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segunda-feira, 15 de junho de 2020

«Da destruição de símbolos»

[De Irene Sá] Estátuas e monumentos fazem-se e erguem-se como homenagens. E homenagens são promessas de fidelidade, etimologicamente, compromissos de vassalagem e, numa interpretação de significado actual, reconhecimento sobre ascendência de valores e qualidades. E é por isso que a escolha das figuras ou dos acontecimentos a que colectivamente prestamos homenagem se inscreve na batalha das ideias.

Em tempos de convulsões políticas os símbolos do status quo são sempre objecto de atenção. Da luta pela mudança política faz parte a luta pela mudança do paradigma ideológico e desta a luta pela mudança imagética (entendendo-se por imagética a manifestação visual da ideologia, tal como definiu o Nicos Hadjinicolaou na sua História da Arte e Movimentos Sociais) e, naturalmente, pela simbologia associada. Aquilo que vemos a acontecer nos Estados Unidos com estátuas de esclavagistas e figuras associadas à opressão de negros e ao racismo é disto exemplo. (manifesto74)

sábado, 18 de abril de 2020

Mais vozes se juntam à campanha popular «Levantem o cerco à Síria»

Sedqi al-Maqt, natural dos Montes Golã ocupados, conhecido como o «decano dos prisioneiros sírios e árabes» pelos mais de 30 anos passados nas cadeias israelitas, também pede o fim do embargo ao seu país.

A campanha popular contra as sanções impostas pelo Ocidente, pela qual já deram o nome – e alguns a cara – operários, intelectuais, artistas e religiosos sírios, foi lançada esta semana, tendo como objectivo chamar a atenção para o «cerco» e denunciá-lo, dando particular ênfase ao impacto que as medidas coercitivas unilaterais têm na área da saúde, mais ainda em plena pandemia de Covid-19. (Abril)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

«A New US Air Force Video Game Lets You Drone Bomb Iraqis and Afghans»

[De Alan MacLeod] The United States Air Force has a new recruitment tool: a realistic drone operator video game you can play on its website. Called the Airman Challenge, it features 16 missions to complete, interspersed with facts and recruitment information about how to become a drone operator yourself. In its latest attempts to market active service to young people, players move through missions escorting U.S. vehicles through countries like Iraq and Afghanistan, serving up death from above to all those designated «insurgents» by the game. Players earn medals and achievements for most effectively destroying moving targets. All the while there is a prominent «apply now» button on screen if players would like to enlist and conduct real drone strikes all over the Middle East. (globalresearch.ca)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Uma multidão nas ruas de Bagdade exige a saída das tropas norte-americanas

Iraquianos de «todas as províncias» juntaram-se em Bagdade esta sexta-feira, indica a PressTV, referindo-se à informação divulgada pela cadeia iraquiana al-Ahd. Os manifestantes exibiram cartazes e gritaram palavras de ordem contra Isreal e os EUA, e a exigir a expulsão das forças militares norte-americanas.

Sobre o número de participantes na marcha, o comandante da Polícia Federal iraquiana, Jafar al-Batat, afirmou que havia «mais de um milhão de pessoas a manifestar-se nas ruas de Bagdade». Por seu lado, o portal Iraq & Middle East Updates afirmou que a marcha tinha «mais de oito quilómetros de ruas cheias de gente» e referiu-se a «milhões de iraquianos que exigem a retirada total das forças norte-americanas do Iraque». (Abril)

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

EUA novamente acusados de levar elementos do Daesh para o Iraque

A acusação é apoiada pelo especialista iraquiano em segurança Karim al-Khikani, que, em declarações à mesma agência, disse que os combatentes do Daesh foram treinados nas bases sírias de Hasaka e al-Tanf, numa região que os EUA ocupam ilegalmente, junto à fronteira com a Jordânia e o Iraque.

Citado pela Fars News, al-Khikani afirmou que, com este movimento, Washington pretende apresentar o Iraque no Conselho de Segurança das Nações Unidas como «primeira ameaça para a segurança global», de modo a justificar a permanência das suas tropas no país árabe a longo prazo. (Abril)

domingo, 19 de janeiro de 2020

«Vassalos»

[De Anabela Fino] O assassinato do general iraniano Qassem Soleimani por ordem de Trump veio uma vez mais pôr a nu a hipocrisia que reina na comunicação social dominante e a desonestidade intelectual de governantes e instituições, ONU incluída, que se dizem democráticos. Sempre prontos a intervir em nome da «democracia» ou da variante «direitos humanos», uns e outros metem a viola no saco quando o prevaricador tem assento na Casa Branca.
[…]
«Condenação» mesmo só mereceu a resposta iraniana ao assassinato do seu dignitário, como prontamente fez saber o senhor Silva, que também é Santos, que até aí estava apenas no inconsequente estado de «preocupação» com o terrorismo de Trump. (avante.pt)

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

«Augusto e seus senhores»

[De Gustavo Carneiro] O ministro Santos Silva e o seu governo conduzem uma política internacional servilmente alinhada com o imperialismo norte-americano.
Qualquer que seja a questão, seja ela a Venezuela ou o Irão ou outra qualquer, a sua posição soa sempre a memorando da embaixada dos EUA. (odiario.info)

domingo, 12 de janeiro de 2020

«Duas semanas que arrepiaram o mundo»

[De José Goulão] O general Soleimani não era apenas um general admirado no seu país. Ficou conhecido como brilhante estratego do combate travado internacionalmente contra o – praticamente dizimado – Estado Islâmico e a Al-Qaeda –, em vias de sofrerem uma esmagadora derrota na Síria e em fase de transferência para a Líbia.

O assassínio de Qassem Soleimani confirma, portanto, a tendência norte-americana para ajustar contas com pessoas, entidades e organizações que combatem o terrorismo oriundo do tronco comum afegão. O que não surpreende, porque o Estado Islâmico e a Al-Qaeda desempenharam – e desempenham – funções de braços armados dos Estados Unidos e da NATO em guerras como as do Iraque, da Síria e da Líbia. (Abril)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Diplomacia iraniana considera «proporcional» ataque a base dos EUA

«O Irão adoptou e executou medidas proporcionais de autodefesa, ao abrigo do artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, contra a base de onde partiu o ataque armado cobarde contra os nossos cidadãos e funcionários», afirmou Mohammad Javad Zarif na rede social Twitter.

Na mesma mensagem, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano sublinha que o seu país «não procura a escalada ou a guerra», mas que se defenderá de qualquer agressão.

Por seu lado, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irão, major-general Mohammad Bagheri, avisou os EUA que enfrentarão «uma resposta mais severa que a de hoje», caso levem a cabo outras «más acções». (Abril)

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Afinal, parece que as tropas dos EUA não saem do Iraque... para já

O Pentágono classificou como «falso alarme» uma carta da «coligação internacional», publicada segunda-feira em diversos meios da imprensa, a informar oficiais iraquianos da retirada futura dos militares dos EUA.

No entanto, após ter vindo a público em meios como The Washington Post ou a agência Reuters, o Pentágono apressou-se a desmentir que os militares estejam de saída do Iraque. Em declarações à imprensa, a que a Reuters faz referência, o secretário da Defesa, Mark Esper, afirmou que «não houve qualquer tipo de decisão para sair do Iraque» e que não sabe o que «a carta é».

Por seu lado, o general norte-americano Mark Milley afirmou que «a carta é um esboço, foi um erro, não foi assinada, nunca devia ter sido publicada». «Mal redigida, implica a retirada. Não é isso que está a acontecer», acrescentou. (Abril)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

«Iraqi PM reveals Soleimani was on peace mission when assassinated, exploding Trump’s lie of "imminent attacks"»

[De Max Blumenthal] The Trump administration claimed Iranian general Qasem Soleimani was planning «imminent attacks» on US interests when it assassinated him. That lie was just destroyed, but not before countless corporate media outlets transmitted it to the public.
[…]
No president in recent history has been despised more viscerally by the Beltway press corps than Trump. Nearly everything he says is met with disdain and suspicion, even when he is telling the truth.

But when Trump and his administration attempt to lie the public into war against a designated evildoer, a swath of the corporate media responds with reflexive trust, then shrugs when the lie is exposed in broad daylight. (thegrayzone.com)

sábado, 4 de janeiro de 2020

«Qassem Soleimani» [Saidi Olaortua]

Fue clave en la articulación tras el llamado de Sistani para la creación y entrenamiento de las PMU iraquíes, fuerzas que hoy los medios tachan de pro-iraníes o proxies chiíes cuando la realidad es que creó y armó a todas las comunidades existentes en la zona para defenderse del DAESH. Chiíes, sunies, yazidiez, kurdos, asirios...

Donde hoy todas esas comunidades etnicas o religiosas rinden tributo y honor al martirizado General que los salvó de la barbarie wahabí. Ademas de ello, es bien sabido su rol en el golpe a Israel por Hezbollah, de la liberacion y resistencia de 3 millones de personas en Alepo, de la liberacion de Deir Azzor, de la victoria frente EEUU y sus cipayos kurdos de las SDF en Albu Kamal, de la victoria en Mosul o Falullah o como articularon la resistencia de los yazidies de la mano de Haidar Shesho que fue luego arrestado por los peshmerga de Barzani.

Qassam Soleimani era un heroe dentro de Iran y fuera del mismo, incluso respetado por sus enemigos. / Ver: @aRiTz_SO

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

«Qassem Soleimani» [Siriaren Alde]

Qassem Soleimani, comandante de las fuerzas Quds iraníes, encabeza la lista de estrategas en defensa y seguridad de la revista estadounidense Foreign Policy.

Su insólita capacidad estratégica militar lo ha convertido en uno de los hombres más temidos por el imperialismo. / Ver: @SiriarenAldeEH

EUA matam o general Qassem Soleimani, figura destacada na luta contra o Daesh

Além do líder da Força Quds dos Guardiães da Revolução, o general iraniano Qassem Soleimani, foram assassinados Abu Mehdi al-Muhandes, subcomandante das Unidades de Mobilização Popular (UMP; Hashd al-Shaabi, em árabe), e vários outros quadros desta organização iraquiana, que é uma aliança de várias milícias criada há vários anos para combater os terroristas do Daesh.

Recorrendo à sua conta de Twitter, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, classificou o assassinato de Qassem Soleimani – «a força mais eficaz na luta contra o Daesh, a al-Nusra, a Al-Qaeda e etc.» – como um «acto de terrorismo» por parte dos Estados Unidos e uma «escalada extremamente perigosa e tonta», tendo sublinhado que os EUA «são inteiramente responsáveis por todas as consequências do seu aventureirismo sem escrúpulos». (Abril)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

«Imperialismo, comunicação social e ano novo: festival garantido»

No último dia do ano, o ministro venezuelano dos Negócios estrangeiros criticou a «vergonhosa manipulação mediática» que o seu país sofre.

A acompanhar as festividades da passagem do dezanove para o vinte, não faltaram exemplos, nas nossas TV, de que, a nível internacional, a campanha de manipulação mediática está para durar. (Abril)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

EUA evacuaram centenas de famílias do Daesh da Síria para o Iraque

A colaboração entre os EUA e o Daesh foi revelada, esta quarta-feira, pela TV estatal síria, segundo a qual os cerca de 300 familiares dos terroristas foram transportados do campo de al-Hol para o Iraque. A presença militar dos EUA na Síria continua bem activa, tal como Mark Esper, secretário norte-americano da Defesa, deixou entrever no passado dia 7.

As tropas norte-americanas e a chamada «coligação internacional» liderada pelos EUA foram reiteradamente acusadas de transportar militantes do Daesh, «salvando-lhes a pele» em situações de aperto e dando-lhes «novo uso». (Abril)

domingo, 8 de dezembro de 2019

«Cimeira das Lajes, segunda temporada»

[De José Goulão] Já é degradante para o prestígio interno e internacional de um país acolher na sua capital uma reunião conspirativa de dois sociopatas mundiais como são o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado norte-americano da Administração Trump, Michael Pompeo. O facto de o primeiro-ministro, António Costa, receber ambos os fora-de-lei transforma o caso numa situação trágica, porque expõe directamente o país às consequências do previsível agravamento da instabilidade global decorrente destes encontros. Afinal o espírito belicista da Cimeira das Lajes – que afundou o Médio Oriente na crise de guerras sucessivas em que se encontra – continua bem vivo nos governantes portugueses. Depois de Barroso, cabe aos socialistas interpretar a segunda temporada. (Abril)

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

EUA transportam centenas de terroristas do Daesh da Síria para o Iraque

Desde o início da ofensiva turca em território sírio, a 9 de Outubro último, as «tropas de ocupação dos EUA» transportaram centenas de terroristas do Daesh e seus familiares de território sírio para o Iraque. A SANA precisa que, a partir da base ilegal referida, os membros do Daesh e as suas mulheres foram levados de helicóptero para o país árabe vizinho em seis grupos.

Colaborações frequentes
As tropas norte-americanas e a chamada «coligação internacional» liderada pelos EUA foram reiteramente acusadas de transportar militantes do Daesh, «salvado-lhes a pele» em situações de aperto e dando-lhes «novo uso». (Abril)

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Milícias das FDS, apoiadas pelos EUA, sequestraram centenas de civis em Hasaka

Fontes locais, que pediram anonimato, disseram ontem à agência estatal síria que elementos das chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiadas por Washington, invadiram várias casas nas localidades de Ras al-Ain, al-Shadadi, Tell Nimr e Tell Hamis, na província de Hasaka (Nordeste da Síria), e sequestraram 300 civis com o objectivo de os obrigar as combater nas suas fileiras.

Reabertura do principal posto fronteiriço com o Iraque
Foi hoje reaberto o posto fronteiriço que liga al-Bukamal, na província síria de Deir ez-Zor, e al-Qaem, na província iraquiana de Anbar, depois de vários anos de encerramento, devido aos ataques do grupo terrorista Daesh, revelam a agência SANA e outras fontes. (Abril)

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Mais de 600 mil visitantes nos primeiros 6 dias da Feira Internacional de Damasco

Apesar das ameaças dos EUA, participam na actual edição delegações de 38 países e mais de 1700 empresas sírias e estrangeiras. O embaixador da Venezuela em Damasco destacou a importância do certame.

A fonte refere que a delegação iraquiana goza de uma especial atenção da parte do governo sírio, sobretudo com a aproximação da activação da ligação rodoviária terrestre ao Iraque.

No âmbito da feira, o Ministério sírio dos Transportes promoveu a organização de um fórum de investimento, em que participaram representantes de várias empresas árabes e de outras regiões do mundo.

Por seu lado, o Ministério do Petróleo e Recursos Minerais assinou três contratos com empresas russas do sector do petróleo e do gás, com vista à sua exploração e produção nas regiões central e oriental do país árabe, indica a agência SANA. (Abril)