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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Familiares de desaparecidos no Uruguai exigem fim da impunidade

A associação Mães e Familiares de Uruguaios Presos Desaparecidos acusa as Forças Armadas de ocultar informação sobre atrocidades cometidas na ditadura (1973-85), ao apresentar novos documentos.

Ignacio Errandonea destacou que as Forças Armadas queriam combater estes documentos e que a «Justiça deve investigar tudo, a fundo». «Entendemos que o mais grave de tudo o que foi revelado nestes processos é o ocultamento, por parte das Forças Armadas, de todos os crimes que cometeram, o continuar a esconder os nossos familiares, porque, hoje em dia, os nossos familiares continuam a ser sequestrados pelos militares», frisou Errandonea, citado por La Diaria. (Abril)

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

O «Massacre do Filtro» foi há 26 anos

1994. Balas e bastonadas para quem pedia asilo para os refugiados bascos em Montevideu. Fernando Morroni e Roberto Facal foram assassinados. Mais de uma centena de pessoas ficaram feridas. «Liberar, liberar a los vascos por luchar!». Hoje há nova manifestação em Montevideu (18h00, Obelisco), para lembrar o «massacre» e exigir o fim da impunidade.

O «Massacre do Filtro», que teve lugar em Montevideu (Uruguai) a 24 de Agosto de 1994, refere-se à violenta repressão do Governo uruguaio sobre as milhares de pessoas que se tinham concentrado junto ao Hospital Filtro para apoiar o pedido de asilo político de três cidadãos bascos que estavam presos, acusados de fazer parte da ETA. Os bascos encontravam-se em greve de fome – razão pela qual estavam internados no hospital referido – e seriam extraditados nesse mesmo dia.

A operação de repressão, que provocou a morte de Fernando Morroni e Roberto Facal, e mais de uma centena de feridos, foi conduzida pelo inspector nacional José Dávila e pelo inspector-geral Pablo Gerjiulo, que recebiam ordens directas de Ángel María Gianola, ministro do Interior do Governo de Luis Alberto Lacalle.

O povo basco jamais esqueceu o que aconteceu em Montevideu em 1994 e todos os anos lembra os dois que caíram mortos em defesa dos direitos dos refugiados, como costuma acontecer nas festas grandes [Aste Nagusia] de Bilbo. Com Norma Morroni, mãe de Fernando, mantém-se uma relação de grande carinho.

«Guernica 94 - Represión del Filtro» [documentário]«Liberar, liberar a los vascos por luchar!»

sábado, 6 de junho de 2020

Uruguaios mobilizam-se em defesa da saúde, do trabalho e dos salários

A propósito dos propalados «ajustes salariais», o secretário-geral do PIT-CNT sublinhou que «é fundamental proteger os rendimentos e os salários» dos trabalhadores, os pequenos empresários – «cujos interesses estão objectivamente muito mais perto da enorme classe trabalhadora do que da enorme riqueza acumulada» – e, sobretudo, os sectores mais desfavorecidos, num momento em que inflação atinge os 11%.

«Habituarmo-nos ao desamparo não pode ser o caminho. O Estado tem de dar a resposta», frisou. (Abril)

sábado, 24 de agosto de 2019

O «Massacre do Filtro» foi há 25 anos – prossegue a luta contra a impunidade

1994. Balas e bastonadas para quem pedia asilo para os refugiados bascos em Montevideu. Fernando Morroni e Roberto Facal foram assassinados. Mais de uma centena de pessoas ficaram feridas. «Liberar, liberar a los vascos por luchar!». Hoje há nova manifestação em Montevideu, para lembrar o «massacre» e exigir o fim da impunidade.

O «Massacre do Filtro», que teve lugar em Montevideu (Uruguai) a 24 de Agosto de 1994, refere-se à violenta repressão do Governo uruguaio sobre as milhares de pessoas que se tinham concentrado junto ao Hospital Filtro para apoiar o pedido de asilo político de três cidadãos bascos que estavam presos, acusados de fazer parte da ETA. Os bascos encontravam-se em greve de fome – razão pela qual estavam internados no hospital referido – e seriam extraditados nesse mesmo dia.

A operação de repressão, que provocou a morte de Fernando Morroni e Roberto Facal, e centenas de feridos, foi conduzida pelo inspector nacional, José Dávila, e pelo inspector-geral, Pablo Gerjiulo, que recebiam ordens directas de Ángel María Gianola, ministro do Interior do Governo de Luis Alberto Lacalle.

O povo basco jamais esqueceu o que aconteceu em Montevideu em 1994 e todos os anos lembra os dois que caíram mortos em defesa dos direitos dos refugiados, como ontem aconteceu nas festas grandes [Aste Nagusia] de Bilbo. Com Norma Morroni, mãe de Fernando, mantém-se uma relação de grande carinho.

«Guernica 94 - Represión del Filtro» [documentário]
Ver tb.: «A 25 años de la masacre del Filtro: el ejemplo de solidaridad del pueblo uruguayo sigue peleando contra la impunidad» (diariolajuventud.com) [transcrição do programa da CX 36 Radio Centenario, com a participação de Norma Morroni e de membros da brigada da Askapena no Uruguai]

domingo, 11 de agosto de 2019

«Robaron gran parte de México, borraron media Bolivia, invadieron Nicaragua, asesinaron a Morazán»

[Quatro excertos de Espejos: Una historia casi universal, de Eduardo Galeano] En 1856, William Walker se proclama presidente de Nicaragua. La ceremonia incluye discursos, desfile militar, misa y banquete con cincuenta y tres brindis de vinos europeos.

Una semana después, el embajador de los Estados Unidos, John H. Wheeler, reconoce oficialmente al nuevo presidente, y en su discurso lo compara con Cristóbal Colón.

Walker impone a Nicaragua la Constitución de Louisiana y restablece la esclavitud, que treinta años antes había sido abolida en toda Centroamérica. Lo hace por el bien de los negros, porque las razas inferiores no pueden competir con la raza blanca, si no se les da un amo blanco que dirija sus energías.

Este caballero de Tennessee, el Predestinado, recibe órdenes directas de Dios. Cavernoso, patibulario, siempre vestido de luto, encabeza una banda de mercenarios, reclutados en los muelles, que dicen ser los Caballeros del Círculo Dorado y también se hacen llamar, modestamente, Falange de los Inmortales. (presos.org.es)

terça-feira, 21 de maio de 2019

Marcha do Silêncio em Montevideu exigiu «verdade e justiça»

A marcha, que esta segunda-feira se realizou pela 24.ª vez, é «uma expressão cálida de solidariedade com quem sofreu e ainda sofre as consequências da barbárie do terrorismo de Estado».

Apesar da chuva intensa na capital uruguaia, dezenas de milhares de pessoas participaram, esta segunda-feira, na Marcha do Silêncio, voltando a reclamar «verdade» e a exigir «justiça» para os desaparecidos na ditadura (1973-1985). (Abril)

quarta-feira, 6 de março de 2019

«Respuesta de un venezolano común y corriente al expresidente Pepe Mujica»

[De Eduardo Viloria Daboín] Lo que está en el fondo es la necesidad de EEUU de apoderarse del petróleo venezolano y de todas sus enormes riquezas. Pero, además de todos sus otros olvidos, en este caso también se olvida de que justamente por ese objetivo a Estados Unidos le importa un bledo la democracia en Venezuela y la libertad y bienestar de su pueblo. La única democracia que a EEUU le interesa es la que le permita colocar a un presidente servil a sus intereses, y en la que puedan manejar directamente las instituciones a favor de sí mismo. (albatv.org)

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

O «Massacre do Filtro» foi há 24 anos

1994. Balas e bastonadas para quem pedia asilo para os refugiados bascos em Montevideu. Fernando Morroni e Roberto Facal foram assassinados. Centenas de pessoas ficaram feridas. «Liberar, liberar a los vascos por luchar!»  

O «Massacre do Filtro» teve lugar em Montevideu (Uruguai), a 24 de Agosto de 1994, na sequência da violenta repressão do Governo uruguaio sobre as milhares de pessoas que se tinham concentrado junto ao Hospital Filtro para apoiar o pedido de asilo político de três cidadãos bascos que estavam presos, acusados de fazer parte da ETA. Os bascos encontravam-se em greve de fome, razão pela qual estavam internados no hospital referido, e seriam extraditados nesse mesmo dia.

A operação de repressão provocou a morte de Fernando Morroni e Roberto Facal e centenas de feridos. Foi conduzida pelo inspector nacional, José Dávila, e pelo inspector-geral, Pablo Gerjiulo, que recebiam ordens directas de Ángel María Gianola, ministro do Interior do Governo de Luis Alberto Lacalle.

O povo basco jamais esqueceu o que aconteceu em Montevideu em 1994 e todos os anos lembra os dois que caíram mortos em defesa dos direitos dos refugiados. Com Norma Morroni, mãe de um deles, mantém-se uma relação de grande carinho.

«Guernica 94 - Represión del Filtro» [documentário]«La Masacre del Filtro 1994» [reportagem]

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Greve geral no Uruguai teve «grande adesão»

A greve geral, designada «El 22 yo paro» [Dia 22 eu paro], foi convocada sob o lema «Si a los trabajadores les va bien, al pueblo le va bien» [Se as coisas estão bem para os trabalhadores, estão bem para o povo], e ocorre num contexto marcado pela negociação colectiva salarial (com grandes desacordos nalguns sectores), e pelo debate parlamentar do projecto de lei orçamental para os próximos dois anos.

Entre as reivindicações apresentadas pela PIT-CNT, central uruguaia que conta com mais de 400 mil trabalhadores filiados, estão a exigência de que o Estado dedique 6% do produto interno bruto à Educação e 1% à Investigação.

Os trabalhadores também exigem maior dotação orçamental para as áreas da Saúde e da Habitação, salários mais elevados, melhores condições de trabalho e maior e melhor distribuição da riqueza.

Reivindicando a redução da jornada laboral, repudiam as pretensões do patronato de flexibilizar o horário de trabalho e eliminar as horas extra, e rejeitam a proposta da Asociación y Federación Rural de não aumento dos salários no sector agrícola para 2018 e 2019. (Abril)

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

«Los ciclos de la CIA»

[De Mario Benedetti] Artículo publicado en 1976, después del atentado al avión de Cubana de Aviación. Sobre los curiosos retrasos de la prensa burguesa en informar según qué cosas. // Publicado originalmente en la Revista Casa de las Américas, nro. 99, en octubre de 1976. Apareció con la siguiente nota: «Con motivo de la nueva y salvaje agresión yanqui contra Cuba, de resultas de la cual un avión de Cubana de Aviación fue destruido en pleno vuelo sobre el mar Caribe, el pasado 6 de octubre, el compañero Mario Benedetti publicó el artículo que aquí reproducimos, con carácter emergente». (lahaine.org)