quinta-feira, 19 de junho de 2014

Finais da «Pilotakadaz Pilotakada» a 29, para denunciar a dispersão

A iniciativa Pilotakadaz Pilotakada, que uniu uma prática tão arreigada em Euskal Herria como é a pelota ao protesto contra a dispersão dos presos, terá no dia 29 as finais de cinco territórios - nos frontões de Lekorne (Lapurdi), Elorrio (Bizkaia), Ogeta (Gasteiz, Araba), Beotibar (Tolosa, Gipuzkoa) e Euskal Jai Berri (Uharte, Nafarroa).

Gloria Rekarte e Itxaso Torregrosa, em nome da Etxerat, fizeram uma avaliação muito positiva da iniciativa, que contou com mais de mil participantes em várias localidades de Euskal Herria e atingiu um nível desportivo notável.
«Alcançámos o nosso objectivo: realizar uma iniciativa popular que levasse aos frontões a denúncia da dispersão, a reivindicação do respeito pelos direitos dos presos, exilados e seus familiares e próximos», salientaram.

Antes das finais, no sábado, haverá actos em Oiartzun (Gipuzkoa) e Tafalla (Nafarroa). Nesta última localidade, será especialmente recordado o caso de Ventura Tomé, a quem foram diagnosticados dois cancros em dois anos e que se encontra na cadeia de Múrcia, a 700 km de casa. / Ver: naiz.info

OROITZ SALEGI FOI LIBERTADO
O preso político basco Oroitz Salegi (Antiguo, Donostia) foi ontem libertado, depois de ter passado 21 anos na cadeia. O donostiarra encontrava-se no cárcere de Mansilla (León), de onde saiu por volta das 17h00.

Em 2012, teve um filho com a também presa política Lierni Armendariz, e o seu caso tornou-se bastante conhecido, uma vez que as autoridades penitenciárias espanholas, em clara violação de um direito fundamental, o impediram de conhecer o filho durante longos meses. / Ver: naiz.info e irutxulo.hitza

IOSU URIBETXEBARRIA EM LIBERDADE CONDICIONAL
A Audiência Nacional espanhola aceitou o recurso apresentado pela defesa do preso natural de Arrasate (Gipuzkoa), revogando assim a prisão domiciliária imposta pelo tribunal de excepção a 3 de Abril e decretando a sua liberdade condicional. / Ver: naiz.info

CONCENTRAÇÃO EM IRUÑEA
Como é habitual às segundas-feiras, no dia 16 realizou-se uma concentração frente à sede do PP na capital navarra para reivindicar o direito dos presos políticos bascos a viverem livres em Euskal Herria. Estiveram presentes 67 pessoas e nas faixas que exibiam podia ler-se: «Euskal Preso eta Iheslariak Herrira», «La dispersión mata» e «Epaiketa politikorik ez / No a los juicios políticos». / Ver: lahaine.org

No sábado, o Massacre do Filtro vai ser recordado em Oñati

Em 1994, os refugiados políticos Manueltxo Goiti, Luis Mari Lizarralde e Mikel Ibañez foram detidos no Uruguai e extraditados para Espanha. Para tentar impedir estas extradições e pedir asilo político para todos eles, muita gente participou em acções de protesto frente ao Hospital Filtro, em Montevideu. A Polícia uruguaia respondeu com grande violência, detendo dezenas de pessoas, provocando centenas de feridos e matando dois jovens uruguaios: Fernando Morroni e Roberto Facal.

No dia 24 de Agosto cumprem-se 20 anos sobre estes acontecimentos, e a Askapena, em colaboração com vários agentes e cidadãos de Oñati (Gipuzkoa), decidiu organizar uma jornada evocativa na localidade guipuscoana a 21 de Junho, no âmbito do Dia Internacional dos Refugiados e Exilados Políticos.

Foi preparado um programa para o dia todo, no qual se incluem um acto político, um almoço popular (herri bazkarirako txartelak salgai daude hainbat tabernetan) e actuações musicais. / Mais informação: askapena.org e topatu.info

Faz hoje 77 anos
«O EH Bildu homenageou as vítimas do franquismo em Bilbo» (naiz.info)
O EH Bildu prestou uma homenagem simples às vítimas do regime franquista no dia em que passam 77 anos sobre a tomada da capital biscainha pelas tropas fascistas.

[Vídeo] «Desobediencia y lucha contra la #MarcaEspaña»

A Ernai (Euskal Herria) e outras organizações juvenis de diversos povos do Estado espanhol - Arran (Países Catalães), Purna (Aragão), Isca! (Galiza), Briga (Galiza), Yesca (Castela), Darreu (Astúrias), Jaleo! (Andaluzia), Inekaren (Ilhas Canárias) e Azarug (Ilhas Canárias) – realizaram, de forma conjunta, várias acções nos enormes painéis com forma de touro - os touros Osborne - que proliferam nos seus territórios, no âmbito de uma campanha que visa denunciar aquilo que consideram ser o projecto da «Marca España»: violência, manipulação e opressão. Ler comunicado conjunto [cas./cat./eus./gal.] em lahaine.org

«Inteligencia militar iraní confirma que terroristas del EIIL son un engendro de Israel y EEUU», de Resumen Latinoamericano (RLAmericano)
Los terroristas del EIIL han atacado con el apoyo de la aviación israelí a diferentes puntos en Siria en 2013-14, lo que demuestra que operan, colaboran y comunican entre ellos bajo supervisión estadounidense. [Sobre o tema, ver também: «Milicianos do EIIL que hoje destroem o Iraque foram treinados pelos EUA na Jordânia» (Diário Liberdade)]

«O povo colombiano votou pela solução política do conflito social e armado», de Alberto PINZÓN SÁNCHEZ (odiario.info)
A segunda volta das eleições presidenciais na Colômbia deu a vitória ao presidente em exercício, JM Santos. Foi uma eleição disputada entre dois candidatos da direita. Mas esse facto não deve ocultar um dado político da maior importância: pela primeira vez na história da Colômbia a questão da Solução Política do conflito armado foi o ponto central do debate eleitoral. [em castelhano: boltxe.info] [foto: anncol.eu]

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Para os advogados de presos, a operação policial anunciada contra eles «não é um acaso»

Cerca de duas dezenas de advogados de presos políticos bascos que trabalham no âmbito da AN espanhola deram hoje uma conferência de imprensa em Bilbo, na sequência da notícia publicada pelo Gara sobre a operação policial que Madrid terá ultimada e irá lançar em breve contras estes defensores. Ainhoa Baglieto e Alfonso Zenon afirmaram que «não se trata de um acaso», pois os advogados e as advogadas dos presos bascos são «testemunhas directas de muitas das violações dos direitos fundamentais no Estado espanhol». Sublinharam que vão continuar a trabalhar com normalidade.

Para Baglieto e Zenon, a operação persegue um fim político claro: atacar quem «denuncia continuamente torturas, maus-tratos e violações de direitos fundamentais».

Para além disso, consideram que a intenção de lançar uma operação policial contra eles «não é um acaso», num momento em que acabam de anunciar que vão recorrer para as máximas instâncias judiciais da decisão dos estados espanhol e francês de rejeitar os pedidos de aproximação das presas e presos políticos bascos que pertencem ao EPPK; ou que a operação venha à baila pouco depois da sentença que absolveu os 40 jovens independentistas bascos, em que finalmente se analisou as queixas de maus-tratos dos jovens e se denunciou a falta de rigor das operações policiais, que se baseiam apenas em informes ou teses policiais parciais e sem qualquer tipo de objectividade.

O Estado espanhol tem muita dificuldade em tragar o fruto do trabalho destes advogados na defesa dos presos, como seja a sentença do Tribunal de Estrasburgo que invalidou a doutrina 197/2006 (conhecida como doutrina Parot) e que implicou a libertação de dezenas de presos políticos, ou o facto de, hoje, cada vez mais gente ter noção daquilo que se passa na escuridão da Audiência Nacional espanhola, das prisões, das esquadras – de tal forma que alguns magistrados já pediram o fim do regime de incomunicação.

Os advogados afirmaram que vão continuar a trabalhar com normalidade e que já expuseram a outros grémios de advogados aquilo que se está a passar, tendo solicitado o seu apoio. / Ver: naiz.info / VÍDEO: Reportagem da Hamaika Telebista

Grande apoio à manifestação deste sábado pela libertação de Ventura Tomé
Pessoas doentes com cancro, trabalhadores do Osasunbidea [serviço de saúde público navarro], dirigentes sindicais e deputados deram ontem uma conferência de imprensa em Iruñea para reclamar a libertação de Ventura Tomé, preso tafalhês de 60 anos a quem foram detectados dois cancros em dois anos e que continua preso em Múrcia. Fizeram um apelo à participação na manifestação que este sábado, 21, partirá às 18h00 da antiga Estação de Autocarros de Iruñea. / Mais informação: ahotsa.info

[Vídeo] Acção arrojada em Bilbo para apoiar os grevistas Telle e Urtzi

Ambos os jovens foram condenados a 2 anos e meio de cadeia por participarem num piquete de greve e fazer pintadas numa greve geral.

Telle e Urtzi são dois jovens bilbaínos recentemente condenados pela Audiência Provincial da Bizkaia, depois de a Procuradoria ter recorrido de uma primeira sentença e, com isso, ter agravado as consequências da justiça burguesa. O tribunal condenou-os a dois anos e meio de prisão por fazerem pintadas numa greve geral e participarem num piquete.

Para os apoiar e denunciar a situação que enfrentam, ontem, um grupo de pessoas levou a cabo uma acção arrojada e espectacular na Praça Circular de Bilbo. Aski da! Grebalariak aske nahi ditugu! Grebalariak aurrera! / Ver: boltxe.info

Arantza Díaz, presa política comunista, encontra-se gravemente doente

Arantza Díaz Villar é uma presa política do PCE(r). Natural de Gasteiz, tem 43 anos de idade e encontra-se há oito na prisão, depois de ter sido condenada pela sua militância comunista. Foi brutalmente torturada quando da sua detenção, não tendo ainda obtido uma resposta à queixa judicial que interpôs por esse facto.

Arantza ainda tem três anos de pena para cumprir, bem como uma multa de 5000 euros que, se não for paga, poderá levar à expropriação dos bens da sua mãe. Um grupo de apoio em Gasteiz está recolher fundos para ajudar a combater este aspecto da condenação.

Com a aplicação da política de dispersão, Arantza ficou a 1400 quilómetros do seu meio; para os seus familiares e amigos, isto significa uma «verdadeira sangria económica», riscos acrescidos de acidentes e uma menor frequência de viagens, uma vez que necessitam de pelo menos dois dias para fazer uma visita de 40 minutos - para lhes dificultar ainda mais a vida, estas têm lugar às sextas-feiras às 10h00 e aos domingos às 18h00.

No final de Maio, a presa política ficou a saber que tinha um tumor no cólon. No dia 30, dirigiu-se à enfermaria da cadeia de Villena com muitas dores e acabou por ser internada no Hospital Geral de Alicante, onde foi operada a 9 de Junho, para lhe retirarem o tumor. No dia 13, depois lhe darem alta, foi novamente levada para a cadeia, onde aguarda pelos resultados de exames.

Sem poder ser contactada telefonicamente, só pôde ser visitada pelo seu advogado, a sogra e o seu companheiro, David Garaboa, também preso político comunista na cadeia de Villena, que permaneceu algemado nos 20 minutos da visita. / Mais informação: lahaine.org

Movimento solidário com a Venezuela decidiu em Bilbo enfrentar a guerra mediática

«Pedimos-vos solidariedade constante, face às mentiras e aos embates do inimigo. Se contarmos com vocês, iremos vencer, pois só estamos dispostos a vencer, para lá de qualquer circunstância». Com esta mensagem de firmeza e de confiança na continuidade do processo revolucionário na Venezuela, a cônsul geral da Venezuela em Bilbo, Yolanda Rojas, terminava o XI Encontro de Solidariedade com a Venezuela Bolivariana do Estado espanhol, que se realizou na referida cidade basca nos dias 13, 14 e 15 de Junho, e que reuniu mais de 110 delegadas e delegados sob o lema «Solidariedade com a Venezuela: pela democracia e o socialismo, contra o golpismo».

O encontro, que começou com um acto público muitíssimo participado, foi saudado por partidos da esquerda, tanto abertzale como federalista, organizações juvenis e colectivos internacionalistas de Euskal Herria. A organização esteve a cargo do Círculo Bolivariano «La Puebla» de Euskal Herria e da associação de amizade Euskadi-Cuba, em colaboração com o Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela em Bilbo e da Cubainformación TV.

Várias conferências sobre as guerras económica e mediática que afectam a Revolução bolivariana despertaram interessantes debates sobre as formas de as combater. Participaram Blanca Eekhout, vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela; Mario Ricardo Isea, embaixador em Madrid; e Luismi Uharte, professor da Universidade do País Basco e autor da obra El Sur en Revolución. Una mirada a la Venezuela Bolivariana. / Mais informação, vídeos e fotos: cubainformacion.tv

terça-feira, 17 de junho de 2014

Sindicatos denunciam o arquivamento da queixa de Zudaire e «a brutalidade policial»

Os sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS e HIRU consideram uma «aberração jurídica» o arquivamento da queixa apresentada por Aingeru Zudaire, que perdeu uma vista depois de ser atingido por uma bala de borracha disparada pela Polícia na greve geral de 26 de Setembro de 2012.

Para os sindicatos que convocaram aquela greve, o arquivamento «evidencia a parcialidade do juiz». Com esta decisão, o juiz «impediu a realização de um julgamento que permitisse esclarecer a agressão» e a «argumentação é tal que sustenta a brutalidade policial», afirmam.

Os sindicatos criticam os repetidos intentos de «criminalizar» o direito à greve e à manifestação «que diversos estamentos puseram em marcha, centrando-se mais em determinados incidentes que na acção pacífica de dezenas de milhares de pessoas».

Criticam também «a acção policial desproporcional e irresponsável em vários momentos da jornada de greve de 26 de Setembro de 2012». As cargas policiais contra os grevistas ocorreram durante o comício contra os cortes impostos pelo Governo espanhol, chegando a interromper a concentração. Aingeru Zudaire era uma das centenas de pessoas que se encontravam sentadas como forma de protesto, mas, apesar disso, um agente da Polícia Nacional disparou sobre ele a uma curta distância, infringindo os protocolos de segurança e provocando-lhe uma lesão irrecuperável num olho.

«O facto de o juiz Otamendi considerar irrelevantes todos estes factos, arquivar a queixa e apontar os sindicatos convocantes como responsáveis pela lesão de Zudaire contraria qualquer sentido de justiça e evidencia preconceitos anti-sindicais e antidemocráticos incompatíveis com os princípios da imparcialidade que deveria presidir à acção judicial», afirmam os sindicatos.

Este juiz arquivou todas as queixas apresentadas por cidadãos agredidos pelas forças policiais durante a greve geral de 26 de Setembro; depois, face aos recursos interpostos, a Audiência Provincial emendou repetidamente as decisões de Otamendi, decretando a realização de julgamentos.

As forças sindicais que subscrevem o comunicado solicitam às instituições navarras «que tomem medidas para preservar o direito à greve e à mobilização face aos abusos policiais».

Familiares e amigos denunciam a «impunidade policial»
Familiares e amigos de Aingeru Zudaire (Atarrabia, Nafarroa) denunciaram a «impunidade» subjacente ao arquivamento da queixa que apresentaram contra o polícia que, na greve geral de 26 de Setembro de 2012, disparou uma bala de borracha que o atingiu numa vista e lhe provocou a perda da visão. Os familiares e amigos consideram «irresponsável» a sentença do juiz Fermin Otamendi, que desculpa os polícias e culpabiliza os sindicatos que convocaram a greve. Para dia 26, às 19h00, foi agendada uma concentração na Praça de Atarrabia em protesto contra esta situação. Ver: ahotsa.info e ahotsa.info

O Mugitu pedalou pelo Sul de Nafarroa contra a imposição do TGV

Convocada pelo Mugitu! Mugimendua, a marcha ciclista contra o TGV uniu as localidades de Tafalla e Castejón em duas etapas. No sábado, os ciclistas chegaram até Faltzes; no domingo, não faltaram humor e ironia na «inauguração» do ramal de 8 km entre Cadreita e Villafranca, há muito concluído mas não entregue oficialmente.

A marcha ciclista desobediente contra o TGV, convocada pelo Mugitu, em colaboração com habitantes que se opõem ao projecto em Tafalla, Faltzes, Marcilla e Castejón, teve início no sábado de manhã, visando denunciar o TGV como exemplo máximo de «infra-estrutura que destrói o território, infra-estrutura classista (já que responde aos interesses das classes dominantes) e despesista - algo que se sente ainda mais em tempos como os actuais, com grandes cortes sociais».

Inauguração da «via verde» Cadreita-Villafranca
No domingo, cerca de 75 pessoas entraram no ramal do TGV Cadreita-Villafranca, tendo «cortado a fita» para proceder à sua inauguração simbólica antes de percorrem toda a sua extensão de bicicleta. «Este ramal representa na perfeição o absurdo desta infra-estrutura ruinosa, sem ligação a norte e a sul. De forma simbólica, chamámos-lhe via verde e denunciámos a inutilidade da obra, que é uma autêntica via morta; o TGV podia muito bem tornar-se a ciclovia mais longa da nossa comunidade».

Para além desta acção, os participantes na marcha ciclista cumpriram ontem a etapa entre Faltzes e Castejón. Depois de almoçarem em Marcilla, onde distribuíram informação pela população, terminaram a marcha em Castejón, onde habitantes da localidade leram um texto de oposição ao TGV. «Depois de dar várias voltas à terra fazendo ouvir palavras de ordem, demos por concluída a iniciativa», informaram os organizadores, que agradeceram o apoio e o envolvimento dos habitantes do Sul de Nafarroa na organização da marcha anti-TGV. / Ver: ahotsa.info e ahotsa.info

Patxi Azparren: «Insumisas/os a Felipe VI»

En este contexto catalanas/es y vascas/os junto a otras naciones minorizadas de Europa Occidental se encuentran en una interesante encrucijada de la historia que les puede permitir retomar su frustrada andadura soberana bajo formas republicanas de democracia participativa e inspiración social que puedan adelantar las formas políticas del futuro. (boltxe.info)

«Ucrânia: Não à guerra e ao fascismo! Pela paz e a democracia!», de CPPC (odiario.info)
O CPPC alerta para a ingerência dos EUA, da NATO e da UE que, manipulando reais e justos sentimentos de revolta do povo ucraniano para com o governo deposto de Ianukovitch – que se insere no processo de súbito empobrecimento do povo e longa pilhagem do país desde o desaparecimento da União Soviética, no início dos anos 90 do século passado – para colocar no poder forças leais e empenhadas em servir a perigosa agenda provocadora e aventureira dos Estados Unidos da América e da NATO de crescente tensão e confrontação com a Federação Russa.

«Ucrania: se profundiza la guerra, se incrementa la resistencia popular antifascista», de Alberto CRUZ (lahaine.org)
El gobierno de Donetsk está ante un dilema de clase puesto que no puede mantener las industrias existentes sin nacionalizarlas porque Poroshenko ya ha dicho, siguiendo los dictados del FMI, que se tienen que terminar los subsidios estatales a las empresas que no sean «rentables». El siguiente paso de los trabajadores del Donbáss será ocupar sus empresas y hacerse cargo de las mismas, por lo que los gobiernos de Donetsk y Lugansks estarán, también, en una encrucijada: o con los oligarcas o con el pueblo.

Soziedad Alkoholika - «Niebla de guerra»

A banda, bem conhecida em Portugal, é de Gasteiz (Araba, EH). O tema faz parte do álbum Cadenas de Odio (2011).

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Marcha por Ezkerraldea, contra a pobreza, o desemprego e os cortes

No sábado de manhã, realizou-se a 20.ª «Marcha por Ezkerraldea contra a pobreza e as despesas militares», para denunciar a actual situação de crise que aflige a Margem Esquerda (Bizkaia) e exigir que as despesas militares se destinem a cobrir as necessidades mais básicas das famílias da comarca, fortemente atingidas pelo desemprego, a precariedade laboral, os despejos e exclusão social.
A marcha partiu ao meio-dia do Parque de Santurtzi, junto à Câmara Municipal, e, para além do município marinheiro, atravessou os de Portugalete e Sestao, terminando na Praça do Kasko.
A mobilização contou com o apoio e a participação de sindicatos, colectivos contra a exclusão, assembleias juvenis, grupos de mulheres, bem como da coordenadora de assembleias e colectivos de pessoas desempregadas (que levou uma faixa própria). / Ver: herrikolore.org / Notícia mais desenvolvida: naiz.info / Nota de imprensa da Berri-Otxoak: boltxe.info / FOTOS: Ezkerraldea martxan!

Ibon Iparragirre, três meses na solitária depois de ser agredido

A plataforma Iparra Galdu Baik fez saber que um funcionário da cadeia de Navalcarnero agrediu o preso político Ibon Iparragirre (Ondarroa, Bizkaia) com um soco na barriga, deixando-o no chão sem conseguir respirar e humilhando-o.
Como desculpa para a agressão, que ocorreu na sexta-feira, o facto de a cela não estar limpa, obviando-se o facto de que Iparragirre tem uma doença grave e as suas consequências a nível físico e psicológico. No domingo, o preso basco foi levado para a solitária, onde terá de passar três meses: 23 horas na cela, com autorização para ir uma hora para o pátio.

Recorde-se que Iparragirre esteve em regime de prisão domiciliária entre 2011 e Março deste ano, quando voltou a ser detido pela Ertzaintza para regressar à cadeia. Desde que deu entrada na prisão de Basauri, o seu estado de saúde piorou bastante - perdeu 10 quilos e as suas defesas baixaram de 500 para 100.

Como se isto não bastasse, em Abril as Instituciones Penitenciarias aplicaram-lhe a política de dispersão, transferindo-o de Basauri para Navalcarnero, a mais de 500 km da sua terra. / Ver: naiz.info e etxerat.info 1 e 2

Ángeles Diez: «La mujer como propaganda de guerra: El caso de Cuba y Venezuela»

En las llamadas guerras de cuarta generación las corporaciones mediáticas adquieren un papel hegemónico y la «venta» de las acciones de guerra se adapta a los nuevos formatos y los nuevos contextos geográficos. La liberación de la mujer como paradigma de «sujeto-objeto oprimido» junto con el discurso del empoderamiento serán el leitmotiv de las nuevas intervenciones humanitarias. En ambos casos los discursos siguen tributando a la imagen de un Occidente civilizado frente a un mundo colonial bárbaro: liberar a las mujeres y convertirlas en sujetos activos de su propia liberación. (CubaDebate)

«Dia M», de Jorge CADIMA (odiario.info)
A mentira histórica das comemorações do «dia D» falseia os acontecimentos reais e oculta o papel determinante da URSS na derrota do nazi-fascismo. Mas vai mais longe. Logo no final da guerra, boa parte do aparelho de Estado dos EUA (com destaque para a futura CIA) se dedicou a reciclar o aparato nazi para a luta anti-comunista e anti-soviética. Um fio condutor liga directamente, por exemplo, o nazismo ao ascenso fascista na Ucrânia em 2014.

«Fuiste mía» [poema], de Ander JIMÉNEZ CAVA (BorrokaGaraiaDa)

Detida Maria Osório na cidade galega de Ponferrada

Durante mais dum mês a militante independentista Maria Osório Lopes conseguiu manter-se na clandestinidade até a noite de onde quando foi detida na capital da comarca do Berzo, Ponferrada.

Sábado passado a independentista Maria Osório informava publicamente que nom ia ir «chamar à porta de nengumha prisom» e que se a iam deter teria que ser porque a Polícia espanhola a fosse procurar a casa.

Segundo informam os advogados, na noite de ontem, por volta da meia noite e meia, a própria família de Maria punha-se em contacto com os letrados e todo indica que a militante galega está a caminho de Madrid. Nos próximos dias será posta a disposiçom judicial ante a Audiência Nacional espanhola.

Concentraçons em toda a Galiza
Amanhá [hoje], segunda-feira 16 de Junho fôrom convocadas às 20:30 concentraçons em todo o País [ver locais em Ceivar via Diário Liberdade]

domingo, 15 de junho de 2014

Foi apresentada a Carta dos Direitos Sociais de Euskal Herria

O documento foi apresentado em Bilbo pelos sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE, HIRU, CNT e CGT, conjuntamente com diversas organizações sociais.

Na cerimónia de apresentação, realizada ontem de manhã, os promotores explicaram o processo de redacção do documento, recordando que a primeira assembleia com vista à constituição da Carta decorreu a 25 de Maio de 2013 em Eibar, e sublinhado que cerca de 1200 pessoas participaram na sua elaboração.

O texto defende um conjunto de «direitos sociais» que serão a base «para construir uma sociedade mais justa», através «de um outro modelo social e económico, próprio, decidido e elaborado pelas pessoas que vivem em Euskal Herria».

O sistema actual, diz o documento na introdução, «mostrou os seus limites para responder adequadamente às múltiplas necessidades das pessoas e do meio, e por isso é preciso e urgente construir um diferente, que resolva a crise sistémica actual».

Assim, o texto defende que «a sustentabilidade da vida e do bem-estar das pessoas serão o centro do sistema sócio-produtivo de Euskal Herria; o mercado, o capital e a especulação já não governarão a vida». Nesta linha, defende-se a proeminência do sector público e o carácter subsidiário da iniciativa privada.

Afirma-se também que «a legitimidade e legalidade desta carta residem em última instância na vontade livremente expressa pela sociedade basca. Essa vontade será o único requisito para a transferência dos direitos aqui incluídos para o marco constitucional e normativo basco».

No que respeita aos direitos sociais, refira-se a abolição do sistema patriarcal, «que gera exploração e múltiplas violências contra as mulheres», o direito universal à protecção social, um mínimo energético gratuito para os lares, o direito a uma morte digna, ao emprego digno de qualidade e ao subsídio de desemprego por tempo indefinido.

Ao nível da habitação, propõe-se a criação de um parque público de habitações de renda social que não supere 15 por cento do rendimento do agregado familiar; no domínio linguístico, reivindica-se a «reconstrução de uma Euskal Herria euskaldun, formada por euskaldunes multilingues». / Ver: naiz.info

Reportagem da Ahotsa Karta / Carta

Nasceu a Sare, rede de defesa dos direitos dos presos e refugiados políticos bascos

A apresentação pública desta rede de cidadãos que irá trabalhar pela resolução do conflito e a defesa dos direitos humanos dos presos, deportados e refugiados teve lugar hoje na Praça Zuloaga, em Donostia.

Três meses depois da Declaração de San Telmo, foi hoje revelado o nome da nova rede de cidadãos que irá trabalhar pela defesa dos direitos dos presos, refugiados e deportados por motivos políticos. Chama-se Sare e pretende juntar os esforços de todas as pessoas que desejam «a resolução do conflito».

Na cerimónia de apresentação, a cargo de Teresa Toda e de Joseba Azkarraga, afirmou-se que, ao longo destes três meses, centenas de homens e mulheres de espaços ideológicos diferentes debateram a questão desta nova rede, «assumindo a pluralidade da sociedade basca, mas unidos por algo tão legítimo como é a defesa dos direitos humanos dos presos, deportados e refugiados». «Começámos a criar uma rede que, a partir de agora, se irá alargar a toda Euskal Herria», referiram Azkarraga e Toda.

Azkarraga disse que a Sare «não nasce contra ninguém», mas que, em qualquer caso, «nasce contra os que querem perpetuar as violações dos direitos humanos». Esta rede nasce «para trabalhar pela resolução do conflito, e, por isso, exige: o fim da dispersão; que os presos doentes sejam tratados fora das prisões; e o fim das leis de excepção que possibilitam a existência de penas perpétuas disfarçadas».

Azkarraga desejou «uma vida curta à Sare» - sinal de que os presos, refugiados e deportados regressam a casa -, e pediu à sociedade um esforço no sentido de «fechar a porta ao sofrimento e a abrir à esperança». / Ver: ahotsa.info

KEPA VILES REGRESSOU A SANTURTZI
O refugiado político basco Kepa Viles regressou hoje a Santurtzi (Bizkaia), onde o povo lhe deu as boas-vindas. O regresso de Kepa surge na sequência da decisão tomada pelo Colectivo de Refugiados Políticos Bascos. / Ver: naiz.info

O Araba Euskaraz regressou às margens do Ebro

Milhares de euskaltzales juntaram-se hoje na festa das ikastolas de Araba, que se celebra em Lapuebla de Labarca, no extremo sul do território. Também por isso, o lema da festa, organizada pela Assa Ikastola, é «Mugan, bizi, bizi» [o euskara na fronteira, mas bem vivo].

O percurso da festa, com seis quilómetros de extensão, tem cinco espaços distintos, nos quais há a possibilidade de realizar ou assistir a múltiplas actividades (desporto, aventura, espectáculos variados), com destaque para os concertos de Beira, Mikel Urdangarin, Zea Mays, Ze esatek! ou Malenkonia, bem como a uma sessão de bertsolaris de Araba.

Na cerimónia de abertura, as autoridades bascas presentes pediram «prudência» e «coragem» para «melhorar e garantir o modelo basco de aprendizagem».

É a terceira vez que o Araba Euskaraz se realiza em Lapuebla (a primeira foi em 1994 e a segunda em 1999). A ikastola Assa deu os primeiros passos em 1979 e, apesar de o percurso efectuado não ter sido fácil, conseguiu levar os estudos de euskara para lá dos limites de Lapuebla: a ikastola é o referente ao nível do modelo D [ensino em euskara] em toda a comarca e, para além dos estudantes de Araba, ainda recebe actualmente alunos de Nafarroa e da Rioja. / Ver: Berria e naiz.info / Fotos: Araba Euskaraz 2014 (Berria)

[Vídeo] Entrevista ao militante e investigador cubano Jesús Pastor García Brigos

O investigador cubano Jesús Pastor García Brigos esteve em Iruñea, a convite do sindicato LAB, para trocar experiências e dar a conhecer as transformações que estão a ocorrer na Revolução Cubana. A ahotsa.info aproveitou para o entrevistar. García Brigos diz que a questão não é que «agora a Revolução esteja a mudar, pois a Revolução é em si mesma uma mudança permanente», uma busca constante, marcada por acertos e erros, em direcção ao objectivo estratégico: a construção de uma nação soberana e igualitária, no meio do brutal bloqueio a que a Ilha continua a ser submetida por parte dos Estados Unidos. Investigadores sociais e económicos como García Brigos trabalham conjuntamente com «quem toma as decisões» por forma a fazer frente ao desafio do aumento da produção e garantir, assim, a viabilidade económica de Cuba e da Revolução. / Ver: ahotsa.info

sábado, 14 de junho de 2014

Milhares de pessoas apoiam em Baiona os presos, os refugiados e o processo de paz

Milhares de pessoas provenientes de todo o país Basco juntaram-se hoje nas ruas de Baiona – 8000, de acordo com os organizadores –, para expressar o seu apoio ao processo de paz, bem como reivindicar os direitos dos presos e dos refugiados políticos bascos. A convocação da mobilização teve apoio amplo de vários sectores políticos, muitos dos quais se fizeram representar na manifestação de hoje.

A manifestação partiu do complexo desportivo de Lauga poucos minutos antes das 17h00, no meio de aplausos e da palavra de ordem «Presoak kalera, amnistia osoa» [os presos para a rua, amnistia geral].
À frente seguiam três colunas formadas por familiares e amigos de presos. Depois, uma faixa com a inscrição «Giza eskubideak. Konponbidea. Bakea», atrás da qual seguiam os eleitos do País Basco Norte.

Foram muitos os eleitos e representantes políticos presentes na manifestação. Entre outros, Bruno Carrere (autarca de Uztaritze), Jean René Etxegarai (autarca de Baiona), Michel Veunac (autarca de Biarritz), Alain Iriart (autarca de Hiriburu), Kotte Ecenarro (autarca de Hendaia), Sylviane Allaux e Frederique Espagnac (deputados socialistas), Dani Camblong (do EAJ/PNB), Xabier Mikel Errekondo (deputado da Amaiur), Xabi Larralde e Amaia Izko (Sortu), Patxi Zabaleta (Aralar), Tasio Erkizia (ezker abertzalea), Mertxe Aizpurua (presidente da Udalbiltza) ou Adolfo Muñoz (secretário-geral do ELA).

Ao longo da mobilização foram-se ouvindo palavras de ordem a favor do repatriamento e da libertação dos presos políticos bascos - «Euskal presoak etxera» ou a letra da canção «Borrokalari kalera» -, bem como a exigência da libertação imediata dos presos com doenças graves.

No final, Peio Ospitale (em euskara) e Isabelle Bargard (em francês) leram uma declaração. A manifestação terminou no Xaho kaia, em ambiente de festa. / Ver: kazeta.info [com mais fotos] e Berria / Ver também: Gara

AMIGOS DE IKER LIMA SOFREM ACIDENTE A CAMINHO DA CADEIA
O acidente ocorreu em Tordesilhas (Valhadolide, Espanha), quando amigos do preso Iker Lima (Galdakao, Bizkaia) iam a caminho de Cáceres (Espanha). De acordo com a informação divulgada pela Etxerat, a viatura embateu no pneu de um camião que se encontrava no meio da via.
Desta vez não houve feridos nem mortos, e o automóvel ficou apenas ligeiramente danificado. Apesar do acidente, os ocupantes da viatura conseguiram efectuar a visita.
É urgente acabar com a criminosa política de dispersão. / Ver: Berria