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sábado, 25 de abril de 2020

«Agora, o povo unido nunca mais será vencido» (música para celebrar Abril)

Um djset criado pelo Selecta Boots exclusivamente com música revolucionária portuguesa, para celebrarmos Abril à Janela e sempre que quisermos.
OUVE em manifesto74

«Venceremos, venceremos, com as armas que temos na mão. Venceremos, venceremos a batalha da terra e do pão.»

sexta-feira, 24 de abril de 2020

«Grândola, Vila Morena»

25 de Abril sempre! Fascismo nunca mais!
Reicindentes – «Grándola Vila Morena»A canção da liberdade cantada pela banda andaluza, de Sevilha. Tema do álbum Aniversario (2013).

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Manuel Loff: «O fascismo não morreu»

Entrevista de AbrilAbril ao historiador Manuel Loff sobre um tema que domina: o fascismo. Passa em revista temas da actualidade, nomeadamente o que respeita àquilo que, nos movimentos fascistas actuais, representa a continuidade com movimentos dos anos 1920 e 1930 e o que se formula de forma diferente, bem como a imigração ou a questão do «Museu Salazar».

«Sobre a imigração vale a pena dizer que um dos modismos que a extrema-direita portuguesa descobriu, e que podia ter saída em Portugal, é a discussão em torno do outro. No caso português é simultaneamente a imigração e os ciganos. Mas no caso da imigração existe um problema de fundo: o luso-tropicalismo mitifica a ideia de que os portugueses seriam uma excepção na história colonial à escala mundial e que teriam demonstrado uma capacidade de relacionamento pacífico com os povos coloniais.» (Abril)

sábado, 24 de agosto de 2019

«O ouro e a lata»

[De Jorge Seabra] Foi esse saber enciclopédico e telúrico que permaneceu escondido do grande público pela comunicação social dominante que, em outras áreas, também exclui gente como Sérgio Ribeiro, Avelãs Nunes, Eugénio Rosa ou o saudoso Miguel Urbano Rodrigues (com obra internacionalmente firmada sobre a complexa realidade da América Latina ou do Afeganistão), prefigurando uma verdadeira estratégia de censura política. (odiario.info)

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

«José Afonso, artista inconformado e inconformista»

[De Manuel Pires da Rocha] Em 2 de Agosto de 1929 – faz por estes dias 90 anos – nascia em Aveiro José Afonso, poeta do mais doce lirismo e do mais claro manifesto, melodista genial. Escreveu canções para o tempo em que viveu, às vezes a favor outras vezes contra a ordem que a História foi estabelecendo, na linha de tempo que é a do desencontro dos interesses de classe e respectiva luta.

Que uma obra com a dimensão e o significado daquela que José Afonso criou tenha o valor de «interesse nacional» é coisa fácil de entender por quem encha os pulmões para cantar uma das muitas canções do Zeca, experimentando o gosto do encontro das palavras com as melodias, a decifragem da História, a vontade de projectar aquela obra no Futuro. Trata-se, afinal, de construir a Cidade / Sem muros nem ameias / Gente igual por dentro / Gente igual por fora / Onde a folha da palma / afaga a cantaria / Cidade do homem / Não do lobo, mas irmão / Capital da alegria. (avante.pt)

terça-feira, 30 de julho de 2019

Museu Salazar: «Chamam-lhe apenas Estado Novo, nunca falam em fascismo»

Em declarações ao AbrilAbril, Domingos Abrantes, resistente antifascista e ex-preso político, lembrou que este objectivo já está há muito tempo em cima da mesa, por parte dos «saudosistas do fascismo», acrescentando que o significado da iniciativa não pode ser menorizado. «Está em linha de continuidade com uma ofensiva que se tem vindo a intensificar de branqueamento do fascismo», alertou.

Rebatendo o argumento de que um museu sobre Salazar possa ser neutro, afirmou que «é difícil imaginar que se possa tratar de um museu com vista ao esclarecimento do povo português e, sobretudo das novas gerações, em relação ao que foi o fascismo, a repressão, o obscurantismo, os assassinatos, durante 48 anos, do qual esta figura, não sendo única, é em grande parte responsável». (Abril)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

«Manuel Goucha Salazar, para que saibas: o fascismo e o racismo não passarão»

[De Lúcia Gomes] Não vi o programa, não vou ver. MM participou na execução de um negro – Alcindo Monteiro, (na foto, morto por causa da cor da sua pele, com 27 anos, em junho de 1995, espancado até à morte) – esteve detido por posse ilegal de armas, apela repetidamente ao ódio e ao racismo. De quando em vez, lá vem um órgão de comunicação social dar-lhe palco. Li uma vez uma entrevista sua e bastou-me. Bastou-me a suástica que enverga para imediatamente me reportar à célebre cena de American History X, em que um nazi (com uma estética bem parecida ao dito cujo) esmaga o crânio de um negro no lancil de um passeio. E vejam-na com atenção porque foi isto que se passou na TVI. (manifesto74)

domingo, 4 de novembro de 2018

«O cavaquismo foi uma recuperação de muitos dos valores do salazarismo»

[Manuel Loff, historiador e professor, entrevistado pelo Jornal i] Uma muito interessante entrevista em que são abordados – com um rigor terminológico e de análise pouco usual nos grandes media – vários aspectos do actual ascenso da extrema-direita. Nomeadamente um que é essencial: se se procurar identificar a extrema-direita dos nossos dias pelos aspectos exteriores e de actuação dos fascismos das primeiras décadas do séc. XX incorre-se num perigoso erro. (odiario.info)

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

«Óscar Lopes e a cidadania ou o compromisso militante e com o sentido»

[De Manuel Gusmão] No ano do centenário do seu nascimento, evocamos Óscar Lopes. Intelectual de excepcional envergadura, Óscar Lopes foi um destacado resistente antifascista e um revolucionário: «é um militante comunista, ou seja, para além da compreensão e da exigência de defender com pertinácia a independência e a autonomia do seu trabalho intelectual, ele decidiu, para garantir a pertinência de tais questões, colocá-las ao serviço da outra classe. E assim, quando tenta encontrar ou descortinar o sentido de um texto ou de um conjunto de textos, Óscar Lopes é levado a pôr questões obrigadas ao ponto de vista da classe operária e dos trabalhadores em geral.» (odiario.info)