quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Libre Eguna: dia 29 de Setembro em Lekeitio

O Libre Eguna é uma jornada solidária, que terá lugar no próximo dia 29 em Lekeitio (Bizkaia), com os arguidos envolvidos no processo 35/02 [o das herrikos] e no da juventude independentista, cujos julgamentos começam em Outubro.

O programa da jornada de dia 29 na localidade costeira biscainha, que foi apresentado no dia 16 deste mês por Karmelo Landa e Nahaia Aguado, dois dos arguidos nestes processos, terá como lema «Gatazkatik konponbidera bagoaz zubia igarotzera» [do conflito para a solução vamos atravessar a ponte].

Na ocasião, fez-se um apelo especial à participação no acto principal (12h30): «com o compromisso de todos, ir-se-á construir uma muralha humana contra aqueles que pretendem prolongar o conflito», e, neste caso, contra os dois julgamentos que começam em Outubro.

O programa dura o dia todo, de manhã à noite. Para além do acto principal, inclui a actuação dos palhaços Pirritx, Porrotx eta Marimototx, desportos rurais, uma sessão de bertsos, um almoço popular, cantos populares bascos, uma peça de teatro dos Irrien Lagunak para crianças.
A partir das seis da tarde, começam os concertos, com grandes bandas: Iheskide, Itziarren Semeak e Gatibu! / Mais informação: libre.epaiketarik.ez

Datorren igandean Urrian epaituko dituzten kideei babesa helarazi eta eraso hau salatzeko GOAZEN DENOK LEKITTORA! / Ernai via lahaine.org

Xabi Sagardoi «Xapo»: «A Euskal Herria. Al muro popular»

Han pasado dos meses desde que Maider, Aritz, Luis y yo decidimos escondernos ante la entonces inminente sentencia del Tribunal Supremo. Entonces, Mikel todavía estaba encarcelado. En ese «sorteo» judicial tan cruel como aleatorio, Luis y yo fuimos «premiados» con una condena de 6 años de cárcel. (ateakireki.com)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A AN não vai decretar a detenção dos dois torturadores franquistas ainda vivos

A Audiência Nacional espanhola não vai decretar a detenção imediata dos torturadores franquistas reclamados pela juíza argentina María Servini, mas irá esperar que a magistrada inicie o procedimento de extradição para os intimar a depor.

De acordo com a informação recolhida pelo naiz.info junto de fontes jurídicas, dois dos repressores durante a ditadura já faleceram: os ex-polícias espanhóis Celso Galván Abascal e José Ignacio Giralte. O primeiro deles morreu a 2 de Abril de 2007 e o segundo a 3 de Agosto de 2009.

Os outros dois, o antigo polícia Juan Antonio González Pacheco, «Billy el Niño», e o antigo guarda civil Jesús Muñecas Aguilar encontram-se localizados no Estado espanhol. Agora, o passo seguinte consiste no envio, por parte da Justiça espanhola, de toda a documentação para o tribunal da Argentina que investiga os crimes do franquismo. Quando o processo chegar a Buenos Aires, a juíza Servini tem 40 dias para pedir a entrega dos alegados criminosos. Só nessa altura a Audiência Nacional irá intimar os dois imputados para que deponham.

A procuradoria do tribunal especial já ontem afirmou em quatro escritos enviados ao juiz Pablo Ruz que «não considera necessária» a detenção dos torturadores solicitados pela Argentina, apresentando para tal vários argumentos jurídicos. Em primeiro lugar, o tempo passado desde que cometeram os crimes. Também alude à vigência da Lei espanhola da Amnistia de 1977, que exoneraria os torturadores. Considera também que o acordo sobre extradição entre o Estado espanhol e a Argentina exige «um relato de factos e circunstâncias precisas de tempo e local da consumação do crime» que não vem na documentação. / Ver: naiz.info / Ver também: boltxe.info

Pau aprova a extradição de Aranalde e rejeita a de Zubillaga

Depois de várias sessões a examinar os mandados europeus emitidos pela Audiência Nacional espanhola contra os refugiados políticos Jokin Aranalde e Aitor Zubillaga, o Tribunal de Pau (França) divulgou ontem a sua decisão, aprovando a extradição do primeiro (que vai recorrer) e rejeitando a do segundo, por «erros processuais». A Bake Bidea interpelou a Justiça francesa para que, «neste contexto», não aceda ao pedido de Madrid.

Na última sessão judicial, que teve lugar a 10 de Setembro, o procurador manifestou a sua concordância com a argumentação do tribunal de excepção espanhol, mostrando-se favorável à aceitação do pedido de extradição de ambos os refugiados.

Contudo, na decisão ontem divulgada, o Tribunal considerou que, no caso de Zubillaga, Madrid violou normais processuais, na medida em que, quando o mandado europeu (datado de 2008) lhe foi solicitado, se limitou a enviar uma tradução para francês.

Patrick Baudouin, conhecido advogado e presidente honorário da Federação Internacional dos Direitos Humanos, participou na sessão judicial de 10 de Setembro, na qual afirmou que «é sabido que em Espanha se pratica a tortura», e requereu ao Tribunal que não aceitasse a entrega do natural de Ibarra.
A advogada de defesa de Aranalde, Amaia Rekarte, já anunciou a intenção de recorrer para a Corte de Cassação (Supremo), dispondo de três dias para tal.

«Obstáculo para o processo»
A plataforma Bake Bidea manifestou o seu repúdio pela decisão, que «constitui um obstáculo para o processo de paz». Recorda que, entre outros agentes, o Colectivo de Refugiados Políticos Bascos, do qual Aranalde é porta-voz, apresentou em Junho um contributo para levar o processo por diante.

Assim, exortou a justiça para que, «no actual contexto, tenha a noção do seu papel e do peso das suas decisões» para a resolução do conflito. Fez ainda saber que irá realizar iniciativas de protesto contra a decisão judicial. / Arantxa MANTEROLA / Ver: Gara / Mais informação: kazeta.info  

Refugiados políticos bascos: Herria dugu arnas O povo é a nossa força, e a razão, e o apoio, e o objectivo. Herria dugu arnas.

Askapena: «Grecia como laboratorio estratégico»

Ante esta situación de intensificacion de la lucha de clases, se observa con preocupación la consolidación de un movimiento de extrema derecha que ha conseguido aglutinarse en una formación política, Amanecer Dorado, y que ha logrado amplios apoyos sociales y electorales instrumentalizando los miedos y frustraciones que la crisis ha generado en el pueblo griego. Evidentemente, esto no hubiese sido posible sin la protección de amplios sectores políticos del Estado, ejército y fuerzas de seguridad, que le garantizan impunidad, y también de una parte de la burguesía griega que lo financia económicamente. (askapena.org)  

«Verás que todo es mentira», de José Mari ESPARZA ZABALEGI (naiz.info)
Cada vez resultan más proféticas las palabras del PSOE y del Frente Popular Navarro defendiendo el Estatuto Vasco en 1936: Navarra sola será pasto del caciquismo. Y si algo ha demostrado el PSN en estos 30 años es que navarrerismo y corrupción van parejos, bien uncidos y bendecidos por la capital de Navarra, Madrid.  

«La farsa de la primavera árabe», de Beatriz ESTEBAN ROLA (*) (boltxe.info)
Si nos guíamos por este análisis, la decisión de las fuerzas antiimperialistas de Oriente Próximo, tanto árabes como no-árabes, de dar su apoyo a Siria y luchas junto al Ejército Sirio se nos muestra como muy lógica, coherente y pragmática: el Frente Popular para la Liberación de Palestina (FPLP), el PKK kurdo, las milicias marxistas turcas, el Partido Comunista Libanés como los guerrilleros de Hezbollah han decidido luchar junto al Pueblo Árabe de Siria
¡Internacionalistas, proletarios, jóvenes de Euskal Herria, no dejemos sola a Siria!  
[(*) e de Aristóteles Fuentes, Jon Kortazar, Ibai Mtz. de Trebiño, Nerea Garro, Jon Metauten, Joseba Agudo, Arturo Villanueva]

Concentração frente ao Consulado da Venezuela em Bilbo pela liberdade de Asier Guridi

Cerca de 50 pessoas participaram ontem na concentração convocada pela Askapena frente ao Consulado de Venezuela em Bilbo para protestar contra a detenção do refugiado basco Asier Guridi Zaloña, que ocorreu há alguns dias naquele país sul-americano.

Ler os comunicados da Askapena, da área de relações internacionais do Sortu e da Coordinadora Simón Bolivar. / Fonte: askapena.org

Canção tradicional: «Ikusi mendizaleak»

«begiak zabaldurik, bihotza erreta»

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Bakartxo Ruiz [Bildu]: «A tortura faz parte das estruturas do Estado espanhol»

Bakartxo Ruiz responde no Parlamento de Nafarroa às intervenções sobre a tortura dos restantes grupos. / Fonte: Nafarroako Euskal Herria Bildu  

O Behatokia recorre para o Tribunal de Estrasburgo pelas «torturas» a Patxi Arratibel
O Behatokia apresentou um recurso no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem relacionado com o caso de torturas a Patxi Arratibel, detido a 18 de Janeiro de 2011 em Nafarroa, numa operação da Guarda Civil na qual foram detidos mais cinco cidadãos bascos.

A ordem de detenção partiu do então juiz da Audiência Nacional espanhola Fernando Grande Marlaska. Findo o período em que permaneceram incomunicáveis, cinco dos detidos afirmaram no tribunal ter sido torturados.

O Behatokia recordou que o testemunho de Arratibel foi «especialmente escandaloso, quando se soube que, para dar a conhecer as torturas a que estava a ser submetido, assinou o seu depoimento com a palavra aztnugaL, que é Laguntza (ajuda) ao contrário».

O organismo basco contra a tortura acrescentou que, precisamente quando passam 20 anos sobre a morte da urnietarra Gurutze Iantzi na esquadra, incomunicável, é preciso «insistir na exigência do esclarecimento e da investigação destas denúncias que, invariavelmente, são arquivadas sem serem esclarecidas, inclusive em casos tão extremos como o de Gurutze Iantzi, abrindo caminho à impunidade». / Ver: Gara

Ministério Público pede seis anos de cadeia para Arkaitz Artola, da Gaztesarea

O jovem donostiarra Arkaitz Artola foi julgado no tribunal de excepção espanhol, por participar no projecto comunicativo do movimento juvenil Gaztesarea. O MP pediu seis anos de prisão para Artola, acusando-o de colaboração com «organização terrorista».

Artola foi detido a 29 de Julho de 2009. A Guarda Civil, que acusou a Gaztesarea de colaborar com a organização juvenil revolucionária Segi por divulgar o resultado de sorteios de rifas para o financiamento da organização, entrou na sua sede, em Andoain (Gipuzkoa), e prendeu o donostiarra. Nesse mesmo dia, foram ainda detidos vários representantes do portal juvenil e cultural. Nove pessoas foram constituídas arguidas, mas, no final, só Artola acabou por ir a julgamento.

A Gaztesarea nasceu em 2003, com o propósito de criar um espaço comunicativo para o movimento juvenil. Cumpriu essas funções durante sete anos. Para além do trabalho realizado no portal, apresentou um guia de bandas jovens, um guia de gaztetxes e grupos juvenis e reuniu trabalhos literários de jovens criadores, entre outros. Em 2008 recebeu o prémio Argia.

Solidariedade e protesto no bairro de Egia
No bairro de Artola, Egia, ontem ao fim da tarde realizou-se uma concentração de apoio ao jovem. O EH Bildu também lhe expressou todo o apoio. / Ver: naiz.info e Berria

[Vídeo] «Para levarem Luis e Xapo terão de passar por cima de nós»
Dezenas de pessoas participaram numa conferência de imprensa em Iruñea, na qual se convocou uma «marcha desobediente e insubmissa» para dia 5 de Outubro (Cinemas Golem, 12h00). Pediram «à Navarra insubmissa e desobediente» que encha as ruas, pois consideram que as condenações de Luis Goñi e Xabier Sagardoi «são injustas» e que «a desobediência é legítima». (ateakireki.com)

Dia 2 de Novembro, nasce em Iparralde uma nova organização juvenil, abertzale e de esquerda

No dia 2 de Novembro terá lugar em Baiona um acto público, às 19h00, para assinalar o nascimento de uma nova organização juvenil, de esquerda e abertzale. O processo de definição desta nova dinâmica teve início num encontro realizado em Ezpeleta (Lapurdi) a 2 de Fevereiro deste ano, no qual estiveram presentes cerca de 120 jovens. Na sequência do processo de debate, os jovens julgaram necessário criar uma nova organização.

Para dia 2 de Novembro, preparou-se um programa para todo o dia - a ideia é que, logo pela manhã, o ambiente animado se faça sentir em Baiona Ttipia. Ao acto político, seguir-se-ão vários concertos, com 2zio, Berri Txarrak, DJ Pone e uma banda surpresa. / Ver: topatu.info e boltxe.info

Andoni Baserrigorri: «¿Es el internacionalismo una utopía?»

No aprendemos. Venezuela por detener vascos no va a lograr las simpatías del imperialismo ni este va a dejar de hostigarla. Venezuela, renunciando al imperialismo no va a gozar de las simpatías del estado español. A la primera que puedan, la apuñalarán. (BorrokaGaraiaDa) [Zorionak zuri!]

«Komite Internazionalistak ante la detención en Venezuela del refugiado vasco Asier Guridi», de Komite Internazionalistak (boltxe.info)
De nuevo, el estado español responde de la única manera que parece saber obrar, nuevas detenciones y más represión, ante la apuesta nítida y firme que la mayoría social y política de nuestro país, Euskal Herria, está poniendo encima de la mesa, para poder solucionar el conflicto político que en el que estamos inmersos, en claves de justicia, democracia y paz.  

«En el fondo del agujero», de Gloria REKARTE (Gara) María Servini ha sacado del inmenso baúl del olvido, en el que el franquismo puso a salvo sus tesoros, a cuatro de sus mejores joyas: Muñecas Aguilar, Galván, Giralte y Billy el Niño. Torturadores e impunes. Impunes entonces e impunes después. Y nada asegura que no lo sigan siendo ahora, pese a los esfuerzos de Servini.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Para o LAB, a reforma das pensões é sobretudo uma questão política

O sindicato abertzale defende a criação de uma grande aliança em Euskal Herria para garantir pensões dignas e uma justa distribuição da riqueza

«O Governo do PP quer cortar mais 32 mil milhões nas pensões entre 2014 e 2020», afirma o LAB sindikatua numa nota emitida na terça-feira, lembrando que já o Governo de Zapatero, com a reforma imposta na sequência do acordo alcançado com as «cúpulas da CCOO e da UGT», queria reduzir a despesa com as pensões em 35 mil milhões de euros.

«Querem-nos fazer crer que a reforma é inevitável e necessária para se poder continuar a pagar as pensões. Precisamente quando acabamos de saber que a banca recebeu do Estado mais de 200 mil milhões de euros em "ajudas" directas», diz-se na nota.

Para o LAB, a questão das pensões é sobretudo uma questão política e de prioridades sociais: «ou se tira das pensões para dar aos bancos ou prevalece o direito das pessoas a contar com dinheiro para poder viver com dignidade», sendo evidente a opção tomada pelos defensores da política dos cortes de pensões, que tornam as pessoas mais pobres e engordam o negócio das pensões privadas».

O LAB considera que «tanto o Governo de Madrid como os de Gasteiz e de Iruñea caminham na mesma direcção: em Madrid, impondo a política de cortes e negando a Euskal Herria a capacidade de decidir sobre ela; em Gasteiz e Iruñea, não fazendo nada para defender os pensionistas actuais e futuros».

«Não têm alternativas a apresentar nem qualquer intenção de o fazer, tal como ficou patente no pacto PNV-PSOE», afirma o LAB, que não deixa de manifestar a sua indignação pelo facto de «não tomarem qualquer tipo de iniciativa», quando são conhecedores do brutal corte que as pensões vão sofrer, com a consequente perda de poder de compra para os pensionistas.

Tendo em conta que Madrid condena os bascos «a pensões cada vez mais baixas nas próximas três décadas», o LAB faz um apelo aos trabalhadores e às trabalhadoras, mulheres e jovens, no sentido de criar «uma grande aliança social que nos permita garantir aqui, em Euskal Herria, pensões dignas, e capacidade de decisão para poder proceder a uma justa distribuição da riqueza». / Fonte: LAB

O Sortu diz a Alba e à Guarda Civil que «chegou a hora de desmilitarizar Nafarroa»

Na terça-feira passada, os representantes do Sortu Txelui Moreno e Maitane Intxaurraga afirmaram, numa conferência de imprensa em Iruñea, que a Guarda Civil e a delegada do Governo espanhol «estavam a mais» em Nafarroa, e convocaram uma concentração frente à Delegação do Governo na capital navarra, que se realizou este sábado. A questão da desmilitarização ganhou grande actualidade política em Nafarroa nas últimas semanas. A Guarda Civil ocupou Altsasu para tentar impedir a celebração do Ospa Eguna (sem o conseguir) e depois o ministro espanhol do Interior, Jorge Fernández Díaz, foi até Leitza garantir que a casa Maxurrenea continuará a ser ocupada pela Guarda Civil durante mais dez anos. A isto, há que juntar a acção policial na Inasa (Irurtzun) ou as multas e proibições passadas pela delegada espanhola no herrialde, Carmen Alba.

Perante este cenário, o Sortu afirmou que as duas instituições - Guarda Civil e Delegação do Governo espanhol - «estão a mais» no território e no sábado concentrou-se frente à sede do Governo estatal, na Praça de Merindades, em Iruñea, com uma mensagem: «Utzi bakean Nafarroa, inposaketarik ez!» [deixem Nafarroa em paz, não às imposições].

Dezenas de pessoas participaram na acção de protesto, com cartazes alusivos à delegada do PP, que Txelui Moreno convidou a tornar-se «embaixadora de Espanha em Euskal Herria», já que «tanto gosta de cargos».

«É hora da desmilitarização - referiu Moreno na sua intervenção. É hora de solucionar o conflito, e para isso é preciso que o Estado abandone o discurso de quartel e comece a dar passos».

Em relação ao caso concreto da Maxurrenea, em Leitza, o porta-voz do Sortu recordou que se trata de uma casa cedida «às forças de ocupação, contra a opinião do doador, da maioria da população na localidade e da maioria parlamentar» em Iruñea.

Na mesma linha, o Sortu referiu-se aos recursos constantes apresentados pela delegada espanhola contra leis aprovadas pelo Parlamento navarro, como as relativas ao subsídio de férias dos funcionários, a que se opunha ao pagamento de taxas na Saúde ou a que decretava a assistência universal gratuita para todas as pessoas recenseadas em Nafarroa.

Dessa forma, «Alba posiciona-se contra os interesses de Navarra», concluiu Moreno, e fá-lo numa instituição «de um tempo pré-democrático, algo que já ninguém discute». / Fonte: Sortu Euskal Herria e Gara

«Prefiro resistir na minha terra a ir sobreviver na Alemanha»

Javier García e Pablo González, militantes juvenis do grupo de estudos do Sindicato Andaluz dos Trabalhadores (SAT), passaram alguns dias em Euskal Herria, onde participaram num curso de formação para jovens dado pelo sindicato EHNE e aproveitaram para divulgar «a luta operária do povo andaluz».

Dizer SAT é o mesmo que dizer sindicato comprometido com a luta operária e campesina do povo andaluz. Javier García é de Almeria e Pablo González, de Gilena (Sevilha). Estiveram em Euskal Herria a estudar com o sindicato EHNE e com o Instituto Hegoa (UPB-EHU), mas também divulgaram em diversas localidades aquilo que se está a fazer na Andaluzia para pôr a lutar quem se sente cada vez mais marginalizado pelo sistema capitalista. / Ler entrevista de Juanjo Basterra em: Gara

Coordinadora Simón Bolivar: «A Nicolas Maduro»

Hacemos público nuestro repudio y nuestra vergüenza, ante la indefinición al respecto de los valores de solidaridad y compromiso con la libertad de los pueblos, así como con sus luchas, que muchas veces se quedan en el vacío del discurso y en la ausencia de la acción necesaria, cuando un camarada o un pueblo se ven acorralados por las fuerzas imperialistas y coloniales que les someten. / Ler mais em pakitoarriaran.org

domingo, 22 de setembro de 2013

TGV: campanha de apoio aos «tartalaris» antes do julgamento de Novembro

Como é do conhecimento público, a Audiência Nacional espanhola marcou para 18 de Novembro a audiência oral das quatro pessoas acusadas de atirar tartes de merengue a Yolanda Barcina em protesto contra o TGV. Antes do julgamento, a associação Mugitu! lança uma campanha solidária com os arguidos.

O Mugitu! anunciou esta terça-feira, numa conferência de imprensa que decorreu na capital navarra, uma campanha solidária de apoio aos quatro activistas que, no dia 18 de Novembro, serão julgados na AN espanhola. O Ministério Público pede cinco anos de cadeia e uma multa para cada um dos «tartalaris». A acusação particular que representa Yolanda Barcina pede, para além de multas, seis anos de prisão para três deles e nove anos para outro, porque, de acordo com a presidente do Executivo foral, sendo o dito vereador de uma localidade navarra de 114 habitantes, se «valeu da sua condição de autoridade» para a conseguir «entartar».

A AN espanhola marcou a data do julgamento apesar de ainda não estar resolvida a questão do recurso apresentado pela defesa junto do Supremo Tribunal. Para além disso, o advogado dos activistas do Mugitu! pediu a anulação do julgamento, argumentando que o tribunal competente é o de Toulouse, local onde a acção de protesto se realizou, e que se trata de uma «causa julgada». Para a defesa, a Polícia francesa começou a investigar o caso e decidiu arquivá-lo e, como tal, não se pode proceder à reabertura da instrução do processo no Estado espanhol.

A campanha de apoio que o Mugitu! lançou visa recolher fundos para fazer frente às despesas com as multas e a defesa, e irá envolver diversas iniciativas: uma concentração numa reunião análoga à de Toulouse que se realizará em Iruñea no dia de 7 de Novembro; uma jornada descentralizada de acções e concentrações solidárias no dia 12; uma manifestação nacional de apoio na capital navarra; e uma concentração junto à Audiência Nacional no dia do julgamento.


Projecto devastador, ruinoso e elitista
Na conferência de imprensa, em que surgiram acompanhados por elementos do movimento popular e agentes sociais, sindicais e políticos, os activistas insistiram na ideia de que o TGV é um «projecto ecologicamente devastador e economicamente ruinoso», «elistista», que contribui para a «centralização do território nas grandes urbes, em detrimento das pequenas terras e cidades de média dimensão»; recordaram que grandes obras como o TGV «representam uma enorme sangria para os recursos públicos e são uma das razões para os grandes cortes sociais» da actualidade.

Para o Mugitu!, nos últimos 25 anos «a classe dirigente escondeu os custos sociais, económicos e ecológicos do projecto, tendo perfeita noção deles», «insultou, quando não criminalizou, a oposição ao TGV onde esta surgia» e «em muitos casos enriqueceu de forma fraudulenta, como o evidenciam os papéis de Bárcenas». «Yolanda Barcina representa na perfeição esta atitude de prepotência e mentira permanente», afirmaram. / Ver: Gara e boltxe.info

De Amurrio a Laudio, marcha pela libertação de quatro presos e o fim da «doutrina Parot»

Cerca de 400 pessoas participaram na iniciativa ontem levada a cabo pelo Herrira na região de Aiaraldea (Araba), com o lema «24 urte nahikoa da» [24 anos, basta!], pela libertação dos presos políticos Manu González, Santos Berganza, José Ángel Biguri e Julen Fernández, que se encontram na prisão há 24 anos e que já deviam estar em liberdade.

Aos primeiros três, foi-lhes aplicada a doutrina 197/2006 em 2011, aumentando-lhes o tempo de cumprimento da pena em mais dez anos. Fernández também devia ter saído em 2011, mas foram-lhes acrescentados mais quatro anos à pena - não por via da doutrina 197/2006, embora os familiares temam que isto seja o prenúncio da sua aplicação.

O programa da iniciativa organizada pelo Herrira abrangia o dia todo: a marcha entre Amurrio e Laudio (Araba), na qual se integrou uma coluna própria da organização juvenil revolucionária Ernai, que partira de Urduña (Bizkaia). Juntaram-se todos em Amurrio e foram até Laudio, onde houve um almoço popular, uma sessão de bertsos, uma manifestação e um acto público.

No acto, em que participaram diversos ex-presos, foram exibidas imagens de iniciativas levadas a cabo na região em prol da libertação dos quatros presos, ao longo de quase duas décadas e meia. E também se mostraram imagens de cidadãos libertados nos últimos anos.

À espera de Estrasburgo
Na terça-feira, fez-se um apelo à participação na iniciativa de ontem. Na ocasião, os presentes, que aguardam pela decisão final do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem sobre a «doutrina Parot», afirmaram esperar que esta seja um raio de luz no buraco negro da política penitenciária, mas, até que a decisão seja conhecida, consideram indispensável a mobilização da sociedade. / Ver: naiz.info  

Sobre a convocatória: «De Amurrio a Laudio por quatro conterrâneos que, juntos, estão há quase um século na prisão e deviam estar em liberdade»  (Gara)

Galiza Livre: «Querem a guerra»

A condenaçom dos quatro patriotas é mais escandalosa ainda quando a própria «justiça» espanhola nom lhes atribui nengumha açom concreta, unicamente os delitos genéricos de «pertença a organizaçom terrorista». Umha pertença, aliás, que nom foi provada nem sequer indiciariamente no julgamento do passado junho. A desproporçom entre a pena o delito é sem dúvida um motivo para a indignaçom entre largos setores da populaçom, mas é também um motivo para a reflexom política. (lahaine.org)  

«Matar sin estridencias», de Amparo LASHERAS (Gara)
Dicen los datos que, en los próximos años, la vida de la mayoría se acortará y lo hará sin estridencias, con la naturalidad de una estadística que se archiva sin causas culpables. Si a esto le incorporamos un informe de la OMS de 2011, en el que se afirmaba que con la crisis la perspectiva de vida entre ricos y pobres se acercaba ya a los 20 años a favor de los que más tienen, la conclusión es que el neoliberalismo, por encima de todo, tiene un objetivo de muerte, social, económica y también física, igual al de las guerras imperialistas que siempre ocurren entre imágenes que van de un televisor a otro y se pierden en el camino de la inmediatez.

Basco-cubanos La Jodedera ao vivo em Bilbo

La Jodedera é um grupo basco-cubano estabelecido em Euskal Herria. No vídeo, algumas imagens de um concerto organizado pelo Komite Internazionalistak no gaztetxe 7Katu, na capital biscainha.

Canções: «Navarra tiene cadenas» (Fermín Valencia), «Isil isilik dago» (canção popular basca) e «Merengue para Yolanda» (La Jodedera).

sábado, 21 de setembro de 2013

Refugiados bascos pedem a Maduro que não se «envolva» na estratégia repressiva do Estado espanhol

O Colectivo de Refugiados Bascos na Venezuela emitiu ontem, dia 20, um comunicado na sequência da detenção de Asier Guridi, ocorrida ontem na Venezuela. De acordo com as agências espanholas Efe e Europa Press, foi levada a cabo por agentes dos serviços secretos venezuelanos em colaboração com a Polícia espanhola e a Polícia Judiciária Francesa.

Para o Colectivo, que reconhece a detenção do seu «companheiro», aquilo que a comunicação espanhola «se apressou a mostrar como uma "grande operação policial"» não é mais do que a detenção de um cidadão basco que, como tantos outros, «teve de abandonar a sua casa e o seu país para escapar à tortura».

A nota refere ainda que Asier vive na Venezuela há mais de uma década e que ontem de manhã, quando foi detido, levava o filho à escola e a esposa ao trabalho, antes de começar o seu dia de trabalho, como o faz habitualmente.

Como tal, o Colectivo afirma que, «longe de qualquer coisa parecida com uma "grande operação policial", a detenção do nosso companheiro Asier Guridi não é mais que o reflexo da miséria política e humana do Estado espanhol, que apenas procura prolongar o sofrimento e a dor».

A nota destaca o facto de em Euskal Herria haver uma clara aposta «no caminho da paz» e de o «Estado fascista espanhol prosseguir a senda repressiva».

Assim, os refugiados bascos na Venezuela pedem ao Governo venezuelano que «não se envolva nesta estratégia macabra de dor, repressão e sofrimento que o Governo espanhol pretende manter contra o povo basco». / Fonte: Colectivo de Refugiados Bascos na Venezuela via boltxe.info / Notícia relacionada: naiz.info

Leituras:  
«Libertad y Solidaridad Revolucionaria para con Asier», de Coordinadora Simón Bolívar (pakitoarriaran.org)
La Coordinadora «Simón Bolívar», fiel a sus preceptos revolucionarios, antiimperialistas e internacionalistas, se solidariza incondicionalmente con este camarada, victima de la injusticia colonialista y del aparato policial venezolano, que aún hoy en día, después de transitar 14 años de un proceso gubernamental revolucionario, no ha terminado de conformarse ideológicamente a favor de las causas libertarias, manteniendo el esquema introducido por los órganos de inteligencia de los Estados Unidos e Israel.

«Detenido en Venezuela a peticion del fascista gobierno español refugiado vasco desde hace 10 años», de Movimiento Guevarista Revolucionario (lahaine.org)
Hacemos un Llamado urgente a la solidaridad de todas y todos los revolucionarios venezolanos con nuestros hermanos vascos, y en particular con el compañero actualmente detenido.  

«Estradiziorik ez! No a la extradición!», de Askapena (askapena.org)
desde los valores propios al internacionalismo revolucionario que compartimos con los y las compañeras bolivarianas, pedimos al pueblo venezolano y a su gobierno revolucionario no ceder ante las presiones de los Estados represivos francés y español para la entrega del refugiado vasco Asier Guridi.