sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Em Gasteiz, Ertzaintza retira «mural» solidário com os presos

Esta manhã, agentes da Polícia autonómica basco-espanhola retiraram uma estrutura a favor dos presos e dos refugiados políticos bascos colocada numa rua da capital alavesa, informou a Ernai Gasteiz. [Gaur goizean zipayoek Preso eta Iheslarien aldeko murala kendu dute. Presoak borrokan, gu ere bai!].

No mural, lia-se «Amnistia bidean preso eta iheslariak etxera!» [No caminho da amnistia, os presos e os refugiados para casa!].

MANIFESTAÇÃO EM BILBO
Hoje, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) divulgou o cartaz da mobilização em defesa da amnistia para os perseguidos políticos bascos agendada para dia 29 deste mês na capital biscainha, no âmbito da Aste Nagusia [Semana Grande das festas].
A manifestação, que parte às 19h00 da Praça Zabalburu, tem como lema «Jaiak bai! Amnistia ere bai!» [Festas sim! Amnistia também!] / Ver: amnistiaaskatasuna

«Desde Turquía han entrado miles de mercenarios extranjeros a Siria»

[Entrevista de Leandro Albani] Miguel Fernández Martínez se encuentra en Siria, país asolado por una guerra de agresión que lleva cuatro años y parece no tener fin. Fernández Martínez es periodista de la agencia cubana de noticias Prensa Latina y el único corresponsal permanente de Occidente en la nación gobernada por Bashar Al Assad.

En esta entrevista con Resumen Latinoamericano hace un detallado relato de la actual situación del pueblo sirio y del poder real que tiene el grupo terrorista Estado Islámico (EI) en el país. Además explica el rol que juegan Turquía, Estados Unidos y las monarquías del Golfo Pérsico en el plan para desestabilizar a Siria financiando y apoyando a las organizaciones irregulares armadas que operan en la nación. (Resumen Latinoamericano)

«Sobre el asesinato de Rubén Esponisa y Nadia Vera», de PCM (lahaine.org)
El asesinato del periodista Rubén Espinosa Becerril y de la activista social Nadia Vera, ocurridos el domingo pasado no pueden separarse de la serie de crímenes y persecuciones que se han desatado en nuestro estado por parte de los aparatos de represión y persecución política, que no hablan más que del desenlace de un gobierno endeudado, fracasado y coptado por el crimen organizado, mismo que atraviesa por la etapa de paranoia viendo en el mínimo rastro de oposición a sus enemigos.

Indarrap - «Viva la Revolución»

Hip hop de Gasteiz. Álbum Sin perder el Norte (2010).

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Um tartalari terá de pagar 14 400 euros para evitar a prisão

Julio Villanueva terá de pagar uma multa de 14 400 euros para não ir parar à prisão, depois de ter sido condenado, com mais três pessoas, no processo de «entartamento» de Yolanda Barcina. Numa conferência de imprensa realizada dia 16 de Julho na capital navarra, o movimento Mugitu! e o grupo de apoio aos tartalaris anti-TGV denunciaram esta situação e pediram às pessoas que ajudem Villanueva a fazer frente à multa. Para esse efeito, abriram uma conta: 3035.0068.08.0680058591 Basagure taldea (Laboral Kutxa).

Para os colectivos referidos, trata-se de um novo episódio repressivo: «querem-nos impor à força, reprimindo e criminalizando a sua oposição, este projecto esbanjador, inútil, destrutivo e anti-social», disseram, lembrando que em «todo o processo dos tartalaris existe uma clara vontade de castigar: tentativa de criminalização mediática, recurso a um tribunal de excepção como é a Audiência Nacional para julgar um facto ocorrido fora do Estado espanhol e penas desproporcionadas e abusivas para um facto que, a nível internacional, não implica, na maioria dos casos, responsabilidades penais».

Desde 2013
Em 2013, Julio Villanueva e outros três opositores ao TGV foram julgados na Audiência Nacional espanhola. Os três tartalaris foram condenados a dois anos de cadeia e a 900 euros de multa; uma pessoa que colaborou no «entartamento» foi condenada a um ano de cadeia e ao pagamento de 300 euros. Em Outubro de 2014, o Supremo confirmou a pena.

Pagas as multas e as custas do processo, os advogados de defesa solicitaram ao tribunal a suspensão das penas dos quatro condenados - algo que foi concedido a três deles, mas não a Julio Villanueva, entendendo o Ministério Público que este último tinha «antecedentes criminais computáveis». Assim, face ao risco de encarceramento iminente de Villanueva, os advogados apresentaram um pedido de substituição de pena por multa. O célebre juiz Marlasca aceitou, a título excepcional, sendo que a multa a pagar por Villanueva é de 14 400 euros. Os advogados recorreram, mas sem êxito. Ver: mugitu! e aseh

Dispersão: Xabat Moran transferido para a cadeia de Teruel

O preso político bilbaíno Xabat Moran foi transferido da cadeia de Basauri (Bizkaia) para a de Teruel (Aragão), a 474 quilómetros de casa. Com a dispersão aplicada a Xabat, os sete condenados no processo contra 28 jovens independentistas acusados de pertencer à Segi encontram-se agora a centenas de quilómetros de casa.

Aiala Zaldibar foi transferida para a cadeia de Curtis (Galiza, 560 km), Ainhoa Villaverde e Igarki Robles para a de Leão (Castela, 272 km) e Marina Sagastizabal, Ibon Esteban e Bergoi Madernaz para a de Villabona (Astúrias, 420 km).

Recorde-se que Xabat Moran foi preso ainda antes de se conhecer a sentença, a 6 de Maio, tal como Sagastizabal, Villaverde e Madernaz. Zaldibar, Robles e Esteban, por seu lado, conseguiram esconder-se e foram presos no chamado Muro Popular de Gasteiz, a 18 de Maio. Foram todos acusados de pertencer à Segi, organização juvenil da esquerda independentista basca - que o Estado espanhol declarou «terrorista» - e condenados a seis anos de cadeia. / Ver: topatu.info

ALBERTO GOMEZ LIBERTADO
O preso político basco Alberto Gomez (Barakaldo, Bizkaia) foi hoje libertado, depois de ter passado oito anos atrás das grades, revelou a Etxerat. À porta da cadeia de Daroca (Saragoça) tinha à espera amigos e familiares.
Gomez esteve na cadeia entre 2007 e 2012; passados seis meses, em Fevereiro de 2013, foi novamente encarcerado. Foi acusado de participar em acções de violência urbana. / Ver: topatu.info

Manuel Navarrete: «Podemos o la falacia del muñeco de paja»

todos las conquistas y reformas sociales han venido siempre del miedo a los revolucionarios, a sus acciones y al poder popular acumulado, y no de una repentina humanización de la burguesía frente a la ética plañidera de los reformistas, tejida en torno a conceptos abstractos como la ilusión, la dignidad o incluso los «verdaderos valores europeos». Y nosotros que creíamos que profesores con tanto libro a sus espaldas sabrían que los valores europeos han sido siempre el colonialismo, la rapiña y la opresión. (redroja.net)

«Hiroxima e o Japão imperialista», de Albano NUNES (avante.pt)
A força material das ideias é imensa. Não por acaso é em torno da verdade histórica que a luta ideológica é particularmente aguda. Não esquecer a tragédia de Hiroxima e Nagasaki, as circunstâncias históricas que a rodearam e os seus responsáveis é dar mais força à luta pelo desarmamento, pela abolição da arma nuclear, pela paz.

Nas festas de Gasteiz...

...vai à Gazte Karpa! [Tenda Jovem]
Jaiak bai, borroka ere bai! / Festas sim, luta também!Abuztuaren 4tik-9ra / De 4 a 9 de Agosto
Gazte antolatu zure etorkizuna borrokatu!
Jovem, organiza-te. Luta pelo teu futuro!
Ontem, na Karpa, foi Dia dos Presos e Refugiados Políticos Bascos [como se vê no Twitter da Gazte Iraultza; outros chamaram-lhe «Dia contra a Dispersão»...]

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Reivindicar a amnistia, condição essencial à superação do conflito

O Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) anunciou, recentemente, em Bilbo uma mobilização para 29 de Agosto, durante a Aste Nagusia bilbaína, e outra - a principal - para 28 de Novembro, também na capital biscainha. No entender dos promotores, «só a amnistia pode colocar um ponto final no conflito que Euskal Herria tem com os estados, pois a amnistia, além da libertação de presos, refugiados e deportados políticos, implica a superação das razões que são a fonte do conflito, ou seja, a superação da opressão nacional e social».

O MpA recordou que ainda existem cerca de 450 presos políticos bascos, alguns dos quais condenados a 30 anos de prisão. Outros continuam a não poder regressar a casa, por enfrentarem o risco de detenção. «Estas pessoas são militantes políticas que estão presas, deportadas ou continuam foragidas por serem coerentes com o que pensavam», sublinharam, acrescentando que, «enquanto não estiverem em casa livres, o conflito não estará resolvido».

Recordando que «a solidariedade, a dignidade, a coragem e a luta, sempre a luta», foram a resposta dos presos políticos bascos a 55 anos de repressão nas cadeias dos estados espanhol e francês; recordando que «a firmeza, a inteligência, a generosidade e a luta, sempre a luta», foram a resposta dos deportados e dos refugiados políticos bascos a 55 anos de repressão dos estados espanhol e francês, o MpA afirmou que, em Euskal Herria, existe «um povo que se mantém vivo para lá da repressão nacional e social», um «povo antigo, pequeno, sólido» que sempre se mobilizou face às situações mais cruéis e fez frente à opressão com a luta, «sempre a luta» - porque «sabe que a liberdade não é oferecida e que o único caminho é continuar a lutar».

Apesar do muito que mudou em Euskal Herria «desde a morte de Franco e também nos últimos seis anos», no que diz respeito à repressão e à opressão «continuamos presos a 1975», afirmaram, acrescentando que os motivos que levaram os perseguidos políticos à luta continuam vigentes e que os refugiados, os deportados e os presos políticos não são uma questão do passado. Por isso mesmo, o MpA convida toda a gente a participar na manifestação convocada para 28 de Novembro (Bihotz Sakratua, 18h00), bem como nas diversas iniciativas que antes dela terão lugar - a primeira é a manifestação de 29 de Agosto (Zabalburu, 19h00). / Ver: aseh e amnistiaaskatasuna

Lembrar a Batalha de Orreaga e recuperar a história

Tendo como propósito divulgar um pedaço da história e contextualizá-lo na actual conjuntura sócio-política navarra, diversas organizações de Aezkoa estão a preparar, mais uma vez, a evocação da Batalha de Orreaga, na qual os Vascões atacaram o exército de Carlos Magno, em 778, depois de este ter arrasado Iruñea. O programa inclui, dia 15, uma recriação da batalha em Ibañeta; na capital navarra, as comemorações serão no dia 8.

Este ano, as comemorações trazem novidades. Não têm lugar apenas em Orreaga e Ibañeta, mas também em Iruñea, «para recordar a destruição da cidade pelas tropas de Carlos Magno». Dia 8, haverá uma sessão no Zaldi Zuria / Caballo Blanco.

Os eventos principais das comemorações têm lugar a 15: um em Orreaga, onde serão homenageados os vascões caídos em combate; outro em Ibañeta, no qual serão representados três marcos da história basca: a batalha de 778, os acontecimentos de 812, em que o filho de Carlos Magno sequestrou as mulheres e as crianças da região para os usar como escudo ao atravessar Ibañeta, e a proclamação de Iñigo Arista como chefe dos Vascões, em 824.

Este projecto tem vindo a ganhar força com os anos e a prova disso é o grupo surgido no ano passado, designado Ibañeta 778 e em que participam colectivos como Aurizko Gazteria, Auzperriko Gaztetxea, Habarrots kolektiboa, Irati Irratia, Nabarralde e Pirinioetako AEK. / Ver: ahotsa.info e argia

Néstor Kohan: «Argentina: San Martín y el proyecto inconcluso de la Patria Grande»

[Fragmento del libro «Simón Bolívar y nuestra independencia» (Ediciones La Llamarada, Amauta Insurgente y Yulca)] José Francisco de San Martín [1778-1850] constituye, junto con Simón Bolívar, uno de los principales líderes de las revoluciones de independencia de Nuestra América. La historia oficial —al servicio, consciente o inconscientemente, de las clases dominantes— suele enfrentar a los precursores de las luchas emancipadoras apelando a relatos unilaterales y malintencionados. Con una mirada miope y sesgada, habitualmente localista, provinciana o regionalista, se defiende a un libertador a costa de insultar y denigrar al otro. En Argentina, el general liberal Bartolomé Mitre [1821-1906], por ejemplo, creador de fábulas y mitos históricos de la burguesía, con el pretexto de cantar loas hagiográficas a San Martín (reducido a general limitadamente argentino e ideólogo de patrias chicas y separadas), no se cansa en sus libros de insultar y ensuciar al fundador de la Gran Colombia, esforzándose por hacer rivalizar ambas figuras (Agencia Bolivariana de Prensa)

«Analfabetismo funcional, opressão de classe e exploração», de Diego BRAGA (PCB)
Saber que existem jovens e adultos que tanto sofrem para ler ou escrever pequenos textos assim, alheios à única possibilidade de solucionarem o seu problema, é entristecedor. Principalmente quando se sabe que só confiando em nossas próprias forças resolveremos o problema que assola a nós, que vivemos de salário, problema de que a educação é apenas parte. A passividade política, que só serve para conservar a ordem de coisas tal como está, é mais uma das condições opressivas sob as quais vivem tantos jovens e trabalhadores, condição gerada pela alienação que surge de serem explorados em troca de salário, pela carência de cultura, pela ideologia de competição individualista inerente a qualquer sociedade estruturada em torno das leis irracionais do mercado e, também, pelo analfabetismo ou semianalfabetismo

Comissom popular organiza atos de homenagem a Moncho Reboiras em Ferrol

Decorrem nos dias 11 e 12 e incluem umha palestra, um mural público e umha concentraçom no lugar onde caiu morto por balas da polícia franquista espanhola. Na passada sexta-feira, 31 de julho, decorria umha assembleia em regime de autoconvocatória, na qual um grupo de vizinhos e vizinhas da Comarca de Trasancos acordárom criar umha comissom de trabalho para homeagear o patriota galego José Ramom Reboiras Noia, no 40.º aniversário do seu assassinato a maos da polícia espanhola na rua da Terra de Ferrol.

Palestra
As atividades agendadas pola 'Comissom Moncho Reboiras' darám início a terça-feira 11 de agosto às 20hs no Ateneo Ferrolano, onde decorrerá umha palestra sob a legenda «Moncho Reboiras, semente de vencer». Na mesma, que será apresentada polo independentista Joám Lopes, intervirám Eliseo Fernandes, historiador ferrolano, que fará umha descriçom da situaçom sociopolítica do Ferrol dos anos 70, onde Reboiras realizou parte da sua atividade. Junto a Eliseo estará o militante independentista da Marinha Inácio Hernando, que foi camarada de Moncho na UPG da altura.

Mural coletivo e concentraçom de homenagem
Já para o dia 12 de agosto, foi convocada a elaboraçom coletiva de um mural coletivo em lembrança à figura do jovem comunista galego no Bairro da Madalena, no centro de Ferrol.
No mesmo dia 12, às 20.30hs, decorrerá ao pé do portal onde foi abatido Moncho Reboiras um ato de lembrança e homenagem, que contará com a intervençom de Lara Soto, em representaçom da Comissom Moncho Reboiras, acompanhada da poesía de Miguel «Vento de Trasancos», Pim Patinho e Ramiro Vidal. Umha oferta floral e o canto do Hino Nacional fecharám a homenagem. Posteriormente, na Fundaçom Artábria, haverá umha grelhada popular de confraternizaçom. / Ver: Diário Liberdade e Diário Liberdade

terça-feira, 4 de agosto de 2015

LAB: sobre desemprego estrutural e trabalho precário

Apesar de os dados oficiais apontarem para uma descida do número de desempregados no País Basco Sul em Julho, para o LAB a situação relativa ao emprego é bastante preocupante. É preciso ter em conta que, no Verão, é habitual a criação de postos de trabalho provisórios/precários, para fazer as férias na Indústria e responder à subida sazonal da procura na Hotelaria. Mas, para lá de oscilações pontuais, o último ano está a estabelecer um modelo para a próxima década.

Este modelo tem duas bases: por um lado, uma bolsa de desemprego estrutural extremamente grande e duradoura (neste momento, há 196 mil desempregados em Euskal Herria); por outro lado, emprego cada vez mais precário; os novos postos de trabalho a que as pessoas acedem não lhes permitem sair da pobreza.

Estes dois fenómenos estão ligados: com uma elevada taxa de desemprego, os desempregados sujeitam-se a trabalhar em condições degradadas. Assim, no que diz respeito aos novos contratos de trabalho, cerca de 90%-95% são precários. Além disso, 40% dos novos contratos não abrangem uma jornada de trabalho completa, mas apenas algumas horas por semana. Enquanto isto, os lucros do patronato não param de subir. Assim, é necessária uma profunda mudança de modelo económico e, entre outras coisas, abandonar a reforma laboral. / Ver: LAB (eus)

Solidariedade com presos e refugiados em alta nas festas de Baiona

No dia 2, a Patxa plaza, no bairro de Baiona Ttipia, encheu-se para a habitual jornada solidária com os presos e os refugiados políticos bascos, no contexto das festas da capital de Lapurdi.
Os familiares dos perseguidos políticos também foram alvo de uma homenagem nesta emblemática praça, onde a reivindicação da amnistia esteve bem presente. [Usamos como fonte a SareAntifaxista e dois amigos bascos que passaram o fim-de-semana nas festas de Baiona, sem preocupações de relato jornalístico. Nos portais de Internet da imprensa burguesa e da reformista mal se toca na Patxa plaza.] / Ver: SareAntifaxista
EM GASTEIZ
Na capital alavesa, arrancaram hoje as festas da Branca. Os presos e os refugiados políticos bascos não foram esquecidos. A Askapena também não.
Presoak kalera, amnistia osoa!

Borroka Garaia: «La virgen de Begoña nunca existió»

a la pregunta de cómo se crean mayorías independentistas y socialistas no puede haber otra respuesta que haciendo material el proceso de autodeterminación, el proceso independentista y el proceso socialista. De ahí el absurdo de esperar a que todo esté hecho para hacerlo. Eso nunca llegará, es una realidad inexistente, (como la virgen de Begoña y todas las demás). Las condiciones se crean al andar, al materializar. De ahí también la impotencia del reformismo nacional o social al querer variar la realidad partiendo y no saliendo de las bases materiales supuestamente combatidas. Lo que al final lleva ineludiblemente al acatamiento, a la aceptación de lo que hay. (BorrokaGaraiaDa)

«Mordazas: cinismo y derechos humanos según el Reino de España», de Fernando VICENTE PRIETO (notas.org.arg)
A esta altura de la historia no sería políticamente correcto que un país europeo expresara abiertamente su rechazo a la independencia de América Latina. Por eso se requiere del uso de los eufemismos políticos. En este campo, los expertos son las ONG, la alta diplomacia y los medios de comunicación, quienes sistemáticamente se han encargado de instalar en el imaginario social la idea de que el chavismo encarna un proceso autoritario, que coarta las libertades, vulnera la democracia y viola los derechos humanos.

En ese marco de hegemonía (y chatura) política, la opinión publicada no permite más que un único pensamiento, el que corresponde al interés del capitalismo español, dominado por el capital financiero internacional y subordinado geopolíticamente a EEUU. Los tanques mediáticos locales se encargan de señalar a quien se corra un centímetro de la línea. Así se construye la mordaza invisible, que señala lo que se puede decir y lo que no.

VII edição do Antifa Rock Gaua

Por iniciativa da Komantxe konpartsa, em colaboração com a Sare Antifaxista, a 7.ª edição do concerto «Noite de Rock Antifa» realiza-se no dia 25 de Agosto, às 23h30, no recinto de festas do Arenal, em plena Semana Grande das festas bilbaínas.

Participam três bandas de punk & rock e hardcore: Estricalla, Pottors ta Klitto e Al Infierno en Goitibera.

ANTIFA ROCK GAUA
abuztuak 25, 23:30etan / 25 de Agosto, 23h30
Areatzako jai esparruan / Recinto de festas do Arenal
Laguntzen du/Colabora: Sare Antifaxista
Maita ezazu musika, gorrota itzazu faxismoa eta arrazismoa!
Ama a música, odeia o fascismo e o racismo. / Mais info: SareAntifaxista e Komantxe

Estricalla - «Voy por ti»

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Félix Arnaiz: memória, reivindicação e cravos vermelhos em Erromo

Por iniciativa da Comissão de Festas de Erromo (Getxo, Bizkaia) e da Ahaztuak 1936-1977, Félix Arnaiz, jovem morto a tiro pela Polícia em circunstâncias ainda não inteiramente esclarecidas, foi novamente evocado e homenageado, ontem, dia em que passavam 46 anos sobre o seu assassinato. Cerca de uma centena de pessoas participaram na sessão, entre elas a mãe e irmãos de Félix.

Uma fotografia de Félix presidiu ao acto de ontem, dia 2, que começou com a intervenção de um membro da Comissão de Festas recordando como, ano após ano, essa entidade não se esquece do conterrâneo assassinado. Depois, um membro da Ahaztuak 1936-1977 tomou a palavra para sublinhar que, «46 anos depois, a morte e a memória de Félix continuam a pedir Verdade e Justiça, porque o seu assassinato e a impunidade que ainda perdura, amparada pela ocultação dos relatórios sobre os factos, não se solucionam apenas com uma declaração oficial de "vítima da violência policial" e uma reparação económica: isto pode ser uma parte, mas não a parte que feche a porta à verdade e à justiça em toda a sua extensão».

Na sua intervenção, o representante da Ahaztuak 1936-1977 também recordou «a memória de Jon Pagazaurtundua e José Etxebarria Sagastume, Beltza, dois jovens lutadores independentistas e antifascistas mortos neste bairro a 28 de Novembro de 1973 quando preparavam uma acção armada contra o regime fascista, um regime que se tinha imposto contra a vontade popular pelas armas e o terror e que, com essas armas e esse terror, foi responsável tanto pelo assassinato de Félix Arnaiz como de muitas outras dezenas de milhares».

As vozes de «Rebuelta eta Etxebeste» deram um belíssimo tónico musical a uma sessão que terminou com um aurresku de honra dançado por várias dantzaris do bairro, a entrega de um ramo de flores à mãe de Arnaiz e a colocação de cravos vermelhos junto à sua foto. / Ver: ahaztuak 1936-1977

Kirru recebido por muitas centenas em Ondarroa

No sábado, houve festa rija em Ondarroa, localidade costeira e terra de pescadores da Bizkaia que muitos filhos deu à luta. Jon Aingeru Otxoantesana, Kirru, regressou a casa, depois de passar 13 anos na cadeia.
O preso político ondarrutarra cumpriu os 13 anos de pena a que foi condenado e foi expulso do Estado francês, tendo chegado a Madrid (Espanha) no sábado de manhã, revelou a Etxerat.
Kirru foi detido em 2002 e acusado de pertencer à ETA. / Mais fotos: Turrune!

O Espaço Jovem das festas de Gasteiz está quase pronto

Pelo quarto consecutivo, o recinto das Txosnas de Gasteiz contará com a Gazte Karpa [Tenda Jovem], um espaço das festas onde é patente o contributo do movimento juvenil e estudantil. Para além de participar no programa comum da Comissão de Txosnas, os responsáveis da Gazte Karpa também promovem iniciativas próprias e é ali que terá lugar o Dia do Estudante (6 de Agosto), o Dia da Juventude (7 de Agosto) e o Dia Internacionalista (9 de Agosto). / Ver: topatu.info

Jornada internacionalista, dia 9
No âmbito da campanha solidária com a Askapena e cinco dos seus militantes - Aritz, Unai, David, Gabi e Walter -, bem como com três outras organizações (Askapeña, Herriak Aske e Elkar Truke) que o Estado espanhol irá julgar em Outubro; e no âmbito da campanha Herriak Libre de resposta ao Estado espanhol imperialista, que será julgado a nível nacional e internacional, dia 9, em plenas festas de Gasteiz, celebrar-se-á uma jornada internacionalista na Gazte Karpa.


O programa inclui um almoço popular (14h00), música com a banda La mexikana klandestina (16h00) e um acto político (21h00). / Ver: askapena.org

Néstor Kohan: «El pensamiento político de Mario Roberto Santucho: ¿Foquismo?»

Hay compañeros que, aunque ya no están, siguen presentes. Recordarlos no es sólo hacer memoria. Es, también, una manera de marcar una continuidad histórica. Recuperar sus luchas resulta imprescindible para no permitir que nos fracturen y nos quiebren en nuestra subjetividad. Para que cada nueva generación no tenga que comenzar de cero, desconcertada, arrodillada y mirando sumisamente el suelo, sino de pie y apoyada en las experiencias y los hombros de las generaciones que nos precedieron.

Trataremos de reconstruir las fuentes ideológicas que marcaron sus lecturas teóricas y su pensamiento político, relacionando ambos con el pensamiento del Che Guevara. Intentamos hacer este análisis para no quedarnos en un mito. Porque así como la derecha intenta convertir a nuestros mejores compañeros en mitos –como pretendieron hacerlo con el Che-, con Santucho [líder hasta su asesinato de la mayor guerrilla marxista argentina] sucede algo análogo. Aunque seguramente no del mismo modo que con el Che, porque nadie usaría remeras con la cara de Robi [sobrenombre de Santucho]... ya que Santucho sigue siendo un personaje «endemoniado» para la sociedad oficial argentina. (lahaine.org)

«Clinton, Juppé, Erdoğan, o Daesh e o PKK», de Thierry MEYSSAN (Rede Voltaire)
A retoma da repressão contra os Curdos, na Turquia, apenas é a consequência da impossibilidade de concretização do Plano Juppé-Wright, de 2011. Sendo que era fácil implantar o Daesh no deserto sírio, e nas províncias de Nínive e de al-Anbar (Iraque), de maioria sunita, revelou-se impossível tomar o controlo das populações curdas da Síria. Para realizar o seu sonho de um Curdistão fora da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan não tem outra escolha que não seja a guerra civil.

domingo, 2 de agosto de 2015

Centenas denunciaram a dispersão nas praias lotadas do País Basco

Este domingo, com o mapa da dispersão na mão, centenas de familiares e amigos dos presos políticos bascos pisaram a areia e molharam os pés em várias praias de Gipuzkoa e da Bizkaia para divulgarem o seu protesto contra a política penitenciária de dispersão que, referiram, é «uma política de aniquilação».

Na praia da Kontxa, em Donostia, a representante da Etxerat Josune Dorronsoro disse aos jornalistas que foram três os motivos que levaram o colectivo a organizar esta jornada nos areais bascos. Por um lado, a sociedade basca «não esquece» os presos políticos «nem os exilados e os deportados». Por outro lado, querem que «todas as pessoas que visitam Euskal Herria saibam o que passa com os seus familiares presos», saibam que «a política penitenciária dos Estados espanhol e francês tem hoje 428 presos a centenas de quilómetros de casa».
Neste sentido, lembrou as distâncias que os amigos e familiares percorrem todas as semanas e as despesas, o cansaço, os problemas de saúde que lhes estão associados. «Mais que uma política de dispersão, isto é uma política de aniquilação, implementada tanto contra os nossos familiares como contra nós mesmos», sublinhou.
Quanto à terceira razão que os moveu a estar nas praias, Dorronsoro disse que «os membros da Etxerat não se vão submeter a esta política que os quer destruir» e que lutarão contra ela até que todos os presos «estejam em casa e vivos». Também houve mobilizações, com grande participação, em Deba, Orio, Lekeitio, Ondarroa, Mundaka, Ea e Plentzia. / Ver: eitb.eus e naiz.info / Fotos: euskal presoak etxera hondartzetan

Marcha ciclista contra TGV termina em Gasteiz com ameaças e porrada da Polícia

A III Marcha ciclista contra o TGV, organizada pelo movimento Mugitu!, partiu no dia 25 de Julho de Castejón (Nafarroa) e, ao cabo de oito dias por estradas navarras e alavesas, chegou ontem a Gasteiz. Como ali reina a tão propalada «mudança» (foi-se embora o Maroto, chegámos ao céu!), os activistas foram, primeiro, ameaçados com a aplicação da «Lei da Mordaça» e, depois, abalroados e espancados pela Polícia Municipal.

Diz o Mugitu, em nota de imprensa que, para mostrar que o TGV «deixa a malta em pelota», alguns ciclistas decidiram seguir pelas ruas da capital alavesa meio despedidos. Contudo, quando iam sair do gaztetxe, a Polícia Municipal apareceu no local e deu-lhes ordens para se vestirem ou teriam de pagar uma multa até 30 000 euros (aplicando a chamada Lei da Mordaça). Apareceu depois a Ertzaintza, diz o Mugitu!, e os manifestantes optaram por vestir-se para que a marcha pudesse começar sem problemas. E lá seguiu, escoltada pela Polícia Municipal e por três furgões da Ertzaintza.

Então, de forma inesperada, a marcha foi parada pelos agentes, sendo que dois deles investiram de forma violenta, com as motas, contra o grupo de ciclistas, para separar um activista que ia despido. O Mugitu! acrescenta que, face aos protestos dos ciclistas, outros polícias municipais atiraram bicicletas contra os participantes na marcha e ainda carregaram com bastões extensíveis. Como consequência do ataque, uma mulher ficou com uma fissura num osso da mão e foi atendida nas urgências.

Um pouco depois, à chegada à estação de comboio, os manifestantes voltaram a ser atacados pela Polícia: mais uma vez de forma violenta, vários polícias municipais entraram pelo meio do grupo e levaram duas pessoas, enquanto os restantes eram rodeados por agentes da Polícia de Intervenção (beltzas). Um dos detidos foi agredido; ambos foram identificados e acusados de ameaças e de agitação (altercados). O Mugitu! denuncia a intervenção da Polícia «numa marcha lúdica, pacífica e reivindicativa». / Ver: mugitu! / Crónicas da marcha: txirrindula martxa

Em Auritzberri houve festa de recolha de fundos para o documentário «Galdutako objektuak»

A festa, promovida pela iniciativa popular Mikel Zabalza Gogoan, realizou-se ontem, dia 1, em Auritzberri (Erroibar, Nafarroa) e incluiu inúmeras actividades. O principal objectivo era juntar dinheiro para o documentário Galdutako objektuak [objectos perdidos].

O trabalho centra-se no caso de Mikel Zabalza, habitante de Orbaitzeta detido pela Guarda Civil há quase 30 anos e que apareceu morto poucos dias depois no rio Bidasoa. Para além do estudo deste caso, com base no testemunho de familiares e amigos, o documentário pretende ainda abordar o impacto da tortura em Euskal Herria.

Para levar o projecto avante, a ahotsa.info, a Eguzki Bideoak e a Filmotek estão a promover diversas iniciativas, por forma a juntarem os 60 000 euros de que necessitam. As contribuições podem ser feitas para a conta corrente: 3035 0356 57 3560007399 (Laboral Kutxa - Mintza Komunikazio Elkartea).

Jaia Auritzberrin Ver: ahotsa.info

«Solidaridad [en Madrid] con Askapena»

El juicio central tendrá lugar en Iruña el 12 de octubre, tras haberse realizado juicios en multitud de localidades vascas, del resto del Estado y de multitud de lugares el mundo. En Madrid, nos preparamos para llevarlo a cabo el 27 de septiembre, fecha inolvidable del asesinato de los cinco jóvenes antifascistas, con Franco agonizando y el rey Juan Carlos en la Jefatura del Estado.
El 31 de octubre tendrá lugar en Madrid una gran manifestación «Contra los juicios políticos en Euskal Herria», a la que por primera vez se hace un llamamiento a asistir al pueblo vasco, a sus organizaciones y a las organizaciones obreras y populares del resto del Estado. Obviamente, en especial, las gentes que vivimos en Madrid tenemos una responsabilidad especial. (nodo50)

«México: Encuentran asesinado a fotoperiodista de Veracruz junto con otras cuatro personas en el DF» (Resumen Latinoamericano)
El reportero gráfico era originario de la Ciudad de México, pero desde hace ocho años radicaba en Veracruz. En esa entidad dejó su trabajo, sus corresponsalías, amigos, su casa y hasta su perro por el miedo a ser asesinado como los 12 periodistas que ya fueron ejecutados durante la administración del Gobernador priista Javier Duarte de Ochoa.

sábado, 1 de agosto de 2015

Em Loiola, a Etxerat entregou dossiê sobre despesas provocadas pela dispersão

A associação de familiares e amigos dos presos políticos bascos - Etxerat - realizou este sábado uma concentração contra a política de dispersão junto à basílica de Loiola (Azpeitia, Gipuzkoa). Na ocasião, entregaram aos representantes do Governo de Lakua um dossiê sobre as despesas que a criminosa política provoca.

Exibindo uma faixa em que se lia «Senideak noizko gure bizitzaren jabe?» [Quando serão os familiares senhores das suas vidas?], cerca de cem pessoas participaram na concentração que, à semelhança de outros anos, a Etxerat promoveu junto à basílica de Loiola, pois neste dia os máximos representantes (ou alguém em sua substituição) do Governo de Gasteiz, da Deputação Geral de Gipuzkoa e do Município de Azpeitia vão à missa em que se celebra o santo [Inácio de Loiola].

No final da concentração, Fermina Villanueva e Iñaki Usandizaga aproximaram-se de Arantxa Tapia, conselheira do departamento de Desenvolvimento Económico e Competitividade, e de Markel Olano, deputado-geral de Gipuzkoa, e entregaram-lhes o referido dossiê. Em declarações à imprensa, Usandizaga disse que «pediram ao Governo de Lakua que acabe com a dispersão». Eneko Etxeberria, presidente da Câmara Municipal de Azpeitia (Bildu), expressou a sua solidariedade aos familiares dos presos. / Ver: eitb.eus e Berria

Fermin Gongeta: «La amnistía no es solo un perdón»

Sí, gritábamos ¡Amnistía Ta Askatasuna! Y también ¡Gora Euskal Herria ta Askatasuna!

Y es que únicamente se consigue vivir en libertad si nos acostumbramos a ello. Nos han enseñado a vivir en opresión y sumisión completa. Así que únicamente sabemos obedecer. Y nuestra obediencia la hemos transformado, como idiotas en presunta libertad. ¿La libertad de perros enjaulados? ¿De presos moribundos, sin juicios justos? … ¿Puede ser cierto que todos los últimos domingos de mes, durante al menos todo un año, para empezar, nos manifestemos exigiendo la libertad a la que tenemos derecho? ¿Nos acostumbraríamos a ser libres? (boltxe.info)

«A primavera árabe afoga-se no Mediterrâneo», de Guadi CALVO (odiario.info)
Não faltam reportagens sobre a tragédia da emigração clandestina no Mediterrâneo. O que as câmaras não mostram e os jornais não contam é onde começou a penúria desses desgraçados. Todos consideram normal que na África sempre tenham existido miseráveis e que muitos dos seus filhos abandonem os seus lares. Que no Médio Oriente sempre tenham existido guerras e os seus filhos procurem outra vida abandonando as suas terras. Porém, nunca tantos como nestes últimos anos. Em 2014 foram resgatados do mar entre 150 e 170 mil migrantes. E acredita-se que cerca de seis mil e quinhentos morreram afogados em sucessivos naufrágios. [original: Resumen Latinoamericano / tradução: PCB]

Programa de rádio do Resumen Latinoamericano

Edição de 31 de Julho, das entranhas rebeldes da América Latina e do Terceiro Mundo. Ouvir aqui.
BOLÍVIA: agrava-se o conflito em torno da questão de Potosí // HONDURAS: grande mobilização camponesa em defesa da reforma agrária // HAITI: milhares de haitianos protestam contra os Estados Unidos e a Minustah // TURQUIA: prosseguem os bombardeamentos contra a guerrilha curda // SÍRIA-LÍBANO: Israel ataca objectivos de ambos os países.

CUBA na ARGENTINA: em Córdova, Aleida Guevara, filha de Che, inaugurou o Hospital Dr. Ernesto Guevara, onde se realizarão operações grátis à vista, no âmbito da Missão Milagre; por via deste programa cubano, mais de 40 mil pessoas foram operadas na Argentina; Aleida fala numa sessão de apresentação em Buenos Aires.

PALESTINA: a um ano do massacre em Gaza perpetrado por Israel, os militantes da causa palestina Tamara Lalli e Mosen Alin falam nas Cátedras Bolivarianas de Buenos Aires // CUBA: recordando a gesta de 26 de Julho [de 1953], Fidel Castro relata o que foi o assalto ao Quartel Moncada.

DAM - «I don't have freedom» [Palestina]

Tema da conhecida banda palestiniana de hip-hop.