são lesivas dos interesses e da segurança das sociedades humanas a médio e longo prazos, será que, através das asfixiantes propostas de transição neoliberal feita a mata-cavalos, o bem comum é salvaguardado de forma equitativa em termos mundiais? Na escala de pungentes necessidades humanas é a transição hipocarbónica que tem a prioridade? Por que motivo?

É que, em matéria de revoluções, políticas e tecno-económicas, é sempre necessário ter em conta a realidade objectiva e, sobretudo, que a as transições não sejam operadas à custa da maioria desfavorecida de trabalhadores em favor dos interesses da minoria capitalista cada vez mais rica. (odiario.info)

domingo, 17 de maio de 2020

«Libertação LGBT na Revolução de Outubro»

[De António Santos] A maioria dos historiadores atribui a libertação LGBT ocorrida na Rússia e na Ucrânia, durante a década de 20, ao colapso do edifício judicial do czarismo, à desordem da guerra civil, à circunstância embrionária das primeiras leis soviéticas ou, mais frequentemente, a um acaso fortuito da História. Nada mais equivocado. […] Não se pense, porém, que a revolução apagou séculos de preconceito num toque de mágica. (Abril)

domingo, 10 de maio de 2020

«La era de la salud pública nació en la URSS»

[De Juan Manuel Olarieta] El concepto y, sobre todo, la práctica de la salud pública no han existido siempre sino que son una conquista de la Revolución de Octubre. Algo tan sencillo como esa práctica cotidiana y actual que consiste en acudir a un centro médico para cuidar nuestras enfermedades gratuitamente se la debemos al esfuerzo de los bolcheviques.

La atención médica ha existido siempre… para unos pocos privilegiados; la atención a los obreros, los campesinos y la población, en general, sólo existen desde 1917 y sólo existirá en el futuro si somos capaces de defenderla al menos con tanta energía como pusieron otros en conseguirla. (aseh)

quarta-feira, 6 de maio de 2020

«Leitura #10 – Marxismo-Leninismo» [150 anos de Lénine]

Marx e Engels primeiro, e depois Lénine, tiveram um papel destacado na criação da ideologia que arma os trabalhadores na sua luta pela emancipação. Os três ajudaram a criar partidos e a criar Internacionais. Tiveram um papel destacado na condução de processos históricos, que no caso de Lénine foi mesmo na maior revolução que o mundo já conheceu. As suas vidas e os seus textos iluminam-nos, mas não são, nunca quiseram ser, uma nova axiomática ou um novo evangelho.

É no mundo concreto das relações de produção concretas que se encontra a força concreta que será capaz e terá que destruir o velho e construir o novo. Cabe-nos contribuir para que tal aconteça, seguindo consequentemente, como Lénine, o lema do Manifesto do Partido Comunista: «Proletários de Todos os países, uni-vos!» (manifesto74)

sexta-feira, 1 de maio de 2020

«Leitura #9 – A Batalha da Produção» [150 anos de Lénine]

Vencida a Guerra Civil e a agressão externa, a Revolução enfrenta a sua mais decisiva batalha: a da produção. É preciso industrializar o país, reforçar a aliança com o campesinato, passar o heroísmo para outra frente de luta. Mais uma vez, é preciso saber recuar e saber avançar, e sempre, saber valorizar a realidade e a sua transformação concreta.

Lénine dá o mote para esta nova e decisiva fase, mas acompanha-a já com crescentes dificuldades, face aos problemas de saúde agravados pelo atentado sofrido. Mas a batalha seria vencida, e um país arrasado e atrasado elevar-se-ia a segunda potência mundial em vinte anos, não apesar de nele não existirem propriedade privada dos meios de produção, grande burguesia ou latifundiários, mas exactamente por causa disso. (manifesto74)

quarta-feira, 29 de abril de 2020

«Leitura #8 – Manter o poder conquistado» [150 anos de Lénine]

Os primeiros tempos da Revolução de Outubro são de uma extraordinária dureza. O Imperialismo recusa a oferta de paz incondicional dos sovietes, e a ofensiva militar alemã ameaça a jovem república. Assinar a «Paz de Brest» é um recuo imenso, mas inevitável para a preservação do poder soviético. A contra-revolução instrumentaliza a Assembleia Constituinte, que já nada representa, e ela é dissolvida. Terminada a I Guerra Mundial, as potências da Entente viram-se contra o Estado dos Trabalhadores, 14 países invadem a Rússia em apoio aos antigos exploradores do povo.

Lénine assume um papel central em todos estes combates. Não é por acaso que deste período resultam dois livros essenciais para compreender quer o combate ao oportunismo de direita («A revolução proletária e o Renegado Kautski»), quer o combate ao oportunismo de esquerda («Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo»). Contra (quase) todos os prognósticos, a Rússia Soviética resiste e o poder dos trabalhadores sai reforçado. (manifesto74)

terça-feira, 28 de abril de 2020

«Aniversario 150 del nacimiento de Lenin en tiempos de pandemia» [áudio]

[De Néstor Kohan] El pensamiento revolucionario de Lenin y sus teorías del imperialismo, de los medios de comunicación y de la hegemonía sirven para analizar la pandemia

Los aniversarios siempre son útiles para repensar, para evaluar las figuras históricos, las obras, los pensamientos. Y Lenin ha sido una de las personalidades que marcó todo el siglo XX y lo que va del XXI. Alguna vez se dijo que su política bolchevique, radical, revolucionaria, era, vista para el sentido común tradicional, demasiado extrema, demasiado «ultraizquierdista». Sin embargo, Lenin logró, para la clase obrera, muchas más reformas que todos los reformistas del mundo juntos. / OUVIR em lahaine.org

sábado, 25 de abril de 2020

«O pensamento de Lénine» [vídeo]

Quando se cumprem 150 anos do nascimento de Lénine, repomos a edição n.º 204 do programa «Escuela de Cuadros», em que Néstor Kohan apresenta o pensamento revolucionário de Lénine a partir do seu livro Lenin, la pregunta del viento. O programa de formação marxista «Escuela de Cuadros» é transmitido todas as semanas na Alba TV e na ViVe Televisión. Os conteúdos estão também acessíveis em www.youtube.com/escuelacuadros e @ escuela_cuadros.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

«Leitura #7 – Outubro» [150 anos de Lénine]

Hoje, todos os trabalhadores conscientes do mundo celebram o nascimento de Lénine há exactamente 150 anos. E, nele, celebram a Revolução de Outubro, a construção do primeiro Estado dos trabalhadores, o momento em que a Humanidade entrou na época em que vivemos, a da transição do capitalismo para o socialismo. (manifesto74)

Ver tb.: «Joint Statement of Communist and Workers' Parties on the 150th anniversary of the birth of V.I. Lenin» (idcommunism.com)

«Lenin es de esos casos humanos realmente excepcionales», de Fidel Castro (Granma)

«Una nueva época histórica universal», de V. I. Lénin (Granma)

terça-feira, 21 de abril de 2020

«Leitura #6 – Fevereiro de 1917» [150 anos de Lénine]

Lénine está no exílio quando «em 8 dias se desmorona a Monarquia» na Revolução de Fevereiro de 1917. Ao mesmo tempo que atravessa uma Europa em Guerra para regressar a Petrogado, escreve aos seus camaradas que lutavam na Rússia «As Cartas de Longe», destaca a «Dualidade de Poderes» surgida com a Revolução, com o Governo Provisório e os Sovietes, e aponta as «Tarefas do Proletariado na Presente Revolução», que passaram para a História pelas Teses de Abril, e onde se aponta a necessidade da palavra de ordem que iria mudar o mundo: «Todo o poder aos Sovietes!» (manifesto74)

quarta-feira, 15 de abril de 2020

«Leitura #5 – Sobre o direito das nações à autodeterminação» [150 anos de Lénine]

Uma das questões a que Lénine dedicou especial atenção foi ao direito das nações à autodeterminação e à relação entre as tarefas do proletariado na luta pela autodeterminação nacional e na luta pela superação do capitalismo. Uma questão nuclear do que é ser Internacionalista. (manifesto74)

sexta-feira, 10 de abril de 2020

«Leitura#4 – A I Guerra Mundial» [150 anos de Lénine]

Desde muito antes da Guerra que a Internacional alertava para a inevitável confrontação inter-imperialista que se avizinhava, e para o carácter dessa guerra. Com o eclodir da Guerra, a Internacional vai dividir-se, entre uma enorme maioria de Partidos que abandonam as posições de classe e se passam a várias formas de chauvinismo, e aqueles que, como Lénine, se mantém em posições Internacionalistas.
[…]
Lénine defendeu para esta Guerra a palavra de ordem do «proletariado virar as armas contra a sua própria burguesia», e defendeu-a mesmo sobre a brutal pressão propagandística que acompanha o deflagrar de qualquer guerra, com a burguesia a inflamar justos sentimentos patrióticos até ao chauvinismo. (manifesto74)

terça-feira, 24 de março de 2020

«La era de la salud pública nació en la URSS»

[De Juan Manuel Olarieta] El concepto y, sobre todo, la práctica de la salud pública no han existido siempre sino que son una conquista de la Revolución de Octubre. Algo tan sencillo como esa práctica cotidiana y actual que consiste en acudir a un centro médico para cuidar nuestras enfermedades gratuitamente se la debemos al esfuerzo de los bolcheviques. La atención médica ha existido siempre… para unos pocos privilegiados; la atención a los obreros, los campesinos y la población, en general, sólo existen desde 1917 y sólo existirá en el futuro si somos capaces de defenderla al menos con tanta energía como pusieron otros en conseguirla. (aseh)

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

«Bisnetos de Outubro e filhos de Abril»

[De Bruno Carvalho] Portanto, se vos disserem que a história acabou sorriam, se vos disserem que o capitalismo venceu sorriam e se vos disserem que as revoluções são coisas do passado sorriam. Sorriam como sorriram os escravos depois da morte de Espartaco. Sorriam como sorriram as mulheres e homens depois do fuzilamento de milhares de operários quando caiu a Comuna de Paris. Sorriam como sorriu o povo russo depois do massacre de São Petersburgo. Sorriam como sorriram os combatentes cubanos depois da derrota em Moncada. Porque só assim a semente do futuro voltará a brotar para que colectivamente possamos tomar o céu de assalto. Uma e outra vez. E se somos bisnetos de Outubro e filhos de Abril, cabe-nos pavimentar o presente para conquistar o porvir. (manifesto74)

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

«Doce apuntes sobre marxismo (VIII de XII): Revolución Bolchevique»

[De Iñaki Gil de San Vicente] Hacemos aquí la entrega número ocho del total de doce apuntes para Pakito Arriaran, colectivo internacionalista. Como dijimos, analizaremos el período que va de la revolución bolchevique de 1917 al final de la II GM, 1945, que pudo haber supuesto un salto cualitativo en la emancipación humana porque llevó al extremo la lucha de clases entre el capital y el trabajo a escala mundial. La entrega novena analizará las luchas de los pueblos contra el imperialismo.

Para 1877 Marx ya tenía claro que la revolución iba a empezar por Oriente. Su interés por Rusia se incrementaba en la medida en que, desde comienzos de la década de 1850, estudiaba por qué y cómo se multiplicaban las resistencias de los pueblos no occidentales avasallados por el capitalismo. En 1902, al comienzo del ¿Qué hacer? Lenin planteaba que la revolución empezaría por Rusia, como se confirmó en 1905 pese a su derrota. (lahaine.org)

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

«Bisnetos de Outubro e filhos de Abril»

[De Bruno Carvalho] Portanto, se vos disserem que a história acabou sorriam, se vos disserem que o capitalismo venceu sorriam e se vos disserem que as revoluções são coisas do passado sorriam. Sorriam como sorriram os escravos depois da morte de Espartaco. Sorriam como sorriram as mulheres e homens depois do fuzilamento de milhares de operários quando caiu a Comuna de Paris. Sorriam como sorriu o povo russo depois do massacre de São Petersburgo. Sorriam como sorriram os combatentes cubanos depois da derrota em Moncada. Porque só assim a semente do futuro voltará a brotar para que colectivamente possamos tomar o céu de assalto. (manifesto74)

«102.º aniversário da Revolução de Outubro Socialismo, exigência da actualidade e do futuro»

No dia 7 de Novembro de 1917 (25 de Outubro no antigo calendário russo), numa Rússia semi-feudal, dominada pelo poder autocrático e repressivo dos czares e da mais alta nobreza, com mais de 100 nacionalidades oprimidas, conhecida como «prisão dos povos», destruída pela Primeira Guerra Mundial, com um povo fustigado pela exploração, a repressão, a pobreza, a fome e o analfabetismo, o proletariado russo, com o papel de vanguarda do Partido Bolchevique encabeçado por Lénine, tomou nas mãos o seu destino e conquistou o poder, levando por diante o objectivo de construir uma nova sociedade que ponha fim à exploração do homem pelo homem. (avante.pt)