quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Julgamento: «A única sentença justa é a absolvição», afirmam os arguidos à porta da AN

«A única sentença justa é a absolvição». Foi esta a ideia principal lançada por Karmelo Landa em nome dos 36 arguidos no processo contra a direcção de HB, EH e Batasuna à porta da Audiência Nacional espanhola antes do início do julgamento, esta quinta-feira.

À porta do tribunal especial, os arguidos efectuaram declarações conjuntas com os jovens independentistas que também estão a ser julgados na Audiência Nacional. Destacaram o «anacronismo» de ambos os processos.

«Alguém terá de explicar a inusitada intensidade deste tipo de julgamentos esta semana», disse Landa, referindo-se também ao macro-processo contra o movimento juvenil basco, cujas primeiras três sessões decorreram esta semana.

«Em 2009 a ONU disse que, nestes casos em que há actividade política legítima, não existe sanção penal», argumentou, para recordar que ontem mesmo a plataforma «Sumario 35/02» compareceu no Parlamento de Gasteiz para divulgar o relatório elaborado por um grupo de especialistas, no qual se revela a «natureza política» do julgamento.

Antes de abordar as questões jurídicas, o porta-voz dos arguidos recordou Jon Idigoras, histórico militante abertzale que também foi imputado por Baltasar Garzón neste processo, tendo falecido em 2005.

«Existe um elemento enganador, tenta-se infiltrar a lei dos partidos no âmbito penal», denunciou Landa. Convém recordar que esta lei, aprovada em 2002 na sequência do «pacto pelas liberdades e contra o terrorismo» firmado por PP e PSOE, constitui uma lei «ad hoc» para ilegalizar o Batasuna, mas não inserida no código penal.

«O único elemento de prova são os depoimentos de polícias que, por arte de magia, se transformam em peritos científicos», sublinhou Landa, que qualificou o processo como um «anacronismo» e sublinhou que 18 dos 36 acusados desempenharam cargos públicos.

«Dá a impressão de que o Governo do PP não assimilou que a esquerda abertzale é legal. Queremos regressar a Euskal Herria para continuar a trabalhar pelo processo de paz», concluiu. Landa e os restantes acusados estiveram acompanhados no exterior da AN por Xabier Mikel Errekondo, Maite Aristegi e Jon Iñarritu, deputados da Amaiur. / Fonte: naiz.info  

Sobre a primeira sessão do julgamento: ver naiz.info e Berria

O preso berangoztarra Jagoba Terrones foi libertado

O preso político basco Jagoba Terrones Arrate, natural de Berango e habitante de Algorta (Uribe Kosta, Bizkaia), foi libertado hoje de manhã, tendo saído da cadeia de Castelló II, onde era aguardado por familiares e amigos, por volta das 11h00. 

Depois dos beijos e dos abraços, o berangoztarra reivindicou a liberdade dos outros presos bascos e pôs-se a caminho de casa, sorridente. Espera-se que chegue a Berango pelas 20h00.

Jagoba foi condenado pela AN espanhola, juntamente com outros sete cidadãos bascos, a oito anos de cadeia, no âmbito do processo contra a Astakasuna e as Gestoras pró-Amnistia; Juan Mari Olano e Julen Zelarain, também julgados neste processo, designado como 33/01, foram condenados a dez anos. Em 2009, o Supremo Tribunal espanhol confirmou todas as penas.
O preso político berangoztarra passou pelas prisões de Basauri e Castelló II. / Fontes: ukberri.net e naiz.info [Ongi etorri!]

Terceiro protesto num mês contra Garzón na Argentina

Pela terceira vez em menos de um mês, membros dos Euskal Herriaren Lagunak e de outros colectivos solidários com a causa basca na Argentina protagonizaram uma acção de protesto contra o antigo magistrado do tribunal especial espanhol.

Nesta ocasião, Garzón ia ser homenageado como «Visitante Ilustre» na cidade de Mar del Plata. No momento em que começou a falar, foi interrompido por internacionalistas, que o acusaram de ser responsável pelo facto de centenas de pessoas terem sido torturadas e encarceradas, com base na sua doutrina de que «tudo é ETA».

Os participantes, que exibiam ikurriñas e fotografias de presos bascos, chamaram «assassino» ao ex-magistrado, avisando-o que «como a los nazis te va a pasar, adonde vayas te iremos a buscar».

Garzón acusou aqueles que participavam no protesto de serem «nazis». «Os intolerantes interrompem estes actos democráticos nos quais todos podem expressar a sua opinião. Oxalá pudéssemos debater e não gritar», disse. Estas palavras ainda acirraram mais os protestos e os gritos de «repressor» e «fascista», segundo divulgaram os Euskal Herriaren Lagunak em comunicado.

«Não é só na Argentina que se protesta contra Garzón, pois na Colômbia organizações indígenas acusam-no de ter sido "colaboracionista" com o governo de Alvaro Uribe Vélez, e na Venezuela militantes chavistas acusam-no de agir em defesa da oposição ligada a Capriles», afirma-se no comunicado.

Na sequência deste protesto, duas homenagens previstas para a tarde foram suspensas. Em Setembro, protestos semelhantes levaram a que Garzón cancelasse a sua participação num colóquio em Buenos Aires e que abandonasse um programa de rádio, também na capital argentina, pela porta das traseiras e escoltado pela Polícia.

Protesto contra Garzón em Mar del Plata Ver: naiz.info / Nota dos EHL, mais informação e fotos: askapena.org

A Seaska acusou o Estado francês de querer matar o euskara

«O Estado quer matar a língua basca», afirmou Paxkal Indo, presidente da Seaska (federação de ikastolas de Iparralde). Cerca de 80 silhuetas de cadáveres foram desenhadas no chão, na rua, em frente à Subprefeitura. Simbolizam a morte das ikastolas «desejada pelo subprefeito», como refere um manifestante escondido atrás de uma caraça com a figura de Patrick Dallennes.

Ontem, às 16h30, algumas dezenas de pessoas (antigos alunos, professores, pais e estudantes de ikastolas) juntaram-se e cortaram o trânsito frente à Subprefeitura de Baiona para protestar contra as intenções do prefeito do departamento dos Pirinéus Atlânticos, Pierre-André Durand, e do subprefeito. / Mais informação: Lejpb

Atilio A. Boron: «The Obama regime»

Em resultado desta gigantesca operação de falsificação da linguagem, o estado norte-americano é concebido como uma «administração», ou seja, uma organização que em função de regras e normas claramente estabelecidas gere a coisa pública com transparência, imparcialidade e apego ao mandato da lei. Na realidade, [...] são um «estado canalha» que viola como nenhum outro a legalidade internacional bem como alguns dos mais importantes direitos e leis do seu próprio país. (resistir.info)  

«Santos no tiene voluntad de paz», de Horacio DUQUE (lahaine.org)
Santos le apuesta al fracaso de la paz por causas politiqueras y será su error, como lo fue el del señor Pastrana en el 2000. Las masas populares, la multitud debe proyectar nuevos espacios de movilización popular que se propongan hacer irreversible la paz con justicia social.  
«Skeletor vs Iruñea», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
un miembro de las fuerzas de ocupación española que participaba en el operativo armado contra el muro popular para detener al joven vasco Luis Goñi y agrandar la lista de presos políticos portaba una capucha pintada con una calavera blanca. No podían haber escogido un mejor símbolo para llevar a cabo las cobardes y miserables intenciones del estado.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Julgamento: denúncias graves de torturas e defesa do trabalho político marcam terceira sessão

Tal como as sessões anteriores, a de hoje ficou marcada por vários testemunhos de maus-tratos exercidos nas esquadras. A AN espanhola emitiu uma ordem de detenção contra os quatro jovens que não se apresentaram ao julgamento: Irati Mujika, Idoia Iragorri, Unai Ruiz e Goizane Pinedo, que tornaram pública a sua decisão num vídeo. O julgamento prossegue no dia 24 deste mês.
O primeiro a depor hoje foi Carlos Renedo, que defendeu que, para mudar a realidade, é preciso haver compromisso e luta. Afirmou: «Aqui está uma juventude comprometida. Somos o futuro de Euskal Herria».  

Zuriñe Gojenola começou a sua intervenção em euskara mas teve de passar para castelhano, devido à má tradução. «Sou militante política há muitos anos e continuo a sê-lo: encontrar-me-ão nas mobilizações contra a reforma das pensões de Madrid, a favor dos presos políticos, no feminismo, no ecologismo», disse. Referiu-se também à sua ida para Roma, onde foi detida, para evitar ser torturada.

Jon Liguerzana afirmou, tal como os seus companheiros, que está a ser julgado pela sua militância política e que as declarações policiais foram efectuadas sob tortura.

Néstor Silva disse que, quando não há denúncia de tortura, não há declarações de culpa, e contou que a Polícia o obrigou a aprender a declaração «ao estalo». Afirmou também: «Estamos a ser julgados pela nossa militância política».

Jagoba Apaolaza também realçou os maus-tratos sofridos na esquadra. Disse que foi constantemente pressionado e que, apesar de se ter recusado a fazer o exame de ADN, o obrigaram. «Se não respondia o que eles queriam, obrigavam-me a pôr-me de gatas, nu. Tinha os braços negros», disse. Apesar de ter denunciado os maus-tratos ao médico forense, a Polícia manteve a mesma atitude.  

Zumai Olalde, que defendeu a sua militância política, também denunciou torturas físicas e psicológicas, tal como Amaia Elkano. Esta jovem quis depor perante o juiz, mas este não a intimou. Depois, viria a ser detida, por ordem judicial, sendo torturada pela Polícia, segundo denunciou.

Passou-se o mesmo com Garbiñe Urra, que foi detida mesmo depois de ter tentado depor, por duas vezes, na presença de Fernando Grande-Marlaska. «A viagem para Madrid foi bastante calma. Ali, fiquei bastante nervosa; ouvia os gritos dos outros». Nos calabouços, «gritavam comigo, ameaçavam-me, apalpavam-me» e, «como não respondia, davam-me com mais força. No segundo dia, começaram com o saco». Apresentou queixa em tribunal.

Itxaso Torregrosa afirmou que se está a julgar a sua militância política e que este julgamento está «a mais» neste tempo. Disse também que, quando foi detida, estava a convalescer de uma operação, numa «situação delicada», e que, apesar disso, ficou incomunicável e sofreu «ameaças, coacções e insultos». Chegou a perder os sentidos.
Oier Zuñiga também denunciou as torturas a que foi submetido. «Obrigaram-me a fazer flexões e abdominais. Quando me cansava, tinha de continuar. Um polícia corpulento sentava-se em cima de mim. Batiam-me na cabeça com uma espécie de lista telefónica. Davam-me pontapés nos testículos. Tudo com insultos», disse. Também lhe aplicaram o tormento conhecido como o saco. «Apertaram-no até ficar sem ar, tiraram-mo. Voltaram-mo a pôr», disse.

Fermín Martínez Lakunza disse que era «um militante da EAE/ANV» e que «isto é um julgamento contra a nossa militância política». Disse também que, depois da operação contra os jovens independentistas e após a detenção de Ainara Bakedano às portas da AN espanhola, decidiu ir para Itália.

Artzai Santesteban foi o último a depor. Disse que foi para Itália para tornar pública a sua situação e recordou que o MP retirou, por duas vezes, as acusações contra ele relacionadas com acções de kale borroka. / Ver: naiz.info e Berria  

AMANHÃ COMEÇA JULGAMENTO DO BATASUNA, PARA «CONDENAR TODO UM POVO»
Numa conferência de imprensa ontem em Donostia, Floren Aoiz afirmou que o macro-processo 35/02 é «um processo geral contra a actividade político-institucional da esquerda abertzale», com o qual se pretende «julgar e condenar todo um povo». 36 pessoas vão sentar-se no banco dos réus. No próximo dia 26 haverá uma manifestação de protesto, em Bilbo, contra este julgamento e o de 40 jovens independentistas, que começou esta segunda-feira. / Mais informação: naiz.info

Funcionários agridem presos Urko Labaka e Xabi Aranburu na prisão de Lyon

Os presos políticos Urko Labaka (Donostia) e Xabier Aranburu (Ondarru) foram agredidos com violência pelos funcionários da prisão de Lyon-Corbas, no Estado francês, segundo divulgou a Etxerat numa nota.

A associação de familiares e amigos dos presos políticos bascos afirma que os factos ocorreram no dia 10 de Outubro: por volta das dez manhã «os responsáveis da prisão entraram nas celas de Labaka e Aranburu, juntamente com funcionários antimotim. Levaram-nos até às celas de castigo suspensos no ar e de rastos, dando-lhes pontapés, fazendo com que as suas cabeças e joelhos batessem nas escadas, de forma bastante agressiva». Como o caminho até às celas de castigo era comprido, quando chegaram «sangravam da boca, quase não tinham roupa e apresentavam ferimentos nas costas e nos pulsos».

Esta agressão surge na sequência dos protestos que os três presos políticos bascos nesta prisão levam a cabo há meses para que os seus direitos sejam respeitados. Por exemplo, em Setembro deixaram de poder realizar actividades como o futebol ou o ginásio, que são a única hipótese que têm de poder sair das celas para além das duas saídas para o pátio de uma hora e meia; assim, decidiram realizar concentrações de protesto, e isso «gerou inquietação no seio dos funcionários», de tal forma que um deles «tentou agredir um dos presos políticos bascos; um outro funcionário teve de proteger o preso».

Por estas acções, no dia 9 foram sancionados com oito dias nas celas de castigo; no dia seguinte, Labaka e Aranburu foram então maltratados. No final da nota, a Etxerat sublinha que «esta situação inadmissível, que afecta centenas de famílias, tem de acabar; cada vez que recebemos notícias destas, mergulhamos na tristeza e na ansiedade». / Ver: naiz.info e etxerat.info (eus / cas)

LAB: sobre o «impacto da reforma laboral e da redução na protecção ao desemprego na pobreza»

O sindicato LAB apresentou um relatório sobre «Políticas de Empobrecimento em Euskal Herria». Declarações da secretária-geral, Ainhoa Etxaide
Arretaz entzun! Ouvir com atenção.  

Relatório do LAB: «POLÍTICAS DE EMPOBRECIMIENTO EN EUSKAL HERRIA: Impacto de la aplicación de la reforma laboral y los recortes en los sistemas de protección del desempleo en la pobreza» (labsindikatua.org)

«Sem incidentes», um vídeo para desmontar a versão da delegada espanhola em Nafarroa

Um vídeo para desmontar a versão oficial, que fala de uma operação policial «sem incidentes» na Nabarreria, em Iruñea, quando da detenção de Luis Goñi. A delegada do Governo espanhol em Nafarroa felicitou a Polícia Nacional «pela detenção de Luis Goñi realizada sem incidentes». A realidade «diz» o contrário. Lotu txakurrak! Prende os cães! / Ver: ateakireki.com

Formalmente acusados e libertados os seis jovens ontem detidos por causa da ikurriña
As seis pessoas ontem detidas em Iruñerria [Comarca de Pamplona] por alegada ligação à exibição de uma ikurriña de grandes dimensões no txupinazo das festas de San Fermin deste ano foram postas em liberdade depois de passarem a noite na esquadra e de hoje serem presentes a um juiz. São acusados de «desordens públicas» e têm de comparecer mensalmente em tribunal. A vereadora do Bildu Patri Perales também prestou declarações, e o juiz comunicou-lhe que não era arguida. (Ver ateakireki.com)

Berri Txarrak - «Zertarako amestu»

Do álbum Jaio.Musika.Hil (2005). A banda é de Lekunberri (Nafarroa).

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Julgamento: segunda sessão também marcada pelos relatos dos maus-tratos sofridos

Decorreu hoje, no tribunal especial espanhol, a segunda sessão do julgamento de 40 jovens independentistas bascos, acusados de pertencer à organização juvenil Segi. Depois de ontem terem deposto dez jovens, hoje depuseram catorze. Faltam doze depoimentos, que têm início amanhã às 10h00. Quatro jovens recusaram-se a comparecer em tribunal. A sessão de hoje ficou marcada, tal como a primeira, pelos relatos de torturas a que os jovens foram submetidos enquanto se encontravam incomunicáveis.

Quase todos os jovens que depuseram hoje - Aitor Liguerzana, Bittor González, Euken Villasante, Mikel Eskiroz, Mikel Ayestaran, Xumai Matxain, Aritz Lopez, Asier Coloma, Eñaut Aiartzaguena, Mikel Totorika, Nahaia Aguado, Xabier De la Maza, Haritz Petralanda e Ibai Esteibarlanda - denunciaram situações de torturas e de maus-tratos no período em que permaneceram incomunicáveis em poder das forças policiais (humilhações, ameaças de vária ordem, pressões, estalos, pontapés, puxões de cabelo, posturas corporais forçadas, etc.).

Alguns deles referiram-se também ao facto de terem sido forçados a aprender as declarações policiais de cor (cuja validade não reconheceram), sob pressão e com ameaças.

Muitos dos arguidos referiram-se ao facto de estarem a ser julgados por «actividades políticas», desenvolvidas de «forma pública». Asier Coloma disse: «Sou uma pessoa comprometida a nível político e social. A presença de todos os que aqui estão fica a dever-se à sua actividade política».

Alguns dos arguidos falaram sobre actividades locais, como Mikel Ayestaran e Xumai Matxain, que deram explicações sobre as assembleias juvenis de Villabona e Zaldibia, turnos nas festas ou o Gazte Akelarre, festival organizado entre as gazte asanbladas da região de Goierri. / Ver: naiz.info e Berria  

ANIMO GAZTEAK! [Gazte Iraultza] Começou ontem na AN espanhola o julgamento de 40 jovens acusados de pertencer à organização juvenil Segi. Foram quase todos detidos numa operação policial em Novembro de 2009 e estiveram em prisão preventiva. Nove deles são de Gasteiz. Neste vídeo, gente da capital alavesa dá-lhes força e coragem. / Ver: gazteiraultza.info 

Várias acções de protesto contra o julgamento e favor da solução (Gara e topatu.info [muitas fotos])

A Polícia espanhola efectuou seis detenções em Iruñea, na sequência da ikurriña gigante no txupinazo

A Polícia espanhola prendeu hoje de manhã seis pessoas em Iruñea, acusando-as de provocar «desordens públicas». Inicialmente, as detenções foram associadas ao «muro popular» construído este domingo na Nabarreria em solidariedade com Luis Goñi. Mais tarde, a Delegação do Governo espanhol em Nafarroa informou que a acção policial estava relacionada com a grande ikurriña que foi pendurada no dia do txupinazo dos sanfermines mesmo em frente à fachada da Câmara Municipal da capital navarra - uma acção que levou a que as festas começassem com vinte minutos de atraso.

Em comunicado, a Delegação confirmou a detenção de seis pessoas por um alegado «crime contra a ordem pública», em virtude dos acontecimentos de 6 de Julho.

As detenções foram efectuadas por polícias à paisana, nalguns casos de «forma violenta». Os detidos são Mikel Valdivielso, Josu Gracia, Xabi Gartzia, Natxo Barriuso, Iñigo Balbas e Iker Garzia.

Ikurriña «zuen aurpegian» 2013ko sanferminetan Em protesto contra as detenções, às 18h00 realizou-se uma conferência de imprensa na Udaletxe Plaza, em Iruñea. / Fonte: naiz.info e ateakireki.com / Vídeo: Detenção de Mikel Valdivielso

Lasa e Zabala, 30 anos: «La cal viva no enterró la guerra sucia»

Aquel 15 de octubre de 1983, hoy hace 30 años, era sábado. Joxean Lasa y Joxi Zabala pasaron el día con familiares y amigos de Tolosa, como muchos otros refugiados. Nunca más les volverían a ver. Aunque muchos detalles sigan sin saberse, cien kilos de cal viva no fueron suficientes para enterrar sus restos para siempre. Su drama queda como símbolo de la brutalidad de la guerra sucia. Naiz ha reconstruido la historia con las actas del juicio celebrado en 1999. / Ramón SOLA / Ler em naiz.info

«¡La lucha sigue!», encontro solidário com Asier Guridi em Caracas

Acto de solidariedade com o refugiado basco Asier Guridi Zaloña (actualmente detido na Venezuela), convocado pela Fundação Pakito Arriaran e que decorreu no passado dia 12 na sala G do Complexo Cultural Teresa Carreño, em Caracas. 

Solidariedade com Asier Guridi [Aporrea] O acto contou com a participação do deportado político Koldo Zurimendi, que leu uma mensagem de agradecimento da parte de Asier Guridi.

Declarações de Freddy Gutiérrez Trejo [Aporrea] Ver: pakitoarriaran.org via boltxe.info

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Julgamento: jovens denunciam torturas e defendem a sua actividade política

Na primeira sessão do julgamento de 40 jovens independentistas, ouviu-se o depoimento de dez deles. Nenhum respondeu às perguntas da Procuradoria nem da acusação particular. Os arguidos, acusados de pertencer à Segi, devem depor até quarta-feira. Depois, a 25, 26 e 27 de Novembro, seguem-se os polícias e guardas civis, e a 9, 10 e 11 de Janeiro depõem as testemunhas de defesa. 
Os jovens chegaram à Audiência Nacional espanhola pouco antes das 10h00, vestindo T-shirts cor-de-laranja com a inscrição «Libre». Antes de entrar no tribunal especial, denunciaram o «anacronismo» deste julgamento quando em Euskal Herria está em marcha um processo de soluções, e sublinharam que vão continuar a trabalhar pela paz. Recordaram Luis Goñi, esperando que não haja mais jovens presos por motivos políticos. A apoiar os jovens, estiveram na AN os deputados da Amaiur Sabino Cuadra e Jon Iñarritu.

Balões cor-de-laranja
Dentro da sala, os jovens encheram balões cor-de-laranja, ao mesmo tempo que faziam ouvir mensagens a favor da solução e reivindicavam a libertação de Luis Goñi. A presidente do tribunal, Manuela Fernández de Prado, mandou-os abandonar a sala. Regressaram depois de os polícias terem rebentado os balões.

Quatro dos arguidos – Irati Mujika, Idoia Iragorri, Unai Ruiz e Goizane Pinedo – não se apresentaram no julgamento, considerando que a AN espanhola não é «ninguém» para julgar cidadãos bascos.  

Depoimentos
A primeira a depor foi Ainara Bakedano, que denunciou as torturas a que foi submetida; afirmou que este processo se limita a julgar uma «actividade política».

Jon Anda relatou as «brutais torturas» a que foi submetido enquanto esteve incomunicável. Afirmou: «Somos acusados pela nossa militância política. É tempo de, entre todos, procurar soluções».

Seguiram-se Jon Ziriza e Gaizka Likona. Este último disse: «Levei a cabo um trabalho radicalmente democrático em prol da libertação de Euskal Herria e da classe trabalhadora». Pediu o repatriamento dos presos bascos e a juíza tirou-lhe a palavra.

Olatz Izagirre também reivindicou o seu trabalho político, afirmando que foi para Lapurdi com medo de ser torturada. Ion Telleria disse que é «generoso» chamar «provas» aos documentos que apresentaram contra eles e que os estão a julgar pela sua «militância política». Realçou o facto de a organização a que os acusam de pertencer já não existir e afirmou: «aqui não há 40 terroristas, há 40 jovens».

Aitziber Arrieta disse: «estamos aqui porque somos jovens independentistas de esquerda e defendemos um novo modelo político, social e económico». Relatou ainda os maus-tratos a que foi submetida, que começaram mal foi levada para fora de casa.

Garazi Rodríguez também afirmou que as acusações que pendem sobre eles se baseiam na tortura e que os estão a julgar pela sua actividade política. Referiu-se às ameaças e vexações sexuais que sofreu: «Estava completamente nua, e ameaçavam violar-me se não começasse a falar».

Maialen Eldua disse que este julgamento não contribui para o processo de paz no País Basco, denunciou o facto de a obrigarem a aprender as declarações policiais de cor, sob ameaça, e relatou como foi maltratada.

Eihar Egaña, o último a depor, também contou como os maus-tratos começaram logo no momento da detenção. Segundo referiu, pararam a caminho de Madrid, e um polícia disse-lhe que tinha «boa pontaria com pistola». Não reconheceu o depoimento policial, tendo afirmado que o assinou sob pressão - «diziam-me que ia ver o que era o inferno».

40 jovens dos quatro herrialdes do Sul
Os 40 jovens julgados são naturais das quatro províncias do País Basco Sul e estão em liberdade depois de terem passado entre um e dois anos em prisão preventiva. Muitos dos detidos na operação policial afirmaram ter sido torturados.

São estes os arguidos: os navarros Irati Mujika, Ainara Bakedano, Amaia Elkano, Garbiñe Urra, Itxaso Torregrosa, Oier Zuñiga, Fermin Martínez, Artzai Santesteban e Jon Ziriza. Os alaveses Jon Anda, Jon Liguerzana, Nestor Silva, Unai Ruiz, Goizane Pinedo, Jagoba Apaolaza, Zumai Olalde, Aitor Liguierzana e Bittor Gonzalez. Os biscainhos Gaizka Likona, Eñaut Aiartzagunea, Mikel Totorika, Nahaia Aguado, Idoia Iragorri, Xabier de la Maza, Haritz Petralanda, Ibai Esteibarlanda, Karlos Renedo e Zuriñe Gojenola. Os guipuscoanos Olatz Izagirre, Ion Telleria, Garazi Rodríguez, Maialen Eldua, Eihar Egaña, Euken Villasante, Mikel Esquiroz, Mikel Ayestaran, Xumai Matxain, Aritz Lopez, Asier Coloma e Aitziber Arrieta. / Ver: Berria e naiz.info [Nota: a tradução baseia-se nas notícias do Berria e do naiz.info; no caso, é importante referi-lo.]

A Polícia interveio na Nabarreria com grande violência e prendeu Luis Goñi

Um enorme dispositivo da Polícia espanhola apareceu na Praça Nabarreria pouco antes da 1h30 e, recorrendo a uma violência desmedida, afastou em poucos minutos as pessoas presentes no muro popular que rodeava Luis Goñi, prendendo-o em seguida. 
A intervenção policial provocou um número indeterminado de feridos, quase todos ligeiros, com hematomas; outros três ficaram com a cabeça aberta.
O alarme soou na Nabarreria à 1h24. A Polícia espanhola vedou os três acessos à praça e interveio de imediato. Luis Goñi, condenado a seis anos de prisão por pertencer à Segi e que ontem voltou a aparecer em público, depois de passar quase três meses escondido, foi detido e levado num carro, no meio de aplausos e gritos de apoio. O jovem foi metido na prisão de Iruñea.
Depois de levar Goñi, a Polícia ainda realizou pelo menos duas cargas, disparando balas borracha, para dispersar quem estava na praça.

Detenção de Luis Goñi na Nabarreria [Argia] Intervenção da Polícia espanhola na Nabarreria [Ateak Ireki] Intervenção da Polícia espanhola na Nabarreria [topatu.info] Ver: naiz.info e ateakireki.com / Mais fotos: detenção de Luis Goñi (ekinklik / Txirudi)  

Leitura: «¿Por qué se han llevado a Luis Goñi?», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Una ley o una imposición queda desactivada independientemente de la represión que pueda desatar si masivamente no es acatada. La conclusión es obvia. Está en manos de la sociedad vasca desestabilizar la ley y hacerla inaplicable.

Sindicatos e colectivos sociais convocam mobilizações contra a reforma das pensões

Os sindicatos ELA e LAB, juntamente com os colectivos que constituem a plataforma Gune, deram hoje uma conferência em Bilbo para denunciar «o roubo» da reforma das pensões do Governo do PP e convocar mobilizações de protesto para este sábado, nas quatro capitais do Sul.

«Queremos dizer alto e claro que existem alternativas reais. Se houver vontade política, podem ser aplicadas outras medidas», sublinharam Muñoz (ELA) e Etxaide (LAB).

Para estes dirigentes sindicais, os governos de Madrid «estão ao serviço» da banca e das companhias de seguros, e para eles «os pensionistas – os de agora e os futuros – não contam como pessoas». «Só contamos quando nos podem tirar dinheiro das pensões para depois pagarem a especulação e as dívidas dos bancos; só contamos quando pagamos a saúde; quando fazemos planos poupança-reforma; quando pagamos lares privados, até ao último cêntimo. São insaciáveis», criticaram.

Pediram às instituições de Hego Euskal Herria que reconheçam as pensões dignas e públicas como um direito fundamental que devem garantir, e fizeram um apelo à participação nas manifestações de dia 19 em Bilbo, Gasteiz, Iruñea e Donostia. / Fontes: naiz.info e LAB / Texto da convocatória (cas / eus)

domingo, 13 de outubro de 2013

Um muro popular defende Luis Goñi na Praça Nabarreria, em Iruñea

Luis Goñi apareceu na Praça Nabarreria, na capital de Euskal Herria, por volta das 14h30, e centenas de pessoas colocaram-se em redor do jovem de Barañain (Iruñerria) para o apoiar e defender.

Vestindo T-shirts cor-de-laranja ou usando ao pescoço lenços dessa cor, centenas de pessoas apoiaram o jovem de Barañain, que se encontra no centro da praça, junto à fonte. Alguns dos participantes acorrentaram-se para dificultar o acesso das Forças de Segurança.

Ao chegar, Goñi foi recebido com aplausos e com uma faixa enorme com a inscrição «Gazte bat gehiago ez!» [Nem mais um jovem!]. Em declarações à Infozazpi Irratia, o jovem de Barañain agradeceu a toda a gente que se solidarizou com a sua situação. Referiu-se também a Xabier Sagardoi, Xapo, que, depois de estar escondido como ele, foi detido há quinze dias. Falando através de um megafone, Goñi dirigiu-se a quem estava na praça para agradecer a sua presença. A praça estava cheia e o ambiente era animado, com tensão à mistura.
Ao início da tarde, havia rumores de que a Polícia se encontrava na Gaztelu plaza, ali perto, e que se preparava para intervir na Nabarreria, o que não veio a acontecer. As pessoas aproveitaram então para recuperar as forças, também com o apoio solidário dos donos de algumas tabernas da zona, que andaram a distribuir sandes.

Também ao início da tarde, pôde-se ouvir vários bertsolaris e cantautores. O muro popular em defesa de Goñi tornou-se um novo Askegunea [espaço livre], a partir do qual se fez um apelo para que mais gente  aparecesse.

Por outro lado, os 40 jovens que amanhã começam a ser julgados no tribunal especial espanhol, no âmbito do processo 26/11, entraram nos autocarros e partiram para Madrid.

Por volta das 18h30, Goñi deu uma conferência de imprensa, em euskara e castelhano. Ao fim da tarde, repetiu-se o apelo - «venha mais gente para Iruñea, para o Askegune da Nabarreria» - e foi divulgada a informação de que a «Assembleia da Nabarreria» tinha decidido preparar-se para passar a noite no local. Pediu-se material diverso e que alguns médicos e enfermeiras se dispusessem a passar ali a noite.
O ambiente continuava animado, com gaiteiros a tocar e uma roda de gente a dançar a Larrain dantza à volta da fonte. / Ver: naiz.info / Fotos: Muro popular em apoio a Luis Goñi na Nabarreria  

MILHARES NA MARCHA DESOBEDIENTE
Apesar das proibições impostas pela Câmara Municipal de Iruñea, milhares de pessoas participaram na marcha desobediente convocada para apoiar Luis Goñi, jovem de Barañain que decidiu esconder-se desde que o Supremo Tribunal confirmou a sua condenação a seis anos de prisão por pertencer à Segi, que lhe fora imposta pela AN espanhola.
A manifestação, que partiu por volta das 12h20 dos cinemas Golem, terminou frente ao Monumento aos Foros, no Passeio de Sarasate, que estava cheio de gente. Goñi tinha anunciado que voltaria a aparecer em público no final da manifestação e a presença policial era bastante significativa. Foi, de resto, uma constante ao longo do dia: polícia e mais polícia, antes e depois da marcha desobediente, nas ruas da capital navarra.  

Declarações de vários participantes na mobilização Ver: naiz.info / Fotos: Marcha desobediente de apoio a Luis Goñi

A Ahaztuak homenageou Periko Solabarria, símbolo da luta da classe trabalhadora

O histórico militante dedicou a homenagem que lhe foi tributada em La Arboleda (Bizkaia) aos jovens da Ernai que, como ele, foram imputados pela Audiência Nacional espanhola e aos presos políticos bascos.

O acto organizado pela Ahaztuak 1936-1977 começou às 11h00 em Triano, zona mineira da comarca biscainha de Meatzaldea onde Periko Solabarria foi padre nos anos mais duros. O historiador Txema Uriarte recordou que nas minas desta comarca nasceu e se desenvolveu o movimento operário basco; ali se realizou a primeira grande greve, em 1890, no decorrer da qual «oito colunas com mil mineiros cada» desceram pelas encostas em manifestação «para reivindicar liberdade e jornadas laborais de oito horas».

A homenagem continuou na Praça de Zugastieta. Margari López, que teve de se refugiar naquela zona «após a entrada dos batalhões fascistas», também foi homenageada.

Estiveram presentes no acto a secretária-geral do LAB, Ainhoa Etxaide, uma trabalhadora da Konecta, Leire Sainz-Ezkerra, o ex-preso político Paul Asensio (entre outros) e Anita Sirgo e Vicente Solis, dois comunistas que trouxeram um abraço solidário dos mineiros da região do Nalón (Astúrias). / Ver: naiz.info e boltxe.info [com fotos] / Sobre a convocatória da Ahaztuak, ver aqui.

Kepa Markez em liberdade, depois de passar 22 anos na cadeia

O ex-preso Kepa Markez del Fresno chegou já ontem de madrugada a Basauri (Bizkaia), depois de, na sexta-feira, a AN espanhola ter decidido não lhe aplicar a doutrina 197/06, conhecida como doutrina Parot. A decisão implicava decretar a sua libertação imediata.  

Chegada de Kepa Markez a Basauri Kepa Markez, que até ao último momento correu o risco de que lhe aplicassem a referida doutrina - por via da qual se procede ao prolongamento artificial da condenação imposta a certos presos, a maioria dos quais presos políticos e bascos -, já tinha passado 22 anos na cadeia, encontrando-se actualmente na de Herrera de la Mancha (Espanha).

Em Julho, o tribunal especial aplicou a doutrina Parot ao preso político Gabriel Urizar, de acordo com a informação recentemente divulgada pela Etxerat. / Fontes: Gara e outras

NÓS-UP e Boltxe: «Galiza Combatiente, una aproximación histórica»

Para empezar con esta serie de aproximaciones a otras luchas y que se conozcan en Euskal Herria hemos empezado por el Día de Galiza Combatente, que se celebrará este 13 de octubre, y para ello hemos pedido a los camaradas de NOS-UP un texto en que se nos pueda dar cuenta de esta fecha, importante para Galiza y su lucha por la liberación nacional y social. [em castelhano e galego: boltxe.info]  

«12 de octubre», de Coordinadora Simón Bolívar (BorrokaGaraiaDa)
En Venezuela debemos hacer esfuerzos por rescatar del olvido, de la censura imperialista y burguesa, y de la alienación como manera de esclavitud mental, y difundir a las nuevas generaciones nuestra verdadera historia de resistencia.

«Passos Coelho: da ambição de poder à vocação para a ditadura», de Miguel URBANO RODRIGUES (ODiario.info)
Os inimigos do povo, encastelados no governo, recolhem os benefícios do conformismo de milhares de portugueses. Contemplar esse bando de políticos tal como é e não como, mascarado, se retrata e exibe, tornou-se hoje uma necessidade.

sábado, 12 de outubro de 2013

Milhares de pessoas nas ruas de Bilbo dizem não à reforma educativa do PP

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Bilbo em protesto contra a nova reforma educativa aprovada pelo Governo espanhol. Diversos agentes que trabalham no sector da Educação, como sindicatos, colectivos e partidos políticos, reclamaram um modelo próprio para Euskal Herria.

A manifestação começou por volta das 17h30 no Sagrado Coração, convocada por diversas organizações ligadas à Educação, que vêem a LOMCE como um retrocesso. Reivindicam o direito a construir um modelo educativo próprio e sem ingerências, no qual, entre outros aspectos, o estatuto do euskara não seja atacado.

Milhares de pessoas responderam à convocatória e participaram nesta acção de protesto, que teve como lema «Euskal Herrian gure hezkuntza eraiki! LOMCEri ez!» [construir a nossa educação em Euskal Herria! Não à Lomce!].

Entre os participantes contavam-se o deputado da Amaiur Xabier Mikel Errekondo; Oskar Matute, Pello Urizar, Rebeka Ubera, Maribi Ugarteburu ou Marian Beitialarrangoitia (EH Bildu); representantes de diversos sindicatos e de associações de ikastolas, de professores e de estudantes, como Ikastolen Elkartea, Ikasle Abertzaleak ou Nafarroako Ikastetxeetako Zuzendarieen Elkartea. Também se viam muitos pais e mães com os seus filhos.

Joxe Mari Auzmendi, antigo professor e coordenador da revista educativa publicada em euskara Hik Hasi, foi o porta-voz dos convocantes, tendo afirmado que a marcha teve três objectivos: primeiro, «mostrar que somos totalmente contra a LOMCE, porque as suas consequências são muito más para as nossas escolas e para o nosso trabalho diário, que vai ser bastante dificultado».

O segundo: pedir aos governos de Lakua e Iruñea «que não apliquem a nova lei e que façam tudo o que for possível para a evitar».

O terceiro: reivindicar «o trabalho que se fez nas últimas décadas em Euskadi para construir uma nova escola, e mostrar que queremos continuar nessa linha».
Para estes grupos, a reforma do PP é «centralizadora, doutrinante, uniformizadora, regressiva segregacionista e elitista». / Ver: naiz.info / Fotos: Marcha contra a «Lei Wert» (Berria / naiz.info)

Ver também: «Milaka lagunek ezezkoa eman diote Bilbon "Wert legeari"» (Berria)

Nagore García, Manu Ugartemendia, Jon Garay: «Ahora somos mar»

Nos habían procesado bajo acusaciones delirantes y nos traíamos la suspensión de las actividades de Herrira bajo el brazo, pero aquello tan grave se volvía secundario, porque lo importante ahora eran todas vuestras gotas. [...] Con este ataque, el Estado español ha descargado su potencia destructiva contra el proyecto de convivencia y futuro de la mayoría, sin darse cuenta de que un terremoto así podría generar la ola perfecta que acelere el camino de vuelta a casa de presos y exiliados. [Também assinam o artigo todos os outros membros do Herrira detidos.] (Gara)  
Entrevista: 
«Herrira superaba frentes, por eso lo ha segado el Estado»
Nagore García e Ibon Meñika se muestran satisfechos por el trabajo realizado durante 19 meses por Herrira, ahora suspendida por la Audiencia Nacional, una decisión que no ha detenido la marea por los derechos humanos de los presos. / Ler entrevista de Agustín Goikoetxea no naiz.info  

Comunicado na sequência do assalto ao Herrira:
EPPK: «Um ataque ao Colectivo e aos que trabalham pela solução do conflito»
O EPPK emitiu um comunicado no qual afirma que a operação contra o Herrira constitui um ataque ao próprio Colectivo de Presos Políticos Bascos, para condicionar a sua linha política, e a quem trabalha pela solução do conflito. Apelida a operação de «fascista» e critica duramente o PNV. / Leitura resumida do Gara e comunicado na íntegra (Gara)

Em Elgoibar exigiu-se a libertação dos condenados no «caso Bateragune»

Membros do Sinn Féin apresentaram o mural que pintaram a favor de Otegi e dos presos políticos bascos na Falls Road, em Belfast (Irlanda), um dia antes do quarto aniversário da operação policial contra Otegi, Miren Zabaleta, Arkaitz Rodríguez, Sonia Jacinto e Rafa Díez. Hoje, uma manifestação reclamou em Elgoibar (Gipuzkoa) a libertação destes cinco condenados no «caso Bateragune».

A mobilização começou na Praça do Município, onde tinha sido colocada uma foto de Arnaldo Otegi, natural desta localidade. À cabeça, seguia uma faixa em que se podia ler «Lau urte bahituta» (quatro anos sequestrados), os nomes dos cinco e uma mensagem a favor da sua libertação.

No decorrer da mobilização, Pernando Barrena, um dos porta-vozes do Sortu, afirmou que a sociedade enfrenta o desafio «de fazer frente às agressões de Madrid» e «prosseguir com o processo de paz e normalização política». / Ver: Berria e naiz.info

O Eleak apresenta «caixa de ferramentas» para criar muros populares contra a violação de direitos

O Eleak apresenta uma série de ideias e estilos para levar a cabo dinâmicas de desobediência civil onde houver pessoas imputadas pela sua actividade política. Txerra Bolinaga fala-nos sobre o conteúdo deste trabalho. / Fonte: ateakireki.com / Mais informação: naiz.info

O sindicato venezuelano UNETE exige a libertação de Asier Guridi

Em comunicado, o sindicato venezuelano UNETE manifesta a sua «preocupação e assombro perante a forma como o Governo da República Bolivariana da Venezuela, nação revolucionária, [...] ajuda nações imperialistas a perseguir e a prender» aqueles que «ergueram a voz e lutaram» contra as práticas assassinas do neoliberalismo capitalista, que mantém «enormes lucros à custa da vida dos humildes».

Referindo-se concretamente ao caso de Asier Guridi - «um revolucionário basco que reside na Venezuela há dez anos» -, à sua situação familiar na Venezuela e às circunstâncias da sua detenção, a 20 de Setembro, a União Nacional de Trabalhadores expressa o seu repúdio pela «atitude hostil do Governo venezuelano contra um lutador do Nobre Povo de Eukal Herria», solicita a sua «libertação imediata» (respeitando os acordos internacionais firmados pelo país sul-americano relativos à protecção dos refugiados políticos) e pede ao presidente Nicolás Maduro «que defina uma posição clara sobre o papel do seu Governo».

«Manifestamos o nosso apoio à família do camarada Asier Guridi, aos cidadãos bascos residentes na Venezuela e aos povos oprimidos do mundo que, com justiça e perseverança, lutam pelo direito à liberdade e à autodeterminação», afirma o sindicato no final da nota. / Ver: askapena.org

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Ataque ao Herrira: Emili Martin e Jon Mintegiaga intimados a depor na AN espanhola

Emili Martin, porta-voz do Herrira em Ipar Euskal Herria, e Jon Mintegiaga, membro do mesmo movimento no Sul, foram intimados pelo juiz Eloy Velasco a depor como acusados no dia 5 de Novembro na Audiência Nazional espanhola, no âmbito da operação político-policial contra o movimento de defesa dos direitos dos presos políticos bascos, no dia 30 do mês passado, que se saldou com a detenção de 18 pessoas (entretanto libertadas) e com a suspensão das actividades do Herrira por dois anos, o encerramento das suas contas bancárias, das páginas de Internet e das contas nas redes sociais.

A situação foi confirmada pelos advogados de Jon Mintegiaga ao kazeta.info. Tal como as 18 pessoas detidas a 30 de Setembro, pendem sobre eles as acusações de «pertença a grupo terrorista», «financiamento» e «enaltecimento do terrorismo».

Jon Mintegiaga encontrava-se na sede do Herrira em Hernani (Gipuzkoa) quando a Guarda Civil lá entrou, mas pôde seguir em liberdade. Emili Martin, porta-voz do Herrira no Norte do País Basco, já então era mencionada no processo judicial formulado pelo juiz Eloy Velasco contra o movimento popular. Ainda não foi notificada oficialmente. / Ver: naiz.info e kazeta.info [Na foto: Emili é a primeira do lado direito.]

AGENTES SOCIAIS reuniram-se em Baiona para denunciar ataque ao Herrira
Agentes sociais de Lapurdi, Nafarroa Beherea e Zuberoa [herrialdes do Norte do país] reuniram-se na terça-feira, 8, em Baiona, convocados pelo Herrira, para discutir a forma «de se constituírem como agentes dinâmicos da defesa dos direitos dos presos e dos refugiados».

Para além de se fazer uma leitura sobre o «ataque» ao Herrira desencadeado pela Audiência Nacional espanhola, na reunião também se debateu as «consequências da proibição das actividades» do movimento popular. Para o Herrira, o mais importante foi o facto de todos concordarem que é preciso «passar das palavras às acções».

Na reunião estiveram: Mattin Olzomendi (festival EHZ), Annie Arroyo e Michel Berger (Comité De Droits de l'Homme du Pays Basque), Eñaut Aramendi (LAB), Laurence Hardouin (associação Cimade), Erregina Dolosor (sindicato CFDT) Jean-François Lefort (Sortu), Christophe Desprez (Ligue de Droits de l'Homme), Maitena Thicoipe e Amaia Fontang (movimento popular Bake Bidea), Muriel Lucantis (Etxerat), Menane Oxandabarratz (Abertzaleen Batasuna) e Sylvie Laplace e Claude Larrieu (Nouveau Parti Anticapitaliste). / Ver: Gara e kazeta.info

A Ahaztuak organiza jornada em defesa da memória histórica democrática e antifascista

A Ahaztuak 1936-1977 vai organizar este domingo, 13, na localidade biscainha de La Arboleda / Zugastieta, o «Oroimenaren Eguna 013 / Dia da Memória 013», que terá como lema «Zuhaitz bereko hostoak» [Folhas da mesma árvore]. É o quinto ano consecutivo em que a associação de vítimas do golpe de estado, da repressão e do regime franquista leva a efeito esta jornada reivindicativa da «memória histórica democrática e antifascista de Euskal Herria e de todas as vítimas do franquismo», na qual exige «o fim da impunidade para todos os crimes cometidos por esse regime e para os seus autores».

Na nota emitida pela associação, destaca-se o facto de, na cerimónia, se honrar a memória e reivindicar o estatuto de lutadores antifascistas de muitas dessas vítimas, «independentemente da organização em que militaram ou da forma de luta utilizada para enfrentar o regime fascista».

Para a Ahaztuak, esta memória «possui também um importante conteúdo de classe, de luta operária e popular por uma divisão justa e equitativa da riqueza, pela melhoria das condições laborais», e, por isso, a escolha de La Arboleda não foi um acaso. Ali «nasceu, em grande medida, o movimento operário biscainho e basco», sendo assim o local indicado para «reivindicar a continuidade dessa luta histórica e da sua memória, num momento em que as condições laborais e sociais que tanto custaram a ganhar - com a luta, com greves, com a prisão, com sangue - nos estão a ser espoliadas sem contemplações», afirma-se na nota.

Periko Solabarria, «histórico e incasável lutador operário», será o convidado de honra numa jornada que contará com um acto de homenagem às pessoas que «foram vítimas da repressão fascista em Euskal Herria e em todo o Estado»; um almoço popular; e um espectáculo musical de Salvador Amor e Gabriel Ortega (apresentarão o seu conhecido trabalho Rojo cancionero y banderas rotas). / Ver: ahaztuak 1936-1977 via boltxe.info

Incidentes com a Guarda Civil na mobilização de apoio do sector metalúrgico à Faurecia-Orkoien

O sindicato LAB convocou para ontem paralisações de duas horas por turno no sector metalúrgico de Iruñerria [Comarca de Pamplona] e uma mobilização que terminou frente à empresa Faurecia, em Orkoien. Tratou-se de uma jornada solidária, em defesa do emprego neste sector e de apoio à reintegração dos trabalhadores/as despedidos/as na Faurecia. A Guarda Civil e a Polícia espanhola tentaram evitar as mobilizações e bateram nalguns manifestantes.

Sector metalúrgico de Iruñerria mobilizou-se pela Faurecia [LAB]  
Declarações de Txelui Moreno na Faurecia [Sortu] Ver: ateakireki.com

Em Altsasu, movimento popular vai pedir às forças repressivas que se vão embora

Amanhã, 12 de Outubro (Dia da Raça, da Hispanidade, da Festa Nacional Espanhola), o Movimento Popular Ospa convida toda a gente a participar na mobilização convocada ao nível da comarca navarra de Sakana e que terá lugar na Praça de Altsasu, às 13h00.

Fartos dos inúmeros controlos, perseguições, multas, detenções, torturas, ameaças..., neste 12 de Outubro «dirão bem alto que não há nada para festejar» e pedirão à Guarda Civil, «que veio fazer a guerra a Euskal Herria», que se vá embora.

O movimento popular considera «fundamental prosseguir com a forma de luta mostrada no Ospa Eguna» [celebrado a 31 de Agosto, com a terra «tomada» pelas forças de ocupação e o povo a reagir com uma enorme dignidade], «para acabar com a repressão que a população tem sofrido nos últimos dias, semanas, anos».

Ospa Sakanatik! Ospa Euskal Herritik!
Bazem de Sakana! Bazem de Euskal Herria!
Fontes: hitzondo.net e SareAntifaxista

Obrint Pas - «El cant dels Maulets»

[Letra]

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Gasteizko Harresia: para coordenar a solidariedade e a luta à política da criminalização e das ilegalizações

Na semana que vem, arrancam na Audiência Nacional espanhola dois grandes processos políticos, no âmbito dos quais serão julgados 76 cidadãos bascos. Dez deles são habitantes de Gasteiz, onde ontem foi apresentada uma nova iniciativa, designada Gasteizko Harresia, para promover, juntar e coordenar a solidariedade e o compromisso de todas as pessoas que rejeitam as políticas de criminalização e das ilegalizações.

Começa na segunda-feira, 14, o julgamento relativo ao processo 26/11, no âmbito do qual a Segi foi ilegalizada e dezenas de jovens foram detidos, ficaram incomunicáveis e foram torturados. Com acusações assentes nos depoimentos arrancados sob tortura enquanto estavam incomunicáveis, quarenta jovens independentistas serão julgados.

Três dias depois, a 17, começam na Audiência Nacional espanhola as sessões relativas ao macro processo 35/02, contra a direcção do Batasuna, Euskal Herritarrok e Herri Batasuna, no âmbito do qual serão julgadas 36 pessoas.

Dez dos 76 arguidos nos dois processos são de Gasteiz: Antton Morcillo, para quem a Procuradoria pede dez anos de prisão (no processo contra a direcção política do HB), e nove jovens envolvidos no processo da Segi, para quem a Procuradoria pede seis anos de prisão: Aitor Liguerzana, Bittor González, Goizane Pinedo, Ion Anda, Jagoba Apaolaza, Jon Liguerzana, Nestor Silva, Unai Ruiz e Zumai Olalde.

«Todas estas pessoas são acusadas por levar a cabo actividades políticas e militantes públicas. Por se organizarem, reunirem, debaterem, convocarem mobilizações ou conferências de imprensa com esta», afirmaram na conferência de imprensa. «Os julgamentos que agora têm lugar são a prova concreta de que no Estado espanhol o exercício de direitos é considerado um crime terrorista».

«Hoje estamos nesta praça porque queremos fazer um apelo aos gasteiztarras para que unam os seus esforços e construam uma muralha popular para fazer frente às medidas de excepção como as que foram aplicadas ao Herri Batasuna ou à Segi, entre muitas outras organizações», afirmaram, realçando a importância da «pressão popular».

Antes de terminar, anunciaram as diversas iniciativas que vão realizar nos próximos dias e pediram a todo os gasteiztarras que participem, este domingo, dia 13, na marcha desobediente e contra os julgamentos políticos que o «muro popular» de Iruñea vai levar a cabo. Em Gasteiz, haverá uma manifestação no dia seguinte, às 19h00, a partir da Babesgabetuen plaza (Praça das Desamparadas). / Ver: Gasteizko Harresia via BorrokaGaraiaDa e gazteiraultza.info  

«Pescadores barbudos» da ikurriña voltam à carga
Os activistas penduraram um lenço cor-de-laranja gigante sobre a Gaztelu Plaza, em Iruñea, fazendo assim um apelo à participação no muro popular (askegune) que este domingo ali terá lugar e mostrando a sua solidariedade a Luis Goñi e Xabier Sagardoi. A Polícia Municipal encarregou-se de retirar o lenço gigante dali. Fonte: ateakireki.com

Sindicatos abertzales pedem às instituições bascas que rejeitem a reforma educativa

Membros dos sindicatos ELA, LAB e STEE-EILAS, bem como de colectivos ligados à Educação, concentraram-se hoje em Bilbo e Iruñea contra a reforma educativa, exibindo faixas com a inscrição «Euskal Herrian gure hezkuntza eraiki. LOMCEri ez» [Construir a nossa Educação em Euskal Herria. Não à LOMCE].

Em declarações aos jornalistas presentes na concentração realizada frente à Subdelegação do Governo espanhol em Bilbo, a representante do STEE-EILAS, Arantza Fernández Garaialde, sublinhou que, com a aprovação da LOMCE no Congresso espanhol, «não começa nem acaba nada».

«Sabemos que estão a aprovar a lei, mas nós vamos continuar a lutar contra ela e instamos cada qual, governos, instituições e partidos políticos, a opor-se à lei no seu respectivo âmbito», disse. Em concreto, os sindicatos exigem aos governos da CAB e de Nafarroa que «recorram a todos os meios possíveis» para evitar a aplicação do projecto educativo do ministro José Ignacio Wert.

Para além de protestarem contra a aprovação da reforma educativa, os participantes nas concentrações fizeram ainda um apelo à participação na manifestação nacional convocada para o próximo sábado na capital biscainha.

A mobilização é organizada pelos sindicatos abertzales juntamente com colectivos ligados à educação, como Ikastolen Elkartea, Ikasle Abertzaleak ou Nafarroako Ikastetxeetako Zuzendarieen Elkartea.

Para estes grupos, a reforma do Governo do PP é «retrógrada, espanhola, doutrinante, elitista e machista». / Ver: naiz.info

AMAIUR protesta no Congresso espanhol
No Congresso espanhol, onde a reforma foi aprovada, o porta-voz da Amaiur, Xabier Mikel Errekondo, afirmou que as forças soberanistas «jamais deixarão que esta lei aberrante» seja imposta a Euskal Herria. «Esta lei cheira a naftalina», disse.

Antes de terminar a sua intervenção, falou em euskara por duas vezes, sendo advertido por isso, e «representou um castigo», esticando os braços para os lados, com um livro em cada uma das mãos. E disse: «É esta a sua Educação, obedecer e calar; se não, castigado como se fazia nas escolas franquistas». / Ver: Amaiur [com vídeo]  

ERNAI critica duramente a reforma educativa do PP
A Ernai criticou de forma veemente a aprovação desta reforma, que considera reaccionária e centralista. Numa nota, a organização juvenil abertzale afirma que a aprovação da Lei Wert, hoje, no Congresso espanhol, constitui um ataque ao ensino público de qualidade, abrindo as portas à sua privatização, e um ataque a Euskal Herria, que não necessita desta reforma educativa. Por isso, faz um apelo à participação na manifestação deste sábado em Bilbo, contra a Lomce e em defesa da construção de um modelo educativo próprio. / Ver: topatu.info

Sabino Cuadra: «Luvas de seda para os GAL, doutrina Parot para os presos bascos. Esta justiça dá náuseas»

O deputado da coligação soberanista basca participa no debate sobre a exaltação do nazismo e recorda ao PP as suas responsabilidades políticas. / Fonte: Amaiur koalizioa

Sindicatos protestam contra as proibições e em defesa da liberdade de expressão

A delegada do Governo espanhol, Sra. Alba, está a ganhar o hábito de proibir mobilizações com a desculpa de que não têm carácter de urgência. Na semana passada, para proibir as concentrações de protesto, convocadas pelos sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE, CGT, CNT, EHNE e HIRU, contra a operação político-policial contra o Herrira, a delegada foi um pouco mais além: não só não eram urgentes como podiam «enaltecer» o terrorismo. Os sindicatos convocantes referem que «a decisão da Sra. Alba é grave, muito grave, pois viola o direito à liberdade de expressão e de manifestação, o que faz lembrar os tempos do franquismo». / Fonte: ateakireki.com e LAB  

Bombeiros navarros, multados por acção na greve geral, voltaram a sair à rua Uma ampla representação de trabalhadores e trabalhadoras da Agência Navarra de Emergências (ANE) respondeu hoje à multa que lhes foi imposta por organizarem uma acção em que juntaram mais de 9000 € para o Banco Alimentar e a Asamblea de Parados y Paradas [associação de desempregados]. A acção referida constituiu uma forma de adesão à última greve geral em Euskal Herria. Como foi considerada ilegal pela Delegação do Governo espanhol e pela Polícia Foral, os aderentes foram multados em 900 €.

Hoje, os trabalhadores da ANE voltaram a sair à rua em protesto contra estes factos e para organizar uma nova recolha de fundos, para pagar a multa. O dinheiro que juntaram para além dos 900 € foi novamente entregue às organizações citadas. / Fonte: LAB e ateakireki.com

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Entrevista sobre a Carta dos Direitos Sociais de Euskal Herria

Entrevista (em euskara e castelhano) sobre a Carta dos Direitos Sociais de Euskal Herria, subscrita por um vasto conjunto de movimentos sociais e sindicatos do País Basco.  

Sobre a Carta dos Direitos Sociais de EH [Herrikolore] Recentemente, os signatários da carta realizaram a sua III Assembleia em Donostia, onde aprovaram o esboço do documento e destacaram a importância das mobilizações para alcançar os seus objectivos. / Mais informação: boltxe.info

Imputados por exibirem a ikurriña nos sanfermines de 2010 denunciam «verdadeiro estado de excepção»

Jovens imputados pela alegada participação na tentativa de mostrar uma ikurriña no txupinazo nos sanfermines de 2010 e para quem a justiça pede elevadas penas de prisão, denunciaram o «medo que a UPN» tem do símbolo nacional basco e a forma como a Polícia Municipal foi utilizada para reprimir quem o defende, «provocando verdadeiros momentos de pânico e tensão» no início das festas.

Numa conferência de imprensa que teve lugar na Gaztelu Plaza, em Iruñea, os jovens criticaram a perseguição que é movida em Nafarroa a um símbolo «que queria representar as liberdades». Por «terem aberto e defendido uma ikurriña nas festas de San Fermin de 2010», treze pessoas serão julgadas a 18 de Novembro, afirmaram, para em seguida denunciar a forma («violenta») como foram agredidos pela Polícia Municipal, cuja actuação provocou diversos feridos.

«Queremos manifestar a nossa solidariedade à pessoa que ficou gravemente ferida», um jovem madrileno atingido por uma garrafa que terá sido atirada contra os agentes da Polícia Municipal que momentos antes tinham carregado na praça e que levavam consigo, apreendida, uma ikurriña gigante.

O Ministério Público pede 33 anos de prisão e 150 000 euros de indemnização para todos; a acusação particular, 160 anos e 350 000 euros. Os acusados sublinharam que a origem do que se passou reside «na resposta da Udaltzaingoa à simples abertura de uma bandeira, a ikurriña».

«É a crua realidade que nos é imposta irresponsavelmente nesta cidade. Perante isto, queremos agir com responsabilidade e manifestar o seguinte: defendemos uma Iruñea que garanta os direitos de todas e todos e, como tal, em que se respeite os símbolos de todos e todas», afirmaram, tendo criticado ainda o facto de na capital navarra esses direitos «não serem respeitados da mesma forma» e «se impor um verdadeiro estado de excepção».

Sublinharam que vão continuar a trabalhar «em prol da convivência» e anunciaram que, nas próximas semanas, se vão reunir com agentes sociais, sindicatos e partidos políticos. Para além disso, convidaram todas as pessoas a participar na concentração que vão realizar dia 26 de Outubro, ao meio-dia, na Udaletxe Plaza. / Ver: ateakireki.com

Luis Goñi volta a aparecer em público este domingo, em Iruñea

Luis Goñi, condenado a seis anos de prisão pela sua militância política pela AN espanhola, está escondido desde Julho, altura em que o Supremo Tribunal confirmou a sentença. Com ele foi também condenado Xabier Sagardoy, entretanto detido pela Guarda Civil (a 29 de Setembro). Hoje, anunciou num vídeo que voltará a aparecer em público no próximo domingo, em Iruñea. No vídeo, divulgado pela Herri Harresia, Goñi considera que os objectivos que o levaram a esconder-se foram «mais que alcançados», pois pretendia «mostrar a situação dos processados e criar condições para poder responder a estas injustiças como povo».

Goñi anuncia ainda que voltará a aparecer em público este domingo em Iruñea. Recorde-se que para este dia foi convocada uma marcha desobediente, que será «o reflexo de todo o trabalho realizado anteriormente», afirma, acrescentando que não participará na mobilização, mas que passará o dia nas ruas da capital navarra. A manifestação tem início às 12h00 nos cinemas Golem. / Ver: naiz.info e ateakireki.com