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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

EUA isolados no Conselho de Segurança na tentativa de ataque ao Irão

Na semana passada, 13 dos 15 países-membros do CSNU, incluindo os signatários do JCPOA, rejeitaram a proposta norte-americana no sentido de levar o organismo mundial a re-impor sanções contra o Irão, tendo argumentado que os EUA perderam o direito legal a solicitar a reactivação de sanções depois de terem abandonado o acordo nuclear firmado com o país asiático.

Esta derrota diplomática segue-se a outra, em que o CSNU se recusou a prolongar o embargo de armas convencionais ao país asiático. No âmbito do acordo firmado em 2015, o embargo seria levantado ao fim de cinco anos, um prazo que expira em Outubro deste ano e que os EUA tentaram prolongar.

No entanto, apenas a República Dominicana votou a favor do prolongamento do embargo de armas ao Irão para lá de 18 de Outubro. Rússia e China votaram contra. Os outros 11 membros abstiveram-se. (Abril)

domingo, 23 de agosto de 2020

Syria calls on UN to end Hasakah water supply cut by Turkish forces

During a telephone conversation with Guterres on Friday, Syria's permanent representative to the UN, Bashar al-Jaafari, warned about the catastrophic living conditions in the city of Hasakah and other neighborhoods, emphasizing that the water supply cut constitutes a war crime and a crime against humanity.
[…]
The Syrian diplomat then expressed serious concerns over the «unbearable» situation in Hasakah amid scorching weather conditions and the coronavirus pandemic, hoping that the world body would intervene and stop the ongoing tragedy in Hasakah. (presstv.com) / Mais info: sana.sy

terça-feira, 16 de junho de 2020

«É crime retirar a Arábia Saudita de uma lista negra sobre direitos humanos»

Mohammed Ali al-Houthi, presidente do Supremo Conselho Revolucionário do Iémen, criticou fortemente a medida da ONU, esta terça-feira, caracterizando-a como «um crime indelével» e sublinhando que a decisão «confirma o caos no organismo mundial», revela a PressTV.

Na sua conta de Twitter, al-Houthi afirmou ainda que a decisão da ONU ocorre na mesma altura em que a Arábia Saudita, apoiada pelos Estados Unidos, perpetrou «um novo massacre» no país árabe. (Abril)

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Rússia exorta Conselho de Segurança a denunciar agressão contra Venezuela

Em representação da missão permanente Rússia junto das Nações Unidas, Dmitry Polyanskiy manifestou o repúdio do seu país face às acções promovidas por Washington contra Caracas, tendo recordado o longo historial dos EUA no que respeita a agressões contra a América Latina.

«Ainda hoje os Estados Unidos tratam a América Latina como o seu pátio traseiro», denunciou Polyanskiy esta quarta-feira, no decorrer de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança solicitada pela Rússia e que teve lugar por videoconferência. (Abril)

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Sauditas bombardeiam Iémen depois de anunciarem um cessar-fogo

Ontem à noite, a coligação liderada pelos sauditas fez saber que iria calar as armas no Iémen, para apoiar os esforços das Nações Unidas com vista a pôr fim à guerra de agressão, que se prolonga há cinco anos, e impedir a disseminação da Covid-19.

Poucas horas depois do anúncio deste cessar-fogo com pretensos intuitos humanitários, aviões da coligação atacaram posições em várias regiões iemenitas, nomeadamente nas províncias de Sa’ada, Amran e al-Bayda, segundo divulgou a cadeia estatal de TV iemenita al-Masirah. (Abril)

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Rússia acusa Ocidente de «egoísmo político» face à pandemia de Covid-19

EUA, Reino Unido, UE, Ucrânia e Geórgia chumbaram o projecto de resolução que a Rússia apresentou nas Nações Unidas com vista ao levantamento de sanções unilaterais, no contexto da luta contra a pandemia.

No comunicado, a que agência TASS teve acesso, a missão diplomática russa explica que o projecto de resolução rejeitado na Assembleia Geral das Nações Unidas solicitava o «reconhecimento» da liderança da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à pandemia, pedia uma mais ampla cooperação internacional na luta contra a propagação do coronavírus SARS CoV-2, que causa a Covid-19, bem como «a rejeição de guerras económicas e de sanções unilaterais impostas sem o mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de modo a garantir um acesso imediato a alimentação e medicamentos».

O texto da moção também pedia aos estados-membros que rejeitassem «a estigmatização de estados, povos e indivíduos no que respeita à pandemia» e destacava a «necessidade de veicular apenas informação de confiança e com base científica sobre ela». (Abril)

Líbano apresenta queixa na ONU pela violação israelita do seu espaço aéreo

As forças militares israelitas violam reiteradamente o espaço aéreo, marítimo e territorial do Líbano, realizando acções de reconhecimento e espionagem, numa clara infracção da resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim à guerra entre Israel e o Líbano em 2006. Telavive também usa frequentemente o espaço aéreo libanês para perpetrar ataques contra a Síria, em especial contra alegadas posições iranianas em território sírio. (Abril)

sábado, 15 de fevereiro de 2020

«El Desafío», doc. sobre Fidel na ONU em 79

El Desafío é um documentário do cineasta cubano Santiago Álvarez sobre o discurso pronunciado pelo primeiro secretário do Comité Central do Partido Comunista de Cuba, Fidel Castro, no 34.º período de sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas, celebrado em Nova Iorque a 12 de Outubro de 1979.

Fidel - discurso completo nas Nações Unidas - 1979Sobre o trabalho de Santiago Álvarez, ver cubacine.cult.cu.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

ONU publica «lista negra» de empresas ligadas aos colonatos israelitas

A lista integra 94 empresas israelitas e 18 de outros seis países (EUA, França, Países Baixos, Luxemburgo, Tailândia e Reino Unido). Entre estas, contam-se as conhecidas empresas de viagens Airbnb, Expedia, TripAdvisor e Booking.com.

A publicação do relatório, que foi adiada durante anos em virtude das pressões exercidas por Israel e os EUA, é encarada como uma tentativa de identificar e denunciar empresas com ligações às actividades ilegais de Israel nos territórios palestinianos ocupados.

Cerca de 600 mil israelitas vivem em mais de 230 colonatos construídos desde que, em 1967, Israel ocupou os territórios palestinianos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. (Abril)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Proposta de resolução da ONU condena o plano pró-israelita de Trump

A proposta, elaborada pelos palestinianos, foi apresentada aos outros membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) pela Tunísia e a Indonésia esta terça-feira, segundo refere a Reuters, que teve acesso ao texto.

A resolução «sublinha a ilegalidade da anexação de qualquer parte» dos territórios palestinianos ocupados e «condena as recentes declarações a apelar à anexação por Israel» desses territórios, refere a agência.

A propósito da apresentação do chamado «acordo do século», o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) emitiu um comunicado em que sublinha que «o referido "acordo" viola abertamente o Direito Internacional» e desrespeita todas as resoluções das Nações Unidas referentes à ocupação dos territórios palestinianos e à criação do Estado da Palestina». (Abril)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Recuperar os Montes Golã ocupados é uma «prioridade» para a Síria

Numa sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) dedicada à situação no Médio Oriente, o embaixador da Síria junto da ONU, Bashar al-Ja'afari, lamentou que o organismo internacional, sob pressão de alguns dos seus membros permanentes, não tenha sido capaz de levar a efeito as suas resoluções relativas ao fim da ocupação israelita dos territórios árabes.

Destacou ainda que a incapacidade das Nações Unidas em encontrar uma solução justa e integral para a Palestina encorajou algumas partes a tentar renunciar às suas obrigações legais, a distorcer os factos e a consolidar a ocupação israelita, informa a agência SANA. (Abril)

domingo, 19 de janeiro de 2020

«Trump y la apoteosis de la barbarie»

[De Atilio Boron] No contento con esta criminal violación de la legalidad internacional y de las propias leyes de Estados Unidos, Trump ordenó que se le negara a Mohammad Javad Zarif, Ministro de Asuntos Extranjero de Irán, la visa de entrada para informar de lo ocurrido ante el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas en Nueva York. O sea, cero debate, cero información: basta con la versión del imperio, reproducida impúdicamente por la prensa hegemónica. [...]

Para su imborrable deshonra el portugués António Guterres, Secretario General de Naciones la ONU, el guardó cómplice silencio ante el asesinato de Suleimani y también frente al ilegal veto a la llegada del ministro iraní. El hombre se preocupa por su chequera y nada más. Cobra su sueldo y no ve, no escucha, no habla. Esta es la clase de funcionarios internacionales que Estados Unidos necesita para administrar su imperio sin preguntas incómodas. (insurgente.org)

«Vassalos»

[De Anabela Fino] O assassinato do general iraniano Qassem Soleimani por ordem de Trump veio uma vez mais pôr a nu a hipocrisia que reina na comunicação social dominante e a desonestidade intelectual de governantes e instituições, ONU incluída, que se dizem democráticos. Sempre prontos a intervir em nome da «democracia» ou da variante «direitos humanos», uns e outros metem a viola no saco quando o prevaricador tem assento na Casa Branca.
[…]
«Condenação» mesmo só mereceu a resposta iraniana ao assassinato do seu dignitário, como prontamente fez saber o senhor Silva, que também é Santos, que até aí estava apenas no inconsequente estado de «preocupação» com o terrorismo de Trump. (avante.pt)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

«OPCW»

[De Jorge Cadima] Mas cientistas da OPAQ divulgaram pela Wikileaks documentos provando que o relatório oficial não foi escrito pela equipa de peritos que visitou o local do suposto ataque e «não reflecte as suas opiniões».

Com raríssimas excepções, a comunicação social de regime não noticia a revolta na OPAQ. [...] Querem calar quem desmascara a mentira para poderem cometer crimes com impunidade. (avante.pt)

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

No Kosovo, só se enganou «quem quis ser enganado»

Vinte anos volvidos sobre os bombardeamentos da NATO na Jugoslávia, o AbrilAbril colocou algumas questões ao major-general Raul Cunha, que recentemente publicou o livro Kosovo, a Incoerência de Uma Independência Inédita, sem passar ao lado de «alegações fabricadas» e «pretextos humanitários», manipulação mediática, «demonização dos sérvios» ou o papel do TPIJ.

Quando é analisado tudo o que se propalou nos OCS [órgãos de comunicação social] do Ocidente (houve raras, mas honrosas, excepções em Portugal), facilmente se chega à conclusão de que se tratou de uma campanha perfeitamente orquestrada para a manipulação da opinião pública. Mais ainda, no caso do Kosovo, os OCS não só acompanharam com especial parcialidade o que ia ocorrendo, como foram mesmo um dos catalisadores do conflito, pressionando os seus governos para a intervenção, facto que alguns jornalistas acabaram mesmo por reconhecer. (Abril)

domingo, 22 de dezembro de 2019

«No Kosovo, só se enganou "quem quis ser enganado"» [entrevista]

Vinte anos volvidos sobre os bombardeamentos da NATO na Jugoslávia, o AbrilAbril colocou algumas questões ao major-general Raul Cunha, que recentemente publicou o livro Kosovo, a Incoerência de Uma Independência Inédita, sem passar ao lado de «alegações fabricadas» e «pretextos humanitários», manipulação mediática, «demonização dos sérvios» ou o papel do TPIJ.

A perspectiva dominante sobre os acontecimentos é crítica. «Por isso» – afirma-se num dos prefácios da obra – «as conclusões a que [o autor] chegou são significativamente diferentes daquelas que prevaleceram no mainstream». Ao AbrilAbril, Raul Cunha disse sentir-se «imune a quaisquer pressões ou sugestões para escamotear aquilo que consider[a] corresponder à realidade». (Abril)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Después de 13 años de ocupación militar la ONU ha destrozado a Haití

En 2004 desembarcaron unos 10.000 soldados de la Minustah (Misión de la ONU para la Estabilidad en Haití), en medio de un Golpe de Estado contra el entonces presidente Jean Bertrand Aristide, de la misma factura que el boliviano.

Las fuerzas invasoras abandonaron el país 13 años después, en 2017, constituyendo la misión militar más larga desplegada por la ONU.

Sin embargo, su presencia ha sido un desastre total. La introducción del cólera, cuya culpabilidad reconocieron solo seis años después, y los escándalos de violaciones, uso excesivo de la fuerza, hijos abandonados y aumento de los índices de violencia, muestran la verdadera labor de la ONU en Haití. (Movimiento Político de Resistencia)

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Carta interna da OPAQ revela relatório «deturpado» sobre «ataque químico» na Síria

Um membro da Organização para a Proibição de Armas Químicas põe em causa a versão redigida do relatório sobre um suposto ataque químico em Douma, em Abril de 2018, porque «deturpa os factos».

Esta divergência foi abordada no informe original, mas aparentemente eliminada da versão redigida pela OPAQ. «A omissão desta secção do relatório […] tem um impacto seriamente negativo no relatório, já que a secção está inextricavelmente legada ao agente químico identificado», disse. (Abril)

sexta-feira, 15 de junho de 2018

EUA destinam milhões de dólares aos Capacetes Brancos

Na quinta-feira, a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Heather Nauert, disse que os «EUA apoiam fortemente os Capacetes Brancos» e que o presidente, Donald Trump, tinha dado ordens à Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) para lhes destinar a eles e ao Mecanismo Internacional, Imparcial e Independente das Nações Unidas uma verba de 6,6 milhões de dólares, segundo refere a Al-Manar.

Por outro lado, o ministro libanês dos Negócios Estrangeiros, Gebran Bassil, acusou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) de ter «intimidado» refugiados sírios na cidade libanesa de Arsal, procurando impedi-los de regressarem à Síria.

Esse terá sido um dos motivos que levaram o diplomata a decidir não renovar a autorização de permanência dos funcionários do ACNUR no seu país. (Abril)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

«Nações Unidas pedem quase 2,5 mil milhões de euros para ajudar o Iémen»

A guerra arrasta-se no mais pobre dos países árabes, onde os bombardeamentos sauditas, a fome galopante e a cólera tiraram a vida a milhares de pessoas, e, neste contexto, Jamie McGoldrick, coordenador humanitário das Nações Unidas para o Iémen, sublinhou a necessidade de reforçar os fundos para poder chegar a todos os civis atingidos.

Num comunicado emitido este domingo, McGoldrick destacou que «três quartos da população – cerca de 22 milhões de pessoas – necessitam de ajuda humanitária», sendo que 13 milhões precisam de ajuda com urgência.

Trata-se do maior pedido de ajuda humanitária feito para o Iémen. Jamie McGoldrick afirma que, não sendo «a solução para os problemas dos iemenitas, é a única salvação para milhões deles». (Abril)