domingo, 20 de março de 2016

Centenas manifestaram-se para que a mudança em Nafarroa chegue aos locais de trabalho

Resistindo à intensa chuva, cerca de 2000 pessoas manifestaram-se ontem, 19, em Iruñea, para exigir ao Governo foral e aos partidos que o sustentam medidas concretas que melhorem as condições de vida dos trabalhadores e das populações. Também exigiram um quadro laboral próprio, resultante de um novo estatuto político para o território navarro.

A mobilização, convocada pelo sindicato LAB, partiu da Gaztelu Plaza e a ela regressou cerca de uma hora depois, guiada por uma faixa em que se exigia mudança nos locais de trabalho e se defendia um quadro laboral próprio, num contexto de plena soberania para o herrialde, que evite que as decisões progressistas tomadas em Nafarroa sejam condicionadas por Madrid.

Na intervenção final, o responsável pelo sindicato LAB, Igor Arroyo, denunciou a «natureza do sistema capitalista», tendo-se referido aos acidentes de trabalho provocados pela precariedade e a exploração, aos despedimentos e também à situação dos refugiados e ao acordo alcançado entre a União Europeia e a Turquia, que criticou fortemente.

Arroyo recordou também que amanhã, 21, faz um ano que Miren Peña, filiada no LAB, se suicidou, depois de receber uma carta do banco no âmbito de um processo de despejo. E afirmou: «Vem-nos à cabeça aquela antiga consigna - "Socialismo ou Barbárie". Ou construímos uma alternativa ao capitalismo ou o planeta está condenado ao desastre, à barbárie».

Depois de aplaudir as várias mobilizações que conduziram a uma mudança política em Nafarroa, bem como as diversas conquistas alcançadas nestes nove meses, Arroyo afirmou que a mudança tem de ser sentida também nos locais de trabalho. «O LAB quer dar um impulso à mudança social em Navarra. Temos de arrancar os sectores populares à letargia em que estão. Conseguimos correr com os ladrões das instituições mas não podemos ficar a dormir sobre os louros».

Em seguida, afirmou ser hora de relançar a mobilização dos trabalhadores, com vista a alcançar três metas: a completa democratização de Nafarroa; a reforma da Administração; a melhoria das condições de trabalho e de vida das populações - âmbito no qual, disse, muito pouco foi feito. [Ler intervenção de Igor Arroyo em BorrokaGaraiaDa]

O LAB quer que a mudança se materialize nos locais de trabalhoVer: ahotsa.info

Ongietorri a Lorentxa Gimon e David Gramont em Basusarri

Dezenas de pessoas juntaram-se ontem de manhã, 19, em Basusarri (Lapurdi), na sessão de boas-vindas aos dois ex-presos. Gimon e Gramont passaram 13 e 18 anos na cadeia, respectivamente.

Foi uma sessão de boas-vindas calorosa, com cerca de cem pessoas, um bertsolari, um txalapartari e dantzaris reunidos em torno do regresso de dois presos recentemente libertados.

Lorentxa Gimon saiu da prisão de Rennes (Bretanha) no dia 1, em liberdade condicional. Foram 13 anos de dura luta, na cadeia, também contra os efeitos da doença de Chron, que tem desde 1991. Gimon fazia parte da lista de presos bascos com doenças graves e a sua libertação é resultado da mobilização e de uma luta tenaz.

David Gramont foi libertado na segunda-feira passada, juntamente com Juantxo Esnal. Acusados de pertencer ao Comando Andaluzia, foram ambos duramente torturados e passaram 18 anos na prisão. / Ver: Berria

Programa «La Memoria»: Fayed Badawi, memória e resistência da Palestina

«Fayed Badawi é um palestiniano marcado pela criação do Estado sionista, pela "Nakba", de 1948, pela vida nos acampamentos de refugiados do Líbano, onde teve de se instalar com a sua família, e pelo que se passou no tristemente célebre acampamento de Chatila, onde foi testemunha do terrível massacre levado a cabo pela Falange libanesa, sob os auspícios dos sionistas.

Com estes antecedentes, não é estranho que Badawi tenha decidido integrar as fileiras da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), para aí lutar pelos direitos da sua gente e do seu país.

Com ele falámos do ontem e do hoje da Palestina e da sua luta, de memória e de actualidade, mas sobretudo de resistência.» / Ouvir: Info7 irratia

«Honduras: aumentan los crímenes y la resistencia»

[De Silvia Ribeiro] Días antes de morir, Berta Cáceres declaró a Il Manifesto, Italia: estamos en las manos del sicariato jurídico y armado. Nuestras vidas penden de un hilo. Esta frase terrible, que se confirmó de la peor manera, resume el entretejido de la llamada legalidad y los sicarios pagados para abrir paso a minas, represas y otros proyectos de las trasnacionales, que ven a Honduras como terreno abierto para cualquier despojo y atropello, con complacencia del gobierno y protegidos por su aparato jurídico. (lahaine.org)

«Cuba-EEUU: Desfachatez, falta de respeto y omnipotencia en las nuevas medidas» (Resumen Latinoamericano)
[De Néstor García Iturbe] El periódico Granma, órgano oficial del Partido Comunista de Cuba, publicó la noticia completa, en un artículo titulado, «Anuncian nuevas medidas parciales del gobierno de Obama hacia Cuba».
Del artículo, que felicito, resalto esta parte:
La nueva regulación implica que cualquier ciudadano de esa nación puede venir legalmente a la mayor de las Antillas «siempre y cuando el viajero se involucre en un programa de tiempo completo de actividades de intercambio educativo destinadas a mejorar el contacto con el pueblo cubano, apoyar la sociedad civil o promover la independencia del pueblo cubano de las autoridades del país».

sábado, 19 de março de 2016

Milhares em Zumarraga contra o fecho de portas da Arcelor Mittal

Uma grande manifestação percorreu hoje as ruas de Zumarraga e da vizinha Urretxu (Gipuzkoa) para exigir que a fábrica da Arcelor Mittal não feche as portas, a continuidade da actividade industrial e a manutenção dos mais de 300 postos de trabalho. No final da manifestação, os trabalhadores agradeceram a todos os que estiveram ao seu lado: «Não somos 300, somos todo um povo».

Dois camiões abriram a manifestação de hoje em Zumarraga-Urretxu, em que milhares de pessoas vieram para as ruas defender os trabalhadores da Arcelor Mittal, gritando «Arcelor ez itxi» [Arcelor, não feches] e «Hemen gaude enpleguaren alde» [Aqui estamos em defesa do emprego]. A empresa afirma que o encerramento parcial desta fábrica e da de Sestao (Bizkaia) se deve à crise do aço. Mas os sindicatos dizem que isso não é verdade.

À medida que a manifestação avançava, nos passeios, as pessoas iam batendo palmas aos trabalhadores, que gritavam «jo ta ke, irabazi arte» [sem descanso, até à vitória] cheios de emoção, com os seus postos de trabalho em risco. A administração quer reduzir uma parte substancial da produção na Arcelor Zumarraga e mandar a maioria dos seus 325 trabalhadores para as Astúrias. Estes não aceitam e afirmaram na manifestação que a recolocação não é uma hipótese. «Mittal responsável, exploradora», gritaram.

As acções de protesto do pessoal de Zumarraga-Urretxu começaram hoje e prosseguem na próxima semana: na quarta-feira fazem greve e vão concentrar-se em Gasteiz, frente ao Governo de Lakua; no dia 26 vão concentrar-se em Donostia, frente à Deputação Foral. / Ver: Berria

Iñaki Gil de San Vicente: «Poder Juvenil»

[Nota: texto para debate no Gazte Danbada*, dia 25, às 17h30, na Kultur Etxea de Laudio]
1. ¿Qué es el poder juvenil? / 2. Poder juvenil y prensa adulta / 3. Poder juvenil y cultura burguesa / 4. Poder juvenil y relaciones interpersonales / 5. Poder juvenil y precariedad vital / 6. Poder juvenil y propriedad popular

En el texto Necesaria y urgente lucha contra el poder adulto del 31 de marzo de 2014 a libre disposición en la Red, planteábamos los puntos centrales de esta forma de poder tan dañina, antigua y adaptable. Ahora, en esta ponencia proponemos a debate otras problemáticas no tan centrales pero igualmente decisivas porque atañen a la vida cotidiana de la juventud. Vamos a debatir sobre cómo crear poder juvenil que choque con el poder adulto en problemáticas tan importantes como la comunicación; las formas de desarrollo cultural y artístico, de diversión, etc.; de relaciones interpersonales; de la lucha contra la precarización; de recuperación juvenil de locales y medios privatizados…, y en general, sobre cómo desarrollar el poder juvenil. / Ler: BorrokaGaraiaDa

*GAZTE DANBADA 2016 – festival que irá decorrer em Laudio (Araba) de 25 a 28 de Março, por iniciativa das organizações juvenis Ernai e Aitzina!. Haverá muita música, teatro, dança, workshops, conferências, debates, que se centrarão na precariedade e demais problemas que a juventude enfrenta actualmente; também na busca das respostas que esta precisa de dar para «construir o seu próprio caminho», um «caminho de soberania», e «não ficar à espera do futuro». / MAIS INFO: gaztedanbada16.info e egitaraua/programa

Ospa Mugimendua: «Ocupam as nossas ruas e estradas para impor as suas leis»

O movimento associativo, anti-repressivo Ospa, de Altsasu (Nafarroa), dá conta de um novo aumento da «actividade repressiva», concretamente no que diz respeito a multas e à sua aplicação discricionária.

Numa nota a que o portal hitzondo.net teve acesso, o Ospa afirma ter recebido as notificações de moradores que foram alvo de uma queixa «por participarem em mobilizações não autorizadas». No caso, trata-se de mobilizações do princípio de Fevereiro, que se enquadraram nas acções de protesto contra a operação policial em que foram detidos 18 hintxas da torcida do Osasuna Indar Gorri, dois dos quais altsasuarras.

O Ospa destaca o facto de «em nenhuma dessas mobilizações ter havido identificações, nem existir qualquer prova de que [os visados] sequer tenham participado nelas». O movimento anti-repressivo entende que, «a golpe de multa e mordaça», «as forças de ocupação continuam a submeter [Altsasu] a um regime repressivo», limitando a liberdade de expressão. «Ocupam as nossas ruas e estradas para impor as suas leis e o seu projecto à força, sob a ameaça das suas armas», afirma. / Ver: hitzondo.net

Jorge Cadima: «Tempos tempestuosos»

«As causas de fundo das duas guerras mundiais no século XX estão de novo presentes, neste planeta hegemonizado pelo grande capital financeiro. Não é inevitável uma nova guerra mundial, que seria catastrófica na era nuclear. Nem é inevitável o desenlace do fascismo – sob velhas ou novas formas. Mas a tragédia só pode ser evitada se as grandes massas ganharem consciência da gravidade da situação e das suas causas. Essa é condição necessária para que a luta pela paz e contra os fautores da guerra imperialista e do fascismo possa atingir a força e a dimensão que os perigos do momento reclamam.» (odiario.info)

«Brasil se debate entre el golpismo y el ajuste» (Resumen Latinoamericano)
[De Carlos Aznárez] Lo que está ocurriendo en estos días en Brasil es de manual. Del Manual de Golpes Blandos, Suaves y otras variedades, que el Imperio, con la ayuda de cómplices locales ejecuta reiteradamente en el continente latinoamericano y en otros rincones del planeta.
[...] Detrás de estas algaradas «populares» (como dicen los periodistas más canallas de la Red O Globo), está el protagonismo del terrorismo mediático que, en este caso, embiste contra Dilma y a Lula aprovechando algunos datos de la realidad (entre ellos, los continuos actos de corrupción de algunos funcionarios y dirigentes del PT) para generar campañas de desprestigio en los que se mezclan certezas con infamias.

sexta-feira, 18 de março de 2016

LAB e Ernai realizam acção contra a exploração das ETT

Considerando que as empresas de trabalho temporário (ETT) são o «expoente máximo da exploração» e que a precariedade tem como alvo preferencial a juventude, o sindicato LAB e a organização juvenil Ernai levaram a cabo uma representação em Iruñea, com a qual quiseram chamar a atenção para o problema e fazer um apelo aos jovens para que lutem, «ajudando a construir a mudança».

«As ETT escravizam-nos»

Numa nota, o LAB afirma que este sistema proporciona «exploração, desemprego e emigração»; quem consegue entrar no mercado de trabalho enfrenta a «precariedade, salários de miséria e condições de escravidão». Por isso, o sindicato, em conjunto com a Ernai, fez questão de realizar esta acção especialmente destinada à juventude, pedindo-lhe que lute e seja parte activa da mudança no mundo do trabalho.

A acção enquadra-se também no contexto das mobilizações que precedem a grande manifestação convocada pelo LAB para amanhã em Iruñea, para exigir que a mudança alcançada a nível institucional em Nafarroa (em que os trabalhadores assumiram um papel de destaque) tenha reflexos também nas empresas e nos locais de trabalho. A manifestação parte às 17h30 da Gaztelu Plaza. / Ver: LAB e ahotsa.info

Cinco jovens julgados pelo corte da A-8 ficam a aguardar sentença

Os cinco participaram numa acção de protesto, em Janeiro de 2007, contra a declaração da organização juvenil, abertzale e revolucionária Segi como «terrorista» pelo Supremo Tribunal espanhol. O Ministério Público, que pedia dois anos e meio de prisão para cada um, reduziu o pedido de pena para 21 meses.

O julgamento teve lugar hoje, quase uma década depois do corte da A-8 junto às portagens de Zarautz. Com a redução do pedido de pena, Asier Alberdi, Naroa Ariznabarreta, Aritz Azkona, Ainara Ladron e Saioa Zerain não devem ter de cumprir tempo de prisão.

A data do julgamento foi alterada quatro vezes, na AN espanhola e no Tribunal de Donostia. Recentemente, esteve marcado para 2 de Março, mas Ainara Ladron, Naroa Ariznabarreta e Aritz Azkona não compareceram.

Na sequência disto, um juiz decretou ordem de detenção e prisão para os três, que se veio a concretizar – não sem que os jovens, que inicialmente foram encarcerados na cadeia de Martutene, fossem enviados para cadeias espanholas: Valhadolide e Logroño. Hoje, o juiz mandou-os seguir em liberdade, enquanto esperam pela sentença. / Ver: topatu.eus e argia

Amanhã, em Altsasu: Festa da Vitória!

Martxoak 19 Altsasun: Garaipen festa!

Amanhã, 19, a Askapena celebra em Altsasu (Sakana, Nafarroa) a «Garaipen festa / festa da Vitória». Os festejos começam com o «brinde da vitória» na associação Zubi Ondo, às 17h00, e prosseguem com uma marcha internacionalista pelas ruas de Altsasu, com a fanfarra «Jo Ta Fa». Às 22h30 têm início as actuações musicais, no gaztetxe, com os contributos dos Ze Esatek!, dos Mexikortxos e do DJ Majaris.

Com este dia, a Askapena quer agradecer «a todos os companheiros de luta nos últimos anos, a todos os que julgaram o Estado imperialista espanhol, a todos os que expressaram a sua solidariedade».

Ontem, hoje e sempre... gora Euskal Herria internazionalista!Ver: askapena.org e aseh

«O Brasil no rescaldo das manifestações de 13 de março»

[De Ana Saldanha] Escrito aquando da nomeação de Lula para o cargo de ministro da Casa Civil de Dilma e antes da sua suspensão por um tribunal, este texto de Ana Saldanha não só mantém plena actualidade, como nos diz o quê e porquê da crise política brasileira, e o como da ascensão e da queda do PT e do chamado «neodesenvolvimentismo» brasileiro.

«Chamemos ou não à política posta em prática pelos governos PT de neodesenvolvimentismo, o facto é que se verificou um poder absoluto dos trusts e das corporações monopolistas, dos bancos e da oligarquia financeira. O modo de produção capitalista e suas consequentes relações sociais, a par do travão à contestação que os governos do PT conseguiram alcançar, prosseguiu a largos passos. Lula havia servido o grande capital transnacionalizado, e Dilma prosseguira o empenho lulista». (odiario.info)

«Brasileños se movilizan este viernes en rechazo a operación golpista» (Portal Alba)
Se estima que más de 60 organizaciones populares, sindicales y sectores políticos de izquierda se manifiesten por los derechos sociales, de los trabajadores y en contra de las acciones que apuntan al golpe de Estado en Brasil, reseña Telesur en su sitio web.
[…] El intento de Golpe de Estado en Brasil ha sido condenado por diversos países del mundo, entre ellos, Venezuela y Argentina.
En Buenos Aires se tiene previsto que este viernes se realice una jornada de debate para analizar la situación de Brasil y las consecuencias de un Golpe de Estado.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Milhares de estudantes mobilizaram-se pela construção de outro modelo educativo

Convocados pelo sindicato Ikasle Abertzaleak, milhares de estudantes bascos (o Berria refere 15 mil) aderiram à greve e às mobilizações em defesa de um sistema educativo próprio e contra as reformas que o deterioram, privatizam, elitizam. Realizaram-se diversas actividades ao longo do dia, em que assumiram destaque as grandes manifestações de Baiona, Bilbo, Donostia, Gasteiz e Iruñea. Nos últimos dois casos, houve incidentes, violentas cargas policiais e 12 detenções.
Sob o lema m17Altxa, os promotores da greve apelaram à luta contra «as reformas levadas a cabo na Educação» e a visão capitalista do sistema educativo. Para o Ikasle Abertzaleak as reformas da Lei Wert, o 3+2 e o projecto Heziberri 2020 (adaptação em Euskadi do projecto educativo) continuam a pôr a Educação ao serviço dos interesses capitalistas.

Reivindicando a participação dos estudantes na construção da estratégia educativa, defendem que «a luta é o único caminho» para acabar com a actual situação e dar início à construção de um novo projecto político.
Houve confrontos em Gasteiz, onde a Ertzaintza carregou e efectuou oito detenções; uma pessoa foi hospitalizada, com um traumatismo craniano. Em Iruñea, foi a Polícia espanhola que carregou sobre os jovens; quatro foram detidos. Em Bilbo, a Ertzaintza identificou quatro estudantes. / Ver: topatu.eus, lahaine.org, argia e Berria

FOTOS: Jornada de luta estudantil (topatu, Berria, SareAntifa, BorrokaGaraia)

Jornada de luta estudantil em Iruñea [ahotsa] Novamente um jornalista do Ahotsa agredido pela Polícia espanhola

Plataforma contra criminalização do protesto denunciou aplicação da Lei da Mordaça

Esta manhã, cerca de uma centena de pessoas juntaram-se frente à Câmara Municipal de Bilbo para denunciar, em conferência de imprensa, a aplicação da Lei da Segurança dos Cidadãos, conhecida como «Lei da Mordaça», na Bizkaia.

Pessoas multadas e representantes da plataforma criticaram a hipocrisia de determinados agentes políticos que há alguns meses se posicionaram contra esta lei e pediram a sua derrogação e não aplicação, mas que, entretanto, recuaram.

Também se referiram aos partidos que em Madrid dizem uma coisa e que em Euskal Herria aplicam a lei com gosto, resolvendo os casos com multas avultadas.

Organizações participantes: Asociación de Trabajadoras del Hogar, Bizkaiko SOS Arrazakeria, Berri-Otxoak, ELEAK, Ernai, Fundación Paz y Solidaridad, Greenpeace Euskadi, KEM-MOC, Komite Internazionalistak, m15m, Mugitu!, Mujeres del mundo – Babel, Tosu Betirako, Plataforma de sin papeles Mbolo Moy Doole, Sagarrak, SalHaketa Bizkaia, Sare Antifaxista. / Ver: SareAntifaxista

Centenas manifestaram-se contra acordo UE-Turquia para expulsão de refugiados

Qualificando como «vergonhoso» o pré-acordo entre a União Europeia e a Turquia que visa devolver os refugiados que chegam a solo europeu, mais de duas mil pessoas manifestaram-se ontem, 16, nas quatro capitais do País Basco Sul, convocadas por sindicatos, associações e diversos partidos políticos. Ouviram-se palavras de ordem como «Ontem emigrámos, hoje discriminamos», «Europa canalha, abre a muralha», «Emigrar é um direito, não um crime» ou «Sejam bem-vindos, refugiados».

Mais info e fotos: SareAntifaxista e naiz

«Palestina: Frenar a los perros de guerra»

[De Pablo Jofré Leal] El conflicto palestino-Israelí tiene un componente fundamental, a la hora de entender la negativa de la entidad sionista de avanzar en un proceso que permita la autodeterminación del pueblo palestino: El Poder de los Colonos Judíos asentados en suelo palestino.

Estos, con su presencia en los territorios ocupados, su peso en materia de votos, su conducta belicista y racista juegan un papel primordial en el conflicto. Colonos que el activista israelí Uri Avnery ha calificado como los Perros de Guerra. Colonos que impiden, con un fanatismo extremo, cualquier acuerdo de paz o tan siquiera negociaciones de paz significativas, que permitan poner punto final a un conflicto que se extiende ya por 69 años. Son estos grupos los que demandan más y más tierras, en una política oficial de despojo y rapiña. Grupos imbuidos de una ideología que desprecia a la población autóctona.

Colonos protegidos por un Ejército de ocupación y exterminio al estilo de las SS hitlerianas, que violan la legislación internacional, ocupan cada pulgada de las más ricas y fértiles tierras palestinas, en asentamientos que no respetan ni siquiera las fronteras establecidas a golpe de complicidad de los organismos internacionales y los aliados de Israel. Colonos que se confunden con el ejército sin existir una distinción precisa pues muchos colonos son oficiales o miembros del Ejército Sionista y son miles los oficiales que viven en los asentamientos en los territorios palestinos. (HispanTV via lahaine.org)

quarta-feira, 16 de março de 2016

Tem início campanha para denunciar o processo 8/2013: «Basque Lives Matter»

No dia 17 de Maio começa na Audiência Nacional espanhola o julgamento de nove bascos acusados de integrar a direcção do Ekin e para quem o Ministério Público pede penas entre os nove e os 15 anos de cadeia.

Tendo em conta que o julgamento se aproxima, estas nove pessoas e membros do Eleak-Libre deram uma conferência de imprensa ontem, 15, em Donostia, na qual revelaram detalhes do processo e apresentaram a campanha social de denúncia e solidariedade que terá lugar nos próximos meses.

Na ocasião, sublinharam que este julgamento «se baseia numa estratégia de perseguição política» e que os arguidos foram torturados durante o período de detenção. Para denunciar este processo, vão pôr em marcha uma dinâmica a que chamaram «Basque Lives Matter», uma adaptação da iniciativa «Black Lives Matter» (as vidas dos negros importam), levada a cabo pela comunidade negra dos EUA contra a repressão policial e em defesa dos seus direitos fundamentais e liberdades básicas.

Além de divulgarem um vídeo, vão solicitar a diversas instituições e organizações que se posicionem, vão apresentar moções em municípios, promover a realização de mobilizações e apresentar um manifesto em defesa dos direitos civis e políticos. Na Faculdade de Direito da Universidade do País Basco, haverá mesas-redondas sobre os macro processos e a tortura, em que participarão Paco Etxeberria, Lorea Bilbao, Jon Mirena Landa e Iñigo Iruin, entre outros.

Os arguidos no processo são Egoitz Garmendia, Erika Bilbao, Sandra Barrenetxea, Ugaitz Elizaran, Urko Aierbe Sarasola, Rosa Iriarte, Joxe Aldasoro, Aniaitz Ariznabarreta e Eneko Compains, que foram presos e torturados em Setembro de 2010. / Ver: naiz e argia

Paralisação e grande manifestação em Ondarroa pela morte de dois trabalhadores

Das 11h30 às 13h30 houve paralisação total em Ondarroa, em protesto contra a morte de dois trabalhadores, ontem, na fábrica de gelo Santa Clara. Ao meio-dia, centenas de pessoas juntaram-se numa manifestação sob o lema «Prekaritatea hiltzailea, lan istripu gehiagorik ez!» [precariedade assassina, mais acidentes laborais não].

Os ondarrutarras responderam unidos à manifestação convocada para hoje pelos sindicatos ELA, LAB, ESK, Steilas, EHNE e Hiru - um apelo ao qual também se associou, ontem, a Câmara Municipal. O comércio esteve fechado e havia crepes negros nas portas.

A manifestação partiu às 12h30 de Zaldupe e terminou na Alameda depois de percorrer as ruas da localidade, exigindo a melhoria das condições de trabalho e o fim da precariedade. Com a praça cheia, fez-se um minuto de silêncio. Um txistulari tocou o «Agurra» e, depois, cantou-se «A Internacional» e o «Eusko Gudariak».

O município decretou dois dias de luto. Ambos os trabalhadores, de 55 e 53 anos, eram da localidade costeira biscainha. Com as suas mortes, sobe para 14 o número de trabalhadores mortos em acidentes laborais este ano no País Basco. / Ver: Berria e lea-artibai.hitza

Os presos David Gramont e Juantxo Esnal foram libertados

Ambos naturais do território de Lapurdi, David Gramont e Juantxo Esnal foram libertados na segunda-feira, 14, depois de passarem 18 anos na cadeia.

O primeiro saiu da prisão de Puerto III e o segundo da de Picassent (Valência). O ongi etorri a Gramont, natural de Basusarri (Lapurdi), é no sábado, dia 19.

Ambos foram presos a 21 de Março de 1998, numa operação contra o Comando Andaluzia da ETA. Depois da detenção, foram levados para uma esquadra da Polícia espanhola e, dali, para um comando da Guarda Civil, onde, afirmam, foram barbaramente torturados. / Ver: mediabask e kazeta.eus

Carlos Aznárez: «Cuba y un visitante muy especial»

Otra vez, como tantas veces anteriores, se equivocan. A pesar de la cercanía territorial (sólo 90 millas) no tienen idea de los valores del pueblo cubano. De esa gente que en los momentos más álgidos -derrumbada la Unión Soviética- no se resignó ante la adversidad de las carencias, y sacando fuerzas que sólo otorga un alto nivel de conciencia, sobrevivió al llamado «período especial» sin renuncian a ninguno de sus principios. Pero lo que es más importante, protegiendo a los más débiles, niños y ancianos a los que jamás les faltaron los alimentos imprescindibles, la vestimenta, el calzado y una educación y sistema de salud elogiadas, incluso, por los llamados países «desarrollados». (aporrea.org)

«Amnistía Internacional, otra ONG del Departamento de Estado» (lahaine.org)
[De misionverdad.com] Amnistía Internacional juega un papel activo en los niveles internacionales, con lupa en regiones y zonas donde se están definiendo los futuros escenarios geopolíticos en el marco de la guerra mundial-corporativa en curso. Venezuela tiene una función nodal en ese esquema, donde se desarrolla un escenario golpista con la Asamblea Nacional de procenio político e institucional con la MUD de mayoría parlamentaria y la ofensiva económica del Ejecutivo conducido por el presidente Nicolás Maduro.

terça-feira, 15 de março de 2016

A Ertzaintza expulsou os estudantes da «universidade popular» em San Mamés

Nesta altura - de segunda até quarta -, os estudantes das faculdades bilbaínas da Universidade do País Basco (UPB) estão plenamente envolvidos nos programas das «Herri Unibertsitateak», com os quais pretendem que a Universidade seja «do povo» e esteja «ao serviço do povo». O conselho directivo (CD) da Faculdade de Engenharia, em San Mamés, não aprovou e chamou a Ertzaintza.

Esta iniciativa foi posta de pé - nos núcleos de San Mamés, Sarriko e Leioa - na sequência do trabalho realizado pelos estudantes ao longo de vários meses. Mas o CD da Faculdade de Engenharia opôs-se, sem apresentar qualquer argumentação.

Os estudantes tentaram explicar-lhes que o reitor da UPB não via a iniciativa com maus olhos, mas o CD não esteve para conversas e chamou a Polícia, que retirou do local os cerca de 40 estudantes que reivindicavam uma «Educação do povo e para o povo».

Jornada de luta dia 17
Para quinta-feira, dia 17, o sindicato Ikasle Abertzaleak convocou uma greve e jornada de luta contra as reformas no Ensino (como a LOMCE, a EU2015, a 3+2). Mobilizações em: Baiona (12h40, frente à Herriko Etxea) / Beasain (11h30, Herriko plaza) / Bilbo (11h30, Termibus) / Donostia (11h00, Ibaetako aularioa) / Gasteiz (12h30, Andre Mari Zuriaren plaza) / Iruñea (12h00, Antoniutti) / Laudio (12h00, Lamuza parkea) / Lizarra (12h:00) / Orereta (12h00, Udaletxe plaza). / Ver: topatu.eus e argia e topatu.eus

Centenas de ex-prisioneiros apoiam via legal para que presos acedam ao repatriamento

Centenas de ex-presos e antigos refugiados bascos participaram numa conferência de imprensa, no domingo, 13, em Usurbil (Gipuzkoa), para apresentar o manifesto «Amnistiaren norabidean, euskal preso eta iheslariak etxera». Anunciaram uma mobilização a favor dos presos para dia 17 de Abril em Bilbo.

Um conjunto de antigos prisioneiros e refugiados juntou-se para transmitir uma mensagem de apoio aos quase 400 presos políticos bascos que continuam nos cárceres dos estados espanhol e francês, apoiá-los nas suas «lutas e esforços para fazer frente à violência sistemática que sofrem» e nos «passos e decisões para recorrer a vias legais». No manifesto, subscrito por mais de mil pessoas, afirma-se: «Fazemos nosso o caminho iniciado pelo conjunto da esquerda abertzale».

No texto afirma-se que o caminho será feito em conjunto com «a sociedade basca e que não se concretizará num só dia, mas de forma dinâmica e ordenada». Sublinha-se também que «o EPPK manifestou a sua vontade e disposição para percorrer esse caminho tendo como base o respeito de todos os seus direitos e os dos seus familiares e recorrendo às vias legais para desenvolver um processo articulado de regresso a casa».

O documento sublinha igualmente que «valer-se da legislação e do regulamento prisional não questiona de forma alguma o carácter militante de todos eles, nem a sua coragem e a dignidade da sua trajectória. Nem agora, nem antes». E valoriza a dimensão colectiva das decisões do EPPK, mesmo quando os passos dados pelos presos são individuais e se concretizam de forma individualizada.

O texto valoriza o envolvimento da sociedade basca «no repatriamento e no regresso a casa dos presos políticos bascos» e termina com um apelo à participação na manifestação convocada para 17 de Abril. / Ver: Resumen Latinoamericano

Sendoa Jurado: «Sobre verdades y mentiras»

La mayor verdad de todas es que en Euskal Herria hay grandes dosis de entrega y solidaridad y que mientras haya represaliados políticos, habrá gente dispuesta a dejarse hasta el último aliento en la búsqueda de la libertad de todos ellos y de nuestro pueblo, y esto también será por encima de lo que sea y de quien sea. Que nadie dude de ello. (lahaine.org)

«Luta de classes e o Partido Comunista», de Carlos MORAIS (odiario.info)
Neste texto, o destacado dirigente político galego fala-nos da dificuldade da luta na Galiza e de como o revisionismo ainda reinante e o aparecimento de um esquerdismo estéril e inconsequente dificultam a luta revolucionária.

Fermin Muguruza - «Brigadistak»



#brigadak2016: conferências e apresentações por estes dias (aqui)

Spot das Brigadas da Askapena para 2016 (aqui)

segunda-feira, 14 de março de 2016

Memorial do 3 de Março em Gasteiz: visitas guiadas já funcionam em pleno

Na véspera do 40.º aniversário do massacre do 3 de Março em Gasteiz, a Martxoak 3 Elkartea inaugurou, juntamente com familiares e amigos dos assassinados pela Polícia Armada espanhola, um percurso pelo bairro de Zaramaga, que agora se apresenta salpicado por obras artísticas. Trata-se de uma viagem contra a impunidade e em defesa da memória da repressão e da luta dos trabalhadores.
Um audioguia vai relembrando os factos, até se chegar à igreja de São Francisco, onde há 40 anos os trabalhadores estavam reunidos em assembleia. O circuito termina ali, com a projecção de um vídeo. Mais informação em gasteizm3m.blogspot.com.

Martxoak 3, Memoriala [Hala Bideo]
Martxoak 3 denuncia intervenção da Ertzaintza contra apoiantes do Baskonia
A associação Martxoak 3 mostrou-se solidária com os seguidores do Baskonia que foram identificados pela Ertzaintza por mostrarem uma faixa em que se lia «Martxoak 3: Oroimena, Egia, Justizia [3 de Março: memória, verdade, justiça], em alusão ao massacre do 3 de Março de 1976. Agora, os jovens identificados podem ser multados entre 3000 e 60 000 euros. / Mais info: aqui

Querem multar a Indar Baskonia [Hala Bideo]

Dia 19 em Altsasu: Garaipen festa! Festa da Vitória!

No sábado, dia 19, a Askapena celebra a «Garaipen festa / festa da Vitória» em Altsasu (Sakana, Nafarroa) e convida toda a gente a participar.
A festa começa com o «brinde da vitória» na associação Zubi Ondo, às 17h00, e prossegue com uma marcha internacionalista pelas ruas de Altsasu. Às 22h30 têm início as actuações musicais, no gaztetxe, com os contributos dos Ze Esatek!, dos Mexikortxos e do DJ Majaris.

Gurea da garaipena! / Ver: askapena.org

«Ataque bomba en Ankara: nuevamente los atentados al servicio del poder»

[De Lucrecia Fernández] Hasta el momento, no ha habido ninguna declaración oficial sobre el blanco de este ataque o ninguna declaración de responsabilidad. Resta esperar cuáles serán las consecuencias que resultaran de este nuevo ataque. En medio del terror, la muerte, la tortura, las masacres constantes, y los intereses imperialistas que usan a su antojo grupos extremistas para resolver situaciones que «legal y humanamente» no podrían justificar, hay pueblos que quieren resistir, que quieren paz, que quieren poder vivir plenamente sus culturas, sus idiomas, y no ser la carnada de los bloques imperiales que se disputan históricamente los territorios como un mero intercambio de figuritas. (Resumen Medio Oriente)

«Acerca do planeamento democrático do desenvolvimento – Lenine, Keynes e Hayek»
[De Daniel Vaz de Carvalho] Não foi por Hayek e seguidores atacarem o planeamento que este deixou de existir: apenas foi transferido do Estado para o grande capital financeiro e monopolista, para as instituições internacionais ao seu serviço. A pretensa «regulação» torna-se inútil quando se trata de contrariar a liberdade do capital. Uma «regulação» cujos resultados são o BPN, BPP, BANIF, BES, etc. por essa Europa fora.
Com o dogma anti-planeamento do «comércio livre», tudo é feito para o Estado não ter controlo sobre as variáveis económicas e o comércio ser dominado pelas grandes transnacionais, colocando sobre pressão salários e condições laborais. Argumentavam que «a longo prazo» iria representar mais riqueza para todas as nações. Falso. Representou desemprego, défices, divida, perda de soberania. (resistir.info)

Marx: «Trabalho Assalariado e Capital» [Escuela de Cuadros]

Edição 169 do programa de formação marxista Escuela de Cuadros, dedicada ao estudo do texto de Karl Marx, Trabalho Assalariado e Capital (1847/1849). A discussão é guiada por Ricardo Adrián. 

domingo, 13 de março de 2016

A Plataforma contra o BBVA voltou a denunciar as «políticas assassinas» do banco

Na sexta-feira, dia 11, membros da Plataforma contra o BBVA voltaram a concentrar-se frente à Assembleia de Accionistas do BBVA, em Bilbo, para protestar contra as «políticas assassinas» do banco. Fizeram-no repetindo a fórmula já conhecida da «tinta vermelha sobre os corpos a representar sangue» porque, dizem, o banco continua a matar «onde opera». Desta vez, a acção teve o apoio de activistas das Canárias e de Madrid.

De acordo com os activistas, o BBVA mata «de várias maneiras»: os seus «jogos sujos» promovem o distanciamento entre pobres e ricos; financia o fabrico de armas (mais de 288 milhões de euros só em crédito a empresas de armamento espanholas) e lidera o ranking de bancos que investem em empresas de armamento; despeja e deixa famílias na rua; promove projectos que destroem o meio ambiente; financia a barragem do Quimbo (Colômbia), onde foi assassinado o activista Nelson Giraldo, que a ela se opunha.

Os membros da plataforma, integrada por antimilitaristas, ecologistas, pessoal do sector da Educação, sindicalistas, internacionalistas, entre outros, denunciam ainda o crescimento dos lucros do banco (0,9 por cento em 2015) e os salários principescos auferidos pelos seus administradores, num contexto em que a grande maioria da população se confronta com uma grave crise e continua a pagar a factura da especulação levada a cabo pelos próprios bancos. / Ver: lahaine.org [com mais fotos e vídeos] e argia

Centenas homenagearam Ángel Berrueta em Iruñea

Faz hoje 12 anos que Berrueta, padeiro no bairro de Donibane (Iruñea), foi assassinado por um vizinho agente da Polícia espanhola e pelo filho deste, quando estava a trabalhar, depois de se recusar a colar um cartaz contra a ETA, responsabilizando-a pelos atentados em Madrid dois dias antes, tal como propalava o PP.

Hoje, centenas de pessoas voltaram a apoiar familiares e amigos de Berrueta na Rua Martin Azpilikueta. Pela primeira vez, a sessão de homenagem contou com apoio institucional do Governo navarro e da Câmara Municipal de Iruñea.

Na homenagem também esteve muito presente Kontxi Sanchiz, moradora em Hernani (Gipuzkoa) que teve um enfarte durante uma carga da Ertzaintza contra uma manifestação de protesto em que se denunciava o que acontecera na véspera em Iruñea. / Ver: ekinklik.org [com fotos] e llibertat.cat

Ver também: «Ángel Berrueta, la otra víctima del 11-M» (el periodista canalla via lahaine.org)

Centenas protestaram em Iruñea contra a NATO, o TTIP e o campo de tiro

Centenas de pessoas participaram ontem, dia 12, numa mobilização entre a prisão velha e o Monumento aos Foros, em Iruñea, para recordar o «não» de Nafarroa à NATO no referendo celebrado há 30 anos.

Aproveitando a efeméride, os promotores da iniciativa, a que se associaram cerca de 300 pessoas nas ruas na capital navarra, voltaram a votar «não» à NATO, reclamaram o encerramento do campo de tiro instalado na reserva natural das Bardenas e denunciaram a Parceria Transatlântica para o Comércio e Investimento (TTIP, na sigla inglesa).

Reportagem e declarações de Lur Gil, da Askapena (Ahotsa)Ver: ahotsa.info

«América Latina. Fim do ciclo progressista e a classe operária»

[De Diego Torres] Nós dizemos que este panorama é temporário, que a classe operária da Venezuela e de toda a América Latina não ficará de braços cruzados e que, ao contrário, porá fim à trégua com a democracia burguesa e a classe operária que não se deixar esmagar tirará daí os seus ensinamentos. A classe operária não pode partilhar o poder com a classe que diariamente a explora e rouba, alternando no governo à vez com os que fazem concessões e por vezes as retiram, pois, ou bem que o poder está nas mãos da burguesia ou bem que o poder está nas mãos dos trabalhadores. (Diário Liberdade)

«Dr. Breedlove, ou como não se preocupar e amar a bomba», de António SANTOS (odiario.info)
Nem a crise estrutural do capitalismo pode ser superada com o reforço do armamento por maior que este seja, nem uma guerra que envolva as principais potências pode ser ganha por qualquer delas. Por isso, «Em Strangelove, Stanley Kubrick troçava da loucura dos generais capazes de equacionar a hipótese de pressionar o infame botão da Máquina Apocalíptica, um dispositivo capaz de aniquilar a vida humana na terra. Breedlove, que faria Strangelove corar de vergonha, carregaria três vezes.»

sexta-feira, 11 de março de 2016

Trabalhadores da ACB manifestam-se entre Sestao e Barakaldo pela reabertura da fábrica

Cerca de 200 trabalhadores da ACB de Sestao manifestaram-se ontem desde a fábrica, encerrada por tempo indeterminado pela multinacional Arcelor-Mittal, até Barakaldo, exigindo a sua reabertura.

Os trabalhadores partiram das instalações da Acería Compacta de Bizkaia (ACB), que deve estar encerrada pelo menos até ao fim do ano, e seguiram em manifestação até à Câmara Municipal de Barakaldo. A marcha contou com o apoio de representantes de todos os partidos que nela têm assento e da presidente do Município, que destacou a importância da fábrica para toda a região.

Na Herriko Plaza, um representante dos trabalhadores agradeceu o apoio dos vereadores de Barakaldo e pediu à empresa que «não se esconda», que «diga em público o que diz em privado». Sublinhando que o pessoal deve ser uma preocupação da administração, afirmou que os trabalhadores vão continuar a lutar pelos seus direitos, reclamando a reabertura da fábrica biscainha.

O encerramento constitui um rude golpe não só para os mais de 500 trabalhadores ligados à ACB, mas também para a comarca de Ezkerraldea, fortemente atingida pela desindustrialização, as privatizações, planos de reconversão, o trabalho precário e o desemprego. / Ver: naiz e Ecuador Etxea [com muitas fotos]

Azkona, Ladron e Arizabarreta transferidos de Martutene para cadeias espanholas

De acordo com a informação veiculada pela Info7 irratia, Ainara Ladron e Naroa Ariznabarreta foram transferidos para a prisão de Logroño e Aritz Azkona para a de Valhadolide. Estavam todos no presídio donostiarra de Martutene e vão continuar presos até dia 18 de Março, dia em que serão julgados na capital guipuscoana.

Em Janeiro de 2007, estes três jovens, juntamente com Saioa Zerain e Asier Alberdi, participaram numa acção de protesto contra o processo Jarrai-Haika-Segi, cortando a auto-estrada A-8 junto a Zarautz.

Optando pela via da desobediência, os três jovens não compareceram ao julgamento marcado par o início deste mês – que foi adiado quatro vezes em nove anos – e foram presos na semana passada.

O movimento Eleak/Libre tinha agendado uma marcha até à cadeia de Martutene para o próximo domingo, em solidariedade com Azkona, Ladron e Ariznabarreta. / Ver: Berria e topatu.eus

Ver tb: «Ariznabarreta, Azkona e Ladron julgados a 18 de Março» (aseh) e «A Ertzaintza prendeu Ainara Ladron e Aritz Azkona» (aseh)

Mobilizações de dia 8 de Março em Iruñea e Baiona [vídeos]

No Dia Internacional da Mulher, milhares de pessoas manifestaram-se em defesa dos direitos das mulheres em diversas localidades bascas - entre outras, Iruñea, Bilbo, Gasteiz, Baiona, Durango.

Mobilização em Iruñea [ahotsa]Manifestação em Baiona [Ipar Euskal Herriko Hitza]Na capital de Lapurdi, cerca de 600 pessoas participaram na manifestação que teve como lema «Gora emazteen borroka» [viva a luta das mulheres].
A Polícia impediu que a mobilização se aproximasse da casa do bispo católico extremista Marc Aillet. Nas imediações da catedral de Baiona juntaram-se alguns fascistas da Frente Nacional e demais apoiantes do bispo. Não se registaram confrontos.

MST: «Mulheres Sem Terra ocupam os trilhos da Vale no Maranhão»

A empresa Vale do Rio Doce, «gigante mineiro privatizado por Fernando Henriques Cardoso no seu turno de serviço ao grande capital enquanto Presidente da República» é, como todas as grandes empresas, uma impune predadora de vidas, direitos sociais e ambientais dos trabalhadores, crianças, mulheres e dos povos vizinhos das suas explorações. (odiario.info)

«La recolonización de Libia», de Manlio DINUCCI (redroja.net)
Lo que hoy sucede en Irak, Libia y Siria es un rotundo desmentido para quienes creen que el colonialismo es cosa del pasado. En 2001, Estados Unidos decidió –a raíz de los acontecimientos del 11 de septiembre– atacar esos 3 países… y otros más. Y si hubo que esperar 10 años para asistir al inicio de las guerras contra Trípoli y Damasco, fue porque había que privar previamente a esos Estados de sus posibilidades de defenderse y crear coaliciones internacionales para disfrazar las agresiones coloniales de «operaciones humanitarias». Veamos el caso de Libia.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Vítimas da violência policial e de extrema-direita pedem ao Governo foral que insista

Familiares e vítimas de violência policial e de extrema-direita em Nafarroa denunciaram ontem, dia 9, o recurso interposto pelo Estado espanhol contra a Lei das Vítimas aprovada no Parlamento navarro. Considerando que esta lei representou um primeiro reconhecimento institucional, pediram ao Governo foral que defenda os princípios nela consagrados de «verdade, reconhecimento e reparação».

Na conferência de imprensa que decorreu na Katakrak, em Iruñea, foi referido o recurso que o Executivo espanhol apresentou no Tribunal Constitucional (TC) contra a lei foral de vítimas de extrema-direita ou funcionários públicos e pediu-se que essa acção «não trave a reparação e o reconhecimento». Entre as vítimas há pessoas desaparecidas, mortos por tortura, pessoas que morreram em acidentes rodoviários provocados pela política de dispersão, mortos a tiro e também pessoas que se suicidaram «perante a repressão».

«Todos os nossos familiares morreram como consequência de alguma violação dos direitos humanos, foram vítimas de grupos de extrema-direita, funcionários públicos ou das condições geradas pela situação política no nosso país», recordaram Idoia Zabaltza, irmã de Mikel Zabaltza, e Aitziber Berrueta, filha de Ángel Berrueta, que falaram em nome de todos.

Disseram que, durante muitos anos, foram votados «à mais absoluta exclusão oficial e institucional» e que, durante esse tempo, lhes tentaram fazer crer que «podiam ter sido merecedores ou culpados» pelo que lhes tinha acontecido. Por isso, continuam a reclamar a justiça e a verdade que lhes foi negada.

Por isso, pediram que o recurso do Governo espanhol «não torne as suas esperanças vãs». Relativamente ao Governo de Nafarroa, afirmaram ter detectado «uma vontade política de reconhecimento e reparação» a todas as vítimas. / Ver: naiz e ahotsa.info [com reportagem]

Iñaki Gil de San Vicente: «Fulminante reacción española»

De entre las instantáneas respuestas negativas del nacionalismo español a las palabras de Arnaldo Otegi en el pasado mitin de Anoeta, ahora sólo tenemos espacio para analizar la de Podemos.

Antes de seguir, me atrevo a sintetizar en al menos ocho tesis, las palabras de quienes hablaron en el mitin en lo que respecta a la consigna de independencia: una, es una reivindicación permanente desde el origen de la izquierda abertzale; dos, es necesaria; tres, es revolucionaria; cuatro, exige un Estado «decente»; cinco, exige poder popular; seis, es antipatriarcal; siete, es internacionalista; y ocho, es ecosocialista. Referencias más o menos significativas a esta óctuple característica, que no vamos a desarrollar aquí, aparecen a lo largo de las intervenciones habidas en el mitin.
(...)
Podemos ha respondido al instante contra el independentismo porque sabe que este derecho/necesidad elemental de los pueblos trabajadores nacionalmente oprimidos supone la negación explícita del Estado-nación español como forma-política y marco geoestratégico de la acumulación ampliada de capital en parte de la Península. Estado-nación del que Podemos se siente orgulloso. (lahaine.org)

Askapena: «Si, OTAN, ya sé quien eres»

[Também em euskara] También sé que aún desapareciendo el bloque socialista, tu enemigo histórico, tú, lejos de desaparecer, te has afianzado como un agente político-militar de primer orden en la agenda imperialista mundial. Sé que tomas decisiones políticas, como lo hiciste en la cumbre de Newport (Gales) en 2014, al ser allí acordada la estrategia de contención y futura desactivación de las potencias emergentes. Para ello se apostó por aumentar el gasto militar, por crear una fuerza de despliegue rápida y, por si fuera poco, se acordó desarrollar las maniobras Trident Juncture que se realizaron a finales del 2015.

No, no pude votar aquel 12 de marzo de 1986, pero como hizo mi pueblo entonces, yo también, hoy como ayer te diría no. Vamos a materializar aquella decisión, porque tenemos memoria. Pero también porque tenemos un pueblo que sigue sintiendo en lo mas hondo cualquier injusticia realizando contra cualquiera, sea en Libia, Siria, Ucrania o Euskal Herria. Somos un pueblo en lucha, somos internacionalistas, y sabemos quien eres. Por eso seguimos diciéndote no. (BorrokaGaraiaDa)