quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A maior operação policial dos últimos anos

Tasio (Gara)

«O juiz recusa-se a aplicar as medidas de prevenção contra a tortura aos detidos, que permanecem sob regime de incomunicação»
Os 34 jovens independentistas ontem detidos em Hego Euskal Herria continuam sob regime de incomunicação em Madrid, na esquadra central da Polícia espanhola e na Direcção-Geral da Guarda Civil. O juiz Fernando Grande-Marlaska recusou-se a aplicar as medidas solicitadas pelos advogados dos detidos para prevenir a ocorrência de maus tratos.
http://www.gara.net/azkenak/11/168683/es/El-juez-rechaza-aplicar-medidas-para-prevenir-tortura-detenidos-que-estan-incomunicados

«34 detidos numa operação punitiva contra os jovens da esquerda abertzale», de Ramón Sola
O Estado espanhol supera-se a si mesmo na sua guerra contra a esquerda abertzale. Polícia espanhola e Guarda Civil efectuaram ontem a maior operação em muitos anos e optaram por dirigi-la contra os seus jovens. Na sequência de 34 detenções, multiplicaram-se as inspecções em busca de elementos que sirvam de prova, embora Rubalcaba tenha deixado claro que não precisa delas: basta acusá-los de pertencerem à Segi e, portanto, ao «alfobre da ETA».
http://www.gara.net/paperezkoa/20091125/168672/es/34-detenidos-una-operacion-castigo-contra-jovenes-izquierda-abertzale

«Comprometidos e preparados de sobra», de Iñaki Iriondo
Os jovens detidos ontem são conhecidos e estimados no seu meio social. Não escondiam a sua ideologia, a maioria realizava ou tinha realizado estudos com normalidade e, para lá da sua militância política, trabalhavam nas mais diversas associações. Um retrato distante da imagem que certos meios vendem e que é comum na esquerda abertzale.
http://www.gara.net/paperezkoa/20091125/168612/es/Comprometidos-sobradamente-preparados

Hatortxurock 11: solidariedade com os perseguidos políticos bascos

O festival solidário com os presos políticos bascos já tem uma data: urtarrilak 9 de Janeiro. O cartaz também já é conhecido, mas ainda não é do conhecimento público o local onde o festival vai decorrer.

Não percas! Zatoz!

Fonte: apurtu.org

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A esquerda abertzale afirma que o PSOE procura frustrar o debate político e abortar «todas as soluções pela força»


A esquerda abertzale expressou em primeiro lugar a sua solidariedade aos jovens detidos esta madrugada e aos seus familiares e amigos, e manifestou-se preocupada com ao tratamento que possam receber enquanto permanecerem em poder da Polícia, ao mesmo tempo que exigiu a sua «imediata» libertação.

No comunicado que divulgou, a esquerda abertzale recorda que anda há vários meses imersa num debate profundo e a trabalhar para definir «uma estratégia eficaz que conduza Euskal Herria a uma mudança política e a um cenário democrático», algo de que, na sua óptica, «o Estado espanhol tem medo, de forma bastante evidente».

Em seu entender, «já se sabia que o Estado iria empreender operações repressivas deste tipo para frustrar esse debate e a iniciativa política da esquerda abertzale, pois, na verdade, a repressão é o único instrumento que o Estado espanhol possui».

A esquerda independentista insiste na ideia de que o Estado espanhol tem «um medo enorme» do debate político porque «carece de argumentos para justificar a negação de Euskal Herria e o direito da cidadania basca a decidir». Neste sentido, afirma que o PSOE «quer fechar a via a todas as soluções pela força» e pretende «impor pelas armas o projecto de Espanha».

A esquerda abertzale reitera o seu compromisso com os conteúdos da declaração de Altsasu e realça que «nenhum ataque repressivo nos irá tirar do nosso caminho».

«Por mais que ladrem, não nos vão desviar da nossa decisão de empreender e desenvolver um processo democrático. A esquerda abertzale está disposta a empreender um confronto político com o Estado, e dá as mãos aos agentes políticos, sindicais e sociais para levar a cabo este processo».

Finalmente, apela à participação nas mobilizações que forem convocadas para protestar contra esta «operação político-policial».
Fonte: Gara
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Comunicado na íntegra:

«Declaração da Esquerda Abertzale face à detenção de 34 jovens independentistas bascos»
http://www.ezkerabertzalea.info/irakurri.php?id=2716

34 detenções e 92 inspecções numa macro-operação contra jovens independentistas


34 jovens independentistas foram detidos numa macro-operação levada a cabo esta madrugada por 650 agentes da Polícia espanhola e da Guarda Civil em Gipuzkoa, Nafarroa, Araba e Bizkaia contra a organização Segi, por ordem do juiz Fernando Grande Marlaska. As forças policiais inspeccionaram 92 habitações, gaztetxes, herriko tabernas e associações de moradores, de acordo com o Ministério do Interior.

O Ministério espanhol do Interior divulgou um comunicado em que dá conta de 34 detenções efectuadas esta madrugada em diversas localidades de Hego Euskal Herria [País Basco Sul] pela Polícia espanhola e pela Guarda Civil, sob as ordens do juiz Fernando Grande Marlaska, que se deslocou a Donostia juntamente com dois magistrados e a cúpula policial para coordenar a operação, em que participaram 650 agentes das FSE.

O Ministério do Interior refere na sua nota que os detidos «detinham alegadamente funções de responsabilidade» na Segi, e que a operação representa «o decapitação da estrutura directiva» da organização independentista juvenil e «um golpe de impacto no seu financiamento e na estrutura logística».

A operação dirige-se «contra o processo de reforço da estrutura organizativa da Segi, que pretendia incrementar o número de militantes», bem como «potenciar os processos de formação, para poder concretizar as linhas de actuação estabelecidas pela ETA».

[E basta!]

Nafarroa
Em Nafarroa, a operação teve lugar em Iruñea, Barañain e Burlata. Segundo informou o Movimento pró-Amnistia, em Burlata foi presa Itsaso Torregrosa, em Barañain Garbiñe Urra, Jon Ziriza, Oihana Fernández e Raúl Iriarte, e em Iruñea Amaia Elkano. O donostiarra Mikel Eskiroz também foi detido na capital navarra.

Araba
Em Araba, as detenções ocorreram na capital. De acordo com a organização anti-repressiva, os detidos são os irmãos Aitor e Jon Liguerzana, Ion Anda, Bittor Gonzalez, Jagoba Apaolaza, Zumai Olalde, Néstor Silva, Unai Ruiz Pou e Goizane Pinedo.

Gipuzkoa
Em Gipuzkoa, a operação atinge várias localidades. Em Villabona foi preso Mikel Ayestaran, em Andoain Euken Villasante, em Legorreta a habitante de Gros Garazi Rodriguez, em Donostia Maialen Eldua, Oier Ibarguren, Eihar Egaña e Aitziber Arrieta; em Tolosa Haritz López, em Amezketa Irati Mujika e em Zaldibia Xumai Matxain. O elorrioarra Ibai Esteibarlanda foi detido em Hondarribia, de acordo com o Ministério da Guerra, perdão, do Interior.

Bizkaia
Na Bizkaia, o jovem iruindarra Oier Zuñiga foi detido em Bilbau. Em Iurreta prenderam Eñaut Aiartzaguena e em Zamudio, Haritz Petralanda. Por seu lado, Idoya Iragorri, Mikel Totorika e Nahaia Aguado foram capturados em Sestao. O Gara também sabe que foi detido Joseba Dalmau (Galdakao).

Mais sete tentativas de detenção e uma centena de inspecções
O Movimento pró-Amnistia informou que as forças policiais tentaram deter outras sete pessoas, três delas na Bizkaia, outras três em Iruñerria [comarca de Pamplona] e uma em Gipuzkoa. Ainda inspeccionaram as casas de outras duas pessoas em Lekeitio, mas sem mostrarem qualquer ordem de dentenção.

A Guarda Civil e a Polícia inspeccionaram numa centena de habitações, gaztetxes, bares, garagens e outros locais. Concretamente, a nota do Ministério espanhol do Interior precisa que foram 46 as casas e 21 os estabelecimentos inspeccionados pela Polícia espanhola, enquanto os inspeccionados pela Guarda Civil são dez estabelecimentos e 15 casas particulares. Daqui levaram «abundante documentação da Segi e suportes informáticos», autocolantes, garrafas de camping-gas, 6000 euros em envelopes e «publicações Zutabe», entre outros materiais.

Entre os estabelecimentos inspeccionados encontram-se os gaztetxes de Andoain, Zaldibia, Zizur, Barañain e Atarrabia, e um outro local utilizado por jovens desta última localidade; as associações de moradores de Antsoain e da Alde Zaharra de Iruñea, o «auzotegi» da Txantrea e a sociedade Carbonilla da Errotxapea, a sociedade Mendieta de Sestao e uma outra sociedade em Iurreta.

Para além disso, inspeccionaram as herriko tabernas de Zaldibia, Andoain e do bairro donostiarra de Egia, o bar Zaldiko de Antsoain, o Arrano de Iruñea, bem como o bar Intxurre de Tolosa. Nesta última localidade também se dirigiram ao estabelecimento Sanblaspeko.
Foram convocadas manifestações de protesto para Azpeitia, Hendaia, Donostia, Villabona, Andoain, Tolosa, Iruñea, Zumaia, Zarautz, Zaldibi, Legorreta, Galdakao e Gasteiz.
Notícia completa: Gara

Faxismoari STOP!
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EUSKAL GAZTERIA aurrera!
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Gora Gazte Independentistak!
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Vivam os Jovens Independentistas!

Ekin dezagun batera! Trabalhemos juntos!


Nós, das Gazte asanbladak, dos movimentos estudantis, das konpartsak juvenis, dos projectos de comunicação, do movimento feminista... somos bastante esmagados por este sistema patriarcal e capitalista, mas também lhe fazemos frente, na busca de alternativas, de um outro modelo.
Vamo-nos unir, organizar, debater!

TRABALHEMOS JUNTOS!
VAMOS PÔR ESTE SISTEMA EM CAUSA!
http://www.gaztesarea.info/topatu/

III Jornadas da Ahaztuak 1936-1977 em Arrigorriaga


Ahaztuak 1936-1977 * E.H.
Pelo terceiro ano consecutivo, a Ahaztuak 1936-1977 vai promover em Arrigorriaga umas jornadas dedicadas à recuperação e à socialização da memória histórica democrática e antifascista desta localidade biscainha. Têm início hoje, dia 24, e decorrem também nos dias 25 e 27 de Novembro e 1 de Dezembro.
http://ahaztuak1936-1977.blogspot.com/2009/11/jornadas-de-ahaztuak-1936-1977-en.html

Fonte: SareAntifaxista

Los hipócritas

Los hipócritas no tienen rostro, apenas la sonrisa maquillada con que ensamblar la pose y la fachada para poder sumarse al carnaval y simular una apariencia humana.

Los hipócritas no tienen amigos, como mucho otros socios de embozos y emboscadas con quienes tramar complicidades y multiplicar los beneficios.

Los hipócritas no tienen sueños, quizás las alas rotas de tanto otear el suelo, si acaso la utopía a plazo fijo o la pesadilla del espejo cuando el tiempo se cobre los olvidos.

Los hipócritas no tienen palabras, únicamente voces de artificio, registros de fogueo con que acallar conciencias y maquinar coartadas.

Los hipócritas no tienen vergüenza, la extraviaron delante de sus ojos el día en que aprendieron a ignorarla para no exponerse más a verla.

Los hipócritas no tienen memoria ni conservan archivos de su infamia, que no hay verdad que no deba mentirse ni mentira que no pueda afirmarse.

Los hipócritas no tienen amor, sólo miedo a conocerse y a que los descubran, a que la vida reivindique su pulso y los pulmones dejen salir el aire.

Los hipócritas no tienen Dios, les basta darse golpes en el pecho invocando su nombre en el temor de que alguna vez los oiga.

Los hipócritas no tienen pasado, se conforman con negar las evidencias y esconder sus páginas en blanco, siempre cautivos de la farsa urdida pero a salvo del dictamen de la historia.

Lo único que, en una sociedad como la nuestra, tienen los hipócritas es... futuro.

Pero, eso sí, un futuro sin rostro, sin amigos, sin sueños, sin palabras, sin vergüenza, sin memoria, sin amor, sin Dios, sin pasado... sin futuro.

Koldo CAMPOS SAGASETA
Fonte: rebelion.org via worldinconflict.es

Propaganda franquista em 'El Diario Vasco'

Deparámos com esta pérola no Eusko Blog, do oitavo herrialde ou Diáspora basca. Não nos cabe dizer mais nada, ainda que nos venham à memória certas patranhas anti-apologéticas de responsáveis políticos espanhóis e basco-espanhóis. A apologia é explícita. A prosa dos nossos companheiros bloguistas, certeira:

«Para que se den una mejor idea de la desvergüenza a la que llegan los propietarios y directivos del periódico español publicado en Gipuzkoa titulado Diario Vasco vean lo que han publicado hoy en su sección de obituarios:

No queda duda, los trogloditas de la fundación que pagó por la esquela son apologistas del fascismo y del terrorismo de estado. Los de Diario Vasco sacan a relucir el cobre, tan tranquilos, ni a los unos ni a los otros les exigirán nunca "condenar la violencia".»
Fonte: Eusko Blog: Gasteleraz

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mikel Zabalza e Jon Anza

Enquanto uma das partes do conflito reconheceu sempre a sua responsabilidade, a outra brandiu o negacionismo como bandeira, e continuará seguramente a brandi-lo se não se articularem meios eficazes para o impedir

Agora que passam 24 anos desde que Mikel Zabalza foi morto sob tortura, tendo aparecido «afogado» no rio Bidasoa depois de ser detido pela Guarda Civil e estar 20 dias desaparecido, queria prestar-lhe uma sentida homenagem e ao mesmo tempo realçar que o sucedido durante aqueles 20 intensos dias nos deve servir de exemplo para redobrarmos esforços na denúncia de um outro desaparecimento cuja responsabilidade aponta também claramente para os torturadores espanhóis, o de Jon Anza.

Com efeito, a enorme pressão popular que se viveu em Euskal Herria após o desaparecimento de Mikel Zabalza não deixou outro remédio às autoridades senão fazer aparecer o seu cadáver, que de outra forma teria desaparecido para sempre, pois segundo a versão oficial este teria conseguido evadir-se quando era levado por três guardas civis para reconhecer um suposto esconderijo da ETA que nunca apareceu.

Muito pouca gente se deixou enganar em Euskal Herria por aquela inverosímil versão, e anos mais tarde soube-se que Mikel morreu no tristemente célebre quartel de Intxaurrondo, quando era submetido à «banheira» por vários guardas civis, entre os quais se encontravam Enrique Dorado e Felipe Bayo, condenados mais tarde, juntamente com o seu chefe Enrique Rodríguez Galindo, no caso Lasa-Zabala.

De forma semelhante ao que aconteceu naquele caso, os serviços secretos já sabiam em 1985 o que verdadeiramente se tinha passado com Zabalza, como consta num dos relatórios internos do CESID, mas tanto os Governos do PSOE como os do PP negaram sempre a integração do referido documento no processo judicial, alegando que é segredo e que a sua desclassificação poria em perigo a segurança do Estado, pelo que o caso nunca chegou a ir a julgamento.

Por sorte, a família de Mikel Zabalza conseguiu ao menos recuperar o seu cadáver, como também foi possível recuperar os de Josean Lasa e Joxi Zabala, mas outros militantes independentistas que de acordo com todos os indícios sofreram o mesmo horrível final naquela época (Pertur, Naparra, Popo) ainda permanecem desaparecidos.

Recentemente voltou a acontecer um caso semelhante. O refugiado Jon Anza desapareceu no Estado francês quando se dirigia de Baiona para Toulouse de comboio, e os seus familiares e amigos, depois de denunciarem o facto na justiça francesa e com a absoluta certeza de que o seu desaparecimento se deveu a uma acção das forças de segurança espanholas, enquadraram-no na «guerra suja do século XXI».

Quase seis meses depois, no dia 3 de Outubro, o Gara informou que, segundo fontes de toda a confiança, Anza teria sido sequestrado por agentes policiais espanhóis, e como se encontrava gravemente doente, faleceu quando o submeteram à tortura para o interrogar. O Gara acrescentou que «estas fontes garantem que decidiram então desfazer-se do corpo sem vida, enterrando-o em território francês». De forma bastante significativa, enquanto a procuradora francesa que conduz o caso reagiu de imediato perante essas revelações, tanto as autoridades como os grandes meios de comunicação espanhóis guardaram o mais absoluto mutismo a este respeito.

Mikel Zabalza também tinha problemas de saúde quando foi detido pela Guarda Civil (tinha sido operado várias semanas antes), e não restam dúvidas de que esses problemas tiveram muito a ver com a sua morte, ao ser submetido à «banheira». Se assim não fosse, teria seguramente sobrevivido, como outros milhares de vítimas dos torturadores, e é também bastante provável que o destino de Jon Anza não tivesse sido o seu actual desaparecimento, caso a sua saúde não se encontrasse tão deteriorada, pois não parece que a intenção inicial dos seus captores fosse a de o fazer desaparecer, como a Lasa e Zabala, Pertur, Naparra ou Popo. «Escapou-se-lhes», como aconteceu com Mikel Zabalza, e muito temo que o seu cadáver jamais apareça, a não ser que os obriguemos a tal, como no caso de Mikel.

É preciso recordar que, sendo ministro do Interior do Governo de José María Aznar, Jaime Mayor Oreja afirmou que a «ETA mata, mas não mente». O Estado espanhol, ao invés, não só mata como, sobretudo, mente a torto e a direito; especialmente no que se refere à tortura e à guerra suja, que estiveram sempre intimamente ligadas. Assim, enquanto uma das partes do conflito reconheceu sempre a sua responsabilidade, a outra brandiu o negacionismo como bandeira, e continuará seguramente a brandi-lo se não se articularem meios eficazes para o impedir.

Por isso é tão urgente desmascarar esse negacionismo hipócrita e obrigá-lo a destapar as cloacas do Estado reconhecendo o que se passou com esses milhares de vítimas da guerra suja e da tortura que continuam sem ser reconhecidas como tais. Queremos a verdade e a queremo-la já!

Xabier MAKAZAGA
membro do Torturaren Aurkako Taldea [Grupo contra a Tortura]
Fonte: Gara

Brouard e Muguruza, um exemplo muito vivo


São muitas as pessoas que neste país ainda se lembram do local onde se encontravam no dia 22 de Novembro de 1984, porque nesse dia dezenas de milhares de cidadãs e de cidadãos paralisaram o centro de Bilbau para homenagear Santi Brouard. Poucos políticos bascos, poucos militantes abertzales receberam uma despedida popular tão impressionante como aquela, com o féretro colocado na escadaria da Câmara Municipal em que Brouard foi vereador pelo Herri Batasuna, formação política pela qual também foi eleito para o Parlamento de Gasteiz. Dois dias antes tinha sido baleado no consultório onde exercia como médico pediatra. Cinco anos depois, num outro nefasto 20 de Novembro, Josu Muguruza, outro destacado militante do HB era morto num outro tiroteio, em Madrid, para onde tinha ido como deputado, quando se encontrava com vários companheiros perto do Parlamento espanhol.

Em Lekeitio, terra natal de Brouard, recordou-se ontem, uma vez mais, a trajectória política de ambos, o seu compromisso pessoal com Euskal Herria e a sua activa militância na esquerda abertzale. Quem organizou, executou e aplaudiu aqueles crimes, assim como quem deles procurou tirar partido para tentar mudar o rumo da esquerda abertzale, não estaria à espera de que, tantos anos depois, esta opção política continuasse a deter um papel tão relevante como o que a sociedade basca lhe conferiu.

Tendo em vista estes aniversários, Tasio Erkizia, que conheceu de perto tanto um como o outro, encontrava semelhanças entre o que então aconteceu e o que actualmente se passa em Euskal Herria. Ao referir-se à operação policial que acabou com o encarceramento de Arnaldo Otegi, Rafa Díez, Miren Zabaleta, Sonia Jacinto e Arkaitz Rodríguez, afirmava o seguinte: «Não restam dúvidas de que as últimas detenções obedecem a uma estratégia de Estado para evitar uma saída política para o conflito, como aconteceu com o assassinato de Santi».

Então, como agora, o PSOE manejava os cordelinhos do poder espanhol a partir de La Moncloa e, ao que parece, insiste na recusa em aprender com os seus erros.
Fonte: Gara

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«Homenagem a Santi Brouard: Lekeitio recorda o lado mais humano do político e pediatra», de Agustín Goikoetxea
As crianças foram os protagonistas da homenagem prestada a Santi Brouard na sua Lekeitio natal, quando passam 25 anos desde que foi assassinado pelas balas disparadas por dois mercenários ao serviço das teias negras do Estado espanhol. A dimensão mais humana do reconhecido pediatra esteve presente a escassos metros do mar que tanto amou.
Notícia completa: Gara

Nas fotos, imagens da homenagem a Santi Brouard na sua terra natal, Lekeitio, ontem.

Centenas de vozes cantam a favor do «Egunkaria»


Centenas de pessoas juntaram-se no sábado na Alde Zaharra em torno da «Kantu Jira» que se realiza todos os meses em Donostia por iniciativa popular e que esta semana pretendia apoiar os processados no «caso Egunkaria».
Os participantes fizeram o trajecto que une as praças da Trinidad e da Constituição cantando temas bascos conhecidos. Para além disso, durante toda a manhã um grupo de dultzaineros de Hernani encarregou-se de animar as ruas da Parte Velha. Os processados Joan Mari Torrealdai e Martxelo Otamendi foram alguns dos participantes nesta iniciativa. O primeiro agradeceu o apoio popular desde o fechamento do periódico, em 2003, e pediu que não pare, uma vez que o julgamento irá começar em breve.
A «Kantu Jira» nasceu na sequência do fechamento do Egunkaria, como expressão de denúncia. Desde então, em Donostia, realizaram este acto no terceiro sábado de cada mês. Na próxima sexta-feira o protesto passará para Baiona, onde se concentrarão às 18h.
Fonte: Gara

As inspecções fazem com que mais de 40 presos políticos fiquem sem visita

Só entre sexta-feira e sábado foram mais de quarenta os prisioneiros políticos bascos encarcerados no Estado espanhol que ficaram privados de encontros íntimos e familiares, já que os seus seres queridos se recusaram a ser inspeccionados fisicamente. Por outro lado, em Tafalla celebrou-se o dia dos exilados - Errefuxiatuen Eguna.

Na sequência da ordem dada pelas Instituciones Penitenciarias aos carcereiros do Estado espanhol para inspeccionarem e revistarem os familiares dos presos políticos bascos quando estes fizerem as visitas, e após a decisão tomada pelo Colectivo de Presos Políticos Bascos de não aceitar qualquer forma de tratamento humilhante aos seus familiares, este fim-de-semana foram mais de quarenta os presos políticos bascos que ficaram sem visitas, em virtude da insistência nas inspecções aos familiares.

Segundo informou a associação de familiares e amigos dos presos bascos, Etxerat, em Algeciras foram quatro os presos que perderam a visita; se a três familiares foi aplicada a «raquete», a um quarto quiseram-no meter numa divisão à parte para o revistar fisicamente; recusou-se a aceitar esse tratamento e os restantes familiares associaram-se ao protesto. Este tipo de situações repetiu-se no sábado nas diversas prisões do Estado espanhol.

Assim e de acordo com a Etxerat, na prisão de Puerto III foram três os presos bascos que ficaram sem visitas; na prisão de Albolote (Granada), cinco; na de Soto del Real (Madrid), quatro; na de Huelva, cinco - mas, quando os restantes presos bascos souberam o que tinha acontecido, também se recusaram levar a cabo a visita normal; na de Teruel, dois; na Herrera de la Mancha, cinco; na de Almeria, três; na de Villena, três (estava previsto um encerro para ontem como forma de protesto; na de Dueñas, quatro; e dois na de Foncalent.
Convém destacar o que se passou na prisão de Alacant, onde o companheiro da presa política Agurtzane Izarza perdeu a visita íntima por se ter recusado a ser inspeccionado fisicamente.

Manifestação em Tafalla
Mas depois, às 12h30, quando se preparava para efectuar a visita normal, quatro guardas civis apareceram no locutório e levaram-no para um quarto, onde foi inspeccionado fisicamente, de forma exaustiva, segundo a Etxerat. De acordo com a associação, os militares comunicaram-lhe que, perante a sua recusa a ser revistado pelos carcereiros, serão eles a cumprir a ordem.

Por outro lado, no sábado 350 pessoas participaram numa manifestação em Tafalla (Nafarroa) no âmbito da jornada organizada em apoio aos refugiados políticos bascos. Nessa marcha recordaram os conterrâneos que tiveram de fugir de Tafalla por causa da repressão.
Fonte: Gara

Patxi Urrutia em liberdade


O membro do Batasuna Patxi Urrutia foi posto em liberdade na sexta-feira, depois de pagar uma fiança de 30 000 euros.

Detido em Fevereiro do ano passado pela Polícia Espanhola em Iruñea [Pamplona] numa operação contra o Batasuna, por ordem do juiz do tribunal de excepção espanhol Baltasar Garzón, o preso político basco natural de Amaiur (Nafarroa) foi posto em liberdade quase dois anos depois. Para tal, teve de pagar uma fiança, e saiu na sexta-feira à tarde da prisão de Segóvia.
Fonte: apurtu.org

Solidariedade internacional: em Bolonha, «Paese Basco: No Apartheid!»


Partigiani nel Cuore d'Europa
Serata musicale e d'informazione sul Paese Basco
Venerdì 4 Dicembre

«Il parlamento basco è stato occupato dai partiti spagnoli, dichiarando "illegali" le liste pro-basche.
I portavoce della sinistra basca e dei sindacati sono stati arrestati.
Centinaia di giovani sono stati minacciati, arrestati, torturati.
JON ANZA è stato sequestrato dalla polizia spagnola il 18 aprile, torturato a morte e seppellito nello Stato Francese.»

Mais informação:
http://www.askapena.org/?q=eu/node/650

domingo, 22 de novembro de 2009

Josu, Santi... irabaziko dugu! Venceremos!



Em memória de Santi Brouard e Josu Muguruza, figuras que iluminam o caminho de Euskal Herria para a soberania.

Ver também, a propósito das homenagens a Santi e a Josu:
«A Ertzaintza intervém na homenagem a Brouard e Muguruza, em Bilbau, e retira uma faixa»
Na sexta-feira, a Ertzaintza interveio na homenagem a Santi Brouard e a Josu Muguruza, mortos há 25 e 20 anos, respectivamente, e levou uma faixa em que se lia «Josu Muguruza, PSOEk erahila» [Josu Muguruza, assassinado pelo PSOE], alegando que cumpriam ordens.
http://sareantifaxista.blogspot.com/2009/11/el-gal-vuelve-actuar-en-bilbo.html

«No sábado, a Ertzaintza voltou provocar Rekalde sem êxito»

O mural que se encontra no bairro de Errekalde, em Bilbau, tinha sido vandalizado no dia 18 e no sábado passado, no âmbito de uma cerimónia de homenagem a Josu Muguruza em que participaram, entre outros, membros da esquerda abertzale, da Sare Antifaxista ou do Boltxe Kolektiboa, diversas pessoas decidiram reconstruir o mural. Nessa altura, apareceram dois carros da Ertzaintza e os agentes tentaram identificá-las, por entre o repúdio dos populares.
Entretanto, correu pelas redondezas o rumor da agressão policial e um número crescente de pessoas fez frente aos agentes, discutindo com eles e defendendo quem dava cara nova ao mural. Os agentes lá acabaram por se ir embora, por entre aplausos e... «que se vayan!».
Por fim, a calma regressou a Errekalde e, quando o trabalho artístico foi dado por concluído, os que nele participaram foram ovacionados pela população do bairro que ali se encontrava.
Naquele local, Josu olha para o bairro por cima da repressão. Os autores do mural reconheceram que, sem a presença dos populares, teriam sido detidos. Mais uma pequena vitória do Movimento Popular sobre o sistema e o seu aparelho repressivo.
http://www.lahaine.org/index.php?p=41543

Argazkiak eta laguntzaile / Fotos e colaboração: Soniko
http://kalekobegiak.blogspot.com/
http://www.flickr.com/photos/soniko/

Fonte: SareAntifaxista

A ONU exorta o Estado espanhol a acabar com a tortura


O Estado espanhol voltou a suspender o exame da ONU. A sua Comissão contra a Tortura exorta-o uma vez mais a abolir o regime de incomunicação e mostra o seu desacordo com a leveza das penas aplicadas a estes crimes. Por outro lado, saúda algumas modificações, como a tardia criação do obrigatório Mecanismo contra a Tortura. O Governo espanhol decidiu que quem deve exercer esta função fiscalizadora é o Defensor do Povo: Enrique Múgica Herzog.

O Comissão contra a Tortura da ONU tornou público na sexta-feira um novo relatório sobre o Estado espanhol, depois do exame a que o submeteu na semana passada. A conclusão não podia ser outra, tendo em vista os relatórios anteriores e a insistência do Governo espanhol em manter a sua prática habitual: a ONU exorta-o novamente a abolir o regime de incomunicação aos detidos. Contudo, as letras pequenas do relatório revelam outros detalhes mais dignos de nota quando apreciados a partir de Euskal Herria, como seja a confirmação de que o Governo espanhol optou por apresentar como garante contra a tortura o Defensor do Povo, isto é, Enrique Múgica Herzog.

O Governo Zapatero comunicou à ONU que as funções do chamado Mecanismo Nacional de Prevenção da Tortura serão desempenhadas pelo Defensor. A criação deste Mecanismo era uma obrigação para o Executivo depois de ter subscrito em Abril de 2006 o Protocolo contra a Tortura da ONU, que impõe a implementação destas e de outras medidas. Trata-se de uma entidade que deve fiscalizar os períodos de detenção e que, portanto, deveria entrar nos calabouços e nas esquadras para examinar como decorrem os períodos de detenção.

A dada altura, a Coordenadora para a Prevenção da Tortura, composta por dezenas de organizações de todo o Estado espanhol, já tinha alertado para o facto de Madrid estar a tentar confiar ao Defensor do Povo o cargo do referido Mecanismo. Após dois anos de consultas reiteradas com organizações deste âmbito, há apenas algumas semanas, nas vésperas do exame da ONU, e sem fazer publicidade, o Executivo concretizou essa intenção.

A comissão com sede em Genebra aceita a eleição, mas reclama ao Estado que dote o Defensor do Povo de «recursos humanos, materiais e financeiros adequados para exercer de maneira independente e eficaz o seu mandato de prevenção em todo o país».

«Deve revê-lo»
No que diz respeito ao fundo da questão, a Comissão contra a Tortura explica que «toma nota» das «disposições adoptadas para melhorar as garantias dos detidos submetidos ao regime de incomunicação». Refere concretamente o chamado «protocolo Garzón», o Plano de Direitos Humanos e outras medidas.

No entanto, afirma que «deve reiterar a sua preocupação - partilhada por todos os relevantes órgãos regionais e internacionais de protecção dos direitos humanos - pelo facto de o regime de incomunicação utilizado pelo Estado espanhol nos crimes de terrorismo e grupo armado, que pode chegar aos treze dias, violar as salvaguardas próprias de um Estado de Direito contra os maus tratos e actos de tortura. A Comissão continua especialmente preocupada com as limitações que este regime provoca».

Consequentemente, estabelece que «o Estado parte deve rever o regime de incomunicação, com vista à sua abolição, e assegurar que todas as pessoas privadas da sua liberdade tenham acesso aos seguintes direitos fundamentais do detido: a) escolher um advogado por si designado; b) ser visitado por um médico da sua escolha; c) que seja do conhecimento de um familiar ou pessoa que o detido deseje o facto da detenção e o lugar de custódia em que se encontre em cada momento; d) poder falar em privado com um advogado (direito que é actualmente restringido, mesmo quando se trata de um advogado de ofício)».

As preocupações da ONU não se centram apenas no regime de detenção, mas também na leveza das penas aplicadas por crimes de tortura - cujas sentenças no caso de Euskal Herria se contam pelos dedos de uma mão. Depois de mencionar que o Código Penal estabelece penas para a tortura entre os dois e os seis anos de prisão nos casos graves e de um a três se não o são, refere que esta qualificação «não parece ser exactamente conforme ao artigo 4 (2) da Convenção, que estipula a obrigação de qualquer Estado parte de punir todos os actos de tortura com penas adequadas nas quais se tenha em conta a sua gravidade».

Critica também o facto de os crimes de tortura prescreverem num prazo máximo de quinze anos, «e serem apenas imprescritíveis se constituírem um crime de lesa humanidade». Para a ONU, Madrid deveria garantir que a tortura não prescrevesse «em nenhum caso». E exorta-o ainda a recompilar os casos de tortura em centros policiais, que são actualmente «imprecisos e incongruentes».

Ramón SOLA
Fonte: Gara

Na foto, Unai R., um dos cidadãos bascos torturados nos calabouços espanhóis.

Apurtu Berriak: Sete meses depois, onde está o Jon?


A apurtu.org entrevistou os familiares de Jon Anza. Sete meses depois do seu desaparecimento, continuam a perguntar aos estados espanhol e francês o que fizeram com o Jon.
Zazpi hilabete geroago, non da Jon? Zer egin duzue Jonekin?

Treze cidadãos bascos vão ser julgados na AN, «pelo sim, pelo não»


Treze pessoas que foram detidas numa das denominadas operações preventivas serão julgadas a partir do dia 9 de Dezembro na Audiência Nacional espanhola. A principal prova contra elas é a alegada existência de uma lista encriptada onde estariam os seus nomes em código ou as suas alcunhas. A lista terá sido apreendida a um militante da ETA e a Polícia espanhola parece ter partido do princípio de que estas pessoas poderiam vir a fazer parte da organização armada.
Face a este novo julgamento, foram postas em marcha diversas iniciativas e mobilizações, que terão lugar nos próximos dias. Até ao momento, o Município de Altsasu (Nafarroa) já se posicionou contra este julgamento e deu o seu apoio ao munícipe Ramón López Cid. Para além disso, publicaram um dossier com informação sobre mais este julgamento.
Fonte: apurtu.org

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Eurodeputados do grupo Friendship pedem à UE que promova um processo de paz em Euskal Herria

O «grupo de apoio a um processo de paz em Euskal Herria» apresentado no Parlamento Europeu em 2006 considera que a declaração da esquerda abertzale representa «um passo de grande importância para alcançar um cenário de paz», pelo que exorta todas as partes envolvidas no conflito a «reagirem com responsabilidade». À UE, pede-lhe que «apoie e promova um processo» de resolução.

A eurodeputada irlandesa Bairbre de Brún (Sinn Féin) e a letã Tatjana Zdanoka, dos grupos GUE-NGL e Verdes-ALE, respectivamente, deram na quarta-feira passada uma conferência de imprensa no Parlamento Europeu em representação do Friendship «Para um Processo de Paz no País Basco», na qual saudaram «calorosamente» a declaração política apresentada no sábado passado em Altsasu por uma centena de destacados militantes da esquerda abertzale.

Na sua opinião, trata-se de «um passo de grande importância» que «possibilita um cenário positivo que pode resultar num processo de paz», pelo que pediram a todas as partes envolvidas no conflito político que «reajam com responsabilidade» e se comprometam «num processo que se encaminhe para conversações de paz».

Para o Friendship, a «única solução válida» para todos é aquela que se alcançar através de um acordo multilateral e «que se baseie no diálogo, na utilização de vias pacíficas e democráticas e que outorgue aos bascos o direito de decidirem livremente sobre o seu futuro».

Petição à União Europeia
Tendo em vista a cimeira que os chefes de Estado e de Governo da União Europeia tinham ontem em Bruxelas, as eurodeputadas aproveitaram para pedir à UE e aos Vinte e Sete que «apoiem e promovam um processo de paz no País Basco», manifestando simultaneamente a sua esperança de que a próxima presidência espanhola «seja frutífera na busca de uma solução pacífica» para o conflito político.
O «grupo de apoio para um processo de paz» reclamou também a libertação de Arnaldo Otegi e de todos os militantes independentistas detidos pela sua actividade política e fez especial menção ao caso de Karmelo Landa, cuja detenção foi considerada «arbitrária» pelo Grupo de Trabalho sobre a Detenção Arbitrária da ONU.
O Friendship expressa o seu desejo de continuar a trabalhar para a resolução do conflito.
Fonte: lahaine.org

Ver também:
«O Friendship coloca a declaração de Altsasu na agenda da UE»
http://www.gara.net/paperezkoa/20091119/167431/es/El-Friendship-coloca-declaracion-Altsasu-agenda-UE
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O comboio de Altsasu chega a Estrasburgo sem passar por Madrid

Alguns meios etiquetaram a declaração de Altsasu de «proposta», outros de «oferta»... Mas, tendo em conta o texto, parece mais acertado falar de «iniciativa». A novidade reside no facto de que nesta ocasião não existe acordo prévio com ninguém: nem com o Governo espanhol, como em 2005, nem com as formações abertzales, como em 1998. Mas, por outro lado, há uma vontade de acordo futuro com todos. Há um caminho que se fará andando. Por isso, iniciativa é a palavra que melhor define o movimento, na medida em que é unilateral.

Que não exista acordo prévio pode parecer mau à partida, mas também apresenta uma vantagem extra: não depender de ninguém, só das próprias forças e da capacidade de convencer o resto. Por trás de etiquetas como «proposta» ou «oferta» esconde-se uma pequena armadilha: conceder a Madrid a capacidade de a vetar (e disso os bascos já têm exemplos de sobra). Que o Governo espanhol optaria pelo desprezo inicial era mais que sabido, mas o comboio que começoou a andar no sábado em Altsasu tem muito caminho pela frente e diversos carris para poder circular. E, como prova disso, chegou já a Estrasburgo sem passar por Madrid. Que o Estado se sente numa mesa de negociação será só uma mais estação, porventura a última. Para o conseguir será imprescindível acertar no trajecto e encher as carruagens, até que se sinta sozinho na plataforma.

Ramón SOLA
Fonte: Gara

As figuras de Brouard e Muguruza iluminam Euskal Herria

Gara, Bilbo eta Lekeitio * EH
Passam hoje 25 e 20 anos desde que as balas disparadas pelas teias negras do Estado espanhol tiraram a vida a Santi Brouard e a Josu Muguruza. Apesar do tempo passado, o carácter dialogante e comprometido destes dois militantes carismáticos ilumina hoje em dia com mais força o caminho para a plena soberania de Euskal Herria.

Haverá diversos actos de homenagem até domingo em Bilbau e Lekeitio.
http://www.gara.net/paperezkoa/20091119/167478/es/Las-figuras-Brouard-Muguruza-iluminan-Euskal-Herria
Ontem, nos cinemas Capitol, em Bilbau, estreou-se um documentário sobre a vida de Santi Brouard.
http://www.gara.net/paperezkoa/20091120/167714/es/Estrenan-documental-sobre-vida-Santi-Brouard-que-podra-adquirir-hoy-GARA

Fonte: SareAntifaxista

Tasio (Gara)