quarta-feira, 9 de julho de 2014

Acção arrojada em Gasteiz para pedir a liberdade dos presos bascos com doenças graves

Um grupo de pessoas levou a cabo, ontem, dia 8, uma acção frente ao Museu Artium, em Gasteiz, para chamar a atenção para a situação dos presos políticos bascos com doenças graves e para exigir a sua libertação.

Numa nota, recordam os «casos extremos» de Ventura Tomé, Txus Martin, Aitzol Gogorza e Ibon Fernandez de Iradi e, para além de realçarem o carácter «urgente» da sua situação, afirmam que mantê-los na cadeia significa tornar a sua situação «irreversível».

Também fazem uma menção especial a José Ramón López de Abetxuko, uma vez que é de Gasteiz. Encontra-se na cadeia de Villabona e tem uma doença cardíaca grave.

Para denunciar estes casos e exigir a libertação dos presos doentes foi convocada para este sábado, dia 12, às 19h00 uma manifestação em Gasteiz. Parte da Praça Leizaola. Ver: topatu.info

PRESOS BASCOS EM BOIS D'ARCY PROTESTAM FRENTE A MINISTRA
Os presos políticos bascos que se encontram na cadeia francesa de Bois d'Arcy - Oier Oa, Aitzol Iriondo, Iurgi Garitagoitia e Andoni Lariz - aproveitaram ontem a visita da ministra francesa da Justiça, Christiane Taubira, para protestar contra a política de dispersão, exibindo cartazes a favor do repatriamento e gritando palavras contra a dispersão.

O protesto ocorreu quando os quatro prisioneiros bascos se encontravam no pátio, segundo referiram ao naiz.info familiares de Andoni Lariz (Bolibar, Bizkaia), e viram que Taubira estava de visita, no interior da cadeia, acompanhada por cerca de quinze pessoas, algumas das quais jornalistas. / Ver: naiz.info

«Colombia invisible», documentário de Unai Aranzadi

Realização e guião: Unai Aranzadi / Produção: Mundubat / Ano: 2013 «El presidente Santos inaugura con champagne un megaproyecto transnacional mientras los niños desplazados por los efectos de este mueren a pocos metros. El general Reyes dice que han ejecutado a un jefe guerrillero a pocas horas de verse forzado a reconocer que en realidad era un líder indígena. La jueza que investigaba a un grupo de militares por la violación y el asesinato de tres niños es asesinada, y los trabajadores bananeros arriesgan la vida por reclamar derechos. Si la resolución de todo conflicto pasa por conocer sus causas ?por qué no trascienden las de Colombia?» / Fonte: lahaine.org / Mais informação: cubainformacion.tv

terça-feira, 8 de julho de 2014

Sanferminak 2014: a exigência de verdade, justiça e reparação continua viva

Mais uma vez, centenas de pessoas participaram no tributo anual a Germán Rodríguez, que foi assassinado pela Polícia espanhola nos sanfermines de 1978, na sequência dos incidentes ocorridos na praça de touros e nas imediações, depois de a Polícia ter atacado um grupo que levava uma faixa a favor da amnistia. A homenagem foi extensiva a Joseba Barandiaran, assassinado três dias depois de Germán, quando participava numa manifestação de protesto, em Donostia, contra o que se passara em Iruñea.

A um aurresku dançado frente ao monumento em memória de Germán, seguiram-se as intervenções de Fermín Rodríguez (irmão de Germán), Joxe Miel e Inazio Barandiaran (irmãos de Joseba) e Ramón Vélez e Miguel Fernández (feridos a tiro na repressão de 1978), que lembraram as tentativas para esconder aquilo que se passou.

Afirmaram também que a Justiça nunca investigou os factos, nem imputou responsabilidades a pessoas como Rodolfo Martín Villa, ministro da Governação em 1978, depois de ter assumido funções no Sindicato Vertical e no Movimento, e que acabou por desempenhar altos cargos em empresas como a Endesa ou a Sogecable.

Gloria Bosque, que foi detida com Germán Rodríguez em Junho de 1973 e em Novembro de 1975, tendo sido torturada pela Polícia, destacou a necessidade de assumir responsabilidades para construir uma sociedade justa.

Na cerimónia, em que estiveram representantes da plataforma basca contra os crimes do franquismo, um dos promotores da queixa interposta na Argentina, denunciou-se ainda a impunidade deste crime e de casos similares ocorridos nos anos da chamada transição. A deposição de flores frente à estela dedicada a Germán e a actuação de Fermin Valencia encerraram a homenagem, que é já uma tradição do movimento popular durante os sanfermines. / Ver: lahaine.org [com várias fotos], naiz.info e Berria / Mais fotos: German gogoan (ekinklik.org)

Sanferminak 2014: almoço de boas-vindas aos presos e refugiados políticos

No programa das festas sanfermineiras, hoje foi dia de dar as boas-vindas a todos os presos que saíram da cadeia e a todos os refugiados que regressaram às suas terras no último ano. Também não foram esquecidos aqueles que ainda estão longe de suas casas, em especial os que têm doenças graves e continuam na cadeia.

Todos os anos, nos sanferminak, os presos políticos que saíram da prisão no ano anterior são alvo de uma recepção especial. Este ano, saíram quase 150 - 142, mais precisamente. Para além disso, estiveram ainda no frontão de Berriozar os refugiados que regressaram às suas terras.

A todos foi colocado o lenço vermelho, num almoço popular que é já uma tradição na capital navarra e em que participaram centenas de pessoas. Não foram esquecidos aqueles que ainda se encontram longe de casa, tendo sido especialmente lembrados os presos que têm doenças graves e incuráveis e ainda continuam na cadeia.

A capital de Euskal Herria foi hoje um topagune [ponto de encontro] para muita gente que não se via há anos. / Ver: naiz.info

CONCENTRAÇÃO
Como é habitual às segundas-feiras, realizou-se ontem à tarde uma concentração na capital de Nafarroa para reivindicar o direito dos presos políticos bascos a viverem livres em Euskal Herria.
No entanto, as 51 pessoas que participaram na mobilização não estiveram junto à sede do PP, como é costume (não tiveram autorização para tal), mas sim em frente à delegação do Governo espanhol. Nas faixas que exibiam, lia-se: «Euskal Preso eta Iheslariak Herrira», «La dispersión mata» e «Epaiketa politikorik ez» / «No a los juicios políticos». / Ver: lahaine.org

Pablo González Casanova: «Carta aberta sobre Cuba»

Existe pelos vistos nos EUA quem defenda uma alteração na estratégia de ataque a Cuba. Não é nova. É a táctica das «organizações da sociedade civil», das «ONG», do «apoio à pequena e à média actividade económica privada», da captura de jovens quadros por meio de facilidades de intercâmbio, de bolsas e outras benesses. Os interesses por detrás de tal estratégia são os mesmos que há mais de meio século apostam no bloqueio, na sabotagem e no terrorismo. (Diário Liberdade)

«Iraque: o feitiço e o feiticeiro», de António SANTOS (odiario.info)
A caixa de Pandora está aberta. Os EUA temem que um Estado iraquiano forte ouse quebrar a sua tutela, mas tampouco o querem exangue e sem capacidade de resistir ao Estado Islâmico, ao mesmo tempo que promovem o caos na Síria e alentam a guerra na região. O puzzle complica-se continuamente.

«Visite Lisboa, o maior parque temático do país», de Lúcia GOMES (manifesto74)
o espaço público tem vindo, pouco a pouco, a transformar-se num espaço privado. E elitista. Já nem me detendo nas praias ou espaços naturais selvagens vendidos à construção de luxo, já é «normal» o encerramento de praças, vias públicas, jardins públicos para a realização de eventos mais ou menos «abertos ao público» para a promoção de um produto ou uma marca. [...]
Em contrapartida, as brigadas correm a cidade para a expurgar de elementos políticos, particularmente nas chamadas «zonas nobres» e rapidamente se tapam as palavras de luta com que as pessoas marcam o espaço público. A própria cultura urbana é transformada em peça vendável e os graffitis e picotagens passam a ser exposições com altos patrocínios.

Itziarren Semeak - «Demokraziaren seme-alabak»

Tema do álbum Dale Candela (2012). A banda é de Mungia (Bizkaia) e na quinta-feira, 10, toca no Jai Gune da Gora Iruñea!. No vídeo, em palco, aparecem dois membros de outra banda biscainha - os Iheskide, que são de Elorrio.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Sanferminak 2014: as vaias à UPN e a violência policial marcam a tradicional procissão

Mais uma vez, o protesto voltou a ser protagonista da tradicional procissão de San Fermin, assim como a violência policial. As críticas ao «regime UPN-PSN» foram constantes e o «caso CAN» também não foi esquecido.
Milhares de pessoas juntaram-se na Alde Zaharra de Iruñea para assistir à procissão de San Fermin. Como é tradição, a Vereação, com o autarca à frente, passeou com o santo por algumas ruas do centro da capital navarra. A Polícia ia abrindo caminho ao clero.
Agentes da Polícia Municipal tiveram uma atitude violenta para com quem protestava à passagem dos vereadores da UPN e uma jovem afirmou que foi pontapeada pelo «grande chefe» Simón Santamaría.

Os protestos contra dirigentes da UPN repetiram-se em vários momentos do percurso, tendo-se vivido alguns momentos de tensão e violência. Chouriços em punho ou uma chuva de notas falsas de 500 euros foram alguns dos gestos protagonizados pelo povo como forma de protesto, para além das grandes vaias, que foram constantes.
O «caso CAN» [Caixa Navarra] não passou despercebido. Na Curia kalea, havia uma faixa da associação Kontuz em que se perguntava aos responsáveis da UPN. «¿Dónde están los dineros de la CAN?». Uma outra faixa, da organização juvenil Ernai, dizia «aski da!» [basta!] e exigia «o fim do regime». / Ver: naiz.info e ahotsa.info

BRINDE AOS PRESOS E REFUGIADOS POLÍTICOS
Como é hábito, os presos e os refugiados políticos bascos não foram esquecidos no início das festas em Iruñea.
«Kalera, kalera, borrokalari kalera, / kalera, kalera, borrokalari kalera, / hire indarraren beharra diagu / gure indarrarekin batera / hire indarraren beharra diagu / gure indarrarekin batera.» Etxean nahi ditugu! Queremo-los em casa!
Ver: ahotsa.info

Apoio aos grevistas bilbaínos condenados, em Uribarri

Dois anos e meio de prisão por fazer pintadas numa greve geral!? A Ernai do bairro bilbaíno de Uribarri publicou um vídeo em que expressa a sua solidariedade aos jovens grevistas Urtzi Martínez e Jon Telletxea, do bairro de Deustu. Tal como se pode ver na gravação, são muitas as acções de apoio aos grevistas.

As iniciativas para pedir a absolvição de Urtzi e Telle têm sido, de resto, abundantes, e não só em Bilbo. Recorde-se que os jovens foram condenados a dois anos e meio de cadeia por fazerem pintadas na greve geral de 29 de Março de 2012.
Desde o início, a plataforma Grebalariak aske! denunciou a montagem policial subjacente, a repressão contra os sectores que denunciam a exploração da classe trabalhadora e lutam por outro modelo socioeconómico, bem como a tentativa de intimidar quem luta por via da criminalização, recorrendo-se para tal a diversos meios: polícia, sistema judicial, meios de intoxicação mediática dominados pelos grandes grupos económicos, etc. / Ver: uriola.info

Grupo solidário exigiu, em Madrid, liberdade dos presos doentes e outra política prisional

Um grupo de pessoas levou a cabo, este domingo, 6, em Madrid, uma concentração em que se exigiu a libertação de Ibon Iparragirre e dos restantes de presos políticos bascos com doenças graves. Exigiram ainda o fim da «cruel» política prisional espanhola.

Na concentração, convocada pela Plataforma de Madrid de Solidariedade com Ibon Iparragirre e os presos doentes, foram especialmente mencionados os casos de Ibon Iparragirre (Ondarroa, Bizkaia) e de Ventura Tomé (Tafalla, Nafarroa), e exigiu-se a libertação dos presos que tem doenças graves e dos que cumpriram três quartos da pena a que foram condenados.

Foi também reivindicado o fim «da actual e cruel política penitenciária, que atenta contra os direitos humanos e põe em evidência o sofrimento» a que os familiares e pessoas próximas são submetidos.

Pediu-se também uma atitude política responsável, que responda aos novos tempos, e reclamou-se a liberdade das pessoas «detidas e encarceradas por lutar». / Ver: naiz.info / Ver também: askapena.org

I. Larrea: «El este ucraniano parece estar más lejos que Kurdistan o Palestina»

En Kurdistán Sur, y en la actual fase de desmembramiento de Irak, algo que es consecuencia directa aunque no única de la invasión occidental, los kurdos parecen estar a punto de conseguir su independencia. No han tardado las declaraciones y artículos de jubilo por la ocasión (*3). No importa demasiado que el gobierno kurdo de Barzani sea corrupto hasta el tuétano, que la tan en otros casos cacareada «primavera árabe» fuese aplastada en 2011 por ese mismo gobierno, que su independencia sea apoyada por Turquía (miembro de la OTAN) o Israel, o que los kurdos de izquierda del PKK hayan denunciado la colaboración en la represión del Gobierno de Kurdistán Sur y Turquía contra los kurdos del Norte. (BorrokaGaraiaDa)

«Indiferencia internacional ante la enésima agresión sionista contra Gaza» (boltxe.info)
¿Estarán esperando a que Israel arrebate el poco territorio que «pertenece» a Palestina para «solidarizarse» con su pueblo?, ¿tanto poder ha llegado a tener el sionismo?, ¿qué pasa con el pueblo israelí decente, que no reacciona contra el guerrerismo y la política cada vez más ultraderechista de su Gobierno?

domingo, 6 de julho de 2014

Em Iruñea, rebentou um foguete de alegria, festa e luta

O presidente da Cruz Vermelha em Iruñea, Mikel Martínez, acendeu a mecha do txupin [foguete]. Apesar da presença policial nos acessos à praça e nos telhados para impedir que o símbolo nacional basco estivesse presente na Praça do Município, foi possível ver duas ikurriñas de grandes dimensões e várias bandeirolas a favor dos presos e dos refugiados políticos.

As festas de San Fermin em Iruñea começaram hoje ao meio-dia com o lançamento do txupin pelo presidente da Cruz Vermelha em Iruñea, Mikel Martínez, que acendeu a mecha no varandim dos Paços do Concelho. «Pamploneses, pamplonesas, Iruñeko seme-alabak, ¡Viva San Fermín! Gora San Fermin!», disse Martínez antes de lançar o foguete e pôr a praça ao rubro.

A presença policial, como já era de esperar, foi exagerada, com agentes da Polícia de Intervenção, colocados nos acessos à Praça do Município, e agentes à paisana, nos telhados das casas em redor, a gastarem verbas do erário público para impedir que as ikurriñas se pudessem ver no txupinazo.

Contudo, o símbolo nacional basco notou-se bem no arranque das festas, tanto nas varandas como na praça, onde estavam duas enormes ikurriñas e bandeirolas pelos presos e refugiados políticos. Também se viu uma bandeira navarra com a inscrição «Ni Madrid, ni Barcina, ni Felipe, Nafarroa es la que decide».

Apesar da decisão de abrir o canil dos cães raivosos com espanholite [que devia merecer outra ponderação, devido aos riscos daí resultantes para a segurança pública - como os txupinazos de anos recentes bem evidenciaram] e da chuva que foi caindo ao longo da manhã, o ambiente na Udaletxe Plaza foi espectacular, cheio de força, com guias de marcha berrados à UPN e, acima de tudo, muita festa e alegria.
Mais tarde, num outro ponto da capital de Euskal Herria, realizou-se o tradicional brinde aos presos políticos bascos.

Ikurriña e solidariedade com os presos no txupinazo [ahotsa]
Mais uma vez a ikurriña e a solidariedade com os presos políticos bascos estiveram presentes na Praça do Município no começo das festas de San Fermin. Ver: naiz.info / Ver também: Berria

Estoirou a festa, com ikurriñas e bandeirolas [BerriaTB] Som da Euskalerria Irratia. / FOTOS: Sanferminetako txupinazoa (Berria)

Em Lesaka: «Euskal Herri osoko hautetsiek jaurti dute suziria Lesakan» (naiz.info)

Gora San Fermin! Gora Euskal Herria askatuta!

Aramaio, primeira localidade a colocar placas «de Euskal Herria»

O município alavês tornou-se o primeiro a aplicar o «Manual de Identidade Gráfica Institucional de Euskal Herria» enviado pela Udalbitza aos seus eleitos e autarcas, colocando duas placas à entrada do município.

A Udalbiltza - assembleia de municípios e eleitos municipais do País Basco - fez saber que, na sexta-feira, dia 4, Aramaio (Araba) colocou à entrada e à saída do município duas placas que reflectem «o manual da imagem corporativa nacional», sendo a primeira Câmara Municipal a fazê-lo. A inauguração das placas mereceu um pequeno acto de celebração.

A Udalbiltza quer dar «passos práticos» com vista a alcançar o «reconhecimento de Euskal Herria e da sua cidadania» e, com este propósito, criou a imagem de marca Euskal Herria. O manual tem inúmeras aplicações, mas a prioridade foi dada às placas a assinalar a entrada e a saída dos municípios, bem como às papeladas e impressos habitualmente utilizados nas câmaras municipais.

Na imagem, usa-se as cores vermelha, verde e branca, os brasões dos seis territórios [com as «duas Nafarroas» unidas] e os termos Euskal Herria, nalguns casos, acompanhados por Basque Country e pela abreviatura eus.

A assembleia de municípios e eleitos bascos reorganizou-se em 2013, e um dos seus cinco objectivos é precisamente a «cidadania basca». O primeiro foi lançado o ano passado, diz respeito ao desenvolvimento e à coesão socioeconómica e está a ser desenvolvido nos Pirinéus (trata-se do projecto «Viver e trabalhar nos Pirinéus bascos»). / Ver: Berria e udalbiltza.info

Borroka Garaia: «Contra la mucha policía, mucha lucha y diversión»

El pueblo vasco ha sabido conjugar bien la reivindicación y la fiesta, pues no se puede poner puertas al mar. Así que solo queda abrazar la marea reivindicativa impulsada por el amplio y diverso movimiento popular y la diversión que se abrirá paso estos días en Iruñea. Siempre en el recuerdo los y las represaliadas políticas vascas que desde las cárceles o el exilio no podrán pisar las calles de Iruñea hasta que las arranquemos de las garras de los estados pero sí serán llevadas en nuestros corazones. (BorrokaGaraiaDa)
Gora San Fermin! Jaiak bai, borroka ere bai! Presoak kalera, amnistia osoa!

«Los Sanfermines que las autoridades quieren imponer», de Julia ITÓIZ (lahaine.org)
Hubo un tiempo en que lo más parecido a la anarquía se vivía en la Vieja ciudad feudal del Obispo. Quizás necesitábamos esa válvula de escape para soportar el universo estrecho, gris y provinciano en el que vivimos. Pero con la globalización, el progreso, la televisión, y sobre todo, las dos décadas de ayuntamiento de extrema derecha, nuestras fiestas, famosas en el mundo entero, cada año van perdiendo su espíritu de juerga baska, y se están convirtiendo en un negocio de barra y publicidad, dejando por el camino la espontaneidad, la alegría, el sentimiento profundo de libertad, que son quienes realmente construyen la fiesta.

FARC-EP: «Soluciones son políticas, no jurídicas»

Advierten que las libertades y el fortalecimiento político democrático no dependen del acuerdo final, son parte del concepto global del pluralismo ideológico y de las garantías para la participación política en pie de igualdad. Si algo demostraron los comicios electorales de corporaciones públicas y presidenciales son los enormes vacíos del régimen electoral, campean el fraude, la compraventa de votos, el ventajismo, el matoneo y el «todo vale» de los partidos del establecimiento, sin excluir a la Unidad Nacional y al uribismo. / Ver: boltxe.info

sábado, 5 de julho de 2014

Manifestação em Iruñea por um outro modelo de cidade e de festas

Cerca de 500 pessoas participaram ontem à tarde, dia 4, numa manifestação convocada pela iniciativa popular Iruñea Askatasunez para reivindicar um outro modelo de cidade e de festas, plurais e nas quais tenha lugar o movimento popular, face ao modelo cinzento promovido pela UPN.

Atrás de uma faixa onde se lia «Denok batera, bestelako Iruñerantz» [todos juntos, para uma outra Iruñea], os manifestantes partiram às sete da tarde da antiga Estação de Autocarros, percorreram as avenidas de Baixa Navarra e Carlos III, até chegarem à Praça do Castelo.

Terminada a manifestação, que contou o apoio de várias organizações sociais da cidade, procedeu-se à leitura de um manifesto unitário. Depois, um representante de cada um dos colectivos que integram a Iruñea Askatasunez tomou a palavra e afirmou as suas reivindicações.

Assim, a Euskal Herrian Euskaraz defendeu umas festas euskaldunes; a Iruñea Antifaxista denunciou o aumento da simbologia e da propaganda fascistas; a Bilgune Feminista apelou a uma atitude activa contra as agressões de carácter sexista; a Gora Iruñea! reivindicou a sua aposta nuns sanferminak populares. / Ver: lahaine.org, Berria e naiz.info

MANIFESTAÇÃO CONTRA AGRESSÕES SEXISTAS
À noite, mais de mil pessoas participaram numa mobilização pelas ruas da Alde Zaharra para reivindicar a autodefesa feminista face às violações e outras agressões de carácter sexista por demais habituais em grandes eventos festivos. Tendo em conta as agressões ocorridas nos sanferminak, as mulheres afirmaram que estão fartas de ser mostradas como vítimas, que também querem andar nas ruas em festa e que nestes sanfermines as coisas vão mudar e não vão ter medo. / Ver: lahaine.org

Não há tolerância para agressões sexistas
A Gora Iruñea pede às mulheres que, se forem vítimas de agressões sexistas, assumam uma atitude activa e de autodefesa. Em caso de ataque, infelizmente frequentes nestas festas, estão à disposição o telefone 699687687 e o e-mail erasosexistarikez@gmail.com.
Para além disso, a Gora Iruñea e a Plataforma de Mulheres contra a Violência Sexista divulgaram uma lista de bares, tabernas, espaços nos quais há tolerância zero para com as agressões sexistas e nos quais está a funcionar um protocolo de defesa.

Boro (La Haine): «La visión que ofrecemos hace daño al poder»

[Entrevista do Herrikolore - portal popular de Barakaldo (Bizkaia) - a Boro, do La Haine]
Las agresiones contra diferentes medios de comunicación alternativos se están disparando en los últimos años, llegando incluso a cierre de páginas web, golpeando a periodistas que tratan de hacer su trabajo en las coberturas a diferentes protestas, etc. Charlamos con el compañero Boro del portal de desobediencia informativa La Haine quién en este primer semestre del año ha sido víctima en dos ocasiones de la represión con la que el poder establecido actúa contra los cada vez más populares medios alternativos. Boro se enfrenta a una acusación de atentado a la autoridad, cuando el mismo padeció en primera persona la violencia de los antidisturbios en las calles de Madrid. Conocemos de la mano de este compañero la campaña iniciada contra las agresiones a los medios y la campaña económica para hacer frente a los gastos judiciales. / Ver: herrikolore.org

Joseba Permach: «¿Qué tienen en común Kutxabank, Epsilon-Hiriko y el TAV?»

es una mentira rotunda y demostrada, no sólo en los mencionados ejemplos sino a lo largo de la historia, que el mercado funcione y que lo privado sea lo más eficaz. La verdad es que la mayoría del sector privado directa o indirectamente se beneficia de lo público para hacer negocio. Esto es, pagamos todas para que se beneficien unos pocos. Con la venta de Kutxabank, con las patentes de Epsilon o con las constructoras. Le llaman modelo PNV pero es más viejo que el propio PNV. Es el liberalismo económico de antes, o el neoliberalismo de ahora. Es la usurpación de lo público por parte de unos pocos que viven bién arriba en detrimento de la mayoría que vivimos abajo. Y esto se tiene que acabar. Esto se va acabar. (BorrokaGaraiaDa)

Gora Lesakako sanferminak! Vivam os sanfermines de Lesaka!

Imagens dos sanferminak de 2013. Fala-se tanto dos mundialmente famosos sanferminak da capital navarra que os de Lesaka, tão bonitos, quase são postos de parte, e isso não pode ser. Lesaka fica bem no Norte de Nafarroa, já na região pirenaica, na comarca das Bortziriak.
Gora gu ta gutarrak!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Os delegados espanhóis já acumulam 900 queixas contra instituições bascas

Marian Beitialarrangoitia e Maiorga Ramírez afirmaram que «Alba e Urquijo se tornaram a artilharia diária do Estado contra o direito a decidir».

O EH Bildu afirmou que os delegados do Governo espanhol em Euskal Herria, Carmen Alba e Carlos Urquijo, já acumulam 900 queixas e requerimentos contra decisões tomadas por instituições bascas. De acordo com a coligação abertzale, houve ataques a todas as instituições: municípios, Juntas Gerais, deputações forais, parlamentos e Udalbiltza, relativos a todo o tipo de temas: euskara, cultura, direitos sociais e democráticos, símbolos, direitos dos trabalhadores, direitos de familiares de presos...

Para os representantes do EH Bildu, o objectivo de Alba e Urquijo é «limitar e condicionar a capacidade de decisão das instituições». Acrescentaram que «o verdadeiro problema é a política impositiva e negadora deste povo».

Perante esta situação, o EH Bildu manifestou o seu apoio e solidariedade «aos que foram alvo deste ataque injusto» e fez um apelo a responsáveis políticos e institucionais «para que não colaborem ou se mostrem cúmplices com os responsáveis pelo ataque permanente do Estado, para que defendam a soberania e os direitos dos bascos e respondam à altura». / Ver: Berria e naiz.info

Ver ainda: «O Sortu denuncia as ameaças de morte de um militar a uma habitante de Barañain» (ahotsa.info)
O militar, conhecido pelas suas posições de extrema-direita e que já foi julgado por enviar uma carta-bomba simulada a um vereador do Euskal Herritarrok, proferiu recentemente ameaças de morte contra uma habitante de Barañain em plena rua.

O Sortu relaciona estas ameaças, que coincidiram com o aparecimento de várias pintadas neonazis na localidade navarra, com o facto de a pessoa ameaçada ser uma simpatizante da esquerda abertzale e pede aos habitantes que «não permitam atitudes fascistas deste tipo».
Entretanto, na sequência de uma queixa apresentada, o militar teve de ir prestar declarações à esquadra da Polícia Municipal de Barañain.

Um trabalhador morreu num acidente laboral em Muxika

O LAB afirma que estava a trabalhar para a empresa Cubiertas Dual. Quando se encontrava a arranjar um telhado, sentiu-se tonto e morreu no local. Tinha 33 anos. Trata-se do segundo acidente laboral mortal ocorrido esta semana em Euskal Herria; o 24.º deste ano.

O caso deu-se em Muxika (Bizkaia) por volta das 9h50. Um homem de 33 anos estava a arranjar um telhado, sentiu-se mal e morreu no local. Médicos e bombeiros apareceram no local de imediato, mas não o conseguiram reanimar. O sindicato LAB manifestou «solidariedade» à família, aos colegas, amigos e pessoas próximas. Ao mesmo tempo, o sindicato exigiu «o esclarecimento urgente» do caso.

Num comunicado, o sindicato criticou «com veemência» esta última morte. «Em Euskal Herria morreram pelo menos 24 trabalhadores este ano, entre Janeiro e Julho». Lembrou ainda que o acidente de hoje é o segundo desta semana. Na terça-feira, um trabalhador de 27 anos faleceu na zona industrial de Gasteiz, depois de uma queda de doze metros de uma grua.

«Onde estão os responsáveis da administração para denunciar mais esta morte? Que mudanças e que passos estão dispostos a dar para travar esta situação e este modelo?», pergunta o LAB. Para o sindicato, os acidentes laborais não são acontecimentos normais: «A morte de um trabalhador não é uma característica própria do trabalho». O LAB considera que «os acidentes de trabalho resultam das condições laborais impostas pelo patronato à classe trabalhadora». / Ver: Berria e LAB

Amigos do preso Jose Mari Etxebarria sofreram um acidente no regresso de Puerto III

Amigos do preso político basco Jose Mari Etxebarria, Goierri, tiveram um acidente de automóvel na semana passada, no regresso da cadeia de Puerto III (Cádis). O acidente deu-se quando um camião perdeu parte da carga, que atingiu o depósito de gasóleo, provocou um derrame e um choque em cadeia. Os ocupantes saíram ilesos, referiu a Etxerat numa nota.

O acidente ocorreu junto a Burgos. Apesar de os dois amigos do preso natural de Errenteria (Gipuzkoa) se encontrarem bem, a Etxerat realça o facto de este ser o sétimo acidente provocado pela política de dispersão em 2014 e o quarto nas últimas quatro semanas (amigos de Maitane Linazasoro, a caminho de Topas; amigos de Iker Lima, a caminho de Badajoz; familiares de Oscar Cadenas, no regresso de Múrcia II; amigos de Jose Mari Etxebarria, no regresso de Puerto III).

Ainda ontem, numa outra nota, a Etxerat exigia o fim da política de dispersão, aplicada há 25 anos e que tirou a vida a 16 familiares e amigos de presos políticos bascos. Hoje, volta a fazê-lo. / Ver: etxerat.info 1 e 2

António Santos: «O futuro da luta armada na Europa»

O fim da actividade armada da ETA, em 2011, e da FNLC, no passado dia 25 de Junho, não corresponde a nenhuma «evolução» (na acepção alegre do termo) da estratégia revolucionária nem deve ser interpretada como a descoberta, pela esquerda, dos «direitos humanos». (Diário Liberdade)

«Califado imperial», de Jorge CADIMA (odiario.info)
A balcanização é uma velha técnica de dominação imperial. A fragmentação do Médio Oriente visa todos os estados que, nas últimas décadas, foram barreira à dominação das grandes potências imperialistas e de Israel. E abre caminho para o Irão.

«Sumario de la infamia: tres días más de crímenes sionistas»
La permanente brutalidad de las fuerzas de ocupación israelíes contra el pueblo palestino hace casi imposible mantener al día el desesperante ritmo de la información. Los crímenes y agresiones se suceden con tanta rapidez que el secuestro, tortura y asesinato de un niño en Cisjordania es rápidamente reemplazado por los ya tan cotidianos -como mortales- bombardeos contra Gaza. / Ver: Brigadas Internacionais Unakidum via lahaine.org

«Llamamiento de la familia de Alfon a la solidaridad con su causa»
Escribimos esto con la intención de sensibilizar a la clase obrera hijo, hermano, nieto, primo y sobrino Alfon. (lahaine.org)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Palavras solidárias de vários pontos do mundo para os presos políticos bascos

A organização internacionalista basca Askapena fez saber que, de diferentes pontos do mundo, «chegaram vozes comprometidas e solidárias com a nossa luta, vozes que querem expressar a sua solidariedade com as presas e os presos bascos dispersos pelos vários cárceres dos estados francês e espanhol».

«Graças ao trabalho realizado pelos EHL (Euskal Herriaren Lagunak) no âmbito da VIII Semana Internacional de Solidariedade com Euskal Herria, que decorreu em Abril», a Askapena recebeu centenas de postais que, agora, em conjunto com a Etxerat, associação de familiares e amigos dos presos políticos bascos, irá fazer chegar até «às mais obscuras cloacas dos estados, onde estão sequestrados os militantes mais comprometidos com a luta do nosso povo», afirma-se numa nota.

Para a Askapena, estes postais, estas mensagens de ânimo reflectem a solidariedade e o compromisso de muitos companheiros que lutam pela libertação dos seus próprios povos e que, simultaneamente, sentem a luta do povo basco como sua. «Estes postais mostram que não estamos sozinhos na nossa luta, que os nossos presos e presas não contam apenas com o apoio do seu próprio povo, mas também com a ternura de muitos povos irmãos».

Por isso, a Askapena quer agradecer a todas as pessoas que participaram nesta dinâmica e voltar a enaltecer o trabalho que os EHL levam a cabo ano após ano.

Euskal preso eta iheslari politikoak etxera!
Os presos e os refugiados políticos bascos para casa!
Gora elkartasun internazionalista!
Viva a solidariedade internacionalista!
Ver: askapena.org / Fotos: VIII Semana Internacional de Solidariedade

Familiares do preso político Oscar Cadenas sofreram um acidente rodoviário

Familiares do presos político basco Oscar Cadenas (Donostia) sofreram um acidente rodoviário, ontem à tarde, quando regressavam da cadeia Múrcia II. O acidente deu-se em Andoain, depois de terem percorrido os quase 2000 km que a deslocação ao cárcere implica, refere a Etxerat.

A viatura, em que seguiam cinco pessoas (incluindo a filha do preso, que veio do México), colidiu com um camião, mas todos se encontram bem.

A Etxerat realçou o facto de este ser o sexto acidente provocado pela política de dispersão em 2014 - o que dá um média de um por mês - e voltou a exigir o fim desta política criminosa, aplicada há 25 anos e que já tirou a vida a 16 pessoas. / Ver: naiz.info e etxerat.info 1 e 2

RECEPÇÃO A ANUNTZI ALONSO
Na terça-feira, 1 de Julho, em Santurtzi (Bizkaia). A ex-presa foi recebida na localidade biscainha depois de, nesse dia, ter saído da cadeia de Logroño. Anuntzi foi uma das visadas pelas chamadas «operações preventivas» das autoridades espanholas e passou quatro anos na prisão. / Ver: Santurtziko Presoak eTa Iheslariak [Fotos do ongi etorri aqui.]

Iñaki Gil de San Vicente: «¿Es posible una independencia no socialista?»

Engels viene a decir que la independencia será proletaria o no será, que las clases propietarias de las fuerzas productivas no son independentistas, que las clases trabajadoras no oprimidas nacionalmente necesitan de la independencia del proletariado oprimido. Estos criterios son hoy tan pertinentes o más que hace 122 años y han sido confirmados durante ese tiempo (lahaine.org)

«A Polónia dirige as operações militares na Ucrânia», de Andrew KORYBKO (odiario.info)
Num momento em que a tragédia ucraniana conhece novo agravamento, depois de Poroshenko ter recebido a bênção da UE, acumulam-se novos dados sobre a ingerência externa naquele país. O imperialismo não só intervém directamente como movimenta novos e velhos peões instalados em países vizinhos na execução da sua bárbara e criminosa estratégia

[Vídeo] «El Saharaui tiene clarísimo que nunca va a doblar la rodilla ante Marruecos»

[Entrevista a Gurutze Irizar, activista e solidária] [Junho de 2014; 23:13] «Conoció a los saharauis cuando aún vivía el dictador español. Y con ellos fue al desierto a defender la patria invadida en 1975. Vivió los horrores de la guerra y del éxodo en la más absoluta nada. Como enfermera, ayudó a que continuara la vida de un pueblo abandonado a su suerte en los arenales. Y ese pueblo la adoptó y le regaló su aprecio y un nuevo nombre: Fatimetu.
Aprendió su lengua y vivió catorce años en los campamentos como una refugiada más. De su matrimonio con un militante saharaui tuvo dos bellos hijos que saben escuchar los silencios del desierto y hablar las palabras dulces del euskara.
Es Gurutze y es Fatimetu, generosa, euskaldun y saharaui. Por ello cree que se puede hacer más.» / Fonte: La Guerrilla Comunicacional via askapena.org
Ver ainda: «Marrocos impede a entrada em El Aiune da Rede Basca de Apoio à União Nacional de Mulheres Sarauís» (lahaine.org)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Madrid solidária com Ibon Iparragirre e demais presos doentes

A Plataforma de Madrid de Solidaridad con Ibon Iparragirre y los/as presos enfermos/as convocou para este domingo, dia 6, na Praça Tirso de Molina, em Madrid, uma concentração de apoio ao preso político natural de Ondarroa. No texto da convocatória, a plataforma afirma querer desenvolver um trabalho de reivindicação social por forma a que os direitos humanos dos presos políticos bascos que têm doenças graves sejam respeitados.

Casos como os de Ventura Tomé ou Ibon Iparragirre, entre tantos outros, não podem ser admitidos num Estado que se autodefine como democrático e de Direito, afirma a plataforma madrilena, para a qual a situação de Ibon Iparragirre merece especial ênfase, na medida em que, para além de se encontrar gravemente doente, foi recentemente agredido, de forma brutal, por um funcionário prisional, que tinha noção do estado físico e psicológico do preso.

Para a Plataforma de Madrid, a exigência do respeito pelos direitos humanos de todos os presos políticos bascos constitui uma prioridade, mais ainda num contexto em que o povo basco trabalha para alcançar uma situação de normalidade política. Neste sentido, o facto de se manter na cadeia presos com doenças graves tem um claro intuito político, afirmam.

Por tudo isto, exigem: a libertação imediata dos presos com doenças graves e também dos que cumpriram três quartos da pena; o fim da cruel política penitenciária; uma atitude de responsabilidade política; a libertação de todas as pessoas detidas e encarceradas por lutarem. / Ver: lahaine.org

ANITZ ESKISABEL EM LIBERDADE
A presa política basca Anitz Eskisabel (Lazkao, Gipuzkoa) foi libertada. Saiu hoje às 9h00 da cadeia de Topas (Salamanca, Espanha). Um grupo de familiares e pessoas próximas partiu de Lazkao com destino à prisão, para a receber à saída do cárcere. Alguns deles ficaram retidos num controlo policial e não conseguiram chegar a tempo.

Eskisabel foi detida pela primeira vez em 2005, acusada de colaboração com a ETA, numa das chamadas operações «preventivas». Passou dois anos na cadeia, saindo em 2007 e ficando a aguardar julgamento. Em 2010, voltou a ser presa, para cumprir a pena de seis anos a que fora condenada entretanto. / Ver: goierri.hitza

«Duas semanas de violência israelense contra a Palestina em números»

Seis palestinos foram assassinados a sangue frio. Todos eles desarmados e indefesos, entre eles Mohammed Dudeen, uma criança de 13 anos. Além dele, um jovem com incapacidade mental foi barbaramente executado pelo exército sionista de ocupação, quando se dirigia à mesquita para rezar. (PCB via Diário Liberdade)

«Venezuela: Lista de listas», de Luis BRITTO GARCÍA (lahaine.org)
Descubre el empresariado que mejor que producir es obtener divisas a tasa preferencial mintiendo que las aplicará a importaciones indispensables, no importar nada y revender los dólares diez o doce veces más caros [...] La Fiscal General de la República informa que hay 1.490 investigaciones abiertas por tal motivo. No hay lista más peligrosa que la que todos esperan y no aparece.

«Socialismo o Koldo Saratxaga», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
El capitalismo con rostro humano siempre ha sido una mentira y muchos sectores sociales que no lo creían lo están empezando a sufrir cada vez más en sus propias carnes. [...] la lucha por el estado socialista, con todo lo que esto supone, no es algo a dejar para «después» de la independencia, sino que debe ser el núcleo central de la izquierda vasca hoy y ahora, y a su vez vehiculizar ese contenido democrático general contra la opresión de todo sector social encaminándolos hacia la independencia.

Os sanferminak estão aí... Não te enganes no caminho!

Festas populares, participativas, igualitárias e bascas é no Jai Gune da Gora Iruñea!
Gora Iruñeko Jai Gunean jai herrikoi, parte hartzaile, parekide eta euskaldunak izango dira!
Programa / Egitaraua
Oferta musical / Eskaintza musikala Toda a informação: Gora Iruñea! e ahotsa.info e iruñea biziz

Vivam os sanfermines populares! Gora herri sanferminak!
Gora Iruñea eta pamplonaaautak!

Na bonita e forte Ondarroa: Gora Zapato Azule!

Imagens da festa deste ano. [Vídeo de Ondarru] «El Zapato Azule, cuya traducción al castellano es "sábado azul", es una fiesta popular que se festeja el último sábado de junio, organizada anteriormente por la asociación Bolo-bolo y en la actualidad por Radixu Irratia.
Se hace la Dina Martxi (marcha en bicicleta de Tolosa a Ondarroa en honor a Dina Bilbao, deportista campeona de triatlón que desapareció en junio de 1997 en una travesía en catamarán en el Atlántico), y se organiza la feria de camisetas de Euskal Herria. La gente viste camisas de mahón (las tradicionales de la gente de la mar), en medio de un buen ambiente festivo en la parte vieja.» / Fonte: Wikipedia
FOTOS: Zapato Azule 2014 (Turrune!)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Barcina, Urkullu e Juan Carlos I inauguram monumento ao esbanjamento num viaduto do TGV

No domingo, dia 29, dezenas de opositores ao TGV da região de Hego Uribe (Bizkaia) levaram a cabo um protesto desobediente para denunciar o esbanjamento de fundos e o absurdo que representa o viaduto do TGV sobre o rio Nerbioi, na zona de Zaratamo-Basauri, construído pelo ADIF e o Ministério espanhol das Obras Públicas. De acordo com a nota emitida pelo Mugitu Mugimendua, promotores do TGV como Urkullu, a presidente Yolanda Barcina, o anterior lehendakari Patxi López, o ex Juan Carlos I, bem como diversas autoridades civis, religiosas e militares fizeram questão de estar presentes na inauguração deste viaduto, que mais absurdo se afigura quando há pouco foi tornado público que não entrará em funcionamento.

Na nota, o Mugitu afirma que «estas autoridades permitiram que as obras do comboio de alta velocidade acumulem ramais [...] sem ligação entre si, acumulem denúncias de corrupção e situações absurdas», como estações vazias e linhas encerradas por falta de utilização. «O TGV é o melhor exemplo de como grandes empresas enriqueceram em obras de nula utilidade social com dinheiros públicos». As notícias vindas a público nos últimos dias sobre este viaduto «mostram que, na prática, se deita directamente para o lixo 11 milhões de euros [...], quando se procedem a cortes em serviços fundamentais como a Saúde, a Educação ou os apoios sociais», prossegue o movimento de desobediência ao TGV.

Para o Mugitu, estas «toneladas de cimento onde se enterram milhões de euros do erário público» traduzem-se numa «escultura ao despropósito político». «Mais uma do TGV», um projecto que se caracterizou «por ser pouco claro, pela falta rentabilidade social, pelo despesismo e que foi executado de costas voltadas para os cidadãos». / Ver: Mugitu! AHT Gelditzeko

Em liberdade a presa política basca Anuntzi Alonso

A presa política basca Anuntzi Alonso (Santurtzi, Bizkaia) foi libertada hoje de manhã. Saiu da cadeia de Logroño, depois de passar quatro anos na prisão.

Anuntzi Alonso, cuja libertação foi divulgada pelos seus familiares, foi detida em Fevereiro de 2005 no âmbito de uma das operações policiais a que as próprias autoridades espanholas chamaram «detenções preventivas». Muitos dos detidos nestas operações viriam a afirmar ter sido torturados.

Em Julho de 2009, Anuntzi [berriz gure artean!] foi condenada a seis anos de prisão pelo tribunal de excepção espanhol. / Ver: naiz.info e SanturtzikoPresoakeTaIheslariak

«A AN processa dez pessoas, que acusa de integração, entre elas vários advogados» (naiz.info)
Um juiz da AN espanhola processou dez pessoas, na sua maioria detidas numa operação policial em 2010 contra advogados, ex-presos e pessoas relacionadas com os presos; acusa-as de «integração» e de «colaboração» com a ETA.

«O Grupo Internacional de Contacto reuniu-se com o EPPK numa prisão de Paris» (naiz.info via Sanduzelai Leningrado)
No dia 16 de Abril, uma delegação do Grupo Internacional de Contacto (GIC) e os interlocutores do Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK) Mikel Albisu e Marixol Iparragirre mantiveram um encontro na prisão de Réau, próxima de Paris, no qual o colectivo expressou a sua preocupação com o bloqueio do processo e o seu compromisso em continuar a avançar com vista a alcançar uma resolução.

Dia 8 de Julho Germán Rodríguez voltará a ser recordado

No dia 8 de Julho, às 13h00, realiza-se a já tradicional concentração para assinalar o aniversário da morte de Germán Rodríguez, assassinado a tiro pela Polícia espanhola.

Ramón Contreras, porta-voz da San Fermin 78 Gogoan, disse que, desta vez, o acto contará com a intervenção de pessoas que foram feridas pela Polícia em 1978 e de familiares dos dois falecidos – Joseba Barandiaran morreu em Donostia numa acção de protesto contra o assassinato de Germán Rodríguez. O comunicado será lido por Gloria Bosque, que foi detida juntamente com Germán.

Também se fará referência à queixa contra os crimes do franquismo que foi apresentada na Argentina, «para mostrar que é uma via que constitui uma hipótese para acabar com a impunidade».

Contreras recordou que Rodolfo Martín Villa, ministro da Governação [Interior] em 1978, é um exemplo do que representou a chamada Transição. Vindo da Falange, passou a ser ministro da UCD, e acabou a administrar empresas privatizadas como a Endesa. «Existiu uma continuidade do franquismo», acrescentou.

«Sem os sanfermines de 78 não se explica a situação que se vive hoje. Exigir verdade, justiça e reparação não é nostalgia, mas sim presente e futuro», afirmou Contreras.

Josu Ibargutxi, da plataforma basca de apoio à queixa argentina, sublinhou que a morte de Germán Rodríguez mostra que a chamada Lei da Amnistia de 1977 não acabou com o franquismo, que permaneceu vivo nos acontecimentos de 1978 e noutros que se seguiram, como a morte de Yolanda González, em 1980.

Recordou ainda que entre 1975 e 1982 houve mais de 200 assassinatos de carácter político no Estado espanhol.

Sanfermines 78 gogoan 2014 Ver: ahotsa.info

Jornada antifascista em Ponte Vedra: «Nom ao fascismo na Ucránia! Nom pasarám!»

Contra esta evolución, contra os crimes fascistas na Ucraína e contra a agresión ininterrompida ás Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, desde Mar de Lumes organizamos unha xornada antifascista que tiña como obxectivo non só visibilizar a situación, senón tamén explicala e, en todo caso, enviar a nosa solidariedade desde a Galiza para quen sofre a persecución deste novo surto fascista e paramilitar. / Ver: Diário Liberdade e lahaine.org