terça-feira, 8 de março de 2011

Ane Ituiño: «100% das mulheres torturadas referiram violência sexista»

Ane ITUIÑO, do TAT (Grupo contra a Tortura), entrevistada por Ramón SOLA
Ituiño deu inúmeras conferências sobre a violência sexual nas esquadras e nos calabouços, compilou dados e testemunhos, reuniu-se com instâncias oficiais... Depois de tudo isso, e embora seja dramático, não hesita em afirmar que a violação denunciada por Beatriz Etxebarria não a surpreendeu. E menos ainda o silêncio oficial que se seguiu: «Afinal, trata-se de esconder a prática da tortura. E se isso implica ocultar a violência exercida sobre as mulheres nas esquadras, pois também se faz».
Ver: Gara

Estrasburgo condena Espanha por não investigar a tortura a um detido em 2002
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou o Estado espanhol a indemnizar Aritz Beristain Ukar por não ter investigado a queixa de maus tratos por este interposta após a sua detenção, em 5 de Setembro de 2002.
VER: kaosenlared.net

Torturarik ez! Não à tortura! Mobiliza zaitez!
Lau bilbotar basatiki atxilotu, inkomunikatu eta torturatuak
Quatro bilbaínos detidos, incomunicáveis e torturados selvaticamente
Bortxaketa, kolpeak, mehatxuak, poltsa, jazarpen sexuala, irainak...
Violação, agressões, ameaças, o saco, acosso sexual, injúrias...
Aski da! Basta!

MARTXOAK 10, OSTEGUNA / 10 de Março, quinta-feira
ELKARRETARATZEA / concentração
19:30etan ELIPTIKA PLAZA / Praça Elíptica, 19h30

ATXILOKETA GEHIAGORIK EZ! INKOMUNIKAZIORIK EZ! TORTURARIK EZ!
ERREPRESIO POLITIKOA AMAITU!
Pelo fim das detenções, do regime de incomunicação, da tortura!
Acabemos com a repressão política!
Fonte: TAT via kaosenlared.net

Leituras:
«Guardia civil, jueces, fiscalía y gobierno del Psoe celebran una semana antes el día de la mujer», de Mikel ARIZALETA

«Si callan los medios, hablan las paredes», de Gari MUJIKA, jornalista

Em Hendaia, greve de fome contra os mandados europeus de detenção e em defesa dos direitos civis e políticos

Deram a conhecer esta nova iniciativa numa conferência de imprensa que decorreu ontem à tarde no bairro de Intzura, em Hendaia, e que contou com a presença de representantes de diversas forças partidárias - como PS, PCF, Front De Gauche, entre outras. Afirmaram que o seu objectivo é que todos os processos de mandados europeus sejam abandonados.
Na conferência de imprensa, encontrava-se Irati Tobar - jovem da Segi que esteve encerrada uma semana em Izpura juntamente com outros sete companheiros, já todos encarcerados e a aguardar por decisão judicial -, que foi transportada para o local na viatura do conselheiro geral do PS Kotte Ezenarro.
Na mesa, estavam Anaiz Funosas, membro do colectivo contra os mandados europeus de dentenção, e as pessoas que participam na greve de fome hoje iniciada e que se irá prolongar por duas semanas: Irati Tobar, Iker Elizalde e Xabi Hirigoien - sendo os dois últimos vereadores abertzales de Hendaia e Beskoitze, respectivamente.
Notícia completa: kazeta.info

A Ahaztuak reivindica em Zornotza a memória de Jon Paredes e Anjel Otaegi

A Ahaztuak realizou este domingo uma concentração em Zornotza (Bizkaia) para exigir que se volte a colocar a placa que atribuía a uma praça da localidade o nome Txiki y Otaegi, posto que estes militantes da ETA «não foram terroristas», mas sim «lutadores» contra o regime de Franco.
Marcelo Álvarez, o seu porta-voz, explicou que o objectivo do acto era expressar publicamente a crítica e discordância com a resolução tomada pelo Tribunal número 2 de Bilbo, na qual se decreta a retirada da referida placa. Em seu entender, ambos foram «lutadores contra o franquismo e vítimas desse regime», na medida em que foram dois dos cinco últimos fuzilados por ordem de Franco.
No sábado, em Basauri, teve lugar uma homenagem a Vicente Antón Ferrero, um habitante da localidade biscainha que morreu abatido pelos disparos da Guarda Civil no dia 8 de Março de 1976, quando se manifestava em solidariedade com os que tinha sido reprimidos em Gasteiz cinco dias antes.
Fonte: Gara

Mais informação sobre a concentração da Ahaztuak: kaosenlared.net

Mais informação e fotos da homenagem a Vicente Antón Ferrero: SareAntifaxista e SareAntifaxista

Actividades relacionadas com o 8 de Março

Da parte da Emakume Internazionalistak, vimos informá-los das actividades que preparámos no espaço da Zabaldi - Rua Navarreria, 25 - relacionadas com este 8 de Março.

Para além de apoiar a manifestação que terá lugar esta terça-feira, 8 de Março, às 20h00 a partir da Plaza del Castillo, convidamo-vos a assistir, no dia 10 de Março (às 20h00), aos documentários Trabajadoras domésticas en Lucha, de Susana Elejalde e Sara Rodríguez (2010) e In Our Care, de Selena Rhine, 2010.

No dia 11 de Março, às 19h30, conferência Delitos y pecados, pela nossa convidada Dolores Juliano, conhecida antropóloga e feminista.
http://www.zabaldi.org/

Fonte: kaosenlared.net

segunda-feira, 7 de março de 2011

Mariné Pueyo, insultada e vexada pela UPN após relatar a tortura denunciada pela sua filha


A iniciativa contra a tortura chegou na sexta-feira à Câmara Municipal de Iruñea, onde os vereadores independentistas Mariné Pueyo e Mikel Gastesi comunicaram ao plenário o conteúdo da moção já aprovada em dezenas de localidades.
Numa sessão agitada, a UPN insultou e vexou a vereadora Mariné Pueyo (mãe de uma das navarras detidas que afirmaram ter sido torturadas pela Polícia), sem lhe dar o direito de resposta.


Pueyo defendeu o carácter urgente da moção, recordando que, das 82 pessoas presas em Hego Euskal Herria em 2010, 63 afirmaram ter sofrido abusos por parte de agentes policiais. Por isso, pediu à Câmara que se posicionasse contra as medidas que permitem a criação de espaços de impunidade. Na sua argumentação, a vereadora procedeu à leitura do excerto de um relato de tortura de uma das jovens detidas, no qual se dá conta da forma como vários polícias a despiram da cintura para cima e a apalparam. Esta sessão de tortura terminou, de acordo com o texto apresentado por Pueyo, quando a jovem detida caiu desmaiada. «Esta é apenas uma parte das denúncias apresentadas por Garazi Autor, minha filha», afirmou a vereadora no final da leitura do texto. Depois perguntou: «Quando chegará o dia em que os gritos silenciados da tortura nos acordem?».

Ao invés de despertar empatia entre os seus companheiros na Câmara Municipal, a equipa de Governo, que se viu contra as cordas, respondeu com um ataque pessoal à vereadora, pela voz de José Iribas, porta-voz da UPN: «Queremos repudiar com veemência o modo sarcástico, insolente e infame com que a senhora Pueyo se pronunciou».
A edil independentista reclamou o seu direito de resposta, desafiou-o a aceitar a moção e debater em igualdade, mas a autarca, Yolanda Barcina, saltou a terreiro dando a sessão por terminada. Viveram-se momentos de grande tensão, após os quais ninguém apareceu para se solidarizar com a vereadora injuriada.

Notícia completa: ateakireki.com (inclui excertos do testemunho de tortura de Garazi Autor, filha da vereadora da CM de Iruñea Mariné Puyeo, e excertos da intervenção do vereador da UPN José Iribas)
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Período de incomunicação e relatos de tortura dos bilbaínos recentemente detidos pela Guarda Civil
Os detidos relatam um caso de violação e graves chantagens
Enquanto Beatriz Etxebarria afirma ter sido violada com um pau pela Guarda Civil, nada parecem ter contra Lorena López, que foi utilizada como moeda de troca para que o seu companheiro sentimental, que acabou por se aleijar a si mesmo, assinasse o depoimento policial. Os jovens ouviam a todo o momento o choro e os gritos dos seus respectivos companheiros, com os quais os chantagearam, inclusive no último momento, a caminho do tribunal especial.
Oihana LLORENTE
VER: Gara

Juristas reclamam na ONU que o Estado espanhol suprima as leis especiais e o regime de incomunicação


O Conselho de Direitos Humanos da ONU, reunido em Genebra nestes dias, recebeu uma petição para que o Estado espanhol suprima a sua legislação especial, em virtude do novo contexto existente em Euskal Herria. A petição foi impulsionada pela Associação Americana de Juristas (AAJ), entidade criada em 1976 e que possui um estatuto consultivo junto da ONU.

O seu documento faz referência tanto ao regime de detenção como à Lei de Partidos, questões de absoluta actualidade, tendo em conta as detenções de terça-feira e o processo movido contra o Sortu. Como premissa, refere que «considera positivo o cessar-fogo declarado pela ETA» e que é também «sumamente positiva a declaração do sector civil que se vincula ideologicamente com a dita organização, no sentido de 'desenvolver a sua actividade com base na rejeição da violência como instrumento de acção política ou método para alcançar objectivos políticos, qualquer que seja a sua origem e natureza'».
No novo contexto, estes juristas sublinham que «se devem empreender acções que ajudem a pôr um término definitivo ao conflito sobre a base da mais firme prevalência dos direitos humanos para todas as pessoas».
Notícia completa: ateakireki.com

Leituras


«De infames e indecentes», de Fede de los RÍOS

«Sobre la violencia con fines políticos», de Floren AOIZ, escritor

«La verdadera convergencia», de Carlo FRABETTI, escritor e matemático

«Una cadena para romper viejos cercos», de Maite UBIRIA, jornalista

Azpeitia pede que a Guarda Civil se vá embora de Euskal Herria

Nem vos queremos, nem precisamos de vocês. Vão-se embora! Deixem-nos em paz!

Na quinta-feira, a Câmara Municipal de Azpeitia (Gipuzkoa) aprovou uma moção em que se denuncia a presença asfixiante da Guarda Civil na comarca e se pede que se vá embora do país, atendendo, também, ao novo contexto político criado.
A moção, que foi aprovada com os votos de Aralar, EA e esquerda abertzale, será remetida à subdelegação do Governo espanhol existente em Donostia. Denuncia os permanentes controlos na estrada e a presença asfixiante de agentes da instituição militar nas últimas semanas na citada localidade guipuscoana.
O Movimento pró-Amnistia criticou o PNV pelo facto de se ter abstido. Na nota emitida, o AAM lembra o papel deste corpo militar na repressão exercida sobre Euskal Herria, seja por via da tortura, seja por via das ameaças, dos interrogatórios, identificações e retenções a que submetem os cidadãos bascos.
Fonte: SareAntifaxista / Ver: askatu.org

Marlaska proíbe a celebração do aniversário de um preso basco em Algorta
O juiz espanhol Fernando Grande-Marlaska voltou a aceder às petições proibicionistas da associação de extrema-direita Dignidad y Justicia, proibindo a realização de um acto previsto para sexta-feira num estabelecimento de Algorta (Bizkaia) para celebrar o aniversário do preso político Xabier Gallaga.
Para Grande-Marlaska, «sob a ficção de celebrar um aniversário estritamente pessoal», pretendia-se «louvar a trajectória criminosa» de Gallaga. Considera ainda que o facto de a informação ter sido publicada na página do Movimento pró-Amnistia confirma a sua tese.
Um comunicante contou ao Gara que agentes da Ertzaintza apareceram ontem no local com o auto de Marlaska para lhes comunicar a proibição. Em resposta houve uma concentração em frente ao espaço no qual a realização do acto foi proibida, com uma faixa em que se lia «Audiencia Nacional Stop», vigiada de perto por várias patrulhas policiais.
Fonte: Gara

A propósito:
«Ertzaintzak galarazi zuen atzo Javier Gallagaren urtebetetze jaia Amnistia tabernan» (etengabe)

«Jabier Gallagaren urtebetetzeko jaia debekatu egin du Espainiako Auzitegi Nazionalak» (etengabe) / Não esquecer que Pagoa Zulueta faz anos a 8 de Março.

Repetem-se as mobilizações em defesa dos direitos dos presos políticos
Como acontece todas as sextas-feiras, na que passou houve dezenas de mobilizações em defesa dos direitos dos prisioneiros políticos bascos, nas quais se exigiu o seu repatriamento.
Para além disso, ontem, os presos encarcerados na prisão de Ocaña II estiveram fechados nas celas durante todo o dia como forma de protesto pelo acidente rodoviário sofrido por três amigos do preso donostiarra Jon Markel Ormazabal na madrugada de sábado, dia 26 de Fevereiro.
Assim, 40 pessoas participaram na concentração levada a cabo em Amezketa, outras 45 fizeram-no em Lizarra e 69 em Lazkao.
Em Bilbo, em frente à Sain Etxea, juntaram-se 100 pessoas pelos direitos do colectivo de presos, 45 em Deba, 19 em Legorreta, 39 em Ugao, 30 em Agurain, 40 em Amurrio, 187 em Ondarroa e 52 em Getaria.
Em Mungia mobilizaram-se 40 pessoas, outras 170 fizeram-no em Zarautz, 120 em Donostia, 25 em Berriozar, 56 em Bergara (no dia anterior, 400 pessoas participaram numa manifestação solidária com Aitziber Plazaola, que esteve encerrada em Izpura), 466 em Gasteiz, 50 em Lezo, 11 em Lezama, 28 em Zizur e 40 em Elizondo.
Em Soraluze, o protesto contra a política penitenciária reuniu 498 pessoas, enquanto em Orereta foram 220, 24 em Mundaka, 30 em Antzuola, 110 em Lekeitio, 36 em Arbizu e 75 em Urretxu-Zumarraga.
Três identificados em Elgoibar
Moradores de Elgoibar que se mobilizaram pelos presos comunicaram na sexta-feira ao fim da tarde ao Gara que a Ertzaintza identificou três pessoas neste município, ameaçando-as com a abertura de um processo pela realização de um acto que não fora previamente comunicada. Os participantes salientaram o facto de as 40 pessoas se terem mobilizado sem qualquer tipo de faixa ou lema.
Fonte: Gara

Marasma Saretzen - «Imajina»


Canção da iniciativa Marasma Saretzen, com a colaboração dos grupos 121 Krew, Norte Apache e Goienetxe Anaiak.

Tal como uma teia de aranha, a Marasma Sarea está a alastrar, e os seus fios de seda apanharam e aproximaram jovens de múltiplos locais de Euskal Herria. Com o objectivo de «acordar» a consciência e aumentar a motivação dos jovens, o projecto lançado em Novembro ganhou um ritmo vivo e a prova disso é o videoclip apresentado no sábado em Bilbo. (Gara)

Fonte: SareAntifaxista

sábado, 5 de março de 2011

Os quatro detidos pela Guarda Civil afirmam ter sido torturados nos interrogatórios


O juiz Fernando Grande-Marlaska deu ordem de prisão a Lorena López, Iñigo Zapirain e Beatriz Etxebarria. Os quatro afirmaram ter sofrido torturas e pressões constantes durante os interrogatórios a que foram submetidos pela Guarda Civil nos cinco dias em que permaneceram incomunicáveis.

«Ares arremete contra o EA e o Aralar por se posicionarem contra a tortura»

«¿Y si legalizaran la tortura?», de Ramón SOLA

«La sombra de la tortura y el cinismo del aplauso» (editorial do Gara)

Grande-Marlaska deu ordem de prisão provisória, comunicável e sem fiança a Iñigo Zapirain, Lorena López e Beatriz Etxebarria, que acusa de «integração em organização terrorista», «posse de armas e explosivos» e «falsificação de documentos», segundo indicam a Efe e a Europa Press.

Zapirain, López e Etxebarria, bem como Daniel Pastor, encarcerado ontem, puderam estar com o seu advogado alguns minutos. Segundo o Gara pôde apurar, todos afirmaram ter sido submetidos a torturas e fortes pressões psicológicas enquanto permaneceram nas mãos da Guarda Civil.

Tal como ontem veio a público, Pastor confirmou que se aleijou a si mesmo por duas vezes, para assim não ter de assinar o depoimento policial em que se dera como culpado, pois, segundo contou ao seu advogado, viu-se forçado a tal quando foi ameaçado que, caso não o fizesse, a sua companheira, Lorena López, seria encarcerada.

No caso de Iñigo Zapirain - o primeiro dos que hoje foram presentes ao juiz -, disse que a Guarda Civil lhe aplicou «o saco» inclusive a caminho da Audiência Nacional, procurando assim pressioná-lo no sentido de que confirmasse em sede judicial a confissão que fizera durante o período de incomunicação. Referiu que o ameaçaram com represálias contra a sua companheira (que ainda continuava em poder da Guarda Civil) no caso de não confirmar o dito depoimento.
Fonte: Gara / Notícia mais desenvolvida: Gara

Ontem:
«Daniel Pastor foi levado para o hospital incomunicável e Grande-Marlaska deu-lhe ordem de prisão»
Daniel Pastor, uma das quatro pessoas detidas esta semana em Bilbo e Galdakao por alegada ligação à ETA, teve de ser levado para o hospital duas vezes enquanto permanece incomunicável. Diversos periódicos estão a divulgar esta informação, citando fontes da Audiência Nacional.
De acordo com esses jornais, Pastor apresenta duas lesões: uma na mão e outra na cabeça. As fontes da Audiência Nacional referem que Pastor se «aleijou a si mesmo». Acrescentam que a ferida foi tratada no hospital.

Antes de ser conhecida a hospitalização de Pastor, a edição on-line do El País avançou que Iñigo Zapirain também se tinha «aleijado a si mesmo», mas depois retirou a notícia.
De acordo com as agências noticiosas, Grande-Marlaska devia ouvir o depoimento de Pastor ontem - e o dos outros três detidos amanhã.

Anteontem, os familiares dos detidos tentaram reunir-se com a delegação do Governo Espanhol na Bizkaia, mas isso foi-lhes recusado.
Fonte: Berria

Já depois de termos traduzido a notícia do Berria, ficámos a saber pelo diário Gara que Grande-Marlaska, da AN espanhola, tinha interrogado Pastor no hospital, dando-lhe ordem de prisão em seguida.

A Procuradoria vai aplicar ao Sortu a técnica da construção de acusações


O procurador-geral do Estado, Cándido Conde Pumpido, anunciou ontem que irá agir contra o Sortu como já o fez contra a ANV, elaborando «complexos argumentos jurídicos para preencher um vazio normativo». Uma técnica que faz lembrar bastante a da «construção de novas acusações» que o ex-ministro da Justiça Juan Fernando López Aguilar pôs em prática para impedir a libertação de presos que acabavam de cumprir as suas penas.
Iñaki IRIONDO
Ver: Gara

«A esquerda abertzale pede que se intensifiquem os esforços para fazer que o Estado espanhol se mova» (Gara)
A esquerda abertzale julga que os acontecimentos desta semana deixam bem evidente «a atitude do Estado espanhol face ao novo cenário» e denunciou «o fechamento político dos que pretendem perpetuar a imposição e a negação do nosso povo». Perante isso, pediu que se intensifiquem os esforços e compromissos.

«Es necesario redoblar esfuerzos para cambiar la política del Estado español», de Ezker Abertzalea

No que diz respeito a López, lehendakari, «não está interessado em reunir-se com o Grupo Internacional de Contacto» (kaosenlared.net)
O lehendakari Patxi López afirmou que não está interessado em reunir-se com o Grupo Internacional de Contacto (GIC), porque desconhece «quais são os seus interesses e quem os chamou». Respondeu assim a uma questão do deputado do EA Juanjo Agirrezabala no Parlamento de Gasteiz.

Grande adesão à corrente humana contra os mandados europeus de detenção


Mais de mil pessoas juntaram-se hoje à tarde, em Baiona, numa corrente humana contra os mandados europeus de detenção.

Convocada pelo colectivo contra o mandado europeu de detenção, a acção decorreu hoje ao princípio da tarde em Baiona.

A mobilização partiu de dois locais. Quem vinha do interior juntou-se na rotunda de St. Leon, enquanto os lapurtarras, por seu lado, se reuniram no Geant Casino. As duas colunas seguiram junto à divisória da estrada, e juntaram-se a meio do caminho.

De acordo com a estimativa feita pelo Gara, cerca de mil pessoas participaram na corrente humana. Diversos eleitos estiveram presentes, entre os quais a conselheira Alice Leiziagezahar.

Na próxima terça-feira, dia 8 de Março, o Tribunal de Pau irá examinar o mandado europeu emitido contra sete dos oito jovens que estiveram encerrados em Izpura (Nafarroa Beherea). Encontram-se todos na prisão, excepto Irati Tobar.
Fonte: Gara / Notícia mais desenvolvida: Gara

Agentes políticos, sindicais e sociais não vão ficar de «braços cruzados» perante a repressão


Representantes da esquerda abertzale, EA, Aralar, Alternatiba, LAB, EHNE, STEE-EILAS, Gazte Independentistak, GA, Iratzarri, TAT e do Movimento pró-Amnistia deram a conhecer a declaração «Nem mais detenções nem torturas».

«Pensamos que é inadmissível que haja detenções e tortura num processo de resolução de um conflito. Não aceitaremos que em Euskal Herria se efectuem mais detenções por razões políticas nem situações como o período de incomunicação ou a aplicação da mais brutal violência com objectivos políticos. A tortura tem de desaparecer para sempre», sublinham no texto em que expressam a sua vontade de intensificar o seu compromisso face às detenções e à tortura.

Os signatários pedem ao Governo espanhol que «altere as políticas repressivas e avance em direcção à resolução do conflito». Exigem, assim, que «dê os passos que são da sua competência para alcançar um cenário de paz e democracia».

Anunciam que não vão ficar de «braços cruzados» e precisam que «cada ataque terá pela frente uma reacção clara».

«Queremos dizer que a partir de hoje vamos dar novos passos e assumir novos relativamente à atitude a tomar perante a repressão», destacam.
Fonte: Gara

Declaração (cas; askatu.org)

Tasio Erkizia julgado pela participação na homenagem a Argala


Tasio Erkizia afirmou no tribunal que o julga por «enaltecimento» que participou na homenagem a José Miguel Beñaran, Argala, em Arrigorriaga, em 2008, em «memória de um amigo que conheceu muitos anos antes».

A audiência oral decorreu na Audiência Nacional espanhola, que acusa Tasio Erkizia de «enaltecimento do terrorismo». O magistrado pede um ano e meio de prisão e inabilitação absoluta durante oito anos.

O veterano abertzale disse que colocou uma flor por uma razão «muito fácil de explicar. Conheci Argala desde muito jovem num curso de dinâmicas de grupo na Universidade de Deusto. Gostava muito dele e mantenho essa estima, e essa flor era exclusivamente em sua memória».

Disse que se lembra dele como «uma pessoa jovem, jovial de uma família amiga. Não coloco uma flor a um dirigente da ETA, mas ao amigo que conheci muitos anos antes», antes de afirmar que «não fez qualquer panegírico».

Erkizia salientou, neste contexto, que no decurso da sua intervenção naquele acto fez um apelo a uma reflexão profunda sobre a necessidade de «ir pelo caminho que melhor garante o futuro de Euskal Herria» e «esse caminho é o da luta política».

«Porque o que mais custa ao Estado é a nossa capacidade de apresentar alternativas políticas».

Respondendo a questões colocadas pela sua advogada, ressaltou que o seu discurso representava uma defesa «da nova estratégia da esquerda abertzale» para «pôr o nosso povo às portas de uma oportunidade histórica para alcançar a paz».
Fonte: Gara

Inadaptats - «Solidaritat»


Tema do grupo catalão nascido nos anos 90 e a que, em 2007, sucederiam os Eina.

sexta-feira, 4 de março de 2011

O Sortu afirma que a impugnação é «uma decisão política»


O Sortu afirma que a impugnação da sua inscrição é «uma decisão política, que nega os direitos democráticos básicos que assistem aos cidadãos e cidadãs de qualquer Estado de Direito».

O Supremo aceita o pedido de impugnação da Magistratura e paralisa a inscrição do Sortu

Pedido de impugnação da Magistratura (2,9 MB)

O Sortu, que desde a sua apresentação se viu submetido a uma forte pressão, agudizada nas últimas horas, tornou público um comunicado em que salienta que a impugnação da sua inscrição é «uma decisão política».

A força independentista precisa que o pedido formulado pela Magistratura do Estado vem «acompanhada» pela detenção de quatro pessoas que são acusadas de ser membros da ETA. «É no mínimo curioso que quem apelou à nossa ilegalização, quem nos quer castigar pelo silencio político são os que nos exigem pronunciamentos públicos perante estes factos, pretendendo utilizar o nosso ‘silêncio’ como elemento probatório para uma hipotética ilegalização, pressionando o domínio judicial».

Lembra que, desde a sua apresentação, se decidiu manter à margem dos acontecimentos políticos diários e de factos de natureza diversa até «dispor de um estatuto de legalidade que permita uma acção e uma posição políticas de acordo com os princípios e compromissos que assumimos».

Salienta, neste contexto, que «no dia que o Sortu for uma organização legal assumirá sem qualquer tipo de dúvida a responsabilidade de gerir de modo firme e coerente todos os princípios e compromissos estabelecidos com a nossa força».

Refere, assim, que «não parece credível exigir a uma organização que não existe legalmente como tal posicionamentos perante factos desta ou outra natureza política.
Esta - precisa - não é uma atitude esquiva, mas sim lógica no processo jurídico em que estamos envolvidos».

O Sortu reitera os compromissos assumidos e refere que, «tal como apontam os seus estatutos e foi reiterado pelos seus promotores, repudia todo o tipo de violência, incluindo a da ETA, e manifesta o seu compromisso com o reconhecimento e reparação de todas as vítimas, bem como com a superação das consequências de toda a violência. Entre estas ‘também’ se encontram os actos de violência urbana, os maus tratos e a tortura».

Faz saber que está a receber «um grande apoio e estímulo» por parte de múltiplos estratos sociais e até políticos.
Fonte: Gara

Ver também:
«La nueva estrategia de la izquierda abertzale», entrevista a Martxelo OTAMENDI, director do diário Berria e do ilegalizado Egunkaria (La Hiedra/En Lucha via lahaine.org)

Irati Tobar: «Sei que vou acabar na prisão»


Irati Tobar, a única dos oito jovens que se mantiveram encerrados na Câmara Municipal de Izpura que permanece em liberdade, afirma estar ciente de que vai ser detida e encarcerada «a qualquer momento». Numa entrevista realizada na casa do eleito que a recebeu em Hendaia, avalia o apoio que receberam em Ipar Euskal Herria, tanto por parte de sectores abertzales como de outras tendências políticas.

Com uma grande integridade, Irati Tobar relata, em casa do eleito abertzale que a recebeu em Hendaia, os intensos dias que os jovens viveram nas duas últimas semanas, desde que se fecharam na sala Faustin Bentaberri, em Izpura, e aborda os bons e maus momentos por que passou.

Em declarações efectuadas em euskara para o projecto documental que Josu Martínez está a preparar, a jovem de Portugalete (Bizkaia) avalia os apoios que recebeu em Ipar Euskal Herria e considera que são mais um passo no movimento surgido contra os mandados europeus de detenção. Afirma estar consciente de que, mais tarde ou mais cedo, vai ser detida e encarcerada, mas mostra-se tranquila porque «é a realidade» e pede que se continue a trabalhar para que estes casos não se repitam no futuro.

Apoio de eleitos Hendaia
Tobar recebeu apoio de vários eleitos de Hendaia. A jovem deslocou-se anteontem à tarde à Câmara Municipal, onde assistiu à sessão que ali decorreu. O eleito abertzale Iker Elissalde distribuiu uma folha informativa pedindo compromissos concretos. No texto, inclui-se o pedido de não aplicação do mandado europeu de detenção, algo que foi subscrito por alguns eleitos.
O ex-autarca e membro do Conselho Geral, o socialista Kotte Ezenarro, prometeu que iria apoiar a jovem, que passou a noite em casa de um cargo do Hendaia Anitza.
Ontem de manhã, edis deste grupo levaram a jovem de carro para casa de Elissalde.

Anteontem, a Polícia francesa efectuou a detenção de outros três jovens independentistas: os irmãos donostiarras Xalbador e Jazint Ramírez, e o larrabetzuarra Endika Pérez. As detenções foram feitas de forma muito violenta.
Fonte: Gara

Na foto: Irati Tobar entre o conselheiro do PS Kotte Ezenarro e o vereador abertzale Iker Elissalde, anteontem, na Herriko Etxea de Hendaia. (kazeta.info)

Sobre as quatro pessoas detidas esta semana em Bilbau:
«Familiares pedem que os detidos deixem de estar incomunicáveis, sobre os quais meios espanhóis lançam graves acusações» (Gara)

Solidariedade no 3 de Março

Familiares das vítimas do 3 de Março receberam a solidariedade do colectivo Bloody Sunday no acto convocado pela esquerda abertzale, o EA e a Alternatiba por ocasião do 35.º aniversário da matança de operários em Gasteiz. Na imagem, um momento da oferenda floral. (Gara / Raúl Bogajo / Argazki Press)
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Ver também:
«Milhares de pessoas exigem justiça apoiadas pela solidariedade irlandesa» (Gara)

«Aquel 3 de marzo es hoy y es para siempre» (Gara via SareAntifaxista)

Concentração esta sexta-feira em Noain pela liberdade de expressão e em solidariedade com Pitu

Fonte: ateakireki.com

Ver também:
«Ongi etorri Ateak Ireki», artigo de opinião de Miguel Angel LLAMAS, 'Pitu'

12 000 euros por denunciar a repressão
A Guarda Civil passou mais de 30 multas nas últimas semanas a jovens independentistas por participarem em concentrações de protesto contra a repressão em várias localidades de Sakana (Nafarroa). Ao todo, mais de 12 000 euros em sanções. Os afectados reclamam ao Município de Altsasu que intervenha.
Fonte: Gara
Unai Mallabia, Aitor Fernandez e Naia Zuriarrain, livres
O Movimento pró-Amnistia (AAM) fez saber ontem à tarde que os presos políticos bascos Unai Mallabia, Aitor Fernandez e Naia Zuriarrain estão livres.
Aitor Fernandez e Unai Mallabia foram detidos pela Ertzaintza em 17 de Junho de 2003, nos arredores de Bilbo, tendo sido condenados por participação em violência urbana.
Fernandez cumpriu a pena a que foi condenado na íntegra. A Mallabia falta cumprir noves dias, e o Tribunal Constitucional espanhol decretou que, até emitir uma resolução, a condenação fica suspensa. Estão ambos cá fora. Fernandez encontrava-se na prisão de Almeria e Mallabia na de Puerto I, ambas em Espanha.
Zuriarrain foi detida em Abril do ano passado pela Guarda Civil, em Bilbau, num escritório de advogados situado na Rua Elkano. Passou cinco dias incomunicável, após os quais, de acordo com o Movimento pró-Amnistia, afirmou, na presença de um juiz, ter sido «duramente torturada». Esperava-se que saísse da prisão ainda ontem, depois de pagar uma fiança de 60 000 euros. Encontra-se na prisão de Granada (Espanha).
Fonte: Berria

quinta-feira, 3 de março de 2011

Martxoak 3 de Março: 35.º aniversário

Homenagem e manifestação
Gasteiz, 19h00
Fonte: SareAntifaxista

«Gasteiz comemora hoje o 35.º aniversário do massacre do 3 de Março» (Gara)

«Euskal 'Bloody Sunday'» (Berria)

O movimento juvenil de Gasteiz vai afirmar que não esquece o 3 de Março
Com esse fim, foram organizadas diversas iniciativas. (GazteIraultza via SareAntifaxista)

Familiares de vítimas do Bloody Sunday irlandês visitaram os lugares onde a Polícia matou, há 35 anos, cinco trabalhadores em Gasteiz, acompanhados por membros da Associação de Vítimas do 3 de Março. (Gara / Raúl Bogajo / Argazki Press)

«Derry e Gasteiz olham-se e vêem o mesmo reflexo no espelho partido de Zaramaga», de Iker BIZKARGUENAGA (Gara)

«Não deixámos que os britânicos escrevessem a história do Bloody Sunday»
Entrevista a Tony Doherty, filho de um falecido no Bloody Sunday
É filho de Patrick Doherty, uma das catorze pessoas que perderam a vida no «Bloody Sunday» às mãos de atiradores de elite do Exército britânico. Pensa que é preciso trabalhar para divulgar internacionalmente acontecimentos como os do 3 de Março e para trazer a verdade ao de cima.
VER: Gara

Leituras

«3 de Marzo: ¡Justicia efectiva ya!», de Andoni TXASKO DÍAZ, Eva BARROSO CHAPARRO e José Luis Mtz. OCIO, membros da Martxoak 3 Elkartea


«Hay condenas y condenas», de Carlos AZNÁREZ, do Resumen Latinoamericano

Cargos eleitos, sindicatos e colectivos apresentam a iniciativa contra a tortura em Nafarroa


Fonte: ateakireki.com

Ver também: «Numerosas adesões municipais à iniciativa contra a tortura, que amanhã dará entrada no Parlamento de Navarra» (ateakireki.com)

O sindicato LAB advoga uma alternativa institucional abertzale e de esquerda

O sindicato LAB reuniu os seus delegados em Assembleia Nacional no frontão Atano III, em Donostia.
A sua secretária-geral, Ainhoa Etxaide, interveio perante os delegados e defendeu a definição de uma alternativa institucional de esquerda e abertzale, que vele pelos direitos dos trabalhadores face à hegemonia de PNV, PP, PSE e UPN.
Defendeu também um cenário em que todos os direitos sejam respeitados: «a legalização, a reforma da política penitenciária, o fim da tortura ou o respeito pelos direitos civis e políticos». Em seu entender, esse «caminho não tem marcha atrás».

A secretária-geral do LAB sublinhou que a soberania «é o investimento de que necessitamos» em Euskal Herria. Depois de recordar as «profundas decisões» tomadas pela esquerda abertzale nos últimos meses, defendeu o processo democrático, insistiu que «é necessário e possível alcançar maiorias» e salientou que o LAB «irá trabalhar nessa via».

Etxaide afirmou que a via escolhida pelo Governo espanhol «não trará recuperação económica». Criticou o facto de UGT e CCOO terem apostado no «sindicalismo de acompanhamento», salientando que a pretensão dessas centrais é a de «retirar capacidade ao sindicalismo basco».
Por isso, deixou claro que o LAB e o sindicalismo basco no seu todo «vão responder neutralizando esta aposta».

Presos e jovens
Na Assembleia Nacional de delegados, que começou com a notícia da morte de um trabalhador em Eibar, Etxaide também abordou a situação dos presos políticos bascos. Assim, exigiu o repatriamento e anunciou que nos próximos meses o LAB irá passar essa reivindicação aos postos de trabalho.

Referiu ainda que, para se conseguir uma mudança social, é «imprescindível garantir que as novas gerações se juntem a esta luta».

Lembrou os jovens independentistas que na semana passada se mantiveram encerrados contra os mandados europeus em Izpura - sete dos quais foram já detidos - e salientou que a juventude é «um tesouro precioso que é preciso cuidar».
Fonte: Gara

Lipdub nos 25 anos do gaztetxe de Ordizia


O gaztetxe de Ordizia (na região do Goierri, Gipuzkoa) fez 25 anos e, por essa razão, no sábado passado gravaram um lipdub. Diversas colectividades desportivas e culturais participaram na sua realização.
Fonte: Berria

A música é bonita e o vídeo está bem conseguido. Lipdubs bem feitos, gaztetxes a funcionar, jovens a expressar-se nos seus espaços autogeridos é uma versão das coisas bem melhor do que roubos de telemóveis em acções de despejo, cargas policiais, liberdade de expressão e de associação coarctada. Euskal Jai? Há-de haver um dia!

quarta-feira, 2 de março de 2011

A Polícia francesa prende Endika Pérez, Xalba e Jazint Ramírez


Três horas depois de ter detido os irmãos Xalba y Jazint Ramírez, a Polícia francesa prendeu o larrabetzuarra Endika Pérez, que tinha participado numa conferência de imprensa contra os mandados europeus de detenção. Os três jovens iam acompanhados por eleitos e as suas detenções foram muito violentas.

Argazki bilduma
(Berria) / Fotos da detenção de Endika Pérez (Gara)
Endika Pérez foi preso às 13h20 nos arredores de Basusarri (Lapurdi). O larrabetzuarra tinha participado na conferência de imprensa que o colectivo contra os mandados europeus de detenção deu esta manhã em Baiona e ia acompanhado por cargos eleitos e familiares.

Segundo contou a jornalista do Gara que presenciou a detenção, o veículo em que Pérez viajava foi interceptado e rodeado por três carros da Polícia quando chegava a Basusarri. Agentes encapuzados e armados obrigaram o jovem a sair, atiraram-no para o chão e detiveram-no. A detenção foi muito violenta, tendo os agentes ameaçado os eleitos que acompanhavam o jovem com as suas armas.

Esta detenção foi semelhante à dos irmãos Jazint e Xalba Ramírez, que ocorrera três horas antes em Arrangoitze, também de forma violenta.

Os dois irmãos, que se dirigiam para Baiona para participar nessa mesma conferência de imprensa, acompanhados por dois eleitos de Senpere, foram interceptados na rotunda de Arrangoitze (Lapurdi) poucos minutos antes das 10h30, segundo informa a
Infozazpi Irratia
.

O eleito Jean-François Bederede e a candidata abertzale Elianne Galarraga contaram que a detenção foi violenta e que os polícias, que iam encapuzados, os chegaram a insultar e os ameaçaram com as suas armas. Pediram aos agentes que também os prendessem, mas não os deixaram sair do veículo.

Jazint e Xalba Ramírez são dois dos oito jovens independentistas que estiveram encerrados em Izpura para denunciar a sua situação.

Entretanto, ontem o Tribunal de Apelação de Pau pronunciou-se a favor da aplicação do mandado europeu a Eider Zuriarrain e comunicou a Beñat Lizeaga, Aitziber Plazaola e Bergoi Madernaz a existência de mandados europeus emitidos contra si. Estes últimos receberam ordem de prisão.


Eider Zuriarrain, detida no passado dia 11 de Fevereiro em Baiona, continuará em liberdade sob controlo judicial e poderá recorrer da decisão do Tribunal de Apelação de Pau.

Este mesmo tribunal comunicou a Beñat Lizeaga, Aitziber Plazaola e Bergoi Madernaz a existência de mandados europeus contra si e mandou-os para a prisão de Seysses, onde também foi encarcerada anteontem Aiala Zaldibar.

Os gasteiztarras Aiala Zaldibar e Bergoi Madernaz del Pozo foram detidos anteontem de manhã nas proximidades da Praça de Santo André, em Baiona, enquanto a bergararra Aitziber Plazaola e o zumaiarra Beñat Lizeaga foram detidos nesse mesmo dia à tarde em Donibane Garazi. Estes dois últimos estavam alojados na casa da conselheira regional da Europe Ecologie-Les Verts, Alice Leiziagezahar.

Zaldibar foi imediatamente enviada para a prisão de Seysses, por ter infringido as medidas cautelares de controlo a que estava sujeita desde que fora detida, no dia 18 de Janeiro, em Baiona.
O Tribunal de Pau aprovou o mandado europeu emitido contra ela, mas a defesa recorreu da sentença para o Tribunal de Cassação (equivalente ao Supremo), pelo que, neste momento, aguarda por uma decisão definitiva.
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Mobilizações
Em protesto contra as detenções foram convocadas diversas mobilizações para os próximos dias.
Assim, para hoje foi organizada uma caravana de automóveis em Zumaia, às 19h30.
Nesta mesma localidade e em Donostia haverá concentrações amanhã, às 19h30, enquanto em Bergara foi convocada uma manifestação para a mesma hora.
Na sexta-feira haverá manifestações em Zumaia e Gasteiz, às 20h15 e às 20h30, respectivamente, e no sábado Baiona será o palco de uma corrente humana contra os mandados europeus de detenção, às 15h00.
Fonte: Gara e Gara / Foto de baixo: kazeta.info

«A La Policía se emplea con violencia en los arrestos de Lapurdi», de Ainize BUTRON (Gara)

«Touche pas à mon élu», de Giuliano CAVATERRA (Lejpb-EHko_kazeta)

Contra os mandados europeus de detenção, no sábado, todos a Baiona!
Euroagindurik ez! Giza-katea Baionan / Corrente humana em Baiona

No sábado, às 15h00, corrente humana contra os mandados europeus de detenção e em defesa dos direitos civis e políticos dos cidadãos bascos. Começa em Saint Leon e irá terminar em Geant Casino. (askatu.org)

Apelo à mobilização face à última escalada repressiva dos estados


Familiares dos quatro jovens ontem detidos pela Guarda Civil e dos independentistas presos pela Polícia francesa apelaram à mobilização popular face à repressão que se abateu sobre Euskal Herria nesta última semana.

Grande-Marlaska recusa a aplicação das medidas de prevenção de maus tratos

«Inmovilidad y oportunidad» (editorial do Gara)

Familiares dos quatro jovens ontem detidos pela Guarda Civil, juntamente com os dos independentistas de Izpura presos pela Polícia francesa, deram uma conferência de imprensa num hotel da capital biscainha, acompanhados por representantes do Movimento pró-Amnistia e por advogados, para fazer um apelo à mobilização popular face à repressão que se abateu sobre Euskal Herria nesta última semana.

Afirmaram que os estados espanhol e francês, confrontados com a aposta dos signatários do Acordo de Gernika em «começar a cumprir» a rota traçada no documento, apenas têm um ponto único nas suas agendas, que é a repressão.

«Nós, que defendemos uma solução real para o conflito político que vivemos, temos de nos tornar mais fortes, assumindo compromissos colectivos que intensifiquem a mobilização popular, e, em todos os domínios, temos de nos organizar para fazer frente à repressão. Temos de construir um movimento popular activo que, com inteligência e compromisso, desactive as práticas repressivas».
Daí o apelo à mobilização nos próximos dias em diferentes localidades bascas.

«Desassossego e temor» pelos detidos
Relativamente às detenções de Bilbo, ressaltaram o facto de sentirem «desassossego e temor» por terem sido efectuadas pela Guarda Civil. Acusaram a instituição armada de recorrer à tortura.
«Essa tortura é sistemática e possui um claro objectivo político», afirmaram, antes de acrescentar que «o Estado espanhol, semana após semana, está pôr em cima da mesa a mais brutal das violências».

«Alimentam o debate sobre a violência, passando a bola para o campo dos outros, mas, na prática, às escondidas, no silêncio da impunidade - disseram -, é nos gabinetes de La Moncloa que se decidem as mais selváticas torturas, que depois se praticam nas esquadras».

Se consideram que o PSOE é responsável directo pelo que possa acontecer aos quatro bilbaínos, não se esqueceram de destacar a «lamentável» atitude do PNV ao aplaudir as detenções.
Fonte: Gara

O Olhar de Tasio


Ver: «As Forças de Segurança do Estado procuram acusações contra os quatro detidos» (Gara)

«Guardia Zibilak atxilotu dituen lau bilbotarrak inkomunikaturik aurkitzen dira», de Amnistiaren Aldeko Mugimendua (boltxe.info)
[Os quatro bilbaínos detidos pela Guarda Civil encontram-se incomunicáveis]

A Associação 3 de Março vai evocar os trabalhadores assassinados pelas balas fascistas há 35 anos


A Martxoak 3 Elkartea reclamou o reconhecimento dos cinco trabalhadores assassinados e os mais de cem feridos na greve geral de 1976 como vítimas do terrorismo fascista de Estado.
Na Casa de Cultura Jose Ignacio Aldecoa, em Gasteiz encontra-se patente ao público desde ontem, 1 de Março, e até dia 20 uma exposição fotográfica sobre aquele fatídico dia.

Gasteiz * E.H.
A Martxoak 3 Elkartea vai lembrar esta quinta-feira os acontecimentos de 3 de Março de 1976 em Gasteiz, quando a Polícia assassinou cinco trabalhadores e feriu mais de cem no decorrer de uma greve geral.
35 anos depois, a Associação 3 de Março solicitou o reconhecimento dos trabalhadores como vítimas do terrorismo fascista de Estado, tendo salientado que não irão parar até que o Governo peça perdão pelo massacre que teve lugar em Gasteiz.
Para além disso, lembraram que um dos feridos pelas FOP naquele dia faleceu recentemente «sem justiça».

Hoje, Anthony Doherty e Tony Gillespe, testemunhas do Bloody Sunday em Derry, darão uma conferência em Gasteiz, intitulada «Verdad y Justicia. Derechos civiles y políticos en Irlanda del Norte y Euskal Herria», com a participação da advogada Jone Goirizelaia.
Na sexta-feira, novo debate em Bilbo.
http://sareantifaxista.blogspot.com/2011/02/derry-1972-gasteiz-1976.html

No sábado, 5 de Março, Vicente Antón Ferrero será evocado no 35.º aniversário do seu assassinato.
http://sareantifaxista.blogspot.com/2011/02/asesinado-por-las-balas-fascistas.html
http://sareantifaxista.blogspot.com/2011/02/kontzertuak-vicente-ez-ahaztu-ezta.html

Fotos:
http://www.flickr.com/photos/13157811@N07/sets/72157626174879944/

Fonte: SareAntifaxista

Leitura:
«Vitoria, 3 de Marzo de 1976: Recobremos el sentido de la lucha», de Amparo LASHERAS, jornalista

Resumo de Fevereiro, pelo colectivo Ekinklik Argazkiak

Resumen de Febrero 2011 from ekinklik argazkiak on Vimeo.


Algumas imagens dos acontecimentos cobertos pelo colectivo de fotografia navarro.
Fonte: ekinklik.org

Homenagem a Telesforo Monzon em Bergara, no dia 13 de Março

No dia 9 de Março assinala-se 30.º aniversário da morte de Telesforo Monzon, figura histórica da esquerda abertzale, e, por esse motivo, a esquerda abertzale de Bergara (sua terra natal) organizou uma sessão de homenagem para dia 13, que visa honrar a sua memória e mostrar a actualidade da sua mensagem. (Gara / Raúl Bogajo / Argazki Press)

terça-feira, 1 de março de 2011

A Guarda Civil deteve quatro pessoas na Bizkaia


A operação, dirigida pelo juiz da Audiência Nacional espanhola Fernando Grande-Marlaska, começou esta madrugada em Bilbo e Galdakao. Os quatro detidos são os bilbaínos Iñigo Zapirain e Beatriz Etxebarria (presos na Alde Zaharra) e Lorena López e Daniel Pastor (presos no bairro de Errekalde). Acusam-nos de pertencer à ETA e de constituírem um «comando legal» da organização armada.

Todos eles passaram a estar incomunicáveis e os seus advogados pediram que lhes seja aplicado o habeas corpus, de forma a serem presentes a um juiz quanto antes. Solicitaram ainda que os seus familiares estejam a par da sua situação e paradeiro, que possam ser visitados por um médico de confiança e que todo o período de detenção seja gravado.

Hoje à tarde, haverá mobilizações contra as detenções na Alde Zaharra e no bairro de Errekalde, em Bilbo.

Amanhã, o Movimento pró-Amnistia dará uma conferência de imprensa com os familiares das pessoas detidas ao longo desta semana.
VER: Gara e askatu.org
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Leitura:
«El miedo del régimen borbónico», de Txema SALAS

O Parlamento de Gasteiz não ouve os jornalistas da EiTB e insiste em manter os vetos


Depois de, em Dezembro, Rufi Etxeberria ter passado pela Radio Euskadi, ontem PSE, PP e UPyD pediram à EiTB, no Parlamento, que mantenha o veto à participação de membros da esquerda abertzale em entrevistas, debates e tertúlias. Uma medida que vai contra as exigências dos jornalistas.
PSE, PP e UPyD aprovaram ontem uma proposta no Parlamento de Gasteiz na qual exigem à EiTB que impeça que «representantes do Batasuna e outras organizações ilegais sejam convidados a participar em programas de entrevistas, debate, tertúlias ou qualquer outro formato da nossa radiotelevisão pública, evitando desta forma que possam equiparar-se às opções legítimas e democráticas que compõem o espectro político basco». [Ai ama!]
Iñaki IRIONDO
VER: Gara

Gazte iraultza


http://www.youtube.com/user/GazteonIraultza

Jovens de Araba procuram e criam alternativas aos grandes meios de comunicação de entretenimento do sistema. Mantém-te alerta e informado!

Fonte: SareAntifaxista

Erkizia será julgado na sexta-feira AN por «enaltecimento»


Gara * E.H.
O veterano militante da esquerda abertzale Tasio Erkizia será julgado está sexta-feira na Audiência Nacional espanhola por ter participado, em 2008, numa homenagem a José Miguel Beñarán, Argala, em Arrigorriaga (Bizkaia). É acusado de ter lançado goras ao militante da ETA, que faleceu numa acção de guerra suja. Por isto, o magistrado Carlos Bautista pede uma pena de 18 meses de prisão e oito anos de inabilitação para Tasio Erkizia, que surge como arguido pelo crime de «enaltecimento do terrorismo».
Este processo teve início numa queixa apresentada pela associação de extrema-direita Dignidad y Justicia, que pedirá dois anos de prisão e doze de inabilitação absoluta para o arguido.
Fonte: SareAntifaxista

Obrigam a retirar o nome de Txiki e Otaegi a uma praça de Zornotza
Um tribunal de Bilbau declarou nula a decisão tomada em 1979 pela Câmara Municipal de Zornotza (Bizkaia) de atribuir a uma praça do município o nome de Txiki e Otaegi. A sentença, que ontem foi tornada pública, estipula que o Município, governado pelo PNV, tem a «obrigação» de retirar o nome e eliminar «qualquer referência à dita denominação». A magistrada argumenta que, ao não mudar o nome, a Câmara «violou o direito fundamental das pessoas à honra e à dignidade, especialmente o das vítimas do terrorismo e seus familiares».
O auto considera que a Câmara dedicou uma praça de «reconhecimento e homenagem» a Txiki e Otaegi porque estes foram membros da ETA, «por mais que tente o justificar com o facto de terem sido fuzilados e não por terem pertencido ao grupo terrorista», precisa.
O autarca de Zornotza, David Latxaga, depois de ter tido conhecimento da queixa interposta pela Dignidad y Justicia, afirmou que iriam recorrer «às mais altas instâncias judiciais» e que esgotariam «todas as vias jurídicas» para defender a praça em memória dos dois fuzilados.
David Latxaga disse que a Câmara atribui o nome a esta praça «em homenagem a pessoas que, ligadas ou não à ETA, foram os últimos fuzilados durante o franquismo».
Fonte: Gara

Leituras


«La obra de Telesforo», de Martin GARITANO, jornalista

«Razones para seguir adelante», de Jesús VALENCIA, educador social

«Eskerrik asko por vuestra solidaridad: "The Basque Country does never walk alone"», de Jon ETXEBARRIA e Beñat ZARRABEITIA, membros da Askapena e da Etxerat respectivamente

«O Jokin está tranquilo, sabe que é uma vítima do conflito»


María Luisa ALVARADO e Saioa ZERAIN, mãe e irmã do preso Jokin Zerain, entrevistadas pela jornalista Itziar AMESTOY
Realiza-se hoje na Audiência Nacional espanhola o julgamento de Jokin Zerain, para quem o magistrado da acusação pede 35 anos de prisão pelos estragos causados num retransmissor, calculados em 6000 euros. A sua mãe e a sua irmã avaliam esta situação e a sua detenção, cinco dias apenas depois de ter estado nesse mesmo tribunal.
VER: Gara

A Etxerat denuncia novamente a violência exercida sobre os presos bascos
Já é hora de o mundo conhecer a situação que as presas e os presos políticos bascos têm de enfrentar. Tal como, a dada altura, ficámos a saber da existência dos centros de detenção auspiciados pelas ditaduras chilena ou argentina, das longas e duras greves de fome levadas a cabo pelos presos irlandeses ou as gravíssimas violações cometidas em Guantánamo ou Abu Graibh. O mundo inteiro deve saber que, actualmente, a maior violência política existente na Europa é a que sofrem as presas e os presos políticos bascos.
A perseguição movida contra pessoas foragidas ou no exílio também deve acabar. Nos últimos dias ficámos contentes com o apoio amplo e plural que os oito jovens independentistas encerrados em Izpura receberam. Pedimos às pessoas que participem nas mobilizações de apoio em defesa dos seus direitos. Também fazemos questão de lhes endereçar todo o nosso apoio, tanto a eles e elas como aos seus familiares!
Por fim, queremos referir que a participação do Colectivo de Presos e Presas Políticas no processo é fundamental. Nesse sentido, congratulamo-nos pelo facto de uma delegação do Acordo de Gernika ir estabelecer relações com porta-vozes desse Colectivo, de forma a encarrilar a sua participação no processo iniciado em Euskal Herrias. Reafirmamos que o contributo do EPPK é imprescindível.
Fonte: etxerat.info via lahaine.org

Sobre solidariedade com os «jovens de Izpura», ver também: ateakireki.com

Curiosidades: indivíduo nomeado para o Consejo Asesor del Euskera reitera que a língua basca lhe é indiferente


Nomeado para o Consejo Asesor del Euskera / Euskararen Aholku Batzordea, o escritor Jon Juaristi insiste que o futuro do euskara lhe é indiferente, justificando a sua presença na instituição com o facto de que «chatear» o «diverte».


Na coluna que mantém habitualmente aos domingos no diário ABC, Jon Juaristi refere-se às críticas que recebeu após a sua nomeação como vogal no Consejo Asesor del Euskera / Euskararen Aholku Batzordea, tendo em conta a indiferença que manifestou reiteradamente relativamente à língua basca.
O colunista do ABC afirma que aceitou fazer parte do Conselho «por elementar delicadeza com o lehendakari que me nomeou para tal tarefa e, sobretudo, porque me diverte chatear. Insisto: diverte-me».
Juaristi afirma que ao «eusquera, que em Alcobendas não serve nem para perguntar as horas, nunca fui buscar um cêntimo», e insta «os nacionalistas» a «procurarem outras formas de ócio» e a «retornarem às sãs tradições dos nossos antepassados», para que dessa forma «melhorem a sua saúde e sentido de humor» e sejam «mais compreensivos com minha indiferença perante o futuro do eusquera».
Fonte: Gara

Ver também:
«Las explicaciones de Jon Juaristi», de Maite SOROA

Na imagem, exemplo de palavra em euskara.

[Andereñu, haserre na! Ez dot japonierarik nahi, andereñu! Nahikure!]