segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os familiares, testemunhas da tortura na visita aos encarcerados


Os familiares dos navarros encarcerados após a operação da Guarda Civil e da Polícia espanhola puderam ontem verificar as sequelas físicas e psicológicas que os maus tratos deixaram nos seus seres queridos, agora presos em Soto del Real. Apesar de os terem encontrado com força anímica, são visíveis os efeitos do período de incomunicação. Ibai Moreno contou ao Gara as ameaças e insultos recebidos por parte dos polícias que o detiveram em Madrid.

Oihana LLORENTE
VER: Gara

Novo e singular acto de solidariedade com o povo basco em Buenos Aires


Militantes de organizações sociais e políticas concentraram-se na sexta-feira passada junto ao tradicional Obelisco portenho para expressar a sua solidariedade ao Povo Basco e aos seus presos e presas.

Sob o sol intenso do Verão portenho e junto ao Obelisco, numerosas organizações acompanharam a convocatória efectuada pelos Euskal Herriaren Lagunak (Amigos do País Basco) cortando o trânsito nas avenidas Corrientes e 9 de Julio durante mais de duas horas, para exigir o respeito pelos direitos pelos direitos civis e políticos do povo basco.

Uma grande faixa que exigia a libertação d@s pres@s basc@s, a bandeira da Independentistak, inúmeras bandeirolas dos presoak e ikurriñas, uma outra grande faixa em que se lia «Askapena aurrera!» (Askapena em frente!), muitas fotografias de presos e presas bascos e a música basca nos altifalantes ambientaram o acto que se iniciou com a leitura da proclama «hoje mais que nunca, pela independência e o socialismo, solidariedade com o povo basco».

O comunicado, que informava acerca dos últimos acontecimentos em Euskal Herria, salientava que: «O cessar-fogo é também uma resposta inequívoca às exigências do Acordo de Gernika, um acordo firmado no passado mês de Setembro por organizações políticas, sindicais e sociais de Euskal Herria-País Vasco, no qual se pede a ambas partes a tomada de decisões e iniciativas para alcançar um cenário de paz e soluções democráticas que inclua o desejo de autodeterminação do Povo Basco. No entanto, a resposta repressiva do Estado espanhol não se fez esperar. Longe de desactivar as medidas de excepção (tortura, dispersão, isolamento, aplicação de facto da pena perpétua) às quais se sujeita as presas e os presos bascos, ou de anunciar a legalização do projecto político da esquerda independentista basca, o Governo espanhol continua a recusar o diálogo e responde ao cessar-fogo com novas detenções de militantes, fazendo ouvidos moucos não só ao Povo Basco, mas também ao apelo feito por mediadores internacionais, entre os quais se contam vários ex-mandatários e quatro prémios Nobel da Paz.»
Crónica completa: Resumen Latinoamericano via kaosenlared.net

Ume Gaiztuak - «Ttipi Ttapa»

Um clássico...

A Askapena ratifica o Acordo de Gernika
No âmbito da Assembleia Geral que a Askapena ontem realizou, a maioria dos activistas da organização internacionalista basca mostrou-se favorável à adesão formal ao Acordo de Gernika. Assim, entre os compromissos assumidos pela Askapena está o de dar a conhecer o Acordo a todos os grupos dos Euskal Herriaren Lagunak, para que divulguem a realidade basca e os movimentos impulsionados por agentes políticos, sociais e sindicais reunidos nesse acordo, com o propósito de alcançar um cenário de paz neste país.
Fonte: Gara

Ver também:
«Askapenako batzar orokorra» (askapena.org)
Assembleia Geral da Askapena

Internazionalismoa ez da delitua, Askapena aurrera! Unai, Walter eta Gabi askatu!
O internacionalismo não é um crime, Askapena em frente! Liberdade para Unai, Walter e Gabi!

Leituras


«La perversidad del "orden"», de Fermín GONGETA, sociólogo

«Que sepas que tenemos a tu hijo», de Carmelo SUÁREZ, do PCPE

«Manipular y criminalizar, estilo favorito de El País», de Luis OCAMPO, representante da Izquierda Castellana

«El 27 las calles llenas y las persianas cerradas», de Amparo LASHERAS, jornalista

Queixa contra a Polícia Municipal de Iruñea por incitar à ocultação de delitos


Gara, Iruñea * E.H.
A coligação IUN-Batzarre apresentou no sábado no Tribunal de Guarda uma queixa contra a Chefia da Polícia Municipal de Iruñea por incitar os agentes a ocultarem todos os maus tratos a pessoas detidas.
http://www.gara.net/paperezkoa/20110123/244644/es/Denuncia-contra-Policia-Municipal-Irunea-incitar-ocultar-delitos

Fonte: SareAntifaxista
Foto de arquivo

Sagardo Eguna em Hernani

Sagardo Eguna, abertura do txotx em Hernani. A bertso eskola, com Maialen Lujanbio à frente, foi quem inaugurou a temporada de sidra na localidade guipuscoana. (Gara / Juan Carlos Ruiz / Argazki Press).

sábado, 22 de janeiro de 2011

Tod@s somos Apurtu


De nuevo una razzia ha asolado las tierras vascas y se ha llevado a muchos ciudadan@s, que tan solo ejercían el derecho a actuar políticamente.

En esta ocasión, también se han llevado esposados y detenidos a personas, que al igual que los que firmamos este escrito se limitaban a ejercer el derecho de informar desde unos parámetros diferentes a los que dicta el gran capital y el españolismo.

Una vez más, ha quedado claro, que hoy día, la única violencia que se ejerce en Euskal Herria es la que protagonizan los estados francés y español. Este ataque ha sido un ataque doble, por una parte tratando de condicionar a la izquierda abertzale en su apuesta por la paz y por una salida al conflicto en claves democráticas, pero también es un ataque a la libertad de información y de opinión. Un ataque a la libertad de expresión, digna de cualquier estado, que no acepta otra cosa que no sea sus imposiciones y que no quiere oír la voz de los pueblos…en definitiva de los estados totalitarios.

Las personas que trabajan e informan desde Apurtu, no son “peligrosos terroristas”, ni colaboradores de nada, son lisa y llanamente, personas que hacen un trabajo denodado y grandioso, para que el pueblo pueda escuchar otras realidades, que no sean las que nos trasmiten los medios de comunicación del sistema.

Por eso, exigimos que sean puestos en libertad ya. Los queremos delante del ordenador, o tras la cámara, logrando informaciones y opiniones que trasmitirnos, porque nos interesa saber que dice todo el mundo, sobre todo, los oprimidos y los que jamás tiene voz en los medios convencionales.

Exigimos, que l@s detenidos sean puestos en libertad, que en esta tierra se pueda hacer política o hacer información en libertad. Todos los medios de contra información, abajo firmantes hoy somos Apurtu y pedimos al estado que cese en sus ataques a la libertad de expresión, política e individual.

Cualquier medio de contra información que se quiera adherir a este comunicado, hágalo saber en el correo electrónico de Boltxe, para agregarlo. boltxekolektiboa@gmail.com

En Euskal Herria, enero de 2011


Até agora, subscreveram o manifesto:

Boltxe Kolektiboa / LLibertat.cat / Sare Antifaxista / La Haine / Diario Liberdade / Kaosenlared / Infomiranda (Miranda de Ebro) / Infopunt.vlc (Valência) / Koska Irratia / En las calles (Múrcia) / Pintxogorria / Colectivo Pakito Arriaran (Venezuela) / Herrikolore Barakaldo / ASEH (Portugal) / UKBerri.net / Identidad Andaluza / Insurrectas y Punto / Burlataherria.org / Stolpkin.net / Secretaría de prensa y cultura.cnt / Garesko Azalan / Información y agitación.blogspot / Calpa.nuevaradio.org / La Plataforma / Altzoan.com / Anarchy television / Hitzondo.net (Altsasu) / Prensadefrente.org (Argentina) / O rugidoiro da Galiza / La Clase.Info / NODO50 / Galizalivre.org / aurreraathletic.foroactivo / poetasdelgradocero.blogspot.com (Honduras) / rufierta.aragonyenazion.info

Fonte: lahaine.org

Milhares de pessoas nas ruas de Iruñea exigem o fim da repressão

A marcha, que se iniciou no meio de intenso frio nos cinemas Golem às 17h40, era presidida por uma grande pancarta levada por signatários do Acordo de Gernika e na qual se afirmava em euskara «En el camino de la paz. Soluciones democráticas. No más detenciones» [Bake bidean, aterabide demokratikoak orain, atxiloketa gehiagorik ez!].

Atrás dela, uma outra levada pelos familiares dos detidos na operação de terça-feira, em que se lia «Aski da. Nunca más».
Os manifestantes exibiram reproduções da capa do Acordo de Gernika – «Bake bidean. Aterabide demokratikoen akordioa» –, exigiram a libertação dos detidos e denunciaram a prática da tortura.

«Atxilotuak askatu» e «Aquí se tortura como en la dictadura» foram duas das palavras de ordem mais ouvidas numa tarde em que os quatro detidos que ainda permaneciam incomunicáveis foram presentes a tribunal.
Ao deixarem de estar incomunicáveis, e após um primeiro contacto com a sua advogada, todos eles afirmaram ter sido torturados pela instituição militar.
Já ontem, os dois jovens que tinham estado incomunicáveis nas mãos da Guarda Civil e que foram presentes a tribunal, Iker Moreno e Xabier Beortegi, afirmaram ter sido submetidos a tortura.

Jovens ataviados com caixas representando câmaras de televisão fizeram uma paródia em defesa do Apurtu, que foi recebida com aplausos pelos manifestantes.
Aposta no processo
Em declarações anteriores à manifestação, a autarca de Hernani, Marian Beitialarrangoitia, lançou três mensagens: «quem acreditar que com esta atitude vai afastar a esquerda abertzale um só milímetro do caminho empreendido, está muito enganado; em segundo lugar, a esquerda abertzale, confrontada com mais repressão, responderá com mais processo democrático; e, em terceiro lugar, afirmamos que quem insistir numa atitude violenta irá ter Euskal Herria pela frente». A representante da esquerda abertzale denunciou também a forma como os detidos e os seus familiares foram tratados.

O secretário-geral do EA, Pello Urizar, afirmou que, «por mais tentativas que o Governo espanhol e o Estado espanhol façam para bloquear este processo, não o irão conseguir, porque os cidadãos bascos vão dinamizá-lo até que se torne uma realidade».

Da parte do Aralar, Patxi Zabaleta referiu que «o esforço que temos de fazer para a paz é o esforço que temos de fazer também para a normalização democrática, e a aplicação da lei antiterrorista, das jurisdições especiais e estas detenções deixam claro que falta muito para a normalização».

Oskar Matute disse que a Alternatiba está «a favor do caminho da paz e das soluções democráticas e, consequentemente, quer alçar a voz contra as operações políticas encobertas sob o manto das detenções e que não são mais que obstáculos evidentes no processo iniciado em Euskal Herria».
Fonte: Gara

«Milaka lagunek salatu dute Espainiaren jarrera, Iruñean» (Berria)
Milhares de pessoas protestaram contra a atitude de Espanha, em Iruñea

«Lotu borrokari! Faxismoari stop» (SareAntifaxista)
Junta-te à luta! Vamos parar o fascismo!
Isto é democracia!?
Democracia para Euskal Herria!

«"O saco", ameaças de violação e eléctrodos e pedido de ajuda»
Alguns dos tormentos relatados por Iñigo González, Gorka Zabala, Jon Patxi Arratibel e Gorka Mayo, os últimos quatro detidos pela Guarda Civil a serem presentes a tribunal, e que o Movimento pró-Amnistia deu a conhecer. Foram todos encarcerados, acusados de «integração em organização terrorista». Ver: Gara e Gara

Cuando la verdad está en la calle


«La manifestación en pro de los derechos de los presos vascos (8 de enero de 2011) era la manifestación de una ancha multitud de ciudadanos, estuviéramos o no en la masa que desfilaba». (Antonio Álvarez-Solís)

Desde hace algún tiempo yo estoy dándole vueltas a la cuestión de las diferencias que hay entre la realidad y la verdad, nociones que muchas veces, sobre todo en el habla popular, aparecen confundidas, como si fueran sinónimas, desapareciendo entonces la diferencia entre ellas, ignorándose en suma que en muchas ocasiones la realidad oculta o decididamente se usa para oponerse a la verdad: es cuando la realidad es mentira, por muy realidad que sea, pues es usada para fingir una verdad que precisamente se trata de ocultar. Lo cual claro está que no puede ponernos al lado de quienes menosprecian la realidad y nos invitan a situarnos al margen de ella y proponen que la poesía se produzca en un territorio fantástico, en el cual estaríamos -digámoslo así- más cerca de Dios, de la sabiduría y de la eternidad.

Muchos poetas han postulado habitar en lo que se llamó las «torres de marfil». La realidad sería sucia y vulgar y el ser humano debe parecerse, dentro de lo posible, a los ángeles, como modo de elevarse sobre la basura que es la vida e instalarse en el cielo de la belleza. Poetas tan diferentes como Edgar Allan Poe y Oscar Wilde («arte por el arte») fueron partidarios de esta instalación en las alturas o, al menos, en los márgenes de la vida vulgar. Recuérdese que para Poe una condición para escribir incluso un buen libro de viajes era no ir a los países «visitados» en él.

Y qué papel desempeña «la calle» a que me refiero en el título de este artículo en todo esto? La verdad es que lo que ocurre en la calle -la realidad de la calle- es que en ella se encuentran y se confrontan los datos con los que hay que contar para pensar sobre la verdad de las cosas, de los hechos y de las situaciones de nuestra vida y de nuestra historia, y que hay que tratar lo que ocurre en ella con la máxima atención y el máximo cuidado si de lo que tratamos es de acceder a la verdad que la realidad -como he dicho- tantas veces y de tantos modos nos oculta, manipulada y enmascarada por los medios de comunicación vinculados secreta o explícitamente al poder, para los que no hay más realidad ni más verdad que las que ellos deciden, de manera que lo que ellos no cuentan no alcanza ni siquiera el nivel de la mera existencia (lo que no aparece en ellos no existe); y, claro, mucho menos conduce a revelar alguna verdad sobre lo que sucede en el fondo de una sociedad. (Así es que hasta hechos tan multitudinarios y espontáneamente populares como la manifestación citada del 8 de enero en Bilbo en defensa de los presos políticos vascos -¡una gran realidad cargada de verdad!- pueden ser prácticamente ignorados o desvalorados dedicándoles una líneas o unos segundos en momentos o espacios irrelevantes y acompañados de pequeños comentarios malévolos).

La calle es un lugar en el que la vida se manifiesta de diferentes modos en nuestras ciudades, y ello puede llegar a ser tan importante como para que un político franquista exclamara enfáticamente que «la calle era suya» y que en ella se respiraba la alegría de la paz. Él se refería a la ocupación de la calle por su policía. Esa ocupación era una realidad evidente y la felicidad producida por esa ocupación era una infame mentira.

Miremos la calle de las grandes ciudades sin prejuicios ni ideas previas y veremos que ella es sobre todo un escaparate de la mentira. Ella presenta, iluminada, la mentira de una felicidad inexistente, y es preciso acudir, ya a los «barrios bajos», ya a las «alturas» infernales de sus «cerritos» o de sus «favelas», para respirar la realidad que no miente, la realidad que dice la verdad. Es entonces cuando las «sucias verdades» (en la expresión de Michael Parenti) muestran su faz atroz más allá de todos los maquillajes.
(Un departamento muy importante de los estudios de TV es, precisamente, el del maquillaje de las personas reales que van a ser presentadas. La gente es guapa y hasta si llora debe llorar bien y no de cualquier manera, poniendo la cara fea de la tristeza y no digamos de la desesperación, o sea, de la desolación de una realidad que entonces sí sería verdadera.

Un caso muy elocuente de lo que vengo diciendo es el de la actividad ocultadora de la realidad en Barcelona, cuyos munícipes tratan de hacer de esa ciudad un escaparate para turistas y gentes de negocios. No es que la pobreza esté prohibida, claro, sino que lo que está prohibido es que la pobreza sea visible.

Volviendo aquí a la realidad de nuestra Historia, podemos preguntarnos ahora cuál es la verdad que quedó clamorosamente proclamada en la calle durante la grandiosa manifestación del pasado 8 de enero en Bilbo. ¿Qué verdad -la verdad que trata de ocultarse por los medios de comunicación públicos- se manifestó entonces?
Sencillamente, la verdad de que no es la existencia de ETA, cuyo último comunicado he tenido ocasión de celebrar en estas mismas páginas, lo que pone hoy una barrera a la paz, sino la tozudez, la torpeza y el cerrilismo de los nacionalistas españoles, al no aceptar la verdad de la existencia que se trata justamente -injustamente- de ocultar: la verdad de un importante conflicto político de alcance social-popular, y la consiguiente gran fuerza espiritual de un espíritu vasco que mueve o es movido por una gran pasión independentista.

Asiste toda la razón a Antonio Álvarez-Solís cuando en su pequeño artículo que he citado en la cabecera de éste, concluye que en casos como el nuestro «la cárcel ya no es sólo un ámbito en el que se recluye a los penados, sino también las voces, las opiniones y las posibilidades morales y físicas de toda la ciudadanía. En este caso, de la ciudadanía vasca».

En otro lúcido artículo, el gran periodista mantiene -y nosotros participamos de su convicción- que vivimos un momento en el que serían necesarios grandes estadistas; pero la verdad -la sucia verdad- es que, hoy por hoy, la política se mueve en niveles casi reptilianos. Así ocurren las cosas, enredadas por la realidad de los grandes intereses, pero también de grandes mitos, como es, en este área nuestra, el del «patriotismo gran-español», una de nuestras grandes calamidades.

Así es que cuando la verdad de los pueblos es ignorada por los parlamentos y por los grandes medios, esa verdad sale a la calle; y cuando, así mismo, esa voz de la calle es ignorada, la verdad aparece en forma de cólera y deviene en violencia popular, como se está manifestando ya en varias ciudades de Europa y en Túnez.

Tampoco se puede conseguir la paz humillando a los pueblos. Un gran ejemplo de ello es la Segunda Guerra Mundial, cuyo origen fue justamente la humillación que se hizo al pueblo alemán en 1918 al obligarle a firmar el Tratado de Versalles poniéndolo prácticamente de rodillas. En ese momento nació el huevo de la serpiente del nazismo.

Aquella humillación explica que gran parte del pueblo alemán se pusiera a las órdenes de aquel «pintor de paredes» y lo apoyara fervorosamente en su catastrófica y perversa aventura. La relación entre el tratado de Versalles y la Segunda Guerra Mundial no es una mera ocurrencia mía, sino que quedó manifiesta en el hecho de que Hitler obligó a que la capitulación de Francia en 1940 fuera firmada en el mismo vagón en el que los alemanes se vieron obligados a firmar aquel tratado de 1918. (También hubiera podido nacer de aquella humillación -pero desgraciadamente no fue así- la revolución socialista alemana que postulaban tan grandes personalidades como Rosa Luxemburgo).

El Gobierno del PSOE tiene hoy una gran ocasión para cubrirse con la gloria de la paz, que es muy mala compañera de las mordazas y las humillaciones.


Alfonso SASTRE, dramaturgo
Fonte: Gara via kaosenlared.net

A Udalbiltza vai reclamar o reinício da sua actividade e os fundos confiscados


Ontem, o ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, fez questão de salientar que a absolvição da Udalbiltza «não tem influência» na eventual legalização da esquerda abertzale. No entanto, em 2003 a operação policial – agora desmontada pela própria Audiência Nacional – foi utilizada como elemento-chave para proceder às primeiras proibições de candidaturas eleitorais. Considerou-se como prova o facto de os detidos terem em sua posse documentos ou autocolantes do AuB.
R. S.
Ver: Gara

«Recuperar os 400 000 euros de Zuberoa e a actividade suspensa», de Ramón SOLA (Gara)
A sentença de quinta-feira passada irá encerrar o «caso Udalbiltza» se a Dignidad y Justicia não apresentar recurso, como parece. Então, existe a possibilidade de levantar a suspensão das actividades e pedir a devolução do dinheiro apreendido. Mas a sentença também devia ter efeitos de jurisprudência para casos posteriores. A defesa ajuda a responder à questão «e agora?».

Pongamos que hablo de Nafarroa


La represión, sinuosa, se ceba sobre Nafarroa, una vez más mientras se contraprograma a sí misma con la sentencia del caso Udalbiltza. La Audiencia Nacional española nos dice que no se deben perseguir ideas mientras lo hace a destajo. ¿Cuánta gente está ahora mismo entre rejas por sus ideas y su activismo político? ¿Cómo puede ser que este tribunal eche ahora por tierra su línea de actuación de los últimos años, mientras varias personas están incomunicadas tras ser arrestadas por sus opiniones y actividades políticas? La Audiencia Nacional, lejos de salvar su imagen o la del Estado español, nos ha recordado su nexo con el aparato represor y la visión de Euskal Herria del franquismo. No puede sorprendernos en el heredero del Tribunal de Orden Público de la dictadura.

En Euskal Herria, una sociedad madura y con un alto nivel de cultura democrática, esto lo sabían incluso aquellos que han mirado tantas veces, como ahora, al otro lado, esperando sacar tajada. La represión lo ha contaminado todo y su red de complicidades es sumamente reveladora. Cuando el pueblo vasco desbroza con decisión nuevos caminos, vuelve a desatarse la furia criminalizadora, por más que la Audiencia Nacional se haya desautorizado a sí misma otra vez. La intención vuelve a ser cerrar puertas, impedir un debate político democrático, evitar que la sociedad se haga dueña de sus propias decisiones.

No es casual el escenario elegido esta vez. ¿Por qué Nafarroa? La respuesta simple y clarificadora: porque es Nafarroa. Porque aquí está el nudo. Porque aquí quiere el nacionalismo español tumbar la estrategia de construcción de Euskal Herria, provocar una crisis entre la izquierda abertzale y Eusko Alkartasuna y dificultar el avance del proceso.

Por eso las detenciones se han cebado con personas comprometidas con las reflexiones y las iniciativas de la izquierda abertzale y algunos de ellos interlocutores de la izquierda abertzale en las reuniones con Eusko Alkartasuna y Aralar. Para quien quiera, basta sumar dos y dos.

Todo esto lo quiere hacer el Gobierno español mediante una estrategia que dice haber consensuado con la dirección del Partido Nacionalista Vasco. Por desgracia, nada en la actitud de los jeltzales invita a desconfiar de las afirmaciones de los gobernantes españoles. Hoy por hoy, el PNV está más cerca de La Moncloa que de Gernika y mucho más próximo a Rubalcaba que a las personas detenidas. La pregunta es si el PNV va a quedarse solo o va a contar con el apoyo de otros agentes, como Aralar, en esta feísima jugada.

Ni las bases sociales de Aralar ni muchos votantes del PNV ven con buenos ojos las maniobras para sabotear el avance hacia nuevos escenarios. La unidad de fuerzas progresistas y abertzales en Nafarroa tiene muchos enemigos, el primero, obviamente, el españolismo, pero hay quien aplaude esa unidad mientras intenta sabotearla con exigencias, amenazas o imposiciones.

El movimiento se demuestra andando, y es hora de poner freno a los partidismos y personalismos. Es el momento de perder el miedo y salir a la calle, sumar, multiplicar y decir no a quienes quienes restar y dividir.


Floren AOIZ, historiador
Fonte: Gara

Juan Pablo Diéguez não está livre, mas «em prisão domiciliária»


Juan Pablo Diéguez não foi posto em liberdade, mas foi-lhe concedida uma «licença para estar em casa sujeito a medidas restritivas», o que corresponde à aplicação do artigo 100.2, para assim poder receber as 28 sessões de radioterapia que lhe faltam no Hospital de Basurto, esclareceu ontem ao Gara a plataforma de cidadãos «SOS Juanpa», surgida em Santutxu (Bilbo) para reclamar a sua libertação, em virtude do seu grave estado de saúde. Diéguez sofre de cancro da próstata e apresenta um quadro clínico marcado por diversas complicações importantes.

Juanpa tem de usar pulseira electrónica, através da qual controlam todos os seus movimentos, e só pode abandonar o seu domicílio entre as 10h00 e as 13h00. Não pode participar em qualquer acto e deve apresentar-se todas as semanas na prisão de Basauri para assinar.

A plataforma de cidadãos sublinhou ontem que vai continuar a exigir a sua libertação e convidou as pessoas a participarem na assembleia aberta que convocaram para a próxima terça-feira na igreja do Karmelo, às 20h00, com o objectivo de potenciar a resposta popular.

Por outro lado, as mobilizações pelos direitos dos presos juntaram ontem 55 pessoas em Oñati, 15 em Usansolo, 126 em Lekeitio, 30 em Getaria, 21 em Mundaka, 25 em Azparrena, 35 em Elizondo, 30 em Antzuola, 40 em Ugao, 360 em Iruñea, 40 em Arbizu, 200 em Hernani, 40 em Berriozar, 460 em Gasteiz, 55 em Lezo, 18 em Bera, 50 em Amurrio, 103 em Zornotza, 105 em Donostia, 47 em Bergara, 60 em Urretxu, 215 em Zarautz, 234 em Errenteria, 52 em Lizartza e 25 em Zizur.
Fonte: Gara

Na foto de baixo: concentração em Alegia (Gipuzkoa) na quinta-feira passada. (Berria)

Não às detenções! Não à incomunicação! Não à tortura! Sim a uma solução democrática para o conflito. Liberdade para Pitu e Iker!!!

Canção da Korrika 17

Gose - «euskalakari»


Korrika 17: «Maitatu, ikasi, ari… euskalakari» (Ama, aprende, faz... euskalakari).
http://www.korrika.org/

Fonte: SareAntifaxista

Ver também, até para se perceber o neologismo euskalakari e a mensagem que se pretende transmitir:
«Korrika 2011: dez dias e dez noites pela língua basca» / «Korrika 17, mensagem»

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Grande Marlaska dá ordem de prisão a Miguel Ángel Llamas, deixa Oihana em paz e impõe fianças a Edurne e Koldo

Os quatro tinham sido detidos pela Polícia espanhola, acusados de fazer parte da «estrutura de propaganda da Askatasuna» e gerir a página apurtu.org.

Hoje foram presentes a tribunal - AN espanhola, entenda-se - em situação de incomunicáveis. Miguel Ángel Llamas, Pitu, recebeu ordem de prisão, Oihana Odria Montenegro saiu em liberdade, tendo de ir a tribunal assinar de duas em duas semanas; enquanto Edurne Sauzo Madariaga e Koldo García Llorens vão ter de pagar fianças no valor de 12 000 euros.

De acordo com o Movimento pró-Amnistia, nenhum deles fez qualquer depoimento policial ou judicial e todos afirmaram ter sido tratados de forma correcta, excepto na viagem para Madrid, quando foram ameaçados.

Hoje à tarde, serão presentes a tribunal dois dos detidos pela Guarda Civil, e amanhã os outros quatro.
Fonte: askatu.org

Prosseguem os ataques à liberdade de expressão! Liberdade incondicional para todos! Pitu kalera orain!
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Dois dos seis detidos pela Guarda Civil afirmam ter sido torturados
Entretanto, também já foram presentes a tribunal Iker Moreno e Xabier Beortegi, dois dos seis detidos pela Guarda Civil. Os outros quatro - Iñigo González, Gorka Zabala, Jon Patxi Arratibel e Gorka Mayo - continuam nos calabouços e só amanhã serão presentes a tribunal, uma vez esgotado o período de incomunicação.
Beortegi, tal como tinha acontecido com Oihana Odria, pôde seguir em liberdade; já Iker Moreno recebeu ordem de prisão. Ambos denunciaram ter sido torturados pela instituição militar.
Moreno e Beortegi afirmaram ter vivido um tormento nas mãos da Guarda Civil. Nos calabouços do tribunal especial, a advogada Jaione Karrera - que não os pôde assistir na presença do juiz por se encontrarem incomunicáveis -, encontrou Moreno completamente gelado só com um pull-over. Contou ao Gara que o jovem relatou «ter passado por inúmeros sessões do "saco", ter sido obrigado a permanecer em posturas forçadas até ficar extenuado e que sete agentes se puseram em cima dele enquanto mantinham atado e o asfixiavam com o saco».
Cá fora, a tensão vivida nos arredores da Audiência Nacional espanhola entre familiares dos detidos e a Polícia acabou por conduzir à detenção de Ibai Moreno, irmão de Iker e filho do representante da esquerda abertzale Txelui Moreno. Testemunhas disseram ao Gara que a detenção foi «muito violenta» e que a mãe do jovem foi agredida e atirada para o chão. O Jovem foi levado para uma esquadra madrilena acusada de «atentado à autoridade», embora as testemunhas oculares afirmem que tal não se tenha verificado. (Gara)

«La checa del PSOE», de Mikel ARIZALETA

Mariné Pueyo (esquerda abertzale): «Vamos recuperar para o povo a palavra e a decisão que vocês sequestraram» (Gara)

«O Financial Times indica que "Madrid não pode continuar a criminalizar milhares de bascos"» (Gara)
O jornal britânico Financial Times publica na sua edição impressa de hoje um artigo sobre o último cessar-fogo decretado pela ETA, no qual se mostra optimista e refere que, se «a ETA tem de abandonar a sua luta de uma vez por todas e de maneira verificável», Madrid, para além de dever «repatriar centenas de presos dispersos por toda a Espanha» [também há bastantes no Estado francês], «não pode continuar a criminalizar centenas de milhares de bascos que desejam a independência».

Jornalistas subscrevem manifesto pela liberdade de expressão e mostram-se preocupados com situação dos detidos

Um grupo de quarenta jornalistas navarros subscreveu um manifesto em que expressam o seu compromisso na defesa da liberdade de expressão e se mostram preocupados com a detenção de quatro pessoas por gerirem uma página de Internet.

No manifesto, lido em euskara e castelhano numa conferência de imprensa em Iruñea, os jornalistas afirmam que «estão profundamente alarmados» pelos facto de os detidos estarem incomunicáveis e perguntam «porque estão a ser privados, nestes cinco dias, de qualquer mecanismo de controlo que garanta a sua integridade física».

Para além disso, referem que na apurtu.org «apareciam denúncias de tortura e excessos policiais» e que a página «era crítica com a política penitenciária», o que «entra no âmbito da liberdade de expressão que, como jornalistas, estamos comprometidos a defender».

«O objectivo do Apurtu era o de informar, não o de ameaçar, e o seu fechamento, consequentemente, afecta todos aqueles que trabalham em meios de comunicação em Navarra», asseveram os signatários do manifesto, que está a receber novas adesões.

Como profissionais e como cidadãos, os jornalistas signatários do documento pedem «um cenário em que todos os direitos de todas as pessoas sejam respeitados, um cenário sem ataques a meios de comunicação, sem qualquer tipo de coacção, um cenário em que todos e todas possamos opinar e trabalhar em liberdade».

«E nesse cenário, pedimos um lugar também para projectos como o do Apurtu», conclui o manifesto.
Fonte: Gara

Vídeos em solidariedade com apurtu.org: familiares pedem a libertação d@s detid@s
Familiares dos detidos em Nafarroa dizem estar fartos de tanta repressão e salientam que os levaram por causa das suas ideias. Divulguemos o vídeo em solidariedade com o apurtu.org e todos os outros detidos.



Vídeo em euskara
http://eguzkibideoak.blip.tv/file/4657727/

Fonte: kaosenlared.net

Ver também: http://paisbasco.blogspot.com/2011/01/tods-somos-apurtu.html

Aurore Martin anuncia a sua candidatura às eleições cantonais em Atharratze-Sorholüze

Numa carta enviada a Le Journal du Pays Basque, Aurore Martin anuncia que será candidata às eleições cantonais que terão lugar no próximo mês de Março, no cantão de Atharratze-Sorholüze. A militante abertzale confirma assim a sua intenção de «dar continuidade ao seu trabalho político», e irá representar a coligação Euskal Herria Bai, de que fazem parte o Batasuna, o Eusko Alkartasuna e o Abertzaleen Batasuna.

Ver: Lejpb-EHko_kazeta

Carta de Aurore Martin a Le Journal du Pays Basque (fra)

Uma injustiça

Sentenças como a que absolve os processados da Udalbiltza costumam levar aqueles que gerem a repressão a fazer declarações do tipo «isto mostra que a justiça funciona» e «Espanha é um Estado garantista».

É preciso esclarecer que num Estado garantista, antes de se deter alguém sob uma acusação tão grave como a de «pertença a organização armada», há que ter um enorme cúmulo de provas individualizadas contra cada um dos detidos. No Estado espanhol, como voltou a ficar patente, basta que o governo de turno dê um impulso político para que a Polícia ponha em marcha a sua máquina acusadora e um juiz de instrução valide com a sua assinatura tudo o que sai do Ministério de Interior.

Num Estado, a Justiça funciona quando não é possível alguém estar indiciado durante oito anos sem que haja uma única prova que sustente as acusações. Porque não estamos a falar da existência ou não de uma impressão digital numa pistola, mas de um processo judicial com uma vintena de arguidos acusados de pertencer à ETA sem que exista qualquer relação pessoal entre eles e a ETA nem entre a associação a que pertencem e a ETA.

Com esta absolvição, não se fez justiça, pôs-se fim a uma injustiça que começou em 2003. Não é a mesma coisa.

Iñaki IRIONDO
Fonte: Gara

Ainda sobre a sentença relativa ao processo da Udalbiltza:
«Satisfacción en Euskal Herria tras la absolución de los electos de Udalbiltza», de Iñaki IRIONDO (Gara)

«Errugabetzat jo dituzte Udalbiltza eta auzipetuak» (Berria)
A Udalbiltza e os arguidos são considerados inocentes

«"Udalbiltza est un projet nationaliste mais pas terroriste" estime l'Audience nationale», de Giulano CAVATERRA (Lejpb-EHko_kazeta)

Urtarrilak 27 de Janeiro: greba orokorra / greve geral

Contra a reforma das pensões, greve geral em Euskal Herria!

Declarações de Igor Arroyo, responsável do LAB sindikatua em Nafarroa
Sobre a actual situação de desemprego em EH, ver: SareAntifaxista

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Absolvidos todos os cidadãos bascos julgados no processo da Udalbiltza

A Audiência Nacional espanhola afirma que «num Estado democrático ficam de fora do âmbito penal a acção política e as opiniões e manifestações ideológicas, sejam estas do agrado ou não, sejam maioritárias ou minoritárias, sejam partilhadas ou não» e absolve os cidadãos bascos que foram indiciados e julgados no âmbito do processo contra a Udalbiltza.

Sentença na íntegra (240kb) / Voto particular (12kb)

Ugarteburu, em nome de todos: «Que nunca mais se repitam casos de perseguição política»

Vídeo da conferência de imprensa (cas)

A Audiência Nacional absolveu Loren Arkotxa, Xabier Iragorri, Joseba Garmendia, Juan Carlos Alduntzin, Maribi Ugarteburu, Lander Etxebarria, Ibon Arbulu, Expe Iriarte, Eider Casanova, Imanol Esnaola, Larraitz Sanzberro, Karmele Urbistondo, Miren Josu Aranburu, Urko Irastorza, Miren Odriozola, Oskar Goñi, Txema Jurado, Jasone Astibia, Leire Idoiaga, Xabier Alegria e Miriam Campos, para os quais, na maioria dos casos, o magistrado do Ministério Público pedia dez anos de prisão.

A sentença contém um voto particular do magistrado Ramón Saéz Valcárcel, que se mostra de acordo com «todos os pronunciamentos» da sentença, excepto no que se refere aos custos do processo, que, em seu entender, devem ser imputados à acção popular exercida pela Dignidad y Justicia.

A sentença considera que a tese da acusação «se reduz» à coincidência ou adesão ideológica dos arguidos a «alguns dos objectivos políticos que os terroristas proclamam como justificação da sua conduta criminal, o que, por si só, não constitui qualquer crime» e «seria suficiente para decretar uma sentença absolutória».

Constituída no princípio de 1999, foi recebendo apoio, e em Setembro desse ano reuniu 1778 cargos eleitos no Palácio Euskalduna, em Bilbo. A 29 de Abril de 2003 o juiz Baltasar Garzón mandou encerrar as sedes da primeira instituição nacional de Euskal Herria e deter muitos dos que viriam a ser julgados na Audiência Nacional espanhola.
Notícia completa: Gara

Ver também:
«Udalbiltza, absolbitua» (Berria)

Avaliação do Boltxe Kolektiboa (boltxe.info)

Nota: Antes de mais, queremos expressar toda a nossa satisfação por esta decisão judicial absolutória. Na mal calibrada balança entre Bascos, Estado espanhol e seus coniventes, não se ir parar à choldra na sequência de um processo judicial é por si só uma felicidade, uma grande felicidade, e hoje é um dia feliz: os arguidos no processo da Udalbiltza foram absolvidos e seguem em liberdade. Aurrera UDALBILTZA!

Não podemos, contudo, deixar de expressar a nossa perplexidade perante certas afirmações contidas na sentença, que mais não fazem que constatar, como uma espécie de revelação iluminada, o que num Estado de Direito devia ser tomado como natural e óbvio, carecendo, por isso, de exposição. Em vez disso, a AN espanhola parece ter necessidade de justificar, em reiteradas sentenças, a afirmação de qualquer sustento ou avanço democrático. Bastante sintomático do estado de coisas no Reino de Espanha, nomeadamente quando lida com Bascos.

Seremos nós a cair no óbvio ao perguntar como é que estas pessoas vão ser ressarcidas, como é que o seu sofrimento de longos anos, de exposição mediática e calúnia, de encarceramento para alguns, serão compensados - sabendo que, no essencial, jamais haverá compensação possível.
Convém também lembrar que o pérfido pensamento dos juízes impunes que subjaz à horrenda decisão de 2003 não perdeu validade, como ainda pudemos testemunhar há poucos dias. O Estado espanhol continua a fazer reféns.

A esquerda abertzale promove a participação dos cidadãos na elaboração dos programas eleitorais


Numa conferência de imprensa que decorreu em Donostia, Aitor Bezares, representante nas Juntas de Araba, e Agurne Barruso, autarca de Bergara, salientaram que a iniciativa «Herri Programa 2011. Zure ahotsa, gure hitza» [Programa Eleitoral 2011. A tua voz, a nossa palavra] tem por objectivo fomentar o envolvimento dos cidadãos «na mudança que se avizinha», promovendo a participação de todos na criação dos programas eleitorais. Salientaram, assim, a necessidade de envolvimento por parte das pessoas de esquerda e independentistas, «terra a terra e bairro a bairro», de forma a «que a sua voz seja ouvida».

Ao referirem-se às linhas que devem orientar essa criação de programas, os representantes da esquerda abertzale afirmaram que apostam num «Herri Programa que sinta em cada terra os problemas gerados pela crise, que saboreie o processo democrático iniciado em Euskal Herria, que inspire ar fresco com a mudança real de políticos a nível municipal, que fale euskara, que se oiça com voz de mulher, que caminhe respeitando o meio ambiente, que se sente a falar com os mais velhos e que tenha música e letra dos mais jovens, escrito à mão, e que navegue e cresça na Internet».

Respondendo a questões colocadas pelos jornalistas, Bezares e Barruso referiram que a esquerda abertzale irá registar nas próximas semanas o seu novo partido e que, embora «isso não lhes agrade», vão cumprir a Lei de Partidos, pelo que julgam poder concorrer «em igualdade de condições».

Relativamente à Lei de Partidos, Bezares disse tratar-se de «um fato feito à medida da esquerda abertzale, com a intenção de a deixar fora da contenda eleitoral». Não obstante, afirmou que encaram as próximas eleições com «optimismo e esperança», porque pretendem «ir à liça com uma enorme ambição».
Fonte: Gara via kaosenlared.net

Na sequência da última operação policial: notícias, análises, artigos de opinião

Tasio (Gara)

«La delegada del Gobierno español en Nafarroa se niega a recibir a los firmantes del Acuerdo de Gernika»
Elma Saiz, delegada do Governo espanhol em Nafarroa, recusou-se a receber a delegação dos signatários do Acordo de Gernika que iam entregar-lhe um documento pedindo a libertação dos detidos e o levantamento da situação de incomunicação enquanto permanecerem detidos.

«Demasiadas casualidades para una única redada», de Ramón SOLA

«Sin perder el norte», de Oihana LLORENTE, jornalista

«El miedo a las urnas dispara la represión en el País Vasco», de Carlos TENA, jornalista

«En La Razón anuncian más palos», de Maite SOROA

«La hora de la libertad», de Antonio ALVAREZ-SOLÍS, jornalista