[O verdugo tem mil caras]. Do álbum homónimo (1993). Letra e tradução para castelhano em negugorriak.net.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Presos políticos bascos na cadeia de Sevilha em greve de fome há dez dias
Onze dos treze presos políticos bascos na cadeia de Sevilha – Iker Agirre, Gurutz Agirresarobe, Koldo Aparicio, Asier Arzalluz, Juan Mari Etxebarri, Garikoitz Etxeberria, Jesus Goikoetxea, Manuel Gonzalez, Juan Lorenzo Lasa Mitxelena, Roberto Lebrero e Urtzi Paul – entraram em greve de fome no dia 28 de Outubro, em protesto contra as condições de vida no estabelecimento. Os outros dois – Javi Agirre e Iñaki Arakama – não fazem greve de fome por diversas razões, mas aderiram à acção de protesto, encerrando-se nas celas.A Etxerat expressou a sua preocupação com a situação dos presos e fez saber que alguns deles perderam mais de cinco quilos.
Em solidariedade com eles, os presos da cadeia de Osny (França) começaram a fazer jejuns por turnos. Cá fora, estão a ser realizadas várias iniciativas, como uma recolha de assinaturas e o envio de cartas para a cadeia; nas próximas semanas, será organizada uma marcha até à prisão de Sevilha.
Para esta sexta-feira, às 20h00, foi convocada uma mobilização para Algorta (Telletxe plaza), ao nível da comarca de Uribe Kosta (Bizkaia). / Fonte: naiz.info e etxerat.info
A Ernai apresenta dinâmica para envolver juventude no apoio aos presos políticos
«Denak ala inor ez» [Ou todos ou ninguém]. Foram estas palavras bem conhecidas de Bertolt Brecht - que Mikel Laboa trouxe para o euskara - que a Ernai escolheu como lema para a nova dinâmica de envolvimento da juventude na defesa dos presos e dos refugiados bascos. A organização revolucionária abertzale considera também fundamental que os jovens se envolvam no trabalho em prol da resolução do conflito, e fez um apelo à acção, pois encaram «os presos e os refugiados políticos como agentes essenciais» no processo de resolução, sendo essa a «base da sua luta». Segundo afirmaram, a nova dinâmica será «uma ferramenta aberta a toda a juventude», que se irá desenvolver em cada localidade num formato próprio.Dezenas de jovens estiveram presentes na conferência de imprensa que a Ernai deu ontem no campus de Donostia da EHU/UPB, na qual, para além do nome, foi também apresentado o logótipo da iniciativa, a ser usado nos próximos meses. Tendo em conta a situação política, consideram fundamental «partirem para a luta»: «Na prática, queremos encher as ruas».
Aitor Anda, porta-voz da Ernai, denunciou o facto de Espanha e França continuarem «a colocar obstáculos à resolução»: «detenções, condenações baseadas em depoimentos obtidos sob tortura, julgamentos, política penitenciária de excepção, mandados europeus emitidos contra os refugiados...».
«Pequenas tarefas»
A ideia é divulgar toda esta situação: as lutas que os presos travam na cadeia, a situação dos refugiados, as reivindicações da organização juvenil sobre a matéria... Para além da denúncia, querem incentivar os jovens a assumir «pequenas tarefas» neste campo, como ajudar os familiares nas viagens, escrever cartas ou fazer visitas, para além de mostrar as reivindicações das mais diversas formas (pins, bandeirolas, T-shirts, etc.). «O importante é não parar». / Ver: Berria
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Após 63 dias de luta, trabalhadores da Nanuk alcançam acordo contra a reforma laboral
Numa nota, os trabalhadores da Nanuk em greve comunicam que, «após 63 dias de luta», chegaram a um acordo e, consequentemente, desconvocam a greve. O acordo em causa é «fruto de uma dura luta pela defesa» dos seus direitos. «Alcançámos um acordo que nos protege da reforma laboral, que inclui todas as cláusulas anti-reforma pelas quais tanto lutámos», afirmam.Em relação a Xabier Gallastegui, trabalhador despedido por apoiar a greve, foi integrado noutra empresa, o que, diz-se na nota, «não se fica a dever à Transportes Nanuk, mas sim à luta levada a cabo pelos trabalhadores na defesa dos seus direitos e postos de trabalho».
Afirmam que foram «nove semanas duras para todos», mas que valeu a pena. A luta foi o elemento-chave para se chegar a bom porto: «mais uma vez os trabalhadores deste país o demonstraram».
Na parte final da nota, agradecem a todos os que os apoiaram neste período: à gente de Elorrio (Bizkaia), que lhes transmitiu «força e coragem», aos trabalhadores que participaram em mobilizações para os apoiar e às suas famílias.
Gora langileon borroka! Viva a luta dos trabalhadores! / Ver: LAB Sindikatua e Berria
Ver: Leitura do LAB sobre o acordo alcançado com a Transportes Nanuk (LAB)
O CLAMOR CONTRA OS DESPEJOS FAZ-SE OUVIR NAS «ENTRANHAS» DO LA CAIXA
Ontem, enquanto decorria uma concentração cá fora, um grupo de pessoas ocupou a sucursal do La Caixa no Passeio dos Foros, em Barakaldo (Bizkaia). Foi esta entidade bancária que decidiu executar o despejo da casa de Amaia Egaña, a primeira vítima mortal da onda de despejos em Euskal Herria.Um ano depois destes tristes acontecimentos, os colectivos sociais de Barakaldo afirmam que ainda não foi ouvido «o clamor popular» contra os despejos, nem foram tomadas medidas que respondam a tão grave problema. Por isso, pedem aos habitantes do município que se mobilizem: dia 8, há uma concentração às 19h30 frente ao Palácio da Justiça de Barakaldo.
Acção no aniversário da morte de Amaia Egaña [Herrikolore] Durante a conferência de imprensa dada pelos ocupantes da sucursal bancária, apareceram dois agentes da Ertzaintza, alertados por um agente de segurança. A conferência acabou por se realizar sem problemas, mas duas pessoas foram identificadas. (boltxe.info)
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Andoni Baserrigorri: «Las Syrizas»
En ese sentido Syriza no era ninguna novedad. No es sino una versión moderna y en griego de Euskadiko Ezkerra, experiencia vasca de los 70-80 y que desembocó en el PSE-PSOE. El reformismo y el revisionismo es mas viejo que mear contra la pared. (lahaine.org)«Claro que habrá "ongi etorris"», de Jesús VALENCIA (boltxe.info)
Hubo personas que aprendieron nuestra lengua refugiadas en recónditos graneros, tarareaban nuestras canciones en cocinas con las ventanas cerradas, se trasmitieron nuestras tradiciones mientras desgranaban mazorcas de maíz, supieron de familiares presos o fusilados cuando el abuelo se lo contó en voz baja. Somos especialistas en preservar nuestras querencias al margen de lo que pensara el cura, el maestro o el señor gobernador. Gracias a estos aprendizajes clandestinos hemos sobrevivido como pueblo.
«La niña y la bestia (lado oculto)», de Maité CAMPILLO (insurgente.org)
Por ellos, por los que nunca han vencido, grito esperanzada, que es una forma de cantar a pulmón abierto. A los que jamás doblegaron, vencedores absolutos!
Kortatu - «After-Boltxebike»
O tema aparece nos álbuns Kolpez kolpe (1988) e Azken guda dantza (gravado ao vivo em Iruñea; 1988). [Hitzak / Letra]
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Emili Martin, representante do Herrira, não compareceu na AN espanhola
A representante do Herrira em Ipar Euskal Herria devia ter-se apresentado hoje, às 10h00, no tribunal especial, acusada de pertencer ao movimento que no Estado espanhol é agora considerado um «grupo terrorista». «Não vou comparecer num tribunal que despreza os direitos humanos», afirmou Martin à Euskal Irratiak, estando ciente das consequências da sua decisão: Madrid vai emitir um mandado europeu e França terá de decidir se o aplica.
A 30 de Setembro, o Estado espanhol lançou uma operação contra o movimento popular, no âmbito da qual foram detidas 18 pessoas. Alguns dias depois, a 11 de Outubro, Emili Martin e Jon Mintegiaga foram intimados a comparecer na AN espanhola como imputados no mesmo caso. São todos acusados de «pertencer a grupo terrorista», «financiamento de grupo terrorista» e «enaltecimento do terrorismo».
Na sequência desta operação, o tribunal especial interditou a actividade do Herrira por um período não inferior a dois anos, e ordenou tanto o bloqueio da sua conta corrente como o encerramento de páginas de Internet e perfis das redes sociais associados ao movimento de defesa dos direitos dos presos políticos bascos.
Três dias depois da operação, Emili Martin e Garbiñe Eraso deram uma conferência de imprensa em Baiona na qual manifestaram as suas suspeitas de que a operação iria alastrar ao País Basco Norte. E foi precisamente o que se passou.
Na ocasião, perguntaram ao Governo de Paris e ao Partido Socialista qual a sua reacção face ao «ataque» contra o Herrira, e dirigiram-se directamente à ministra da Justiça, Christiane Taubira. No dia em que a operação contra o Herrira foi levada a cabo, a ministra assinava o reforço da cooperação na «luta antiterrorista» com o seu homólogo espanhol, Alberto Ruiz-Gallardón. As representantes do Herrira pediram-lhe que, em vez disso, fizesse alguma coisa pelo processo de paz. / Ver: argia.com / Mais informação: kazeta.info
A 30 de Setembro, o Estado espanhol lançou uma operação contra o movimento popular, no âmbito da qual foram detidas 18 pessoas. Alguns dias depois, a 11 de Outubro, Emili Martin e Jon Mintegiaga foram intimados a comparecer na AN espanhola como imputados no mesmo caso. São todos acusados de «pertencer a grupo terrorista», «financiamento de grupo terrorista» e «enaltecimento do terrorismo».
Na sequência desta operação, o tribunal especial interditou a actividade do Herrira por um período não inferior a dois anos, e ordenou tanto o bloqueio da sua conta corrente como o encerramento de páginas de Internet e perfis das redes sociais associados ao movimento de defesa dos direitos dos presos políticos bascos.
Três dias depois da operação, Emili Martin e Garbiñe Eraso deram uma conferência de imprensa em Baiona na qual manifestaram as suas suspeitas de que a operação iria alastrar ao País Basco Norte. E foi precisamente o que se passou.
Na ocasião, perguntaram ao Governo de Paris e ao Partido Socialista qual a sua reacção face ao «ataque» contra o Herrira, e dirigiram-se directamente à ministra da Justiça, Christiane Taubira. No dia em que a operação contra o Herrira foi levada a cabo, a ministra assinava o reforço da cooperação na «luta antiterrorista» com o seu homólogo espanhol, Alberto Ruiz-Gallardón. As representantes do Herrira pediram-lhe que, em vez disso, fizesse alguma coisa pelo processo de paz. / Ver: argia.com / Mais informação: kazeta.info
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Manifestação contra o fascismo, a xenofobia, o racismo e a homofobia dia 9 em Bilbo
Numa conferência de imprensa que ontem teve lugar na capital biscainha, os organizadores da mobilização recordaram que há vários anos assinalam a chamada Noite dos Cristais, quando, a 9 de Novembro de 1934, os nazis atacaram judeus, homossexuais, ciganos e imigrantes. A manifestação parte às 18h00 da Praça Moyua, para evocar estes acontecimentos e, sobretudo, para denunciar a proliferação de grupos fascistas e partidos de extrema-direita na Europa, bem como «a justificação» de atitudes homófobas, racistas e xenófobas pelo conjunto da sociedade.Para os organizadores, a situação de crise contribuiu para esta situação; e não menos a «atitude negligente» de governos e instituições.
Manifestando a sua preocupação face ao crescendo do fascismo, às suas «ameaças reais», aos seus ataques, mostraram-se determinados em fazer-lhes frente. Afirmaram que, na luta contra o fascismo, «não basta a confrontação ideológica, pois é preciso defender a integridade física das pessoas e dos colectivos referenciados pelos grupos criminosos».
Pediram a todos que participem na manifestação deste sábado. A marcha termina na Alde Zaharra [Zona Histórica] de Bilbo. A partir das 20h00 haverá um festival de música antifa no 7Katu Gaztetxea, em memória do músico grego antifascista Pavlos Fyssas. / Ver: topatu.info e naiz.info / Ler: Manifesto da iniciativa
Manifestação antifascista em Bilbo [Hamaika TB] Colectivos que apoiam o manifesto: Sare Antifaxista, SOS Arrazakeria, Ikasle Abertzaleak, Ernai, Gazte Komunistak, EHGAM, Elkartzen, Komite Internazionalistak, Askapena, Ikasle Ekintza, Deustuko Gazte Lokala, Zirikatzen, Herri Norte Taldea, Piratak Athletic Taldea, Frankismoaren Aurkako Kereilaren Euskal Plataforma, Komantxe Konpartsa, Bizigay, Gazte Abertzaleak, Bilboko Roller Derby Taldea, Antolaketan Salto!, Urtxintxa Eskola, Piztia konpartsa e Euskal Herriko Komunistak.
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Otxarkoaga volta a receber o Lenin Eguna, no 20.º aniversário do Boltxe
Na nota de apresentação do Lenin Eguna [Dia de Lénine] deste ano, o Boltxe Kolektiboa anuncia que a jornada terá lugar a 16 Novembro [realiza-se sempre numa data próxima à Revolução de Outubro], no bairro operário e popular de Otxarkoaga (Bilbo), com a organização a cargo do Boltxe e da comparsa Pa Ya.O Boltxe recorda que foi já há vinte anos que «um grupo de pessoas com sensibilidade e formação comunista fundou o fac-símile intitulado Boltxevike», que se viria a transformar na revista Boltxe (em papel).
Mais tarde, centrando-se na «contra-informação numa perspectiva abertzale e comunista», o colectivo entrou no mundo da Internet, e, há pouco mais de um ano, passou a editar obras que considera «fundamentais para a formação política das/os militantes».
Programa
O Lenin Eguna começa com um debate (10h00) na Kultur Etxea de Otxarkoaga (tal como em anos anteriores, o Boltxe apresentará um texto para discussão).
Às 14h00, realiza-se a oferenda floral junto ao monumento a Marx e Lénine, na Praça Enbeitia.
Segue-se o almoço popular no txoko do bairro, às 15h00 (é necessário fazer marcação, enviando um e-mail para boltxekolektiboa@gmail.com). Para concluir uma jornada que é também ocasião para festejar os 20 anos do Boltxe, haverá um concerto de Txanba Payés (16h30).
O Boltxe convida toda a gente a participar nesta «jornada de reflexão, debate e alegria». / Ver: boltxe.info
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Para a malta de Ondarru é claro: independentzia!
Ao Dia do País Basco «autonómico» (este ano ainda a 25 de Outubro), a juventude abertzale e de esquerda de Ondarru responde: independentzia! / Fonte: Turrune!
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
A AHT Gelditu convoca uma manifestação contra o TGV para 16 de Novembro
A AHT Gelditu Nafarroa convocou uma manifestação para 16 de Novembro em Iruñea para exigir a paralisação «imediata» das obras do TGV - considerando que este projecto «é absurdo», «um verdadeiro escândalo» e um «atentado ecológico» - e para apoiar os tartalaris, que começam a ser julgados na AN a 18 deste mês.A marcha, que conta com o apoio de diversas organizações e tem como lema «El TAV es un absurdo y 60 kilómetros mucho más. Gelditu orain!», parte às 17h00 do Parque de Antoniutti, dois dias antes do julgamento dos quatro tartalaris, activistas imputados pela acção de lançamento de tartes à presidente do Executivo foral, Yolanda Barcina. Incorrem em penas que oscilam entre os 5 e os 9 anos de cadeia.
A AHT Gelditu Nafarroa, que expressou a sua solidariedade aos arguidos, considerou tratar-se de um julgamento «surrealista», com penas «desproporcionadas» para uma acção de protesto «de carácter cómico», e solicitou o seu arquivamento.
Esse «carácter cómico» esteve também presente na conferência de imprensa, com os dois membros da AHT Gelditu caracterizados como Astérix e Obélix - segundo referiram, a questão do TGV «parece-lhes mais próxima do mundo da BD que da realidade e do senso comum».
Escoltados por dois «romanos», leram um texto em que recordam que as obras do TGV na Ribera de Nafarroa começaram há dois anos. Do ponto de vista económico, consideram «ofensivo» que ao fim deste tempo, em plena crise, se continue a justificar «a fortuna» que estas obras comem.
Do ponto de vista ecológico, denunciam o impacto ambiental da obra e consideram que o projecto é um «atentado ecológico».
Do ponto de vista político, consideram o projecto «inadmissível». «A concretizar-se, será a infra-estrutura mais cara da história de Navarra», uma obra que «não cobre qualquer necessidade, mas que é um luxo para uma minoria», e sobre a qual, entendem, «não existiu nenhum tipo de debate social aberto», ficando marcada por «enganos, ocultação e obscurantismo».
Ao cabo de dois anos, «ao inadmissível junta-se o ridículo e o ilegal». «Ridículo porque o antigo corredor se limita a um mísero remendo de TGV com sessenta quilómetros, entre Castejón e Campañas, sem grandes veleidades de continuidade», e «ilegal» porque o projecto «passa inclusive a infringir a lei», depois de o Tribunal Superior de Justiça de Madrid ter decretado que as declarações de impacto ambiental estavam caducadas.
Assim, consideram «indispensável» parar «de imediato» estas obras. A obsessão do Governo de Gasteiz com o seu «Y grego» e do Governo de Iruñea com o seu «corredor», em tempo de crise e cortes, é «um despótico delírio que despreza a vontade popular, ao mesmo tempo que potencia enormemente as desigualdades», afirmam. / Ver: naiz.info e ateakireki.com / Ler na íntegra o texto da convocatória: ahtgelditu.org
Os dirigentes da esquerda abertzale são «permanentemente» espiados pelo CNI
O Centro Nacional de Inteligencia considera os dirigentes da esquerda abertzale um alvo «permanente» e investiga as suas comunicações. A informação foi publicada este domingo pelo diário madrileno El País, na sequência dos documentos divulgados por Edward Snowden que ligam o CNI à espionagem dos EUA.
De acordo com a peça publicada no diário referido, depois da reforma de 2002 do Governo espanhol, foram os juízes que passaram a autorizar as escutas do CNI, que poderiam chegar a mil.
Na informação, destaca-se que há alguns alvos «permanentes», cuja vigilância é prolongada de três em três meses, e entre estes «alvos» encontram-se alguns dirigentes da esquerda abertzale.
Esta «revelação» sobre a existência de uma espionagem constante sobre a actividade política da esquerda abertzale é mais a constatação de uma prática há muito conhecida em Euskal Herria. Entre outros, recordem-se os casos badalados do dispositivo encontrado na sede de Gasteiz do Herri Batasuna (1998), as escutas detectadas por Arnaldo Otegi e Unai Fano no processo de negociação de 2005-2007, as que foram efectuadas para «controlar» as reuniões políticas de Segura (2007) ou as realizadas na sede do LAB em Donostia (2009). / Ver: naiz.info e Gara
Conferências sobre Portugal em Leioa e Lizarra
As conferências realizar-se-ão na quarta-feira, 6, em Leioa (Bizkaia) e na sexta-feira, 8, em Lizarra (Nafarroa).
Bruno Carvalho, jornalista, membro da ASEH, militante político, dará duas conferências em Euskal Herria sobre «a luta contra as "troikas"» e a «história da esquerda» no nosso País, com o título «Portugal: de la Revolución del 25 de Abril de 1974 a la situación actual».
A primeira terá lugar na Kurkudi Herriko Taberna, em Leioa (Bizkaia), dia 6 de Novembro, às 19h30.
A segunda será no Pinupe Gaztetxea, em Lizarra (Nafarroa), dia 8 de Novembro, às 20h00.
Hamaika herri, borroka bakarra!
Muitos povos, uma luta!
Bruno Carvalho, jornalista, membro da ASEH, militante político, dará duas conferências em Euskal Herria sobre «a luta contra as "troikas"» e a «história da esquerda» no nosso País, com o título «Portugal: de la Revolución del 25 de Abril de 1974 a la situación actual».
A primeira terá lugar na Kurkudi Herriko Taberna, em Leioa (Bizkaia), dia 6 de Novembro, às 19h30.
A segunda será no Pinupe Gaztetxea, em Lizarra (Nafarroa), dia 8 de Novembro, às 20h00.
Hamaika herri, borroka bakarra!
Muitos povos, uma luta!
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LAB: «La quiebra de Fagor Electrodomésticos, la peor decisión»
Desde que se decidió por parte de Mondragón dejar caer a Fagor Electrodomésticos la suerte de la empresa estaba hechada. Liquidar el problema de viabilidad de la misma manera que lo resuelve cualquier sociedad anónima, mandando a la gente a la calle, muestra las debilidades de un proyecto cooperativo que necesita a todas luces una reflexión profunda y un plan de viabilidad para fortalecer los lazos de solidaridad, la implicación de trabajadoras y trabajadores y el compromiso firme por sacar este país de la situación en la que se encuentra. No estamos de acuerdo con la decisión tomada. / Ler nota em labsindikatua.org
Entrevista a Atilio Borón no «Contragolpe» (Venezuela)
Entrevista de Vanessa Davies a Atilio Borón no programa «Contragolpe», da Venezolana de Televisión, a 19 de Agosto de 2013. / Fonte: askapena.org
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domingo, 3 de novembro de 2013
Nasceu a Aitzina!, ponto de encontro dos jovens abertzales e revolucionários de Iparralde
Nasceu este sábado, em Baiona, a Aitzina!, referência para os jovens abertzales e revolucionários bascos dos territórios do Norte do País: Lapurdi, Zuberoa e Nafarroa Beherea.Filip Bidart e Xabi Larralde participaram no acto que marcou o nascimento da organização, dirigindo-se às centenas de jovens presentes para lhes agradecer o facto de terem conseguido ultrapassar «divisões históricas» e se terem conseguido unir. Maialen Etxeberria, porta-voz da Ernai, também esteve presente no acto.
Koldo Etxegarai, porta-voz da Aitzina! pediu um aplauso para todos os que estão a trabalhar em tantos campos de militância, mas sobretudo para quem ali estava presente.
Etxegarai pediu a todos que ajudem a construir a Aitzina! e, assumindo uma perspectiva nacional, reafirmou a luta pela «construção de uma Euskal Herria livre». / Ver: boltxe.info [com muitas fotos] e topatu.info
Ver também: «"Aitzina!", hacia la unión de los abertzales de izquierda», de Arantxa MANTEROLA (Gara)
Nascimento da Aitzina! [topatu.info] Resumo do acto político-cultural que marcou o surgimento da organização juvenil abertzale e de esquerda de Ipar Euskal Herria.
Jornada «Jeiki gazte», em Baiona [topatu.info] Várias imagens da jornada na capital do País Basco Norte. / Outro vídeo: Ambiente animado nas ruas de Baiona [Aitzina!]
Etxerat: relatório dos meses de Julho, Agosto e Setembro acessível em castelhano e em inglês
A associação de familiares de presas e presos políticos bascos divulgou, em castelhano e inglês, o relatório relativo ao trimestre do Verão, no qual se denuncia a criminosa política de dispersão a que os presos são submetidos (entre outras violações de direitos), bem como a campanha de criminalização movida contra o colectivo.
Também se abordam aspectos como libertações e transferências dos presos políticos bascos. O «Tema do Mês» inclui uma entrevista a Kristiane Etxaluz, companheira de um deportado basco, na qual se aborda a questão dos deportados e dos refugiados. / Fonte: etxerat.info via askapena.org
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Borroka Garaia: «Recibimientos»
La persecución de los recibimientos pone en evidencia la gran falsedad del sistema español represivo-carcelario donde se supone que tras cumplir la condena ya “has pagado” las deudas contraídas y recuperas todos los derechos. Sin embargo, las muestras de cariño a los ex-carcelados están negadas.Teniendo en cuenta que el único objetivo de la política penitenciaria española contra la disidencia vasca es separar a los presos de su pueblo y de sus planteamientos políticos además de convertirlos en moneda de chantaje, la salida de un preso vasco y ser recibido en su pueblo supone por todo ello un fracaso de la política de exterminio aplicada contra él, sus familiares y amigos.
(BorrokaGaraiaDa)
«Los pájaros del Orhi», de José Mari ESPARZA ZABALEGI (lahaine.org)
«Orhiko xoriak, Orhirat», cantan en Zuberoa, para pedir que los hijos alejados regresen al hogar. La canción es buena metáfora para exigir que no solo Inés, sino todos los presos vascos, sin excepción, vuelvan libres a Euskal Herria. Expondré algunas razones, las que creo que todavía no son punibles.
«Tonto o desvergonzado», de Amparo LASHERAS (Gara)
Vamos a ser serios, señor Fernández, en Euskal Herria, en el Estado español, en Europa... ¿Quién desencadenó una crisis sistémica y ha dinamitado el estado de bienestar? ¿Quién liberalizó la economía, rebaja salarios, pensiones, y regala dinero público a la banca? ¿Quién desmantela la educación y la sanidad pública? ¿Quién promulga leyes que abocan a la pobreza extrema?
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Apagão em Arratia contra a desertificação industrial e a destruição do emprego
Os vários municípios da região biscainha de Arratia vieram esta quarta-feira para a rua e apagaram as luzes em apoio à iniciativa social e laboral que tinha como objectivo denunciar a destruição do emprego e o processo de desindustrialização da comarca. Expressaram ainda a sua solidariedade aos trabalhadores da Incoesa e da FCC Alfus.A plataforma Arratian Lan eta Bizi! considerou bastante positiva a resposta à iniciativa do apagão «Argie amatau etorkizune izitako» contra a destruição do emprego e a desindustrialização da comarca. A iniciativa teve a adesão de vários agentes e organizações políticos, sindicais e sociais.
Foram aprovadas moções em vários municípios: com o apoio de todos os grupos representados - PNV, EH Bildu, PSE e Aldatuz - em Lemoa, Bedia e Artea, e com o apoio do EH Bildu e da Igorre Danontzat em Dima e Igorre.
Na segunda-feira, os sindicatos ELA e LAB também já tinham divulgado o apoio de comissões de trabalhadores de quase uma dezena de empresas, como a Cementos Lemona, a Ormazabal, a Negarra ou a Alyasa.
Ontem, ao longo do dia os trabalhadores da GEA Ibérica, da Forjas Unidas e da Technichapa concentraram-se à porta destas empresas para reclamar futuro para a região. O apagão foi também visível no exterior das instalações fabris e das várias sedes muni
cipais de Arratia.
Nas concentrações convocadas para as praças de todos as localidades de Arratia participaram cerca de 300 pessoas, com destaque para as de Lemoa, Bedia, Igorre, em que os autarcas também participaram, Dima, Zeanuri ou Areatza. Ao cair da noite, o som de sirenes instaladas em automóveis ou colocadas nas praças anunciaram a hora do apagão, durante o qual os participantes nas mobilizações acenderam velas.
Itzalaldia Arratian [Arratieko Gazteak] A plataforma Arratian Lan eta Bizi! recordou que, «apesar do êxito da iniciativa, ainda há muito para fazer: os conflitos nas empresas Incoesa y Alfus, os cerca de mil desempregados na comarca...». «Só um novo modelo socioeconómico permitirá dar a volta a esta situação, e isso passa pela mudança das políticas económicas deste país e pela mobilização», concluiu. / Ver: Gara e LAB
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Mobilização em Iruñea contra a privatização das pensões e o empobrecimento dos pensionistas
Face ao ataque do poder financeiro e dos estados que o defendem, o LAB reclamou, na manifestação que ontem se realizou em Iruñea, a necessidade de soberania social e política para garantir direitos e pensões dignas em Euskal Herria, pondo nas mãos da classe trabalhadora os instrumentos que lhe permitam decidir sobre a questão.
Na sequência, ver texto lido no final da mobilização. / Fonte: LAB via ateakireki.com
A ikurriña em Iruñea: história da negação - I
A dinâmica Iruñea askatasunez decidiu realizar um conjunto de entrevistas para dar a conhecer a forma como a ikurriña é perseguida na capital navarra - atitude que configura uma negação dos direitos dos seus próprios cidadãos.
Neste primeiro capítulo, Jacinto Martínez Alegría conta como, em 1977, a sessão de Câmara decidiu, por maioria, colocar a ikurriña no varandim da sede municipal e felicita os autores do feito da exibição da ikurriña gigante no txupinazo deste ano, a quem chama «artistas». / Fonte: ateakireki.com
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Oskorri - «Aizkora etxean»
Canção recolhida por Resurrección María de Azkue Aberasturi (Lekeitio, 1864 - Bilbo, 1951) em Aranaz (Nafarroa). Versão dos Oskorri incluída no estupendo álbum Ura (2000). [Letra aqui.]
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Aranalde opta pela «insubmissão» face à sua entrega ao Estado espanhol
Jokin Aranalde, cuja entrega ao Estado espanhol foi ontem decidida pelo Tribunal de Cassação de Paris, anunciou numa carta em euskara, castelhano e francês que optou pela «insubmissão», já que, sendo um dos porta-vozes do Colectivo de Refugiados Políticos Bascos (EIPK), a sua determinação é «trabalhar até que o último dos refugiados e deportados possa viver numa Euskal Herria em liberdade».O refugiado ibartarra recorda que nos últimos 50 anos – tem 67 – viveu «uma das épocas mais negras do seu país, provocada pelos dois estados», e que foi «torturado três vezes, a última em 2002». Por isso e porque «não suportaria ser torturado uma quarta vez», decidiu instalar-se em Ipar Euskal Herria [País Basco Norte].
Aranalde aborda os dois acontecimentos que propiciaram um novo ciclo político em Euskal Herria - a Conferência de Aiete e o fim definitivo da actividade armada por parte da ETA -, mas lamenta que «apenas a Euskadi Ta Askatasuna tenha cumprido a 100% a sua palavra».
«Perante esta atitude negativa dos estados» – prossegue –, o EIPK decidiu que devia tornar-se um agente activo no desenvolvimento do «processo de paz», e a 15 de Junho apresentou em Biarritz o seu contributo, «que vai no mesmo sentido da Conferência de Aiete».
Volta a criticar ambos os estados pelo facto de, «em vez de acolherem positivamente a proposta construtiva do Colectivo», «terem respondido com mais um ataque repressivo» - ele mesmo, Beñat Atorrasagasti e Aitor Zubillaga seriam detidos. Para Aranalde, a rejeição dos mandados europeus contra Atorrasagasti e Zubillaga serviu para «dar uma imagem de imparcialidade», pois «o objectivo real desta paródia de processo» é «criar obstáculos à rota traçada» pelo EIPK.
«É óbvio que se trata de um julgamento político», afirma, recordando em seguida que perante essa situação diversas personalidades institucionais e políticas, movimentos sociais e culturais defenderam a necessidade de responder com «uma atitude insubmissa e desobediente»: para assim poder divulgar a proposta do Colectivo de Refugiados e para que, «independentemente da atitude dos estados, o processo democrático possa ser levado até ao fim».
Diz que, «animado» pela atitude «responsável e digna de admiração» desses agentes, «optou pela insubmissão» face à sua entrega iminente ao Estado espanhol.
Aranalde termina a sua carta sublinhando que «o povo é a base e a garantia para que Euskal Herria possa avançar», e por isso pede às pessoas que se mobilizem, «para conseguir a verdadeira paz pela qual tanto ansiamos e de que precisamos». / Ver: naiz.info / Ver também: Berria / Carta de Jokin Aranalde (eus / cas / fra)
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Imputados e defesa acusam tribunal e MP de quererem «compensar as enormes deficiências da acusação» no processo 35/02
Numa conferência de imprensa em Donostia, Floren Aoiz, imputado, e Haritz Escudero, advogado, fizeram uma leitura política e jurídica do julgamento relativo ao processo 35/02, contra a direcção do Herri Batasuna, do Euskal Herritarrok e do Batasuna, que está a decorrer na AN espanhola desde 17 de Outubro.Afirmaram que se assiste a um «ponto de viragem» no julgamento, na medida em que o tribunal, ao admitir que o Ministério Público interrogue os responsáveis civis das herrikos «como se fossem arguidos», pretende «compensar as enormes deficiências da acusação».
Declarações de Floren Aoiz [libre.epaiketarik.ez] Ver: naiz.info e Berria
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O LAB solidariza-se com todo o sector mineiro
Numa nota, o sindicato LAB expressa a sua «solidariedade à classe trabalhadora de Leão, bem como e de forma particular a todas e todos os trabalhadores do sector mineiro, tanto desta como de outras zonas». «O sector mineiro, como é sabido, tem sido especialmente atingido ao longo dos anos pela precariedade, a exploração e a falta de segurança», afirma o sindicato basco. «Infelizmente, também o nosso povo conhece essa realidade de perto».
Depois de enviar os «pêsames sentidos, um abraço e todo o apoio» aos familiares, amigos e colegas dos seis mineiros que faleceram no poço Emilio del Valle, o LAB afirma: «como dizia ontem mesmo um mineiro, "para ganhar o pão, perderam a vida". Mais que perdidas, foram-lhes tiradas, pois não há acidente laboral que não possa ser evitado, caso sejam aplicadas as medidas precisas».
E continua: «Os acidentes, as doenças laborais e as mortes de trabalhadoras e trabalhadores não são fruto do acaso, têm uma razão de ser bastante clara: antepor os lucros das empresas à segurança e, como tal, à vida das pessoas».
Assim, para o LAB «este é o exemplo mais cruel e evidente da necessidade imperiosa que a classe trabalhadora tem de lutar por um outro modelo, de lutar por mudanças políticas e sociais que, nos respectivos países, lhe permita alterar de forma radical o sistema imperante». / Ver: LAB Sindikatua
Depois de enviar os «pêsames sentidos, um abraço e todo o apoio» aos familiares, amigos e colegas dos seis mineiros que faleceram no poço Emilio del Valle, o LAB afirma: «como dizia ontem mesmo um mineiro, "para ganhar o pão, perderam a vida". Mais que perdidas, foram-lhes tiradas, pois não há acidente laboral que não possa ser evitado, caso sejam aplicadas as medidas precisas».
E continua: «Os acidentes, as doenças laborais e as mortes de trabalhadoras e trabalhadores não são fruto do acaso, têm uma razão de ser bastante clara: antepor os lucros das empresas à segurança e, como tal, à vida das pessoas».
Assim, para o LAB «este é o exemplo mais cruel e evidente da necessidade imperiosa que a classe trabalhadora tem de lutar por um outro modelo, de lutar por mudanças políticas e sociais que, nos respectivos países, lhe permita alterar de forma radical o sistema imperante». / Ver: LAB Sindikatua
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Néstor Kohan: «Ordem / Ênfase em "O Capital"» [vídeo]
Néstor Kohan aborda a forma de ler O Capital - em que ordem e com que ênfase (em determinadas secções) - na primeira das três jornadas do 2.º Encontro Internacional da Escuela de Cuadros, que se realizou em Caracas de 30 de Maio a 1 de Junho, com o título «¿Para qué sirve El Capital? Un balance contemporáneo de la obra principal de Karl Marx». (Escuela de Cuadros em escuelacuadros.blogspot.com) / Fonte: askapena.org
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Reportagem: Julgamentos do passado para impedir o futuro
A Ateak Ireki viajou até Madrid para passar um dia com os jovens independentistas julgados pela sua militância política na Audiência Nacional espanhola e entrevistá-los sobre os dois macro-processos que estão a decorrer no tribunal de excepção espanhol.
Apesar de terem passado dois anos desde que a ETA declarou o fim da luta armada e dos importantes passos que se deram no País Basco com vista à resolução do conflito e à concretização da paz, na Audiência Nacional espanhola começaram dois julgamentos de inegável carácter político.
Quase 80 pessoas, acusadas de ser membros ou colaboradores da ETA, sentam-se no banco dos réus. Nesta reportagem, falam alguns dos jovens independentistas acusados de pertencer à organização juvenil Segi, já desaparecida. / Ver: ateakireki.com
Ver também: «Os responsáveis civis das herrikos recusam ser interrogados pelo Ministério Público» (naiz.info)
Três jovens não comparecem no julgamento do corte da A-8 contra a ilegalização da Segi
Ainara Ladron, Aritz Azkona e Naroa Ariznabarreta, três dos cinco jovens independentistas acusados de participar numa acção de protesto na auto-estrada A-8 contra a designação da Segi como «organização terrorista», em Janeiro de 2007, recusaram-se a comparecer no Tribunal de Donostia, onde hoje começou o julgamento. O tribunal emitiu um mandado de busca e captura.
Começou hoje em Donostia o julgamento de cinco jovens acusados de cortar a A-8 a 13 de Janeiro de 2007 em protesto contra a ilegalização da organização juvenil independentista e socialista Segi (que foi incluída na lista das organizações terroristas pelos fascistas espanhóis).
Naquele dia, tal como recorda o Eleak, estes cinco jovens acorrentaram-se a bidões de cimento, a poucos metros da portagem de Zarautz (Gipuzkoa), no sentido de Bilbo, tendo sido detidos e posteriormente acusados de provocar desordens públicas. O Ministério Público pede 30 meses de cadeia para um.
Através de um vídeo, três destas pessoas anunciaram que não iam comparecer em tribunal, bem como a sua intenção de prosseguir com a sua vida diária. Enfatizaram ainda a importância do «empenho popular» para acabar com a repressão, pediram à juventude basca que «continue a lutar» e fizeram um apelo à participação nas mobilizações convocadas para hoje nas terras dos arguidos - Eibar, Elgoibar, Arrieta, Bilbo e Gasteiz. Este julgamento esteve marcado para 21 de Fevereiro, mas os acusados decidiram não comparecer, e acabaria por ser suspenso por erros judiciais.
O Eleak reclamou o fim «da perseguição judicial do protesto, como meio legítimo de participação na política». «Estes julgamentos não são a solução para o conflito político que vivemos», afirmou o movimento de defesa dos direitos civis e políticos, que fez um apelo ao diálogo.
Protesto contra a ilegalização da Segi na A-8 (13/01/2007) Fontes: ateakireki.com, topatu.info e lahaine.org
Quase 80 pessoas, acusadas de ser membros ou colaboradores da ETA, sentam-se no banco dos réus. Nesta reportagem, falam alguns dos jovens independentistas acusados de pertencer à organização juvenil Segi, já desaparecida. / Ver: ateakireki.com
Ver também: «Os responsáveis civis das herrikos recusam ser interrogados pelo Ministério Público» (naiz.info)
Três jovens não comparecem no julgamento do corte da A-8 contra a ilegalização da Segi
Ainara Ladron, Aritz Azkona e Naroa Ariznabarreta, três dos cinco jovens independentistas acusados de participar numa acção de protesto na auto-estrada A-8 contra a designação da Segi como «organização terrorista», em Janeiro de 2007, recusaram-se a comparecer no Tribunal de Donostia, onde hoje começou o julgamento. O tribunal emitiu um mandado de busca e captura.Começou hoje em Donostia o julgamento de cinco jovens acusados de cortar a A-8 a 13 de Janeiro de 2007 em protesto contra a ilegalização da organização juvenil independentista e socialista Segi (que foi incluída na lista das organizações terroristas pelos fascistas espanhóis).
Naquele dia, tal como recorda o Eleak, estes cinco jovens acorrentaram-se a bidões de cimento, a poucos metros da portagem de Zarautz (Gipuzkoa), no sentido de Bilbo, tendo sido detidos e posteriormente acusados de provocar desordens públicas. O Ministério Público pede 30 meses de cadeia para um.
Através de um vídeo, três destas pessoas anunciaram que não iam comparecer em tribunal, bem como a sua intenção de prosseguir com a sua vida diária. Enfatizaram ainda a importância do «empenho popular» para acabar com a repressão, pediram à juventude basca que «continue a lutar» e fizeram um apelo à participação nas mobilizações convocadas para hoje nas terras dos arguidos - Eibar, Elgoibar, Arrieta, Bilbo e Gasteiz. Este julgamento esteve marcado para 21 de Fevereiro, mas os acusados decidiram não comparecer, e acabaria por ser suspenso por erros judiciais.
O Eleak reclamou o fim «da perseguição judicial do protesto, como meio legítimo de participação na política». «Estes julgamentos não são a solução para o conflito político que vivemos», afirmou o movimento de defesa dos direitos civis e políticos, que fez um apelo ao diálogo.
Protesto contra a ilegalização da Segi na A-8 (13/01/2007) Fontes: ateakireki.com, topatu.info e lahaine.org
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O Estado francês aprova a extradição de Jokin Aranalde
O Tribunal de Cassação de Paris aprovou o mandado europeu emitido contra o refugiado político basco Jokin Aranalde, que será extraditado para o Estado espanhol num prazo de dez dias.O Tribunal de Cassação de Paris indeferiu o recurso interposto pela defesa de Jokin Aranalde contra a aprovação da sua extradição pelo Tribunal de Pau, a 25 de Setembro último, pelo que o natural de Ibarra (Gipuzkoa) será extraditado num prazo de dez dias.
O ibartarra foi detido em Heleta (Nafarroa Beherea) a 24 de Junho, pouco depois de ter participado num acto promovido pelo Colectivo de Refugiados Políticos Bascos (EIPK) em Biarritz (Lapurdi). Aranalde, de 67 anos, é um dos porta-vozes desse colectivo. / Ver: naiz.info / Mais informação: kazeta.info
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Mireille Fanon-Mendès: «Frantz Fanon y el proceso de liberación de los pueblos»
Fanon, ese insurrecto, ese rebelde que lucha tenazmente y sin fallar contra la dominación ejercida de los poderosos sobre los débiles, nos aclara hoy a propósito de la articulación fundamental entre el derecho a la rebelión frente un sistema social, político y económico que hunde el mundo dentro del desorden y una colonización de un nuevo tipo. (BorrokaGaraiaDa)«Nuestra voluntad es de reconciliación, no de rendición», Delegación de Paz de las FARC-EP (pakitoarriaran.org)
La injusticia social, la ausencia de democracia, de soberanía, esa es la verdadera mula muerta atravesada en el camino de la paz. Sí, compatriotas de Colombia y de Nuestra América, ese es el escollo que debemos apartar del camino si queremos llegar a la reconciliación.
«Patsy O'Hara», de Coordinadora Simón Bolívar (boltxe.info)
La coordinadora Simón Bolívar, en su afan de rescatar y transmitir la memoria histórica del movimiento revolucionario a escala planetaria, les presenta a los jóvenes latinoamericanos, y en especial a los chamos venezolanos, la referencia necesaria de personas que han ofrendado sus vidas a la lucha por el bienestar y libertad de los Pueblos, sin esperar nada a cambio, a no ser el contribuir con la humanidad a construir un mundo mejor.En esta oportunidad realzamos el coraje y gallardía de un joven que lo dio todo por la libertad de su país, de la ocupación inglesa, como lo fue Patsy O'Hara.
Duas conferências sobre Portugal em Euskal Herria: do 25 de Abril aos dias de hoje
Bruno Carvalho, jornalista, membro da ASEH, militante político, dará duas conferências em Euskal Herria no início de Novembro, com o título «Portugal: de la Revolución del 25 de Abril de 1974 a la situación actual».
A primeira será na Kurkudi Herriko Taberna (Leioa, Bizkaia), dia 6 de Novembro, às 19h30.
A segunda será no Pinupe Gaztetxea (Lizarra, Nafarroa), dia 8 de Novembro, às 20h00.
Hamaika herri, borroka bakarra!
Muitos povos, uma luta!
A primeira será na Kurkudi Herriko Taberna (Leioa, Bizkaia), dia 6 de Novembro, às 19h30.
A segunda será no Pinupe Gaztetxea (Lizarra, Nafarroa), dia 8 de Novembro, às 20h00.
Hamaika herri, borroka bakarra!
Muitos povos, uma luta!
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«Gure esku dago»: rostos de uma Euskal Herria a construir a independência
«Está nas nossas mãos» / letra: Kirmen Uribe; música: Eñaut Elorrieta e Kepa Junkera
[activar legendas do lado direito.]
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Para a organização, proibição do UdazkenFest pelo Município de Gasteiz é uma «decisão política»
Para os organizadores, a proibição do festival solidário UdazkenFest pela Câmara Municipal de Gasteiz constitui uma decisão política. Convidaram as pessoas a darem «a devida resposta» à proibição, participando numa «manifestival» no sábado à tarde (19h30), a partir da Bilbo plaza. Depois, haverá concertos no gaztetxe. Afirmaram que vão prosseguir com o trabalho solidário com os presos e os seus familiares.
Os responsáveis pelo Udazkenfest, festival organizado para ajudar 56 famílias alavesas a fazer frente às despesas provocadas pela política de dispersão dos presos políticos bascos, deram hoje uma conferência de imprensa na capital de Araba para avaliar a decisão do Município de Gasteiz de proibir a realização do festival, e para dar a conhecer a sua resposta.
Os organizadores afirmaram que a Câmara Municipal de Gasteiz lhes comunicou a proibição à última hora [o festival era na quinta-feira], recorrendo a dois argumentos: falta de segurança privada e o facto de a organização ir obter lucros com a venda das entradas. Para os organizadores, a argumentação da Câmara para proibir o festival na véspera «não faz qualquer sentido».
Por um lado, afirmaram, a segurança foi garantida por voluntários; quanto ao dinheiro obtido com as entradas, foi anunciado há muito que o objectivo do festival era dá-lo às 56 famílias do herrialde que sofrem as consequências da política de dispersão. Como tal, consideram que proibição de Javier Maroto (PP) constitui uma «decisão política».
Criticaram ainda o Município pelo facto de «facilitar ou dificultar a utilização dos espaços municipais de acordo com os seus interesses políticos».
Os organizadores deram ainda informações sobre a questão das entradas: quem quiser continuar a comprá-las - porque a solidariedade continua a ser necessária - pode fazê-lo; quem quiser o dinheiro de volta também o terá: até 10 de Novembro nos locais onde eram vendidas; pela Internet, usando o mesmo e-mail com que se comprou a entrada. [Ver: udazkenfest.org]
Do cartaz do festival que era para ter lugar amanhã, agora cancelado em virtude da proibição referida, faziam parte os grupos Mandoilek, Arramazka, Gatillazo, Soziedad Alkoholika, Ze Esatek! e Tximeleta. / Ver: Berria e naiz.info
Os responsáveis pelo Udazkenfest, festival organizado para ajudar 56 famílias alavesas a fazer frente às despesas provocadas pela política de dispersão dos presos políticos bascos, deram hoje uma conferência de imprensa na capital de Araba para avaliar a decisão do Município de Gasteiz de proibir a realização do festival, e para dar a conhecer a sua resposta.
Os organizadores afirmaram que a Câmara Municipal de Gasteiz lhes comunicou a proibição à última hora [o festival era na quinta-feira], recorrendo a dois argumentos: falta de segurança privada e o facto de a organização ir obter lucros com a venda das entradas. Para os organizadores, a argumentação da Câmara para proibir o festival na véspera «não faz qualquer sentido».
Por um lado, afirmaram, a segurança foi garantida por voluntários; quanto ao dinheiro obtido com as entradas, foi anunciado há muito que o objectivo do festival era dá-lo às 56 famílias do herrialde que sofrem as consequências da política de dispersão. Como tal, consideram que proibição de Javier Maroto (PP) constitui uma «decisão política».
Criticaram ainda o Município pelo facto de «facilitar ou dificultar a utilização dos espaços municipais de acordo com os seus interesses políticos».
Os organizadores deram ainda informações sobre a questão das entradas: quem quiser continuar a comprá-las - porque a solidariedade continua a ser necessária - pode fazê-lo; quem quiser o dinheiro de volta também o terá: até 10 de Novembro nos locais onde eram vendidas; pela Internet, usando o mesmo e-mail com que se comprou a entrada. [Ver: udazkenfest.org]Do cartaz do festival que era para ter lugar amanhã, agora cancelado em virtude da proibição referida, faziam parte os grupos Mandoilek, Arramazka, Gatillazo, Soziedad Alkoholika, Ze Esatek! e Tximeleta. / Ver: Berria e naiz.info
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Iñaki Gil de San Vicente sobre «O que todo o revolucionário deve saber sobre a repressão»
Intervenção de Iñaki Gil de San Vicente, em Bilbo, na conferência-debate organizada pelo Boltxe Kolektiboa sobre a obra O que todo o revolucionário deve saber sobre a repressão, de Victor Serge.
[A introdução - cerca de 2 minutos - é em euskara; a exposição de Iñaki Gil é em castelhano.] Fonte: boltxe.info
Centenas de pessoas mobilizaram-se em Antsoain pela defesa dos direitos civis e políticos
Realizou-se este domingo, 27, uma manifestação em Antsoain com o lema «Eskubide zibil eta politikoen alde» [Em defesa dos direitos civis e políticos]. Partiu da Praça Lapurbide por volta das 13h00 e, depois de percorrer as ruas da localidade, terminou Praça Euskal Herria.
A mobilização tinha como objectivo denunciar certos acontecimentos que têm afectado esta localidade de Iruñerria [Comarca de Pamplona] nas últimas semanas: por um lado, Fermin Martínez e Artzai Santesteban estão a ser julgados no tribunal especial espanhol, no âmbito do processo contra a Segi; por outro, Imanol Karrera e Jon Garay foram detidos na operação policial contra o movimento Herrira.
Participaram na manifestação cerca de 270 pessoas, e, no final, dois habitantes de Antsoain leram, em representação de diversos sectores e colectivos da localidade, um manifesto em defesa dos direitos civis e políticos.
Amanhã, 30 de Outubro, realiza-se uma sessão de Câmara. Tem havido reuniões com a maior parte dos grupos municipais para partilhar com eles a leitura destes acontecimentos e para levar à sessão camarária uma moção acordada entre todos. Para além disso, no dia 7 de Novembro o Herri Harresia/Muro Popular de Antsoain realiza uma assembleia aberta para decidir quais as próximas acções a levar a cabo. / Fonte: ateakireki.com
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Este sábado, nasce em Iparralde uma organização juvenil, abertzale e de esquerda
Neste sábado, 2 de Novembro, irá nascer em Baiona uma organização juvenil, de esquerda e abertzale. O nome, o logótipo e as características serão apresentados num acto público às 19h00.Mas o programa começa bem cedo - a ideia é que a animação se faça sentir logo de manhã nas ruas de Baiona Ttipia. Haverá uma conferência sobre a forma de enfrentar a crise (às 9h30, com a participação de delegações internacionais); muita animação de rua (com txarangak, joaldunak, dança, teatro); um bertso bazkaria (almoço popular animado com os bertsos de Maddi Sarasua, Odei Barroso e Amets Arzallus); gazte olinpiadak (olimpíadas juvenis desportivo-culturais).
Ao acto político (19h00), seguir-se-ão vários concertos: com 2zio, Berri Txarrak, DJ Pone e Jim Purple Memorial.
O processo de definição desta nova dinâmica iniciou-se num encontro realizado em Ezpeleta (Lapurdi), a 2 de Fevereiro deste ano, no qual estiveram presentes cerca de 120 jovens. Na sequência do processo de debate, os jovens julgaram necessário criar uma nova organização. / Ver: topatu.info e topatu.info
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Onze presos bascos em greve de fome na cadeia Sevilha II para denunciar condições de vida e maus-tratos
Os presos políticos bascos que se encontram na cadeia Sevilha II deram início a uma acção de protesto contra a forma como ali são tratados, segundo revelou a Etxerat numa nota. Iker Agirre, Gurutz Agirresarobe, Koldo Aparicio, Asier Arzalluz, Juan Mari Etxebarri, Garikoitz Etxeberria, Jesus Goikoetxea, Manuel Gonzalez, Juan Lorenzo, Roberto Lebrero e Urtzi Paul começaram hoje uma greve de fome por tempo indeterminado, enquanto Javi Agirre e Iñaki Arakama, que participam no protesto, não fazem greve de fome («por diversas razões»).De acordo com a nota da Etxerat, há já muito tempo que a situação que se vive na prisão de Sevilha II é «bastante tensa»: «os presos são mantidos em isolamento constante; não podem realizar actividades; quando vão para o pátio, têm de passar por um detector de metais e ainda são alvo de uma inspecção corporal completa, que muitas vezes inclui os testículos ou o pénis».
A Etxerat refere-se ainda «a uma agressão sofrida pelo preso Arkaitz Bellon; às inspecções corporais aos presos depois das visitas íntimas (despindo-os completamente) e aos familiares antes de irem para as visitas íntimas ou de se dirigirem para o parlatório, fazendo com que perdessem visitas; entre muitas outras situações».
Confrontados com este panorama de «violação diária dos seus direitos», os presos bascos reuniram-se com o director do estabelecimento, «mas nada mudou». Antes de partirem para a greve de fome, também apresentaram queixas na justiça e junto das instituições penitenciárias, «mas sem resultados». / Ver: etxerat.info (eus / cas)
Familiares do preso Julen Mujika sofreram um acidente a caminho da cadeia de Seysses
A companheira e o filho do preso político basco Julen Mujika sofreram um acidente rodoviário na sexta-feira, 25, quando iam a caminho da prisão de Muret Seysses, revelou a Etxerat numa nota.«A cerca de cinco minutos de Seysses, rebentou um pneu de um camião que seguia à sua frente. Uma parte do pneu foi parar debaixo da viatura em que seguiam os familiares de Mujika, que tiveram de parar numa berma da estrada», afirma-se na nota.
De acordo com a Etxerat, não houve feridos, mas a viatura ficou danificada (um pneu e o radiador furados). Esperaram ali duas horas, e depois tiveram de ir à Gendarmerie local tratar das papeladas relacionadas com o acidente. Com tudo isto, «perderam a visita e carro teve de ficar em Toulouse».
A Etxerat realçou o facto de este ser o oitavo acidente provocado pela política de dispersão este ano. Exigiu o fim da política de excepção e o regresso dos presos políticos bascos a Euskal Herria. / Ver: etxerat.info (eus / cas / fra)
«O preso Mikel Vargas foi libertado» (naiz.info)
O preso donostiarra Mikel Vargas, acusado de pertencer à Segi e encarcerado em Outubro de 2011, foi hoje libertado, depois de ter cumprido uma pena de dois anos. Passou os últimos meses na cadeia de Palência (Espanha), de onde saiu hoje de manhã. [Ongi etorri, Mikel!]
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A AN admite que a sentença de Estrasburgo transcende o caso de Del Río e é aplicável a outros semelhantes
No auto em que se decretou a libertação de Juan Manuel Piriz, a Audiência Nacional espanhola determina que a sentença do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) sobre o caso de Inés del Río é aplicável a outros presos que se encontram na mesma situação. Os juízes assumem que os estados têm a obrigação de acatar e executar as resoluções do Tribunal de Estrasburgo. / Ver: naiz.info [Na foto: Mark Muller, da equipa jurídica de Inés del Río.]Ver também: «Auzitegi Nazionalak ebatzi du Del Riori buruzko epaia "antzeko" kasu guztietan ezarri behar dela» (Berria)
«Muller sublinha que a sentença europeia deve ser aplicada a todos os casos idênticos» (naiz.info)
Numa conferência de imprensa que hoje decorreu em Donostia, Mark Muller, advogado que lidera a equipa jurídica de Inés del Río (formada ainda por Didier Rouget, Amaia Izko, Michael Ivers, Urko Aiartza e Sudhanshu Swaroop) salientou a «clareza» e a «ênfase» da sentença do TEDH.
Iruñea: manifestação em defesa de pensões dignas para todos
A manifestação terá lugar no dia 31 de Outubro, às 12h00, a partir da Gaztelu plaza, com o lema «Las pensiones no son un negocio. Pentsio duinak denontzat» [As pensões não são um negócio. Pensões dignas para todas]. / Fonte: LAB Sindikatua via lahaine.org
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Altsasu é do povo! Forças de ocupação... bazem!
A 12 de Outubro, dia da gloriosa Espanha e da Guarda Civil, o povo de Altsasu e da região de Sakana deixou uma mensagem clara: alde hemendik! Vão-se embora!
Para responder à ocupação e à repressão policial presentes desde há muito na localidade de Altsasu e na região de Sakana (Nafarroa), o povo defendeu a praça com um cordão humano. Porque a Praça de Altsasu é do Povo!
«Alde hemendik! Ospa Sakanatik, Euskal Herritik... eta utzi bakean!»
Vão-se embora! Bazem de Sakana, de Euskal Herria... e deixem a malta em paz! / Fonte: SareAntifaxista e alde hemendik
«Alde hemendik! Ospa Sakanatik, Euskal Herritik... eta utzi bakean!»
Vão-se embora! Bazem de Sakana, de Euskal Herria... e deixem a malta em paz! / Fonte: SareAntifaxista e alde hemendik
A Nafarroa Bizirik colocou uma placa no castelo de Trebiñu para assinalar a defesa da soberania de Nafarroa
Este sábado, 26, foi colocada no castelo de Trebiñu uma placa em que se assinala o facto de ter defendido a soberania de Nafarroa. A iniciativa partiu da associação Nafarroa Bizirik, que já colocou placas em 32 castelos.No acto, estiveram presentes diversos representantes institucionais da região de Trebiñu, representantes da Zutik Nafarroako Gazteluak e da 1512-2022 Nafarroa Bizirik, bem como músicos da Gasteizko Gaitariak e da Nafarroako Albokari Elkartea.
Depois da inauguração da placa, o Município ofereceu um hamaiketako [o almoço da meia manhã, uma bucha] aos presentes no local. Houve ainda um almoço popular em Trebiñu.
A iniciativa 1512-2022 Nafarroa Bizirik recorda que «Trebiñu é um terra condicionada pela História»: nunca se rendeu perante a ofensiva castelhana, mas acabou por ser entregue em virtude dos Acordos de Paz entre Nafarroa e Castela - Sancho, o Forte, entregou-a a Castela e, em troca, o rei castelhano Afonso VIII devolveu a Nafarroa Miranda de Arga, Mendabia, Larraga e outras vilas.
Numa conferência de imprensa recente, a Nafarroa Bizirik afirmou que «estes castelos e fortalezas que defenderam o Reino de Nafarroa foram testemunhos mudos da conquista castelhana. É por isso que hoje em dia continuam debaixo da terra. Tal como a nossa História, estes castelos também foram destruídos e enterrados». / Mais informação: Nafarroa Bizirik
Benito Lertxundi - «Matalaz» Tema do álbum Altabizkar - Itzaltzuko Bardoari (1.ª ed. 1981; 3.ª ed. 2004).
Dolü gabe, dolü gabe, hiltzen niz, / bizia Xiberuarentako emaiten baitüt.
Agian, agian, egün batez / jeikiko dira egiazko xiberutarrak egiazko eskualdünak / tirano arrotzen hiltzeko.
-
Muero sin pena, puesto que doy mi vida por Zuberoa.
Quizás, algún día se alzarán los autenticos zuberotarras los autenticos vascos para acabar con los tiranos invasores.
domingo, 27 de outubro de 2013
Nahaia, Mikel, Idoya: relatos de maus-tratos e torturas durante as suas detenções
Testemunhos de:Nahaia Aguado Marin
Mikel Arkaitz Totorika Valle
Idoya Iragorri Petuya
«Nós, familiares e amigos de Mikel Totorika Valle, Idoya Iragorri Petuya e Nahaia Aguado Marín, habitantes de Sestao (Bizkaia), fazemos eco dos graves testemunhos de maus-tratos e torturas que estes sofreram enquanto estiveram detidos, e, por vontade expressa de cada um deles, queremos torná-los públicos, para que sejam do domínio público e se denunciem, por forma a acabar com esta prática infelizmente tão comum em todo o mundo e, em especial, no Estado espanhol.
O nosso propósito é que todos os agentes políticos, sociais, sindicais e culturais-desportivos sejam conhecedores do que sofreram e padeceram os nossos seres queridos por pensarem de uma determinada forma, a razão pela qual foram detidos, torturados e encarcerados.
Que crime cometeram? Não sabemos.
Porque tiveram de passar por esta terrível situação que só eles de facto conhecem? Não sabemos.
Terão sequelas físicas e psicológicas no futuro? Não sabemos.
Porque é que em pleno século XXI estas práticas são ainda comuns em muitas partes do mundo e no Estado espanhol (facto denunciado a nível internacional ) de forma sistemática? Não sabemos.
São demasiadas perguntas e poucas as repostas que nos ocorrem, excepto uma: é preciso erradicar de uma vez esta prática cruel, desumana, salvática, ilegal e antidemocrática. É esse o único objectivo que nós, familiares e amigos de Mikel, Idoya e Nahaia, temos em mente com esta denúncia: que os/as nossos/as filhos/as, irmãos/ãs e companheiros/as sejam os últimos torturados.
Será possível?»
Ler relatos em boltxe.info / Em pdf, aqui.
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Protestos contra a situação dos presos bascos na cadeia de Lyon
No dia 10 deste mês, os presos políticos bascos Urko Labaka e Xabier Aranburu foram alvo de uma agressão por parte de um funcionário que trabalha no estabelecimento prisional de Lyon. Para além disso, ficaram proibidos de participar em actividades na cadeia. Para denunciar esta situação, ontem realizaram-se várias acções de protesto.Uma delas decorreu às portas da prisão de Lyon, onde três cidadãos bascos viriam a ser detidos. De acordo com a Polícia francesa, os detidos foram Julen Lasarte, Bingen Arrizabalaga e Jose Manuel Segadesaras, que foram libertados algumas horas mais tarde.
Também em Baiona se realizou uma concentração para denunciar a situação de Labaka e Aranburu. Dezenas de pessoas participaram na mobilização, tendo afirmado que, apesar dos pedidos insistentes dos presos para se reunirem com o director da cadeia, este não lhes deu resposta. Aranburu e Labaka deram então início a uma acção de protesto, de desobediência civil, que obteve como resposta uma «brutal agressão a ambos os presos».
Os presentes criticaram de forma veemente estes «acontecimentos». Afirmaram que Christiane Taubira, ministra da Justiça no Estado francês, é uma das responsáveis pela situação, e, como tal, enviaram-lhe uma carta. No escrito, para além de exporem a situação dos presos, pedem a Taubira que assuma a responsabilidade no caso. / Ver: kazeta.info
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Arantza Santesteban: «La distopía España»
España no puede solucionar ninguno de sus conflictos porque solucionarlos equivaldría a su disolución. Es por ello por lo que necesita mantenerlos. [...]
La guerra es la razón de ser del Estado. Por eso no quiere la paz ni en Euskal Herria ni en otros lugares, porque mediante la paz viene la solución política (lahaine.org)«Los verdaderos artífices de la paz», de Timoleón JIMÉNEZ (boltxe.info)
Esa Colombia, y no la de las familias Santos, Uribe, Santodomingo o Sarmiento, entre otras, es la que clama por paz con justicia social, con profundas reformas institucionales y en el manejo económico del país. Las FARC-EP, que somos apenas una de las expresiones de esa Colombia largamente humillada y perseguida, sabemos que gran parte de ella nos acompaña en esta brega.
«Santucho, ejemplo de convicciones inquebrantables», de Coordinadora Simón Bolívar (lahaine.org)
Para la Revolución Bolivariana, venezolana y continental, Santucho es digno ejemplo a seguir por quienes aspiran a estar al servicio de la causa de los Pueblos. Son los atributos que caracterizaron su personalidad en la lucha, clave en la definición de cómo debe ser un militante de la causa revolucionaria: Su pasión por el estudio, una intensa militancia, organización y constancia, su austeridad, una confianza ilimitada en las masas, optimismo y una dinámica contagiosa en los que acompañaban en sus esfuerzos y lo que afirmaba sus convicciones y el temple revolucionario que lo erigieron en el símbolo que hoy es.
Entrevista a Diego Cañamero, porta-voz do SAT
Entrevista a Diego Cañamero, quatro dias depois de ter sido detido pela Guarda Civil (foi libertado na terça-feira de manhã). O porta-voz do SAT (Sindicato Andaluz dos Trabalhadores) disse que é «insubmisso judicial» há três anos e que por isso o prendem de tempos a tempos. O SAT sofre uma forte repressão: mais de 800 processados, cerca de um milhão de euros de multas e muitos anos de prisão pedidos para os seus sindicalistas. Cañamero diz que «o SAT incomoda o poder porque aponta os culpados da crise». (Info7 Irratia)
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sábado, 26 de outubro de 2013
Milhares de pessoas manifestaram-se em Bilbo a favor da resolução e contra os julgamentos políticos
Milhares de pessoas encheram a Kale Nagusia / Gran Vía bilbaína para exigir o fim dos julgamentos políticos e mostrar a sua determinação em prosseguir no novo tempo político. À frente da marcha iam os imputados nos processos contra a esquerda abertzale e a juventude independentista, além de uma grande representação das associações culturais responsáveis pelas herrikos.
Com a cor laranja predominante, a marcha percorreu o trajecto entre o Sagrado Coração e a Câmara Municipal com o lema «Konponbidearen alde, eskubide guztiak. Libre! Epaiketa politikorik ez» (Pela solução, todos os direitos. Livre! Não aos julgamentos políticos!) e com palavras de ordem contra os julgamentos e a favor da resolução. As associações culturais processadas foram as que mais cor deram à marcha, com cada qual a caracterizar o seu trabalho com um estilo próprio.
No final da manifestação, Floren Aoiz e Garazi Rodríguez dirigiram-se aos presentes em nome dos processados para acusar o Estado espanhol de procurar «fechar portas à esperança» e de «substituir o novo tempo com políticas e medidas antiquadas».
A intervenção de ambos foi marcada por duas ideias: o povo e olhar para o futuro. Sublinharam que o Estado não conseguirá bloquear o processo: «estamos a multiplicar as cumplicidades para fazer o caminho juntos e o apoio internacional é crescente».
Afirmaram que o «povo entende que não estamos em tempos de processos políticos e de meter gente na cadeia pelas suas opiniões ou actividades políticas, mas de procurar soluções justas para o conflito».
Aoiz e Rodríguez afirmaram que o povo basco precisa de soluções e que estas «só podem vir da democracia». Confessaram-se culpados, «culpados de promover este novo tempo político», e acrescentaram que «o problema é de quem lhe pretende fazer frente». Aludindo aos governantes espanhóis, afirmaram que «põem de lado a democracia para enfrentar um problema que requer democracia, democracia e mais democracia».
Terminaram a intervenção dizendo que têm «razões para continuar com alegria e espírito positivo», porque «são capazes de enfrentar qualquer tempestade».
Irati Mujika e Idoya Iragorri, também na manifestação
Minutos antes do início da mobilização, aos imputados em ambos os processos, juntaram-se outros dois: Irati Mujika e Idoya Iragorri, que decidiram não se apresentar na Audiência Nacional espanhola e que permanecem escondidas desde então.
Para além de Irati e Idoya, outros dois jovens independentistas também decidiram não se apresentar em Madrid: Unai Ruiz e Goizane Pinedo, para quem foi enviada uma mensagem de apoio. / Ver: naiz.info / Fotos: marcha contra os julgamentos políticos (Berria)
Ver: «Dezenas de pessoas manifestam-se em Madrid contra os julgamentos políticos» (naiz.info)
Dezenas de pessoas protestaram contra os processos judiciais contra a esquerda abertzale e a juventude independentista em Madrid, entre as praças Tirso de Molina e Sol.
Com a cor laranja predominante, a marcha percorreu o trajecto entre o Sagrado Coração e a Câmara Municipal com o lema «Konponbidearen alde, eskubide guztiak. Libre! Epaiketa politikorik ez» (Pela solução, todos os direitos. Livre! Não aos julgamentos políticos!) e com palavras de ordem contra os julgamentos e a favor da resolução. As associações culturais processadas foram as que mais cor deram à marcha, com cada qual a caracterizar o seu trabalho com um estilo próprio.
No final da manifestação, Floren Aoiz e Garazi Rodríguez dirigiram-se aos presentes em nome dos processados para acusar o Estado espanhol de procurar «fechar portas à esperança» e de «substituir o novo tempo com políticas e medidas antiquadas».A intervenção de ambos foi marcada por duas ideias: o povo e olhar para o futuro. Sublinharam que o Estado não conseguirá bloquear o processo: «estamos a multiplicar as cumplicidades para fazer o caminho juntos e o apoio internacional é crescente».
Afirmaram que o «povo entende que não estamos em tempos de processos políticos e de meter gente na cadeia pelas suas opiniões ou actividades políticas, mas de procurar soluções justas para o conflito».
Aoiz e Rodríguez afirmaram que o povo basco precisa de soluções e que estas «só podem vir da democracia». Confessaram-se culpados, «culpados de promover este novo tempo político», e acrescentaram que «o problema é de quem lhe pretende fazer frente». Aludindo aos governantes espanhóis, afirmaram que «põem de lado a democracia para enfrentar um problema que requer democracia, democracia e mais democracia».
Terminaram a intervenção dizendo que têm «razões para continuar com alegria e espírito positivo», porque «são capazes de enfrentar qualquer tempestade».Irati Mujika e Idoya Iragorri, também na manifestação
Minutos antes do início da mobilização, aos imputados em ambos os processos, juntaram-se outros dois: Irati Mujika e Idoya Iragorri, que decidiram não se apresentar na Audiência Nacional espanhola e que permanecem escondidas desde então.
Para além de Irati e Idoya, outros dois jovens independentistas também decidiram não se apresentar em Madrid: Unai Ruiz e Goizane Pinedo, para quem foi enviada uma mensagem de apoio. / Ver: naiz.info / Fotos: marcha contra os julgamentos políticos (Berria)
Ver: «Dezenas de pessoas manifestam-se em Madrid contra os julgamentos políticos» (naiz.info)
Dezenas de pessoas protestaram contra os processos judiciais contra a esquerda abertzale e a juventude independentista em Madrid, entre as praças Tirso de Molina e Sol.
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