terça-feira, 11 de novembro de 2014

Juventude basca junta-se em Lesaka para o Independentzia Eguna

É já no sábado, 15, que o Independentzia Eguna se realiza em Lesaka, por iniciativa dos militantes da Ernai de Baztan, Bortziri e Malerreka (Norte de Nafarroa). Entre os objectivos que a organização se propôs estão a reflexão sobre as causas e as condições para a soberania de Euskal Herria, bem como reunir jovens de todos os pontos do país em torno da reivindicação da independência.

As actividades programadas incluem, na parte da manhã, uma conferência sobre movimentos de libertação nacional; à tarde, depois do almoço popular, haverá pintura de murais e jogos, e, às 20h00, realiza-se uma manifestação. À noite, têm lugar os concertos (a partir das 22h00), com a participação das bandas Goienetxe Anaiak, Aske, Willis Drummond, Ze Esatek! e Tirri Tery.

A organização fez saber que o frontão estará aberto para quem ali quiser passar a noite. As entradas para o almoço podem ser adquiridas nos seguintes estabelecimentos: Arrano (em Lesaka), Kataku (Bera), Intza (Elizondo), Iratxo Kobazuloa (Donamaria), Herriko Taberna (Iruñea), Garraxi (Gasteiz), Herria (Donostia), Herriko Taberna (Bilbo) e Herriko Etxeko Edantegia (Sara). / Ver: topatu.info e ahotsa.info

«Black is beltza»

Nova Iorque, 1965, a comparsa de gigantes de Iruñea desfila pela Quinta Avenida, mas não os gigantes de cor de negra, devido à discriminação racial existente nos Estados Unidos. Fermin Muguruza teve conhecimento deste facto por uma fotografia publicada no Egunkaria em 2000, que recortou e é o gérmen do seu novo projecto, «Black is Beltza».

Na quinta-feira, 13, a Alhondiga, em Bilbo, inaugura a exposição relacionada com este novo projecto, na base do qual está o romance gráfico realizado pelo próprio músico e cineasta basco, o escritor basco Harkaitz Cano e o ilustrador argentino Jorge Alderete.

Fermin Muguruza - «Black is beltza» Sinopse e apresentação dos autores: bangediciones.com / Notícia: naiz.info

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O CNT alerta para a «outra face» da Mercadona

Em pleno desembarque da empresa Mercadona em Euskal Herria, o sindicato CNT dá início a uma campanha de informação junto dos trabalhadores para que estes conheçam a «verdadeira face» da cadeia de supermercados. Falsos «despedimentos disciplinares», ataques aos direitos das trabalhadoras grávidas e perseguições a funcionários doentes são algumas das características da política laboral da empresa salientadas pelo CNT.
Junto da opinião pública, a Mercadona «construiu a imagem de empresa-modelo no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores»; é tudo «perfeito e idílico até ao momento de fazer uso deles», alerta o CNT num folheto que começa a distribuir esta semana.

Neste documento, o sindicato sublinha que, depois de mais de uma década de luta no interior da Mercadona, conhece bem «a política de pressões sobre os funcionários para que não ponham em prática os seus direitos». O CNT refere-se às coacções dos serviços médicos da empresa sobre as trabalhadoras para que não utilizem a licença de maternidade. Por outro lado, quando um funcionário fica de baixa, «começa a funcionar a máquina de pressão dos serviços médicos e dos coordenadores de loja para que o trabalhador regresse ao trabalho, fazendo-o sentir-se culpado», afirma o sindicato, acrescentando que há inúmeros casos de trabalhadores que foram obrigados a regressar ao posto de trabalho antes de recuperar; por esse facto, «nalguns casos, a lesão ou a doença tornou-se crónica».

O CNT chama também a atenção para as práticas da Mercadona em matéria de despedimentos, uma vez que é comum a empresa recorrer «a despedimentos disciplinares e injustificados, acusando falsamente os funcionários de roubos ou insultos». Quando os visados se querem defender e pôr a empresa em tribunal, por norma a Mercadona, «para proteger a imagem», prefere chegar a um acordo. Contudo, o sindicato afirma que isto significa, muitas vezes, cair num logro: «ir para a rua sem qualquer indemnização e sem subsídio de desemprego». «O ambiente em muitas lojas é irrespirável», acrescenta.

O sindicato denuncia a política de competitividade entre funcionários promovida pela empresa, bem como a «disciplina militar» que os trabalhadores são obrigados a seguir. As «rebeldias» dão lugar a perseguições e vexações; e todas estas situações já provocaram bastantes casos de trabalhadores com problemas psicológicos graves, alerta ainda o CNT.

«A união faz a força»
Face a esta situação e no âmbito da campanha de informação que está a levar a cabo, o CNT incentiva os trabalhadores a unirem-se e a filiarem-se no sindicato, para assim «terem um instrumento de luta contra os abusos e a exploração». / Ver: ahotsa.info e lahaine.org

Mikel Zabalza, assassinado há 29 anos, será novamente homenageado

No âmbito do 29.º aniversário do assassinato de Mikel Zabalza, familiares e amigos seus, bem como habitantes de Orbaitzeta (Nafarroa), de onde era natural, organizaram diversas iniciativas para «denunciar a tortura, homenagear a memória do jovem e pedir que se faça justiça». Há 29 anos, a Guarda Civil prendeu o natural de Orbaitzeta em Donostia, e nada se soube dele até o seu o corpo aparecer, alguns dias mais tarde, sem vida, nas margens do rio Bidasoa. A versão oficial divulgada foi a de que Zabalza se afogara ao tentar fugir. Contudo, para a família, a sociedade basca e a maioria dos partidos políticos, Mikel morreu quando estava a ser torturado pela Guarda Civil.

Devido à falta de esclarecimento oficial que ainda hoje paira sobre os factos, a iniciativa popular Mikel Zabalza gogoan afirma que «irá continuar a lutar pela verdade, o reconhecimento e a reparação».

Programa
No dia 15, às 19h00, alguns dos arguidos no processo contra os 28 jovens independentistas darão uma conferência sobre «A tortura nos julgamentos dos jovens», na Casa das Juntas de Aribe (Vale de Aezkoa). No dia 23, ao meio-dia, terá lugar a homenagem na Orbaitzetako Ola [Antiga Fábrica de Armas]. / Ver: ahotsa.info

Lenin Eguna: spot, programa e texto para debate

O programa já foi divulgado há dias

O Boltxe Kolektiboa trouxe agora a público o spot de divulgação do conjunto de actividades que genericamente se enquadram na designação «Lenin Eguna 2014» e que se desenrolam em Bilbo (12 e 15 de Novembro), Iruñea (22 de Novembro) e Gasteiz (15 de Dezembro).

O texto que alimentará o debate é da autoria de Petri Rekabarren: «Lenin testuinguru eta erakuntza / Lenin, contexto y organización» [ler em boltxe.info]

Borroka Garaia: «9N: Rabia, asco, emoción, agradecimiento y frialdad»

Siendo el significado popular del 9N un impulso también para el resto de pueblos que luchan por ella [libertad] como el nuestro. No queda estar mas que agradecidos por ello.
[...] Se abre un período, probablemente largo, que va a necesitar de mucha de la energía popular demostrada ayer para crear las condiciones de encararse hacia un momento decisorio (BorrokaGaraiaDa)

«Llamamiento a la solidaridad con el barrio de Gamonal», de Vecinos de Gamonal (lahaine.org)
Llevamos tres semanas de ocupación policial por los comandos antidisturbios itinerantes, que protegen las obras de su amo y persiguen a los que levantan la voz.
[...] ¡Que en cada barrio y en cada pueblo se escuche el clamor de la solidaridad y la lucha! [Notícias relacionadas: lahaine.org]

domingo, 9 de novembro de 2014

Grande resposta a Poulou nas ruas de Ziburu em defesa da ikastola

As ruas da localidade costeira de Lapurdi encheram-se (cerca de 6000 pessoas, de acordo com a Seaska) para responder aos ataques perpetrados pelo presidente da Câmara, Guy Poulou, contra a Kaskarotenea e deixar claro que «em Ziburu haverá uma ikastola».

Apesar de a mobilização estar convocada para as 16h00, a herriko plaza e ruas adjacentes estavam cheias bem antes disso. Havia sol e boa disposição, ouvia-se música e o toque da txalaparta. E não faltou à iniciativa um amplo apoio institucional, político, sindical, cultural. À frente da mobilização, cujo lema principal se lia numa faixa e se ouvia («Ikastolak ez hunki!» [não se toca na ikastola]), seguiam os pais da Kaskarotenea, as crianças, Paxkal Indo, director da Seaska, e Koldo Tellitu, director da Federação de Ikastolas de EH. A abrir-lhes o caminho, uma dezena de joaldunak.

A marcha terminou no colégio Piarres Larzabal, onde decorreu o acto final. Ali, Paxkal Indo agradeceu aos manifestantes e sublinhou que haverá uma ikastola em Ziburu graças ao seu apoio; referiu-se em especial aos pais das crianças da Kaskarotenea: «A luta travada foi digna e hoje voltaram a mostrar que nada nos irá parar».

Indo lembrou os ataques recentes a outras ikastolas e salientou a necessidade de se alterar a lei das ikastolas e da oficialização do euskara no território («ou não haverá paz»). Sobre os ataques de Guy Poulou à Kaskarotenea (tribunal, corte de luz), disse com ironia: «É uma oportunidade de viajar». «Viajamos até ao séc. XVIII, ao Século das Luzes. A França, em nome da igualdade, começou uma cruzada contra os bascos e a língua basca».

A presidente da ikastola, Laida Mugika, recordou os ataques de Poulou à Kaskarotenea (agora quer que o tribunal aumente a multa diária de 100 para 400 euros por estar onde está) e disse que o autarca «está a processar os pais, uma comunidade, treze crianças». Em seguida, disse o nome de todas elas - para quem se trabalha na ikastola.

Manifestação em defesa da Kaskarotenea [Kazeta TB] Ver: Berria / Ver também: kazeta.info

Kaxa Hutsak: projecto audiovisual sobre as experiências dos refugiados bascos

Kaxa Hutsak [Caixas Vazias] é um projecto de documentário, que começou a ser desenvolvido e materializado em 2012 e que se encontra actualmente em execução, sobre as experiências das/os refugiadas/os nas diversas etapas do conflito basco. A iniciativa é dos fotógrafos Josu Trueba e Gari Garaialde e do designer Iker Oiz, membros da Agência Bostok, cooperativa basca de profissionais da imagem e da comunicação.
KAXA HUTSAK (Cajas Vacias) Experiencias de l@s exiliad@s vasc@s (subtitulos Esp.) from Bostok Photo Agency on Vimeo.
Na apresentação do projecto diz-se: «Na luta pela independência, uma parte do Povo Basco (de esquerda, socialista e soberanista) utilizou todos os meios ao seu alcance, incluindo a luta armada levada a cabo pela organização ETA. Neste contexto, centenas de pessoas tiveram de fugir para outros países, por razões diversas: integração na organização armada ETA, problemas com a Justiça espanhola, medo de sofrer torturas em instalações policiais e evitar longas penas de prisão.

Hoje em dia, apesar de a ETA ter declarado um cessar-fogo definitivo (20 de Outubro de 2011), centenas de cidadãs/os bascos encontram-se no exílio em diversas partes do mundo. Muitos deles impedidos de regressar devido a processos judiciais de excepção.

O nosso objectivo é contar como vive este colectivo no exílio através de diferentes perfis. "O exílio é como esconder-se num armário com medo de que alguém o abra, mas também com medo de que ninguém o volte a abrir". Queremos saber que problemas têm, porque tiveram de fugir, quando voltarão à sua terra natal, que problemas burocráticos enfrentam, como se vive com uma identidade falsa. Através destas pessoas, aproximar-nos-emos das diferentes etapas por que o chamado conflito basco passou nos últimos 30 anos». / VER: karena.eu / kaxahutsak.com (eus / cas) / Ajuda: Crowdfunding

«Massiva participação na consulta sobre a independência da Catalunha»

O dado é ainda mais relevante tendo em conta que o processo democrático conta com a proibição explicita do Reino da Espanha, o boicote do unionismo e uma selvagem campanha mediática em contra, veiculada através dos principais meios ao serviço do projeto espanholista. / Ver: Diário Liberdade [Actualização: «'Sim' à independência vence com 81% na consulta soberanista catalã»]

«Catalunya ejerce el derecho a decidir pese a las amenazas del estado» (lahaine.org)
[Acompanhamento ao longo do dia]

«Dos millones de catalan@s han ejercido su derecho a voto, alumbrando el camino a la independencia y derrotando a España» (boltxe.info)

sábado, 8 de novembro de 2014

Uma maré laranja nas ruas de Iruñea pela absolvição dos 28

Milhares de pessoas percorreram hoje as ruas da capital navarra para pedir a absolvição dos 28 jovens que estão a ser julgados na AN espanhola, acusados de pertencer à Segi. Em frente à Delegação do Governo espanhol, na Praça de Merindades, formaram um «muro preventivo» contra as condenações.

«Queremos erguer um muro popular preventivo que torne inviável qualquer condenação», sublinharam Maritxu Bolinaga e Ainara Bakedano, membros do Iruñerriko Harri Harresia, depois de lembrarem que, ao julgamento destes 28 jovens na Audiência Nacional, se seguem outros com características semelhantes.

«Se necessário for, estamos dispostos a recorrer à desobediência e aos muros populares para proteger os processados. Mas encontramo-nos numa fase prévia e estamos trabalhar, precisamente, para não ter de chegar a essa situação ou para criar as melhores condições no caso de a enfrentarmos», salientaram, frente à Delegação do Governo espanhol, onde intervieram alguns dos jovens arguidos.

A aposta num «muro popular preventivo» e o sólido compromisso de todos com a defesa da juventude independentista basca ficou bem patente na imagem de milhares pessoas sentadas frente à Delegação do Governo, enquanto se ouvia um irrintzi e o grupo Hesian interpretava o tema «Milaka gara».

Esta «imagem» pôs um ponto final a uma manifestação que partira do parque de Antoniutti por volta das 17h30 e na qual milhares de pessoas reclamaram a absolvição dos 28 jovens julgados pelo seu trabalho no movimento juvenil. Durante o percurso, Txerra Bolinaga e Ibai Iriarte, que seguiam num camião com animação musical, interpretaram o tema «Terrorismo policial», dos RIP. Também se ouviu uma versão de «Libre», de Nino Bravo, que começa com a estrofe «Tiene solo 20 años y ya está en Soto del Real [prisão]».

Manifestação pelos direitos civis e políticos em Iruñea Outro vídeo: Declarações de Maider Caminos, do Muro Popular da Comarca de Pamplona / Mais informação: naiz.info e ahotsa.info

Contra a exploração e o despedimento de 4 trabalhadoras na Mediterránea de Catering

No dia 17 de Outubro, a empresa Mediterránea de Catering, que explora as cozinhas do Complexo Hospitalar de Navarra, despediu quatro trabalhadoras, comunicando-lhes que se tratava de um «despedimento disciplinar por diminuição no rendimento laboral». O LAB contestou os despedimentos e a prepotência da empresa desde o início, e ontem, 7, realizou uma concentração à porta do Departamento do Trabalho, em Iruñea.

Enquanto decorria a concentração, os advogados da empresa e o sindicato LAB tentaram chegar a um acordo antes de ir para tribunal. Contudo, não foi possível chegar a acordo. A empresa não foi capaz de justificar os despedimentos e acabou por declará-los «improcedentes», mas propôs indemnizações muito baixas, que as trabalhadoras rejeitaram, exigindo a reintegração.

A comissão sindical, na qual o LAB e o ELA têm representação maioritária, afirmou que estes despedimentos ocorreram porque as trabalhadoras não se sujeitaram às condições de exploração laboral que a Mediterránea de Catering quer impor, «como horas extraordinárias não pagas ou mudanças de turno comunicadas por WhatsApp».
Ver: ahotsa.info e LAB

BOMBEIROS DENUNCIAM REDUÇÃO DE PESSOAL COM SIMULACRO
Mais de uma centena de bombeiros da Agência Navarra de Emergências, com as fardas de trabalho vestidas, concentrou-se ontem de manhã, 7, frente à Câmara Municipal de Iruñea exibindo uma faixa em que se lia, em euskara e castelhano, «Por um serviço público e de qualidade». Colegas seus levaram a cabo aquilo a que chamaram «uma espectacular manobra reivindicativa». Num comunicado, os bombeiros afirmam que a mobilização visava denunciar um modelo de serviço onde reina a improvisação, a falta de definição e de direcção estratégica». Com os cortes aplicados ao serviço, verifica-se uma forte redução de pessoal, o que leva os bombeiros «a trabalhar muitos dias abaixo dos mínimos exigidos em cada quartel», dizem, alertando que «de nada vale ter recursos técnicos se não há recursos humanos» e que, com esta política, «se está a pôr em causa a segurança dos navarros». / Ver: naiz.info e ahotsa.info

«Pepe Rei aurrera!», homenagem e reivindicação do jornalismo de investigação e denúncia

Foi apresentado ontem, 7, em Donostia Pepe Rei aurrera!, uma obra de homenagem ao veterano jornalista – que teve de abandonar a profissão depois de sofrer um gravíssimo acidente de automóvel, há doze anos – e que reivindica o jornalismo de investigação e de denúncia social de alguém que foi uma referência até mesmo fora de Euskal Herria. Antonio Alvarez Solís, outro jornalista veterano, diz sobre a sua figura: «Pepe Rei é justo geneticamente. Nasceu justo. Não o pode remediar. Nem o deseja».

Pepe Rei aurrera! é um trabalho a várias vozes, um mosaico formado por pessoas de diversas áreas, sobretudo do jornalismo, que trabalharam com Pepe Rei ou partilham o seu trabalho. Foi editado pela Pepe Rei Kultura Elkartea, que se estreia no campo editorial. Txisko Espinosa e Guillermo Martorell, dois antigos companheiros do homenageado, explicaram que a obra é composta por 14 artigos e um prólogo escrito por David Fernández, que é hoje o representante mais conhecido da CUP e que foi um colaborador próximo de Pepe Rei na Catalunha.

Os artigos são assinados por diversos membros da equipa de investigação do Egin, dirigida por Pepe Rei e que prosseguiu o seu percurso, após o encerramento deste diário, nas revistas Ardi Beltza e Kale Gorria, como é o caso de Fernando Alonso, Begoña Capape, Pepe Rei ou Ahoztar Zelaieta. A estes contributos juntam-se os de gente de outras proveniências, bem conhecida, como José Manuel Olarieta, Carlos Aznárez, Josemari Lorenzo Espinosa e Xabier Makazaga. Nalguns casos, os textos são de natureza ensaística, noutros são artigos sobre o jornalismo de investigação, havendo ainda outros de cariz mais pessoal. O livro inclui também uma crónica fotográfica de 3 de Março de 1976 a cargo de Germán Gallego e várias tiras de Javier Etayo, Tasio.

«Não volta quem nunca se foi embora», começa assim o prólogo de David Fernández. E termina com a frase da campanha que se seguiu ao encerramento do Egin: «Seguimos, seguiremos». / Ramón Sola (naiz.info) via boltxe.info [Aupa!]

Nines Maestro sobre os 25 anos da queda do Muro de Berlim [vídeo]

Intervenções da militante comunista Ángeles Maestro (Red Roja) num debate televisivo sobre os 25 anos da queda do Muro de Berlim. / Ver: Red Roja via boltxe.info

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O preso Aitzol Gogorza foi hospitalizado

O preso político basco Aitzol Gogorza (Orereta, Gipuzkoa) teve de ser internado no Hospital de Basurto na quarta-feira passada, 5, devido a graves problemas respiratórios, informou a Etxerat. Ontem, a situação piorou, na medida em que o preso sofreu um tromboembolismo pulmonar. A Etxerat considera a situação de Aitzol - um dos dez presos bascos com doenças graves e incuráveis - «cruel e bárbara».

Inicialmente, pensava-se que Aitzol tivesse uma pneumonia, refere a Etxerat, mas ontem o preso natural de Orereta sofreu um tromboembolismo pulmonar e irá ficar internado até lhe serem realizados diversos exames.

Gogorza sofre de transtorno obsessivo-compulsivo (é um dos dez presos políticos bascos com doenças graves), mas, recentemente, um juiz recusou-lhe a aplicação do artigo 100.2 - equivalente à suspensão da pena.

A Etxerat denuncia a violação dos direitos do preso e dos dos seus familiares, tendo em conta que, «estando gravemente doente, continua na cadeia», e afirma que «o seu estado de saúde e a prisão são incompatíveis». / Ver: Berria, etxerat.info 1 e 2

Activistas do Mugitu! interrompem discurso de Urkullu sobre sustentabilidade

Activistas do Mugitu!, movimento de desobediência contra o TGV, interromperam na quarta-feira, 5, o discurso do lehendakari Urkullu no encontro «25 anos de sustentabilidade», em Donostia.

O encontro, promovido pelo Governo de Gasteiz, teve início às 17h30 no Kursaal donostiarra. Quando o lehendakari tomou a palavra, sete membros do Mugitu! subiram ao palco mostrando cartazes em que se lia «TGV insustentável» e «PNV hipócritas», ao mesmo tempo que fizeram ouvir cânticos e palavras de ordem contra o TGV. O acto foi interrompido durante cerca de dois minutos. Os activistas anti-TGV foram afastados do local com grande celeridade (nalguns casos, também com maus modos) pelo serviço de segurança do lehendakari, e foram depois identificados.

Durante o protesto, foram distribuídos folhetos a explicar a acção. Para além disso, no exterior do Kursaal, a plataforma AHT Gelditu! Elkarlana realizou uma concentração sob o lema «É esta a vossa sustentabilidade? Não ao TGV. Stop Projectos Destruidores».

Mugitu!-ko ekintzaleak Kursaalean: AHTrik Ez! Ver: Mugitu! via boltxe.info

Askapena: «Euskal Herritik zuekin batera "Independència per canviar-ho TOT"»

[eus/cat/cas] desde Askapena queremos sumarnos a este día de movilización, lucha y desobediencia mostrando nuestro apoyo al movimiento popular, a la izquierda independentista y en general al pueblo trabajador catalan. (askapena.org)

[Leitura relacionada: «Reflexiones sobre el escenario pre y post 9N y el papel de la izquierda independentista», de Endavant (lahaine.org)]


«"Bendito el que cree en la justicia… porque será ajusticiado"», Sabino CUADRA (boltxe.info)
La Transición no solo nos legó una Monarquía, un Ejército, una Policía y una Banca que fueron sostén de una dictadura criminal, sino también una Judicatura que acató dócilmente sus leyes y calló ante sus atropellos. Después de aquello, sus togadas señorías fueron recolocadas sin depuración alguna en la nueva Audiencia Nacional, Tribunal Supremo, etc.., y allí crearon escuela.

«Romper la matrix», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Euskal Herria real se despierta de nuevo con una nueva redada de las fuerzas de ocupación españolas. De los motivos que alegan para realizarla a las verdaderas intenciones va un gran trecho. Pero eso nunca se atreverán a decir porque les mostraría como lo que son.

A Korrika 19 começa em Urepele e termina em Bilbo

A 19.ª edição da grande corrida a favor do euskara foi ontem apresentada pela AEK no Teatro Arriaga, em Bilbo. A mensagem deste ano é «Euskahaldundu!» e a Feira de Durango / Durangoko Azoka será a homenageada.

Korrika 19. Urepeletik Bilbora. 2015eko martxoaren 19tik 29ra A AEK (Coordenadora de Euskaldunização e Alfabetização) organiza a grande corrida a favor do euskara de dois em dois anos. A próxima edição da Korrika começa a 19 de Março de 2015 em Urepele (Nafarroa Beherea) e termina em Bilbo (Bizkaia) a 29 do mesmo mês. O lema e a mensagem principais são «Euskahaldundu!» [explicação da AEK, em castelhano, aqui].

A 19.ª edição da Korrika vai homenagear a Feira de Durango. A AEK afirma que o povo basco alcançou grandes coisas trabalhando em conjunto, lado a lado, e que uma delas é, sem dúvida alguma, a Durangoko Azoka. Para além de «feira do livro e do disco basco», o certame tornou-se um ponto de encontro para euskaldunes e euskaltzales, afirma. / Mais informação: Argia e ahotsa.info

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

UPN e PSN criam Conselho Navarro de Diálogo: patronato, UGT e CCOO recebem mais dinheiro

Com o apoio da UPN, foi aprovada hoje no Parlamento de Nafarroa a proposta de lei dos «socialistas» do PSN para a criação do Conselho Navarro de Diálogo Social, composto pela Confederação de Empresários de Navarra (CEN) e os sindicatos UGT e CCOO, que passam a receber mais dos contribuintes.

Frente ao Parlamento, dezenas de pessoas participaram numa mobilização convocada pela plataforma GUNE (sindicatos ELA, LAB, STEE-EILAS, ESK e CGT e colectivos como a assembleia de pessoas desempregadas) em protesto contra aquilo a que chamam o «Conselho de Fraude Social». Os participantes vaiaram esta «tríade», exigiram um novo modelo de relações laborais e gritaram palavras de ordem como «Manos arriba, esto es un atraco» [mãos aos ar, isto é um assalto] ou «Menos medallas y más batallas» (apontando o dedo à UGT e às CCOO). Nalguns cartazes, também aludiam aos despedimentos colectivos na Andaluzia ou aos cartões de crédito «negros/fantasmas» da Caja Madrid, dizendo que «sabem bem como esta gente faz as coisas».

Sobre o dito Conselho de Diálogo Social, diz o LAB que «não tem outro propósito senão o de apoiar o regime corrupto em que vivemos» e, como quem não quer a coisa, «distribuir uns quantos milhões de euros das arcas públicas». Actualmente a UGT e as CCOO recebem, cada qual, mais de 8 milhões de euros por ano, o que significa que cada trabalhador e trabalhadora em Nafarroa lhes paga 27 e 27,5 euros, respectivamente. Com a criação deste conselho, dizem os organizadores do protesto, «a UPN e o PSN querem aumentar o sobrefinanciamento público, numa espécie de "resgate" da CEN, UGT e CCOO».

Protesto contra o «Conselho de Fraude Social» (Ahotsa) Ver: ahotsa.info, LAB e naiz.info

Cortina de fumo: nova operação da Guarda Civil contra utilizadores das redes sociais

A Guarda Civil levou a cabo uma nova operação policial contra utilizadores das redes sociais - Twitter e Facebook -, acusando-os de «enaltecimento do terrorismo». De acordo com o lahaine.org, foram detidas, até ao momento, 18 pessoas no Estado espanhol, 11 das quais em Euskal Herria. Ao que parece, trata-se da segunda fase da chamada «Operação Aranha», iniciada em Abril.

O Berria, referindo-se a dados oficiais da repressão espanhola, revela que, dos detidos em Euskal Herria, sete foram-no na Bizkaia (em Bilbo, Portugalete e Ondarroa), dois em Nafarroa (em Iruñea, foi detido um colaborador do La Haine), um em Araba e outro em Gipuzkoa. As restantes sete detenções ocorreram em Espanha e na Catalunha.

O naiz.info diz que a operação policial é a continuação da «Operação Aranha», realizada em Abril deste ano, no âmbito da qual foram detidas 21 pessoas (15 em Euskal Herria), acusadas de «enaltecer o terrorismo e humilhar vítimas da ETA» via Twitter ou no Facebook.

Várias notas emitidas e comentários publicados no Twitter destacam o facto de o Governo espanhol do PP estar atolado em «problemas», vulgo, «merda» (desigualdade social, desemprego, mal-estar social com a monarquia, casos de corrupção, consulta na Catalunha e um extenso etc.) e, desta forma, procurar criar uma cortina de fumo, uma tapadeira.

Também há quem sublinhe o facto de se estar, pela enésima vez, a tentar silenciar e amedrontar vozes dissidentes, bem como o facto de o reaccionário regime espanhol conviver bem melhor com outro tipo de acções e comentários nas redes sociais: agressões, ameaças, intimidações e insultos de cariz fascista. / Ver: Berria, lahaine.org e naiz.info

Joxe Mari Olarra foi libertado

O preso político basco Joxe Mari Olarra (Villabona, Gipuzkoa) foi libertado esta tarde. Condenado no âmbito do processo 18/98, cumpriu a pena na íntegra. Saiu da cadeia galega de A Lama (Pontevedra).

Membro da Mesa Nacional do Herri Batasuna, Olarra foi julgado no processo 18/98, na parte relativa ao Xaki. Em 2007, foi condenado a 13 anos de cadeia pela AN espanhola; em 2009, o Supremo Tribunal reduziu a pena para oito anos e meio. Olarra foi libertado hoje porque foram contados 20 meses de prisão preventiva que cumpriu num outro caso. / Ver: naiz.info [na foto, Olarra, entre José Luis Elkoro e Pablo Gorostiaga, numa manifestação a favor dos imputados no processo 18/98]

Concentração em Iruñea frente à sede do PP
Na habitual concentração das segundas-feiras frente à sede do PP na capital navarra, juntaram-se esta semana 65 pessoas.
Reivindicaram o direito dos presos políticos bascos a viver em Euskal Herria exibindo faixas em que se lia: «Euskal Preso eta Iheslariak Herrira», «La dispersión mata» e «Epaiketa politikorik ez / No a los juicios políticos». / Ver: lahaine.org

Coro do Exército Vermelho - «Vamos!»

Amanhã é 7 de Novembro, dia grande.

Em Donetsk, a grande Revolução de Outubro não será esquecida. (EH-Donbass Elkartasun Komitea)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Trabalhadores da Euskotren denunciam manobras para privatizar o sector ferroviário

Trabalhadores da Euskotren deram início a uma campanha de mobilizações que visam denunciar manobras do Governo de Lakua com vista à privatização da empresa. No dia 30 de Outubro, concentraram-se frente ao Parlamento de Gasteiz. Foi a primeira de várias mobilizações marcadas pelos sindicatos com representação na empresa basca de transporte ferroviário.

Num comunicado conjunto emitido por LAB, ELA, ESK e CCOO, afirma-se que, desde que a Euskotren começou a renovar a frota móvel, em 2009, a parte da empresa responsável pela manutenção das carruagens começou a ser privatizada; hoje, afirmam, os gestores agudizam esta política de privatização das «oficinas de manutenção de material móvel» e vão alargá-la a outras áreas da empresa.

Num concurso público para aquisição de 30 novas carruagens, a Euskotren cedeu à empresa CAF o direito de efectuar a manutenção das viaturas, estabelecendo um acordo no qual não se fazia menção aos trabalhadores da Euskotren especializados nessa área: manutenção e reparação de comboios, nas oficinas existentes para esse efeito em Lebario (Abadiño), Lutxana (Barakaldo) e Errenteria. Desta forma, acusam os sindicatos, a administração da Euskotren pôs em causa o futuro dos trabalhadores da manutenção e violou o acordo de empresa firmado a 13/10/2010. O patronato diz que, de 2010 para cá, a situação «mudou substancialmente».

Já este ano, a Euskotren comprou mais 28 carruagens à CAF e, denunciam os sindicatos, prolongou o acordo relativo à manutenção das carruagens com essa empresa até 2020, com o trabalho a ser realizado por funcionários seus em instalações pertencentes à Euskotren, ou seja, «pondo as instalações de uma empresa pública nas mãos dos privados» e pondo em risco «os postos de trabalho dos funcionários das oficinas».

Os sindicatos dizem não entender esta «manobra», a «colocação de recursos públicos ao dispor dos privados», quando a Euskotren possui uma equipa de trabalhadores com formação para dar resposta às necessidades de manutenção. Assim, exigem que o trabalho seja realizado pelos funcionários da empresa pública e vão levar a cabo uma série de mobilizações para denunciar a actual situação. Foram agendadas duas concentrações para Novembro (em Bilbo) e outras duas para Dezembro (Durango e Bilbo). / Ver: LAB Sindikatua

«Se ha intensificado el proceso de concentración de riqueza y poder en unas pocas manos», de LAB (labsindikatua.org)
el sindicato LAB dibuja un diagnóstico sombrío sobre la situación socio-económica. La desigualdad de rentas ha aumentado considerablemente. Se ha intensificado el proceso de concentración de riqueza y poder en unas pocas manos, a costa del empobrecimiento generalizado de la sociedad. La brecha entre grupos sociales ricos y pobres se ha disparado. El Estado Español aparece señalado como el miembro de la UE donde más han crecido estas diferencias.

Mobiliza-te pelos direitos civis e políticos e contra os julgamentos políticos

Realiza-se no próximo sábado, 8, em Iruñea, uma importante manifestação de apoio aos 28 jovens independentistas bascos que têm estado a ser julgados na Audiência Nacional espanhola por alegada pertença à Segi (organização juvenil da esquerda abertzale que, a dada altura, foi declarada «terrorista»; a mera militância dá direito a seis anos de cadeia).

A mobilização, que tem recebido inúmeras adesões e manifestações de apoio nas últimas semanas, no âmbito da campanha «laranjaz blaitu / Naranjízate», parte às 17h30 do parque Antoniutti, na capital navarra. A expectativa é de que muitas centenas de pessoas se juntem no apoio a estes jovens (mais um grupo na leva contínua de incriminados), na defesa dos direitos civis e políticos e contra os julgamentos políticos.

A denúncia da tortura terá especial relevo, na medida em que as principais e, nalguns casos, únicas provas da acusação contra os arguidos são os depoimentos que efectuaram nas esquadras e quartéis enquanto se encontravam incomunicáveis. Quase todos os jovens que foram detidos pela Polícia espanhola afirmaram ter sido torturados. Já os oito que conseguiram fugir para Iparralde [Norte do País Basco], estiveram escondidos e foram detidos pela Polícia francesa não só não sofreram maus-tratos como não se incriminaram a si mesmos nos depoimentos que prestaram.

À frente da marcha, onde não haverá faixa, seguirá um camião com um speaker a animar a malta. Haverá ainda actuações musicais, com o contributo de membros da banda Hesian; Txerra Bolinaga (RIP) e Ibai Akatu irão interpretar «Terrorismo Policial» frente à esquadra da Polícia espanhola em Iruñea. No final, far-se-á a representação de um herri harresia [muro popular] junto à Delegação do Governo espanhol, na Praça de Merindades. / Mais informação: ahotsa.info

Junta-te ao muro popular contra os julgamentos políticos! Azaroaren 8an, denok Iruñera!

Mauricio Basterra: «El "currículum" de los 20 acusados por la justicia argentina»

no deja de ser un paso importante que la jueza argentina cite y ordene detención contra altos cargos del franquismo. Alguno de los cuales tienen aun hoy importantes cargos de responsibilidad en empresas o, incluso, en la propia policía (Diagonal via lahaine.org)

«Franquistas vivitos, coleando... y mandando», de Ramón SOLA (Gara via pakitoarriaran.org)
El Gobierno español no podrá alegar esta vez, como hizo al inicio con los primeros imputados de la querella argentina, que no sabe si viven ni dónde. Los últimos 20 son harto conocidos no solo por pasado, sino por presente: hay un consejero del «banco malo», académicos, conferenciantes, abogados... Hasta un franquista que sigue dando nombre a un instituto.

Entrevista a Guadalupe Rodríguez, da Coordinadora Simón Bolívar

Guadalupe Rodríguez pertence à Coordinadora Simón Bolívar, é militante da Fundación Pakito Arriaran e trabalha na rádio comunitária Al Son del 23, no glorioso Bairro 23 de Enero (Caracas), que é um bastião da Revolução. Guadalupe esteve alguns dias em Euskal Herria, em Outubro, para dar a conhecer os desafios que a Revolução Bolivariana enfrenta actualmente.
A conversa, gravada há cerca de duas semanas no programa «Kalegorrian», da Info7 Irratia, foi transmitida ontem, 4. / Ouvir na Info7 Irratia

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Cordão humano em Barakaldo contra o desemprego, a precariedade e os despejos

Ontem, dia 3, delegados sindicais e representantes de colectivos sociais mobilizaram-se, em Barakaldo (Bizkaia), contra o desemprego, a precariedade, os cortes nas prestações sociais e os despejos. Com esta iniciativa, que se enquadra numa campanha para assinalar o segundo aniversário da morte de Amaia Egaña, habitante da localidade que se suicidou quando ia ser despejada, os organizadores quiseram denunciar o facto de que a situação é hoje igual ou pior.

No decorrer da acção, realizou-se um cordão humano na principal rua de Barakaldo, que uniu uma agência do La Caixa (entidade que decretou o despejo de Amaia Egaña) e uma agência do Kutxabank (responsável por 65% das execuções hipotecárias na comarca biscainha de Ezkerraldea).

Numa nota de imprensa conjunta, os sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS e CNT, os colectivos sociais e a assembleia de pessoas desempregadas de Ezkerraldea afirmam que, nos últimos dois anos, aumentou o número de pessoas desempregadas e que não recebem qualquer tipo de subsídio ou prestação, que a pobreza extrema afecta já 8% da população e que são cada vez mais as famílias que se vêem obrigadas a recorrer à Cruz Vermelha ou ao Banco Alimentar. «Para além disso, o número de despejos mantém-se nos mesmos níveis», sublinham.

Assim, os organizadores do protesto exigiram às diversas instituições que façam tudo o que puderem para acabar com os despejos, garantam uma habitação digna a todas as pessoas e que parem com as políticas de cortes nas prestações sociais, que estão a empobrecer a população. Revelaram ainda que se vão mobilizar contra o desemprego, a precariedade, o empobrecimento e os despejos, tendo agendado uma concentração para dia 7 em Barakaldo e uma manifestação para dia 12 de Dezembro em Sestao.

Acção contra os despejos em Barakaldo (Tele7Radio7)
Em 2014 os despejos aumentaram 33% na comarca biscainha de Ezkerraldea Ver: lahaine.org e herrikolore.org

LER: «En octubre el paro volvió a subir y la cobertura por desempleo se desplomó de forma alarmante», de LAB (labsindikatua.org)
El paro registrado en Hego Euskal Herria aumentó en 2.098 personas durante el mes de octubre. Encadena así la tercera subida consecutiva tras el fin de la campaña de verano y se sitúa en un total de 217.841 personas desempleadas, según los datos del Ministerio de Empleo.

Mikel Korta foi libertado

O natural de Ordizia (Goierri, Gipuzkoa) saiu hoje de manhã da cadeia de Mansilla de las Mulas (León). À entrada do cárcere, era esperado por familiares e amigos, que o saudaram calorosamente. Korta foi julgado no âmbito do processo 18/98, na parte referente ao Xaki. Em 2007, foi condenado a 11 anos de cadeia, que em 2009 passaram para sete anos e meio, por decisão do Supremo espanhol. Cumpriu a pena na íntegra.

O ordiziarra foi detido pela primeira vez em Janeiro de 2000, numa operação decretada pelo juiz-estrela Baltasar Garzón - que agora passa a vida instalado em Portugal; a 14, 15 e 16, está de volta, para participar num simpósio internacional sobre «vigilância», no âmbito de um festival de cinema.

Korta passou seis meses na prisão e saiu em liberdade condicional, ficando a aguardar o julgamento, que começou em 2005. Foi o tal do «tudo é ETA»: militar em organizações políticas como KAS, Xaki ou Ekin, fazer parte da Fundação Joxemi Zumalabe ou da Orain, editora do diário Egin, significava «integrar» ou «colaborar com» «organização terrorista». Em 2007, foram condenadas 47 pessoas de uma só vez. O homem deixou marca e não foi só como «avalador da tortura». / Ver: Berria e Goierri Hitza
«ONGI ETORRI, MIKEL!»
Numa nota, a Askapena dá as boas-vindas a Mikel, sublinha a importância do internacionalismo no seu «percurso de militância» e recorda que o macro processo 18/98 foi um «julgamento contra Euskal Herria». «Queriam parar a construção nacional, a desobediência, a insubmissão, a euskaldunização, o internacionalismo. Por isso, atacaram 48 militantes que estavam a trabalhar por uma nova Euskal Herria», afirma a Askapena.

Para se referir à visão que Korta tem do internacionalismo, a organização basca cita um excerto da entrevista que o ordiziarra deu, em 2012, ao Desinformémonos, acessível em lahaine.org. / Ver: askapena.org

O Lenin Eguna 2014 já tem programa

Há alguns dias o Boltxe Kolektiboa anunciou a realização da edição deste ano do Lenin Eguna/Dia de Lénine. O dia principal é 15 de Novembro e as iniciativas centram-se no bairro operário de Otxarkoaga (Bilbo), mas há novidades. A organização do Lenin Eguna em colaboração com a comparsa Pa-Ya é que já não é coisa nova.

12 de Novembro, Bilbo: realiza-se uma Asteazken gorria (Quarta-feira vermelha) no Centro Cívico de Otxarkoaga. As conferências começam às 19h00 e irão abordar temas como: «Historia del comunismo en Euskal Herria» (Boltxe), «Komunismo banatua» (BakalHau), «Lenin eta gazteria».

15 de Novembro, Bilbo: conferência-debate no Centro Cívico de Otxarkoaga (10h30), oferenda floral na Kepa Enbeita plaza (14h00), almoço popular (15h00), café, bebida e concerto na Mahatserri (16h30).

22 de Novembro, Iruñea: o Lenin Eguna na Katakrak (Kale Nagusia, 54), a partir das 10h30.

15 de Dezembro, Gasteiz: o Lenin Eguna na Associação Gasteiz Txiki (Las Escuelas, 9), a partir das 10h30. / Ver: boltxe.info

Concerto: «Abril en Managua» [vídeo]

Excerto do memorável «Concerto pela Paz na América Central» que em 1983 se realizou em Manágua (Nicarágua). Participaram, entre outros, Alí Primera, Amparo Ochoa, Daniel Viglietti, os irmãos Carlos e Luis Enrique Mejía Godoy, Silvio Rodríguez, Adrián Goizueta, Chico Buarque, Mercedes Sosa e o Quinteto Puertorriqueño.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A independência venceu por larga margem em Arrankudiaga-Zollo

Arrankudiaga-Zollo (Bizkaia) disse «sim» a um Estado basco soberano. Neste domingo, votaram 502 dos 815 cidadãos com direito a voto e, desses, 450 votaram a favor da independência (89,64%). 13 votaram contra (2,58%). Houve 33 votos brancos (6,57%) e seis nulos (1,19%).

A participação atingiu os 61,59% — às 13h30, era de 45%. Os organizadores consideraram este número importante; sublinharam, contudo, que o seu principal objectivo não era ultrapassar uma determinada percentagem, mas antes proporcionar aos habitantes a possibilidade de exercer o direito a decidir. A jornada decorreu com normalidade, referiram, acrescentando que se tratou de um «processo limpo e democrático».

As urnas estiveram abertas das 9h00 às 20h00. Em torno da consulta, os organizadores prepararam um programa para o dia todo, que incluiu desportos tradicionais bascos, actuações musicais, espectáculos para crianças, entre outras coisas. / Ver: Berria

Arrankudiaga-Zollo quer ser «parte de um Estado basco soberano»
Consulta popular: entrevistas, opiniões, imagens do dia (reportagem)
Herri galdeketa: elkarrizketak, iritziak, eguneko irudiak... from aiaraldea komunikazio leihoa on Vimeo.
A consulta popular foi organizada pela plataforma A2 Ados. / Ver: aiaraldea.com

Grupo de jovens foi até às cadeias de Leão e Valhadolide e exigiu o fim da dispersão

Jovens do bairro pamplonês de Iturrama e de Orereta (Gipuzkoa) juntaram-se no sábado, dia 1, numa marcha às cadeias de Leão e Valhadolide, para expressarem apoio aos presos políticos bascos que ali se encontram e exigir o fim da política de dispersão: «Gritámos, cantámos, batemos palmas e assobiámos, com toda a força que pudemos, para que a nossa presença chegasse aos ouvidos dos nossos companheiros. Para lhes dizer que estamos com eles.»

Desta forma, quiseram deixar uma mensagem clara aos governos espanhol e francês: tendo em conta o novo «caminho político que Euskal Herria empreendeu», é preciso proceder a alterações na política prisional. «A sociedade basca não entende como é que os presos doentes não vão para casa; não entende como não se põe fim à dispersão que castiga os familiares e os amigos dos presos».

No comunicado que emitiram, os jovens realçam a importância de ter os presos e os refugiados políticos em casa, pois «o nosso povo jamais será livre sem eles». «A nossa luta não irá parar até que o último preso saia da cadeia. No caminho da amnistia, os presos e os refugiados para a casa!», clamam. / Ver: topatu.info

KEMEN URANGA condenado a cinco anos de cadeia
O preso político ondarrutarra Kemen Uranga Artola foi condenado pela AN espanhola, na sexta-feira, 31, a cinco anos de cadeia. O Ministério Público pedia sete anos, acusando-o de «colaborar com a ETA». Como já passou cerca de dois anos na prisão (foi encarcerado a 8 de Agosto de 2012), Kemen terá de cumprir mais três anos de pena, saindo em 2017.

O Turrune! louva o trabalho do advogado, mas, por mais que se lutasse pela liberdade de Kemen (e se sonhasse com ela), as circunstâncias não eram as mais favoráveis... Kemen sentiu-se bastante apoiado, com quase 50 pessoas amigas presentes na AN.
O preso natural de Ondarroa (Bizkaia) encontra-se na cadeia de Soto del Real, em Madrid (é habitual no decorrer dos julgamentos), e não se sabe se será transferido para outro cárcere nos próximos dias. / Ver: Lea-Artibai Hitza e Turrune! [Bittartin, eskerrik asko danoi eta besarkada handi handi bana!]

Activistas bascos: «Sentimos vergonha pela política da UE em relação à Ucrânia»

Excerto da entrevista da RT aos activistas bascos «anti-Maidan» Ibai Trebiño Montero, membro do Comité Basco de Solidariedade com o Donbass, e Lur Gil, jornalista. Os activistas explicaram por que apoiam o povo do Leste da Ucrânia na sua resistência ao Governo de Kiev e sublinharam a importância do carácter antifascista desta luta.

Entrevista a Ibai e Lur na RT Ibai Trebiño Montero afirmou que se sentem «culpados pelas acções» que os seus governos tomam e que sentem «profunda vergonha» pela acção da União Europeia, pela forma como «está a financiar este massacre, como continua a ser um servo fiel dos EUA». Destacou também o silenciamento mediático imposto pela comunicação social e a importância que tem para eles o «rompimento desse bloqueio mediático, trazer para as ruas a verdade sobre o que se passa no Leste da Ucrânia», para além de «tentar transmitir solidariedade política e humanitária». O Argia e o Berria «deram-nos a oportunidade de vir aqui para contar ao nosso povo o que se está a passar», disse Trebiño.

Por seu lado, o jornalista e activista anti-Maidan Lur Gil sublinhou a natureza antifascista da resistência na Ucrânia e recordou que, no Donbass, ouviram o «¡No pasarán!» da Guerra de 1936 (ou Guerra Civil espanhola), que é «símbolo de resistência antifascista e anti-imperialista». / Ver: Sanduzelai Leningrado

Bruno Carvalho: «Amar em tempos de guerra»

Mas seria injusto dizer que os comunistas não amam. Que não sabem o que é sorrir. É o amor à liberdade, à dignidade e à justiça que nos faz odiar o capitalismo. Os comunistas amam a vida e mais do que ninguém amam a paz. É por isso que são capazes de dar tudo para a conquistar. Incluindo a própria vida. Sobre isso, o poeta comunista turco Nazim Hikmet descreveu-o de uma das formas mais belas: «Hás-de saber morrer pelos homens. / E além disso por homens que se calhar nunca viste, / E além disso sem que ninguém te obrigue a fazê-lo, / E além disso sabendo que a coisa mais real e bela é / Viver.» (Diário Liberdade)

«Mudanças decisivas no sistema global», de Jorge BEINSTEIN (resistir.info)
[– Entre ilusões e guerras desesperadas contra o tempo] Por outro lado, não há desconexão. A União Europeia e o Japão afundam-se junto com o seu amo. Tão pouco se salvam os capitalismos «emergentes» da periferia. Ainda que a curto prazo tirem vantagens do enfraquecimento do centro do mundo, a médio prazo esses países vão ficando presos à decadência global. [em castelhano: BorrokaGaraiaDa]

«Mugitu! ante la ratificación de condena de 2 años a los "tartalaris"» [eus/cas] (boltxe.info)
No podemos olvidar que todo esto, ocurre dentro de la lucha en contra del TAV. Por ello, los tartalaris reivindican su firme compromiso para seguir en la lucha en contra del TAV.

«El nostre posicionament sobre la convocatòria actual del 9N» [cat/cas], de Endavant (lahaine.org)
No podemos dejar en manso del autonomismo la movilización por la autodeterminación, puesto que si lo hacemos, este usará esta movilización para negociar una reforma constitucional, una nueva ensambladura de Cataluña en España

domingo, 2 de novembro de 2014

Três jovens julgados por participação numa festa em lembrança de Xabier Sagardoi

Três jovens que participaram numa festa em lembrança de um amigo, o preso político Xabier Sagardoi, vão ser julgados na terça-feira, 4, por «desobediência grave e resistência à autoridade» (pikoletos; forças de ocupação). O julgamento começa às 10h00 na Audiência Provincial de Iruñea.

Um dos jovens presentes na festa disse ao plazaberri.info que, no dia 17 de Maio, havia em Barañain (Nafarroa) os Gazte Topaketak [encontros juvenis], organizadas pelo movimento juvenil com autorização do município. O grupo de amigos de Xabier Sagardoi, Xapo, preparou uma festa para recordar o amigo preso e, depois do almoço, numa cave, juntou-se a outros grupos numa corrida de bicicletas de água no rio Arga, junto à zona industrial de Barañain.

No final da corrida, refere a testemunha, apareceu um jipe com uma patrulha da Guarda Civil. Os militares pediram os documentos a quem ali estava, «de forma agressiva», e, logo de seguida, apareceram mais três jipes com o comandante da Benemérita. A tensão foi crescendo, até que três das 12 pessoas ali presentes decidiram identificar-se, para que as forças repressivas «se fossem embora de vez».

Depois, os jovens foram notificados para comparecerem na Audiência Provincial de Nafarroa, num julgamento em que são acusados de «desobediência grave e resistência à autoridade». Um dos visados pelos txakurras foi ainda multado em 450 euros «por concentração ilegal». / Ver: plazaberri.info

A ONU reconhece «Naparra» como vítima de desaparecimento forçado

Joxe Miel Etxeberria, Naparra, desapareceu no dia 11 de Junho de 1980. O Batallón Vasco Español reivindicou o sequestro e assassinato do militante basco, mas o seu corpo jamais apareceu e os factos nunca foram esclarecidos. Agora, graças à tenacidade da família do navarro, a ONU insta os estados espanhol e francês a trabalharem com vista a esse esclarecimento. Paris arquivou o caso em 1982 e a Audiência Nacional espanhola, que o reabriu em 1999, encerrou-o em 2004.

noticiasdenavarra.com * E.H.
A ONU deu mais um passo para o esclarecimento do desaparecimento do navarro Joxe Miel Etxeberria, Naparra. Em Setembro último, o Grupo de Trabalho da ONU sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários reuniu-se com o irmão do militante basco, desaparecido desde 1980, e, depois de ser informado sobre os detalhes do caso, não hesitou em considerar que «se encontra desaparecido» e que «foi um facto forçado», tratando-se, assim, de um crime «contra a humanidade, que não prescreve». Esta qualificação, a priori óbvia, não foi reconhecida nem pelo Governo francês nem pelo espanhol em 34 anos.

Este reconhecimento fica-se a dever à tenacidade da família de Naparra, que jamais perdeu a esperança de resolver o caso, mesmo com as contrariedades que enfrentaram nos estados francês e espanhol, que arquivaram o caso por considerarem não haver razões para pensar que o desaparecimento não fosse voluntário. / Ver: SareAntifaxista

«Discussão necessária» sobre 'O Capital', Che Guevara e Simón Bolívar [vídeo]

Nesta edição do programa «Discusión necesaria», apresentada por Amílcar Figueroa e que tem como convidado o investigador e militante marxista argentino Néstor Kohan, são temas em debate a leitura de O Capital, de Karl Marx, Che Guevara e Simón Bolívar hoje; a formação política, a articulação de um projecto continental de libertação e a construção do socialismo.

«El Capital» y su lectura hoy [Patria Insurgente] Entrevista para a TV Caricuao – Radio Zamora Libre (Venezuela) / Ver: lahaine.org

Muros de controlo e de exclusão são o tema da semana solidária da Zabaldi

A XVIII. Elkartasun Astea [XVIII Semana da Solidariedade] da Zabaldi começa amanhã, 3, e prolonga-se até dia 7.

As jornadas solidárias deste ano, que incluem conferências, exibição de documentários e uma exposição de fotografia (Espaço Kalaska; Nabarreria, 25, Iruñea), centram-se no tema «muros de controlo» e visam denunciar a existência de barreiras «geradoras de exclusão», como a vedação de Ceuta e Melilla, os muros do Saara Ocidental, o da Palestina, o da fronteira entre o México e os EUA ou o da Eslováquia. / Ver programa: boltxe.info e ahotsa.info

Realizou-se em Bilbo marcha solidária com o Curdistão e contra o EI

Cerca de 200 pessoas participaram ontem, dia 1, numa marcha solidária com o povo do Curdistão, em Bilbo. Na mobilização, que partiu da Câmara Municipal e terminou junto ao Museu Guggenheim, foi também patente o repúdio pelo chamado Estado Islâmico, bem como a denúncia das suas ligações ao imperialismo.

Manifestação em Bilbo [Komite Internazionalistak] Ver fotos: lahaine.org e askapena.org [com comunicado (eus/cas)]

Leituras:
«Kobane, objeto de todo tipo de mentiras», de Red Voltaire (lahaine.org)
Es falsa la noticia aparecida en los medios burgueses sobre el convoy de policías del gobierno autónomo regional proisraelí del Kurdistán iraquí que llegó a Kobane

«¿Ve Ankara la masacre como una opción política?», de Thierry MEYSSAN (lahaine.org)
La prensa habla frecuentemente de que Qatar soborna a la clase dirigente francesa. Pero no dice ni una palabra de las sumas colosales que gasta Turquía para comprar el apoyo de los políticos franceses.

sábado, 1 de novembro de 2014

«Euskal Herria não caminha só» [vídeo]

Apresentação da campanha em Leitza (Nafarroa), no dia 25. Porque a luta é o único caminho, seguimos em frente! Nem um passo atrás!
Gora Euskal Herria askatuta! Gora herri borrokalariak! Gora internazionalismoa!
Viva o País Basco livre! Vivam os povos lutadores! Viva o internacionalismo!
Ver: askapena.org

40 navarros em risco de ir parar à prisão pela sua militância política

Em Nafarroa, 40 pessoas correm o risco de ir parar à prisão pelo «trabalho político e social» que desenvolveram. Oito estão na cadeia, depois de terem sido condenadas em julgamentos deste tipo, em que a «militância política» é classificada como «integração em organização terrorista». Alguns dos jovens que enfrentam estes processos judiciais reuniram-se, hoje, na Nabarreria plaza, em Iruñea, tendo afirmado que «não aceitarão qualquer ordem de prisão»; fizeram ainda um apelo à organização e à participação na mobilização de dia 8.

Na ocasião, denunciaram a acção dos governos espanhol e navarro: o primeiro fez deles «um alvo» e o segundo, com os seus aliados PSN e PP, contribui para a perseguição que lhes movem. Assim, consideram fundamental que a sociedade os apoie: «Acreditamos que é possível parar os julgamentos políticos através da mobilização popular e da desobediência massiva», disseram.

As pessoas que se juntaram na Nabarreria são algumas das 40 que se encontram actualmente envolvidas em processos judiciais, acusadas de pertencer a organizações como a Segi, Herrira, Batasuna, Askapena e Ekin. Sublinharam que são militantes políticos, que realizaram um trabalho público «no seio do movimento popular ou da esquerda abertzale».

Afirmaram ainda que estes julgamentos são «contas antigas» e criticaram a «política de vingança» do Governo do PP. Contra os julgamentos, o Muro Popular de Iruñerria convocou uma mobilização para dia 8 (17h30, entre o Antoniutti e a Delegação do Governo). / Ver: Berria e Sanduzelai Leningrado

Centenas denunciam em Hondarribia detenção de Tomás Elgorriaga

O refugiado político hondarribiarra foi detido ontem, 31, na Alemanha. Os estados espanhol e francês emitiram mandados de detenção contra ele; deverá ser extraditado para França.

Hoje, ao meio-dia, realizou-se em Hondarribia (Gipuzkoa) uma concentração de protesto contra a detenção de Tomás. Centenas juntaram-se na San Pedro kalea, exibindo faixas em que se lia «Hau ez da bidea!» [Não é este o caminho!] ou «Aski da!» [Basta!].

Para amanhã, 2, foi convocada uma manifestação (13h00, San Pedro kalea). / Ver: Oarsobidasoa Hitza

Bigarren Ibarra foi libertado
O preso político bilbaíno Bigarren Ibarra foi hoje libertado, tendo saído da cadeia de Monterroxo. Ibarra foi condenado a oito anos de prisão no âmbito do processo 18/98, na parte relativa ao Ekin.
Cumpriu a pena na íntegra. Esperava-se que chegasse ao seu bairro - Santutxu - ainda esta tarde. / Ver: naiz.info

Juíza argentina ordena a detenção de Martín Villa e Utrera Molina por crimes no franquismo

A juíza argentina María Servini ordenou a detenção preventiva dos ex-ministros Rodolfo Martín Villa e José Utrera Molina, e de outros 18 imputados no âmbito do processo em que está a investigar crimes e desaparecimentos ocorridos durante o franquismo.
A juíza acusa Utrera Molina, sogro de Alberto Ruiz-Gallardón, o anterior ministro da Justiça do actual Governo espanhol, de ter confirmado, com a sua assinatura, a sentença de morte de Salvador Puig Antich (militante anarquista catalão executado com o garrote vil a 2 de Março de 1974); a Martín Villa, acusa-o da morte de cinco trabalhadores num protesto (em Gasteiz, a 3 de Março de 1976).

Na decisão judicial, emitida na sexta-feira, a magistrada ordena a detenção de 20 servidores da ditadura franquista (dirigentes políticos e torturadores), para que prestem depoimento. Há alguns dias, o magistrado argentino Ramiro González pediu à juíza que impute cinco ex-ministros espanhóis, dois juristas, oito ex-polícias e um médico ginecologista denunciado por ter participado no rapto de menores. / Ver: InfoLibre via boltxe.info / LER nota da Associação 3 de Março: «Por fim chega Justiça... da Argentina»