Tasio (Gara)
domingo, 21 de agosto de 2011
Denunciam a provocação de um grupo de guardas civis à paisana nas festas de Burlata
Organismos populares de Burlata (Nafarroa) denunciaram os factos ocorridos na quarta-feira passada no recinto de festas da peña Euskal Herria protagonizados por um determinado grupo de pessoas, duas das quais se identificaram como guardas civis.Segundo referiram, sete pessoas (cinco homens e duas mulheres) acederam ao espaço da peña e «tentaram dar cabo da festa através de provocações contínuas (empurrões, insultos, ameaças…), algo que não conseguiram graças à intervenção de alguns membros da junta, que decidiram apagar a música e acender todas as luzes, e à atitude serena e ao sentido prático de quem estava a gozar a festa, que optou por não ceder às provocações». Enquanto isto acontecia, dois dos indivíduos do grupo provocador mostraram os seus distintivos de guardas civis.
Os colectivos acrescentam que o acosso violento não ficou por ali, «posto que uma das mulheres que criticaram a sua conduta foi perseguida quando ia para casa».
Na nota, assinada pelo colectivos Peña Euskal Herria, Peña Aldabea, Peña Karrikagoiti, Eutsi Goiari, Axular Kultur Elkartea, Larratz Dantzari Taldea, Burlata Herriko Gaiteroak, Burlatako Txistulariak, Euskal Herrian Euskaraz, Burlatako Gazte Asamblada e Burlatako Gazte Mugimendua, referem que «este tipo de atitudes violentas jamais pode ser aceite e muito menos no contexto de umas festas que estão a decorrer com um nível de participação, colaboração e entendimento entre todos e todas como há muito não acontecia».
Por tudo isto, pedem a quem tem competência para tal que tome as medidas oportunas para que factos como os mencionados «não estraguem as festas». Pedem ainda aos cidadãos que denunciem este tipo de atitudes e deixem claro o seu repúdio por elas.
Fonte: ateakireki.com
Ver também:
«Guardia zibilen "jarrera probokatzailea" salatu dute Burlatako eragileek», de Joseba OIZ (Berria)
A Askapena e os Euskal Herriaren Lagunak presentes na evocação dos mártires irlandeses
Uma delegação da Askapena e dos Euskal Herriaren Lagunak [Amigas e Amigos do País Basco] da Irlanda participou na manifestação que decorreu na cidade de Camlough, em South Armagh, para comemorar o 30.º aniversario da greve de fome de 1981.Depois de um emotivo desfile, o presidente do Sinn Fein, Gerry Adams, pronunciou o discurso que pôs fim à jornada evocativa.
Fonte: askapena.org
Fotos: El norte de Irlanda
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Aste Nagusia: Bilbo sucede a Donostia numa explosão de festa
Enquanto Donostia gasta as últimas horas da sua Aste Nagusia, a Marijaia trouxe a festa para Bilbo num txupinazo marcado pela multidão, o calor e um poético pregão em euskara cantado pelo escritor Kirmen Uribe.
Pouco antes das 7 da tarde e sob uma temperatura de 38 ºC, apareceram na varanda do Teatro Arriaga o pregoeiro e a txupinera da edição deste ano da Aste Nagusia bilbaína, o escritor Kirmen Uribe e Patricia Lezama, membro da comparsa Mekagüen, que foram ovacionados pelos milhares de pessoas que enchiam por completo a Praça do Arriaga, a ponte e o Arenal.
Em tom poético e dedicado aos poetas bilbaínos Gabriel Aresti e Blas de Otero, Uribe cantou o seu pregão em bertsos e ao som de «Egun da Santimamiña», com referências à festa, à paz, ao gaztetxe Kukutza e ao euskara.
Na praça, a multidão cantava as estrofes, naquele que se revelou o primeiro pregão participativo. Uribe acabou a sua saudação com vivas a Bilbo, à Marijaia, à Aste Nagusia e a Euskal Herria.
Depois disto, a txupinera Patricia Lezama disparou o foguete e apareceu na varanda a aguardada figura de Marijaia, que foi recebida com uma explosão de alegria.Entre a multidão que celebrava o início dos nove dias de festa, puderam-se ver faixas a favor do repatriamento dos presos políticos bascos e do gaztetxe Kukutza.
Apenas meia hora depois do txupinazo, uma pequena chuva aliviou os foliões, que suportavam as altas temperaturas da capital biscainha.
Fonte: Gara
Ver também: «Iritsi da Marijaia!» (Berria)
Foto de cima: Deia / Foto de baixo: Argazki Press
Kalejira dos Piratak no último dia da Aste Nagusia de Donostia, uma das mais animadas e participadas dos últimos anos. (Gara)
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
A Etxerat não vai pagar as multas pela manifestação de há dois anos
A Etxerat fez saber que não vai pagar as multas que lhe foram impostas por participar numa manifestação a favor do repatriamento dos presos políticos bascos no dia 14 de Agosto de 2009, que foi proibida «de forma injusta» pelo Departamento do Interior de Lakua e pela Audiência Nacional espanhola.A manifestação tinha sido convocada pela Etxerat para o dia 14 de Agosto de 2009, no contexto da Aste Nagusia donostiarra, como é costume há décadas. O montante das multas atribuídas às pessoas que levavam a faixa dianteira ascende a 2500 euros.
Na conferência de imprensa que hoje deram na Sarriegi plaza, em Donostia, os representantes da Etxerat Josune Dorronsoro e Periko Estonba, cada qual multados em 500 euros, tal como outros três familiares de presos políticos, por levarem a faixa, lembraram que, quando os manifestantes partiram da Konstituzio plaza em direcção ao Bulebarra da capital guipuscoana, agentes da Ertzaintza impediram-nos de prosseguir e identificaram quem levava a faixa.
Dorronsoro e Estonba afirmaram que a proibição dos actos organizados pela Etxerat para esse dia responde «mais a um impulso propagandístico do então recém-empossado conselheiro do Interior» do Governo de Gasteiz, Rodolfo Ares, que «a questões de Direito».
Neste sentido, afirmaram que o trabalho da Etxerat se viu «pressionado e acossado tanto política como mediaticamente nos últimos anos», quando a «razão de ser» deste colectivo, composto por «um conjunto amplo de pessoas que conhecem em primeira mão a política penitenciária e as suas graves sequelas, e sofrem com ela», é «a necessidade e a vontade» de que a essa política «desapareça quanto antes».
Criticaram também o facto de, com a desculpa da Aste Nagusia de Donostia, terem alterado o percurso que fazem todas as sextas-feiras, às 20h00 horas, pela Alde Zaharra e pelo centro da cidade em defesa dos direitos dos presos.
Na sua opinião, isto é «mais uma prova de como alguns recorrem aqui e agora ao "posso e mando", um verdadeiro exemplo de diálogo». Dorronsoro e Estonba disseram que a Etxerat é uma associação «de defesa dos direitos humanos» e que os seus membros são «uma das múltiplas consequências do conflito» que o povo basco vive.
Notícia completa: Gara
Ainda da Aste Nagusia de Donostia, outras festas:
«O PP pede desculpa pelo brinde dos seus vereadores com Izagirre (Bildu)», de Ramón SOLA (Gara)
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Em Bilbo, manifestação para reivindicar a identidade basca e contra a imposição espanhola
Cidadãos comprometidos com Euskal Herria e Bilbo convocaram ontem uma manifestação para dia 26 de Agosto, dia grande da Aste Nagusia, para defender, «para lá de conflitos, de forma construtiva», as marcas da identidade basca face às imposições. A mobilização partirá às 12h00 do Sagrado Corazón e terá como lema «Inposaketarik ez! Nazioa gara» [Não às imposições! Somos uma nação].
Irkus Robles, pregoeiro de 1999; Larraitz Cisneros, txupinera de 2007; Irati Ugalde e Iker Uriguen, membros de comparsas; o escritor Edorta Jiménez, a jogadora do Athletic Eba Ferreira, a bertsolari Oihana Bartra e o alpinista Alex Txikon deram ontem uma conferência de imprensa em Bilbo para declarar publicamente o seu firme compromisso com a construção de um novo tempo em que «sejam ultrapassadas todas as imposições e em que a palavra e a decisão deste povo sejam respeitadas».
Esclareceram que os cidadãos não devem ficar pela mera reivindicação, pois, tal como foi sublinhado por quem representou os símbolos da Aste Nagusia em 1999 e 2007, «é a própria identidade do nosso povo que determina a existência de uma nação». Daí que reivindiquem um modelo que garanta a sobrevivência e o futuro do país.
Apesar do desejo de mudança e dos «grandes passos» que estão a ser dados para construir um cenário de paz e democracia, avançando no processo de normalização política e democrática, afirmaram que as violações de direitos continuam, da mesma forma que «a imposição de iniciativas e símbolos que desprezam a nossa cultura, a nossa língua e a nossa identidade nacional».
A um nível geral, pediram que se acabe com a perseguição e criminalização do trabalho político. A imediata legalização da esquerda abertzale seria, em seu entender, um passo «importante e indispensável» no processo de normalização.
Também se referiram aos ataques que Madrid e Paris levam a cabo «com a vã pretensão de ocultar a existência de Euskal Herria como nação». E não se esqueceram do trabalho que, também neste campo, é desenvolvido pelos executivos de Gasteiz e Iruñea. «Sirvam como exemplo, entre muitos outros, as medidas contra o euskara no que se refere aos perfis linguísticos e a introdução da terceira língua no ensino», referiram. / Agustín GOIKOETXEA
Notícia completa: Gara
Ver também:
«No dia 26, em Bilbo, manifestação contra a imposição espanhola em Euskal Herria» (boltxe.info)
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Colectivos políticos e sociais convocam concentrações para os locais de passagem da Volta a Espanha
23 colectivos, entre os quais a Esait, bem como o Aralar e as forças que fazem parte do Bildu, convocaram concentrações de protesto relacionadas com a passagem da Vuelta por Euskal Herria. Partindo do «total respeito para com o ciclismo e os ciclistas» que vão participar no giro espanhol, os convocantes organizaram diversas acções, que se desenrolam a três níveis, o institucional, o desportivo e o popular.
Aproveitando a conferência de imprensa, pediram aos espectadores que vão ver a prova e divulguem a reivindicação de que Euskal Herria é uma nação. Para esse efeito, vão distribuir 15 000 tiras com os lemas «Txirrindularitzari bai. Inposaketari ez. Euskal Herria nazioa» [Sim ao ciclismo. Não à imposição. Euskal Herria é uma nação].Notícia completa: Gara
Ver também:
«A Vuelta não é bem-vinda a Euskal Herria» (lahaine.org)
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A Dignidad y Justicia solicitou a proibição de actos programados pela konpartsa Kaskagorri
A associação Dignidad y Justicia solicitou ao Supremo Tribunal espanhol a proibição de algumas actividades programadas para a Aste Nagusia bilbaína pela konpartsa Kaskagorri, alegando que os actos em causa podem incorrer na prática do crime de «enaltecimento do terrorismo da ETA e dos presos bascos».A associação refere-se a iniciativas organizadas pela konpartsa para os dias 25 e 26 de Agosto. São estas, concretamente: um almoço com os familiares dos perseguidos políticos bascos, a ter lugar no dia 25; um brinde, também nesse dia, à meia-noite; e, por fim, um outro almoço com familiares de presos bascos, a ter lugar no dia 26.
Fonte: Berria
Indarrap - «En pie de guerra»
Estejam atentos ao programa da Kaskagorri. A banda de hip-hop de Gasteiz vai estar em Bilbau no dia 22.
Bilbo: Antifa Rock Gaua
Areatzako jai esparruan/Recinto de festas do Arenal
Abuztuak 21 Igandea/Domingo, 21 de Agosto23:30etan/23h00
Taldeak/Bandas: Ultima Neurona + Pabellon 314 + Bajo Presion.
Antolatzailea/Organiza: Komantxe Konpartsa
Laguntzen du/Colabora: Sare Antifaxista
Fonte: lahaine.org
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Daniel Dergi: «Tentavam abrir uma porta falsa para nos poderem mandar para Madrid»
Daniel DERGI, ex-preso, entrevistado pelo jornalista Martxelo DÍAZ
Daniel Dergi atendeu ontem à tarde uma chamada telefónica do Gara em Cahors, onde faz a sua vida com a sua companheira, e onde poderá continuar a residir depois de o Tribunal de Agen ter refutado o mandado europeu apresentado pelo Estado espanhol. Considera que a mobilização foi fundamental para parar o pedido de Madrid.
VER: Gara
Ver também:
«La cour rejette le MAE», de Goizeder TABERNA (Lejpb)
Daniel Dergi atendeu ontem à tarde uma chamada telefónica do Gara em Cahors, onde faz a sua vida com a sua companheira, e onde poderá continuar a residir depois de o Tribunal de Agen ter refutado o mandado europeu apresentado pelo Estado espanhol. Considera que a mobilização foi fundamental para parar o pedido de Madrid.
VER: Gara
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«La cour rejette le MAE», de Goizeder TABERNA (Lejpb)
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Activistas da Askapena em Buenos Aires: «Não há libertação nacional sem libertação social»
Prosseguindo a série de actividades de intercâmbio político e de experiências com organizações populares argentinas, activistas solidários da organização basca Askapena participaram - no sábado passado - num acto organizado pelo Movimiento Asambleas del Pueblo, a Frente de Acción Revolucionaria e o movimento Torre, todos eles membros dos Euskal Herriaren Lagunak (secção argentina).
A actividade contou com a presença de muito público e de activistas das diversas organizações convocantes, que se interessaram pela situação que Euskal Herria atravessa e deram o seu apoio à luta pela liberdade dos mais de 700 presos e presas políticos bascos.
Os militantes da Askapena fizeram um relatório pormenorizado sobre a história da luta do povo basco desde que, em 1512, o Reino de Castela invadiu o Reino de Navarra, ultrajando assim a sua soberania territorial. «No próximo ano assinalam-se 500 anos sobre a luta que temos vindo a travar desde então pela nossa independência», referiu Jon Mikel, um dos oradores. Em seguida, destacou o papel importantíssimo da língua na construção da identidade basca, salientando o facto de se tratar de uma língua muito antiga e de não ter nada a ver com nenhuma das de raiz latina.
Mais adiante passaram-se em revista as batalhas contemporâneas travadas pelo povo basco, sobretudo a partir do confronto com o franquismo, que mostrou como o fascismo e os seus satélites tentaram - sem êxito - dominar a resistência basca.
Falou-se também do surgimento da organização Euskadi ta Askatasuna, em 1959, e do modo como o Movimento de Libertação Nacional Basco se foi formando. Relativamente às definições ideológicas e aos limites de qualquer proposta emancipadora, o militante da Askapena disse: «Para nós é claro que não existe libertação nacional sem socialismo, e afirmamo-lo tendo em conta que em vários países do Terceiro Mundo se deram processos independentistas que, com o tempo, não romperam com os laços de dependência, que permanecem». E afirmou: «A esquerda abertzale tornou-se, com a sua forma de acção, no pior pesadelo para o projecto imperialista e de direita do Estado espanhol».
Notícia completa: askapena.org via boltxe.info
A actividade contou com a presença de muito público e de activistas das diversas organizações convocantes, que se interessaram pela situação que Euskal Herria atravessa e deram o seu apoio à luta pela liberdade dos mais de 700 presos e presas políticos bascos.
Os militantes da Askapena fizeram um relatório pormenorizado sobre a história da luta do povo basco desde que, em 1512, o Reino de Castela invadiu o Reino de Navarra, ultrajando assim a sua soberania territorial. «No próximo ano assinalam-se 500 anos sobre a luta que temos vindo a travar desde então pela nossa independência», referiu Jon Mikel, um dos oradores. Em seguida, destacou o papel importantíssimo da língua na construção da identidade basca, salientando o facto de se tratar de uma língua muito antiga e de não ter nada a ver com nenhuma das de raiz latina.
Mais adiante passaram-se em revista as batalhas contemporâneas travadas pelo povo basco, sobretudo a partir do confronto com o franquismo, que mostrou como o fascismo e os seus satélites tentaram - sem êxito - dominar a resistência basca.
Falou-se também do surgimento da organização Euskadi ta Askatasuna, em 1959, e do modo como o Movimento de Libertação Nacional Basco se foi formando. Relativamente às definições ideológicas e aos limites de qualquer proposta emancipadora, o militante da Askapena disse: «Para nós é claro que não existe libertação nacional sem socialismo, e afirmamo-lo tendo em conta que em vários países do Terceiro Mundo se deram processos independentistas que, com o tempo, não romperam com os laços de dependência, que permanecem». E afirmou: «A esquerda abertzale tornou-se, com a sua forma de acção, no pior pesadelo para o projecto imperialista e de direita do Estado espanhol».
Notícia completa: askapena.org via boltxe.info
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«Una verdad rodeada de falsedades», de Tomás URZAINQUI MINA, jurista e historiador (Gara)
Apesar de a batalha de Orreaga ter de facto ocorrido, e de ter significado a consolidação da independência dos bascos e o nascimento do reino de Pamplona, o autor fixa a sua atenção na utilização deste facto histórico para diversos fins, e centra-se nos quatro principais relatos figurados, a saber: Santiago, «La chanson de Roland», o pseudoprotagonismo de Castela e as calúnias aos navarros. Conclui avisando que esses relatos intencionados são fonte de «velada apologia da conquista».
«Erase un reino católico…», de Josu SORAUREN, escritor e investigador (boltxe.info)
Uma instituição que desde o seu início optou pela ligação ao poder civil e às oligarquias. Condenou – e expurgou – sem misericórdia qualquer tentativa, por parte dos seus membros, para restaurar e viver os princípios evangélicos, promoveu, por interesses políticos e económicos, cruzadas terríveis, guerras de religiões…
«En busca de la prueba definitiva», de Maite SOROA (Gara)
Cada vez que o Bildu, a esquerda abertzale ou qualquer das associações que reivindicam o respeito pelos direitos cívicos e políticos são notícia, a caverna reage dizendo «agora sim, temos a prova definitiva».
«Confidencias», de Maite SOROA (lahaine.org)
A visita do Papa a Madrid centra as atenções da imprensa da direita. Mas não podem passar sem falar, é como quem diz, do país vizinho a norte.
«Afilan cuchillos sin saber dónde cortar», de Maite SOROA (Gara)
Já podem ver como vai o pátio dos vizinhos. É chegado o momento de apresentarmos uma proposta conjunta de país que corte com essas amarras.
«Erase un reino católico…», de Josu SORAUREN, escritor e investigador (boltxe.info)
Uma instituição que desde o seu início optou pela ligação ao poder civil e às oligarquias. Condenou – e expurgou – sem misericórdia qualquer tentativa, por parte dos seus membros, para restaurar e viver os princípios evangélicos, promoveu, por interesses políticos e económicos, cruzadas terríveis, guerras de religiões…
«En busca de la prueba definitiva», de Maite SOROA (Gara)
Cada vez que o Bildu, a esquerda abertzale ou qualquer das associações que reivindicam o respeito pelos direitos cívicos e políticos são notícia, a caverna reage dizendo «agora sim, temos a prova definitiva».
«Confidencias», de Maite SOROA (lahaine.org)
A visita do Papa a Madrid centra as atenções da imprensa da direita. Mas não podem passar sem falar, é como quem diz, do país vizinho a norte.
«Afilan cuchillos sin saber dónde cortar», de Maite SOROA (Gara)
Já podem ver como vai o pátio dos vizinhos. É chegado o momento de apresentarmos uma proposta conjunta de país que corte com essas amarras.
A Ertzaintza vai enviar à AN espanhola um relatório por causa do aniversário de Morlans
A Ertzaintza vai enviar à Audiência Nacional espanhola, por alegado «enaltecimento do terrorismo», o relatório ontem efectuado, quando várias dezenas de pessoas pretendiam levar a cabo no bairro donostiarra de Morlans um acto evocativo relacionado com a morte de três militantes da ETA, abatidos há 20 anos pela Guarda Civil num tiroteio.
Gara, Donostia * E.H.
Agentes da Ertzaintza impediram ontem à tarde a realização de uma concentração não comunicada que várias dezenas de pessoas pretendiam levar a cabo no bairro de Morlans, em Donostia. Os ertzainas identificaram 21 pessoas. Fontes do corpo policial informaram que vão enviar à Audiência Nacional o relatório efectuado pela alegada prática do crime de «enaltecimento do terrorismo».
No acto pretendia-se evocar os acontecimentos de há 20 anos, em que faleceram os militantes independentistas Iñaki Ormaetxea, Patxi Itziar e Jokin Leunda, na sequência de um longo tiroteio com a Guarda Civil. Ontem, com o propósito de evitar a comemoração, a Ertzaintza montou uma operação na zona.
Gara, Donostia * E.H.
Agentes da Ertzaintza impediram ontem à tarde a realização de uma concentração não comunicada que várias dezenas de pessoas pretendiam levar a cabo no bairro de Morlans, em Donostia. Os ertzainas identificaram 21 pessoas. Fontes do corpo policial informaram que vão enviar à Audiência Nacional o relatório efectuado pela alegada prática do crime de «enaltecimento do terrorismo».
No acto pretendia-se evocar os acontecimentos de há 20 anos, em que faleceram os militantes independentistas Iñaki Ormaetxea, Patxi Itziar e Jokin Leunda, na sequência de um longo tiroteio com a Guarda Civil. Ontem, com o propósito de evitar a comemoração, a Ertzaintza montou uma operação na zona. No decorrer do acto, foram identificadas 21 pessoas. Para além disso, os agentes retiraram do local uma placa comemorativa e outros objectos que vários pessoas pretendiam colocar no local.
Fonte: SareAntifaxista
Sare Info:
http://sareantifaxista.blogspot.com/2011/08/morlans-en-inaki-jokin-eta-patxi-20.htmlRuper Ordorika - «Martin Larralde»
Do álbum Hamar t'erdietan (2008).
Hitzak / Letra
Bordaxuri-ren auzia / Procès de Martin Larralde Bordaxuri
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
O tribunal de Agen rejeita o mandado europeu contra Daniel Dergi
«Há que acabar com os mandados europeus – disse –, pois vão contra qualquer processo de resolução do conflito basco».
O ex-preso político Daniel Dergi, em liberdade condicional desde 2008, foi detido no passado dia 6 de Julho na localidade francesa de Cahors, onde reside e trabalha, em virtude de uma mandado europeu de detenção emitido pela Audiência Nacional espanhola, que alegava factos ocorridos entre 1993 e 1994.
Dergi foi libertado uma semana depois de iniciar uma greve de fome na prisão de Gradignan contra a sua eventual entrega ao Estado espanhol, tendo ficado a aguardar pelo julgamento relativo ao mandado europeu, que se realizou a 27 de Julho último.
Nesse dia, a Corte de Apelação de Agen examinou o mandado emitido contra Daniel Dergi. Nas suas alegações, a magistrada do MP pediu ao tribunal que privilegiasse «a não entrega obrigatória» do militante basco, se bem que o seu discurso se tenha caracterizado por uma certa ambiguidade. A defesa pediu ao tribunal que rejeitasse a pedido «político» de Madrid.
Durante todo este período, sucederam-se as manifestações e expressões contra o mandado europeu e a favor da liberdade do militante basco por parte de diversos sectores da sociedade basca.
O ex-preso hiriburutarra encontra-se em liberdade condicional desde que, no dia 14 de Março de 2008, abandonou a prisão de Clairvaux, onde esteve preso na sequência de uma condenação a 20 anos de prisão. Após a sua libertação, residiu em vários departamentos afastados de Euskal Herria, tendo-lhe sido proibido o direito a residir nos departamentos limítrofes com os Pirinéus Atlânticos, Bretanha e Paris. Dergi foi porta-voz do Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK).
Para além disso, durante o proceso de Lizarra-Garazi protagonizou uma das greves de fome mais longas (63 dias) efectuadas por militantes bascos, reivindicando o seu estatuto político.
Fonte: Gara
Fotos: Mobilizações em defesa de Daniel Dergi e contra o mandado europeu (Berria)
Ver também:
«Ageneko jujeak atzera bota du Daniel Dergi espainaratzeko eskaera» (kazeta.info)
[O juiz de Agen rejeita o pedido de extradição de Daniel Dergi]
«Ageneko auzitegiak atzera bota du Dergiren aurkako euroagindua» (Berria)
[O tribunal de Agen rejeitou o mandado europeu contra Dergi]
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Txelui Moreno: «A ETA está em cessar-fogo mas o Governo espanhol não o quer verificar»
Em declarações à Onda Vasca, Moreno comentou os pedidos que são feitos à esquerda abertzale no sentido de exigir à ETA que abandone as armas, referindo que «é ao Governo espanhol que é preciso exigir que verifique se a ETA está em cessar-fogo, não à ETA, que já o disse publicamente».Moreno lembrou que empresários bascos disseram que o chamado imposto revolucionário «já não se paga; já existem elementos concretos e claros sobre o comportamento da ETA; o que é necessário fazer é dizer ao Governo que tem de o verificar, pois não o está a fazer e ninguém lho exige. Não sei porque fazem essa exigência à esquerda abertzale, sobre algo que todo a gente sabe que está em vigor».
VER: kaosenlared.netRíos confirma que Madrid continua relutante em verificar e pede-lhe que aja antes de 20 de Novembro
Paul Ríos, coordenador da plataforma Lokarri e conhecedor muito directo dos trabalhos do Grupo Internacional de Contacto (GIC), confirmou ontem, numa entrevista concedida à Onda Vasca, e recolhida pela Europa Press, que o Governo espanhol continua a recusar-se a participar na verificação do cessar-fogo geral, permanente e verificável declarado pela ETA há oito meses. Acrescentou que o Executivo do PSOE tem «responsabilidade» na matéria e que espera que a assuma antes das eleições de 20 de Novembro. Ríos reclamou também a Madrid e Paris que acabem com a dispersão penitenciária.
VER: Gara
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Início das festas em Burlata: Jai zoriontsuak!
Neste vídeo pode assistir-se aos primeiros momentos das festas de Burlata (Nafarroa): o txupinazo, o brinde aos presos, o almoço popular, o trikipoteo, a reivindicação do reagrupamento dos presos na Salve.
Fonte: ateakireki.com
Mais protestos contra a repressão e a situação dos presos
As mobilizações pelos presos prosseguiram ontem em Euskal Herria com a habitual concentração na Praça do Arriaga, em Bilbo, que contou com uma centena de pessoas. Na segunda-feira, em Iruñea, 58 pessoas concentraram-se em frente à sede do PSN contra a repressão exercida sobre os jovens. Em Bilbo, 100 pessoas evocaram Maite Pérez, falecida em 1987.
Fonte: Gara
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Jornada solidária com Euskal Herria em Brescia no dia 20 de Agosto
Os Euskal Herriaren Lagunak [Amigos e Amigas do País Basco] de Itália e a Radio Onda d'Urto, de Brescia, organizaram uma jornada solidária com Euskal Herria, que irá decorrer no próximo sábado.É este o programa:
Sabato 20 agosto 2011. Festa di Radio Onda d'Urto. Via Serenissima - Brescia
ore 19.30 - spazio dibattiti.
«"Siamo nati per vincere". La sfida politica e sociale della sinistra indipendentista basca». Interviene Iñaki Egaña, storico, autore delle opere enciclopediche Euskadi Ta Askatasuna e 1936. Guerra civil en Euskal Herria.
ore 21.15 - Tenda migranti.
Esibizione di Txalaparta, strumento etnorurale tipico della tradizione basca.
ore 24.00 - Fiaska.
Esibizione di Txalaparta. Musica e banchetto informativo.
Fonte: askapena.org
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Esquerda abertzale, Alternatiba, EA e Aralar abordam reflexões e propostas para a criação de uma aliança eleitoral
Delegações da esquerda abertzale, Eusko Alkartasuna e Alternatiba e do Aralar reuniram-se hoje de manhã em Donostia para abordarem «reflexões e propostas» sobre a configuração de uma aliança eleitoral para as próximas eleições estatais com o «firme compromisso» de as analisar e debater numa próxima reunião.O encontro, que decorreu na sede do Aralar em Donostia e foi o primeiro a ter lugar após a proposta de constituição de uma aliança eleitoral com vista às eleições de 20 de Novembro, contou com a participação de Miren Legorburu e Txelui Moreno – esquerda abertzale –, Ikerne Badiola e Mariano Alava – EA –, Oskar Matute e Begoña Vesga – Alternatiba – e Patxi Zabaleta, Jon Abril, Rebeka Ubera, Txentxo Jimenez e Iosu Murgia – Aralar.
No decorrer da reunião, que durou pouco mais de uma hora, salientou-se a importância da jornada eleitoral de 20 de Novembro, na medida em que «mostrará que o povo basco exige que sejam cumpridos os seus direitos enquanto entidade política para decidir o quadro de relações internas e externas com Madrid e a Europa», segundo informa Efe.
Esquerda abertzale, Eusko Alkartasuna e Alternatiba tornaram pública no dia 5 de Agosto uma proposta dirigida ao PNV e ao Aralar para concorrerem de forma conjunta às próximas eleições para o Congresso dos Deputados de Madrid, considerando que estas eleições constituem «uma oportunidade para aprofundar a nova fase política criada em Euskal Herria».
Fonte: Gara
Portugueses estiveram em Donostia na manifestação pela legalização do Sortu
No sábado passado, em Donostia, um grupo de activistas da ASEH (Associação de Solidariedade com Euskal Herria) esteve presente na manifestação convocada pelo movimento Eleak, na qual se reclamou a legalização do Sortu, o fim da repressão e a mudança da actual política penitenciária.
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