quarta-feira, 8 de junho de 2011

«A New Beginning?»


Reportagem sobre a libertação de Jose Mari Sagardui, Gatza - e sobre o conflito que Euskal Herria enfrenta -, realizada pelo jornalista David O'Shea e transmitida pela cadeia de TV australiana SBS no programa «Dateline».

Apoio irlandês a uma comissão da verdade para os Sanfermines de 78

Três dos promotores da Comisão da Verdade do Bloody Sunday reuniram-se com os novos vereadores do Bildu, NaBai e Izquierda-Ezkerra para reforçar o pedido de uma investigação sobre os Sanfermines de 78. Insistiram na ideia de que o actual momento político constitui uma nova oportunidade para a criação de uma comissão da verdade em Iruñea ou sobre o massacre de 3 Março em Gasteiz. / Aritz INTXUSTA
VER: Gara

Sanfermines 78: a Comissão da Verdade de Derry dá a conhecer a sua experiência no instituto da Plaza de la Cruz
Fonte: ateakireki.com

Ver também:
«Membros da Comissão da Verdade do Bloody Sunday apoiam uma iniciativa semelhante para os Sanfermines de 78» (ateakireki.com)

Cultura:
«Seis millones para un entierro», de Gloria REKARTE, preso ohia/ex-presa (boltxe.info)

O cabeça-de-lista do PSN em Uharte e um agente da Polícia Nacional, condenados pela agressão a um menor de idade nos Sanfermines de 2010

Koldo García Izaguirre, vereador eleito do PSN em Uharte (Nafarroa), e um polícia nacional foram condenados a uma multa de 60 dias como autores criminalmente responsáveis de um delito de ofensas corporais, por causa da tareia que deram a um menor de idade nas festas de San Fermin do ano passado.

A sentença considera que ficou provado que o jovem, que tinha então 16 anos, entrou no bar Stadium na noite de 11 de Julho para acompanhar a sua namorada, que queria ir à casa de banho. Ali, o polícia nacional agora condenado repreendeu-o por levar uma T-shirt com a inscrição «Independentzia», disse-lhe que «se fosse embora», e «agarrou-o por um braço com força e puxou-o para a rua». Uma vez fora do bar, o polícia espancou o menor, agredindo-o por diversas vezes. Nessa altura interveio o vereador de Uharte, que agarrou o jovem, levando-o pelo ar até à parte de fora do bar Sol, «onde o agarrou pelo pescoço e o espancou». Então, apareceu a Guarda Civil, que levou o menor detido por um alegado delito de «enaltecimento do terrorismo», acusação que foi arquivada posteriormente.

A sentença deita por terra a versão apresentada pelo advogado de defesa dos agressores (Miguel Martínez Falero, vereador da UPN em Antsoain), que sustentava que o menor os tinha provocado com gritos de «Gora ETA», referindo que essa atitude de provocação não foi demonstrada em nenhum momento.
Assim, o militante do PSN e o polícia nacional são condenados à pena máxima possível, no caso, para um delito menor de ofensas corporais.
Fonte: ateakireki.com / Ver também: Gara

Vem aí o «14 juillet» e a Segi lança a sua campanha já em Junho

O grupo de jovens independentistas Segi lançou ontem em Baiona a sua campanha de 2011 relativa à celebração pelo Estado francês do 14 de Julho no País Basco Norte. Depois de ter destacado o modo como os representantes do Estado francês mostraram o seu desprezo o ano passado, em Biarritz, «com um destacamento de forças policiais que visava marcar o domínio do Estado francês sobre o País Basco», os porta-vozes Amaia Elixeri e Txomin Catalogne denunciaram «um modelo opressivo imposto aos povos do mundo», citando como exemplo o adiamento da idade da reforma ou o apoio a ditadores africanos.

Este ano, tendo em vista «essa tal data», a Segi decidiu propor múltiplas actividades, começando já em Junho; a data da «festa nacional» será marcada por uma manifestação, a convocar posteriormente. A 10 de Junho, em Garazi, Xabi Larralde e Xarlo Etxezaharreta darão uma conferência sobre o tema «La doctrine de la 'guerre moderne' de la France, d'un point de vue pratique et théorique». No dia 24 de Junho, no IUT de Baiona, Christine Maynard, Eneko Gorri e Maitena Tikoipe vão falar sobre «L'utilisation de l'éducation pour l'assimilation». / P.M.
Fonte: Lejpb

Ver também: «Segik uztailaren 14aren frantziar ospakizuna salatuko du zonbait ekimen bidez eta baita gogoeta bultzatuz ere» (kazeta.info)

A plataforma EHE faz viver o euskara em Azkaine

A Euskal Herrian Euskaraz (EHE) organiza este sábado, 11 de Junho, em Azkaine (Lapurdi), uma tarde festiva para que os euskaltzales (os que amam a língua basca) se juntem e voltem a dizer «que é possível viver em euskara» e que é fundamental «dar mais um passo» na sua utilização [e acabar com o fatalismo da equação «7 euskalduns + 1 erdaldun = 8 erdalduns» (kazeta.info)]. A jornada será marcada por diversas iniciativas, que incluem um almoço popular (13h00) e concertos musicais, à noite, no gaztetxe Aldaka, com os grupos Izate e Xarma.
Fonte: Lejpb

Ver também: «Besta eta aldarrikapena uztartuz, Euskaraz Bizi Eguna antolatu dute Azkainen» (kazeta.info)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Urizar: «O PNV sabe jogar bem as cartas e o resultado final não é claro»

O secretário-geral do EA e porta-voz do Bildu, Pello Urizar, entende que, depois de o PNV ter anunciado que irá apresentar candidatos a todos os Municípios e Juntas, «o resultado final não fica claro». Em seu entender, os jeltzales «procuram passar parte da sua responsabilidade para outros partidos».

Numa entrevista concedida à Radio Euskadi, Pello Urizar afirmou que, com o anúncio do EBB, «ainda não é claro qual será o resultado final, tanto nas eleições dos autarcas como nas dos deputados gerais».
O Bildu irá observar «a aposta e o compromisso que os outros fazem» e «irá trabalhar» com «todos os que defenderem» a mudança e não o fará «com aqueles que lhe colocarem entraves».

«Estamos a entrar num novo ciclo, em que só as vias políticas e pacíficas serão utilizadas, em que vai haver um posicionamento firme contra qualquer tipo de violência» e, confrontados com um conflito que pesa sobre a sociedade basca e o seu desenvolvimento, «temos de ter a capacidade de o discutir, trabalhando em prol de um cenário de normalização em que possamos falar também de reconciliação», referiu.

Urizar disse ainda que «irá haver mais reuniões» com o PNV, mas deixou o alerta: «se algum acordo de última hora» fechasse a porta à possibilidade de o Bildu governar em Gipuzkoa, «isso seria um erro de dimensões históricas».
Fonte: Gara

Ver também: «Urizar: "Recorrendo à sua sempre bem calculada ambiguidade, o PNV colocou-se à frente da faixa anti-Bildu"» (Gara)
Na foto: Pello Urizar, Amaia Agirresarobe e Martin Garitano no decorrer da conferência de imprensa que o Bildu deu hoje à tarde em Donostia.

Comentário de Juanjo Agirrezabala, deputado do EA (Info7 Irratia)
O deputado do Eusko Alkartasuna, Juanjo Agirrezabala, avalia a decisão tomada pelo PNV de aspirar à governação de todas as instituições. Considera que o PNV «se evade às suas responsabilidades» e «deixa nas mãos do Partido Socialista e do Partido Popular a possibilidade de impedir que o Bildu governe».

«El PNV en la encrucijada de los pactos postelectorales» (boltxe.info)
Editorial do Boltxe Kolektiboa

«Y ahora ¿qué?», de Jesús VALENCIA, educador social (Gara)
Também os partidos bascos enfrentam um dilema crucial. Integram-se na torrente transformadora que desce pelas ladeiras das nossas montanhas? Aumentarão com o seu caudal os regatos soberanistas que vão trazer a paz?

«El significado de la victoria de Bildu», de Iñaki Gil de SAN VICENTE (lahaine.org)
As conclusões são muito claras: o Estado espanhol sai derrotado, Euskal Herria dá um passo muito importante, o povo trabalhador conquista espaços de poder.

Quatro biscainhos acusados de «colaboração com a ETA», absolvidos pelo Supremo Tribunal espanhol por falta de provas

Antes do julgamento, os arguidos, o TAT (Grupo contra a Tortura) e o Movimento pró-Amnistia afirmaram que o julgamento se fundamentava em depoimentos arrancados sob tortura.

O Supremo Tribunal espanhol absolveu os biscainhos Amets Ladislao (Algorta), Ibai Egurrola (Algorta), Xabier Gutiérrez (Leioa) e Marimertxe Alcocer (Algorta), que tinham sido condenados pela Audiência Nacional espanhola a penas de sete e cinco anos de prisão por terem alegadamente ajudado a fugir Aitor Artetxe. Uma outra arguida no processo, Maribel Prieto (Berango), tinha sido absolvida. O Supremo espanhol examinou este caso a 19 de Maio, tendo a sentença absolutória sido dada hoje a conhecer aos implicados.
Ibai Egurrola, Amets Ladislao e Xabier Gutiérrez foram detidos em Irun (Gipuzkoa) pela Guarda Civil a 8 de Dezembro de 2008, enquanto Marimertxe Alcocer e Maribel Prieto foram detidas a 10 de Dezembro em Itzubaltzeta/Erromo e Berango, respectivamente. Todos afirmaram ter sido selvaticamente torturados pela Guarda Civil.
Notícia completa: etengabe

Ver também: «O Supremo absolve quatro condenados por "colaborar com a ETA" por falta de provas» (Gara)

Emitem um mandado europeu contra Fermin Vila pela quinta vez
A Audiência Nacional espanhola emitiu um mandado europeu contra o preso basco Fermin Vila Mitxelena pela quinta vez, que será examinado a 30 do corrente no Tribunal de Belfast. Na segunda-feira que vem, Vila tem uma outra sessão pela frente.
Na semana passada foi julgado em Belfast, por alegada ligação à ETA. Foi ali detido em 24 de Junho de 2010 e, desde então, permanece encarcerado na prisão de Maghaberri (Lisburn, Norte da Irlanda). Em Outubro do ano passado, teve lugar o primeiro julgamento relacionado com um mandado europeu, que o juiz não aprovou.
Os advogados de Vila consideram que ele se encontra detido em função «das suas opiniões políticas». Em Novembro a defesa afirmou que o pedido de extradição da Audiência Nacional se baseava em depoimentos arrancados sob tortura, e o pedido de extradição viola os direitos humanos do arguido. Na semana passada, os advogados Didier Rouget e Bill Bowring também abordaram a violação dos direitos humanos no Estado espanhol; tendo mencionado o regime de incomunicação, a tortura e a dispersão.
Fonte: Berria

Os cidadãos de Altsasu mostram mal-estar com a presença policial
Num texto publicado, diversos cidadãos de Altsasu (Sakana, Nafarroa) denunciaram a repressão exercida recentemente por diferentes corpos policiais. Num texto lançado na página hitzondo.net e em várias tabernas expressam as razões deste mal-estar e apelam à unidade dos cidadãos, de forma a dar a volta à situação.
De acordo com o texto, Altsasu «sempre conheceu a repressão, mas, nos últimos tempos, a situação agravou-se, de tal forma que ela já não é alheia a ninguém. A presença policial é maior e os agentes andam pelas nossas ruas sem qualquer vergonha».
Para confirmar o que dizem, referem alguns dados:
Número de polícias por 1000 habitantes: Espanha: 3,37 / Nafarroa: 6,64 / Altsasu: 10,15

Outros dados do herrialde e da comarca:
Nafarroan: 650 agentes da Polícia Nacional em dois quartéis / 775 agentes da Polícia Municipal / 1100 agentes da Polícia Foral em sete esquadras / 1800 militares da Guarda Civil em 51 quartéis.
Altsasun: 33 agentes da Polícia Foral / 37 militares da Guarda Civil.
Notícia completa: hitzondo.net via askatu.org

Em Bortziriak, marcha de montanha pelos presos e refugiados

No dia 29 de Maio, as localidades da comarca navarra de Bortziriak organizaram uma marcha até ao monte Frain em solidariedade com os presos e os refugiados políticos bascos.
Cada qual tinha o seu lema: o de Arantza era «Isolamendurik ez!» (Não ao isolamento); o de Bera, «Biziarteko zigorrik ez!» (Não à pena perpétua); o de Etxalar, «Iheslariak etxerat!» (Os refugiados para casa); o de Igantzi, «Euskal presoak etxerat!» (os presos bascos para casa); e o de Lesaka, «Iñaki askatu!» (Liberdade para Iñaki) - lema que aludia à situação de um dos filhos da terra, Iñaki Fagoaga, que já cumpriu três quartos da pena e que, como tal, devia estar cá fora.
Por volta do meio-dia, os diferentes grupos alcançaram o cume do monte Frain; ali, decorreu um acto, que começou ao som da txalaparta e prosseguiu com um aurresku em honra dos familiares e amigos dos presos e refugiados da comarca. Depois, um membro do Movimento pró-Amnistia tomou a palavra, para afirmar que a política penitenciária a que os presos políticos bascos são submetidos é a mais perversa, e que a única maneira de acabar com ela é aumentar a pressão popular.
Neste sentido, convidou as pessoas a participarem nas concentrações que a Egin Dezagun Bidea convocou para estas semanas em diversas localidades.
Fonte: ateakireki.com

Ver também: «Habitantes de Aiara apoiam Pablo Gorostiaga em frente aos muros de Herrera» (Gara)

«Kirruli», de Mikel ARIZALETA (boltxe.info)

Ongi etorri caloroso ao ex-preso Xabi de la Maza em Gorliz
Cerca de 200 pessoas participaram no sábado passado, em Gorliz (Bizkaia), no ongi etorri ao jovem Xabi de la Maza.
Na ocasião, para além de Xabi e dos seus pais, que agradeceram todo o apoio recebido durante o tempo de reclusão do filho, fizeram-se representar ainda a koadrila Las Kabras, o movimento juvenil (que pediu apoio para a iniciativa Gazte 1+Ez! / Nem + 1 jovem!) e o Movimento pró-Amnistia.
Este último denunciou o «rapto» sofrido por De la Maza, recordou Aletxu Zobaran e Alfon Etxegarai, encorajou as pessoas a celebrarem o regresso de Xabi e a participarem na manifestação em defesa dos direitos dos presos convocada para o próximo domingo, em Bilbo, com início previsto para as 12h30 no Museu Guggenheim.
De la Maza foi detido em 19 de Dezembro de 2009 e encarcerado dois dias depois por ordem do juiz Fernando Grande-Marlaska, acusado de pertencer à organização juvenil ilegalizada Segi. Depois de ter estado 543 dias preso e a centenas de quilómetros da sua terra, e de ter pago uma fiança de 30 000 euros, foi posto em liberdade no dia 28 de Maio de 2011. Nesse dia, De la Maza teve a primeira recepção calorosa na sua terra.
Fonte: etengabe

Lipdub: solidariedade com os presos em Lekeitio


Fonte: kaosenlared.net
Lipdub gravado em Lekeitio (Bizkaia) em solidariedade com os presos políticos bascos. Os temas musicais são dos Esne Beltza («Bozgorailuetatik») e dos Ume Gaiztuak («Ttipi Ttapa»).
Euskal presoak etxera!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A 1512-2012 Nafarroa Bizirik traz «500 anos de indignação» paras as ruas

A iniciativa 1512-2012 Nafarroa Bizirik realizou em Iruñea um festival com actos festivos e reivindicativos, no decorrer do qual rendeu homenagem a «historiadores [de diferentes gerações] que trabalharam e trabalham na recuperação da história deste povo», sem esquecer os que já faleceram, como Jimeno Jurío, Goinetxe, Goñi Gaztanbide ou Lacarra.
Na homenagem, que teve lugar na Praça de San Francisco, os mais velhos estavam representados por Pedro Esarte Muniain e Tomás Urzainqui; os mais novos, por Idoia Arrieta e Iñaki Sagredo.

Tendo em conta a proximidade do «500.º aniversário da conquista do reino de Navarra pelas tropas castelhano-aragonesas», a iniciativa leu um manifesto em que, entre outras coisas, insiste na necessidade de pedagogia: consideram uma «necessidade e um dever» divulgar que «a conquista de 1512 foi fruto da invasão violenta dos territórios navarros ainda independentes no século XVI e que, consequentemente, este país é, para todos os efeitos, uma colónia espanhola e francesa».
Estão convencidos de que «a maioria» dos navarros não conhece o que se passou há cinco séculos, porque, se o soubesse, «teria uma atitude diferente daquela com que encaram a realidade presente». Abasolo afirmou que as autoridades navarras, que se preparam para comemorar este quinto centenário com as espanholas, põem assim em prática um conhecido axioma: «Quem controlar o passado, controlará o futuro. E quem controla o presente, controla o passado».

Os historiadores homenageados na jornada festiva da capital navarra também tinham coisas importantes para dizer: Urzainqui insistiu na ideia de que a actual situação («a necessidade de independência», «a partição em herrialdes», «as liberdades individuais e colectivas pendentes»...) é uma consequência daquela conquista sangrenta, tendo por isso incitado à recuperação da soberania da «Navarra inteira, de Erronkari a Enkarterriak». Por seu lado, Sagredo evocou a resistência e os valores dos soldados navarros que chegaram a lutar na Britânia ou na Albânia e pediu que se «mantenha esse espírito de querer continuar a ser livres, porque isso jamais nos vão arrebatar».

O Bildu considera, tal como a Nafarroa Bizirik, que aquilo que se passou em 1512 não ser pode entendido como algo passado: «Continuamos a não poder decidir democraticamente se queremos ou não construir um Estado independente», afirmou a deputada eleita Bakartxo Ruiz em declarações relativas a esta jornada. Também se mostra optimista: «Queremos, precisamos de ser livres, soberanos, e sê-lo-emos se formos verdadeiramente capazes de ir juntando forças populares para tornar realidade uma mudança política e social que deposite definitivamente nas mãos dos cidadãos o poder político que um dia nos foi arrebatado pelas armas».

Centenas de pessoas participaram no acto central e reviveram a época com a ajuda de actuações musicais, danças ou visitando a maqueta do castelo de Amaiur, símbolo da resistência navarra.
Fonte: Gara e Gara

Mais fotos: ekinklik.org

Arranca no «campus» de Ibaeta o fechamento dos jovens independentistas detidos a partir de 2007

Cerca de vinte jovens independentistas fecharam-se hoje de manhã no campus universitário de Donostia, para assim denunciarem «a repressão selvática que os jovens deste país sofrem e conseguir responder como povo à criminalização».
Na conferência de imprensa que deram, os jovens lembraram, na primeira pessoa, que desde 2007 «mais de 250 jovens foram detidos, a maioria dos quais sofreram torturas e forram encarcerados».
Lembraram ainda que este mês vai decorrer em Madrid o julgamento de onze jovens de Algorta e quatro de Ipar Euskal Herria; em Julho serão 22 jovens de Oiartzun e Errenteria; e em Outubro serão julgados jovens de Iruñerria (comarca de Pamplona). Referiram também que mais de vinte jovens de Markina, Donostia e Barakaldo aguardam por uma sentença do Supremo Tribunal espanhol.
Conferências e concentrações
Assim sendo, os jovens afirmaram que «cabe a todos os bascos dar uma resposta de acordo com as circunstâncias», e, para tal, fazem um apelo «a jovens, adultos, mulheres e homens para que compareçam» nas diversas mobilizações que convocaram.
Para hoje está marcada uma concentração em frente ao tribunal de Egia (Donostia). Amanhã, terça-feira, haverá uma conferência sobre a tortura na Faculdade de Filosofia do campus de Ibaeta.
Na quarta-feira, dia 8, às 19h00 haverá uma concentração frente à sede do PSOE de Donostia. Na quinta, tem lugar «uma conferência internacionalista» e na sexta-feira levarão a cabo uma mobilização até à prisão de Martutene.
Para concluir este conjunto de iniciativas, no sábado, dia 11, em Usurbil (Gipuzkoa), haverá um acto político às 18h30, seguido de concertos de música.
Fonte: Gara / Foto: topatu.info

A cadeia de televisão australiana SBS passa uma reportagem sobre Gatza
A cadeia de televisão australiana SBS emitiu, no seu programa «Dateline», uma reportagem da autoria do jornalista australiano David O'Shea, que aborda a libertação do preso político basco Jose Mari Sagardui, Gatza, em 13 de Abril último.
O vídeo arranca a bordo do autocarro que partiu de Euskal Herria com destino à prisão espanhola de Jaén, onde Gatza deixou para trás 31 anos de prisão. Centrada na sua libertação, a reportagem audiovisual enquadra-se no contexto político que se vive em Euskal Herria.
É ainda possível ver a grande recepção que milhares de pessoas deram a Gatza em Zornotza e assistir a duas entrevistas: o jornalista australiano entrevista Jose Mari Sagardui e também um ex-preso político irlandês, pertencente ao IRA, que fala sobre a resolução do conflito no Norte da Irlanda e ressalta as semelhanças com o caso de Euskal Herria, bem como os passos a dar nessa direcção.
Fonte: Gara


«KM 0», as faces da dispersão
O projecto Km 0: dispertsioaren hamaika aurpegi foi ontem apresentado ao público no Plateruena Kafe Antzokia, em Durango (Bizkaia). No acto de apresentação foi possível ver e ouvir vídeos, fotografias, a página on-line do projecto, exposições de rua, danças, performances e testemunhos de familiares.
Este projecto é um trabalho em profundidade, realizado com o recurso a textos e fotos de viagens de diversos familiares e amigos de presos políticos bascos, em torno da dispersão política de que estes são alvo.
O trabalho é da responsabilidade do fotógrafo Iosu Trueba, e conta com o apoio da Etxerat.
Fonte: Gara

Ver também: «Diversas expressões para as mil faces da inexprimível dispersão», de Maider EIZMENDI (Gara)
O projecto intitulado Km.0: Las mil caras de la dispersión nasce para aproximar as pessoas da realidade daquelas que, semana após semana, fazem milhares de quilómetros para visitar os seus familiares e amigos; com o objectivo de mostrar o que não se vê ou não se quer ver. As pessoas que no domingo foram a Durango puderam ouvir e quase tocar o sentir desta «injustiça atroz».

Entrevista a Aurore Martin


L'impensable cavale. Entretien avec Aurore... por Mediapart
Fonte: mediapart.fr via ezkerabertzalea.info

Dia da UEMA, em Bergara

Organizado pela Udalerri Euskaldunen Mankomunitatea (UEMA; Mancomunidade de Municípios Euskaldunes/Bascófonos), a Câmara Municipal de Bergara e a associação de euskara Jardun, decorreu no sábado em Bergara o Dia da UEMA, que tinha como lema «Gure hizkuntzak har dezan arnas» (para que a nossa língua respire).

A jornada ficou marcada pelo ambiente de festa, pelas múltiplas iniciativas de índole cultural e recreativa preparadas pelos organizadores e também, naturalmente, pelas intervenções do acto principal, em que tomaram a palavra a autarca de Bergara, Agurne Barruso, e o presidente da UEMA, Jon Bollar.

A UEMA é constituída actualmente por 60 municípios, nos quais mais de 70% da população é bascófona.
Em Gipuzkoa, fazem parte da UEMA Azpeitia, Beizama, Aizarnazabal, Zestoa, Zumaia, Arama, Altzaga, Itsasondo, Gaintza, Zaldibia, Ezkio-Itxaso, Orio, Usurbil, Oiartzun, Aduna, Irura, Anoeta, Elduain, Leaburu-Txarama, Belauntza, Orexa, Gaztelu, Alegia, Ikaztegieta, Amezketa, Baliarrain, Altzo, Orendain, Lizartza, Bergara, Antzuola, Mutriku, Deba e Elgeta.
Em Araba, o município de Aramaio. Na Bizkaia, são membros da UEMA Aulesti, Gizaburuaga, Amoroto, Berriatua, Atxondo, Mallabia, Izurtza, Otxandio, Artea, Gatika, Busturia, Ajangiz e Muxika. Por último, em Nafarroa, os municípios de Araitz, Arantza, Arbizu, Areso, Basaburua, Bera, Etxalar, Etxarri-Aranatz, Goizueta, Larraun, Leitza e Urdiain também pertencem à UEMA.
Notícia completa: Gara / Fotos: Berria

Em Bilbo, milhares em defesa da Escola Pública Basca
No domingo decorreu no Arenal bilbaíno a vigésima edição da Euskal Eskola Publikoaren Jaia, à qual acorreram milhares de pessoas.
No início da festa, os organizadores realçaram o facto de, com esta iniciativa, se reivindicar uma escola pública como «eixo central do sistema educativo», que seja «de qualidade, gratuita, euskaldun, laica e enraizada no povo», e que eduque «sem doutrinação», em «liberdade» e em «igualdade». (Gara)
Fotos: Berria

Centenas de pessoas pedem uma consulta sobre o campo de tiro das Bardenas

Três anos depois do novo acordo que permite ao Exército espanhol utilizar as Bardenas durante mais duas décadas, centenas de pessoas voltaram a caminhar, este domingo, até às instalações militares para expressar o seu repúdio.
A convocatória anual da Assembleia anti-Campo de Tiro incidiu desta vez na exigência de uma consulta com carácter vinculativo sobre o polémico campo de tiro. Tratou-se da 24.ª edição desta marcha. Para além disso, tanto nas Bardenas como em Donostia, não faltaram este fim-de-semana actos em memória de Gladys del Estal, falecida há já 32 anos, assassinada pela Guarda Civil, em Tutera (Nafarroa), no decurso de um protesto antinuclear. Na capital guipuscoana, a Eguzki salientou o facto de que «Gladys tinha razão», em alusão ao que se passou em Fukushima, ao apagão nuclear decretado na Alemanha ou ao referendo que se irá realizar na Sardenha.
Notícia completa: Gara via ateakireki.com

domingo, 5 de junho de 2011

«La poesía no canta en vano»

Comprendí que mi misión humana no era otra que agregarme a la extensa fuerza del pueblo organizado, agregarme con sangre y alma, con pasión y esperanza, porque sólo de esa henchida torrentera pueden nacer los cambios necesarios a los escritores y a los pueblos». Pablo Neruda escribió estas palabras en 1971, al recoger el Premio Nobel de Literatura. Recordó a Rimbaud y acabó diciendo que, con la «ardiente paciencia» de la lucha, «la poesía no habrá cantado en vano». Neruda poeta y militante comunista escribió sobre la vida, el amor, las mujeres y, también sobre la opresión y «el tiempo encendido del combate». Dicen que murió en su casa de Isla Negra a los pocos días del golpe militar. Después de 38 años, la justicia chilena ha decido esclarecer lo que todo el mundo pensó y nadie dijo: que Neruda fue asesinado por orden de Pinochet. «Nuestras estrellas primordiales -escribió- son la lucha y la esperanza. Pero no hay lucha ni esperanzas solitarias. Por eso tal vez he llegado hasta aquí con mi poesía y también con mi bandera». ¿Qué sensibilidad especial poseen los poetas hacia la revolución, o la revolución hacia la poesía? ¿Dónde se juntan y se separan? ¿Dónde permanecen? El 7 de junio de 1968, el dirigente de ETA Txabi Etxebarrieta murió acribillado por la Guardia Civil en Benta Aundi. Contra el muro quedó la historia de su militancia, de su compromiso. Pero, como pensaba Neruda, su bandera y su esperanza se hicieron tan grandes como el tiempo de esa poesía, a la que no dejaron ser y todavía vive. «De saber que muero esta noche/ te buscaría locamente/ te auparía sobre mi muerte/ al país donde ha vivido mi amor por ti». 20-2-1966.

Amparo LASHERAS
Fonte: Gara

A defesa dos direitos dos presos bascos, «novamente nas ruas»

Desactivar a doutrina Parot, libertar os presos doentes, acabar com a dispersão e trazer os presos para Euskal Herria, acabar com o isolamento ou deixar em liberdade os presos com três quartos da pena cumprida. É «tempo de trazer» estas exigências «novamente para a praça pública», disse ontem a iniciativa Egin Dezagun Bidea, em Durango, tendo lembrado que de hoje a uma semana haverá uma manifestação nacional e um acto em Bilbo.
A manifestação tem início às 12h30 em frente ao Museu Guggenheim. Depois, no Arenal, haverá músicos, dançarinos, bertsolaris e actores.

«Temos um caminho longo pela frente, para que se atinja uma situação de plena democracia em Euskal Herria e para que, no desenvolvimento de um processo de verdadeiras soluções, os presos e os refugiados políticos possam regressar a casa com inteira liberdade», afirmou a Egin Dezagun Bidea na conferência de imprensa de ontem. «A política penitenciária não pode ser o arsenal para os desejos de perpetuar o cenário de conflito».
Pediram à sociedade basca que comprometa com as suas demandas. Em Janeiro deste ano, uma manifestação em defesa dos direitos dos presos bascos juntou 65 000 pessoas em Bilbo. / Promotores
Fonte: Berria

Ver também:
«A Egin Dezagun Bidea pede um compromisso firme com os direitos dos presos», de Maider EIZMENDI (Gara)

Leituras

«Iguales y diferentes», de Julen ARZUAGA, Giza Eskubideen Behatokia (boltxe.info)
Dizem nos Estados Unidos que, quando um rapaz branco pedala com toda a força na sua bicicleta, é porque experimenta o êxtase da liberdade. Se for um jovem negro a pedalar com essa energia, é porque foge da polícia.

«Getze, cinco siglos de evocaciones perdidas», de Josu SORAUREN, escritor e investigador (boltxe.info)
Então descobrimos que a história que os invasores (castelhanos ou espanhóis, tanto monta…) nos tinham contado não passava de uma série de mentiras, tão humilhantes quanto hediondas…

«Sólo la lucha paga», de Mario ZUBIAGA, professor da UPV-EHU (Gara)
Pensar que estes quarenta anos «não serviram para nada» constitui uma abordagem reaccionária à realidade. Pelo contrário, como nos lembra Tilly, nem um único dos direitos que hoje gozamos, da autonomia territorial às férias pagas, foi conseguido sem lutar. E também não se irão manter no futuro na ausência de uma mobilização política contínua.

«Tamos fadaos», de I. IRIONDO (Gara)
E por isso escolheram determinados títulos, mas havia outros: «A aposta num acordo abertzale ganha 6-1 ao pacto PSE-PP» ou «1 618 720 eleitores não mudariam de atitude nas urnas depois de ver o resultado».

A rede Independentistak encoraja a diáspora a trabalhar pela soberania

O escritor e membro do grupo promotor da Independentistak Floren Aoiz participou numa conferência em Montevideu, no âmbito da ronda de apresentações e reuniões de trabalho que a rede está a levar a cabo no Uruguai e na Argentina.

Aoiz falou aos assistentes sobre a génese e os objectivos da iniciativa, defendendo a conveniência de que Euskal Herria tenha o seu próprio estado, porque, segundo referiu, «apesar de nos terem tentado fazer crer que os estados estavam em vias de extinção, os povos que não têm o seu próprio estado não contam no panorama internacional».

Para a rede, «existem cada vez mais razões para a independência basca, que é um projecto jovem e moderno face aos caducos estados espanhol e francês, que nada podem oferecer aos cidadãos bascos». Por isso, Aoiz insistiu na ideia de que deve ser o povo a decidir livremente o seu futuro.

Esclareceu que a Independentistak não tem uma interpretação única sobre a situação criada em Euskal Herria com o cessar-fogo da ETA, as mudanças nas estratégias políticas e o novo mapa eleitoral e institucional, mas disse que a iniciativa considera que «se está a criar um panorama favorável à reunião dos sectores independentistas numa acção comum».

Aoiz aproveitou para encorajar a diáspora a agir como protagonista nesta nova situação e convidou-a a participar no trabalho em prol da independência, juntando-se a iniciativas como a da citada rede.
Fonte: Gara

Manifestação nacional, 11 de Junho, em Arrasate: AHTrik Ez! Não ao TGV!


Fonte: ateakireki.com
A manifestação foi convocada na terça-feira, em Donostia, pela plataforma de oposição a esta infra-estrutura AHT Gelditu! Elkarlana. Começa às 18h00 em Arrasate (Gipuzkoa) e tem como lema «Tenemos argumentos para parar un tren, AHT gelditzera goaz!».

sábado, 4 de junho de 2011

Aurore Martin anuncia o regresso à vida pública

Depois de permanecer seis meses na clandestinidade, a militante abertzale Aurore Martin anuncia, numa entrevista concedida a Le Journal du Pays Basque, que decidiu regressar à vida pública. Assume que a sua entrega às autoridades espanholas se irá concretizar, que será levada até à Audiência Nacional e que será encarcerada.

«Le temps est venu pour moi de retourner à la vie publique»
La militante abertzale Aurore Martin annonce son retour imminent dans deux entretiens accordés au Journal du Pays Basque et au site Mediapart. L'intégralité de l’interview sera publiée dans l'édition papier de ce week-end, dès demain, samedi.
Depuis qu'elle a décidé, il y a six mois, de ne plus honorer son contrôle judiciaire et de ne plus se montrer publiquement, elle vit cachée. Aurore Martin fait l'objet d'un mandat d'arrêt européen, ordonné par la Justice espagnole et validé par la Cour de cassation française, en décembre dernier. En cas d’arrestation, la militante de Batasuna sera livrée aux autorités espagnoles dans un délai de dix jours. Elle risque une peine de douze ans d'emprisonnement dans l’Etat espagnol pour avoir participé à une conférence de presse à Iruñea, un meeting dans la même ville et une réunion en Araba.

[Excertos da entrevista que Le Journal du Pays Basque publicará hoje na sua edição em papel.]

"Mon absence a une forte signification politique. Elle reflète mon engagement, mais aussi la dynamique en faveur des droits civils et politiques."

"Je sais que la procédure va être menée jusqu’au bout, que je vais passer devant l’Audiencia Nacional et j’ai intégré que je vais être incarcérée. Je dis ‘intégré’ car on ne peut pas accepter cela. Je risque 12 ans de prison."

"Derrière ces huit ans d’illégalisation de la gauche abertzale, il y avait tout simplement une volonté de réduire à néant un projet politique. Pourquoi ? Parce que c’est un projet cohérent, réalisable, qui bénéficie de l’appui de citoyens."

"L’Etat espagnol ne mettrait pas toute cette stratégie en marche si nous ne représentions qu’une minorité."

"Nous vivons dans des rythmes différents au Pays Basque Nord et au Pays Basque Sud, mais la volonté de criminalisation est la même des deux côtés."

"Je ne dis pas qu’en acceptant mon mandat d’arrêt européen la France illégalise Batasuna, mais elle franchit un nouveau pas. Elle m’empêche d’avoir des activités politiques, sinon je ne me cacherais pas."

 "Nous, nous savons que la France est partie prenante dans le conflit, qu’elle devra être un partenaire dans la résolution de celui-ci."

 "La France va certainement renforcer la répression à l’avenir. Car chaque avancée de notre part est suivie de répression. Au Pays Basque Nord, nous sommes sur la bonne voie, nous sommes en train de construire nos propres outils, notre pays."

"Le document Zutik Euskal Herria produit par la gauche abertzale dit simplement que l’Etat français est un acteur du conflit et qu’un jour il devra l’accepter. Il devra accepter que le Pays Basque existe et qu’il est temps de s’asseoir autour d’une table."

"Les personnes qui m’ont soutenue ont comme point commun la défense des droits fondamentaux. Ils savent que mon cas peut être un précédent."

"En revanche, je n’accepte pas que ma nationalité soit utilisée comme un argument dans ma défense. Un Argentin ou un individu d’un pays quelconque n’aurait pas les mêmes droits que nous?"
Fonte: Lejpb

Excertos traduzidos para castelhano, no Gara.

Abordagem da entrevista em euskara, no Berria.