terça-feira, 15 de maio de 2018

Face às tentativas de despolitização, «amnistia porque são gudaris»

Ekainaren 2an Puertora Martxa / 2 de Junho, marcha à cadeia de Puerto

Apuntatzeko / para marcar: puertoramartxa@gmail.com

«Porque são gudaris, amnistia!» (eus. / cas.)
el Movimiento Pro Amnistía y Contra la Represión quiere reivindicar con orgullo la legitimidad de la lucha llevada cabo por lxs represaliadxs políticxs de Euskal Herria, y quiere reafirmar su compromiso con el cuidado de los retoños nacidos del mismo árbol que ellos y ellas.

Por eso, nuestro movimiento quiere dar noticia de la campaña que realizará a lo largo de los próximos meses bajo el lema 'Gudariak direlako, amnistia!' ('Porque son gudaris, ¡amnistía!'). Porque no nos avergonzamos de su militancia y porque estamos orgullosxs de lo que son, llenaremos las calles de Euskal Herria con la reivindicación de la amnistía.

Asimismo, por medio del presente comunicado queremos anunciar que el día 2 de junio realizaremos una marcha a la cárcel de Puerto III. El régimen de Puerto III es uno de los más duros de entre las cárceles del Estado español, y el 6 de marzo murió allí el preso político de Iruñea Xabi Rey como consecuencia de la política penitenciaria asesina. También en marzo, otros dos presos sociales murieron en esa cárcel. Además, allí se encuentran, entre otros presos políticos, Dani Pastor e Iñaki Bilbao. / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

Na Palestina, «há uma obstinada bandeira que se recusa a ser retirada»

A Nakba, a mudança da Embaixada dos EUA para Jerusalém e a resistência do povo palestiniano face à ocupação e repressão israelitas marcaram o acto público que reuniu centenas de pessoas em Lisboa.

Evocando a Nakba («catástrofe»), iniciada há 70 anos, que hoje se assinala e que persiste, Carlos Almeida disse: «Há 70 anos, a Palestina também estava a ferro e fogo. Até ao dia 15 de Maio de 1948, cerca de 400 mil pessoas já tinham sido expulsas das suas casas, expulsas das suas terras. Cerca de metade do total de refugiados palestinianos provocados pela Nakba já tinha sido lançada nos caminhos do exílio, da diáspora, da fuga perante o avanço da onda criminosa das milícias sionistas. Um caminho que foi pontuado por massacres» – e enumerou alguns deles.

O dirigente do MPPM explicou depois, com algum detalhe, episódios de saques a aldeias e vilas palestinianas, perpetrados em 1948 pelas milícias e brigadas sionistas do Exército israelita, cujos nomes listou e disse «gravados a ferro e fogo na memória do povo palestiniano».

Lembrando as responsabilidades imperialismo britânico – de quem «aprenderam bem a lição» –, afirmou que «esta campanha foi cuidadosamente planeada em nome de um objectivo: a limpeza étnica, a expulsão de toda a população palestiniana das terras, dos lugares onde sempre viveu».

Aludindo à falsidade do mito sionista da «terra sem povo», destacou: «Estes 70 anos são a história desta guerra de extermínio, são a história da resistência ao extermínio, ao genocídio, à barbárie, à aniquilação, à negação de que existe um povo e de que esse povo fala árabe e vive na Palestina há muitas gerações». (Abril)

«Que los acuerdos de paz no maten a Santrich»

[De Resumen Latinoamericano] Nos informan que la vida de Santrich pende de un hilo, y nos invade la bronca, la rabia, por saber de las injusticias que en nombre de la paz comete Santos y su principal socio, los Estados Unidos.

Una condena absurda recae sobre un hombre leal y revolucionario, que antepone la dignidad a su propia vida, superando cualquier tipo de individualismo, que tanto costaron a muchos procesos revolucionarios latinoamericanos. (resumenlatinoamericano.org)

Etsaiak - «Edonon galduta»

Tema que não necessita de apresentações, do álbum Bakearen guda (1997). A banda é de Lekeitio (Bizkaia).

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Jornadas pró-amnistia em Barcelona e Madrid com participação basca

Na Catalunha, as II Jornadas pró-Amnistia de Barcelona, organizadas pelo Moviment pro-Amnistia, decorreram nos dias 11 e 12 de Maio. Na sexta-feira, a iniciativa realizou-se no Casal de Joves Girapells, tendo contado com a participação do jornalista basco Boro LH, perseguido pela justiça espanhola, e dos Altsasu Gurasoak, os pais dos jovens de Altsasu, cujo julgamento decorreu recentemente da Audiência Nacional espanhola.

No dia seguinte, as actividades tiveram lugar na Kasa de la Muntanya, tendo contado com as intervenções de representantes do Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (País Basco), do Socorro Vermelho Internacional, da Plataforma pela Liberdade de Pablo Hasél e do próprio rapper catalão.  

Em Madrid, dia 26
No dia 26 de Maio, o Centro Social Okupado Juvenil (CSOJ) Atalaya, em Vallecas (Madrid), acolhe as VII Jornadas pela Amnistia. De Euskal Herria irão intervir Boro LH e o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão. Haverá ainda intervenções de membros do Socorro Vermelho (Madrid), do Moviment pro-Amnistia (Catalunha), de Pablo Hasél e de Pepe Balmón (ex-preso político).

Centenas mobilizam-se novamente em Bilbo pelas pensões públicas dignas

Centenas de reformados, pensionistas e viúvos voltaram a concentrar-se frente à Câmara Municipal de Bilbo, bem como noutros pontos da Bizkaia, de Euskal Herria e do Estado espanhol, para rejeitar os planos de privatização do sistema público de pensões e convidar as pessoas a participar na manifestação agendada para dia 26, às 18h, na capital biscainha, entre o Sagrado Coração e o Município. / Mais info: Ecuador Etxea

EUA mudam embaixada para Jerusalém e Israel massacra manifestantes em Gaza

A mudança da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém fica associada a um «Dia de Raiva» na Palestina. Na Faixa de Gaza cercada, os franco-atiradores israelitas massacram os manifestantes [52 assassinados e mais de 2000 feridos].

Sobre o culminar dos protestos pacíficos da Grande Marcha do Retorno, que se iniciaram a 30 de Março, o ministro israelita da Educação, Naftali Bennet, do partido de extrema-direita Lar Judaico, disse a uma rádio israelita que a vedação seria encarada como uma «Muralha de Ferro» e que quem se aproximasse dela seria tratado como um «terrorista», refere a PressTV.

A mesma fonte indica ainda que a Força Aérea israelita lançou panfletos sobre a Faixa de Gaza, ontem e hoje, para demover os manifestantes de se aproximarem da vedação, mas sem sucesso, já que estes, segundo refere a Al Jazeera, têm estado a tentar atravessá-la, «defendendo o seu direito ao regresso, ao retorno, aconteça o que acontecer».

Um membro do comité organizador da Grande Marcha do Retorno disse à Al Jazeera que, ao tentarem atravessar a vedação, «os palestinianos querem mandar a mensagem de que não se adaptaram nem se vão adaptar à condição de refugiados». (Abril)

«Maio 68, a não-revolução»

[De Manuel Augusto Araújo] Maio 68 é a não-revolução que marca o fim de uma época, inicia uma outra em que a ideia de revolução se fragmenta em lutas importantes para mudanças na evolução das sociedades, mas que deixam intocadas as suas fundações.

Maio 68 é o momento nuclear desse processo. Uma revolução sem programa político, uma revolução sem revolucionários que faz um sobre investimento no existencial.

Faz isso enquanto abre o caminho para processos ousados que introduzem novas formas de luta na longa luta das mulheres, na nova luta pelos direitos dos homossexuais e, de forma embrionária, nas lutas ecológicas. Abrirá o caminho para novas frentes, a interrupção voluntária da gravidez, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, etc.

Faz isso mas também um desinvestimento em identidades instituídas o que produz uma paisagem aleatória em que se interroga o significado do que é político. As frentes de luta abertas por Maio 68, que se assumem como fracturantes, mesmo quando centrais de uma alteração de atitude social, não são mudança social, nem estão realmente empenhadas em transformações sociais radicais. (Abril)

domingo, 13 de maio de 2018

«A 40 años de la II Semana pro-Amnistía»

[AA.VV. / artigo publicado em 2017] Durante aquellos días la violencia estatal se cebó con el pueblo vasco. Si bien los tres primeros días transcurrieron sin incidentes (con la realización de multitud de encierros y manifestaciones), a partir del día 12 mayo se desarrolló, en toda su brutalidad, la represión del Estado. Ese día se convocó una jornada de lucha que se tiñó de luto en Orereta cuando la Guardia Civil abrió fuego real contra la multitud, matando a Rafael Gómez Jauregui, de 72 años, e hiriendo de bala a otras siete personas, quedando dos de ellas en estado crítico.

El viernes 13, José Luis Cano Pérez, natural de Orereta, recibió un disparo en la nuca mientras estaba siendo golpeado en una calle de Iruñea por la Policía Armada. Iruñea estaba tomada militarmente y Navarra se hallaba inmersa en un paro generalizado. Incluso durante el funeral de Cano la Policía cargó contra la multitud. (Diario de Noticias)

Ver tb.: «Las movilizaciones Pro-amnistía de mayo de 1977 en una colección de imágenes históricas» (Euskal Memoria)

«12 de mayo de 1916. Irlanda»

[Últimas palavras de James Connolly; nota biográfica; ligações para textos] Creemos que el gobierno británico no tiene ningún derecho en Irlanda, que nunca tuvo ningún derecho en Irlanda y que nunca tendrá ningún derecho en Irlanda. Por ello, la existencia de irlandeses dispuestos a morir para afirmar esta verdad, en cualquier generación, e incluso aunque sean una respetable minoría, convierte a ese gobierno, para siempre, en un usurpador y un criminal contra el progreso de la humanidad. (BorrokaGaraiaDa)

«Os heróis e as notícias»

[De Jorge Seabra] Voam mísseis para dar mais democracia à Síria, porque o gás passou a ser a alma mater da propaganda, a chave da guerra, o medo aproveitado pelo «Ocidente» para justificar as piores agressões a países soberanos. Mas, nos nossos media, não há perguntas, não há interrogações, não há leis internacionais. Tudo pode ser violado em silêncio. Há um lápis azul de censura que paira no monolitismo da «narrativa». Ouvir um noticiário da rádio ou da TV é ouvir todos. Nenhum abalo na confiança na versão «oficial», fechando os olhos às suas debilidades, como se o passado fosse limpo. (Abril)

Um morto e perto de mil feridos em Gaza, antes «do que está para vir»

De acordo com Ministério da Saúde em Gaza, 973 palestinianos foram feridos pelas forças de ocupação israelitas, que reprimiram duramente os protestos da sétima semana consecutiva Grande Marcha do Retorno, iniciada a 30 de Março. O Ministério confirmou ainda a existência de uma vítima mortal da repressão israelita. Trata-se de Jabir Abu Mustafa, de 40 anos, segundo indica a agência Ma'an.

Solidariedade e protestos em Portugal
Segunda-feira em Lisboa, no Largo de Camões, e terça-feira no Porto, na Praça da Palestina – em ambos os casos às 18h –, vai haver actos de solidariedade com a Palestina, para assinalar os 70 anos da Nakba («catástrofe»), «condenar a política de colonização, limpeza étnica, ocupação e repressão» que é praticada por Israel contra o povo palestiniano há 70 anos; exigir a paz no Médio Oriente; denunciar o reconhecimento, pelos Estados Unidos, de Jerusalém como capital de Israel, bem como a transferência da sua embaixada para essa cidade. (Abril)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

20 mortos em acidentes laborais: LAB denuncia precariedade

No dia em que a maioria dos sindicatos bascos - LAB, ELA, ESK, STEILAS, EHNE e HIRU - se mobilizou em Orio para denunciar «as precárias condições laborais que matam os trabalhadores», na sequência da morte de um pescador da localidade guipuscoana nas águas da Cantábria, o LAB anunciou a morte de mais um trabalhador. São 20, desde o início do ano, no País Basco Sul.

Numa nota de imprensa, o sindicato informa que os trabalhadores da DHL, empresa para a qual o trabalhador hoje falecido laborava, se vão concentrar na segunda-feira, 14, de manhã e à tarde, frente às instalações da empresa, em Leioa (Bizkaia).

No texto, revela-se que o trabalhador, de 58 anos, faleceu num acidente quando seguia para o trabalho, hoje, às 5h30 da manhã. O LAB salienta a precariedade que está por trás deste e dos demais acidentes de trabalho.

«Em muitos casos, a localização dos locais de trabalho e os horários de entrada tornam impossível a utilização do transporte público», aumentando as possibilidades de ter um acidente «in itinere» ou «a caminho do trabalho», como agora ocorreu, denuncia a organização sindical.

O LAB informa ainda que o trabalhador estava a laborar para a DHL, que presta serviços à Unilever, através de uma empresa de trabalho temporário, a Randstad, e sublinha que tais condições de precariedade laboral propiciam más condições de vida e tornam difícil trabalhar de «uma forma segura e digna». / Ver: LAB e LAB

«Inperialismoaren zuriketa»

[De Asier Blas de Mendoza] Bestalde, gure egunerokotasunean Errusia zenbat dago presente? Zenbat produktu erosten diegu? Errusiar bankuek gure ekonomia kontrolatzen dute? Federazio eurasiarrak Munduko BPGren %2 baino ez du ordezkatzen, gutxi-asko dagokiona populazioagatik. Errusiar jaiak noiz diren badakigu? Akaso Halloween, Santa Claus eta Esker On Eguna errusiarrak dira? Errusiar militarrak ditugu ateetan? Orduan zergatik estigmatizatu nahi da Errusia? Hain zuzen ere, Leninek zehazten dituen bost ezaugarri horiek dituzten herrialdeei aurre egiten dielako, bere interes nazionalaren defentsan bai, baina aurre egiten die, besteak beste, inperialismoaren esanetara jarri nahi ez diren bere herrialde aliatuei lagunduz, gaur Siria. (argia.eus)

«O Massacre de Cassinga»

[De Carlos Lopes Pereira] A 4 de Maio de 1978, tropas especiais do regime racista sul-africano, helitransportadas e com o apoio da força aérea, atacaram o campo de refugiados namibianos em Cassinga, no Sul de Angola, a cerca de 250 quilómetros da fronteira com a Namíbia. Massacraram centenas de pessoas – houve pelo menos 600 mortos e 350 feridos graves –, mulheres, crianças e velhos indefesos, antes de se retirarem, forçadas pela chegada de forças internacionalistas cubanas, que lutavam ao lado do exército angolano. (avante.pt)

«Uma "Luz Obscura" chega às salas de cinema»

Luz Obscura (2017) apresenta-se na mesma linha de continuidade genealógica de Natureza Morta (2005) e 48 (2009), como se os três filmes procurassem tecer uma rede de malha progressivamente mais fina, destinada a captar uma realidade e toda uma vida que os arquivos oficiais do regime fascista, deposto pela Revolução de Abril, apenas ocasionalmente permitem vislumbrar.

Desde 2000 que Susana de Sousa Dias, como a própria afirma, tem centrado o seu trabalho sobre «as imagens produzidas pela ditadura portuguesa». A ideia para o filme Luz Obscura nasce do visionamento de «uma imagem que, no campo estrito da fotografia judiciária, não deveria existir». A imagem de cadastro policial de Albina Fernandes é, na verdade, única nos arquivos da polícia política. A prisioneira é retratada com os olhos fechados, tendo ao colo uma criança, o pequeno Rui, seu filho, o qual, numa das fotografias, chega a tapar-lhe parcialmente o rosto: tudo contra a mais elementar técnica de documentação policial.

«A vontade de saber mais sobre as pessoas que figuram nesta fotografia de cadastro» foi o ponto de partida para «encontrar o menino». Através de Rui a realizadora encontrou a irmã, Isabel, e Álvaro, o irmão mais velho. Estava perante os filhos mais velhos de Octávio Pato, um dos mais destacados dirigentes do Partido Comunista Português na luta contra a ditadura fascista e pela liberdade. (Abril)

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Milhares de estudantes nas ruas de Bilbo contra a sentença de «La Manada»

Milhares de estudantes de escolas e universidades, em greve, saíram das salas de aula, esta quinta-feira, e vieram para as ruas de Bilbo expressar o seu «profundo repúdio pela justiça patriarcal e machista» subjacente ao caso da sentença de «La Manada».

Os jovens, que exigiram a expulsão dos juízes responsáveis pela sentença, manifestaram-se também contra a corrupção do PP e os seus ataques aos direitos democráticos. E deixaram clara a sua solidariedade com a vítima da agressão de «La Manada». / Ver comunicado e mais fotos: Ecuador Etxea

«A desmesurada ajuda estado-unidense a Israel»

[De Khelil Bourrouj] Trump decidiu – e concretizou - grandes cortes na ajuda concedida a outros Estados. A excepção é Israel. O dinheiro dos contribuintes dos EUA financia o Estado sionista e a sua política de apartheid, arma as suas tropas de ocupação, financia a sua indústria de armamentos, financia a reconstrução dos edifícios e infra-estruturas que Israel destrói com dinheiro que vai parar a empresas israelitas. Enquanto no seu próprio país infra-estruturas básicas estão à beira do colapso, e se agudizam problemas sociais e ambientais. (odiario.info)

«Israel lançou novo ataque contra território sírio»

Caças israelitas lançaram esta madrugada o mais forte ataque dos últimos anos em território sírio. Mais de metade dos mísseis disparados terão sido interceptados, segundo o Ministério russo da Defesa.

Em comunicado, o Ministério russo afirma que 28 caças israelitas F-15 e F-16 estiveram envolvidos no ataque desta madrugada, tendo disparado cerca de 60 mísseis ar-terra contra várias posições em território sírio. As forças israelitas dispararam ainda dez mísseis terra-terra.

«Os sistemas de defesa anti-aérea síria abateram mais de metade dos mísseis, quando repeliam o ataque», refere a mesma fonte. (Abril)

Ken Zazpi - «Askatasun oihua»

«Grito de liberdade», para todos matarmos saudades. A banda é de Gernika (Bizkaia). Letra aqui.
Euskal Herriak askatasuna behar du!