sábado, 4 de junho de 2011

O Bildu inscreve 17 eleitos nas Juntas para «acelerar a mudança política em Gipuzkoa»

17 dos 22 eleitos do Bildu descolaram-se ontem de manhã até às Juntas Gerais de Gipuzkoa, para ali se inscreverem como membros das Juntas e, desta forma, acelerar o processo de constituição da Câmara e a nomeação do futuro deputado geral. Inscreveram-se 17 eleitos, e não os 22 que o Bildu elegeu para as Juntas, porque basta apresentar uma terça parte da representação total nas Juntas Gerais (são 51 eleitos) para iniciar o processo de tomada de posse.

Martin Garitano, candidato do Bildu a deputado geral, liderou a comitiva, de que faziam parte Ander Rodriguez, Enrique Martínez, Inko Iriarte, Iñaki Agirrezabalaga, Ricardo Burutaran e Lohitzune Txarola, entre outros.

Garitano referiu que, com as inscrições, pretendem «acelerar a mudança política em Gipuzkoa». «É importante – continuou – que as Juntas Gerais representem a nova realidade social» e «acreditamos que a mudança pode alastrar do nosso território a Euskal Herria».

O candidato a deputado geral espera que «a constituição das Juntas Gerais reflicta aquilo que as urnas decretaram, que o Bildu mantenha a sua liderança e que nos conduza a um estado/estádio de normalização política».

A presidente em funções das Juntas Gerais, Rafaela Romero, saudou todos os representantes da coligação soberanista, tendo-se reunido com eles posteriormente.

As Juntas Gerais têm agora um prazo de quinze dias para determinar a nova sessão inaugural (prevê-se que seja a 13 de Junho). Depois disso, inicia-se um prazo de quinze dias úteis até à sessão em que será nomeado o novo deputado geral, que será necessariamente antes do 4 de Julho.

No que diz respeito às câmaras municipais, serão todas constituídas no sábado, dia 11 de Junho, e nesse mesmo acto serão eleitos os novos autarcas.
Notícia completa: Gara

Garazi Urrestarazu: «Apostámos na juventude e o povo respondeu»
Garazi Urrestarazu, cabeça-de-lista do Bildu em Altsasu, anda muito ocupada, pois tem de compatibilizar as reuniões para poder aceder à autarquia de Altsasu, depois de ter sido a candidata mais votada nas eleições, com a elaboração do projecto de fim de curso na Faculdade Huhezi de Eskoriatza.
Entrevista de Martxelo DÍAZ
VER: Gara

Entrevista a Ainhoa Etxaide (Info7 Irratia)
A secretária-geral do sindicato LAB opina sobre a reforma de negociação colectiva e faz também um leitura sobre o novo panorama político aberto em Euskal Herria após as eleições de 22 de Maio.

PSE, PP e UPyD rejeitam a reabertura dos julgamentos relacionados com os atentados dos GAL

O Parlamento de Gasteiz recusa, com os votos de PSE, PP e UPyD, apoiar a reabertura dos processos judiciais relativos à guerra suja.
Gara, Gasteiz * E.H.
O Parlamento de Gasteiz recusou uma proposta do EA em que se instava o Governo espanhol a reabrir os procedimentos judiciais relativos a todos os atentados dos GAL e outros grupos para-estatais para reconhecer as suas vítimas.
A proposta apresentada pelo EA e posteriormente acordada com o Aralar, apelava ao Governo de Madrid e ao Poder Judicial do Estado para que procedesse à reabertura de todos os julgamentos relacionados com a guerra suja «que ainda estão por esclarecer».
O texto contou com o apoio de PNV, Aralar, Eusko Alkartasuna e Ezker Batua.

PSE, PP e UPyD, que se opuseram ao texto, aprovaram uma emenda à totalidade apresentada pelo PSE, na qual a Câmara afirma que o direito à memória «assiste tanto às vítimas da ETA quanto às que sofreram a violência dos GAL e da extrema-direita».

O deputado do EA Juanjo Agirrezabala destacou que as vítimas da guerra suja «têm direito ao reconhecimento da verdade», e considerou «inaceitável» o arquivamento dos 22 julgamentos pendentes, «sem sentenças, e que as sentenças parciais sejam deixadas como estão».

Vítimas de segunda divisão
Por outro lado, Agirrezabala referiu-se a PSE, PP e UPyD para criticar o facto de que, «sempre que se fala das vítimas dos GAL, alguns grupos aproveitam a viagem para incluir as vítimas da ETA».
Agirrezabala defendeu que «se trata de reconhecer os direitos de pessoas que até agora foram vítimas de segunda ou de terceira divisão», pelo que «merecem uma resposta específica» por parte do Parlamento de Gasteiz.

O parlamentar do PNV Iñigo Iturrate, por seu lado, salientou que, se não se investigarem e julgarem «de forma adequada os factos, as vítimas dos GAL não vêem reconhecida a justiça, verdade e reparação».
«Não devíamos cometer o mesmo erro que se cometeu em Espanha na transição, quando não houve coragem suficiente para reconhecer que cada uma das partes tinha feito mal e que devia à sociedade», afirmou Mikel Basabe, do Aralar.
A Ezker Batua também salientou o facto de ainda «faltar muito para fazer» nesse sentido.

PSE e PP aproveitaram o debate para dizer ao EA que tenha com a ETA «a mesma contundência» que com os GAL.

Ver também:
«O Parlamento passa ao de leve sobre a impunidade dos GAL», de Iñaki IRIONDO (Gara)
A realidade e o discurso político voltaram a chocar, na quinta-feira, no Parlamento de Gasteiz. A Câmara aprovou, com uma emenda, que reconhece o direito à memória, à verdade e à reparação das vítimas dos GAL, quando a mensagem dos seus proponentes foi a de que «o problema está resolvido», como disse o deputado do PP Carlos Urquijo.

Um agente da Polícia Nacional espanhola, acusado de detenção ilegal

O agente foi constituído arguido por ter detido Regina Maiztegi, de Soraluze (Gipuzkoa), sem mandado de detenção, em Agosto do ano passado. Ontem, depôs no Tribunal de Eibar.

Entrevista a Regina MAIZTEGI (Gara)

Um agente da Polícia Nacional espanhola teve de depor ontem de manhã no Tribunal de Eibar (Gipuzkoa), acusado de ter efectuado uma detenção ilegal, segundo fez saber o Movimento pró-Amnistia.

O caso deu-se em Agosto de 2010, quando a Polícia espanhola deteve a soraluzetarra Regina Maiztegi. Alguns meses antes, Maiztegi tinha sido julgada e condenada pela tribunal especial espanhol, Audiência Nacional.

No entanto, tendo em vista o recurso apresentado contra essa decisão judicial, a sentença não era ainda firme. Para além disso, não havia um mandado de detenção emitido contra a soraluzetarra.

Sem levar nada disto em conta, os agentes policiais espanhóis, prenderam Maiztegi numa operação de grande repercussão mediática. Dois dias depois, Regina foi posta em liberdade, tendo apresentado uma queixa, argumentando que a sua detenção tinha sido efectuada à margem da lei. O tribunal deu-lhe razão e um dos polícias foi imputado.
Fonte: Gara e Berria

XXIV Marcha ao Campo de Tiro das Bardenas

Bardenas, Nafarroa * E.H.
Mais um símbolo do franquismo fascista e genocida em Nafarroa.
Memória, dignidade e luta! Nem esquecimento, nem perdão.

No dia 3 de Junho de 1979 foi convocada em Tutera, por diversos movimentos ecologistas, a comemoração do Dia da Terra, e, nesse âmbito, convocou-se também uma jornada de luta pela paralisação de Lemoiz, contra o Plano Energético Nacional e contra o Campo de Tiro das Bardenas. No decorrer dos protestos, a Guarda Civil matou a tiro a militante ecologista donostiarra Gladys del Estal, que participava num protesto pacífico. Esta acção constituiu um dos primeiros protestos contra o campo de tiro.

Ver também:
«Homenagens a Gladys del Estal no aniversário da sua morte às mãos da Guarda Civil» (ateakireki.com)

«Homenagem a Gladys del Estal no 32.º aniversário da sua morte», de EGUZKI (lahaine.org)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Odón Elorza coloca a bandeira espanhola no mastro mais alto da Câmara Municipal

Imagem actual da Câmara Municipal, com a bandeira espanhola no lugar onde devia ondear a ikurriña ou a donostiarra.
Imagem tomada em Maio de 2008, com a bandeira de Donostia no mais alto dos três mastros do edifício municipal.

O autarca em funções de Donostia, Odón Elorza, mudou a bandeira espanhola de lugar, colocando-a no mastro central do edifício e ladeada pela bandeira da cidade e a ikurriña.
Em Maio de 2008, Odón Elorza colocou a bandeira espanhola no topo da Câmara Municipal de Donostia, depois de o Supremo Tribunal ter decretado que a bandeira espanhola devia ser exibida no interior e no exterior de todos os edifícios institucionais.
Naquela altura, Elorza colocou a bandeira espanhola numa parte lateral do edifício, ficando a da cidade no meio e a ikurriña no outro lado.
No entanto, de há alguns dias para cá o aspecto da fachada da Câmara donostiarra mudou. O ainda autarca colocou a espanhola no mastro central e com maior destaque, flanqueada pela bandeira donostiarra e pela ikurriña.
Fonte: Gara via boltxe.info

O Bildu pede explicações à UPN por ter recusado à Nabarralde a utilização do Palacio del Condestable
Depois de ter ficado a saber que a Câmara Municipal de Iruñea tinha recusado à Nabarralde a utilização do Palacio del Condestable, para que o antigo lehendakari Juan José Ibarretxe ali desse uma conferência, enquadrada no ciclo do 500.º aniversário da Conquista de Nafarroa, o Bildu considera «inaceitável» que o Município «coloque entraves à realização de uma conferência inserida num ciclo histórico-cultural e divulgativo sobre a nossa história colectiva».
O Bildu exige à equipa de Governo de Yolanda Barcina que «explique o veto à referida conferência no mesmo local onde decorreram inúmeras conferências sobre o mesmo tema, e sobre outros», e acusa a UPN de «pretender atribuir a sim mesma a exclusividade política em tudo aquilo que tem a ver com a interpretação da história de Nafarroa» e, assim, de «aplicar a censura ideológica, na medida em que isso lhes for possível, chegando a recusar a autorização para a utilização de um espaço público municipal a uma associação», conclui.
Fonte: ateakireki.com

Ver ainda:
«Bildu: "A porta para a mudança está hoje mais aberta que há uma semana"» (Gara)
Numa conferência de imprensa em Donostia, o cabeça-de-lista do Bildu por Gipuzkoa, Martin Garitano, que esteve acompanhado por Ander Rodríguez, Lohitzune Txarola e Iñaki Agirrezabalaga, afirmou que, após a ronda de contactos que mantiveram com PNV, PSE e Aralar, «a porta para a mudança está hoje mais aberta que há uma semana» em Gipuzkoa.
Notícia mais actualizada, de Ramón SOLA e Martxelo DÍAZ, no Gara
«O Bildu reitera o seu apoio ao PSN para propiciar a mudança em Nafarroa e dá a conhecer a existência de contactos a nível local» (Gara)
«Está a haver conversações com vista à criação de alternativas à UPN» a nível local, referiu Maiorga Ramírez.

Viagem até à prisão de Almeria, para exigir a libertação de Iñaki Erro

Nos dias 10 e 11 de Junho, a solidariedade com os presos terá Almeria como destino. Ali, encontra-se preso Iñaki Erro, habitante do bairro de Donibane (Iruñea) que, depois de 24 anos na prisão, com a pena cumprida, ali continua.
A viagem é organizada pelos bairros iruindarras de Donibane, Alde Zaharra, Txantrea e pela localidade vizinha de Burlata. É que, para além de Iñaki Erro, há mais três presos navarros em Almeria: Jorge Olaiz (Alde Zaharra), Alberto Viedma (Txantrea) e Xabier Arina (Burlata). As inscrições fazem-se nos locais habituais.

Pena perpétua
O preso de Donibane Iñaki Erro Zazu cumpriu a pena a que foi condenado em Maio de 2010 mas, com aplicação da doutrina do Supremo, fixaram-lhe a data de saída para 2017.
Há mais cinco presos navarros na mesma situação: Ines del Rio, Iñaki Urdian, Jokin Santxo, Jesus Mari Mendinueta eta Bautista Barandalla.

Viagem com partida de Arbizu, este fim-de-semana
Neste fim-de-semana, uma outra comitiva solidária partirá de Arbizu (Sakana, Nafarroa) com destino à prisão de Castelló. O objectivo é denunciar a pena perpétua e reclamar a libertação de Jesus Mari Mendinueta, que também já cumpriu a pena na íntegra.
Fonte: ateakireki.com

A Sasoia convoca uma concentração em frente ao Governo Civil pelos direitos dos presos políticos
A associação de reformados e pensionistas de Nafarroa (Sasoia), signatária do Acordo de Gernika, pede publicamente que sejam adoptadas já as medidas contempladas neste acordo relativamente aos presos e presas políticas bascas. A Sasoia exige a Madrid e a Paris que cessem a actual política penitenciária, e aos novos cargos eleitos que se comprometam a dar passos com este objectivo.
[...]
A concentração em defesa dos direitos dos presos políticos foi convocada para dia 9 de Junho, às 12h00, em frente à Delegação do Governo espanhol em Iruñea.
Notícia completa: ateakireki.com

Ekinklik: Resumo de Maio 2011 Maiatzaren Laburpena


Resumén de Mayo 2011 Maiatzaren Laburpena from ekinklik argazkiak on Vimeo.

Alguns dos acontecimentos cobertos pelo colectivo fotográfico navarro Ekinklik Argazkiak ao longo do mês de Maio.
Fonte: ekinklik.org

A «Kutxi 103» prepara-se para enfrentar uma acção de despejo iminente

Resistem pelo direito à habitação, contra a especulação imobiliária e o processo de «turistificação» da parte antiga da sua cidade

Gara, Alde Zaharra-Gasteiz * E.H.
Os quatro jovens residentes na «Kutxi 103», um local ocupado que se situa na Rua Cuchillería, em Gasteiz, preparam-se para uma eventual acção de despejo, que já foi decretada pelos tribunais, na sequência de uma queixa interposta pela Fundación Catedral Santa María. Um processo judicial, que decorreu nas costas dos envolvidos, que pode pôr fim a uma ocupação de seis anos.
Ion SALGADO
http://www.gara.net/paperezkoa/20110602/269996/es/Kutxi-103-prepara-para-afrontar-desalojo-inminente


V edição do Bilbogune
Tas-Tas Irratia * E.H.
No próximo sábado, 4 de Junho, tem lugar a 5.ª edição do Bilbogune (mercado dos colectivos e organizações populares da Bizkaia) no bairro de Deustu. O tema central desta edição será a memória histórica. A presente edição coincide ainda com o 20.º aniversário do Gazte Lokala de Deustu. No magazine matinal «Suelta la Olla» desta quarta-feira, falámos com Tania e Edu, membros do Bilbogune.

Fonte: SareAntifaxista

«Hamaika 11n», título da canção e lema do Nafarroa Oinez 2011

A ikastola Garcés de los Fayos, de Tafalla, apresentou ontem, em Iruñea, o videoclip da canção do Nafarroa Oinez 2011. O título da canção e o lema da edição deste ano da festa das ikastolas navarras, que irá decorrer a 16 de Outubro em Tafalla, é o mesmo: «Hamaika 11n».
A canção foi composta pelas professoras de música Amaia Domínguez e Edurne Samaniego. Também é possível ver aqui o making off.

Fonte: Gara / Ver também: nafarroaoinez.net

«Hamaika 11n»

Nafarroa Oinez 2011 kantua. Oso polita da!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O Bildu avalia de forma positiva a ronda de contactos com PNV, PSE e Aralar

Martin Garitano fez uma curta avaliação da ronda de contactos que manteve esta semana com PSE, PNV e Aralar. O candidato à presidência das Juntas Gerais de Gipuzkoa afirmou que «temos de ser positivos», na medida em que «tivemos oportunidade de confrontar as nossas propostas com todos os partidos, excepto o PP».

Garitano insistiu na ideia de que «existem grandes diferenças» entre os programas de todos os partidos relativamente aos grandes projectos que se querem levar a cabo em Gipuzkoa, embora tenha destacado o facto de, «em relação ao TGV, a Deputação não possuir qualquer competência» e de «o Governo espanhol já ter adiantado que está contra» o porto exterior de Pasaia. «As diferenças existem, mas não são insuperáveis», disse.

Tendo em conta os resultados obtidos nas últimas eleições (o Bildu conta com 22 eleitos nas Juntas; PNV, com 14; PSE, com 10; PP, com 4; e Aralar, com 1), Garitano afirmou que a lógica e saúde democrática levariam a que o Bildu constituísse um governo minoritário nas Juntas Gerais, alcançando acordos pontuais sempre que tal fosse possível».

A coligação fez saber que hoje dará uma conferência de imprensa para proceder a uma avaliação com maior profundidade.
Fonte: Gara

Ver também:
«Madrid pede ao PSE que insista na busca de acordos contra o Bildu» (Gara)
O líder do PSOE, Alfredo Pérez Rubalcaba, avisou que, se pudesse, não deixaria que o Bildu governasse em nenhuma instituição. Também o presidente do Senado, Javier Rojo, pediu um acordo nesse sentido entre PNV, PSE e PP.

Outras leituras:
«Una crónica del "territorio comanche"», de Maite SOROA (Gara)

«Siguen encaramadas a una palmera», de Maite SOROA (lahaine.org)

Leituras

«Después de las elecciones», de Amparo LASHERAS, jornalista (Info7 Irratia)
"J'aimerai toujours le temps des cerises"


«El caudillaje», de Antonio ALVAREZ-SOLÍS, jornalista (Gara)


«El auzolan, el trabajo colectivo es la clave para Euskal Herria, recuperemoslo» (boltxe.info)


«El FSLN cumple 50 años al servicio de pueblo», de Ezker Abertzalea (ezkerabertzalea.info)

Convocada manifestação nacional contra o TGV para Arrasate

Na terça-feira passada, a plataforma AHT Gelditu! Elkarlana deu uma conferência de imprensa em Donostia, no decorrer da qual anunciou a convocatória de uma manifestação nacional contra o TGV para o próximo dia 11 de Junho, em Arrasate (Gipuzkoa). (Gara / Gari Garaialde / Argazki Press)

Actos em memória de Joseba Asensio, «Kirruli», no 25.º aniversário da sua morte


No dia 8 de Junho passam 25 anos sobre a morte de Joseba Asensio, Kirruli, na prisão de Herrera de la Mancha.
Para assinalar a data e, sobretudo, evocar a memória de Kirruli, estão previstas diversas iniciativas para os próximos dias em Indautxu (Bilbo), que incluem uma exposição e uma conferência. Uma das iniciativas já levadas a cabo consistiu na criação de um blog sobre Joseba Asensio: http://josebasensio.blogspot.com/. Neste espaço, é possível encontrar poemas, textos de carácter laudatório, e textos de natureza biográfica e memorialística, tanto em euskara como em castelhano.
Fonte: etengabe

San Fermines 78 gogoan! e Comissão da Verdade do Bloody Sunday

Ekainak 8 de Junho, 19h30
Instituto Plaza de la Cruz
Iruñea * Nafarroa
Oroimena, duintasuna eta borroka!
Memória, dignidade e luta!

Fonte: SareAntifaxista / Ver também: ateakireki.com

«Sanfermines, 8 de Julho de 1978… todas, todos sabemos o que se passou em Iruñea, em Donostia, em Euskal Herria. Até hoje, nenhuma instituição reconheceu qualquer tipo de responsabilidade pelos "incidentes" (pelos mortos, pelas dezenas de pessoas feridas...).

Na próxima quarta-feira, 8 de Junho, às 7h30 da tarde, no Instituto Plaza de la Cruz, membros da Comissão da Verdade de Derry irão falar da sua experiência, do que foi necessário para que o Governo britânico reconhecesse oficialmente a sua responsabilidade no massacre.»

Mais informação na página da iniciativa popular San Fermines 78 gogoan!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A esquerda abertzale pede uma resposta veemente e unitária contra o julgamento de dia 27

«A esquerda abertzale entende que no dia 27 de Junho se sentam no banco dos réus alguns representantes da esquerda abertzale, mas a causa e a futura sentença dirigem-se não apenas aos que se sentam no banco dos réus, mas a todos aqueles que, nas diversas forças políticas, sindicais e sociais deste país, reivindicam uma mudança de cenário sem ingerências e sem vetos», afirmaram em conferência de imprensa ontem à tarde, em Donostia, sobre a abertura da audiência oral do chamado «caso Bateragune».

No início, os representantes da esquerda abertzale – Tasio Erkizia, Marian Beitialarrangoitia, Agurne Barruso e Txelui Moreno – enviaram uma saudação a Arnaldo Otegi, Sonia Jacinto, Miren Zabaleta e Arkaitz Rodríguez, quatro dos oito arguidos que actualmente se encontram presos.

Em seguida, qualificaram este julgamento como «a resposta de Madrid à nova fase política aberta em Euskal Herria», ponto em que lembraram o contributo dos encarcerados e restantes imputados para chegar a esta situação política.

«Estas oito pessoas vão a julgamento por defender um cenário democrático para este país, por defender a independência e o socialismo como o projecto que melhor representa a defesa das necessidades políticas, sociais e culturais deste país, por defender e levar à prática a aposta em vias exclusivamente políticas e democráticas, por defender, em suma, a nova fase política iniciada neste país, que tanta expectativa gerou e tanta adesão popular recebeu», sublinharam.

A responsabilidade do PSOE
Assim, a esquerda abertzale afirma que o PSOE é «o responsável pela continuidade da repressão» como resposta a Euskal Herria. Uma força que, para a esquerda abertzale, «nega este novo cenário e pretende continuar a erguer um muro de imposição e repressão para o tornar inviável».

Uma missão, a de impedir o avanço do novo contexto político, em que entendem que «estão a fracassar de forma estrepitosa, tal como ficou demonstrado nas eleições de 22 de Maio».

A esquerda abertzale entende que, com este julgamento, irão pretender esconder «o que não é mais que o direito à livre defesa das ideias políticas e à livre organização política dos arguidos».

Encara este julgamento como uma nova agressão a todo um povo e, consequentemente, entende que «a resposta tem de ser veemente, com carácter unitário, capaz de representar o povo em marcha que exige mudanças de peso e soluções democráticas com urgência».

«Um povo cada vez mais unido e cada vez mais mobilizado em prol da contretização da mudança está a responder com um brilhantismo político sem precedentes a todas estas investidas que representam a debilidade de um governo e do PSOE e do PP, que não têm projecto político para oferecer e se escudam na força para não percorrer o caminho que este país lhes exige: a aceitação da livre decisão dos bascos e das bascas, como pilar básico para o livre confronto democrático de todos os projectos», concluiu a esquerda abertzale.
Fonte: Gara

Ver também: «El nuevo juicio político contra la apuesta de la Izquierda Abertzale necesita ser respondido como pueblo», de Ezker Abertzalea

O MP e a acusação particular pedem a pena máxima para o vereador do PSOE de Huarte

Decorreu ontem o julgamento do agente da Polícia Nacional espanhola e de um guarda-costas, este último cabeça-de-lista do PSOE em Huarte, acusados de terem dado uma tareia a um jovem, menor de idade, nas festas de San Fermin do ano passado. Todas as testemunhas identificaram sem qualquer tipo de dúvidas Koldo García Izaguirre como um dos agressores, insistiram no carácter brutal da agressão («foi algo selvático», «pensávamos que o matavam»), e confirmaram que a vítima foi espancada por várias pessoas, sem ter possibilidade de se defender, e que era óbvio que se tratava de um menor de idade.
Apesar da série de circunstâncias agravantes - como a motivação ideológica, o facto de várias pessoas maiores de idade terem participado na agressão, a brutalidade da mesma ou o facto de o menor «não ter tido possibilidade de oferecer resistência» -, a agressão foi qualificada como um delito menor, em virtude de as feridas não terem necessitado de cuidados médicos para se curar.
Assim, a pena máxima, que foi solicitada tanto pelo Ministério Público como pela acusação particular, passou a ser de dois meses de multa. A acusação particular solicita ainda o pagamento de uma indemnização de 600 euros pelas ofensas corporais.
Fonte: ateakireki.com

Ver também: «O vereador foi identificado como autor das agressões a um menor», de Aritz INTXUSTA (Gara)

Está a decorrer em Belfast o julgamento de Fermin Vila
Começou ontem em Belfast, e prolonga-se até quinta-feira, o julgamento do preso político basco Fermin Vila. Segundo fez saber o Movimento pró-Amnistia, nestes dias o tribunal irá examinar dois mandados europeus emitidos contra Vila, que, caso sejam aprovados, conduzirão à sua extradição para o Estado espanhol.
Em Outubro do ano passado, um outro mandado emitido contra Vila foi recusado pelo tribunal.
Fermin Vila foi detido em Belfast em 24 de Junho de 2010, tendo estado desde então na prisão de Maghaberri, em Lisburn, no Norte da Irlanda.
Para denunciar o julgamento e solicitar a libertação de Vila, na quinta-feira, às 20h00, haverá uma concentração em frente à sede do PSOE em Irun (Gipuzkoa), de acordo com Movimento pró-Amnistia.
Extradição de Gorka Betolaza, aprovada
Por outro lado, o Tribunal de Pau aprovou ontem de manhã o mandado europeu emitido contra Gorka Betolaza, considerando que deve cumprir a pena a que foi condenado pela Audiência Nazional espanhola.
O gasteiztarra foi detido pela Polícia francesa a 18 de Maio último, em Itsasu (Lapurdi). No dia 24 do mesmo mês, decorreu a audiência para apreciar a sua situação, que, de acordo com a Askatasuna, foi bem tensa: o juiz não deixou que os familiares do jovem se aproximassem dele para o saudar e cerca de vinte pessoas que ali se juntaram para o apoiar foram empurradas de forma violenta.
Fonte: Gara e kazeta.info
Por outro lado, Manu Ugartemendia, que anteontem recebeu ordem de expulsão do Estado francês e foi posto em liberdade no aeroporto de Barajas, chegou a Orereta (Gipuzkoa) pelas 21h30, onde era esperado por muita gente, que lhe queria dar as boas-vindas (na foto). (askatu.org)

Após a conquista de Bilbo, os franquistas exerceram represálias sobre mais de 9000 pessoas

Cárceles y campos de concentración en Bizkaia (Prisões e Campos de Concentração na Biscaia) é o segundo livro da historiadora Ascensión Badiola Ariztimuño. Intenso trabalho de campo que a própria autora apelida de «desolador» em muitos momentos. Badiola mostra, neste trabalho, uma visão inédita do que significou a entrada em Bilbo das forças franquistas, com a proliferação de prisões, campos de concentração e pátios que se transformaram em centros de fuzilamento.

Gara, Bilbo * E.H.
Não é de estranhar que uma boa parte da direita espanhola actual, herdeira do fundo de catálogo do franquismo, esteja contra ou se sinta incómoda, no melhor dos casos, com a Lei da Memória Histórica (2007) ou com livros do género de Cárceles y campos de concentración en Bizkaia (Txertoa), pois tudo o que ilustrar os crimes e formas do franquismo atinge a própria raiz do ideário da direita, que prefere «esquecer» e não agitar o passado, porque isso serve apenas para alimentar a confrontação ou é um meio de desviar as atenções dos problemas reais do país, a sua enteléquia de país. Reflexão ouvida inúmeras vezes a diferentes líderes da direita espanhola.
Pablo CABEZA

Fonte: SareAntifaxista

terça-feira, 31 de maio de 2011

O cabeça-de-lista do PSOE em Uharte é julgado hoje, acusado de agredir um menor de idade

Koldo García Izaguirre, número 1 da lista do PSOE em Uharte (Nafarroa), vereador eleito da localidade e guarda-costas de profissão, será julgado hoje na Audiência Provincial de Iruñea. Foi constituído arguido por ter participado nas agressões a um jovem nas festas de San Fermin do ano passado, incorrendo na prática do crime de ofensas corporais.

Os factos deram-se no bar Estadium, junta à Praça dos Foros (Iruñea, EH), na noite de 11 de Julho de 2010, depois da final do Mundial de Futebol. Na praça, havia um concerto de rock e o agredido, na altura menor de idade, acompanhou a sua companheira ao bar para que esta fosse à casa de banho. O rapaz ficou à espera no balcão, e, nessa altura, um grupo de pessoas começou a provocá-lo por levar uma T-shirt com a palavra «Independentzia». O bar, que fica em frente ao comando da Guarda Civil da Avenida da Galiza, é frequentado por guarda-costas e membros das Forças de Segurança do Estado.

De acordo com o relato das testemunhas, o menor foi rodeado por várias pessoas, que o atiraram para o chão e lhe começaram a dar pontapés e socos. Depois, puxaram-no para fora do bar e continuaram a bater-lhe na rua, mais exactamente no exterior do bar Sol, que fica junto ao anterior. O episódio foi visto por muita gente, pois o bar estava cheio a essa hora, e foram precisamente as testemunhas que conseguiram resgatar o jovem da mãos dos agressores, quando estava quase inconsciente.

O jovem, que teve de ser conduzido a um centro hospitalar, acabou por ser detido pela Guarda Civil, acusado do crime de enaltecimento do terrorismo. Não obstante, as testemunhas desmentiram a versão dos agentes e a acusação foi arquivada.

Condenado em 1995 e indultado no ano seguinte
Koldo García Izaguirre terá no banco dos réus a companhia de um agente da Polícia Nacional espanhola, que também será julgado por estes factos. O cabeça-de-lista do PSOE em Uharte já foi condenado, em 1995, por ofensas corporais, a dois anos e quatro meses de prisão, tendo sido indultado pelo Conselho de Ministros no ano seguinte.
Fonte: ateakireki.com

«O PSOE deverá esclarecer se estas atitudes têm o consentimento do seu partido»
Perante o julgamento acima mencionado, o Movimento pró-Amnistia emitiu uma nota de imprensa em que expressa a sua solidariedade ao jovem, salientando que esta agressão «teve uma clara conotação ideológica» e lembrando que nas festas de San Fermin do ano passado foram várias as pessoas que denunciaram ocorrências similares.
Para o Movimento pró-Amnistia, todas estas denúncias são reveladoras do papel que as Forças de Segurança do Estado e os guarda-costas desempenham hoje em dia em Euskal Herria. «São corpos militares para reprimir o independentismo, e muitos dos seus membros acabam envolvidos em acções de guerra suja e agressões contra militantes abertzales».
«O caminho para um cenário de paz e soluções democráticas também passa pela saída de Euskal Herria de todos os corpos repressivos do Estado, na medida em que são um agente contrário ao processo de normalização política no nosso país», acrescentam.

Depois de lembrar que Koldo García Izaguirre já foi condenado em 1995 por ofensas corporais, «agora que foram conhecidas estas novas acusações», consideram que o PSOE deve esclarecer se as atitudes do seu candidato têm o aval e o consentimento do seu partido.
Por último, e tendo em conta que é um vereador que vai ser julgado apenas por ofensas corporais, perguntam qual teria sido a acusação e em que tribunal teria lugar o julgamento se os factos tivessem acontecido «ao contrário».

Foto de cima: Koldo García, primeiro à esquerda, num acção de campanha eleitoral com elementos do seu partido

Foto de baixo: Nas festas de San Fermin do ano passado, houve múltiplas agressões por parte de «incontrolados»

O Bildu pede ao PNV que respeite «a vontade de mudança» manifestada em Gipuzkoa

Martin Garitano, cabeça-de-lista do Bildu em Gipuzkoa, transmitiu ao PNV que cabe à coligação abertzale liderar «o governo de mudança» no herrialde, depois de ter obtido 22 eleitos para as Juntas, e pediu-lhe que respeite a vontade manifestada pela sociedade guipuscoana e «não coloque entraves à chegada do novo tempo político».

Martin Garitano, candidato a deputado general, esteve acompanhado por membros da sua equipa, os eleitos para as Juntas Ander Rodríguez e Iñaki Agirrezabalaga, Lohitzune Txarola e Idoia Ormazabal, tendo-se reunido com representantes do PNV em Donostia durante cerca de uma hora.

Da parte do PNV estiveram presentes os membros da Comissão Executiva do GBB, Joseba Egibar, Xabier Barandiaran, Jon Jauregi e Bakartxo Tejeria. O Bildu tinha solicitado também a presença do deputado geral em funções, Markel Olano, mas este não assistiu à reunião, segundo Joseba Egibar, por ser uma reunião do partido.

Através de uma nota, o Bildu explica que Garitano transmitiu ao PNV que cabe à coligação abertzale liderar o governo de mudança em Gipuzkoa, um governo que concretize a transformação política e social que os guipuscoanos e a as guipuscoanas reclamaram com o seu voto».

Por isso, pediram à força jeltzale que « a vontade manifestada pela sociedade guipuscoana não coloque entraves à chegada do novo tempo político, necessária tanto neste território como em Euskal Herria no seu todo».

O Bildu também mostrou vontade de que estes contactos «propiciem a adesão do PNV ao novo processo iniciado em Euskal Herria na busca de um cenário de paz e normalização política».

Garitano manifestou ainda a sua vontade de «levar por diante essa mudança de ciclo político em Gipuzkoa cumprindo fielmente o seu programa eleitoral, apoiado de forma maioritária pelos cidadãos».

De acordo com a nota do Bildu, ambos os partidos constataram «as diferenças programáticas existentes», embora Garitano tenha ressaltado que a aposta do Bildu continua a ser a da «liderança da mudança em Gipuzkoa a partir do diálogo com as restantes forças políticas».

O Bildu e o PNV decidiram manter «uma interlocução fluida e continuar abertos a futuros contactos».

Na sequência [Hoje, com o PSE]
Notícia completa: Gara / Notícia actualizada: Gara

Txelui Moreno: leitura dos resultados eleitorais (Info7 Irratia)
O porta-voz independentista faz uma leitura dos resultados das eleições de 22 de Maio e afirma que o Bildu, com os seus 315 000 votos, «forneceu o combustível de que o processo necessitava para seguir em frente».

«El 22M, viejos retratos y nuevas exigencias», de Ángeles MAESTRO (kaosenlared.net)

«Delegar en democracia», de Fermin GONGETA, sociólogo (boltxe.info)

A Audiência Nacional começará a julgar o chamado «caso Bateragune» a 27 de Junho

No banco dos réus estarão Arnaldo Otegi, Rafa Díez, Miren Zabaleta, Sonia Jacinto, Arkaitz Rodríguez, Txelui Moreno, Amaia Esnal e José Manuel Serra.


A Audiência Nacional espanhola começará a julgar no dia 27 de Junho o chamado «caso Bateragune». No banco dos réus estarão sentados os dirigentes independentistas Arnaldo Otegi, Rafa Díez, Miren Zabaleta, Sonia Jacinto, Arkaitz Rodríguez, Txelui Moreno, Amaia Esnal e José Manuel Serra, que foram detidos a 13 de Outubro de 2009.

De acordo com informações veiculadas pelo tribunal especial espanhol, a audiência oral foi marcada para os dias 27, 28, 29 e 30 de Junho, e 1, 4, 5, 6 e 7 de Julho. Os oito arguidos serão julgados no âmbito do chamado «caso Bateragune», que, para a AN espanhola, funcionava como «órgão de construção do pólo soberanista sob o controlo da ETA».

A Procuradoria espanhola pede 10 anos de prisão para Otegi, Díez e os outros seis arguidos, acusando os oito independentistas da alegada prática do crime de «integração em organização terrorista» por promoverem «uma aliança independentista que tinha por finalidade apelar à incorporação de forças políticas como Eusko Alkartasuna, Aralar, Abertzaleen Batasuna e ELA no espaço de luta no confronto entre Euskal Herria e o Estado».

Os oito bascos serão julgados pelo tribunal composto pelos magistrados Ángela Murillo, Teresa Palacios e Juan Francisco Martel.
Fonte: Gara

Ver também: «Oito bascos vão a julgamento por fazerem política» (boltxe.info)