quinta-feira, 21 de abril de 2016

Sendoa Jurado: «Ante Euskal Herria»

Si llegamos a la conclusión de que debido a los costes que tiene luchar no merece la pena, entonces sí, será lógico hacer todo lo necesario para desactivar la represión y que cada uno pueda estar en casa lo antes posible dejando la lucha en un segundo plano, siendo las consecuencias políticas cualesquiera que sea, pero eso solo se puede hacer desde el punto de vista de quien ha perdido una guerra y nunca más quiere volver a la lucha. Sin embargo, el pueblo ha dejado claro que no renuncia a sus objetivos y si todos estamos de acuerdo en eso, estaremos de acuerdo en que deberemos valorar en qué situación queda la lucha en cada paso que damos, y por si acaso alguien tiene dudas, no estoy hablando de la lucha armada ya que nuestro movimiento no ha nacido para eso, pero cualquier modo de lucha debe tener bien marcadas determinadas línas rojas que no se pueden traspasar si queremos que sea efectiva. / Ler: lahaine.org [em euskara: argia]

«Só a luta dos trabalhadores pode construir uma alternativa à esquerda no nosso país»
[PCB] Representantes dos segmentos majoritários das classes dominantes no parlamento, aliados a setores do judiciário e da mídia hegemônica, impuseram a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma, num processo repleto de manipulações, manobras, conchavos, negociatas e jogo sujo em todas as áreas da institucionalidade burguesa. O sinal verde para o impeachment aprovado na Câmara dos Deputados é um acinte ao povo brasileiro, pois se trata de uma medida comandada cinicamente por um delinquente político e apoiada por mais de uma centena de deputados envolvidos em processos de corrupção. (resistir.info)

Em Bilbo denunciou-se a ingerência política e mediática espanhola na Venezuela

No Dia de Acção Mundial de Solidariedade com a Venezuela Bolivariana, a plataforma Venezuela aurrera, composta por 28 colectivos, partidos e sindicatos de Euskal Herria, concentrou-se na Praça Circular de Bilbo, sob o lema «Con Venezuela, contra la injerencia española y contra la Ley de Impunidad», naquele que foi um de muitos actos solidários realizados no mundo. A Cubainformación TV esteve presente na concentração bilbaína.

Num comunicado distribuído durante a concentração, a plataforma denunciou a «Lei de Impunidade» que, com o apoio entusiasta do Governo em funções no Estado espanhol (PP) e de forças políticas como o PSOE e Ciudadanos, foi aprovada pela oposição venezuelana na Assembleia Nacional – embora o Supremo Tribunal de Justiça tenha declarado essa lei inconstitucional.

Reportagem [Cubainformación TV] Sob a consigna «Los pueblos del mundo unidos con Venezuela», pelo menos 40 cidades ergueram a sua voz, esta terça-feira, em solidariedade com o país sul-americano e em defesa da sua soberania face aos ataques perpetrados pela direita, a nível nacional e internacional, em aliança com o imperialismo norte-americano. / Ver: pakitoarriaran.org

quarta-feira, 20 de abril de 2016

LAB: «28 de Abril. La precariedad nos enferma y mata»

[Comunicado do LAB a propósito do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, que se celebra a 28] El siglo XXI avanza, la sociedad ha evolucionado mucho y aunque sea tan difícil de creer como inaceptable, todavía, hoy en día, nos jugamos la vida cuando acudimos a nuestros puestos de trabajo. Es la cruda realidad que padecen a diario miles de trabajadores y trabajadoras. La cantidad de accidentes de trabajo aumenta y son demasiadas los y las trabajadoras que mueren accidentadas. Los datos son una clara muestra de ello. A lo largo del año 2015 ocurrieron 55 accidentes laborales mortales y en el 2016, ya son 16 las y los trabajadores fallecidos a consecuencia de un accidente laboral. Y siguen aumentando.
[...]
¡Basta ya! Ante esta situación debemos seguir movilizándonos, debemos continuar socializando la gravedad de esta situación, para que el tener que ir a trabajar no su- ponga poner peligro nuestras vidas.

LAB continuará luchando para que la salud laboral sea un derecho. Para ello, consideramos que debemos fortalecer la lucha contra la precariedad, y además reforzaremos la acción sindical para exigir medidas preventivas en los centros de trabajo.

MP pede até 19 anos de cadeia para advogados e solidários com os presos

O Ministério Público solicitou penas entre os sete e os 19 anos de cadeia para nove pessoas – advogados e outras pessoas envolvidas na defesa dos presos políticos bascos – detidas em 2010.

Para a advogada Arantza Zulueta foram pedidos 19 anos de prisão, por alegada «integração em organização terrorista» e posse de armas e explosivos. Para o também advogado Jon Enparantza, o MP pediu 12 anos de prisão; para Naia Zuriarrain, 11 anos; para Julen Zelarain e Iker Sarriegi, dez anos. São todos acusados de «integração».

Aos restantes quatro foi imputada a acusação de «colaboração». Foram solicitados nove anos de cadeia para Joxe Domingo Aizpurua e sete para Saioa Agirre, Juan Mari Jauregi e Nerea Redondo.

Estas pessoas foram detidas na sequência de uma operação policial levada a cabo em Abril de 2010, e em Julho de 2014 foram constituídas arguidas, sendo acusadas de fazer a «ligação» entre a ETA e o EPPK (Colectivo de Presos) através da estrutura Halboka e de «controlarem» os presos do colectivo. / Ver: argia

El Lince: «Entre la nada palestina y el todo Hizbulá»

Esta es la preocupación de los sátrapas árabes; este es su enemigo: Hizbulá. El movimiento político-militar libanés está en primera línea para combatir la expansión takfirista en Líbano y es uno de los principales puntales en el apoyo al gobierno sirio. Allá donde interviene, allá donde hay una victoria. Se acaba de cumplir un año en el que sus apariciones militares se contabilizan como victorias. Ahora está otra vez presente en Alepo y ya está participando en la ofensiva que se ha iniciado contra la «contra» extremistamente moderada o moderadamente extremista que respaldan tanto los sátrapas árabes como Occidente.

Pero Hizbulá no está solo. Cuenta con el apoyo de la «Brigada Jerusalén» (Liwaa al-Quds, en árabe). Son palestinos. (lahaine.org)

«Centrismo ou linha revolucionária», de Catarina CASANOVA (odiario.info)
Um comunista não pode virar as costas ao seu papel histórico de organizar as massas para todas as formas de luta pois, se o fizer, deixa de ser comunista. O esquerdismo e o reformismo são duas faces da mesma moeda: a sobrevalorização de determinada frente de luta, seja a institucional, seja a ilegal. A solução é escolher a forma adequada em cada conjuntura – não é utilizar uma táctica de meio-termo entre ambas. Isso, em termos marxistas, chama-se centrismo.
[...]
A opção que os comunistas tomam nunca poderá ser o centrismo, o reformismo ou o esquerdismo: é a linha revolucionária na preparação das massas para a tomada do poder, a destruição do estado burguês e a construção de um novo estado, o do proletariado utilizando todas formas de luta que as diferentes conjunturas exigem.

A Audiência Nacional ilegaliza a Causa Galiza

O tribunal de excepção espanhol apresentou como «provas» de que a Causa Galiza «promove o terrorismo» a organização de homenagens aos Mártires de Carral de 1846, informa no seu portal a Ceivar.

O Tribunal Central de Instrução n.º 6, presidido por Eloy Velasco, indeferiu o recurso interposto pela defesa da organização independentista Causa Galiza contra a sua «suspensão de actividades».

Na linha da perseguição à dissidência política, a herdeira do Tribunal de Ordem Pública franquista ilegaliza uma organização com actividade pública até ao passado mês de Outubro, quando as forças armadas do Estado entraram em casas e locais de trabalho de nove civis em diferentes cidades e vilas. / Ver: ceivar.org / Mais info: Terra Liberada

terça-feira, 19 de abril de 2016

Polícia espanhola prendeu 8 pessoas por fazerem um mural contra a tortura

Por alegadamente «injuriarem» a Guarda Civil – através da pintura de um mural em que se denuncia a tortura –, oito pessoas foram detidas hoje, em Nafarroa, pela Polícia Nacional espanhola. Depois de várias horas de incerteza sobre a razão e a procedência da operação, a Delegação do Governo espanhol em Iruñea informou que a Polícia tinha agido por conta própria, sem ordem judicial.

De manhã, foram presos Mikel Otano, Esteban Gota, Itxaso Torregrosa, Julia Ibañez, Txelui Moreno e Ibai Moreno em Burlata, e Saioa Ibiriku em Iruñea. À tarde, Angel Mari Erro foi preso em Atarrabia, quando saía do trabalho.

Os detidos – que foram postos em liberdade depois de deporem na esquadra – estão ligados à denúncia da tortura no âmbito do processo 4/2014. Três deles – Julia Ibañez, Txelui Moreno e Ibai Moreno – são a mãe, o pai e o irmão de Iker Moreno, um dos envolvidos neste processo e que afirmou ter sido duramente torturado enquanto esteve detido. Recentemente, ele e os demais arguidos foram julgados, tendo chegado a um acordo para não irem parar à cadeia. (Mais info abaixo)

Inicialmente, a Polícia disse aos detidos que a operação tinha sido decretada por Fermin Otamendi, juiz com um currículo bem conhecido em Nafarroa – nomeadamente por ter levado a tribunal os «pescadores barbudos» que desfraldaram a ikurriña gigante no começo das festas de San Fermin de 2013 e pela operação lançada contra a Indar Gorri (torcida do Osasuna). Mas a Audiência de Nafarroa negou ter decretado a operação. Posteriormente, a Delegação do Governo espanhol revelou que a Polícia tinha agido por iniciativa própria. / Ver: argia e Berria

Ver também: «Cinco navarros aceitam "integração" e não têm de cumprir pena» (aseh)

Absolvidos 18 dos detidos nos protestos da demolição do Kukutza

A Audiência Provincial da Bizkaia absolveu 18 dos 19 condenados por alegados incidentes na manifestação de protesto contra o despejo e a demolição Kukutza III Gaztetxea, a 23 de Setembro de 2011. O que foi condenado viu reduzida a pena para quatro meses.
Acusados de «desordem pública», estes 19 jovens tinham sido condenados pelo Tribunal de Bilbo, em Outubro último, a nove meses de cadeia e a uma multa de 84 000 euros. Na semana passada, a Audiência Provincial da Bizkaia absolveu 18 deles.

O Kukutzarekin Elkartasun Taldea [KET; Grupo Solidário com o Kukutza] sublinhou hoje, em conferência de imprensa, que a sentença do Tribunal de Bilbo limitava o «direito de manifestação», como a Audiência da Bizkaia reconhece, e condenava os arguidos baseando-se exclusivamente nos depoimentos dos polícias, «sem ter provas suficientes».

O KET criticou ainda a «violência» da Ertzaintza, «que meses depois tirou a vida a Iñigo Cabacas», e a «atitude tendenciosa dos órgãos de comunicação hegemónicos, que, em poucas horas, deixaram de contar os factos e passaram a encobrir as mentiras do então conselheiro do Interior, Rodolfo Ares».

Mais julgamentos
Estes 19 não foram os únicos imputados no âmbito do despejo do Kukutza. Há alguns meses, 23 pessoas foram julgadas pelo crime de «usurpação»; 22 foram absolvidas e uma foi condenada a três anos de cadeia por crime de «atentado à autoridade». O Ministério Público recorreu da sentença. / Ver: topatu.eus e naiz

Atilio Boron: «Tambores de guerra en Venezuela»

A falta de respuesta política en el marco electoral, los dineros fluían copiosamente hacia Caracas: partían desde Washington, vía USAID o la NED, volaban a Madrid desde donde el rufián lamebotas de George W. Bush, José M. Aznar, lo redistribuía entre sus compinches de América Latina con la bendición de ese colosal monumento al narcisismo llamado Mario Vargas Llosa. Pero todo era en vano: cual redivivo Cid campeador tropical, aún después de muerto Chávez seguía ganando elecciones. Ajustadamente, pero las ganaba con Nicolás Maduro en la presidencial de Abril del 2013 y luego, por paliza, en las municipales de Diciembre de ese mismo año.

Fracasados todos estos intentos, la guerra económica, perfeccionando el plan criminal perpetrado contra el Chile de Allende, se desencadenó con toda la furia. (lahaine.org)

«"Indústrias culturais" e dominação», de Filipe DINIZ (avante.pt)
O governante não vai a Hollywood encomendar uma colaboração. Vai, isso sim, legitimar e reconhecer o papel de uma indústria vinculada por múltiplos elos aos interesses e à estratégia do capital monopolista. Uma breve vista de olhos pelos conselhos de administração dessas produtoras é elucidativo

«Carta de agradecimiento de Alfon»

[Alfon Libertad] Pero en ésta carta quiero dedicar todo esto a cuantos y cuantas hacéis que cada día no olvide que y quien soy, que rompéis y ridiculizáis el denigrante aislamiento al que nos quieren someter al aplicarnos el FIES. Cada carta, cada mención a la dignidad que hemos de mostrar aquellos y aquellas que sufrimos las consecuencias de un orden socioeconómico, cada historia personal que en ellas me contáis o cada muestra de solidaridad, es un pedazo de libertad que me conecta con el exterior. (lahaine.org)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Mulheres resistentes e vítimas do fascismo homenageadas nos Intxortas

No dia 24, celebra-se em Elgeta (Gipuzkoa) o Intxortako Erresistentzia Eguna [Dia da Resistência dos Intxortas]. Este ano, o evento reivindicará o papel activo das mulheres na luta contra o fascismo: as que o combateram e as que, de diferentes formas, sofreram a repressão durante a ditadura.

Elgeta é um símbolo da resistência contra a barbárie fascista, local onde milhares de pessoas de várias tendências políticas e sindicais fizeram frente às tropas golpistas. No próximo domingo, 24, será novamente recreada a batalha dos Intxortas, em que gudaris e milicianos conseguiram travar durante sete meses (Setembro de 1936-Abril de 1937) o avanço franquista para a Bizkaia.

Para além disso, a edição deste ano do Dia da Resistência dos Intxortas centrar-se-á nas mulheres que combateram o fascismo e nas que sofreram a repressão da ditadura, informou a Intxorta 1937 Kultur Elkartea.

Julia Monge, membro desta associação, referiu à comunicação social que irão tentar mostrar a resistência das mulheres, bem como a repressão que sofreram, a diferentes níveis: milicianas na frente de batalha, enfermeiras, repórteres de guerra, exiladas, encarceradas, torturadas, fuziladas...

Outras actividades
O Dia da Resistência será precedido de iniciativas a 23 (visita guiada e concertos). Ainda em Elgeta, até dia 24 está patente ao público a exposição «Azken batailoia» [o último batalhão], do fotógrafo chileno residente em Bilbo Mauro Saravia. / Ver: goiena.eus e SareAntifaxista

Centenas em Baiona numa jornada em defesa da língua basca

No sábado, 16, a Euskal Herrian Euskaraz (EHE), organização que luta pela oficialização do euskara em todo o território basco, levou a cabo uma jornada reivindicativa e festiva em Baiona.

Sob o lema «Izan, egin, eragin» [ser, fazer, levar a fazer], a sétima edição do Euskaraz Bizi Eguna [Dia de viver em basco] juntou centenas de euskaltzales [«amantes» da língua basca] na capital de Lapurdi.

Ao ambiente de brincadeira e festa, para o qual contribuíram os jogos para a pequenada e as palhaçadas de Porrotx, bem como o almoço popular e a música de Erramun Martikorena, seguiu-se uma manifestação pelas principais ruas da cidade, sob o lema que presidiu a toda a jornada e no decorrer da qual se reivindicou a oficialização da língua basca.

Depois, as ruas de Baiona Ttipia encheram-se de gente, animada pelo poteo e os bertsos de Xumai Murua e Ortzi Idoate. Sempre com a língua basca como protagonista, os baionarras Torii e a oreretarra Sorkun actuaram à noite. Quem quis ficar até mais tarde ouviu os sons do DJ Jotatxo. / Ver: ahotsa.info e euskalherrianeuskaraz.org

«¿Por qué leer "Un libro rojo para Lenin" de Roque Dalton?»

[Iñaki Gil de San Vicente] NOTA: esta introducción al libro citado de Roque Dalton ha sido realizada por encargo de Ediciones El Bastón.
[...]
Roque y Pancho fueron asesinados en 1975 por el sectarismo reaccionario de una parte de la dirección del ERP salvadoreño, justo tres años después de publicar esta obra maestra. Leyéndola comprendemos las razones básicas de tamaña brutalidad porque nos revela la personalidad de un revolucionario que tuvo la osadía de pensar dialécticamente, de ir a las contradicciones y estudiarlas en su desenvolvimiento / LER: BorrokaGaraiaDa

«Brasil: caos que desafia a imaginação», de Os Editores de odiario.info
O espectáculo exibido pela Câmara durante a votação projectou uma imagem degradante da instituição e da chamada democracia representativa. [...]
A crise, longe de se aproximar de um desfecho, vai prosseguir.
Para onde caminha o Brasil na sua trágica – é a palavra – crise?
Qualquer tentativa de resposta não seria responsável. O caos desafia a imaginação.

The Clancy Brothers - «The Easter Rising 1916»

Canções «Legion of the Rearguard», «The Foggy Dew» e «God Bless England».

domingo, 17 de abril de 2016

Milhares de pessoas manifestaram-se em Bilbo pelo repatriamento dos presos

Cerca de 20 mil pessoas (de acordo com o Gara) manifestaram-se hoje na capital biscainha para exigir o repatriamento dos presos. Com o lema «Amnistiaren norabidean, preso eta iheslariak etxera» [no caminho da amnistia, os presos e os refugiados para casa], a mobilização foi promovida por ex-presos e refugiados.

Centenas destes antigos presos e refugiados bascos participaram na manifestação de hoje, seguindo à frente e levando a faixa. Arnaldo Otegi e o secretário-geral do Sortu estiveram presentes, bem como uma representação significativa do EH Bildu e do sindicato LAB.

Ao longo da mobilização, que ligou La Casilla à Câmara Municipal, ouviram-se palavras de ordem como «Euskal presoak etxera» [os presos bascos para casa], «Hemen gaude presoen alde» [aqui estamos pelos presos] e «Presoak kalera, amnistia osoa» [os presos para a rua, amnistia total].

Antes de se iniciar a marcha, Juan Mari Olano e Antton López Ruiz, Kubati, realizaram declarações em nome dos convocantes, sublinhando a necessidade de que a questão dos presos e refugiados faça parte da agenda política.

Mostraram-se dispostos «a promover a reconciliação num contexto adequado, em que os presos e refugiados têm de regressar a casa», e sublinharam a necessidade de reforçar o envolvimento da sociedade nesse processo de repatriamento - ideia em que Olano insistiu na intervenção que fez no final da mobilização. Outra foi o apoio ao EPPK (Colectivo de Presos Políticos Bascos) e às suas decisões.

O acto final teve lugar junto à Câmara Municipal de Bilbo, em que participaram os bertsolaris Xabier Arriaga, Txiplas, e Xabier Amuriza. Por seu lado, Begoña Uzkudun e Oihana Garmendia leram mensagens enviadas das prisões de Córdova, A Lama e Teruel por Ana Belen Egues, Josetxo Arizkuren e Asier Ormazabal. / Mais info: Berria e naiz / Fotos: manif pelos presos e refugiados (Berria)

Fuzilados de 1936 e vítimas do franquismo foram homenageados em Iruñea

Centenas de pessoas juntaram-se ontem, 15, na capital navarra para evocar e homenagear os fuzilados em 1936. E exigiram justiça, junto à placa que os lembra no Passeio do Castelo.

Na sessão, promovida pela AFFNA-36 - Associação de Familiares de Fuzilados de Nafarroa, não faltou a música, o teatro e os testemunhos dos familiares de vítimas.

Nesta ocasião, esteve presente uma ampla representação política: Uxue Barkos, presidente do Governo navarro, Álvaro Baraibar, director de Paz, Convivência e Direitos Humanos, e membros de todos os partidos com assento no Parlamento navarro, excepto o PP.

Barkos defendeu a necessidade de manter firmes na memória as passagens amargas, para que não se voltem a repetir.

Por seu lado, a presidente da AFFNA-36, Olga Alcega, valorizou a presença de todos os representantes políticos (com excepção do PP) e lamentou a falta da Igreja católica, que, «de forma directa ou indirecta, participou naqueles acontecimentos». E exigiu justiça. / Ver: Berria e SareAntifaxista

Askapena: «17 de abril, día internacional de presos políticos»

[Apirilak 17, nazioarteko preso politikoen eguna] La existencia de presas politicas es la prueba mas cruda de que malvivimos en un sistema injusto y criminal, pero a su vez es la prueba mas explicita de que los pueblos no están dispuestos a bajar los brazos frente a la adversidad, de que, a pesar de la represión, miles de mujeres y hombres estan dispuestas a entregarlo todo para conseguir la materializacion de sus proyectos emancipatorios.

Por lo tanto, por un lado, este dia es una cita para la denuncia. La denuncia de la privacion de libertad a la que los Estados francés y español someten a casi 400 militantes de nuestro pueblo, a 5 compañeros gallegos y a 18 corsos ilegalmente dispersadas todas ellas a centeneras de kilometros de sus casas. Es un día para denunciar la situación de luchadores castellanos y andaluces, como Alfón, Francisco Molero o el jornalero Andrés Bodalo, presos por defender la dignidad y los intereses de la clase trabajadora de sus respectivos pueblos. Es un día para solidarizarse con las más de 10.000 militantes kurdos y los casi 7000 palestinos que los gobiernos fascistas turco e israeli mantienen recluidas en sus mazmorras/ LER: askapena.org (eus. / cas.)
«Dia Internacional de solidariedade com os presos palestinos»
A 17 de Abril assinala-se o Dia dos Presos Palestinos. Este dia comemora a primeira libertação (no âmbito de uma troca de prisioneiros), desde a ocupação dos territórios da Margem Ocidental, de Jerusalém Oriental e da Faixa de Gaza, em 1967, de um preso palestino: Mahmoud Hijazi. / LER comunicado de MPPM, CGTP-IN e URAP

Rage Against The Machine - «People of the Sun»

Do álbum Evil Empire, lançado há 20 anos (Abril de 1996).

sábado, 16 de abril de 2016

Etxaide: «O LAB será o pesadelo do patronato»

No discurso perante a assembleia geral de delegados do LAB, que se realizou esta quinta-feira, 14, no frontão Atano III, em Donostia, a secretária-geral, Ainhoa Etxaide, afirmou que o sindicato quer ser o «pior pesadelo» da Confebask, que «sonha com um mercado de trabalho sem sindicatos», e fez um apelo à luta para acabar com a «situação cómoda» em que o patronato se encontra.

Etxaide insistiu na ideia de que o LAB tem de ser «um obstáculo para o patronato», defendeu a necessidade de «disputar ao poder económico» a sua hegemonia e admitiu a importância das «alianças», que serão «determinantes para alcançar objectivos».

Afirmando a necessidade de um sindicalismo «desobediente e rebelde», salientou a importância da luta contra a precariedade, afirmando: «não estamos dispostos a ser condenados à miséria». Defendeu também a luta sindical como meio para «transformar a sociedade» e destacou que o LAB «não quer um capitalismo mais amável e suportável, mas criar um novo modelo económico, político e social».

Etxaide reiterou a aposta na luta pela negociação colectiva e os acordos, e avisou que o LAB não deixará que «se normalize uma situação social que não o é». Neste sentido, anunciou um conjunto de mobilizações, que têm como datas destacadas 28 de Abril, 1 de Maio e 28 de Maio.
Finda a assembleia, os delegados sindicais participaram numa manifestação até à Praça Easo, com o lema «Langileok martxan. Actívate contra la precariedad».

Reportagem e excerto da intervenção de EtxaideVer: lab.eus (com excertos em eus. e cas.) e lab.eus / Ver: naiz

Dispersão: a odisseia de centenas de famílias que lutam para se ver

Todos os fins-de-semana, centenas de pessoas fazem-se à estrada para visitar os presos políticos bascos. Mas também há muitas que não podem viajar. O jornalista Sergio Labaien, do ahotsa.info, foi ao bairro operário, lutador e solidário da Txantrea, em Iruñea [Pamplona], falar com quatro famílias para quem a dispersão é uma barreira difícil de ultrapassar.

Os 11 presos políticos bascos do bairro da Txantrea encontram-se em cárceres dos estados espanhol e francês, a uma distância média de casa de 760 quilómetros. A política de dispersão provoca acidentes, perdas de visitas, avultadas despesas e dificuldades de conciliação familiar. Para os familiares com problemas graves de saúde e de idade avançada, a dispersão torna-se uma barreira quase sempre intransponível, impedindo-os de ver os presos políticos.

Reportagem da AhotsaMais informação: ahotsa.info

Ver também: «Uma manifestação reclama na Txantrea o fim da dispersão» (naiz)

«Uma crítica aos pós-modernistas»

[«Os movimentos sociais e os processos revolucionários na América Latina» / de Edmilson Costa] Os anos 90 do século passado e os primeiros dez anos deste século foram marcados por intenso debate entre as forças de esquerda sobre o papel dos movimentos sociais, das minorias, das lutas de gênero e das vanguardas políticas nos processos de transformação econômica, social e política da sociedade.
[...]
A conjuntura de derrota das forças progressistas favoreceu a todo tipo modismo teórico e fetiche ideológico. Sob diversos pretextos, certas forças políticas, inclusive alguns companheiros de esquerda, começaram a questionar a centralidade do trabalho na vida social, o papel dos partidos políticos como vanguarda dos processos de transformações sociais e políticas, a atualidade da luta de classes como instrumento de mudança da história e o próprio socialismo-comunismo como processo que leva à emancipação humana. / Ler: resistir.info

«La mentira mediática y la sociedad manipulada» (lahaine.org)
[De Marat] Allá donde empieza el derecho de empresa acaba el derecho a la información. Los medios de comunicación, también los grandes proveedores de servicios digitales que hoy entran en la batalla comunicativa así como los agregadores de noticias y las redes sociales son empresas y, como tales, están participados por socios financieros, acciones cruzadas de terceras empresas y consorcios muchos de ellos ajenos al mundo informativo.
En relación con la realidad y con el modo en que ésta es transmitida y comunicada tienen intereses concretos; en primer lugar económicos, en segundo políticos e ideológicos.

Preso político saarauí Brahim Saika morreu em consequência de greve de fome

O preso político saarauí Brahim Saika morreu ontem, 15, no hospital de Agadir, em Marrocos.

Saika foi preso no dia 1 de Abril em casa da sua família, em Guelmim, Sul de Marrocos, quando ia participar numa manifestação pacífica convocada pela Coordenadora de Desempregados Saarauís nessa cidade.

Imediatamente após a detenção, Brahim Saika foi agredido, insultado e interrogado, pelo que iniciou uma greve de fome por tempo indeterminado e se absteve de beber água, em protesto contra a injustiça e a humilhação sofridas.

Segundo informam meios solidários com o Saara Ocidental, esta nova vítima das atrocidades cometidas pelo Reino de Marrocos encontrava-se desde o dia 5 na sala de recuperação do hospital, onde faleceu esta sexta-feira. / Ver: llibertat.cat

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Em Iruñea, foi-se a Praça Conde de Rodezno e nasceu a da Liberdade

Onde existia a Plaza Conde de Rodezno, na capital navarra, ontem surgiu a Plaza de la Libertad-Askatasun Plaza. Funcionários municipais procederam à mudança, por iniciativa da Câmara Municipal de Iruñea, no meio de aplausos e sorrisos de familiares de fuzilados e de representantes de associações de memória histórica.

Depois de retirada a placa que honrava o ministro da Justiça do primeiro Governo de Franco, sob cujo mandato foram mortas mais de 50 mil pessoas, o presidente da Câmara, Joseba Asiron, recolheu-a e dirigiu-se a um atril, de onde defendeu que a eliminação deste nome franquista «era uma dívida para com o povo de Iruñea».

A batalha pela retirada deste nome da toponímia iruindarra foi bastante longa. Durante a governação de Yolanda Barcina, várias plataformas exigiram que se pusesse fim à exaltação da figura de Tomás Domínguez de Arévalo, ministro franquista nomeado em plena guerra, por violar a Lei da Memória Histórica. Não obstante, a UPN esquivou-se à aplicação dessa lei afirmando que o nome da praça fazia menção ao título (Conde de Rodezno) e não à personagem histórica.

Entre a centena de pessoas que se concentraram para assistir ao acto encontrava-se Josefina Lamberto, irmã de Maravillas Lamberto, «a florzita de Larraga», que foi violada e assassinada pelos fascistas em Agosto de 1936.

Reportagem: Askatasun plaza [Berria TB]Ver: naiz e Berria

Bilbo, 19 de Abril: concentração contra a ingerência espanhola na Venezuela

Dia de Acção Mundial de Solidariedade com a Venezuela Bolivariana
A Plataforma Venezuela aurrera, integrada por 28 colectivos, partidos e sindicatos bascos, convocou para a próxima terça-feira, 19, às 19h00, na Praça Circular de Bilbo (junto ao BBVA), uma concentração com o lema «Venezuelarekin bat: Espainiar injerentziari Ez. No a la Ley de Impunidad!» [Com a Venezuela: não à ingerência espanhola. Não à Lei de Impunidade], em repúdio à ingerência neocolonial do Governo espanhol e de diversas forças políticas nos assuntos internos daquele país sul-americano.
 Ver: cubainformacion.tv

Em Portugal
O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) associa-se ao Dia Mundial de Solidariedade com a Venezuela, promovendo, no dia 19, às 17h30, uma sessão pública no Átrio do Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada.

«No pasaran, Una historia de hombres y mujeres que lucharon contra el fascismo»

[Alex Anfruns – entrevista a Daniel Burkholz, autor do documentário No Pasarán]
«¿Por qué fue a luchar?» Esta pregunta deja pensativo a Gerhard Hoffmann, un austriaco de 96 años, veterano de la Guerra Civil Española y de la Segunda Guerra Mundial quien luchó contra el fascismo: «No puedo describirlo en unas pocas palabras.»
Lean la entrevista a Daniel Burkholz, autor de NO PASARAN. (lahaine.org)

Indarrap – «Xirimiri»

Rap de Gasteiz (Araba, EH). Indarrap. Álbum La Tapadera (2014).

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Concentração solidária com o «Argia» e Axier López

Realizou-se, ontem, em Donostia uma concentração de apoio ao jornalista do Argia e de protesto contra a Lei da Mordaça.

Cerca de 200 pessoas juntaram-se na Praça Easo, na capital guipuscoana, para expressar apoio ao jornalista Axier López, do Argia. Estiveram presentes o director do Berria, Martxelo Otamendi, e a directora do Argia, Estitxu Eizagirre, bem como Imanol Murua Uria, Mertxe Aizpurua e Fermin Munarriz, entre outros.

López, que foi multado em 601 euros por divulgar fotos de uma detenção sem autorização da Polícia, tomou a palavra para agradecer todo o apoio que tem recebido nos últimos dias.

Tendo agradecido o apoio, fez ainda um apelo para que se vá mais longe. Aos partidos que por estes dias se têm posicionado contra a Lei da Mordaça, disse que, além de aprovar moções, é tempo de se ser «mais ousado». E também lançou um aviso aos jornalistas: «Não podemos tomar isto como uma coisa normal». E fez um apelo para que se desobedeça a esta lei.

Em Donostia, tem estado a decorrer, precisamente, uma semana contra a Lei da Mordaça, por iniciativa do Eleak/Libre. Para ontem estava programada a mesa-redonda «Komunikabideak: Adierazpen askatasuna-Mozal Legea» [Meios de comunicação: liberdade de expressão-Lei da Mordaça], no espaço Kaxilda. Participaram Sergio Labaien (Ahotsa), Lander Arbelaitz (Argia), Boro (La Haine) e os utilizadores do Twitter @erreharria e @jegurzegi. / Ver: Berria

Cinco navarros aceitam «integração» e não têm de cumprir pena

Jon Patxi Arratibel, Iñigo González, Gorka Mayo, Iker Moreno e Gorka Zabala, cujo julgamento hoje se iniciava na AN espanhola, em Madrid, chegaram a um acordo com o Ministério Público. Aceitam a acusação de «integração em organização terrorista» e são condenados a dois anos de cadeia, pelo que não têm de voltar para a prisão.

Inicialmente, o Ministério Público pedia oito anos de prisão para cada um dos militantes independentistas, no âmbito do processo 4/2011, aberto na sequência de uma operação decretada pelo juiz Grande-Marlasca em 2011. Quatro deles afirmaram ter sido duramente torturados depois de serem detidos.

O acordo hoje alcançado segue a linha do pacto firmado em Janeiro deste ano pelos 35 militantes da esquerda abertzale – os de Segura –, que também evitaram a cadeia em troca da aceitação de acusações. Os réus ficaram contentes. / Ver: naiz / Reportagem: Contentamento no seio do sortismo navarro (ahotsa)

Ver: «Esta semana, novo julgamento contra o independentismo basco» (aseh)

Domingo, manifestação em Bilbo pelo regresso a casa dos presos e refugiados

LAB, Ernai e Sortu fizeram um apelo à participação na mobilização que, dia 17, a partir do meio-dia, irá percorrer o centro da capital biscainha sob o lema «Amnistiaren bidean, preso eta iheslariak etxera» [No caminho da amnistia, presos e refugiados para casa].

Ontem, 40 ex-presos bilbaínos concentraram-se nas escadarias da Câmara Municipal para anunciar a sua adesão à manifestação e denunciar o facto de a autarquia não lhes ter dado autorização para colocar uma cela de tamanho real na rua para divulgar a realidade das prisões.

Para além disso, informaram que, actualmente, o preso político bilbaíno mais próximo de casa está nas Astúrias (a cerca de 300 quilómetros) e o mais afastado se encontra em Algeciras, a 1055 quilómetros.

Referiram ainda: os casos de isolamento de Harriet Iragi em Castelló e Arantza Zulueta em Puerto de Santa María; o facto de Ibon Goieaskoetxea ter sido obrigado a deixar de estudar em Fleury; o facto de Itziar Plaza estar numa cela de castigo nessa mesma cadeia; o protesto de Iurgi Garitagoitia em Bois d'Arcy pelos direitos mais básicos. / Ver: naiz

Carlos Fazio: «Venezuela en una encrucijada»

Todo indica que vienen meses de definición y de una agudización de las contradicciones internas. A la diplomacia de guerra de Washington el gobierno de Maduro ha opuesto una diplomacia de paz. No obstante, los escenarios que se avecinan vienen cargados de violencia. A toda revolución se opone una contrarrevolución. El chavismo ha logrado forjar una unión cívico-militar, y la historia enseña que hay coyunturas en que, frente a una intervención extranjera, el país agredido responde con la forma de lucha que corresponde. (lahaine.org)

«Por que informar no es delito ¡Sigamos informando!», de Boro LH (redroja.net)
Quieren que tengamos miedo a luchar, que tengamos miedo a informar y hasta que tengamos miedo a opinar. Frente a esta cruda realidad, nuestra mejor arma es la unidad. Desde el ámbito de los medios de comunicación populares debemos tener claro que no vamos a dejar de hacer el periodismo en el que creemos, ese que se debe a nuestro pueblo y a las clases populares.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Pelo menos 13 detidos acusados de «enaltecimento do terrorismo» nas redes sociais

A Guarda Civil prendeu, hoje, pelo menos 13 pessoas acusadas de «enaltecimento do terrorismo» nas redes sociais, no âmbito da «Operação Aranha IV». Ao que parece, dois dos detidos são de Euskal Herria – um de Antsoain (Nafarroa) e outro de Amurrio (Araba). Os outros são dos Países Catalães e da Galiza e de vários pontos do Estado espanhol. É a quarta operação do género em dois anos.

As primeiras duas tiveram lugar em Abril e Novembro de 2014, no âmbito das quais foram detidas 40 pessoas (26 em Euskal Herria). A terceira ocorreu em Maio de 2015, tendo sido detidas 16 pessoas (10 em Euskal Herria).

Sem ter em conta os dados de hoje, em dois anos 36 cidadãos bascos foram presos por alegado «enaltecimento do terrorismo». No Twitter, estão a ser veiculadas mensagens em defesa da liberdade de expressão em #TxiolariakAske e #AdierazpenAskatasuna.

O EH Bildu criticou esta operação, a que atribuiu um «carácter mediático», e defendeu a liberdade de expressão. Também se referiu aos «dois pesos e duas medidas» do Governo espanhol, na medida em que «só se prende pessoas de uma determinada ideologia» e outros sectores «podem dizer o que lhes dá na gana». / Ver: topatu.eus e naiz

«Navarra-1936-Nafarroa», a exposição sobre a barbárie fascista que o PP quer ver proibida

Foi inaugurada no dia 8 e está patente ao público até dia 20, no Parlamento navarro, a exposição «Navarra-1936-Nafarroa» (ver vídeo abaixo), com a qual a instituição deu início às actividades programadas para assinalar o 80.º aniversário da repressão fascista em Nafarroa. O PP não gostou.

A exposição inclui 36 quadros de José Ramón Urtasun Recalde alusivos à repressão do fascismo, entre 1936 e 1939, em território navarro, onde foram fuziladas mais de 3400 pessoas, e procura aproximar o público daquela «barbárie».

Entretanto, o PP fez saber que iria expor o caso ao Ministério Público espanhol, na medida em que a exposição poderia «conter graves ofensas a instituições como a monarquia e a Igreja católica». O partido de extrema-direita solicitou ainda que a exposição fosse «retirada de imediato».
 José Ramon Urtasun, com Josefina Lamberto, na inaguração da exposição «Navarra-1936-Nafarroa», no Parlamento de Nafarroa, a 8 de Abril de 2016. / Ver: SareAntifaxista e Nafarroako Parlamentua

Askapena: «Conflicto en Siria y Medio Oriente»

[Claves históricas y geopolíticas] Este documento pretende ofrecer un análisis de la situación actual en Medio Oriente y particularmente del complejo entramado de intereses que gravitan alrededor del conflicto político-militar abierto en Siria.

Consideramos que lo que está sucediendo en este país y en general en esta región del globo responde a una problemática global de reordenación del sistema capitalista-imperialista y a particularidades históricas y geoestratégicas de la región.

En este sentido, nos adentraremos en primer lugar en la crisis que está atravesando la hegemonía imperialista estadounidense y en su estrategia a la hora de enfrentar y obstaculizar la transición de un sistema multipolar a otro multipolar.

En segundo lugar haremos un breve repaso sobre los puntos de inflexión que marcaron la historia contemporánea de los pueblos de Medio Oriente deteniéndonos tanto en las apuestas imperialistas como en la resistencia y proyectos que protagonizaron los pueblos trabajadores.

Finalmente, centraremos nuestra atención en la historia reciente y actual que atraviesa el pueblo sirio y la región entendiéndola como un escenario en el que se cristaliza de forma brutal el choque de intereses mundiales y regionales.

-Reordenamiento del capitalismo mundial: ofensiva imperialista y multipolaridad
-Medio Oriente: apuntes históricos
-Desde las Revueltas Árabes al caos geopolítico en Medio Oriente
-Conclusiones y línea política / Ler análise AQUI: cas. / eus.

«Marulanda y las FARC para principiantes» (segunda edição)

La segunda edición de Marulanda y las FARC para principiantes es un acierto de los editores en cuanto pone en contacto a quienes lleguen a su lectura, con un personaje y su lucha insurgente, que compromete a millares de desposeídos que rubrican los hechos políticos de la historia de Colombia del último medio siglo.

La primera edición, que vio la luz hace cuatro años, mostró ser la respuesta acertada para una necesidad latente, tanto en nuestras filas como en la opinión pública nacional e internacional: la de tener una aproximación sin distorsiones a la gesta de hombres y mujeres que han protagonizado la resistencia popular armada más prolongada del siglo XX, trascendiendo hasta el presente.

(Prologo del Comandante Pablo Catatumbo) / Ver: lahaine.org [onde é possível fazer o download da obra]

terça-feira, 12 de abril de 2016

Trabalhadores da Arcelor Mittal Zumarraga aprovam calendário de mobilizações

As organizações representativas dos trabalhadores (ORT) da Arcelor Mittal Zumarraga aprovaram, em plenário, um novo calendário de mobilizações em defesa da viabilidade da fábrica, no âmbito do qual foi convocada uma paralisação para dia 20. Os trabalhadores pedem o apoio a toda a comarca de Urola Garaia (Gipuzkoa).

Entre as 13h00 e as 15h00, dezenas de trabalhadores, incluindo os das fábricas de Bergara e Olaberria, concentraram-se no exterior da fábrica de Zumarraga. Também houve concentrações solidárias em Gijón e Avilés, nas Astúrias. Ao fim da tarde, os trabalhadores, que estão hoje em greve, participaram numa manifestação pelas ruas dos municípios vizinhos de Urretxu e Zumarraga, apoiados por centenas de pessoas, contra o encerramento da fábrica local da Arcelor Mittal.

Reunidos em plenário, os trabalhadores aprovaram «por grande maioria» um novo calendário de mobilizações: prosseguir com as concentrações à porta da fábrica sempre que houver reunião com a administração; realizar uma «greve geral» no dia 20, «pedindo à comarca de Urola Garaia que faça deste dia uma jornada de luta contra o encerramento da Arcelor Mittal»; participar na manifestação convocada para dia 23, em Bilbo, «em defesa da nossa indústria».

Entretanto, está prevista para amanhã à tarde nova reunião com a administração, um encontro no qual as ORT comparecem com o propósito de «defender a viabilidade da fábrica e com a expectativa de que a administração esteja disposta a falar de um plano e o apresente». / Ver: naiz

É possível viver em Errekaleor, respondem os moradores

A plataforma Errekaleor Bizirik respondeu com um vídeo ao presidente da Câmara Municipal de Gasteiz, que, em entrevista à rádio Halabedi, afirmou por diversas vezes que no bairro ocupado de Errekaleor não se pode viver.

«Errekaleorren ezin da bizi – En Errekaleor no se puede vivir»Numa entrevista à rádio Halabedi II, o presidente da Câmara Municipal de Gasteiz, Gorka Urtaran, afirma, uma e outra vez, que em Errekaleor não se pode viver, como, de resto, fica claro neste vídeo.

Leitura: «Errekaleor» (naiz)
Tiene algo de Christiania y algo de Bogside. Al mítico distrito de Copenhague se le parece por haberse convertido en buque insignia del movimiento okupa -versión vasca- y al no menos mítico barrio de Derry por sus murales gigantes y su recuerdo a las víctimas de la represión. Hablamos de Errekaleor, la degradada barriada obrera de Gasteiz que un centenar de jóvenes está resucitando a base de limpiar, arreglar, cultivar… de vivir, en definitiva.

«Carta abierta a tod@s l@s pres@s polític@s vasc@s»

[De Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão] El motivo por el que os mandamos esta carta es el de clarificar e informar a cada un@ de vosotr@s qué es el MOVIMIENTO PRO AMNISTÍA Y CONTRA LA REPRESIÓN, cómo entendemos la amnistía, qué papel tenéis l@s pres@s polític@s en esta lucha, cuáles son nuestros pasos y aportaciones para la consecución de la amnistía.

Por lo tanto, os queremos aclarar que el Movimiento Pro Amnistía: / LER: lahaine.org

Ediçom galega do 'Imperialismo, fase superior do capitalismo', de Lenine

O imperialismo, fase superior do capitalismo foi escrito polo autor na primavera de 1916, como obra divulgativa para a militáncia revolucionária da altura, em plena Guerra Mundial e nas vésperas da primeira revoluçom proletária triunfante na Rússia.

Publicada pola primeira vez poucos meses depois, a inícios de 1917, ano da vitória revolucionária bolchevique, a obra que agora apresentamos em galego representa um dos grandes contributos teóricos do marxismo do século XX, cuja vigência fundamental permanece inabalável 100 anos depois.

Especial releváncia ganha a obra de Vladímir Ilitch Ulíanov, Lenine, para naçons oprimidas como a galega e num contexto de crise global do capitalismo. Com efeito, O Imperialismo, fase superior do capitalismo parece estar a descrever a situaçom atual de crise e de facto continua a fornecer ensinamentos fundamentais para entendermos o capitalismo, as crises e o horizonte comunista como única saída para a sua superaçom.

Ediçom ilustrada em galego
A ediçom que agora apresentamos conta com um prólogo específico, realizado polo Coletivo Editor do Diário Liberdade, assim como com umha série de ilustraçons realizadas por Maurício Castro.


Trata-se de umha ediçom cuidada, que inclui notas de rodapé novas e umha lista final explicativa de nomes, todo o qual ajuda a compreender as referências contextuais incluídas por Lenine na sua exposiçom didática sobre a fase imperialista de um capitalismo já mundializado na altura em que foi escrita.

Promoçom inicial prévia à sua distribuiçom em livrarias / Ver condições em Diário Liberdade

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Muitas centenas exigiram justiça para Iñigo Cabacas

Centenas e centenas de pessoas participaram, ontem à tarde, dia 10, numa manifestação pelo centro de Bilbo, entre os Jardins de Albia e o beco María Díaz de Haro, onde, há quatro anos, a Polícia atingiu Iñigo Cabacas com uma bala de borracha. A mobilização, convocada pela plataforma Iñigo Gogoan, teve lugar antes do jogo entre o Athletic Club e o Rayo Vallecano, e contou com apoiantes de ambas as equipas.

Antes de iniciarem o percurso da mobilização, muitas centenas de pessoas concentradas frente ao Palácio da Justiça fizeram um minuto de silêncio em memória de Iñigo Cabacas. Muitas também colocaram velas nas escadaria do tribunal. O jovem morreu no dia 9 de Abril de 2012, depois de, no dia 5, ter sido atingido na cabeça por uma bala de borracha disparada pela Ertzaintza, quando festejava a eliminação do Schalke 04 e a passagem do Athletic às meias finais na Liga Europa.
Durante a manifestação, em que foi bem notória a presença das torcidas organizadas do Athletic e do Rayo Vallecano (Bukaneros), exigiu-se justiça para Pitu e gritaram-se palavras de ordem como «herria ez du barkatuko» [o povo não perdoará] e «lau urte justiziarik gabe» [quatros anos sem justiça].

Esta foi a última das iniciativas programadas no contexto do quarto aniversário da morte de Iñigo, depois do acto de homenagem realizado este sábado e das iniciativas levadas a cabo esta semana no campus de Leioa e pelos trabalhadores do BBVA, onde Iñigo trabalhou.
Almoço em Astrabudua
Apoiantes do Athletic e do Rayo almoçaram juntos no bairro operário de Astrabudua (Erandio) e, dali, seguiram juntos para a manifestação em Bilbo. / Ver: Berria, naiz e SareAntifaxista / Fotos: lahaine.org

A Arcelor Mittal confirma encerramento da fábrica em Zumarraga

Depois da reunião de quinta-feira, dia 7, entre a administração da Arcelor Mittal e as ORT, ficou claro que a fábrica de Zumarraga (Gipuzkoa) irá ser fechada. A multinacional quer ali apenas oito dos 350 trabalhadores, e isso, para o LAB, é sinal de uma decisão inequívoca.

Na reunião, o presidente da Arcelor Mittal no Estado espanhol, Gonzalo Urquijo, apresentou um relatório, de acordo com o qual a fábrica não pode ser competitiva no actual contexto. Visão contrária têm as organizações representativas dos trabalhadores, que defendem a sua viabilidade.

Numa nota, o LAB afirma que a recolocação dos trabalhadores nas Astúrias não é solução e que isso implicará destruição de emprego «na origem e no destino».

Acções de luta
 Os trabalhadores de Zumarraga vão realizar uma paralisação de 24 horas esta terça-feira, 12. Em solidariedade com estes, os das fábricas da Arcelor Mittal em Olaberria e Bergara (Gipuzkoa) também vão estar parados quatro horas, das 12h00 às 16h00. Daqui, seguirão em caravana de carros até à fábrica de Zumarraga para participarem na concentração que ali terá lugar das 13h00 às 15h00. Para as 18h00, foi convocada uma manifestação em Urretxu (município colado a Zumarraga). / Ver: lab.eus e argia

A Etxerat denuncia o veto a Jone Artola e a criminalização da associação

Na semana passada, um tribunal de Bilbo considerou justificado o veto do delegado do Governo espanhol na Comunidade Autónoma Basca, Carlos Urquijo, à nomeação de Jone Artola, em 2013, como txupinera da Aste Nagusia bilbaína [a que lança o foguete nas festas]. Na sexta-feira, a Etxerat considerou «extremamente grave» este facto, na medida em que dá razão à perseguição movida pelo delegado à membro da comparsa Txori Barrote e antiga porta-voz da Etxerat.

Numa conferência de imprensa na capital biscainha, representantes da Etxerat denunciaram a criminalização da associação, bem como a perseguição movida a Jone Artola por ter sido sua porta-voz. Ao referir-se à Etxerat para justificar o veto, disse Patricia Vélez, o tribunal «procura criminalizar um trabalho legal e legítimo e desprestigiar a nossa associação e todas as pessoas que representamos».

Por outro lado, Urtzi Errazkin criticou as declarações recentes do lehendakari Urkullu sobre a política de dispersão – reconheceu aspectos positivos nessa política –, considerando-as «graves e injustificáveis».

Depois de recordar as 16 vítimas mortais provocadas pela dispersão, Errazkin afirmou que fazer 800 ou 400 quilómetros é igualmente «dispersão» e que, em ambos os casos, os direitos dos familiares são violados. / Ver texto da conferência de imprensa em etxerat.eus

Venezuela: «Todo 11 tiene su 13»

Há 14 anos. Lições que devem ficar.

A culminar uma intensa campanha de desestabilização iniciada meses antes, no dia 11 de Abril de 2002, representantes dos sectores mais conservadores da oligarquia económica venezuelana, apoiados por alguns altos oficiais do Exército, sequestraram o mandatário constitucional da Venezuela e assumiram o poder.
Mas o golpe durou pouco. Ao aperceber-se do sequestro do mandatário, o povo protagonizou uma verdadeira rebelião, que pôs em fuga os golpistas, e no dia 13 de Abril conseguiu a libertação do Presidente e o seu regresso triunfal ao Palácio de Miraflores.

Leitura: «Todo 11 tiene su 13», de Askapena (askapena.org)
Inperialismoak eragindako erasoak etengabeak eta latzak direla aski dakigu, baina 2002ko apirilaren 11n Venezuelan emandako kolpeak bi egun beranduago jaso zuen herriaren erantzun bortitzak asko ikasteko eman zuen mundo osoan. Inperialismoaren urrezko ametsa ametzgaizto bihurtu zuen apirilaren 13an kalera bota zen herri langileak, Chavezen mitoa handiagotu zen Estatu kolpe saiakera deuseztatu zen egun horretan eta betirako irakaspena apuntatu genuen iraultzaren liburu gorrian: Todo 11 tiene su 13.