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domingo, 6 de setembro de 2020

«E se o Google bloqueasse a BBC?»

[De Raquel Ribeiro] Canais oficiais de notícias de Cuba foram bloqueados pelo Google. O objectivo é sabotar lentamente uma fonte (e uma rede) de notícias que desestabiliza o circuito mainstream de informação. Curioso este apagão da semana passada, também.

Foi precisamente uma «Mesa Redonda» (programa diário de informação, conversa, debate no primeiro canal da televisão cubana e transmitido para a diáspora pelo canal da Cubavisión Internacional no YouTube), em que se ia discutir a nova vacina contra a Covid-19 que Cuba está a desenvolver, o programa abruptamente retirado do ar pelo Google. (Abril)

«Value of Venezuelan gold withheld by Bank of England likely double amount reported»

[De John McEvoy] As the British state restricts Venezuela’s ability to respond to the coronavirus crisis, foreign secretary Dominic Raab recently announced without irony that the UK would «lead global action to ensure [the] world’s poorest are protected from [the] ravages of coronavirus and famine».

In his recent book, former US National Security Adviser John Bolton claimed that former UK foreign secretary Jeremy Hunt was «delighted» to freeze Venezuelan gold in support of US destabilisation efforts. This reveals an explicit political nature to the current proceedings. (thecanary.co)

sábado, 5 de setembro de 2020

Em Minas Gerais há um assentamento com o nome de Ho Chi Minh

«A escolha dos nomes dos acampamentos, das escolas e demais estruturas do movimento [sem terra] devem levar em consideração a marca e simbologia das histórias de lutas pela transformação social no mundo», explica Fábio Nunes, morador no Assentamento Ho Chi Minh e membro da direcção regional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) da região metropolitana em Minas Gerais.

Tendo em conta que o assentamento foi fundado a 16 de Setembro (de 2005) e «tendo como referência o legado do grande lutador vietnamita e a marca do mês de Setembro (mês da sua morte) nas ocupações que marcaram a vida das famílias», a comunidade escolheu o nome de Ho Chi Minh, acrescenta o texto, publicado no portal do MST, onde se faz ainda uma breve apresentação da figura daquele que nasceu como Nguyen Sinh Cung e ficou conhecido para o mundo como Ho Chi Minh, «aquele que ilumina».

Localizado no município de Nova União, o Assentamento Ho Chi Minh possui uma área de 786 hectares, 40% da qual é destinada à preservação e recuperação dos recursos naturais, com grande diversidade de fauna e flora, e grande variedade de produtos agrícolas. (Abril)

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Grupo apoiado pelos EUA leva civis do campo de al-Hol, na Síria

De acordo com a informação chegada à SANA, militantes das FDS, na sua maioria curdos, «sequestraram vários civis» do campo, esta quinta-feira, e impediram o acesso de ajuda humanitária ao local, onde se encontram mais de 20 mil deslocados.

Também esta quinta-feira, as posições dos militantes apoiados pelos EUA foram atacadas por indivíduos não identificados. Nas últimas semanas, vários membros da milícia apoiada pelos EUA no Norte e Nordeste da Síria foram ali mortos ou feridos, num contexto de instabilidade e frustração crescentes no seio da população local, saturada do controlo que lhe é imposto, dos sequestros constantes de civis e da falta de condições de vida. (Abril)

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

«Bielorrússia: a repetição de um guião gasto»

[De Augusto Zamora R.] As manobras do imperialismo não brilham pela originalidade: repetem um guião. O que se passa actualmente em relação à Bielorrússia já foi visto noutros lugares, desde as Filipinas até à Venezuela. Impressiona, em qualquer caso, a forma como a componente mediática da ofensiva finge ignorar essa repetição, e compreende-se porquê: é que todos os antecedentes que tiveram sucesso conduziram aos mesmos trágicos resultados para os respectivos povos. (odiario.info)

A mão americana na desestabilização das relações China-Austrália

De acordo com uma peça publicada esta terça-feira na Australian Financial Review (AFR), intitulada «Os centros de pensamento da China cortam ligações académicas enquanto as hostilidades crescem» [tradução nossa], alguns académicos chineses disseram que se está a tornar «quase impossível colaborar com universidades australianas por causa do crescendo da retórica anti-China».

Da mesma forma que as acusações lançadas contra o Plano dos Mil Talentos partiram do FBI, «a influência norte-americana encontra-se por trás de muita da retórica contra a China na Austrália», refere a Xinhua. (Abril)

«Ho Chi Minh: "El que ilumina"»

[De María Victoria Valdés Rodda] Ganó la Batalla de Dien Bien Phu contra Francia, en 1954, y aunque no consiguió presenciar la estrepitosa salida yanqui de Saigón, en 1975, hoy esa ciudad lleva su nombre. A pesar de haber muerto el 2 de septiembre de 1969, hace 50 años, el Tío Ho es el guía, el símbolo y la bandera de la resistencia nacional en Vietnam.

[...] el Tío Ho y sus ideas fueron bandera y meta. Organizó el Ejército Popular de Vietnam y el Frente de Liberación Nacional (Vietcong). Nada pudo frenar la influencia que ese dirigente sencillo le infundía al pueblo. Ni los superbombarderos B52 con su millón 600 mil toneladas de bombas, ni los 540 mil efectivos enemigos, ni el millón de soldados títeres armados por Estados Unidos. (CubaDebate)

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Vietname honra Ho Chi Minh e celebra o Dia da Independência

O Vietname celebra o seu Dia Nacional a 2 de Setembro, pois foi nessa data, em 1945, que Ho Chi Minh leu a Declaração de Independência, na Praça de Ba Dinh, onde hoje se erige o mausoléu.

Os actos em memória do Herói Nacional repetiram-se em vários pontos do país ligados a ele e à Revolução de Agosto, o levantamento que pôs fim à monarquia feudal, ao fascismo e a 80 anos sob o jugo do colonialismo francês, abrindo as portas à fundação da República Democrática do Vietname, posteriormente República Socialista do Vietname, e a uma era em que o povo vietnamita passou da escravidão ao governo do país.

No entanto, o país do Sudeste asiático ainda teve de lutar mais 30 anos e ver milhões dos seus filhos perderem a vida até conseguir derrotar o imperialismo e alcançar a reunificação do país, a 30 de Abril de 1975. (Abril)

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Nasrallah: Normalization, free service from UAE to embattled Netanyahu, Trump

Nasrallah called the Saudi-led war on Yemen an essentially «US-led» war. He said Washington was only using Saudi Arabia and the UAE as «instruments» in the war, which has killed tens of thousands of Yemenis and pushed Yemen close to the brink of famine.

Meanwhile, in another speech on Saturday, Hezbollah’s secretary-general said Arab and Western embassies in Lebanon were spending «millions» of dollars on a media war targeting the Lebanese resistance movement. (presstv.com)

sábado, 29 de agosto de 2020

Gigantes das novas tecnologias estão alinhados com o governo dos EUA

Em declarações à agência Xinhua, esta semana, Randy Alonso afirmou que «há uma conivência, um alinhamento dos grandes empórios das telecomunicações e das novas tecnologias com as decisões do governo norte-americano».

O jornalista fez estes comentários a propósito da suspensão recente, por parte da YouTube e da Google, das contas do diário cubano Granma, do canal de televisão Cubavisión Internacional e do programa televisivo «Mesa Redonda», este último dirigido e apresentado por Alonso.

«O que está em jogo por trás de tudo isto são acções de carácter geoestratégico e geopolítico, que não têm nada a ver com questões tecnológicas ou com violações das regras próprias do funcionamento das redes sociais», referiu. (Abril)

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

«En Bielorrusia hay un intento de Golpe de Estado promovido por la UE, la OTAN y Estados Unidos»

[Entrevista de Anibal Garzón a Albert Sentin] Unos días antes de las elecciones Presidenciales en Bielorrusia hablamos por teléfono con Albert Santin, tras el previo contacto en redes, para conocer su papel de solidaridad y amistad con Bielorrusia, un país muy desconocido en Occidente del que poco se habla en los medios.
[…]
«Entonces estamos viendo que esta burguesía aprovecha este momento, con ese apoyo de Occidente, usando una nueva generación nueva que no ha vivido el proceso de fundación de la República de Bielorrusia. Muchos que protestan son jóvenes, de una generación nueva, en la cual se han encontrado todo hecho.» (nuevarevolucion.es)

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

EUA isolados no Conselho de Segurança na tentativa de ataque ao Irão

Na semana passada, 13 dos 15 países-membros do CSNU, incluindo os signatários do JCPOA, rejeitaram a proposta norte-americana no sentido de levar o organismo mundial a re-impor sanções contra o Irão, tendo argumentado que os EUA perderam o direito legal a solicitar a reactivação de sanções depois de terem abandonado o acordo nuclear firmado com o país asiático.

Esta derrota diplomática segue-se a outra, em que o CSNU se recusou a prolongar o embargo de armas convencionais ao país asiático. No âmbito do acordo firmado em 2015, o embargo seria levantado ao fim de cinco anos, um prazo que expira em Outubro deste ano e que os EUA tentaram prolongar.

No entanto, apenas a República Dominicana votou a favor do prolongamento do embargo de armas ao Irão para lá de 18 de Outubro. Rússia e China votaram contra. Os outros 11 membros abstiveram-se. (Abril)

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Iémen ameaça responder em força a escalada de bombardeamentos sauditas

O major-general Mohammad Nasser al-Atifi afirmou este sábado que as forças aliadas de defesa do Iémen estão preparadas para lançar o contra-ataque e dar uma resposta «dolorosa» aos países que agridem o mais pobre dos países árabes, revelou a cadeia de TV al-Masirah.

Também no sábado, a al-Masirah noticiou que a coligação liderada pelos sauditas tinha levado a cabo pelo menos 42 ataques aéreos nas províncias nortenhas de al-Jawf e Marib num espaço de 24 horas. Foram ainda registados dois ataques na província de Sa'ada no mesmo período. (Abril)

Forças externas querem «banho de sangue» na Bielorrússia, alerta Lavrov

Ao intervir, este domingo, num encontro celebrado na cidade russa de Solnechnogorsk, Sergei Lavrov disse que «há quem queira que a situação que se pacifica na Bielorrússia se torne violenta, provocar um banho de sangue e repetir o cenário ucraniano», em alusão ao golpe de Estado em Kiev de Fevereiro de 2014.

Lavrov acusou o Ocidente de «procurar desenhar» a Bielorrússia de acordo com os seus próprios padrões, tendo acrescentado que a oposição, ao exigir a saída do presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, segue o «guião venezuelano», informa a TeleSur. (Abril)

domingo, 23 de agosto de 2020

Syria calls on UN to end Hasakah water supply cut by Turkish forces

During a telephone conversation with Guterres on Friday, Syria's permanent representative to the UN, Bashar al-Jaafari, warned about the catastrophic living conditions in the city of Hasakah and other neighborhoods, emphasizing that the water supply cut constitutes a war crime and a crime against humanity.
[…]
The Syrian diplomat then expressed serious concerns over the «unbearable» situation in Hasakah amid scorching weather conditions and the coronavirus pandemic, hoping that the world body would intervene and stop the ongoing tragedy in Hasakah. (presstv.com) / Mais info: sana.sy

«Troca-tintas»

[De Filipe Diniz] A hipocrisia e a duplicidade do discurso político oficial nos EUA têm uma longuíssima tradição. Contaminam todos os seus serventuários e vassalos e sobretudo são hoje parte integrante daquilo que os grandes media globais veiculam.
[…]
É assim que destruir a Jugoslávia ou a Líbia e assassinar os seus dirigentes é «ingerência humanitária», mas defender a pátria de armas na mão – como Cuba é obrigada a fazer há mais de seis décadas – é «ditadura». (avante.pt)

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

«Três exemplos»

[De Ângelo Alves] Líbano. Bielorrússia. Venezuela. Estes três exemplos demonstram que mesmo no contexto da pandemia o imperialismo não desiste de uma agenda de confrontação, conspiração e ingerência que tem como objectivo central manter o seu domínio hegemónico e submeter todos os países e povos que lhe façam frente. (avante.pt)

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

«Contra o imperialismo e as revolucións de cores. Non pasarán!»

[De Mar de Lumes] E neste caso, a defensa da soberanía nacional é o contrario de lexitimar a descarada inxerencia dos EUA e da UE. Somos antiimperialistas e consideramos o imperialismo como o maior inimigo que a humanidade enfronta.
[…]
Por tanto, do Comité Galego de Solidariedade Internacionalista Mar de Lumes, só podemos opornos a este Maidan reciclado que nos tratan de vender como a última epopeia pola democracia. Defendemos a soberanía da Bielorrusia e estamos contra todo fortalecemento do sistema imperialista. (mardelumes.org)

A Síria não esquece Khaled al-Asaad, o «guardião de Palmira»

Arqueólogo, antropólogo, investigador, tradutor, Khaled al-Asaad nasceu em Palmira em 1932 e foi decapitado publicamente pelo Daesh a 18 de Agosto de 2015, com 83 anos, depois de se ter recusado a abandonar a sua cidade natal, ter conseguido salvar o conteúdo do Museu de Palmira e se ter negado a revelar aos terroristas, sob tortura, onde se encontravam os «tesouros e antiguidades».

O conhecido arqueólogo, a quem foram dados os epítetos de «Guardião de Palmira» e «Sentinela de Palmira», teve um papel decisivo nas escavações e nos trabalhos de restauro da cidade antiga localizada no deserto sírio, trabalhando em coordenação com equipas sírias e missões arqueológicas estrangeiras de diversas proveniências. (Abril)

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Oposição bielorrussa: nacionalismo e privatizações para lá das «caras simpáticas»

A Bielorrússia está na berlinda mediática, mas não para explicar o programa da oposição: privatizações, perda de direitos laborais, integração nas estruturas ocidentais... O jornalista Bojan Tsonev leu as propostas.

«A situação económica, já de si difícil devido à pandemia de Covid-19, agravar-se-ia», defende Bojan Tsonev ao ser confrontado com o conteúdo das propostas da oposição, alertando que a Bielorrússia poderia ficar condenada a repetir experiências já ocorridas na Europa de Leste: «privatizações selvagens, descida do nível de vida, criminalidade, crescendo do nacionalismo, do conservadorismo e do anticomunismo, aumento da emigração, servilismo económico, entre muitos outros efeitos adversos». (Abril)