terça-feira, 1 de outubro de 2013

Milhares de pessoas vieram para as ruas protestar contra o assalto policial ao Herrira

Foi enorme a onda de indignação e revolta que ontem percorreu Euskal Herria, plasmada nas múltiplas concentrações e manifestações que, convocadas de urgência ao longo do dia, tiveram lugar ontem ao fim da tarde e à noite. Especialmente grandes foram as mobilizações nas terras dos detidos - 900 manifestantes em Orereta (Gipuzkoa), 400 em Zumaia (Gipuzkoa), cerca de mil em Arrasate (Gipuzkoa), 300 em Arbizu (Nafarroa)...

Em Iruñea, a habitual concentração das segundas-feiras frente à sede do PP contra a dispersão penitenciária e em defesa dos direitos dos presos políticos bascos transformou-se num clamor de protesto contra o assalto ao Herrira, com a participação de cerca de mil pessoas. Tanto em Donostia como Gasteiz houve manifestações com muitas centenas de pessoas. Na capital do Norte, Baiona, 150 pessoas concentram-se frente ao Consulado espanhol.

Em Bilbo, centenas e centenas de pessoas concentram-se na zona do Arriaga e do Arenal ao longo da tarde. Concluídas as buscas na sede do Herrira, registaram-se alguns incidentes, com a Ertzaintza a disparar novamente balas de borracha...

 Carga brutal da Ertzaintza em Hernani [Ateak Ireki] Em Hernani (Gipuzkoa) também se registaram incidentes e uma carga «bastante violenta» da Ertzaintza - a habitual criada servil na CAB dos fascistas espanhóis -, segundo referiram testemunhas. Quando os detidos, depois de passarem mais de 13 horas na sede do Herrira, estavam a ser levados para as viaturas, a Ertzaintza carregou sobre familiares e amigos seus e simpatizantes do Herrira que se tinham juntado nas imediações, provocando vários feridos - entre eles, a senadora da Amaiur Amalur Mendizabal, que tentava dialogar e acalmar o ambiente e a quem os polícias abriram a cabeça (foi suturada com oito pontos).

 Indignação e solidariedade com o Herrira em Iruñea Também houve tensão em Leitza (Nafarroa), onde a Guarda Civil ameaçou identificar, um a um, as centenas de participantes na concentração de protesto. Mas depois «bazaram» [Vão-se embora, de vez!]. / Dados sobre as mobilizações em Gara  

Leitura: 
«8 apuntes ante la última redada», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
La represión es eficaz cuando va en el sentido del desarrollo histórico; es, en fin de cuentas, impotente cuando va contra el sentido del desarrollo histórico. El desarrollo histórico no es otra cosa más que el resultado concreto y dinámico de la lucha de clases y de los pueblos, nada más y nada menos. La conclusión es que no existe ninguna policía ni sistema represivo en el mundo por muy poderoso que sea que pueda parar a una masa popular en alza consciente de su deber histórico y que la clave absoluta reside en el pueblo, no en lo que haga o deje de hacer el sistema represivo y las fuerzas que lo sostienen.

O Colectivo de Refugiados Políticos Bascos apela ao compromisso popular

O Colectivo de Refugiados Políticos Bascos (EIPK) emitiu um comunicado, dirigido a Euskal Herria e à comunidade internacional, na sequência de acontecimentos recentes, como a detenção de Asier Guridi na Venezuela, a aceitação do mandado europeu emitido pela AN espanhola contra Jokin Aranalde, porta-voz do colectivo, e a extradição de Patxi Segurola, exemplos claros de que «voltámos a estar na mira da repressão».

No comunicado, o EIPK afirma que, em vez de se suspender as medidas de excepção contra o colectivo, a pressão internacional aumenta e a perseguição mantém-se, com mecanismos como o mandado europeu. No entanto, o EIPK sublinha que, por mais «poderosas» que sejam «as forças contrárias à paz e à liberdade», com capacidade para colocar entraves ao processo, essas forças «não serão capazes de o deter se a vontade e compromisso popular estiverem activas».

Manifesta a sua vontade de prosseguir a senda iniciada e pede o apoio das forças, agentes e cidadãos que «desejam a resolução e a paz», para que o processo não pare. «É a hora do povo», sublinha. / Ver: naiz.info / Comunicado do EIPK (cas / eus)

Análise dos resultados eleitorais em Portugal, por Bruno Carvalho

Partidos da Troika punidos
Bruno Carvalho, correspondente da Info7 Irratia em Portugal, analisou os resultados das eleições locais ou municipais que tiveram lugar este domingo em Portugal. Para Carvalho, «o grande perdedor» da noite eleitoral foi o Partido Social Democrata, do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, destacando o facto de o Partido Comunista Português ter melhorado os resultados alcançados nas eleições de há quatro anos. De acordo com o jornalista português, os partidos governantes e que defendem as medidas da Troika sofreram um duro golpe, enquanto a esquerda obteve resultados muito positivos. / Ouvir na Info7 Irratia

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Ofensiva contra o Herrira: 18 detidos numa operação da Guarda Civil

A Guarda Civil iniciou uma operação policial contra o Herrira, efectuando 18 detenções. Agentes da instituição armada entraram nas sedes do movimento popular de defesa dos direitos dos presos políticos bascos em Hernani, Bilbo, Gasteiz e Iruñea, que foram alvo de buscas desde as 10h00. A Audiência Nacional ordenou o fecho das suas sedes e o bloqueio das contas bancárias.

A operação foi decretada pelo tribunal de excepção espanhol e é dirigida pelo juiz Eloy Velasco, que acusa os detidos de «enaltecimento do terrorismo», «integração e «financiamento de grupo armado».  

O polvo: versão ministerial espanhola [repelente e antídoto necessários]
Numa nota, «O Ministério» afirma que o Herrira é «a organização próxima do grupo terrorista com maior capacidade de mobilização e activação social» e que, desde a sua criação, «assumiu, de forma integral e pública, os objectivos, a estrutura, funções, métodos e procedimentos de financiamento, iconografia e rede comunicativa que historicamente desempenhavam as Gestoras Pró-Amnistia/Askatasuna», o que, afirma-se na nota, «deixa em evidência que é a sua evolução organizativa».  

Dez detidos em Hernani
Em Hernani (Gipuzkoa), onde decorria uma reunião, foram detidos Nagore García, Manu Ugartemendia, Jon Garay, Sergio Labayen, Eneko Villegas, Roberto Noval, Ibon Meñika, José Antonio Fernández, Oscar Sánchez e Jesús Mari Aldunberri. Não estão incomunicáveis e um advogado de ofício assistiu às buscas efectuadas na sede.

Em Andoain (Gipuzkoa), agentes à paisana prenderam Ekain Zubizarreta, por volta das 10h30. Testemunhas referiram que a detenção ocorreu no bairro Etxeberrieta, quando Zubizarreta saiu de casa para pôr o lixo no caixote. Imanol Karrera foi detido no euskaltegi Zubiarte, em Uharte (Nafarroa); Amaia Esnal - julgada e absolvida no «caso Bateragune» - foi detida em Donostia; Eneko Ibarguren, em Azpeitia (Gipuzkoa); e Ane Zelaia em Gasteiz.

Beñat Zarrabeitia, Gorka González e Fran Balda completam a lista de detidos, de acordo com o Ministério espanhol do Interior.

Para além de entrar na sede em Hernani, a Guarda Civil entrou ainda nos espaços do Herrira em Bilbo (Arenal), Iruñea (Navarrería) e Gasteiz (Kutxa kalea). Em Bilbo, os militares enganaram-se, entrando na sede do EA (no andar de cima), cuja porta foi deitada abaixo com uma marreta.

Em todos os casos, foi organizado um amplo dispositivo militar, com veículos todo-o-terreno, furgonetas e dezenas de agentes. A Ertzaintza deu-lhes apoio; em Hernani, viveram-se momentos de tensão quando procederam à identificação de várias pessoas.

Centenas de pessoas juntaram-se frente a todas as sedes invadidas para apoiar o Herrira e os detidos, e protestar contra a operação. O deputado-geral de Gipuzkoa, Martin Garitano, e a presidente das Juntas Gerais deste território, Lohitzune Txarola, foram até Hernani, tal como o deputado da Amaiur Xabier Mikel Errekondo. Em Gasteiz, estiveram os deputados do EH Bildu.

De acordo com o Ministério espanhol do Interior, a autoridade judicial ordenou que cada um das sedes seja selada, bem como o fecho de 32 perfis do Twitter, 125 perfis do Facebook e 38 páginas na Internet, além do bloqueio das contas bancárias.

Mobilizações
Em protesto contra a operação foram convocadas diversas mobilizações: Baiona (19h00, frente ao consulado espanhol); Azpeitia (19h00); Bermeo (19h30; Taraskan); Gasteiz (19h30, Praça da Virgem Branca); Tafalla (19h30; concentração na praça); Donostia (19h30, no Boulevard). Hernani (20h00, Plaza Berria); Ondarroa (20h00; Alameda); Mungia (20h00; concentração frente à Câmara Municipal); Oiartzun (20h00; plazan); Iruñea (20h00, frente à sede do PP); Bilbo (20h00, Arriaga Plaza); Erromo (20h00); Zamudio (20h00); Zarautz (20h00; Musika plaza).

Para amanhã, foi convocada uma mobilização para o campus da UPB-EHU em Leioa, (11h30, Mikel Laboa Plaza) e outra para o campus de Gasteiz (12h00). / Ver: naiz.info / Ver também: Berria e ateakireki.com / Fotos: Novo ataque do fascismo espanhol: operação contra o Herrira (naiz.info / ekinklik.org / Berria) 

Buscas na sede do Herrira em Iruñea [Ateak Ireki]  
Operação policial contra o Herrira em Hernani [Ateak Ireki]  
Hemezortzi pertsona atxilotu dituzte Herrira-ren kontrako operazioan [Hamaika Telebista]  
Concentração popular em Hernani: «Lepoan hartu ta segi aurrera» (Info7) 

Borroka Garaia: «Perderéis»

Un pueblo puede estar sometido a innumerables humillaciones, sufrir todo tipo de ataques, llegar a creer que no hay salida. Pero la hay. No existe una sola goma que de tanto tensarla no acabe rompiéndose. Y en Euskal Herria cuando lo haga va a ser grande. Ese día llegará y os tendréis que enfrentar cara a cara con la sociedad vasca, y no lo olvidéis, contra su clase trabajadora. Y perderéis. (BorrokaGaraiaDa)

«Grave ataque a las libertades y los derechos humanos», editorial do naiz.info
Herrira es un organismo cuya función única y exclusiva es la defensa de los derechos humanos de las personas presas. Con este objetivo se presentó ante la opinión pública y esa es la labor que hasta el momento ha desarrollado, siempre a la luz pública. Con indudable éxito además, como demuestran las enormes manifestaciones celebradas en los dos últimos años en Bilbo y las innumerables movilizaciones convocadas a lo largo y ancho de este país.  

MobiLIPDUBzioa Durangon: euskal preso eta iheslariak herrira! Mobilização-lipdub realizada no dia 8 de Dezembro de 2012 em Durango (Bizkaia), a aquecer os motores para a grande manifestação de Bilbo, que seria uma tremenda expressão da sociedade basca a favor do repatriamento dos presos políticos, da defesa dos seus direitos e da resolução do conflito político. O Estado espanhol, bem como o francês, que um tem um Valls para o serviço, fez vista grossa e continuou a apostar na via que mais lhes interessa, a repressiva, sustentando-a, contudo, num discurso que se afasta cada vez mais da realidade basca. As patranhas do ministro sobre os bascos tornam-se cada vez mais insustentáveis - e já não só na Galiza ou na Catalunha: na própria Espanha! Herrira aurrera! Euskal preso eta iheslariak etxera!

A Guarda Civil prendeu Xabier Sagardoi, «Xapo», em Sorlada

A Guarda Civil prendeu Xabier Sagardoi, Xapo, ontem à tarde, em Sorlada, uma pequena localidade da região navarra de Lizarraldea. A detenção ocorre depois da publicação de uma carta em que o jovem de Barañain anunciava a sua intenção de «fazer uma vida o mais normal possível na rua». Econtrava-se escondido há cerca de dois meses, depois de ter sido condenado, juntamente com Luis Goñi, a seis anos de prisão pela sua militância política na Segi.

Desde então, tem vindo a ser criado um muro popular [herri harresia] em Iruñerria [Comarca de Pamplona] para os apoiar e defender, denunciando as condenações injustas que lhes foram impostas.

Para dia 5 de Outubro foi convocada uma manifestação em Iruñea. / Ver: Gara e lahaine.org  

Ver também: «O Sortu denuncia a detenção de Sagardoy e apela à participação "massiva" na mobilização de dia 5» (ateakireki.com)

domingo, 29 de setembro de 2013

Libre Eguna em Lekeitio: um muro de solidariedade contra os julgamentos políticos

Em nome dos arguidos nos processos 35/02 [herriko tabernas] e dos 40 jovens independentistas [Segi], Joseba Permach disse que é preciso passar a pressão do muro popular contra os julgamentos para o Estado.
Realizou-se este domingo, em Lekeitio (Bizkaia), o Libre Eguna, uma jornada de apoio aos 80 cidadãos bascos arguidos nos processos 35/02 e dos 40 jovens independentistas, cujos julgamentos começam em Outubro na AN espanhola, em Madrid.

A iniciativa teve uma grande adesão e, desde de manhã cedo, era possível ver por toda a localidade gente com T-shirts cor-de-laranja com a palavra «Libre». Um dos participantes foi o deputado-geral de Gipuzkoa, Martin Garitano.

Lançado o txupinazo, a jornada começou com uma kalejira guiada pelos palhaços Pirritx eta Porrotx, que também apresentaram o seu espectáculo. De manhã, houve ainda uma exibição de desportos rurais. Para a tarde, ficou o almoço popular, os bertsos e, já no final, os concertos com os Gatibu, Iheskide e Itziarren Semeak.
Ao meio-dia, realizou-se o acto político e junto ao porto de Lekeitio, a toda a volta, um cordão humano representou o muro popular. Seguindo o exemplo do muro popular organizado em Iruñerria para denunciar a situação de Luis Goñi e Xabier Sagardoi, também aqui uma pedra, símbolo da solidariedade e do compromisso contra os julgamentos políticos, passou de mão de mão.

Depois, Joseba Permach tomou a palavra em nome dos arguidos, tendo afirmado que é preciso passar a pressão do muro popular contra os julgamentos para o Estado. Disse ainda que, com estes processos políticos, o Estado espanhol quer mostrar uma posição de «força» e que os julgamentos são contra Euskal Herria. / Ver: naiz.info / Fotos: Libre Eguna, em Lekeitio

Libre Eguna Lekeition [Topatu] Mais fotos: boltxe.info

Akelarre contra a inquisição do século XXI e em defesa dos direitos civis e políticos

No âmbito das festas do San Fermin Txikito, na Alde Zaharra de Iruñea, realizou-se um Akelarre de protesto contra as penas impostas pelos tribunais espanhóis aos jovens independentistas Luis Goñi e Xabier Sagardoi. Akelarre realizado no âmbito das festas do San Fermin Txikito, em Iruñea, para protestar contra as penas de prisão a que foram condenados os jovens independentistas Luis Goñi e Xabier Sagardoi. No dia 5 de Outubro, haverá uma manifestação na capital navarra (a partir dos cinemas Golem, às 12h00).

Luis Goñi eta Xabier Sagardoi gazte independentisten espetxe zigorrak salatzeko egindako akelarrea San Fermin Txikiton. Urriak 5, Iruñean manifestazioa eguerdiko 12etan Golem-etatik egingo da. / Fonte: Ateak Ireki e boltxe.info

CM de Iruñea reprime festas do San Fermin Txikito e o povo responde com o protesto e mais festa

[Vídeo] «O presidente da Câmara manda a Polícia para o Auzogune e estraga as festas populares» (ateakireki.com)
A Polícia Municipal e espanhola apareceram no Auzogune este sábado, antes das sete da manhã, quando já não havia gente na tenda; houve algumas ameaças de cargas até que apareceu a comunicação social. Desmontaram o balcão e levaram toda a bebida, as câmaras frigoríficas e os geradores. Segundo consta, não foi efectuada qualquer detenção.

«Mobilização em defesa das festas populares e contra a repressão, em ambiente de festa» (ateakireki.com) Apesar dos obstáculos colocados, em Iruñea a festa continua, com um ambiente espectacular. Ontem à tarde, na sequência da intervenção policial, as ruas da Alde Zaharra encheram-se para mandar uma valente assobiadela ao presidente da Câmara, Enrique Maya (UPN), e para uma kalejira festiva «do bairro e para o bairro». Mesmo com os excessos «policiais» do autarca, ninguém se encolhe e a vontade de diversão é grande.  

«Protesto popular face à intervenção policial nos actos de San Fermin Txikito» (Gara)

Laura Villa [FARC-EP]: «Luchar por la vida, con alegría y dignidad»

[Entrevista do jornalista Dax Toscano à comandante das FARC-EP Laura Villa]
Hay acontecimientos en la vida de las personas que marcan profundamente a quien los vive. Esas vivencias son más importantes cuando, además, se las tiene junto a seres queridos y a personas que son excepcionales por su calidad humana, su modestia y, sobre todo, porque a través de su praxis, luchan por la consecución de un mundo más justo y más humano.
En La Habana conocí a una de esas personas, de las imprescindibles. Laura Villa, Comandante de las FARC-EP, ese ejército revolucionario de campesinos, obreros, estudiantes y pensadores al servicio de las causas del pueblo.
Con treinta años de edad, Laura combate ahora en La Habana, en otro escenario de lucha, por alcanzar la paz con justicia social para Colombia. (lahaine.org)  

«Comunicado ante el asesinato de un joven saharaui», de Askapena (askapena.org)
La vulneración de todo tipo de derechos (humanos, civiles y sociales) por parte del régimen alauí sigue siendo una constante en el Sáhara, un territorio que a día de hoy y después de casi cuatro décadas, continúa ilegalmente ocupado por Marruecos, contraviniendo toda normativa internacional.  

«Os EUA não aceitam um Irão insubmisso. Do derrubamento de Mossadegh à ofensiva contra a Síria», de Miguel URBANO RODRIGUES (ODiario.info)
Recordar os acontecimentos do Irão há 60 anos ajuda a compreender a atual estratégia dos EUA para o Médio Oriente. O discurso em que Obama anunciou que decidira bombardear a Síria inseriu-se numa política de dominação universal concebida no final da II Guerra Mundial.

sábado, 28 de setembro de 2013

Concentração em Caracas exige a libertação de Asier Guridi e Julián Conrado

Membros de organizações como PCV, JCV, Coordinadora «Que no calle el cantor», SURCO, Fundación Pakito Arriaran, BRISA, Marcha Patriótica, Movimiento Continental Bolivariano concentraram-se esta quarta-feira, 25, frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros em Caracas para pedir a libertação de Asier Guridi e Julián Conrado e o repatriamento de Ilich Ramírez.

As organizações referidas, bem como povo revolucionário em geral, exigiram ao Governo Bolivariano, referência para todos os povos do mundo que lutam pela justiça social, que liberte os companheiros Asier Guridi e Julián Conrado e que peça o repatriamento de Ilich Ramírez.

O cantor Julián Conrado encontra-se retido há mais de dois anos pelas autoridades venezuelanas, sem que tenham sido formuladas acusações contra ele.

Asier Guridi é um revolucionário basco que reside na Venezuela há dez anos, casado com uma venezuelana e pai de um menino de nacionalidade venezuelana, e foi detido pelo CSCPC no dia 20 de Setembro. Convém sublinhar que Asier é um perseguido político - pelos estados espanhol e francês -, e que foi preso quando levava o filho à escola, na sequência de um mandado da INTERPOL, órgão que responde aos interesses dos imperialismos.

Tanto Julián Conrado como Asier Guridi são perseguidos pelo seu compromisso com a construção de sociedades justas em que a autodeterminação social e política permita aos seus povos viver em paz e definir o seu próprio futuro. A pátria do companheiro Asier Guridi, Euskal Herria, é um país colonizado que luta pela independência há centenas de anos. Os estados espanhol e francês ocuparam o território basco de forma militar e eminentemente repressiva, limitando todos os direitos políticos, económicos e sociais de Euskal Herria.

O Estado espanhol, que criminaliza as expressões culturais e ilegaliza tanto periódicos como organizações políticas, recorre à tortura como forma de repressão contra os bascos de forma quotidiana. Também o Governo da Colômbia recorre à tortura do seu próprio povo, bem como aos «desaparecimentos».

Concentração em Caracas pela libertação de Guridi e Conrado Fonte: pakitoarriaran.org via askapena.org

Homenagens a Txiki, Otaegi e a todos os assassinados pelo fascismo

Ontem, realizaram-se várias homenagens e cerimónias evocativas a Txiki, Otaegi e aos três companheiros fuzilados no mesmo dia, bem como a todos os homens e mulheres que foram assassinados pelo fascismo espanhol, por defenderem a dignidade, a vida, a soberania e o socialismo.

Mais pequenos ou mais concorridos, houve actos em Bilbo, Derio, Gasteiz e Zarautz. Em Iparralde, as celebrações do Gudari Eguna centraram-se nas vítimas dos GAL; em Baiona Ttipia (bairro da capital de Lapurdi), recordou-se em especial os sequestros de Joxi e Joxean, a execução de Kattu, e homenageou-se Xabier López Peña, morto num hospital de Paris há alguns meses, e Popo Larre, desaparecido há 30 anos.

No cemitério de Zarautz (Gipuzkoa), realizou-se uma homenagem emotiva frente ao túmulo de Txiki, junto ao qual familiares de Jon Paredes colocaram flores. O acto terminou com os presentes a cantarem o «Eusko Gudariak».

Durante a homenagem, Martxelo Álvarez, representante da Ahaztuak 1936-1977, dirigiu-se aos ali reunidos numa alocução em que criticou a Lei da Memória Histórica, que, segundo ele, «tem curto alcance e deixa o essencial na gaveta», apoiando «a Lei da Amnistia, que torna impossível o julgamento de responsáveis do franquismo».

Álvarez sublinhou que «a impunidade do regime franquista está mais vigente que nunca» e que a Lei da Memória Histórica é «uma lei de ponto final».

Afirmou ainda que a associação a que pertence e que organizou a cerimónia de ontem continuará a lutar, pois a pressão dá os seus frutos, como o demonstra o facto de Txiki e Otaegi terem sido reconhecidos pelo Governo de Lakua, em 2012, como vítimas da violência de origem política entre 1960 e 1978.

Em declarações aos jornalistas, Kepa Paredes, irmão de Txiki, referiu que este reconhecimento constituiu «um avanço» e que espera que «mais gente possa beneficiar» da medida.  

Excerto da homenagem a Txiki em Zarautz [Urola Kosta Hitza] À tarde, em Derio (Bizkaia), realizou-se uma pequena homenagem junto ao muro do cemitério onde vários cidadãos bilbaínos foram assassinados pelo fascismo espanhol, que terminou com o «Eusko Gudariak». / Ver: boltxe.info

Em Donostia, «X-Men» entregam bandeirola pelo repatriamento dos presos políticos a Hugh Jackman

Quando desfilava pela passadeira vermelha do Kursaal, para ir receber o Prémio Donostia da 61.ª edição do Zinemaldia, o actor australiano Hugh Jackman recebeu a visita de uns peculiares e atrevidos «X-Men», que lhe deram uma bandeirola a favor do repatriamento dos presos políticos bascos, como se pode ver no vídeo realizado pela Ateak Ireki. Fonte: Ateak Ireki e ArabakoHerrira  

Ver também: «Noite glamorosa de solidariedade com os presos bascos em Donostia» (boltxe.info)

El Cabrero - «Piden tierra y se la niegan»

Voz da Andaluzia. Voz do povo, de los de abajo.

piden tierra y se la niegan / tierra para trabajar / hay otros que piden más / armas para hacer la guerra / y a esos sí que se la dan

un día me preguntaron / que adonde quería llegar / con mis cantes y mis letras / a decir tanta verdad / que la mentira se pierda

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Gudari Eguna 2013

Aos que deram tudo pela libertação da Pátria, pela independência, pelo socialismo, agur eta ohore! Porque foram, somos; porque somos, serão. A luta continua!

«27 de septiembre. Gudaris de ayer y de hoy. Agur eta Ohore!», de Koldo DURREIT (Pakito Arriaran Fundazioa) (pakitoarriaran.org)
Pese a todo, si algo ha demostrado el pueblo vasco a lo largo de su historia ha sido precisamente su voluntad de ser libre y soberano. Y si fue capaz de enfrentar el franquismo, de resistir a su heredera «democracia» en la etapa de la confrontación armada, también sabrá dotarse de las herramientas y energías necesarias para seguir haciéndolo en este nuevo escenario. Pocos pueblos pueden decir que su lucha viene de tan lejos y de coyunturas tan complicadas y la tradición rebelde e insumisa transmitida de generación en generación será capaz de traer de vuelta a casa a presos y refugiados para que se sumen a la lucha en esta nueva etapa y lograr de manera ya definitiva los sueños por los que dieron su vida los gudaris de ayer y de hoy, la independencia y el socialismo.  

«Gudari Eguna 2013: Memoria Historikoa», de Ernai (lahaine.org)
Garrantzitsua da, beraz, askapen borrokaren baitan memoria historikoa egokiro garatu eta zaintzeak duen premiaz jabetzea. Are eta gehiago iraganaren oroitza faltsu bat inposatu edota amnesia kolektibo orokor bat ezartzeko saiakera gogorrak etengabeak direnean. [...]
Atzo bezala gaur ere, behingoz aske bizi ahalko garen herri bat eraikitzeko borroka da geurea.  

«La noche de Euskal Herria», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Los y las que ya no están, nos marcan en el presente la dirección de la brújula que indica las verdaderas necesidades del proceso de liberación nacional y social además de un horizonte claro. Tanto ayer como hoy, no existen caminos de rosas sino que la lucha y el compromiso es el único camino.  

«Comunicado da ETA no âmbito do Gudari Eguna» [leitura resumida do Gara]
 
«ETA-ren agiria Euskal Herriari» [na íntegra]

Mais de mil pessoas manifestaram-se em Iruñea em defesa do emprego

Mais de mil pessoas manifestaram-se nas ruas de Iruñea para apoiar os trabalhadores e as trabalhadoras da Faurecia e da Golf Gorraiz que estão em greve por tempo indeterminado, exigindo às administrações das duas empresas a reintegração dos trabalhadores despedidos e condições de trabalho dignas. Fonte: LAB e ateakireki.com

Dois jovens grevistas de Bilbo condenados a 15 meses de cadeia
Os jovens bilbaínos Jon Telletxea e Urtzi Martínez foram condenados a um ano e três meses de cadeia, acusados de provocar «desordens públicas» durante a greve geral de 29 de Março de 2012. Aitor Fernandez, por seu lado, foi absolvido.

Recorde-se que o Ministério Público pedia 14 anos de prisão para cada um, acusando-os também dos crimes de atentado à autoridade e ofensas corporais a um ertzaina, factos que não foram dados como provados. (topatu.info)

Em comunicado, a plataforma Grebalariak Aske! expressou o seu «alívio» pelo facto de Aitor ter sido absolvido de todas as acusações e de as mais graves contra Urtzi e Jon não terem sido levadas em conta.

Para a plataforma solidária, «a sentença deita por terra a montagem policial» que denunciou desde o início. «Não obstante», prossegue o texto, a satisfação não é completa, na medida em que, como sempre defenderam, «a única sentença aceitável teria sido a absolvição de todos»; recordam também que Irantzu Yaldebere será julgada, num tribunal de menores.

Enquanto procedem a «uma avaliação mais profunda da sentença», insistem na exigência de absolvição para todos e reiteram a afirmação de que os jovens grevistas «foram usados como bodes expiatórios para a criminalização do protesto e da luta social». «Como tal, a nossa luta ainda não acabou», diz-se na conclusão do comunicado. (boltxe.info)

Os gendarmes prenderam Patxi Segurola em Autun para o extraditarem

Patxi Segurola (Usurbil, Gipuzkoa), cuja extradição fora solicitada pela AN espanhola, foi preso pela Polícia francesa no hotel onde estava confinado, na cidade de Autun (Borgonha).

Depois de um longo processo, o usurbildarra tinha esgotado em Julho todos os recursos para evitar a extradição, pelo que a sua detenção era esperada a qualquer momento. Depois de sair da prisão de Bois d'Arcy, a 15 de Fevereiro de 2011, a Justiça decretou o confinamento de Segurola à localidade de Autun, a 810 km de Euskal Herria.

Na verdade, devia ter sido libertado quando acabou de cumprir a pena, em Dezembro do ano anterior, mas tal não veio a acontecer, uma vez que a AN espanhola emitiu dois pedidos de extradição contra ele.

Recorde-se que, em 2000, os tribunais franceses tinham rejeitado a sua extradição, tendo por base os mesmos pedidos que agora foram considerados – emitidos na véspera da sua saída da cadeia. Inicialmente, os pedidos foram rejeitados pelo Tribunal de Versalhes. Depois, o Ministério Público recorreu e um outro tribunal acabou por dar-lhes provimento.

Enquanto os recursos eram estudados, Segurola esteve submetido a rigorosas medidas de controlo, não podendo abandonar a cidade e tendo de se apresentar duas vezes por dia na esquadra. / Arantxa MANTEROLA / Ver: naiz.info

Jornadas «1934-2013», homenagem em Euskal Herria à revolução operária de Outubro de 1934

De 5 a 19 de Outubro de 1934, as Astúrias protagonizaram a última revolução operária europeia. Uma experiência de soberania que, assente na revolução social, pôs em prática diversas formas de organizar a vida social e política. 79 anos depois, vários colectivos decidiram organizar umas jornadas evocativas e de homenagem, por forma a divulgar a memória daqueles factos em Euskal Herria, país onde a revolução teve grande repercussão.

Intituladas «1934-2013», as jornadas incluirão seis actividades, que terão como pilares a revolução, o internacionalismo, o antifascismo e a soberania. De 3 a 12 de Outubro, a memória desta revolução, a sua herança nas Astúrias de hoje, bem como a abordagem das resistências de outros povos, chegarão a Deustu (Bilbo), Otxandio (Bizkaia), Bergara (Gipuzkoa), Bilbo, Erandio (Bizkaia) e Gasteiz.

O principal responsável pela organização da iniciativa é a Ixuxú Asturies-Euskal Herria elkartea, projecto que tem por fito aproximar de Euskal Herria a realidade social e cultural asturiana. Para além da Ixuxú, participam ainda na organização a Gazte Asanblada de Otxandio, a Sare Antifaxista (na actividade de Erandio) e a Askapena (na actividade de Gasteiz). Colaboram com a iniciativa a Txapa Irratia, o Itzubaltzeta Gaztetxea, o Zirika Herri Gunea e a Taupaka elkartea.

Vídeos, conferências e concertos
As «1934-2013» terão o mesmo formato em todos os locais: conferências e exibição de vídeos à tarde; concertos de grupos asturianos e euskaldunes à noite. Também haverá sidra e gastronomia asturiana a preços populares.

Serão, em suma, encontros para evocar e homenagear uma revolução de grande importância para a memória colectiva do povo asturiano e para toda a esquerda internacionalista do mundo. Tudo isto, com um programa que procura ter uma componente lúdica, estreitar os laços entre culturas, criar pontes entre movimentos sociais dos dois países e continuar a aprofundar a máxima: «nem guerra entre os povos, nem paz entre classes». / Fonte: lahaine.org

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Estrasburgo condena França por prolongar a prisão preventiva de dois bascos

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou o Estado francês por prolongar de forma indevida o período de prisão preventiva dos cidadãos bascos Patxi Abad (Barakaldo, Bizkaia) e Mikel Almandoz (Burlata, Nafarroa). O tribunal considera que em ambos os casos foi violado o artigo da Convenção europeia que defende o direito a ser-se julgado em tempo razoável. É a sétima condenação do género ao Estado francês.

O Tribunal de Estrasburgo condenou o Estado francês a indemnizar os queixosos em 5000 euros e a pagar mais 2000 euros em taxas por prolongar de forma indevida a detenção preventiva de Patxi Abad e Mikel Almandoz. Ambos passaram quase seis anos na cadeia até serem julgados e condenados por um tribunal parisiense.

Patxi Abad foi detido a 4 de Dezembro de 2003 e passou quase seis anos em prisão preventiva, mais concretamente cinco anos, onze meses e 23 dias, tal como sublinha a sentença de Estrasburgo. Mikel Almandoz, detido cinco dias depois, foi julgado e condenado juntamente com Abad.

A sentença do tribunal parisiense que os julgou só foi divulgada a 26 de Novembro de 2009. Patxi Abad foi condenado a 10 anos de prisão, apesar de a procuradoria ter pedido 8, e Almandoz foi condenado a 12 anos.

Sétima condenação de Estrasburgo
A sentença baseia-se na violação do artigo 5 da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, no qual se reconhece o direito «a ser-se julgado em prazo razoável ou ser-se posto em liberdade». O tribunal apoia a resolução na sentença que decretou o ano passado relativamente a outros dois cidadãos bascos.

É a sétima condenação do género para o Estado francês. No dia 26 de Janeiro de 2012, o mesmo tribunal condenou Paris por demorar seis anos a julgar Ismael Berasategi, Lorentxa Guimon, Kandiko Sagarzazu, Iñaki Esparza e Inocente Soria. / Ver: naiz.info / Ver também: kazeta.info

Sentença sobre Mikel Almandoz Erbiti / Sentença sobre Patxi Abad Urkixo

27 de Setembro: Há 38 anos o estado fascista espanhol assassinou Txiki, Otaegi e mais três lutadores

[Amanhã, 27 de Setembro é o Gudari Eguna. Agur eta ohore, eusko gudariak!]

Faz 38 anos que o regime franquista espanhol se despediu da mesma forma que se tinha apresentado: assassinando lutadores antifascistas, anticapitalistas, que desejavam uma sociedade melhor, baseada noutros valores, de liberdade, igualdade, autodeterminação e socialismo. Os fuzilamentos do regime assassino de Franco não eram mais que a impotência do Estado perante a resistência dos povos e a sua luta por uma vida e um futuro digno, livre, independente e socialista.

É verdade que acabaram com as vidas de dois jovens bascos, para além das dos três antifascistas do FRAP, mas, quase quarenta anos volvidos, não acabaram com este povo, nem conseguiram fazer com que renuncie ao seu futuro independente, soberano e socialista. É essa a derrota do fascismo espanhol. É essa a vitória de Euskal Herria.

Nesse sentido, 38 anos depois daquele fatídico 27 de Setembro, pode dizer-se que quase toda Euskal Herria conhece Otaegi e Txiki. Já os seus verdugos têm de passar a vergonha de ser reclamados pela Justiça de outros países como torturadores, assassinos e fascistas.

38 anos depois, os sonhos de Txiki e Otaegi continuam muito vivos em Euskal Herria. / Boltxe Kolektiboa (boltxe.info)  

Ahaztuak 1936-1977: «38 aniversario de los últimos fusilados por el régimen franquista» (lahaine.org)
Ante el nuevo aniversario de los últimos fusilamientos perpetrados por el régimen franquista el 27 de Septiembre de 1975 contra los luchadores antifascistas Angel Otaegi y Jon Paredes , «Txiki» -militantes de la organización Euskadi Ta Askatasuna- y Xose Humberto Baena, Ramón García sanz y Jose Luis Sánchez Bravo -militantes del Frente Antifascista Revolucionario y Patriota- desde la asociación de victimas del golpe de estado, de la represión y del régimen franquista Ahaztuak 1936-1977 hemos convocado al igual que en años anteriores diferentes actos de memoria en diferentes puntos de Euskal Herria.