sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Aproxima-se o «Martxoak 3»: mobilizações e debates


A esquerda abertzale, o EA e a Alternatiba, signatários do acordo político «Euskal Herria Ezkerretik», convocaram um acto político para o próximo dia 3 de Março, às 12h00, por ocasião do 35.º aniversário da brutal actuação da Polícia espanhola em Gasteiz contra uma assembleia de trabalhadores, que se saldou com cinco pessoas mortas e dezenas de feridos.

O lema do acto, que se realizará na Praça do 3 de Março no bairro de Zaramaga, será «Indarrak batuz, eskubideak eskuratu», segundo indicaram representantes das três forças políticas.

Lorena López de Lacalle (EA) e Luis María Salgado (Alternatiba) disseram que esse lema «está unido ao significado político que queremos atribuir à comemoração do 35.º aniversário do 3 de Março, já que, como então, quando a classe trabalhadora se uniu, organizou e mobilizou na defesa dos seus direitos e a favor da mudança social e política, hoje em dia somos novamente confrontados com uma oportunidade histórica para levar a cabo uma verdadeira transição, com base na acumulação de forças soberanistas e independentistas de esquerda, onde todos os direitos sejam reconhecidos e garantidos, para assim poder materializar um verdadeira mudança política e social».

Salientaram ainda o facto de este ano os actos do 3 de Março contarem com a presença de uma representação da iniciativa Bloody Sunday, uma referência na luta pela verdade e a justiça, que se viu premiada no reconhecimento, por parte do Estado, da sua responsabilidade nos factos ocorridos em Derry há quase quarenta anos.
Fonte: Gara via kaosenlared.net

Debates em Gasteiz e Bilbo: «Derechos humanos, civiles y politicos en Irlanda y Euskal Herria»
Martxoak 3 de Março * 35.º aniversário (1976-2011)
Em Gasteiz: debate no dia 2 de Março (quarta-feira), às 19h00 (Casa de la Cultura Ignacio Aldecoa Kultura Etxea - Paseo La Florida nº 9, Gasteiz)

Participantes:
Anthony Doherty e Tony Gillespie (Bloody Sunday, Derry * Irlanda) / Jone Goirizelaia (Advogada) / Gotzon Garmendia (Lau Haizetara Gogoan) / Andoni Txasko (Martxoak 3)
Organização: Martxoak 3 Elkartea

Derry 1972 * Gasteiz 1976
Em Bilbo: debate no dia 4 de Março (sexta-feira), às 19h00 (La Bolsa, Pilota kalea nº 10 - Alde Zaharra, Bilbo * Bizkaia)
Participantes:
Anthony Doherty e Tony Gillespie (Bloody Sunday, Derry * Irlanda) / Urko Aiartza (Advogado) / Antton Gomez (Lau Haizetara Gogoan) / Andoni Txasko (Martxoak 3)
Organização: Lau Haizetara Gogoan.
Colaboração: Bloody Sunday, Martxoak 3, Txarraska Gaztetxea, CNT Bilbo, IPES Bilbo, Komite Internazionalistak, Askapena, Sare Antifaxista.
Fonte: SareAntifaxista e boltxe.info

Info7 musika jaialdia / Festival musical da Info7


O festival enquadrou-se nas comemorações do 5.º aniversário da rádio, e decorreu no sábado passado em Hernani. Foi em cheio, ao que parece. No vídeo, temos uma pequena amostra e o agradecimento da Info7 Irratia. Geroz eta gehiago!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Análise política na Info7 Irratia

Floren Aoiz

O analista aborda questões da actualidade na política basca.

Nove acusados por levar fotos de presos na Korrika depõem na Audiência Nacional

Nove pessoas tiveram de se deslocar na segunda-feira à Audiência Nacional espanhola para depor por causa da prática de um alegado crime de «enaltecimento do terrorismo», acusadas de levar fotografias de presos políticos bascos e abanderar faixas da Segi durante a Korrika de 2009, à passagem por Iruñea. No entender do Movimento pró-Amnistia, estes factos mostram que, «enquanto em Euskal Herria se estão a dar passos para alcançar a solução, o Estado espanhol mantém a repressão».
«No se atrevem a responder por vias políticas ao trabalho em prol da independência», afirma o movimento anti-repressivo.

Por seu lado, a AEK manifestou a sua solidariedade aos nove arguidos, tendo realçado que «mostrar fotografias de presos políticos não é um crime». Esta coordenadora lembra que a Korrika é uma iniciativa em defesa do euskara e que o objectivo e as mensagens são claros. Salientam, ainda, que a Korrika é uma iniciativa «participativa e plural», na qual participam pessoas de «diferentes sensibilidades e ideologias». A AEK afirma que durante os dias que a Korrika atravessou o território basco «apenas se fez apologia do euskara», pelo que «outro tipo de conclusões evidencia o ódio para com estas iniciativas».

Também acusados de «enaltecimento do terrorismo», começaram a depor na segunda-feira no tribunal espanhol nove membros das comparsas de Bilbo, por questões relacionadas com diferentes acções levadas a cabo nas Aste Nagusia de 2005, 2006 e 2007. Pessoas ligadas à Bilboko Konpartsak deslocaram a Madrid para apoiar os seus companheiros, tendo afirmado que «este não é o caminho adequado».

Outras duas jovens de Trapagaran (Bizkaia) tiveram de ir, também na segunda-feira, até à AN espanhola para depor enquanto arguidas pelo mesmo crime. Depuseram por volta das 11h00 da manhã pela alegada exibição de fotos de presos da sua localidade durante um concerto nas festas.
O Movimento pró-Amnistia de Trapagaran denunciou «o acosso à juventude» desta localidade e à de Euskal Herria, em geral. «Não entendemos a razão de ser deste processo judicial quando existe uma sentença que diz que a exibição de fotos de presos não constitui um crime, pois não apresenta "evidência alguma de louvor, elogio ou exaltação dos crimes" pelos quais os presos tinham sido condenados», referiram em comunicado.

Da parte do Movimento pró-Amnistia qualificaram a ofensiva contra as imagens dos encarcerados bascos como «uma artimanha político-judicial para retirar das ruas a solidariedade para com as presas e presos bascos e criminalizar todo aquele que pretenda fazer gala da mesma».
Fonte: Gara via kaosenlared.net

Ver também:
«Partidos, sindicatos e agentes sociais põem em marcha uma ampla iniciativa contra a tortura» (ateakireki.com)

Leituras

«En el corazón de la Bestia», de Carlo FRABETTI, escritor e matemático


«Jon Idigoras en el 23-F», de Mikel ARIZALETA

Convocam mobilizações para denunciar a criminalização da juventude

O Movimento pró-Amnistia convocou mobilizações para os próximos dias para protestar contra a criminalização dos jovens independentistas e «contra as condenações de vingança que querem impor à juventude através da Audiência Nacional». A mobilização principal será a manifestação que irá percorrer no sábado, às 19h00, as ruas de Gasteiz, partindo da Praça da Virgem Branca.
Na conferência de imprensa que deram ontem de manhã, referiram-se ao caso do jovem Jokin Zerain, que irá a julgamento no tribunal especial espanhol na próxima terça-feira, acusado de ter participado num ataque a um retransmissor, e para quem a Procuradoria pede 35 anos de prisão. Em solidariedade com o jovem, para esse dia foi convocada uma concentração às 19h30 no centro cívico Iparralde.
Para além disso, anunciaram concentrações de apoio aos oito jovens independentistas que se encontram encerrados em Izpura desde segunda-feira, dois dos quais são gasteiztarras.
Fonte: Gara

Sete jovens de Lea-Artibai vão a julgamento por um protesto ocorrido há três anos
O caso ocorreu no dia 27 de Dezembro de 2007, quando cerca de 60 jovens entraram no batzoki de Lekeitio (Bizkaia) para protestar contra a repressão. A Ertzaintza apareceu e deteve sete deles: dois markinarras, um de Etxebarri, três de Lekeitio e um ondarruarra.
Agora, três anos volvidos, os jovens vão a julgamento (no dia 1 de Março), e, para denunciar a situação, deram ontem uma conferência de imprensa em Lekeitio, na qual anunciaram a convocatória para uma manifestação solidária na localidade costeira biscainha, a decorrer hoje, 24 de Fevereiro e com início previsto para as 19h30.
Fonte: askatu.org

Jon Anda vai ser posto em liberdade
O jovem Jon Anda foi detido em Gasteiz no final de Novembro de 2009 no âmbito da operação contra os jovens independentistas. Afirmou ter sido torturado enquanto esteve em poder da Guarda Civil. Desde então, permaneceu encarcerado nas prisões de Soto del Real e de Aranjuez.
Sairá em liberdade nas próximas horas, depois de pagar uma fiança de 20 000 euros, segundo fez saber o Movimento pró-Amnistia.
Fonte: Gara

Advogados europeus repudiam a perseguição aos advogados bascos no Estado espanhol
A Associação Europeia de Advogados publicou o seu relatório anual sobre a «situação de perseguição» que os advogados vivem, e denunciam «o acosso» que os advogados bascos sofrem no Estado espanhol. (Gara)

José Afonso - «Era de Noite e Levaram»


Zeca Afonso (Aveiro, 02/08/1929 - Setúbal, 23/02/1987). Tema do álbum Contos Velhos Rumos Novos (1969). Zuentzat, bihotz-bihotzez.

Era de noite e levaram / Era de noite e levaram / Quem nesta cama dormia / Nela dormia, nela dormia
Sua boca amordaçaram / Sua boca amordaçaram / Com panos de seda fria / De seda fria, de seda fria
Era de noite e roubaram / Era de noite e roubaram / O que na casa havia / na casa havia, na casa havia
Só corpos negros ficaram / Só corpos negros ficaram / Dentro da casa vazia / casa vazia, casa vazia
Rosa branca, rosa fria / Rosa branca, rosa fria / Na boca da madrugada / Da madrugada, da madrugada
Hei-de plantar-te um dia / Hei-de plantar-te um dia / Sobre o meu peito queimada / Na madrugada, na madrugada

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Acordo de Gernika dará as boas-vindas aos novos signatários no sábado em Donostia


Os signatários do Acordo de Gernika preparam-se para iniciar a etapa do cumprimento dos acordos, uma vez concluído o ciclo da socialização, que culminará este sábado com a apresentação dos novos signatários.

Cinco meses depois de uma trintena de agentes políticos, sociais e sindicais terem firmado em Gernika o acordo para um cenário de paz e soluções democráticas, no sábado, o frontão Atano, em Donostia, será o palco de um novo passo, o do crescimento, com a integração de novos signatários.

«Concluída também esta fase, que levou o Acordo de Gernika a todas as cidades, aldeias e bairros de Euskal Herria, e com a força dos novos signatários, vamos dar início à etapa definitiva: a do cumprimento dos acordos», anunciaram numa conferência de imprensa ontem em Donostia, no decorrer da qual também salientaram que o seu trabalho visa materializar os postulados do Acordo, que «são exigências claras da maioria da sociedade basca».

Lembraram que nos cinco meses transcorridos desde a sua apresentação, em Gernika, ocorreram movimentos que criaram um novo cenário em Euskal Herria. Referiram, neste contexto, a declaração de cessar-fogo permanente, geral e verificável por parte da ETA, os movimentos por parte de partidos e instituições, que aclararam o seu posicionamento face ao processo, e, «sobretudo, o envolvimento da sociedade basca», que, «sempre que se lhe foi pedido o apoio a este novo cenário político, veio para a rua de forma massiva e exemplar, como no sábado passado».

Nestes cinco meses, o Acordo de Gernika, «plano de acção para a paz definitiva e a verdadeira democracia», superou «os objectivos marcados: o acordo, a apresentação à sociedade e o crescimento». Após o acto do próximo sábado, iniciarão a etapa do seu cumprimento, segundo fizeram saber.
Fonte: Gara

Ver também: «O movimento pelos direitos civis convida 150 pessoas para o fórum sobre "o que devia ser a democracia"» (kaosenlared.net)
O movimento pelos direitos civis de Euskal Herria defende que a cidadania basca seja o «principal protagonista colectivo» da mudança para um estado de «pleno direito e de soluções» através da participação e da mobilização social. Para tal, organizou uma série de debates sobre «o que devia ser a democracia em Euskal Herria», que irá começar já esta sexta-feira em Bilbo, e convocou concentrações para dia 12 de Março nas capitais de Hego Euskal Herria.

Trapos sucios / Roupa suja


Había una vez en Navarra una web que asumió el compromiso de aventar los trapos sucios de esta democracia tan sui generis. Era un altavoz para denunciar las torturas, la guerra sucia, los abusos policiales, la cruel y chantajista política penitencia que se aplica a los presos y presas políticas vascas. Y era también un foco de luz sobre este lodazal en el que navegan nuestros derechos civiles y políticos: ilegalizaciones, pucherazos electorales, prohibiciones de actos, cierre de medios de comunicación, multas, agresiones, vetos, censuras…

Salvando las distancias y el formato, era el wikileaks a la navarra: hablar de lo que otros callan, hurgar en las cloacas del sistema, mostrar lo que nos quieren ocultar, abordar los asuntos reservados, los temas calientes, lo prohibido, lo políticamente incorrecto. Todo esto en un escenario en el que la autoridad acostumbra a cortar las alas a quienes cuestionan la versión oficial. Y claro, todos tenemos la íntima convicción de que los ministros del interior mienten como bellacos, pero lo complicado es decirlo alto y claro, sobre todo cuando decenas de miles de policías y un puñado de jueces estrella pueden caer sobre tu pescuezo y amargarte la vida, o al menos una parte de ella.

Efectivamente, estoy hablando de Apurtu.org. Estoy hablando de Ohiana, Edurne, Koldo y Pitu, sobre quienes lanzaron todo un regimiento militar y una infame campaña de mentiras, los tuvieron cuatro días incomunicados y hace exactamente un mes vivíamos en la incertidumbre de si los estarían torturando. Afortunadamente, en esta ocasión no fue así, más allá de que una detención en estas circunstancias es ya de por sí un maltrato y una agresión injustificable.

Para redondear el atropello, el juez Grande-Marlaska emitió hace unos días un nuevo auto decretando el "bloqueo preventivo" de la web por espacio de cuatro meses, además de la clausura de los canales de video en Youtube, el perfil de Facebook, la cuenta de Yahoo… De hecho, Apurtu.org ha desaparecido de la red, y en estos días irán cayendo el resto de las fichas de la censura. Estamos pues, ante un nuevo cierre “preventivo” de un medio de comunicación, otro altavoz apagado por el griterío ultra de que “todo es ETA”, otro sabotaje al derecho que tenemos todos y todas a informar y ser informadas en un ámbito de libertad de expresión, donde el delito no sea denunciar las torturas sino torturar.

Ante esta situación, la única opción posible es ponerse a trabajar en un nuevo proyecto que ocupe el hueco dejado por el anterior, algo que en el espacio comunicativo vasco ya se ha convertido en ritual, en acto reflejo. Por eso, tras la redada policial, un grupo de periodistas navarros y varios colectivos de comunicación popular decidimos poner en marcha la web ateakireki.com, con la que queremos hacer nuestra aportación para la superación definitiva de todas las situaciones de vulneración de derechos humanos, civiles y políticos que se están produciendo contra ciudadanos y ciudadanas navarras. Y si hay que cuestionar las versiones oficiales y aventar los trapos sucios, pues se hará, aunque ojalá llegue pronto el día en que nos quedemos sin nada de qué hablar.

Para finalizar, quiero añadir otro elemento que me parece importante: aparte e independientemente de sus contenidos, Apurtu.org ha supuesto en Navarra, y me atrevería a decir que en toda Euskal Herria, una auténtica innovación en cuanto al estilo comunicativo, al modo de entender la información, al uso de las nuevas tecnologías. Pitu supo adoptar un modelo que es sin duda el que marca el futuro de esta profesión: aparecía a las ruedas de prensa o a los actos públicos con su moto y su tramoya de hombre orquesta: cámaras de foto y video, trípode, grabadora, portátil, y a la hora siguiente ya estaba toda la información en la web, y al poco colgaba el video. Por eso el proyecto tuvo el éxito que tuvo.

Los principales diarios vascos empezaron a incorporar video-reportajes en sus ediciones digitales varios años después de que lo hiciera Apurtu, que era siempre el medio más rápido a la hora de difundir la información de la que se ocupaba, y el que la ofrecía en más formatos. Pitu nunca pisó una facultad de periodismo, y quizá por eso vio tan claro por dónde venían las nuevas claves: ser pequeño, ser inmediato, ser multimedia, trabajar y comunicar en red. Estaba siempre un paso por delante, y ahora ya se estaba especializando en retransmisiones en directo por Internet.

Por todo esto se lo llevaron, y lo tendrán de rehén hasta que les convenga. ¡Vaya triunfo de la democracia! ¡Vaya pírrica victoria! ¡Qué vergüenza! ¡Cuántos trapos sucios! Pitu askatu!


Sergio LABAYEN, jornalista
Fonte: ateakireki.com

Pitu askatu!

A sede e uma taberna da AEK em Baiona foram atacadas


Lançaram tinta branca a ambos os estabelecimentos, na noite de segunda para terça-feira, na Rua Marengo, no bairro de Baiona Ttipia.
Desconhecidos lançaram tinta branca para a fachada do edifício onde fica a AEK em Baiona, bem como a sua taberna Kalostrape (que é um bar-restaurante e espaço de animação cultural). A sede da AEK fica por cima da taberna, na Marengo karrika, mas não tem acesso pela rua, apenas por um pátio interior. A AEK já apresentou queixa na Polícia.
Não é a primeira vez que a Coordenadora de Euskaldunização e Alfabetização em Baiona é alvo de ataques.
Fonte: Berria e kazeta.info

Ver também: «AEK et un bar basque visés par des actes de "vandalisme"» (SareAntifaxista)

Prosseguem as mobilizações e encontros de apoio aos 8 jovens encerrados em Izpura
Os oito jovens independentistas que, desde segunda-feira, se encontram encerrados na localidade baixo-navarra de Izpura estão a ser alvo de um apoio constante. Depois da massiva conferência de imprensa de segunda-feira em Izpura, cerca de 140 pessoas participaram nessa mesma noite numa concentração em seu apoio. Ontem à tarde, 107 pessoas concentraram-se em Donibane Garazi.
Entretanto, no campus da UPV de Gasteiz anunciaram novas mobilizações de apoio aos oito jovens, sendo que dois deles são da capital alavesa e um outro ali estudava.
Assim, hoje e amanhã darão conferências de imprensa - que hoje se repetirão em Donostia e Zumaia (Gipuzkoa) -, e a partir de hoje haverá concentrações diárias em frente à sede do PSE em Gasteiz. Actos de apoio a estes jovens perseguidos pela sua militância política e contra o mandado europeu de detenção. Com esse discurso, a EH Bai emitiu ontem uma nota de apoio aos jovens, com quem se reunirá amanhã.
Fonte: Gara

«Uma iniciativa colectiva que cristaliza a tomada de consciência da violação de direitos», de Arantxa MANTEROLA (Gara)
«- Espainolak dittuxu?» «- Ez, euskaldunak dittuxu.»

Ongi etorri, Eñaut!

Boas-vindas a Eñaut Aiartzaguena em Iurreta (Durangaldea, Bizkaia). Eñaut saiu recentemente da prisão de Navalcarnero, depois de pagar uma fiança no valor de 50 000 euros. Foi detido no âmbito da grande operação contra a juventude independentista decretada pelo juiz Grande-Marlaska e levada a cabo pela Polícia espanhola e pela Guarda Civil, em a 24 Novembro de 2009, que conduziu à detenção de mais de 35 jovens bascos - muitos dos quais viriam depois a afirmar ter sofrido maus tratos e tortura durante o período em que permaneceram incomunicáveis. [Etxean nahi ditugulako...]

Um carcereiro não pode ter contacto com os presos bascos em Fleury
De acordo com o Movimento pró-Amnistia, o funcionário que não atendeu a mãe de um preso basco que sofreu um ataque de ansiedade naquela prisão, no dia 15 de Janeiro deste ano, não poderá, a partir de agora, ter contacto com os presos bascos ali encarcerados, por decisão da direcção da prisão.
Em virtude do acordo a que chegaram com a direcção de Fleury (perto de Paris), os presos políticos bascos puseram fim ao protesto que tinham empreendido.
O Movimento pró-Amnistia também fez saber que os presos políticos bascos Joseba Fernandez e Mikel Karrera, encarcerados em Poitiers, estiveram na solitária entre os dias 10 e 15 de Fevereiro por terem realizado um protesto no pátio.
Fonte: Berria, askatu.org e askatu.org

Solidariedade com Euskal Herria

Acção de solidariedade com o País Basco num estádio de futebol em Potsdam (Alemanha). Têm mais "sorte" do que em Portugal, onde membros da ASEH viram há algum tempo confiscada uma ikurriña gigante à entrada de um estádio; o argumento: «apologia do terrorismo». Onde é que terão ido buscar tal linguagem!?

Ver: «EHL: "Não trabalhamos por, mas sim com Euskal Herria"» (Gara)
A solidariedade com Euskal Herria alastra como uma mancha de óleo pelo mapa europeu e também americano. No âmbito da quinta semana de Solidariedade Internacional com Euskal Herria, sucedem-se diversos encontros e actos que têm por objectivo a aproximação à realidade deste povo, enviando-lhe uma mensagem clara: «Euskal Herria não caminha só».

Para mais informação sobre acções de solidariedade com Euskal Herria, ver askapena.org

gazteiraultza.info

Araba * E.H.
Já está em marcha o projecto comunicativo da juventude de Araba. Neste projecto informativo haverá lugar para diferentes formas de expressão (rádio, vídeo-activismo, edição, etc.), mas para já queremos apresentar a página em que tudo isto irá estar presente: em breve, o endereço há-de ser www.gazteiraultza.info; por agora, entrem em http://www.gazte-iraultza.tk/.



Notícia completa: SareAntifaxista

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Oito jovens independentistas sobre quem pendem mandados europeus encerram-se em Izpura


Oito jovens independentistas, que correm o risco de ser detidos e extraditados no cumprimento de mandados europeus emitidos pelo Estado espanhol, encontram-se encerrados desde ontem em Izpura, localidade próxima de Donibane Garazi (Nafarroa Beherea), e surgiram acompanhados e apoiados por uma centena de representantes políticos, sindicais e sociais.

Encontram-se nesta situação Aiala Zaldibar, a aguardar a decisão do Tribunal de Cassação, o gasteiztarra Bergoi Madernaz, os donostiarras Salbador e Jazint Ramirez, a bergararra Aitziber Plazaola, o larrabetzuarra Endika Pérez, a portugaluja Irati Tobar e o zumaiarra Beñat Lizeaga.

Numa conferência de imprensa em que surgiram acompanhados por uma centena de agentes políticos, sociais e sindicais, afirmaram que tiveram «mais sorte» que os seus companheiros detidos na operação policial contra a Segi em Outubro, ao escaparem da tortura.

Todos eles reiteraram o seu compromisso com o processo político iniciado em Euskal Herria, tendo salientado que vão continuar a trabalhar.

Os representantes do AB, Batasuna, Askatasuna, Anai Artea, NPA, Solidaires, CDDHPV, Segi e LAB presentes na convocatória disseram que a sua oposição ao mandado europeu de detenção responde à defesa dos direitos civis e políticos. «Não é uma questão de nacionalidade, vai contra os direitos», precisaram.

Pediram às pessoas que apoiem os jovens participando nas mobilizações que se realizarão diariamente, às 12h00 e às 19h00, que acorram ao festival que terá lugar em Kanbo no dia 26 e que participem na corrente humana de 3 de Março em Baiona.
Fonte: Gara / Ver também: SareAntifaxista

Vídeo da conferência de imprensa (eus)

«Huit membres de Segi menacés par le mandat d’arrêt européen», Giuliano CAVATERRA (lejpb-EHko_kazeta)

«La denuncia contra la euroorden se hace fuerte en Izpura», de Arantxa MANTEROLA (Gara)

O PP pede rapidez contra o Sortu e a Magistratura do Estado adianta prazos


O Partido Popular continua a pressionar o Governo espanhol para que proceda com a «máxima diligência» na ilegalização do Sortu. Ontem ao meio-dia, a secretária-geral do PP, María Dolores de Cospedal, pediu-lhe que não deixe esgotar os prazos de que as acusações públicas dispõem e, à tarde, a Magistratura do Estado anunciou que iria apresentar a impugnação contra o partido abertzale antes de 4 de Março, quando o podia fazer até 11 desse mês.
Ver: Gara

Ver também:
«Savater "divertiu-se muito" com o "terrorismo"» [notícia e vídeo] (kaosenlared.net)

Entrevista a Beñat, um dos condenados por pertencer à Segi


No âmbito da Semana Internacional de Solidariedade com Euskal Herria em Madrid, conversámos com Beñat, condenado a 6 anos de prisão por pertencer à Segi.
Ver: lahaine.org

Participam vários meios de contra-informação: lahaine.org / insurgente.org / kaosenlared.net / diagonalperiodico.net / masvoces.org
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À parte: nota do Movimento pró-Amnistia traduzida em Boltxe Kolektiboa:
«O Estado espanhol mantém activadas todas as frentes da repressão política» (boltxe.info)
Ao longo desta semana, várias cidadãs e cidadãos navarros terão de comparecer na Audiência Nacional espanhola, na sequência de diversos episódios repressivos...

Askapenaren Brigadak 11


Spot da campanha deste ano. Inscrições abertas até 10 de Abril.
Informazio gehiago / Mais informação: www.askapena.org

Gabi, Walter eta Unai askatu! Liberdade para Gabi, Walter e Unai!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A esquerda abertzale oferece colaboração ao EA «para possibilitar a mudança política e social» em Nafarroa

Xanti Kiroga e Marine Pueyo disseram que a esquerda abertzale está disposta a oferecer o seu capital político e humano em prol dessa mudança.

A esquerda abertzale mostrou-se disposta a colaborar com o Eusko Alkartasuna, de forma «honesta e desinteressada», para «possibilitar a mudança política e social» em Nafarroa. Xanti Kiroga e Marine Pueyo leram uma declaração no sábado passado em Iruñea, apoiados por cerca de cem pessoas, na qual se «anuncia à sociedade navarra» que a esquerda abertzale, tendo como objectivo a materialização da mudança em Nafarroa, está disposta a contribuir com todo o seu «capital político e humano».

«Tanto o EA como os demais abertzales e progressistas interessados nesta mudança podem contar com a nossa colaboração honesta e desinteressada», afirmaram Kiroga e Pueyo. Nas suas palavras, o importante agora é juntar ideias e forças, para encontrar um uma solução democrática para o conflito, «para que Nafarroa recupere a soberania perdida, e se torne o coração da pátria livre de todos os bascos».

A esquerda abertzale criticou ainda a atitude do PNV e do Aralar, por ter vetado a sua inclusão na NaBai e ter expulsado o EA da coligação.
Fonte: Berria

Ver também: «La izquierda abertzale pondrá toda su fuerza para impulsar una unidad de acción en el plano electoral» (ezkerabertzalea.info)

«O EA vai promover a colaboração entre abertzales» (Gara)
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Legalização da esquerda abertzale
No sábado, um mar de gente reclamou em Bilbo a legalização da esquerda abertzale

«Bakerantz, legalizazioa» [Para a paz, legalização] foi o lema. Fonte: BilboBranka

Manifestações em Barañain e Atarrabia para exigir a liberdade dos detidos nas últimas operações

Dezenas de pessoas manifestaram-se na sexta-feira em Barañain (Nafarroa) para exigir a libertação dos navarros detidos na operação policial de 17 de Janeiro, em particular a dos conterrâneos Iñigo González e Gorka Mayo.
No dia seguinte, Atarrabia (Nafarroa) foi palco de uma outra manifestação, em que participaram cerca de 250 pessoas, jovens na sua maioria, para exigir a libertação de Eneko Villegas e Iker Moreno, detidos nas últimas operações policiais. Vários destacamentos da Polícia espanhola vigiaram e gravaram em vídeo a mobilização.

Entretanto, na sexta-feira centenas de pessoas participaram nas mobilizações em defesa dos direitos dos presos políticos bascos. Assim, em Iruñea juntaram-se 315 pessoas, 25 em Antzuola, 90 em Lekeitio, 209 em Ondarroa, 60 em Oñati, 36 em Getaria, 49 em Lizarra, 21 em Mundaka, 80 em Lazkao, 50 em Deba, 67 em Bergara, 31 em Agurain, 65 em Andoain, 190 em Zarautz, 75 em Galdakao, 54 em Soraluze, 119 em Algorta, 25 em Baztan, 17 em Lezama, 45 em Arbizu, 240 em Errenteria, 47 em Berriozar, 120 em Bilbo, 22 em Legorreta, 424 em Gasteiz, 35 em Lezo, 18 em Bera e 130 em Zornotza, 15 em Usansolo, 53 em Amurrio, 8 em Gatika, 60 em Urretxu-Zumarraga e 115 em Donostia.

Liberdade recusada
Por outro lado, a Justiça francesa recorreu na quinta-feira da decisão de atribuir a liberdade condicional a Ion Parot, decretada horas antes pelo juiz de Aplicação de Penas. O baionarra, que está há 21 anos preso, continuará encarcerado em Muret.
Entretanto, nesse mesmo dia, Eñaut Aiartzaguena abandonava a prisão de Navalcarnero depois de pagar 50 000 euros. O jovem de Iurreta foi detido em 2009 numa operação contra jovens independentistas.
Por outro lado, Patxi Segurola, que saiu da prisão na terça-feira, depois de um tribunal francês ter indeferido o segundo pedido de extradição emitido contra ele, foi confinado em Autun (Borgonha), a 850 km do país. Segurola não pode sair dessa localidade e tem de se apresentar duas vezes por dia na esquadra.

Multas massivas em Antsoain e pedido de multa para Enparantza
Entre 30 e 40 pessoas que foram identificadas numa concentração em Antsoain (Nafarroa) para protestar contra a operação contra o Ekin, em Setembro, na qual foi detida uma moradora, receberam multas de 450 euros por participar numa mobilização não autorizada. Para além disso, o magistrado do MP solicita 6000 euros de multa, e o juiz mais 8000 euros de fiança, para o advogado Jon Enparantza, por «insultar as Forças de Segurança do Estado» numa conferência de imprensa realizada em Baiona, depois de o corpo sem vida de Jon Anza ter aparecido.
Fonte: Gara, Gara e ateakireki.com / Fotos da manifestação de Barañain: ekinklik.org

«Comparseros» de Bilbo vão depor na AN
Gara eta askatu.org, Bilbo * E.H.
Nove membros das comparsas de Bilbo vão ter depor na Audiência Nacional espanhola, entre esta segunda e terça-feira, sobre diferentes acções levadas a cabo nas Aste Nagusia de 2005, 2006 e 2007.
Os elementos das comparsas lembraram que «as denúncias e ameaças que foram sendo divulgadas estão a ficar sem efeito»; como exemplo disso, referiram a sentença da própria Audiência Nacional que absolveu a Txori Barrote.
«Kaskagorriren aurkako jazarpenak ez du etenik» (askatu.org)
[A perseguição à Kaskagorri não pára]
Fonte: SareAntifaxista

Leituras

«Derecho penitenciario del enemigo», de Francisco LARRAURI, psicólogo

«El legalismo mágico», de Iñaki URDANIBIA, doutor em Filosofia

«Los traductores también piensan», de Alfonso SASTRE, dramaturgo

«Crise capitalista na Europa e processo de libertação basco», de 1 a 3 de Março em Donostia, Bilbo e Iruñea

«Krisi kapitalista Europan eta euskal askapen prozesuan / Crisis capitalista en Europa y proceso de liberación vasco» é o título das três conferências que terão lugar em Donostia, Bilbo e Iruña nos dias 1, 2 e 3 de Março, respectivamente.
Askapena eta Herria Abian * E.H.
Projectamos estas jornadas no âmbito das iniciativas do 3 de Março, como forma de contribuir para o exame e a discussão da crise capitalista que nos impuseram e das alternativas existentes.
- 1 de Março, Donostia, no Koldo Mitxelena às 19h30, Iñaki Gil de San Vicente (esquerda abertzale) e Igor Urrutikoetxea (LAB)
- 2 de Março, Bilbo, na sociedade Errondabide Elkartea (Alde Zaharra) às 19h30, Antxon Mendizabal (professor da UPV-EHU) e Izazkun Guarrotxena (Bilgune Feminista)
- 3 de Março, Iruñea (Errotxapea auzoa), na associação Errotaberri às 19h30, Oskar Matute (Alternatiba) e Aitor Saiz Lasheas (EHK)
Fonte: SareAntifaxista