terça-feira, 21 de outubro de 2014

3.ª edição do festival anti-repressão da Mujika Taldea

III. Errepresioaren aurka Fest [3.º Festival contra a Repressão]

A iniciativa, da Mujika Taldea, realiza-se no dia 22 de Novembro, às 22h00, no gaztetxe de Eibar (Gipuzkoa).

Participam as bandas Northern Pride (street punk de Beasain), Ostioi! (rock combativo de Eibar) e RPG-7 (rock proletário de Vallekas). Etor zaitez! / Ver: SareAntifaxista

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Trabalhadores da Bizkaibus cumprem sexto dia de greve em Outubro

A greve de hoje foi a sexta realizada este mês pelos trabalhadores da Bizkaibus – empresa de transporte rodoviário de passageiros – e novamente com uma adesão total, de acordo com a informação avançada por fontes sindicais. Estão convocadas quatro paralisações de 24 horas para esta semana. Os trabalhadores reclamam às concessionárias que respeitem os seus direitos e à Deputação Foral que garanta a manutenção dos postos de trabalho, pois temem que a eliminação de linhas prevista represente a destruição de 300 empregos. A Deputação Foral agendou uma reunião com os sindicatos para quarta-feira, 22.

Os sindicatos tinham acusado a entidade foral de «falta de interesse» pela sociedade biscainha, criticando-a pelo facto de não realizar uma reunião com vista à solução do conflito. Hoje, a Deputação agendou essa reunião para a próxima quarta-feira, dia 22.

Fontes sindicais, que voltaram a destacar a «adesão total» dos trabalhadores à greve, referiram que irão estar presentes no encontro, para ver se a deputação «está com vontade de resolver os problemas. Se apresentar uma solução para evitar a destruição dos postos de trabalho, deixa de haver motivos para a greve», disseram.

Os sindicatos sublinharam ainda o facto de que todas estas questões – manutenção dos postos de trabalho e defesa dos direitos dos trabalhadores – já estavam salvaguardadas no acordo firmado há cerca de um ano e que, ao não ser respeitado, levou os trabalhadores para a luta. Revelaram ainda que deram início a uma campanha para informar as pessoas sobre este conflito, estando a distribuir folhetos para esse efeito. Referiram também que os trabalhadores se sentem apoiados e que as pessoas entendem a sua luta. / Fonte: naiz.info

O Boltxe celebra o «Lenin Eguna» a 15 de Novembro

Como já é costume, o Boltxe Kolektiboa celebra o «Dia de Lénine» no bairro bilbaíno de Otxarkoaga (Centro Cívico, a partir das 10h30), no dia 15 de Novembro. O programa definitivo será divulgado em breve; para já, convém marcar na agenda este sábado.

O ano passado, o Boltxe levou o debate desta jornada também para Gasteiz. Este ano, o colectivo de comunistas quer repetir a iniciativa na capital alavesa e levá-la ainda para Iruñea, numa tentativa de chegar a um maior número de pessoas, diz no seu portal.

A proposta fundamental é que o Lenin Eguna volte a ser uma jornada de reflexão política sobre a actual situação de Euskal Herria, mas não deixando de ser uma jornada de convívio e amizade, afirma o Boltxe Kolektiboa, que convida toda a gente a aparecer nos diversos actos que está a preparar. / Ver: boltxe.info

António Santos: «25 minutos escravo»

É tão longa a lista de agravos da Amazon contra os seus trabalhadores que, se a Justiça fosse justa e se dispusesse a julgar justamente cada injustiça, não haveria indemnizações, expropriações nem penas de prisão suficientes para restituir aos trabalhadores tudo o que lhes foi roubado: cada hora assaltada de lazer e descanso; cada dólar de mais-valia roubada; cada humilhação silenciada; cada despedimento por não conseguir levantar vinte quilos ou mais. (Diário Liberdade)

«Pirómanos», de Jorge CADIMA (odiario.info)
A realidade – que o planeta inteiro conhece bem – é que desde há três anos os EUA e as potências imperialistas europeias – e não só os seus aliados da região – estão empenhados em financiar e armar o jihadismo para abater Assad. Criaram o ISIL, tal como criaram Bin Laden. Agora mostram-nos vídeos de cidadãos ocidentais decapitados. Mas durante anos ignoraram todos os vídeos que os próprios «rebeldes» colocavam na Internet, vangloriando-se de decapitar soldados, civis, padres cristãos.

«Ucrânia levanta-se contra a NATO, os neoliberais e os oligarcas» (resistir.info)
[Boris Kagarlitsky entrevistado por Feyzi Ismail] Há um conflito permanente entre as elites russas, em especial depois da primeira vaga de sanções contra a Ucrânia. Secções da elite russa começaram a entrar em pânico e também detestam estas repúblicas populares porque são muito ameaçadoras para o estado russo, provocando debates sobre nacionalizações, derrube da oligarquia, etc. A indústria russa também está a fornecer sobressalentes para as forças armadas ucranianas e Poroshenko teve que reconhecer que, sem o fluxo regular de sobressalentes e técnicos da Rússia, não teria sido possível que o exército ucraniano continuasse a combater.

Kortatu – «After Boltxebike»

Do álbum Kolpez kolpe (1988). [Hitza / Letra]

domingo, 19 de outubro de 2014

Aumenta a repressão sobre o movimento que se opõe ao TGV

Um habitante de Iruñea teve de depor na Audiência Provincial de Navarra, depois de ser acusado da prática do crime de danos no Museu Ferroviário de Castejón, no âmbito de uma acção de protesto contra o TGV realizada em Março.

O Mugitu! realizou, esta sexta-feira, 17, uma concentração frente à Audiência Provincial de Iruñea para denunciar um novo episódio na escalada de criminalização da oposição ao TGV. É que uma segunda pessoa foi incriminada na sequência da acção levada a cabo a 15 de Março deste ano em Castejón, no Museu Ferroviário. A Polícia Foral acusa-a do crime de danos, tal como a uma habitante de Tutera, que foi presente a tribunal a 2 de Setembro último.

A navarra afirmou, então, que nem sequer foi identificada pela Polícia, pois até se dava o caso de, no dia da acção de protesto, se encontrar longe de Castejón – mais precisamente em Orio (Gipuzkoa), onde estava a gozar o fim-de-semana.

A Polícia Foral também avançou com multas, entre os 300 e os 600 euros, para 14 pessoas identificadas nas imediações do Museu Ferroviário naquele 15 de Março; entre os visados há um fotógrafo do Ekinklik e outro da Argazki Press, que se encontravam no local a fazer a cobertura jornalística do protesto. / Ver: ahotsa.info

A Guarda Civil deteve Nagore Mujika em Villena

A detenção ocorreu ontem ao fim do dia, por ordem da Audiência Nacional espanhola, à saída da prisão de Villena (Alicante, Países Catalães), a mais de 700 quilómetros de Euskal Herria. A bilbaína estava com a filha, de seis anos de idade. A Etxerat e o Sortu denunciaram a detenção.

A detenção foi presenciada por várias testemunhas, que a comunicaram à Etxerat. Nagore Mujika, natural do bairro de Deustu (Bilbo), foi detida à saída da cadeia de Villena, onde tinha ido visitar o preso político basco Juan Carlos Iglesias Chouza, por polícias à paisana, que se identificaram como militares da Guarda Civil e a informaram da existência de uma ordem do tribunal de excepção espanhol. A filha ficou à guarda de outra pessoa que a acompanhou na viagem.

Nagore Mujika cumpriu penas nos estados francês e espanhol e encontrava-se em liberdade sem «casos pendentes» (uns dizem que desde 2008, outros desde 2011). Agora, as autoridades espanholas já dizem que a detenção está relacionada com um processo de 1992.

O Sortu exigiu a libertação imediata da bilbaína, temendo que a sua detenção seja «uma manobra para fabricar novos processos assentes na vingança». Numa nota, a Etxerat critica de forma veemente esta situação e pergunta: «Porque foi detida? Não lhe podiam ter enviado uma notificação para comparecer na AN? Porquê no fim-de-semana? Para a manter presa até depor? Porque não quiseram evitar que a detenção ocorresse diante da sua filha de seis anos?» Trata-se de um «novo ataque aos familiares» dos presos políticos bascos, afirma a Etxerat, para quem o «espectáculo de ontem foi cruel e lamentável». / Fonte: etxerat.info e periódicos

Milhares em Zangoza na festa das ikastolas navarras

Com bom tempo e temperaturas altas, milhares de pessoas juntaram-se para apoiar o euskara e a ikastola de Zangoza, que este ano tinha a seu cargo a organização da festa das ikastolas navarras: o Nafarroa Oinez. Para o ano, a festa será em Baztan.

Às críticas que o presidente da Associação de Ikastolas de Nafarroa fez à LOMCE, no acto de abertura, seguiu-se o corte da fita. Então, milhares de pessoas começaram a fazer o percurso de cerca de seis quilómetros do Nafarroa Oinez deste ano, marcado por quatro espaços distintos. Ao meio-dia, houve ainda lugar para uma homenagem às sete famílias que fundaram a ikastola de Zangoza.

Com o lema «Esan, izan, Zangozan» (um jogo que gira à volta de dizer, ser, desfrutar o euskara e o facto de se ser falante da língua basca/euskaldun... em Zangoza), a festa teve animação para todos os gostos: mais «para as famílias e para a pequenada», mais centrada nos desportos e nas danças bascas e ainda em bandas musicais (o cartaz era de peso): Gose, Glaukoma, The Soulbreaker Company e Willis Drummond num dos espaços; Leihotikan, Arkada Social, Los Zopilotes Txirriaos e Esne Beltza noutro espaço. / Fontes: Berria e naiz.info

Cinema: «'Lasa y Zabala', un ejercicio de memoria necesario»

La cinta, protagonizada por Unax Ugalde, Francesc Orella (en el papel del Teniente Coronel Galindo), y unos desconocidos, hasta ahora, Jon Anza y Cristian Merchan (interpretando a Joxean Lasa y Joxi Zabala respectivamente), apuesta «por un discurso crudo y sin concesiones a la hora de filmar este thriller político que reconstruye los episodios relacionados con el secuestro, tortura y asesinato de los dos refugiados vascos», tal y como expresaba el periodista Koldo Landaluze en una entrevista con Pablo Malo publicada por Gara. / Ver: arainfo.org via boltxe.info

sábado, 18 de outubro de 2014

Habitantes de Erronkari denunciam repressão por repudiarem o fascismo

Em Maio, o grupo de extrema-direita Hispania Verde, ligado aos fascistas do MSR, realizou uma concentração em Erronkari (foi até lá de autocarro...). Para responder à provocação, cerca de 200 habitantes da localidade navarra referida e de outras localidades vizinhas realizaram uma concentração de repúdio. Agora, apareceram multas e processos judiciais... contra os antifascistas.

Hoje, realizou-se uma concentração, com a participação de vários eleitos, para apoiar as 11 pessoas envolvidas em processos judiciais por terem participado no protesto antifascista. Na ocasião, afirmou-se que o objectivo da sua acção consistiu em responder de forma «pacífica, imaginativa e barulhenta» à provocação que representava a vinda, de fora de Nafarroa, do «grupo de extrema-direita» Hispania Verde.

Afirmaram que, no final da concentração, apareceram «20 fascistas», com uma «atitude arrogante e ofensiva», e que a Guarda Civil interveio com o aumento da tensão. Para os presentes na concentração de hoje, a acção da Guarda Civil e da Delegação do Governo foi «exagerada, incompreensível, indiscriminada e arbitrária».

Para além das intimações enviadas a 11 pessoas para deporem como acusadas, a repressão fez-se sentir também na forma de multas: 25, entre os 500 e 1500 euros, referiram.

Protesto antifascista em Erronkari (Sare Antifaxista) Ver: Berria

Ver também: «Desproporcionadas multas y acusaciones por la concentración ultra en Erronkari» (ahotsa.info via lahaine.org)

A Justiça britânica rejeita a extradição de Antton Troitiño

A Justiça britânica rejeitou a extradição para o Estado espanhol de Antton Troitiño, por considerar inválida a ordem que, em Fevereiro, levou à sua detenção, em Londres.

Agora, as autoridades espanholas têm um prazo de sete dias para recorrer da decisão do Tribunal de Magistrados de Westminster; durante este período, o preso político donostiarra permanecerá em liberdade condicional. No decorrer do processo, a defesa de Troitiño argumentou que o seu cliente, que nega as acusações de integração na ETA que lhe são feitas, é alvo de perseguição por parte do Governo espanhol e alegou que não teria um julgamento justo no Estado espanhol.

Trata-se do segundo processo de extradição contra Troitiño na Grã-Bretanha, depois de o primeiro, iniciado com a sua primeira detenção, em Junho de 2012, ter encalhado na sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem sobre a doutrina 197/2006 (conhecida como doutrina Parot), que o tribunal de excepção espanhol lhe queria aplicar para lhe prolongar a pena de prisão já cumprida. Troitiño passou 24 anos em várias prisões do Estado espanhol. / Ver: pakitoarriaran.org

António Santos: «O amor nos tempos de Ébola»

Assim, de repente, a culpa do Ébola é dos imigrantes, dos doentes, dos pobres, dos pretos, dos outros. E à grande burguesia, que privatizou a saúde e destruiu os orçamentos para a investigação científica, só resta entaipar as janelas, abater os cães, queimar as roupas, sacrificar os enfermeiros e, como é costume europeu, rezar para que tudo passe. (manifesto 74)

«Hacia la transformación social, pongamos límite a la pobreza», de Elkartzen (boltxe.info)
La ofensiva del capital es brutal, pero no imparable. Para luchar por nuestros derechos sociales y laborales, se impone la organización de la clase trabajadora. Es en estos momentos cuando mayor valor toma la militancia social. Las diferentes organizaciones populares y sociales somos consientes de que la lucha vale la pena; como lo sabemos miles de personas trabajadoras, migrantes, jóvenes, mujeres, pensionistas, vilipendiadas y explotadas todas nosotras, que actuamos conscientes, ante la barbarie que estamos padeciendo

«El terrorismo de estado más allá de las siglas de los GAL», de Xabier MAKAZAGA (lahaine.org)
Hasta que diseñaron las bien estudiadas siglas de los GAL, en 1983, fueron múltiples las siglas utilizadas para reivindicar los atentados de la guerra sucia. [...] Ninguna de ellas fue jamás desarticulada, porque eran simples siglas. Eran pantallas destinadas a ocultar la directísima responsabilidad del Estado en la guerra sucia.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Mobilização pela absolvição dos 28 em Iruñea

O Iruñerriko Herri Harresia / Muro Popular da Comarca de Pamplona agendou para dia 8 de Novembro uma mobilização contra os julgamentos políticos e para reivindicar a absolvição dos 28 jovens independentistas que estão a ser julgados na Audiência Nacional espanhola.

A iniciativa, que terá como lema «Naranjízate. Por las libertades y los derechos civiles. Por el fin de los juicios políticos. #28akereLIBRE», foi apresentada recentemente por representantes do Iruñerriko Herri Harresia e alguns dos arguidos, apoiados por familiares. Na ocasião, sublinhou-se que quase todos estes jovens foram detidos no Outono de 2010, ficaram incomunicáveis e sofreram duras sessões de torturas, tendo já passado cerca de um ano e meio na cadeia.

Agora, pedem seis anos de pena para cada um, acusando-os de militar na Segi. Como se não bastasse quererem metê-los na prisão «por exercerem uma actividade política», ainda recorrem «à única prova que possuem: depoimentos arrancados sob tortura», afirmaram.

Na conferência de imprensa, lembrou-se ainda o facto de, em Maio último, 40 jovens terem sido absolvidos pela AN espanhola num julgamento muito semelhante a este, bem como o facto de a sentença ter invalidado os depoimentos incriminatórios obtidos no período de incomunicação. Agora, o mesmo tribunal julga os 28 novamente com base nos depoimentos «arrancados» nas esquadras e quartéis.

O Iruñerriko Herri Harresia considera que este julgamento «sem pés nem cabeça» é claramente «político». Assim, incentiva a população a mobilizar-se pela absolvição e a participar na mobilização convocada para 8 de Novembro (Antoniutti, 17h30), para acabar com os julgamentos políticos. / Ver: lahaine.org e topatu.info

A CNT homenageia o resistente antifascista Félix Padín

Félix Padín, militante da CNT e histórico resistente antifascista, faleceu no dia 7. Félix tornou-se conhecido nos últimos meses no contexto da luta contra a impunidade do franquismo: foi um dos últimos prisioneiros de guerra utilizados como mão-de-obra escrava pelo regime fascista e a 4 de Agosto depôs como testemunha no processo que está a decorrer na Argentina contra os crimes da ditadura franquista.

Amanhã, 18, membros da central CNT vão render-lhe uma homenagem em Artxanda (perto de Bilbo), junto ao monumento «La Huella», a partir das 11h00. Se chover, a cerimónia realiza-se na pista de patinagem. Estarão presentes o secretário-geral da CNT, Pedro Serna, representantes do movimento basco ligado à memória histórica e sindicalistas da CNT que trabalham nesta área. / Ver: Herrikolore

Etxerat: relatório de Setembro sobre situação nas prisões

Já está acessível o relatório mensal relativo a Setembro de 2014 publicado pela associação de familiares e amigos de presos políticos bascos, Etxerat.

Neste número, para além da crónica e do mapa da dispersão (o mapa da vingança), são relatadas as várias situações ocorridas nas prisões no período referido, dá-se destaque à situação dos presos com doenças graves, ao nono acidente provocado este ano pela criminosa política de dispersão e à moção que a Etxerat apresentou na Câmara Municipal de Gasteiz contra essa política - os quatro vereadores do PSOE assumiram papel destacado, na medida em que se juntaram aos do PP no «não» e impediram, assim, a aprovação da moção. Defendem as vias nanclárias, eles.

Relatório de Setembro da Etxerat (eus / cas)

Documentário: «Che, un hombre nuevo»

Realização de Tristán Bauer (2010). «Se conmemora el Día del Guerrillero Heroico, en recuerdo a aquel 8 de octubre de 1967, cuando Ernesto Che Guevara cayó herido en combate con soldados bolivianos. Al día siguiente fue fusilado en manos de las fuerzas armadas bolivianas por la CIA, en La Higuera, en Bolivia.
Este guerrillero es recordado 47 años después de su asesinato como el heroico combatiente revolucionario por la construcción de un mundo digno e igualitario. Hoy se rinde tributo a sus banderas de reinvindicación de la justicia social.» / Mais informação: pakitoarriaran.org

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A Polícia francesa prendeu um membro da Aitzina e revistou a sua sede em Baiona

Os gendarmes prenderam, esta manhã, Alex Feldman, militante e funcionário da Aitzina. Revistaram ainda a sede da organização juvenil, abertzale de esquerda do País Basco Norte em Baiona, de onde levaram material informático. Entraram também nas redacções de dois meios de comunicação e «roubaram» material.

A detenção de Alex Feldman ocorreu pelas 7h00 em Arrosa (Nafarroa Beherea). Depois de revistar a sua casa, a Polícia francesa levou-o para sede da Aitzina na capital de Lapurdi, onde efectuou mais buscas. O jovem foi levado para a esquadra do bairro de Marracq. Seria libertado à tarde.

Ao que parece, a operação está relacionada com o desaparecimento de placas em francês do território basco. A 14 de Julho último, a Aitzina levou a cabo uma acção no âmbito do feriado nacional dos franceses, retirando das estradas de Iparralde cem placas em francês e enviando-as para Paris de comboio.

Na sequências das buscas, os polícias levaram material informático da sede da Aitzina e entraram também nas redacções do ehKz.eu e da Radio Kultura, de onde «roubaram» material, segundo denunciaram numa nota.

A organização juvenil Ernai criticou a operação policial de hoje em Iparralde, lembrando que Espanha e França sempre andaram de «mãos dadas» contra a «juventude activa e organizada», recorrendo à repressão com o propósito de manter a juventude submissa e de esmagar toda a resistência à sua opressão.

Em protesto contra a operação policial e a detenção foram convocadas mobilizações para esta tarde: 18h30, frente à Câmara Municipal de Baiona, e 19h00, na ponte de Arrosa. Para amanhã, foi agendada uma conferência de imprensa, às 12h30, nas escadas de San Andres.

Acção de 14 de Julho (Aitzina) Hau ez da gurea! Isto não é nosso! / Ver: topatu.info e kazeta.info

Mobilizações contra a pobreza e a precariedade laboral em Bilbo e Gasteiz

Os agentes sociais e sindicais que integram a Plataforma Gune apresentaram ontem, 15, as mobilizações que vão levar a cabo contra a pobreza e a precariedade laboral: dia 17, frente à sede do Governo de Lakua em Bilbo; dia 7 de Novembro, frente ao Parlamento de Gasteiz. Ainhoa Etxaide e Adolfo Muñoz, secretários-gerais de LAB e ELA, respectivamente, exigiram ao Governo do PNV que proceda a uma «mudança radical nas políticas orçamentais e fiscais» e que deixe de apoiar «os ricos e poderosos».

A primeira mobilização, amanhã, coincide com o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza e tem como lema «Nos arrastran al empobrecimiento y la precariedad. Euskal Herria bere bidea». Na apresentação, Etxaide alertou para a necessidade de lutar contra a «normalização da pobreza», decorrente das políticas aplicadas «por quem nos governa»: defendem os interesses dos poderosos, a riqueza de uns quantos e a pobreza da maioria, e estão a evitar que os ricos paguem impostos; depois, querem que se encare a pobreza crónica com normalidade. «Isso não pode ser», disse.

A Plataforma Gune exige o fim da política de cortes e reduções nas prestações sociais e nos serviços públicos básicos, num contexto em que se agravam as situações de miséria. No mesmo sentido, considera fundamental alcançar um acordo sobre a criação de instrumentos próprios que permitam a Euskal Herria dispor de um sistema de protecção social capaz de garantir a todas as pessoas meios e recursos suficientes para terem uma vida digna, autónoma e com qualidade. / Ver: naiz.info e lahaine.org  

Comunicado da plataforma GUNE: «Nos arrastran al empobrecimiento y la precariedad. Euskal Herriak bere bidea» (boltxe.info)

Lasa e Zabala, 31 anos

Os refugiados e militantes da ETA Joxean Lasa e Joxi Zabala (Tolosa, Gipuzkoa) foram sequestrados a 15 de Outubro de 1983, em Baiona. Foi a primeira acção dos GAL, «esquadrões da morte» ao serviço do Estado espanhol, financiados por altos funcionários do Governo do PSOE, activos entre 1983 e 1987.

Levados para instalações da Guarda Civil em Donostia, Joxean e Joxi foram barbaramente torturados. Seriam depois levados para Alicante (Países Catalães), assassinados e enterrados em cal viva.

O caso Lasa e Zabala (Ernai Tolosa) Neste vídeo, a Ernai de Tolosa percorre as páginas dos jornais e algumas imagens televisivas da época e, assim, aborda o desaparecimento de Lasa e Zabala, o aparecimento dos corpos, as reacções dos familiares, do povo, da «justiça», os brutais espancamentos policiais à chegada dos féretros a Euskal Herria e no enterro, no cemitério de Tolosa. / Herriak ez du barkatuko. O povo não perdoará. (Via topatu.info)

Néstor Kohan: «Marxismo, liberalismo y políticas de la diferencia»

De los generales Videla y Pinochet a la guerra psicológica de Hollywood. Doctrina contrainsurgente, hegemonía y fabricación industrial del consenso. De Popper, Isaiah Berlin y Fukuyama a Friedman, von Hayek, von Mises y Alsogaray. ¿Marxismo = totalitarismo? ¿Neoliberalismo = libertad? La antiutopía «1984» de Orwell realizada: el capitalismo actual y el fin de la intimidad. ¿Es posible la disidencia? Multiculturalismo, socialdemocracia y políticas de la diferencia. Ernesto Laclau, Judith Butler y Bruno Bauer. ¿Es realmente «crítico» y «radical» el horizonte de las reformas institucionales?

«Emancipaciones» posmodernas, disidencias controladas y revolución socialista. Libertad negativa: ¿ser propietario = ser libre? De Galileo Galilei y Thomas Hobbes a 1789. La concepción de la libertad en Marx. De LA CUESTION JUDIA y los ESCRITOS SOBRE IRLANDA a EL CAPITAL. Libertad como conciencia de la necesidad y libertad más allá de la necesidad material. Libertad como realización en comunidad. Trabajo y tiempo libre. La libertad en el plano individual, en el comunitario y a escala global.

El video también está en Vimeo. Si lo silencian en youtube, búscalo en vimeo. Proyecto Memoria del futuro: BRANCALEONE FILMS y CATEDRA CHE GUEVARA: www.amauta.lahaine.org / Ver: lahaine.org