quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A Etxerat não atribui qualquer credibilidade a notícias relacionadas com a sentença sobre a doutrina Parot

Na sequência das notícias ontem veiculadas por alguns meios de comunicação social [La Razón, ABC, Cadena Ser] «sobre a sentença de Estrasburgo acerca da doutrina 197/2006», a Etxerat emitiu uma nota na qual afirma que, neste momento, «não existe qualquer tipo de comunicação oficial que nos permita saber se a sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem é iminente ou próxima e, menos ainda, qual será o seu conteúdo».

A associação de familiares e amigos dos presos políticos bascos afirma ainda que as notícias vindas a público sobre a referida sentença «não merecem qualquer credibilidade, tendo em conta a linha editorial dos órgãos de comunicação que as divulgaram, sempre favoráveis à doutrina 197/2006, bem como a qualquer outra medida de excepção aplicada às presas e aos presos políticos bascos».

Mais ainda, a Etxerat afirma que «alguns destes meios de comunicação apoiaram claramente a vontade expressa pelo Governo do PP no sentido de fazer pressão para que a sentença fosse favorável» aos seus interesses. «Se tivéssemos de comentar estas notícias, diríamos apenas o seguinte: trata-se de uma campanha para pressionar Estrasburgo, com o alarme social que está a gerar, condicionando dessa forma a sentença do tribunal», diz-se na nota.

«Sem querer entrar em especulações e competências exclusivas ao Tribunal», a Etxerat diz estar à espera de «uma resolução positiva», na medida em que essa será a «única solução que respeita os direitos fundamentais das pessoas e, concretamente, o direito à liberdade». «O Tribunal de Estrasburgo já o disse e estamos confiantes que o voltará a fazer», conclui a nota. / Ver: etxerat.info (cas / eus)  

Notícias relacionadas: Berria e naiz.info

Borroka Garaia: «Los jefes de Galindo»

Que las siglas de los GAL salgan a relucir principalmente cuando se habla de terrorismo de estado responde a esa lógica. A querer separar lo que es indivisible. A querer contar un relato inconexo y parcial de lo que realmente es la guerra contra Euskal Herria. Que no es otra cosa que una misma estrategia de décadas realizada por los aparatos del estado (BorrokaGaraiaDa)  

«Giap, herói do Vietname e da humanidade», de Os Editores de ODiario.info
Na guerra o factor decisivo é e será sempre o homem; as massas populares são e continuarão a ser as forjadoras da história  

«Rechazamos la criminalización de la protesta social», de FARC-EP (lahaine.org)
Asistimos sin duda a la legalización de la criminalización de la protesta. Pues se observa a simple vista la decisión, por ejemplo, de encarcelar de manera sumaria, con penas de 3 a 5 años, a quienes, movidos por la indignación que genera la acumulada injusticia social, obstruyan vías, o hayan estado cerca de las protestas y los pasados paros.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Arratia: apagão contra a destruição do emprego e a desindustrialização a 30 de Outubro

A plataforma Arratian Lan eta Bizi! prepara um «grande apagão eléctrico» para dia 30 deste mês, para denunciar o processo de desindustrialização e de empobrecimento da comarca, perante a passividade da Deputação da Bizkaia e do Governo de Gasteiz. 

Em Bedia, um grupo de jovens, sindicalistas e de colectivos sociais, abordaram a dura realidade que atravessa a região biscainha de Arratia. «Não é diferente da que se vive noutras comarcas da Bizkaia ou de Euskal Herria, mas não é por isso que deixa de nos preocupar», precisaram. Neste momento, o problema fundamental é o da deslocalização da Incoesa.
Para os membros da Plataforma Arratian Lan eta Bizi! [viver e trabalhar em Arratia], a situação é de «empobrecimento progressivo e generalizado da população», o que se relaciona com os «interesses económicos do capital, que condenam as pessoas a condições de trabalho cada vez mais precárias e a um mercado laboral cada vez mais difícil e frágil».

Na radiografia que apresentaram da comarca, destacaram a questão do desemprego, que atinge mais de mil pessoas: «cerca de 340 em Igorre, 250 em Lemoa, 70 em Dima, 40 em Artea, 65 em Zeanuri e 78 em Bedia». De acordo com a plataforma, os números do desemprego «duplicaram desde 2009»; em relação ao mesmo período do ano passado, «aumentaram 20%».

«Estamos perante uma destruição de emprego sem precedentes. Não só estão a ocorrer inúmeros despedimentos individuais, que parecem passar despercebidos, como estamos viver um processo de desindustrialização silenciosa, de que são exemplo o encerramento da Incoesa e da Prefabricados Lemona, ou os despedimentos na Alfus FCC Ámbito».

Mobilizações
A Plataforma Arratian Lan eta Bizi! pediu a todas as pessoas que «defendam o tecido industrial» da região e que «respondam de forma conjunta» a uma situação que põe «em risco a sobrevivência da comarca».

Por isso, decidiram convocar uma «resposta directa» para 30 de Outubro, com a iniciativa «Argie amatau etorkizune izitako!». O objectivo é conseguir levar a cabo um grande apagão eléctrico, ao anoitecer, e, ao mesmo tempo, realizar mobilizações em todas as localidades da região. Para que a resposta seja o mais ampla e participativa possível, a plataforma convidou todos os habitantes de Arratia a participar na iniciativa, fazendo-lhes chegar todas as ideias que tiverem. / Juanjo BASTERRA / Ver: Gara

Movimento Juvenil de Iruñerria reúne-se em assembleia, contra a escravidão e a submissão aos mercados

Porque não estão dispostos «a aguentar um sistema que os condena à escravidão para toda a vida», nem a «viver de forma submissa sob os mandamentos daquilo a que se chama os mercados», o Iruñerriko Gazte Mugimendua [Movimento Juvenil da Comarca de Pamplona] convocou uma assembleia para dia 17, às 18h30, na Auzotegi Kultur Elkartea (bairro da Txantrea, em Iruñea). A ideia é reforçar a luta, articular forças e criar alternativas, para dar uma resposta à situação com que os jovens se deparam.

Excerto da nota emitida pelo movimento juvenil:  
Los oyes? / Son los sonidos de las peloteras de los txakurras del capital. Sí, esas que utilizan siempre contra nuestra, contra lxs de abajo, contra el pueblo. ¿Y por qué nos disparan? Para que nunca salgamos a la calle a reivindicar lo que es nuestro. Nuestro futuro, nuestros derechos, nuestra vida. Todo lo que nos han arrancado a golpe de reformas y porrazos. Mientras gastan millones de euros en material policial, cierran centros de salud, echan profesores a la calle, desahucian familias enteras de sus hogares, cierran fábricas, aplican reformas laborales, nos imponen la LOMCE, nos niegan cualquier posibilidad de trabajo, nos imposibilitan emanciparnos... Precariedad, explotación, exilio, miedo y represión... este es nuestro presente. / Ler a nota na íntegra [em castelhano ou euskara]: trikimailu.info

Paralisações do sector metalúrgico navarro em apoio aos trabalhadores da Faurecia

Numa nota, o LAB de Nafarroa afirma que o patronato de Nafarroa, «armado com a reforma laboral, continua a despedir e deteriorar as condições de trabalho de milhares de trabalhadores e trabalhadoras». Referindo-se ao caso da Faurecia-Orkoien, cujos trabalhadores estão em greve desde 19 de Setembro, «em luta pelos direitos laborais e pela defesa dos seus postos de trabalho», o LAB afirma que a sua luta é a luta de todos e que a defesa do emprego em cada uma das empresas depende do apoio de toda a classe trabalhadora. Por isso, o sector metalúrgico do LAB Nafarroa convocou paralisações de duas horas (4h00-6h00 / 12h00-14h00 / 14h00-16h00) para esta quinta-feira, 10.

DELEGAÇÃO DO LAB VISITA CENTRAL DE TRABALHADORES DE CUBA
Uma delegação do LAB, composta pela secretária-geral, Ainhoa Etxaide, e pelos secretários de Formação, Jagoba Zulueta, e de Relações Internacionais, Igor Urrutikoetxea, deslocou-se recentemente à Ilha, a convite da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), central sindical com mais de 3 milhões de filiados e uma das mais importantes da América Latina e Caraíbas.

Com esta visita, o sindicato abertzale procurou conhecer em primeira mão o momento actual em Cuba, onde se discute o anteprojecto do novo Código do Trabalho, bem como explorar possibilidades de colaboração com a Escola Lázaro Peña ao nível da formação. O LAB manteve reuniões bilaterais com diversos representantes da central sindical cubana, foi informado sobre o seu próximo congresso, que terá lugar no início de 2014, e divulgou a situação política, económica, social e sindical de Euskal Herria. Visitou ainda o periódico Trabajadores e uma cooperativa. / Ver: LAB

Fundación Pakito Arriaran: «SOLIDARIDAD REVOLUCIONARIA... ASÍ CON MAYÚSCULAS»

El juez fascista español Baltasar Garzón acaba de prologar un libro bajo el título «Venezuela Estado delincuente». Garzón, al igual que otros jueces españoles, conoce bien el significado de la palabra «delincuente» ya que durante muchos años esa ha sido y es su verdadera profesión.
[...] Así que es de suponer que al juez Garzón para escribir el prólogo de ese libro le bastó con asomarse a la ventana de su despacho. Hoy, esos mismos jueces, esos que nos consideran un «estado delincuente» quieren que nuestro gobierno les entregue a un militante revolucionario vasco para poderlo torturar y encarcelar junto a centenares de presos políticos vascos que llenan las cárceles de exterminio españolas. (pakitoarriaran.org)

Su Ta Gar - «Gau iluna amaitu da»

[«Acabou a noite escura»; Hitzak / Letra]

«Mari» [Hitzak / Letra; «Libre / Izateko haiz jaioa»!]
Temas da mítica banda de Eibar (Gipuzkoa), gravados ao vivo em Durango (Bizkaia) a 26/12/2008, no âmbito da tournée comemorativa do seu 20.º aniversário. Da gravação resultaria o duplo CD Su Ta Gar 20 urte (2009). [Gora Euskal Herria askatuta!]

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

EH Bildu propõe debate para evitar a aplicação da reforma educativa espanhola [Lei Wert]

O EH Bildu apresentou uma iniciativa na Câmara de Gasteiz na qual solicita a realização de uma sessão exclusivamente dedicada à Ley Orgánica para la Mejora de la Calidad Educativa (LOMCE), também designada Lei Wert, para debater «as medidas que devem ser postas em prática para evitar a sua aplicação» na Comunidade Autónoma Basca.

Numa conferência em Gasteiz, Juanjo Agirrezabala, Belén Arrondo e Rebeka Ubera defenderam a necessidade de debater e definir as bases para fazer frente à «imposição de Madrid», pois «não responde à realidade do sistema educativo basco, nem às suas necessidades para continuar a melhorar».

Manifestaram o seu apoio à manifestação do próximo dia 12 em Bilbo, convocada pela maioria dos agentes educativos bascos para repudiar a LOMCE e reivindicar um novo sistema educativo próprio e público.

Depois de recordar que a coligação abertzale defende a posição dos agentes educativos de rejeição da LOMCE, o EH Bildu instou o Departamento da Educação a debater no Parlamento «as medidas que devem ser postas em prática para evitar a sua aplicação. Se todos dissermos não, será não. É isto que queremos debater», referiram. / Ver: naiz.info

IKASLE ABERTZALEAK em luta contra a Lei Wert
Na quinta-feira, 10, o Governo espanhol vai aprovar a reforma educativa. Por esse motivo, a organização estudantil Ikasle Abertzaleak convocou para todos os centros de ensino um «Dia de Ira» contra a LOMCE e fez um apelo à participação na manifestação nacional que terá lugar este sábado em Bilbo (17h00, Coração de Jesus). / Ver: topatu.info e ikasle-abertzaleak

Ver aqui artigo de opinião de deputadas do EH Bildu e da Amaiur em Iruñea, Gasteiz e Madrid contra a LOMCE.

Sindicatos protestam contra a mordaça frente à Delegação do Governo espanhol em Iruñea

Os sindicatos ELA, LAB, CGT, STEE-EILAS, HIRU, EHNE e ESK convocaram para amanhã, em Iruñea [Pamplona], uma vaia popular de protesto contra as proibições da delegada pepera Carmen Alba. A acção, que terá lugar às 19h00 na Praça Merindades, diz respeito aos vetos impostos a quatro concentrações de apoio ao Herrira na sexta-feira passada.

Na sexta-feira realizaram-se dezenas de mobilizações nos locais de trabalho e nas ruas de Nafarroa, convocadas pelos sindicatos ELA, LAB, ESK, CGT, STEE, EHNE e HIRU, para reivindicar a defesa dos direitos das pessoas presas e a resolução do conflito. Quatro das convocatórias foram vetadas, e as concentrações não se puderam realizar com normalidade, depois de o Tribunal Superior de Justiça de Navarra ter indeferido o recurso interposto pelos sindicatos contra a proibição da Delegação do Governo espanhol no herrialde.

Dá-se o caso - bizarro - de que apenas quatro das 400 concentrações sindicais convocadas foram proibidas, considerando a delegada que não tinham carácter de urgência e que podiam constituir um crime de «enaltecimento do terrorismo». Na Praça do Município de Iruñea, a Polícia Nacional dispersou as dezenas de pessoas que ali se juntaram.
Em Tafalla, a Guarda Civil identificou «com maus modos» dezanove pessoas, informaram os sindicatos, que denunciaram «a atitude neofranquista da delegada do Governo do PP em Navarra», Carmen Alba. Em função disto, os sindicatos convocantes decidiram organizar uma vaia popular contra as proibições e em defesa da liberdade de expressão (terça-feira, 19h00, frente à Delegação do Governo). / Ver: ateakireki.com

Kilometroak: milhares de pessoas foram a Tolosa levar o euskara «à boca»

Milhares de pessoas foram ontem até Tolosa participar na edição deste ano da Kilometroak (festa das ikastolas de Gipuzkoa), organizada pela Laskorain Ikastola com o lema «Ahora!» [para a boca! - o euskara tem de passar dos livros, das gramáticas, da cabeça, do coração para a boca]. A edição de 2014 será em Orio.

A jornada festiva começou às 9h00 com a recepção aos representantes institucionais e políticos - que decorreu no novo edifício da ikastola Laskorain -, após a qual os presentes se dirigiram para o Parque Zabalarreta, onde teve lugar a sessão de abertura.

Às 9h30, Emeterio Zaldibia, director da Laskorain durante quase dezasseis anos, cortou a fita, num acto espectacular a nível artístico e no qual tomaram a palavra diversos representantes institucionais e educativos.

Estiveram presentes diversas figuras políticas. Ibai Iriarte (Bildu), autarca da antiga capital de Gipuzkoa, felicitou os organizadores e todos os que trabalharam um ano inteiro para se construir a festa de ontem. Ainda assim, recordou que à festa se junta a reivindicação, pois «ainda existem nuvens negras» como a Lei Wert, a zonificação em Nafarroa ou os «ataques» às ikastolas em Iparralde.

No arranque da jornada, a organização fez questão de homenagear o já referido Emeterio Zaldibia; no final da homenagem, os actuais responsáveis da Laskorain passaram o testemunho que receberam há um ano a representantes da Orioko Herri Ikastola, que serão os anfitriões da próxima edição da Kilometroak.

Com o tempo a ajudar, ao longo do dia milhares de pessoas acorreram a Tolosa, participando nas múltiplas actividades propostas ao longo do percurso de sete quilómetros e assistindo aos muitos concertos programados. / Fontes: naiz.info e agências / Fotos: Kilometroak Tolosan (naiz.info, Berria, kilometroak)

8 de Outubro: Dia do Guerrilheiro Heróico

No âmbito das comemorações do Dia do Guerrilheiro Heróico, amanhã, 8 de Outubro, a Coordinadora Simón Bolívar convida-o a participar num acto político-cultural, em homenagem a Che Guevara.

Documentário: Che: un hombre nuevo, de Tristán Bauer O acto terá lugar às 18h00, na Praça Che Guevara, frente à Rádio «Al Son del 23», na Parroquia 23 de Enero, sector La Cañada, na Casa del Encuentro Comunitario Freddy Parra. / Mais informação: pakitoarriaran.org

domingo, 6 de outubro de 2013

Aprovado em Donostia o esboço da Carta dos Direitos Sociais, com aposta na mobilização

Uma ampla representação de agentes sindicais e sociais provenientes de toda Euskal Herria juntou-se ontem de manhã em Donostia, no Campus de Ibaeta da UPB-EHU, para participar na III Assembleia da Carta de Direitos Sociais de Euskal Herria. Ali, foi aprovada a primeira versão de um documento que reúne uma lista de princípios, direitos e reivindicações que visam garantir que «todas as pessoas que aqui vivem possam aceder a condições de vida dignas, através do reconhecimento e do exercício dos direitos sociais básicos».

De acordo com Iñaki Moreno e Ana Pérez, que foram os porta-vozes do grupo promotor que preparou o esboço ao longo do Verão, «as coisas podem e devem fazer-se de outra maneira. É necessária uma mudança nas prioridades da acção política e institucional, para que as pessoas e os seus interesses prevaleçam sobre os interesses do mercado, e o trabalho prevaleça sobre o capital».

Agora, o objectivo é fazer chegar o documento ao maior número de sectores possível e realizar um debate bastante participativo - uma fase que terminará a 14 de Dezembro, com a realização da IV Assembleia. Então, far-se-á um balanço de todo o processo levado a efeito nas comarcas e terras, e será traçado o caminho com vista à sua conclusão, que deve ocorrer, provavelmente, em Março de 2014.

A assembleia de ontem em Donostia realçou a importância da mobilização. «Sem mobilização social não é possível mudar as políticas», disseram Iñaki Moreno e Ana Pérez. Por isso, é necessário apostar na mobilização durante todo o processo de debate. / Ver: Gara / Ver também: boltxe.info

Mais informação: «Carta dos Direitos Sociais de Euskal Herria: Porquê? Para quê?» 

[Vídeos] O que é o Herrira? Porque prenderam os seus membros?

Para lá das mentiras oficiais-ministeriais espanholas e da intoxicação mediática  
Grande manifestação em Bilbo: gota a gota, somos um mar Em apoio ao Herrira e em defesa dos direitos dos presos e dos refugiados políticos bascos / Vídeos de Ateak Ireki

«Baltasar Garzón en Argentina»: iniciativa popular para desmascarar um repressor

Nos últimos dias, despertaram grande interesse em diversos meios de comunicação as acções de protesto levadas a cabo por várias organizações populares do país solidárias com a luta do povo basco e do povo catalão e pessoas a título individual, que conhecem em profundidade a trajectória do antigo magistrado espanhol Baltasar Garzón Real.

Todos nós somos militantes políticos há muitos anos, e pertencemos a um vasto grupo de gente que teve sempre em comum o compromisso com as causas dos oprimidos, na Argentina ou em qualquer parte do mundo.

Muitos de nós sofreram a repressão, a tortura, o exílio ou a perda de seres queridos nos períodos mais terríveis do nosso país, e passámos por tribunais de excepção como os que Garzón soube dirigir. Por isso mesmo, a coerência com a nossa história leva-nos a interpelar publicamente as pessoas que na Argentina tentam esquecer o passado repressivo de Garzón em função de novas conjunturas.

Não vamos replicar ou voltar a explicar o que andamos a explicar há anos; demos mais um passo para o esclarecimento de uma figura que enganou tantos compatriotas. Emitimos esta nota com o objectivo de dar conhecimento da existência de uma página ou fonte de dados, que designámos como «Garzón en Argentina».

Trata-se de um repositório de documentos judiciais, bancários, administrativos e artigos de imprensa que se revelam como elementos de prova daquilo que há anos denunciamos: desde torturas a detidos políticos bascos, catalães ou de outras nacionalidades do Estado espanhol - ou a cidadãos cujo único crime era a sua origem árabe - até ao seu total apoio à direita regional na Venezuela ou na Colômbia. / Ler mais em lahaine.org

Ángel Guerra Cabrera: «La CIA y la guerra (no tan) secreta contra Venezuela»

Keiderlin no es la mansa paloma que están mostrando las pantallas de la mafia mediática. De eso nada. La damita es una oficial hecha y derecha de la CIA, cuyas poco diplomáticas actividades durante su paso por la Sección de Intereses de Estados Unidos (SINA) en La Habana quedaron al desnudo en el testimonio de Raúl Capote (La Jornada via lahaine.org)  

«Joseba Macías, entre los remolinos de tu corazón», de Maité CAMPILLO (boltxe.info)
Joseba, realmente disfrutaba haciendo la mejor radio del momento. Una radio sin ataduras de ningún tipo, porque, era radio Egin, la radio que cerró Garzón junto al diario del mismo nombre. [Notas sobre o falecimento de J. Macías em Cubainformación e naiz.info]

«Nota personal por Álvaro Cunhal», de Isabel MONAL (lahaine.org)
Pero cuando Álvaro Cunhal se me hizo presente en aquella nueva dimensión con la Revolución de los Claveles, lo hizo también en su proyección de internacionalista, de hombre íntimamente hermanado con todas las causas justas de la humanidad y de los oprimidos. Y en aquel momento brilló, junto a las otras figuras revolucionarias de Abril, como anticolonialista y consecuentemente antiimperialista.  

«Crise estrutural», de Jorge CADIMA (ODiario.info)
Um recente relatório do colosso financeiro J.P. Morgan queixa-se dos «profundos problemas políticos» que entravam os «processos de ajustamento» na zona Euro. Exemplifica os «entraves» dizendo que «os sistemas políticos da periferia [...] oferecem protecção constitucional aos direitos laborais [...e] o direito a protestar se forem feitas alterações indesejáveis ao status quo político». Saudoso das constituições fascistas, o grande capital financeiro acha que o direito de protestar deve ser varrido, para poder destruir tranquilamente os direitos laborais.

sábado, 5 de outubro de 2013

Uma maré de apoio ao Herrira e aos direitos dos presos inunda as ruas de Bilbo

Dezenas de milhares de pessoas [65 mil, de acordo com o Gara] responderam ao apelo de mais de meia centena de agentes sociais, sindicais e políticos para se denunciar a operação policial contra o Herrira e defender o trabalho deste movimento em defesa dos direitos dos presos políticos bascos.

Uma grande ovação precedeu os primeiros passos da faixa da cabeça, com o lema «Tantaz tanta, euskal preso eta iheslarien eskubideen alde» [Gota a gota, em defesa dos direitos dos presos e dos refugiados bascos], numa manifestação que juntou dezenas de milhares de pessoas para apoiar o Herrira e a defesa dos direitos dos presos e refugiados.

Entre outros, levaram a faixa o surfista Axi Muniain, o cineasta Juanba Berasategi, os escritores Eider Rodríguez, Irati Jiménez e Lutxo Egia; os músicos Joseba Tapia, Inés Osinaga, Mikel Eseverri, Txerra Bolinaga, Pello Reparaz e Enrique Villarreal, El Drogas; a escaladora Irati Anda; o pelotari Oier Zearra; os actores Eneko Sagardoi e Itziar Ituño; a futebolista Eva Ferreira; o cantor Peio Ospital; os bertsolaris Julio Soto e Miren Amuriza; e o professor Jean-Pierre Massias.

Na mobilização, em que, como se tinha pedido, predominou a cor azul, não quiseram faltar os 18 membros do Herrira detidos na segunda-feira e libertados entre quinta e sexta-feira. Todos foram muitos acarinhados pelos presentes.

Também estiveram presentes Martin Garitano, deputado-geral de Gipuzkoa; Amaia Izko e Pernando Barrena, representantes do Sortu; Pello Urizar, secretário-geral do EA; Patxi Zabaleta, coordenador-geral do Aralar; Oskar Matute, porta-voz do Alternatiba; e representantes do EB-Berdeak, como José Navas e Javier Madrazo, entre outros.

Uma grande mobilização 
 Durante a manifestação, que encheu a Rua Autonomia, ouviram-se palavras de ordem como «Herrira aurrera», «Euskal presoak etxera» ou «Presoak kalera, amnistia osoa». Para se fazer uma ideia da grandeza da manifestação, quando a cabeça chegou às escadarias da Câmara Municipal, às 18h34, ainda havia gente junto à Rua Ávila, a poucos metros de La Casilla, o ponto de partida da mobilização.

Os bertsos de Arkaitz Estiballes e a actuação de Mikel Urdangarin e Rafa Rueda deram início ao acto final, em que tomaram a palavra o actor Carlos Olalla e a locutora da Infozazpi Irratia Maite Bidarte.

Entre outras coisas, disseram que foi a «indignação» face a uma nova «agressão» que trouxe para as ruas da capital biscainha dezenas de milhares de pessoas e que «esta revolta» é «produtiva», pois, em vez de provocar medo, dá ainda mais força à defesa dos direitos dos presos.

Afirmaram de forma veemente que a detenção dos membros do Herrira constitui uma agressão a todos os que defendem os direitos dos presos políticos bascos, e que as acusações formuladas contra eles e a suspensão das actividades do Herrira são «uma enorme atrocidade».

«A persistência na violação desses direitos e na perseguição de quem os defende levou-nos a uma situação que é um desafio para o nosso povo. Um desafio para Euskal Herria», disseram, antes de avisarem que não têm «nenhuma intenção de passar a vida a denunciar operações e a repetir as mesmas exigências».

Nesse sentido, anunciaram novos passos e compromissos, que darão a conhecer nas próximas semanas. «A determinação é clara e firme: não parar até trazer para casa os presos e os refugiados. E quem convocou esta mobilização pode dizer que vai marcar novas metas neste esforço colectivo», concluíram Olalla e Bidarte. / Ver: naiz.info e Berria 

FOTOS: Manifestação em defesa do Herrira e dos direitos dos presos e refugiados (naiz.info / Berria / ekinklik) / VÍDEO: Grande manifestação de apoio ao Herrira em Bilbau (naiz.info)  

Manifestação nacional em Bilbo [Raphael Tsavkko Garcia] Mais vídeos: boltxe.info e ateakireki.com

Cinco presos bascos estão em greve de fome há quatro dias na cadeia francesa de Fleury

De acordo com uma nota divulgada pela Etxerat, os presos políticos bascos Javier Arruabarrena, Asier Bengoa, Joanes Larretxea, Igor Suberbiola e Gorka Azpitarte, que se encontram no Sector D1 da prisão francesa de Fleury (Paris), iniciaram uma greve de fome no dia 1 de Outubro, em protesto contra as condições de vida no cárcere.

Os cinco presos estão num sector de «vigilância especial», no qual, afirma a Etxerat, as condições de vida «pioraram bastante durante este Verão: mudanças frequentes e muito agressivas de cela, revistas corporais completas, objectos que possuem remexidos, etc.».

Na última vez que os mudaram de cela, os presos políticos bascos solicitaram uma reunião aos responsáveis da cadeia, na qual lhes foi dito «que havia ordens de "cima" e que nada iria mudar».

Confrontados com esta situação, realizaram várias acções de protesto e, no dia 16 de Setembro, voltaram a reunir-se com os responsáveis da cadeia, sem resultados. Assim, vendo que a situação se iria manter nos mesmos termos, no dia 1 decidiram dar início a uma greve de forme por tempo indeterminado.

A Etxerat afirma que, enquanto «se criminaliza o trabalho de defesa dos direitos dos nossos familiares e amigos, tal como denunciámos em diversas ocasiões, as condições de vida nas prisões agravam-se bastante».
Por isso, a associação defende que é preciso «continuar a trabalhar até conseguir que os seus direitos sejam respeitados», apesar das tentativas de criminalização deste trabalho, «como foi possível observar nos últimos dias». / Ver: etxerat.info (cas / eus)

Documentário: «El derecho de vivir en paz» [Víctor Jara]

Documentário da jornalista Carmen Luz Parot sobre a vida do músico e folclorista chileno Víctor Jara, militante das Juventudes Comunistas do Chile, que foi detido na Universidade Técnica e assassinado em Setembro de 1973 pela ditadura militar fascista de Augusto Pinochet no antigo Estádio Chile – hoje Estádio Víctor Jara.
[Ano: 2012 / Duração: 1:41:24] / Fonte: askapena.org

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Milhares de pessoas protestam nas ruas e nos locais de trabalho contra o assalto ao Herrira

Ao meio-dia, milhares de pessoas juntaram-se frente aos locais de trabalho, nas ruas e praças, frente às Câmaras Municipais e também junto às escolas, para protestar contra a operação levada a cabo pela Guarda Civil, na passada segunda-feira, contra o Herrira. A acção de protesto, que decorreu entre as 12h00 e as 12h30, foi convocada anteontem pela maioria dos sindicatos bascos.

O protesto chegou também à Câmara de Gasteiz: os 21 deputados do EH Bildu saíram do plenário e foram até à concentração que fora convocada para a Praça da Virgem Branca. De um modo geral, nos quatro territórios do Sul a adesão às mobilizações convocadas pelos sindicatos foi grande; em Nafarroa, foram proibidas quatro concentrações e em Iruñea houve intervenção da Polícia espanhola.

Os responsáveis máximos do ELA e do LAB, Adolfo Muñoz e Ainhoa Etxaide, estiveram em Bilbo, na concentração que se realizou nas escadarias da Câmara Municipal, com o lema «Euskal presoen eskubideen eta konponbidearen alde» [Em defesa dos direitos dos direitos dos presos bascos e da resolução]. Dezenas de pessoas participaram no acto, exibindo cartazes em que se lia «Herrira aurrera» [Herrira avante!] e «Denok gara Herrira» [Somos todos Herrira].

Em declarações à comunicação social, Etxaide afirmou que estão «contentes» pelo facto de os detidos terem sido postos em liberdade, circunstância que, no seu entender, «torna ainda mais injustificável» a operação contra o movimento popular. «A operação tinha um objectivo claro: dizer "aqui estamos e não vamos renunciar à repressão"», disse.

Recordou que estes 18 imputados «se vêm juntar a uma extensa lista de imputados em julgamentos políticos; o Estado, em vez de construir a paz, continua a aumentar a sua lista de ilegalizações e de violações de direitos». Por isso, fez um apelo à construção de «Euskal Herria a partir de Euskal Herria».

Para o secretário-geral do ELA, Adolfo Muñoz, a operação policial contra o Herrira violou dois direitos fundamentais: os direitos humanos dos presos e o direito de associação. «O Estado espanhol não é democrático», disse Muñoz, e, com esta atitude, voltou a demonstrá-lo mais uma vez. «O Governo sabe que controla o poder judicial para fazer coisas como as que fez», denunciou.

O Estado espanhol enfrenta «múltiplos problemas» e, por isso, quer «alterar» a agenda mediática com operações como a desta segunda-feira, utilizando «descaradamente» os direitos dos presos para tal.

Amanhã, todos a Bilbo
Os sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE, HIRU, CGT e CNT pediram à sociedade que venha para as ruas e participe na manifestação convocada contra a operação policial, porque assim «o Estado há-de ser derrotado no seu propósito de impedir aquilo que deve ser a solução para este país». / Ver: Berria e naiz.info / Fotos: Mobilizações de apoio ao Herrira (Berria / naiz.info / boltxe.info)  

EM IRUÑEA, a Polícia espanhola dispersou a concentração 
Em Nafarroa, centenas de pessoas responderam à convocatória dos sindicatos e vieram para as ruas apoiar o Herrira e os presos; em Iruñea, a Polícia dispersou a concentração A Alba - delegada pepera em Nafarroa - proibiu quatro das 400 mobilizações convocadas pelos sindicatos bascos para hoje em Nafarroa. Assim, centenas de pessoas participaram, por todo o território, nas acções de protesto contra o assalto ao Herrira. Mas naquelas quatro localidades «não podia ser», teimou a dita cuja. Na capital, apesar de tudo, houve algum ajuntamento, e a Polícia ainda teve tempo para mostrar os seus dotes. Os sindicatos protestaram contra a mordaça e anunciaram uma nova acção para a próxima terça-feira. / Mais informação: ateakireki.com  

Grande manifestação em Iruñea ao final da tarde
Ao fim do dia, centenas e centenas de pessoas manifestaram-se nas ruas da capital navarra em apoio ao Herrira. Agentes políticos, sociais e sindicais afirmaram que vão prosseguir com o trabalho de defesa dos direitos dos presos políticos. (Vídeo: ateakireki.com) / Dados sobre as mobilizações ao longo do dia no Gara  

[Vídeo] «Se o PP pensa que a defesa dos direitos dos presos vai ser esquecida, engana-se» (Sortu Euskal Herria)  

Leitura: «Gota a gota», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
El sábado en Bilbo, gota a gota seguiremos haciendo que suba ese caudal de la marea de la solidaridad hasta que finalmente con el viento nos transformemos en una ola que arrase con todo lo que impide que en este pueblo se pueda vivir en libertad.

Comunicado conjunto dos Euskal Herriaren Lagunak / Amigos do País Basco

Face à operação levada a cabo pelo Estado espanhol contra o colectivo de defesa dos direitos das presas e dos presos políticos Herrira, a rede de comités de solidariedade com Euskal Herria, Euskal Herriaren Lagunak, manifesta o seu mais profundo repúdio e exige a imediata libertação dos dezoito detidos, bem como a devolução de todos os bens apreendidos à organização referida.

Com esta brutal acção policial, o Estado espanhol quer cortar pela raiz o trabalho de um movimento popular que alcançou grande aceitação, conseguindo mobilizar a população em torno de um problema que urge resolver: a violação dos direitos dos presos e refugiados bascos. O Estado espanhol sabe perfeitamente que esta luta é essencial para uma resolução justa e democrática do conflito e, precisamente por isso, não tem qualquer interesse em deixá-la avançar.

Queremos também expressar a nossa mais profunda solidariedade aos detidos, seus familiares e à organização Herrira, com cuja colaboração pudemos contar, em diversas ocasiões, nas actividades que organizámos nas nossas respectivas cidades para dar a conhecer a situação das presas e dos presos políticos bascos.

Gora Herrira!
Gora Euskal Herria askatuta!  
Euskal Herriaren Lagunak / Amigos do País Basco

Centenas de pessoas manifestam-se em Iruñea contra os cortes e a corrupção

Por ocasião do debate sobre o estado da Comunidade foral, centenas de pessoas manifestaram-se nas ruas da capital navarra, respondendo dessa forma à convocatória dos sindicatos LAB, ELA, ESK, STEE-EILAS, CGT e CNT e de vários agentes sociais. Aos numerosos trabalhadores do sector público, juntaram-se pensionistas e pessoas no desemprego. Os representantes sindicais pediram a demissão do Governo de Barcina, acusando-o de «corrupto e anti-social», e sublinharam a necessidade de construir uma alternativa popular, a Carta dos Direitos Sociais de Euskal Herria.

A manifestação deu a volta ao Parlamento e terminou junto à igreja de San Lorenzo, onde os trabalhadores despedidos da Faurecia estão encerrados há nove dias, em luta pelos seus postos de trabalho; os manifestantes expressaram a sua solidariedade aos trabalhadores. / LAB Sindikatua e ateakireki.com

Obrint Pas - «Borrokalari kalera» [em Senpere]

Ao vivo na Herri Urrats [a festa das ikastolas do Norte] do ano passado.

 Su Ta Gar - «Borrokalari kalera» [ao vivo] [Hitzak / Letra] Euskal preso eta iheslariak etxera!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Assalto ao Herrira: liberdade para 14 detidos e pagamento de fiança para 4

Um juiz decretou a libertação de catorze dos dezoito detidos na operação de assalto da Guarda Civil ao Herrira que hoje foram presentes ao tribunal de excepção espanhol. Os outros quatro terão de pagar uma fiança de 20 000 euros para escapar à prisão. O juiz ordenou ainda a suspensão de actividades do Herrira e o encerramento das suas sedes e contas.

O juiz decretou a libertação de catorze dos dezoito membros do movimento Herrira sequestrados na segunda-feira, em Euskal Herria, pelas forças de ocupação espanholas, com a colaboração das forças de repressão locais, e que hoje foram presentes ao tribunal especial espanhol.

Trata-se de Sergio Labayen, Eneko Villegas, Roberto Noval, Oscar Sánchez, Beñat Zarrabeitia, Ekain Zubizarreta, Eneko Ibarguren, Amaia Esnal, Imanol Karrera e Fran Balda (que depuseram de manhã); e de Ane Zelaia, Ibon Meñika, José Antonio Fernández e Gorka González, que foram presentes a tribunal à tarde.

Jon Garai, Nagore García, Jesus Mari Aldunberri e Manu Ugartemendia foram levados para a prisão de Soto del Real e terão de pagar uma fiança de 20 000 euros para sair.

O magistrado mantém as acusações de «integração», «enaltecimento» e «financiamento», e impôs-lhes a proibição de abandonar o Estado espanhol, bem como a obrigatoriedade de se apresentarem quinzenalmente às autoridades e a proibição de participarem em actos que impliquem o «control de los presos» (sic) ou «enaltecimiento del terrorismo» (sic).

Para além disso, o juiz ordena a suspensão das actividades do Herrira por um período de dois anos, prorrogáveis, e decreta o encerramento das suas sedes, da sua página de Internet e das suas contas nas redes sociais, bem como o bloqueio das suas contas bancárias.

Tal como aconteceu no quartel de Tres Cantos, onde se recusaram a depor, os detidos foram assistidos pelos seus advogados de confiança. Afirmaram que estão bem mas que passaram todo o período de detenção com a luz acesa. Todos negaram as acusações que lhes são imputadas. / Ver: naiz.info / Ver também: Berria

A Etxerat pede a todos os agentes que repudiem a operação contra o Herrira
Numa conferência de imprensa realizada em Hernani (Gipuzkoa), os porta-vozes da Etxerat Ibai Bilbao e Nagore López de Luzuriaga, acompanhados por mais de uma centena de pessoas, leram um texto, em euskara e castelhano, em que denunciaram «a gravidade» da operação policial contra o Herrira e pediram aos agentes políticos, sociais e sindicais que repudiem essa operação, no âmbito da qual foram detidas 18 pessoas.

«Estamos indignados, mas vamos fazer dessa indignação, força, coragem e dignidade», referiram, acrescentando que as portas seladas do Herrira são a imagem de que, com esta operação, o Governo espanhol «tentou selar a solidariedade, encerrar a denúncia da política penitenciária, das medidas de excepção e das suas graves consequências».

«Basta de mentiras fáceis, de argumentos insustentáveis», afirmaram. Neste contexto, fizeram um «apelo de urgência» para, «entre todos», levar por diante «a defesa dos direitos dos presos e dos refugiados», afirmaram.

López de Luzuriaga e Bilbao denunciaram ainda o «agravamento» das condições de vida dos presos políticos bascos nas cadeias, bem como a «perseguição» aos refugiados e «as humilhações, os abusos e a ridicularização do sofrimento» dos seus familiares.

Por último, os porta-vozes da Etxerat fizeram um apelo à participação na manifestação nacional que este sábado terá lugar em Bilbo, em solidariedade com o Herrira (17h30, La Casilla). / Ver: naiz.info
Sobre a conferência de imprensa do Herrira em Baiona: notícias (Berria e kazeta.info) / vídeo (askatasun taupadak)

Trabalhadores da Transportes Nanuk, em greve há um mês, denunciam ameaças

De acordo com uma nota divulgada pelo LAB, os trabalhadores da Transportes Nanuk (Elorrio, Bizkaia) que se encontram em greve por tempo indeterminado desde 2 de Setembro têm sido alvo de «ataques», por parte da empresa, nas últimas semanas.

«São já três os ataques sofridos, que se traduzem em ameaças contínuas, perseguições e insultos. Esta é a resposta da outra parte, a do confronto mais duro, sem abertura para a negociação séria como propusemos uma e outra vez», afirmam os trabalhadores em greve.

Na nota, os trabalhadores da Nanuk sublinham que «puseram todas as alternativas possíveis na mesa com boa fé e boa vontade, sendo que a administração da empresa, com o Senhor Errasti à cabeça e com a Eroski como companheira da viagem, assumem a atitude oposta».

O pessoal da Nanuk não abdica «da exigência de readmissão de um colega injustamente despedido» e exige «que se respeitem os direitos laborais, com a não aplicação da reforma laboral espanhola».

Afirmam ainda que, por mais que os «insultem, ataquem e ameacem, continuarão a defender os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da Nanuk». / Ver: LAB Sindikatua

O Lurra eta Etxebizitza busca consenso contra a especulação

O Colectivo Lurra eta Etxebizitza está a realizar uma série de contactos com agentes sociais, políticos e económicos que partilham a defesa do princípio «viver e trabalhar» em Ipar Euskal Herria. O objectivo é abordar uma reflexão conjunta e chegar a soluções concretas para lutar contra os diversos aspectos ligados à especulação. Isto mesmo foi divulgado ontem, em Ziburu (Lapurdi), na sequência do balanço sobre as iniciativas realizadas este Verão.

Até ao momento, já contactaram com as organizações BLE, Bizi, CFDT, Sud-Solidaires, CADE, Autonomia Eraiki, LAB, Lurzaindia, EHLG, Gazte Dinamika e os okupas de Plantoun; esperam ainda receber em breve a resposta de outros colectivos, como PACT-HD, Euskaldun Gazteria e o sindicato CGT.

«A questão da especulação não se circunscreve ao escandaloso número de casas vazias ou ao preço inacessível da habitação para os cidadãos locais, sobretudo nas localidades costeiras», sublinhou Xabier Tubal Abrisketa.

Nas suas acções mais recentes, a Lurra eta Etxebizitza procurou mostrar como funcionam e actuam as agências imobiliárias (em Agosto, em Donibane Lohizune) e o papel das administrações locais na perda do solo rural quando o requalificam como urbanizável (acção de 21 de Setembro em Senpere, com a Lurzaindia). / Arantxa MANTEROLA / Ver: Gara  

Acção em Senpere (Lapurdi) Lurra defenda dezagun! Vamos defender a terra!  

Acção em Donibane Lohizune (Lapurdi) EH ez da salgai. O País Basco não está à venda.

«Comunicado do Coletivo de Presos Independentistas Galegos»

Seguiremos no caminho da liberdade, o que nos ensina o melhor da nossa historia. Estamos convencidos que só ese caminho, nos conduzirá ao respeito dos direitos que nos correspondem como Naçom e a liberdade dos luitadores galegos encarcerados.
Volvemos chamar á sociedade galega, ao movimento popular, ás forças políticas e democráticas a continuar na solidariedade activa com os presos independentistas, desde a denuncia, a luita e a presença permanente nas rúas. / Ler em lahaine.org [tradução para castelhano de La Haine-Galiza]

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Sindicatos convocam paralisações e assembleias em protesto contra o ataque ao Herrira

Os sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, Hiru, EHNE, CGT e CNT convocaram paralisações e assembleias frente aos locais de trabalho e às Câmaras Municipais do País Basco Sul, esta sexta-feira, para denunciar a «injusta» operação policial contra o movimento Herrira.

Numa conferência de imprensa que hoje decorreu em Bilbo, os secretários-gerais do LAB e do ELA, Ainhoa Etxaide e Adolfo Muñoz, tomaram a palavra para, em nome dos sindicatos referidos, repudiar de forma veemente a detenção dos 18 membros do Herrira, que tacharam de «decisão política».

Segundo afirmaram, a operação policial de segunda-feira constituiu um «ataque aos direitos civis dos cidadãos» e, como tal, fizeram um apelo à classe trabalhadora e a todos os que querem o fim do sofrimento para que participem, esta sexta-feira, nas assembleias junto aos locais de trabalho ou frente às Câmaras Municipais de Euskal Herria, das 12h00 às 12h30, bem como na manifestação nacional convocada para este sábado em Bilbo (17h30, La Casilla). O objectivo é condicionar o processo político iniciado em Euskal Herria através das massas sociais.

Depois de realçarem o facto de que esta operação procurou criminalizar a luta em prol dos direitos dos presos, exigiram a libertação imediata dos detidos e afirmaram com clareza que o Herrira actua «em defesa dos direitos humanos», que é um movimento bastante conhecido em Euskal Herria e cujos objectivos os sindicatos partilham.

Em seu entender, a operação reflecte a «incapacidade política» do Estado espanhol para agir por vias democráticas. / Ver: naiz.info e Berria / Manifesto dos sindicatos (eus / cas)  

«Agentes políticos, sociais e sindicais navarros fazem apelo à mobilização» (naiz.info)
Numa conferência de imprensa em Iruñea, partidos políticos, sindicatos e organizações sociais pediram uma «resposta ampla e firme» à operação contra o Herrira, e convocaram uma concentração e posterior manifestação para esta sexta-feira na capital navarra (Passeio Sarasate, 20h00). Expressaram também a sua adesão às mobilizações e paralisações convocadas pelos sindicatos para esse dia e à manifestação nacional de sábado em Bilbo. Entretanto, a delegada do Governo espanhol em Nafarroa (de extrema-direita, do partido do fascista Fraga que-morreu-descansado-no-leito) proibiu as mobilizações convocadas pelos sindicatos para Iruñea, Tutera, Altsasu e Bera.

«Apelo plural à mobilização para prosseguir com o trabalho do Herrira» (naiz.info)
Numa conferência de imprensa em Donostia, personalidades e caras conhecidas de áreas como a cultura, a política ou o desporto comprometeram-se a prosseguir o trabalho desempenhado pelo movimento Herrira e incentivaram as pessoas a participarem nas mobilizações desta sexta-feira em defesa dos direitos dos presos e dos refugiados bascos, em todas as praças de Euskal Herria, bem como nas múltiplas iniciativas que tiverem lugar para denunciar a detenção dos 18 membros do Herrira e na manifestação nacional deste sábado em Bilbo.  

Sabino Cuadra fala com clareza sobre o ataque ao Herrira O deputado Sabino Cuadra denuncia a operação policial levada a cabo esta segunda-feira contra o Herrira, aproveitando a presença da ministra Fátima Báñez (Governo espanhol, pepera) na Comissão do Pacto de Toledo. Cuadra acabou por se levantar e mostrar um cartaz do movimento popular. O presidente da comissão, Manuel Chaves, advertiu o deputado da coligação soberanista basca e depois retirou-lhe a palavra. / Ver: ehbildu.net / Ouvir também entrevista de Sabino Cuadra à Info7

Protesto contra as políticas anti-sociais do Governo de Iruñea

Na sequência do debate «A política geral sobre o estado da Comunidade Foral» que amanhã e sexta-feira, 3 e 4 de Outubro, terá lugar no Parlamento de Iruñea, com papel de destaque para a presidente do Governo, Yolanda Barcina, sindicatos (ELA, LAB, ESK, CGT, STEE-EILAS, EHNE) e colectivos sociais (Colectivo de Personas en Paro, Sasoia, Pentsionistak Martxan, Perceptores Renta Básica, AHT Gelditu, Herri Ekimena, Ikasle Abertzaleak) convocaram uma manifestação para dia 4, às 9h00, a partir do Passeio Sarasate, frente ao Parlamento.

Na nota emitida pelo LAB, afirma-se que a mobilização visa protestar contra as políticas anti-sociais aplicadas, com a desculpa da crise, pelo Governo navarro - «um governo minoritário, que se agarra ao poder com unhas e dentes, cada vez mais deslegitimado socialmente».

Será um protesto contra os «contínuos cortes de direitos nos sectores público e privado (precarização e destruição de emprego, ataque às condições laborais, etc.), quando se continua a esbanjar o dinheiro público em obras como o TGV ou se propõe a diminuição do IRC, a favor do empresários».

Na nota também se afirma que, para além do protesto, este movimento social e sindical irá construindo alternativas a esta «difícil situação», que «vão da distribuição do trabalho e da riqueza até uma outra forma de produzir e consumir», procurando assim construir «uma sociedade mais justa e igualitária». / Ver: LAB Sindikatua

Iñaki Gil de San Vicente: «Herrira y Victor Serge»

El imperialismo franco-español acaba de firmar un nuevo pacto antivasco y antidemocrático que a posteriori arroja esclarecedora luz sobre el contexto de «historia larga» braudeliana en el que debemos incluir esta ferocidad renovada. Por toda la UE los vientos autoritarios se transforman en recortes sociales, en ataques represivos sutiles o descarados, en aparición del neofascismo y reaparición de fascismo cuyo hedor de inhumanidad surge por los entresijos de un sistema putrefacto. (lahaine.org)

«Contra el terrorismo de Estado, la más amplia solidaridad internacionalista», de Red Roja (boltxe.info)
La represión como herramienta del terror y el intento de criminalización de toda lucha son los únicos recursos de unos gobiernos – encabezados por la Monarquía – corrompida hasta la médula que, mientras se enriquece de forma obscena, roba masivamente al pueblo trabajador sus más elementales condiciones de vida.  

«Revoluciones en democracia, democracias en revolución», de Luis BRITTO GARCÍA (pakitoarriaran.org)
La paradoja se configura así: la Revolución sólo puede acceder al poder por vía democrática, pero la reacción puede y debe aniquilarla en forma violenta en cuanto intente la menor reforma económica o social ¿A quien favorecen estas reglas que consagran una Democracia indefensa e inerme contra una reacción armada, coligada con el Imperio y dispuesta a todas las atrocidades a favor del privilegio?  

«Inperialismoa hondoratu arte, Europa astinduz!», de Askapena (lahaine.org)
Las luchas de los pueblos originarios (como las de los mapuches o zapatistas) o las de los agricultores colombianos, brasileños o paraguayos, por mencionar tan solo algunos, tienen como enemigos a las transnacionales europeas, en gran medida españolas (Banco Santander, Iberdrola, Endesa, Unión Fenosa...). Pero a estas transnacionales les es imposible llevar a cabo está destrucción y robo sin el protagonismo del estado español y de la Unión Europea. / Así, en este aniversario del 12 de octubre, Askapena hace un llamamiento para seguir mostrando nuestra solidaridad y dando apoyo a los pueblos originarios y a los pueblos que luchan por una segunda y verdadera independencia y a que denunciemos firmemente y hagamos frente, allí y aquí, a las transnacionales europeas que son las principales culpables de esta práctica imperialista.

Ken Zazpi - «Izarren hautsa»

«Gu sortu ginen enbor beretik sortuko dira besteak,
burruka hortan iraungo duten zuhaitz-ardaska gazteak» Versão da banda de Gernika da belíssima e famosa canção de Mikel Laboa. [Hitzak / Letra]

terça-feira, 1 de outubro de 2013

No sábado, manifestação nacional em Bilbo em resposta ao ataque ao Herrira

A solidariedade com os detidos e o protesto contra a operação de ontem contra o Herrira, movimento popular de defesa dos direitos dos presos políticos, fizeram-se sentir também esta manhã. Uma das expressões mais massivas ocorreu em Bilbo, onde dezenas de pessoas participaram numa conferência de imprensa para tornar oficial a convocatória de uma mobilização para o próximo sábado. A marcha partirá às 17h30 de La Casilla e pretende ser uma «onda azul» de repúdio pela operação policial contra o Herrira, de defesa dos direitos dos presos e a favor da resolução do conflito. Os 18 detidos começam a depor hoje no quartel de Tres Cantos, em Madrid, na presença dos seus advogados de confiança.

Entre os convocantes da mobilização, encontram-se os partidos políticos Aralar, EA, Alternatiba, Sortu e Ezker Batua; os sindicatos ELA, LAB, STEE-EILAS, EHNE, CGT, ESK, HIRU; e agentes sociais como a Etxerat, Eskubideak, ESAIT, EHE, Gorripide, Ikasle Abertzaleak, EPPK bitartekaritza, Askapena, Bai Euskal Herriari, Bilgune Feminista, Sare Antifaxista ou TAT. [Lista completa aqui.]

O seu apelo: criar «uma onda em defesa dos direitos dos presos bascos; uma onda a favor da resolução do conflito». «Pretendemos transmitir ao Estado espanhol o sentir da sociedade basca perante este escândalo, e expressar a nossa solidariedade aos detidos, exigindo a sua imediata libertação».

Na conferência de imprensa, os agentes políticos, sindicais e sociais bascos manifestaram o «firme repúdio pela decisão política que inspira esta acção judicial, policial e mediática», e defenderam o trabalho desenvolvido pelo Herrira, que «é uma organização bem conhecida no nosso país; actua de forma aberta; relaciona-se com múltiplas organizações sociais e políticas do nosso meio, procurando a sua colaboração». Três traços marcaram as suas iniciativas, que descreveram como «pacíficas, plurais e sempre em defesa dos direitos humanos».

Por detrás desta ofensiva, os convocantes vêem vários objectivos. «O mais evidente, criminalizar a defesa dos direitos dos presos políticos bascos. Com esta criminalização, o Governo espanhol joga pelo seguro, deixando ficar mal o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem caso se pronuncie de forma contrária à razão de Estado».

Por outro lado, consideram que, com esta operação, «se pretende prolongar sine die o período político do pacto antiterrorista, repleto de macro-processos e ilegalizações».

É também «evidente» para os convocantes que, com esta grande operação, «se pretende criar uma cortina de fumo para ocultar os inúmeros problemas com que o actual partido do Governo espanhol depara, como sejam a corrupção ou o incremento das reivindicações nacionais a favor do direito de autodeterminação».

Por último, lamentaram que estas operações visem «transformar a questão dos presos num problema de uns quantos». / Ver: naiz.info  

Herrira aurrera: conferência de imprensa em Bilbo [AlternaTB] [Euskaraz hemen.]

Milhares de pessoas vieram para as ruas protestar contra o assalto policial ao Herrira

Foi enorme a onda de indignação e revolta que ontem percorreu Euskal Herria, plasmada nas múltiplas concentrações e manifestações que, convocadas de urgência ao longo do dia, tiveram lugar ontem ao fim da tarde e à noite. Especialmente grandes foram as mobilizações nas terras dos detidos - 900 manifestantes em Orereta (Gipuzkoa), 400 em Zumaia (Gipuzkoa), cerca de mil em Arrasate (Gipuzkoa), 300 em Arbizu (Nafarroa)...

Em Iruñea, a habitual concentração das segundas-feiras frente à sede do PP contra a dispersão penitenciária e em defesa dos direitos dos presos políticos bascos transformou-se num clamor de protesto contra o assalto ao Herrira, com a participação de cerca de mil pessoas. Tanto em Donostia como Gasteiz houve manifestações com muitas centenas de pessoas. Na capital do Norte, Baiona, 150 pessoas concentram-se frente ao Consulado espanhol.

Em Bilbo, centenas e centenas de pessoas concentram-se na zona do Arriaga e do Arenal ao longo da tarde. Concluídas as buscas na sede do Herrira, registaram-se alguns incidentes, com a Ertzaintza a disparar novamente balas de borracha...

 Carga brutal da Ertzaintza em Hernani [Ateak Ireki] Em Hernani (Gipuzkoa) também se registaram incidentes e uma carga «bastante violenta» da Ertzaintza - a habitual criada servil na CAB dos fascistas espanhóis -, segundo referiram testemunhas. Quando os detidos, depois de passarem mais de 13 horas na sede do Herrira, estavam a ser levados para as viaturas, a Ertzaintza carregou sobre familiares e amigos seus e simpatizantes do Herrira que se tinham juntado nas imediações, provocando vários feridos - entre eles, a senadora da Amaiur Amalur Mendizabal, que tentava dialogar e acalmar o ambiente e a quem os polícias abriram a cabeça (foi suturada com oito pontos).

 Indignação e solidariedade com o Herrira em Iruñea Também houve tensão em Leitza (Nafarroa), onde a Guarda Civil ameaçou identificar, um a um, as centenas de participantes na concentração de protesto. Mas depois «bazaram» [Vão-se embora, de vez!]. / Dados sobre as mobilizações em Gara  

Leitura: 
«8 apuntes ante la última redada», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
La represión es eficaz cuando va en el sentido del desarrollo histórico; es, en fin de cuentas, impotente cuando va contra el sentido del desarrollo histórico. El desarrollo histórico no es otra cosa más que el resultado concreto y dinámico de la lucha de clases y de los pueblos, nada más y nada menos. La conclusión es que no existe ninguna policía ni sistema represivo en el mundo por muy poderoso que sea que pueda parar a una masa popular en alza consciente de su deber histórico y que la clave absoluta reside en el pueblo, no en lo que haga o deje de hacer el sistema represivo y las fuerzas que lo sostienen.

O Colectivo de Refugiados Políticos Bascos apela ao compromisso popular

O Colectivo de Refugiados Políticos Bascos (EIPK) emitiu um comunicado, dirigido a Euskal Herria e à comunidade internacional, na sequência de acontecimentos recentes, como a detenção de Asier Guridi na Venezuela, a aceitação do mandado europeu emitido pela AN espanhola contra Jokin Aranalde, porta-voz do colectivo, e a extradição de Patxi Segurola, exemplos claros de que «voltámos a estar na mira da repressão».

No comunicado, o EIPK afirma que, em vez de se suspender as medidas de excepção contra o colectivo, a pressão internacional aumenta e a perseguição mantém-se, com mecanismos como o mandado europeu. No entanto, o EIPK sublinha que, por mais «poderosas» que sejam «as forças contrárias à paz e à liberdade», com capacidade para colocar entraves ao processo, essas forças «não serão capazes de o deter se a vontade e compromisso popular estiverem activas».

Manifesta a sua vontade de prosseguir a senda iniciada e pede o apoio das forças, agentes e cidadãos que «desejam a resolução e a paz», para que o processo não pare. «É a hora do povo», sublinha. / Ver: naiz.info / Comunicado do EIPK (cas / eus)

Análise dos resultados eleitorais em Portugal, por Bruno Carvalho

Partidos da Troika punidos
Bruno Carvalho, correspondente da Info7 Irratia em Portugal, analisou os resultados das eleições locais ou municipais que tiveram lugar este domingo em Portugal. Para Carvalho, «o grande perdedor» da noite eleitoral foi o Partido Social Democrata, do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, destacando o facto de o Partido Comunista Português ter melhorado os resultados alcançados nas eleições de há quatro anos. De acordo com o jornalista português, os partidos governantes e que defendem as medidas da Troika sofreram um duro golpe, enquanto a esquerda obteve resultados muito positivos. / Ouvir na Info7 Irratia