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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

«La Spirale»: o papel da comunicação social no golpe de Estado no Chile

O filme que mostra a estratégia comunicativa da burguesia e da direita chilena no derrube de Allende, em 1973. Narração em francês. Legendas em castelhano.

«La Spirale» (1976)Realização: Armand Mattelart, Valérie Mayoux, Jacqueline Meppiel / guião: Chris Marker / narração (em francês): Med Hondo François Périer / cinematografia: Étienne Becker / edição: Chris Marker / direcção artística: Jean-Michel Folon / duração: 2h18m40. Legendas em castelhano.

[Excerto do texto de Martín Espinoza:] En 1962, el sociólogo belga Armand Mattelart consiguió un diploma de especialización en demografía en la Sorbonne, en Francia, y partió a Chile. Allí comenzó su carrera universitaria en la Escuela de Sociología de la Universidad Católica de Chile. Posteriormente, en 1967 comenzó a trabajar para las Naciones Unidas como experto en desarrollo social y se dedicó al estudio de los medios de comunicación de masas, poniendo en pie un grupo de investigación junto a Michèle Mattelart y Mabel Piccini en el Centro de estudios de la realidad nacional (CEREN), recién creado en la Universidad Católica de Chile. Con el triunfo electoral de la Unidad Popular (UP) y la asunción de Salvador Allende como presidente, se dedicó al desarrollo de políticas de comunicación en ese país. (LER: lahaine.org)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

«A 20 anos da sabotagem de Itoiz» [reportagem]

No dia 6 de Abril de 1996, Nafarroa acordava abalada pela notícia de uma grande acção de sabotagem contra uma das grandes infra-estruturas que estavam a ser construídas naquela altura, a barragem de Itoiz. Oito activistas cortaram os cabos que transportavam o cimento para toda a obra, provocando assim perdas materiais milionárias, bem como a paragem das obras durante mais de um ano.

Agora que passam 20 anos daquela «acção directa», o Ahotsa ouviu alguns dos seus protagonistas, para analisar as consequências da acção, de todos os anos de luta contra a barragem, e também as consequências que a obra teve para os vales e terras próximos, desde que a barragem se encheu, há dez anos.

Itoiz, 20 urte: a acção que parou Itoiz [Ahotsa]Ver: lahaine.org

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Encontrados aparelhos de vigilância nos carros de dois familiares de presos

O advogado Kepa Manzisidor fez saber hoje que foram encontrados aparelhos de vigilância nos veículos particulares de Bonifacio Badillo, pai do preso político Irkus Badillo (Ugao, Bizkaia), e de Liher González, irmão do ex-preso político Oier González (Mundaka, Bizkaia).

No primeiro caso, debaixo do pára-choques do veículo foi encontrado um aparelho com cabos de importantes dimensões, preso com fita adesiva. No segundo, encontrou-se um dispositivo mais pequeno que o anterior no GPS do automóvel.

Manzisidor disse que em ambos os casos foi feita uma queixa ao tribunal, por forma a esclarecer quem está por trás da colocação destes dispositivos, que informação se reunia através deles e com que propósito.

Lembrou que não é a primeira vez que casos como estes vêm a público, tendo chamado a atenção para a hipótese de haver mais, pelo que realçou a importância de fazer a respectiva queixa judicial e pública quando os dispositivos forem descobertos.

Sublinhou que, para lá das suspeitas das pessoas afectadas, o mais importante é dar os passos necessários para que sejam os tribunais a esclarecerem que tipo de artefactos são e quem são os responsáveis pela sua colocação.
Salientou também a importância de não se mexer no aparelho, de o fotografar, de reunir testemunhas e toda a informação possível, e levá-la aos tribunais. Já o Eleak considerou estes casos como «espionagem política com maiúsculas», práticas «mais adequadas à Guerra Fria que a um processo de resolução como o que queremos para Euskal Herria». / Fonte: naiz.info / Ver também: BilboBranka

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Falange y Tradición novamente em acção


Stop Control Info; Nafarroa * E.H.
O recente atentado perpetrado em Novembro na cova de Otsaportillo (Urbasa) contra o monumento em memória daqueles que foram fuzilados e atirados para a dita cova pelos golpistas, em 1936, lançou o alerta. Se é verdade que este atentado não foi reivindicado, e não julgamos que o venha a ser, ele encaixa no modus operandi da Falange y Tradición nos últimos dois anos, bastando para tal lembrar o atentado cometido em Artesiaga em Maio de 2009. O tipo de acção, o alvo escolhido, os lemas e até a caligrafia usados em Otsaportillo não deixam grandes dúvidas.

Se, após a publicitada Operação Quimera e de acordo com Perez Rubalcaba, o grupo estava desarticulado, a realidade afigura-se bem distinta. Dos cinco detidos há um ano, apenas três foram parar à prisão, para saírem um mês mais tarde (20 de Novembro) com fianças de 10 000 euros. Entretanto, o grosso da Falange y Tradición permanecia na rua, e os seus contactos e relações com as forças e corpos de segurança do Estado e o Exército Espanhol ficavam por investigar. Também não vieram a público as relações entre este grupo e diversos partidos e colectivos nazi-fascistas espanhóis como España 2000 ou Frente Nacional e o envolvimento destes nos ataques.

Com tudo isto, o grupo prossegue em Navarra com a sua campanha de captação de jovens e o seu trabalho para-policial de recolha de informação sobre pessoas ou grupos de esquerda.
Recentemente, Jose Ignacio Irusta Sanchez, mais conhecido como «El Barbas» ou «El Carlista» (embora fosse mais apropriado chamar-lhe «El requeté»), detido em Sunbilla na Operação Quimera, fez pintadas de carácter ameaçador em euskara («KONTUZ IBILI» / andem com cuidado) na fachada do Gaztetxe de Elizondo, localidade que passou a ser o seu local de residência e da sua família após a sua detenção e posterior libertação. Esta personagem em particular, sem qualquer actividade laboral, dedica-se a coagir e ameaçar jovens da comarca de Baztan com total impunidade. Convém lembrar que as primeiras acções deste grupo fascista levavam a assinatura de Falange Baztan.
Entretanto, aguardamos pelo julgamento-farsa deste fascista e dos seus compinchas, em 2011.

Fonte: SareAntifaxista via lahaine.org

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Homenagem e denúncia do ataque fascista ao monumento de Otsoportillo

hitzondo.net * E.H.
No domingo, entre 60 e 70 pessoas prestaram homenagem aos cidadãos antifascistas (fuzilados em 1936) cuja memória se evoca no monumento de Ostoportillo. No início do mês passado (dia 5), «desconhecidos conhecidos» fizeram pinturas fascistas no referido monumento, ataque que foi denunciado de imediato por movimentos populares e forças políticas abertzales; para além disso, a esquerda abertzale organizou a homenagem que decorreu neste domingo, apesar das adversidades atmosféricas.
No discurso endereçado aos cidadãos que se deslocaram até ao monumento, evocaram a memória destes tempos e a dignidade antifascista, tendo reiterado o compromisso com a sua luta.
Sare Info:
http://sareantifaxista.blogspot.com/2010/11/eraso-faxisten-aurrean-igandean-denok.html

Fonte: SareAntifaxista

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ódio às vítimas: Ertzainas escavacam a placa em memória de Esteban Muruetagoiena em Oiartzun


Esteban Muruetagoiena era médico e foi detido pela Polícia espanhola no dia 16 de Março de 1982. Nove dias depois foi libertado, tendo vindo a falecer três dias após ter denunciado ter sido submetido a tortura.

De acordo com o Oarsoaldeko Hitza, no fim-de-semana de 8-9 de Maio, ertzainas apetrechados com martelos escavacaram a placa evocativa no centro de saúde em Oiartzun (Gipuzkoa) e atiraram-na para o lixo, de onde foi recuperada (na foto) por testemunhas oculares.
Até quando darão cobertura à tortura? E onde fica o respeito pelas vítimas?
Fonte: kaosenlared.net

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O arcebispado apropriou-se de 1087 bens em Nafarroa


Entre 1998 e 2008 o arcebispado apropriou-se de 1087 bens em Nafarroa, dos quais 651 são templos paroquiais, 191 ermidas e 9 basílicas. Além dos locais de culto, inscreveu em seu nome 42 casas e vivendas, 26 estabelecimentos comerciais, armazéns e garagens, 2 átrios, 8 cemitérios, 107 propriedades, 38 prados, 12 vinhas, pinhais e olivais e 1 frontão.

O «escândalo monumental» que o colectivo Altaffaylla descobriu por acaso no princípio de 2007 deu finalmente título a um livro de 320 páginas que recolhe de forma pormenorizada todos os bens que a Diocese de Iruñea registou entre 1998 e 2008. Esta obra foi apresentada na terça-feira na capital navarra por alguns dos seus autores, entre os quais se encontram historiadores, juristas especialistas na matéria e até sacerdotes e ex-sacerdotes.

Pedro Cabodevilla, presidente da Plataforma de Defensa del Patrimonio Navarro, explicou que esta obra aborda a privatização do património navarro desde os pontos de vista histórico, jurídico e moral. Também constatou que o arcebispado se limitou a dizer que esses bens são seus «desde tempos imemoriais», argumento que foi rebatido e amplamente documentado por historiadores e advogados navarros.

José Mari Esparza, coordenador da obra, salientou o facto de 117 municípios e freguesias de Nafarroa terem aderido «até ao momento» à Plataforma, algo insólito na história recente deste herrialde, e acrescentou que algumas localidades ainda não o fizeram porque não abordaram a questão em sessão plenária municipal ou porque «ainda não acreditam».

Face à situação que se verifica actualmente em Nafarroa Beherea, onde as igrejas «pertencem à sociedade», Esparza recordou que em Nafarroa Garaia a maior parte dos locais de culto foram privatizados quando Fernando Sebastián era bispo de Iruñea, e constatou que «esses bens foram utilizados historicamente para múltiplos fins».

Referiu que existe ainda uma terceira via, a de quem defende que esses bens pertencem às paróquias. «Nós não partilhamos dessa ideia, mas é sintomático que muitos párocos não estejam de acordo com os seus chefes», comentou Esparza.

A advogada Isabel Urzainki alertou para a possível inconstitucionalidade da legislação que permite à Igreja católica registar estes bens, em concreto o artigo 206 da Lei Hipotecária. O historiador Mikel Sorauren acrescentou que «a Igreja não pode reclamar o que não é seu na origem» e defendeu que os ditos bens «deveriam ser devolvidos aos seus verdadeiros proprietários».

Em nome dos doze primeiros autarcas que dinamizaram a Plataforma, o presidente da Câmara de Uharte, Javier Basterra, acusou o arcebispado de «apropriação indevida» e criticou a «conivência» entre a hierarquia da Igreja e «certos estratos». Pediu ainda aos partidos políticos que «se mexam» face ao que qualificou como «crime ou delito económico», porque «muitas apropriações foram executadas com a noção de se estar a praticar um crime».

Os títulos dos capítulos da obra são peculiares, com parábolas e referências bíblicas, e termina recordando que existem dois mandamentos que dizem «não roubarás» e «não mentirás».
Iñaki VIGOR

Jesús Lezaun: «Os bispos são verdadeiros assaltantes. Vão-se embora»
A intervenção que mais chamou a atenção durante a apresentação deste livro foi a do teólogo Jesús Lezaun. «Fico aterrado ao pensar que a Igreja se tornou na maior imobiliária de Navarra. Aquilo que fez foi uma enorme atrocidade, e os bispos transformaram-se em verdadeiros assaltantes. Vão-se embora!», exclamou Lezaun.
Na sua perspectiva, é «arrepiante» que os máximos dirigentes da Igreja em Nafarroa tenham realizado esta operação «sem dizer nada a ninguém da cúria» e ainda por cima «contra o que diz o Evangelho e Jesus Cristo», embora tenha dito também que, «quando se trata de dinheiro, são capazes de tudo».
«Do ponto de vista religioso, é uma monstruosidade», resumiu Lezaun.
Fonte: Gara

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Atacam o Posto de Turismo espanhol em Paris


De acordo com informações veiculadas desde Paris pelo Movimento pró-Amnistia, o Posto de Turismo que o Governo espanhol tem no n.º 43 da Rua Descamps, em Paris, foi atacado na noite de segunda para terça-feira.
Os vidros da porta e de uma janela apareceram partidos, e foram feitas diversas inscrições em francês nas paredes, umas em alusão ao desaparecimento de Jon Anza e outras em que se podia ler «Abaixo a tortura de Estado e a pena perpétua» e «Poder assassino».
Fonte: Gara

Mais informação: «Sabotagem no Posto de Turismo espanhol em Paris», de Béatrice MOLLE, em lejournalPaysBasque-EHko Kazeta

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Alerta do «Gara»: «El País» tenta intoxicar o debate na esquerda «abertzale»*

Tasio (Gara)

O diário espanhol El País tem vindo a publicar nos últimos meses uma série de informações com as quais, para além de justificar a estratégia traçada pelo Ministério espanhol do Interior, procura tergiversar o conteúdo do debate interno da esquerda abertzale. Ontem revelava um suposto texto de debate no seio do Batasuna que não é tal, nem tem autor conhecido, e que é de 2008.

O texto denominado «Gakoa» foi lançado na Internet, em formato «pdf», pelos diários do Grupo Noticias, que nos dias 18 e 19 de Outubro - após a operação em que foram detidos Arnaldo Otegi, Rufi Etxeberria, Rafa Díez e mais sete militantes abertzales - o elegeram como centro das notícias que veicularam a este respeito. Estes periódicos também destacaram o tema como assunto principal das suas primeiras páginas: «Militantes de la izquierda abertzale piden un debate que no esquive a ETA», podia-se ler no domingo no Noticias de Álava, e «'Gakoa' admite que los militantes han asumido la posible derrota de ETA», no cabeçalho do Gipuzkoa, na segunda-feira.

Embora o Grupo Noticias tenha apresentado o texto no âmbito do debate que a esquerda abertzale está a levar a cabo actualmente - o que é falso, como o Gara pôde verificar, pois na terça-feira passada dava a conhecer o conteúdo do documento elaborado pela direcção do Batasuna -, não ignorava o facto de que «es una iniciativa que tiene sus orígenes en el verano de 2008». Não o podia fazer porque o texto que divulgava está datado de Outubro de 2008 (literalmente: «2008ko urrian»). Também não chegava a afirmar que tinha sido um texto posto em debate no Batasuna, mas indicava que o «Gakoa anda circulando entre militantes de la izquierda abertzale con el propósito de abrir en su seno un debate sobre el futuro de esta expresión política». Quanto aos seus «promotores», apenas se dizia que são «un numeroso grupo de militantes con décadas de actividad política, sindical o en el campo de los presos».

A partir deste texto apócrifo, o El País publicou ontem um artigo, assinado pelo seu analista Luis R. Aizpeolea, no qual os autores desconhecidos desse texto passaram a ser «veteranos dirigentes abertzales».

Apesar de beber da mesma fonte que o Grupo Noticias, o El País oculta que o texto está datado de há um ano, mentindo ao destacar que se trata de «un nuevo documento». E insiste nessa versão: «Pero, además, ahora ha surgido en el mismo interior de la izquierda abertzale una iniciativa, denominada Gakoa (clave, en euskera), que exige que se plantee ya el debate sobre la continuidad de la violencia».

A página completava-se com um outro texto de Aizpeolea intitulado «Las fuerzas que se solidarizaron con Otegi rechazan su plan», em alusão ao ELA, ao EA e ao Aralar.
Fonte: Gara

* Os alertas relativos à desinformação propagada por certos órgãos de comunicação social e à tentativa de boicotar as iniciativas da esquerda abertzale com vista a uma solução democrática para o conflito basco têm sido lançados em vários meios de difusão informativa; a título de exemplo, deixamos aqui o artigo «'El País', o ministro, informação, desinformação e Arnaldo Otegi e a sua via política para a paz para a prisão», de Manuel Márquez, em kaosenlared.net

Em Portugal, em dias de grande agitação em Euskal Herria, com a repressão, a violência, a caça às fotos, as ameaças de ilegalização e tudo o mais que a democracia à espanhola serve em doses habituais e requintadas nas Terras Bascas, um canal de TV mostrava em rodapé que o presidente do Governo basco passava a responder aos cidadãos bascos pelo twitter. O bloqueio, por cá, também é giro.

sábado, 29 de agosto de 2009

Aumento de ataques e ameaças com a assinatura da falange em Nafarroa


Este ano, já houve perto de uma dezena de ataques fascistas em Nafarroa. Muitos deles surgiram com a assinatura da Falange, como aconteceu no fim-de-semana passado em três bares de Iruñea [Pamplona] e nos monólitos em lembrança das vítimas do franquismo colocados no monte Ezkaba e em Aitzoain.

O monumento aos falecidos na fuga da prisão do forte de San Cristóbal, no monte Ezkaba, e a placa em memória dos fuzilados pelo franquismo colocada no cemitério de Aitzoain foram alvo de acções de sabotagem no fim-de-semana passado, assim como diveros bares de Iruñea. Em todos estes lugares apareceram inscrições ameaçadoras com a assinatura da Falange. A estes acontecimentos há a acrescentar aquilo que se passou em Arbizu e Orkoien no dia 22: soube-se que a Câmara Municipal de Arbizu e um veículo do Município de Orkoien que é habitualmente utilizado por um membro da esquerda abertzale foram alvo de ataques fascistas, através de inscrições de cariz intimidatório contra o autarca e vários edis independentistas nas quais surgia o símbolo falangista do jugo e das flechas.

O Movimento pró-Amnistia, por seu lado, manifestava na segunda-feira - numa nota em que denunciava os ataques contra os bares Zurgai, Ezpala e Ipar Gorri - que este tipo de acções se pode repetir no futuro, tornando-se inclusive mais «graves», em virtude da aposta na «repressão selvagem» do Estado espanhol. E lembrava que as inscrições intimidatórias contra estes três estabelecimentos iruindarras aparecem apenas dias depois da causa aberta na Audiência Nacional espanhola contra o Ezpala e o Zurgai por terem expostas fotografias de presos políticos bascos.

Na sequência: «Ameaças personalizadas»
[...] Ontem [dia 24], UPN, PSN e CDN denunciaram os ataques aos monólitos antifranquistas de Ezkaba e Aitzoain, enquanto NaBai e Batzarre também mencionaram as inscrições ameaçadoras contra os três bares iruindarras. Ao contrário do que sucede noutras ocasiões, nenhuma destas formações exigiu a condenação destes actos a uma formação concreta. Assim, o Movimento pró-Amnistia criticou a «hipocrisia» da Câmara Municipal de Iruñea, que se recusou a apagar as inscrições realizadas nos bares citados.

Registo de partidos políticos
Como consta dos dados apresentados, muitos destes ataques aparecem subscritos pela Falange sem que tenha havido qualquer investigação policial ou judicial para esclarecer a existência da ligação a uma determinada organização. Actualmente, existem 13 partidos políticos legalizados e registados no Ministério do Interior espanhol que aludem a essa organização fascista responsável por de milhares de mortes durante a guerra de 36 e cujo nome esteve ligado à ditadura franquista, do princípio ao fim.
A Falange Espanhola das JONS é a mais antiga e foi legalizada em 1976. A última organização criada é a Falange 2000, que se legalizou nesse mesmo ano.

Manex ALTUNA

Notícia completa: Gara

Tasio (Gara)


Mais informação e notícias relacionadas:

«Destroços e pintadas no monumento aos foragidos do Forte de San Cristóbal», em lahaine.org

«Novo ataque fascista à Ezpala Taberna», em SareAntifaxista

«O terrorismo fascista renasce em Euskal Herria, perante o silêncio dos "democratas"» (com vídeo), em kaosenlared.net

«Ataques fascistas em Arbizu e Orkoien», em ezkerabertzalea.info

«O LAB apela à organização de uma resposta popular contra os ataques fascistas», em kaosenlared.net

"Denunciamos estes ataques ocorridos em diversos locais e enquadramo-los na ofensiva geral do fascismo espanhol".

Ver também o acompanhamento da situação em nafarroan.com


Ataques mais recentes e também noutros herrialdes:

«Ameaças fascistas na Câmara Municipal de Oiartzun» (Gipuzkoa), em askatu.org
Apareceram várias inscrições com a assinatura da Falange, entre as quais "Gora España" e "Vigilancia y Terror Falangista".

«Ataque fascista contra o cemitério de Berriobeiti» (Nafarroa), em antifaekintza via lahaine.org
"Nos seus muros exteriores, concretamente no frontal e num lateral, apareceram inscrições contra as vítimas do franquismo e outras de conteúdo fascista".

«Pintadas nazi-fascistas nos túmulos de Lasa e Zabala», em SareAntifaxista
"As inscrições - 'Cerdos comunistas' e 'Gora Galindo' - foram realizadas na noite de 27 para 28 nos túmulos de Josean Lasa e Joxi Zabala, em Tolosa (Gipuzkoa)".

«Eraso faxista! Argia Ikastola erasotua», em SareAntifaxista
A Argia Ikastola, de Fontella, na Erribera de Nafarroa, foi alvo de um ataque nazi-fascista pela segunda vez: nas paredes e numa das portas apareceram inscrições como «ikastola nidos de E.T.A», «escuela de etarras» ou «el euskara es E.T.A»).

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Reivindicadas acções de sabotagem contra quatro campos de golfe em Lapurdi


A dinâmica «O País Basco não está à venda» (Euskal Herria ez da salgai) reivindicou as acções de sabotagem à picareta contra quatro campos de golfe de Lapurdi num texto enviado ao Le Journal du Pays Basque e a outros órgãos de comunicação locais. Assim, as acções contra os campos de golfe de Xiberta, em Angelu (13 de Maio), de Arrangoitze (28 de Maio) e de Donibane Lohizune e Ziburu (29 de Julho) foram assumidas por esse movimento.

Neste primeiro comunicado enviado aos meios de comunicação, a dinâmica «O País Basco não está à venda» enquadra as acções na luta «contra a especulação e o desaparecimento da nossa identidade». Receios transmitidos, de acordo com os autores do documento, «pelos grupos políticos, sociais e armados nestas últimas décadas».

No que diz respeito ao debate que se seguiu às acções de sabotagem contra os greens, o comunicado explica: «os campos de golfe seriam motores de desenvolvimento da economia local e criadores de emprego. Mas isso chega para justificar qualquer tipo de actividade?». E recorda que os campos de golfe «degradam o ambiente» e «destroem as terras cultiváveis».

De acordo com os promotores desta dinâmica, a questão não está em saber se os campos de golfe interessam aos Bascos ou aos turistas, mas antes na «utilização que lhes foi dada no País Basco Norte». Lembram que Lapurdi tem pelo menos oito campos de golfe e consideram que estes desempenham um papel «na política de ordenamento do território levada a cabo por Paris: um lugar dotado de todas as infra-estruturas de lazer, habitado por um povo exótico e servil».

A dinâmica em questão recorre a diferentes modos de acção de forma a «mostrar que não estão dispostos a aceitar tudo e mais alguma coisa», precisa o comunicado, e apela à «organização» entre todos aqueles «que pretendem juntar-se a este combate». E terminam: «só a luta dá frutos, defendamos a terra, o País Basco não está à venda».

Goizeder TABERNA