quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A Etxerat pede que se enviem cartas ao C.P. Sevilha II

Os presos políticos bascos na cadeia de Sevilha II estão já há 18 dias em greve de fome e encerrados nas celas. Numa nota, a Etxerat mostra-se «bastante preocupada com a situação, em virtude das consequências que uma greve de fome pode ter para a saúde» dos seus familiares. «E isso já se faz notar. Alguns dos presos perderam mais de dez quilos, e Urtzi Paul teve que abandonar a greve de fome por problemas nos rins», afirma.

Com esta luta, os presos querem, entre outras coisas, «ter condições de vida dignas e acabar com o isolamento».

Para tentar mudar a situação, expressar solidariedade aos presos e explicar quais são as suas reivindicações, a Etxerat apresenta um modelo de carta [podes vê-la aqui] para ser enviada ao director da cadeia de Sevilha II.

Dados da prisão de Sevilha II:
Teléfono: 955 855 100 (ext 4, secretaría de dirección)
Fax: 955855130
Dirección:
C.P. Sevilla II
Paraje las Mezquitillas. SE-451 km 5,5
41530 Morón de la Frontera (Sevilla) / Fonte: Etxerat via lahaine.org  

ETXERAT elkartetik deialdi hunkitua egin nahi dugu gose greban ari diren presoen alde mobilizatzeko:
Gutunak idatzi kartzelako zuzendaritzari / Gutunak idatzi presoei / Informazioa zabaldu / Datorren asteburuan martxa bat egingo da Sevilla II espetxera / Martxan parte hartu edo ekonomikoki lagundu.

MOBILIZEM-SE pelos presos em greve de fome!
Escrevam à direcção da cadeia / Escrevam aos presos / Divulguem a informação / Este fim-de-semana há uma marcha até à cadeia de Sevilha II / Participem ou dêem uma ajuda económica.

A AN espanhola decreta a libertação de treze presos bascos
O Plenário da Sala Penal da Audiência Nacional espanhola decretou, por unanimidade, a libertação de treze políticos presos bascos a quem tinha sido aplicada a Doutrina Parot e cujos casos analisou hoje. Trata-se de Raúl Ibáñez (cujo caso tinha ficado por analisar na sexta-feira passada) Antxon López Ruiz, Inma Noble, Francisco Lujanbio, Josu Díaz de Heredia, Pello Odriozola, Juan Mari Gabirondo, Kepa Rezabal, Mitxel Turrientes, Jose Felix Zabarte, Maritxu Uzkudun, Gonzalo Rodríguez (presos do EPPK) e Andoni Alza (da chamada «via Nanclares»). Também serão libertados Olga Oliveira (prisioneira dos GRAPO) e um preso comum.

Esta reunião estava prevista para amanhã, mas foi adiantada depois de, na terça-feira, o Supremo espanhol ter acatado a sentença de Estrasburgo e, na sequência disso, a Procuradoria ter defendido ontem a libertação dos presos. / Ver: naiz.info

Zaldieroa e a «marca españa»

ateak ireki - abrir portas / ateak itxi - fechar portas [Zaldieroa, Berria]  

Pitu [Ateak Ireki]: «Antes queimavam livros e agora encerram páginas de Internet»
Menos de 24 horas volvidas sobre a ordem de encerramento da página Ateak Ireki, por parte da Audiência Nacional espanhola, entrevista a um dos seus responsáveis, Miguel Angel Llamas, Pitu. Considerando que «a Audiência Nacional voltou a agir como a Inquisição espanhola», Pitu afirmou que «agora não se queimam livros, agora fecham-se páginas de Internet». (Info7 Irratia)

Jornada de mobilizações solidárias com os «tartalaris», antes da manifestação de sábado

Convocada pelo movimento de desobediência ao TGV Mugitu!, realizou-se esta terça-feira, 12, uma jornada descentralizada de concentrações e acções de protesto contra esta infra-estrutura e de solidariedade com as pessoas processadas pelo lançamento de tartes à presidente do Executivo navarro, Yolanda Barcina. O julgamento tem início na próxima segunda-feira, 18, na AN espanhola.

Um grupo de pessoas de Erribera, Lizarra e Iruñea juntou-se em Cadreita (Nafarroa) para exigir a paralisação imediata e definitiva das obras do TGV. Os participantes no protesto, que foram identificados por várias patrulhas da Polícia Foral, sentaram-se no ramal Cadreita-Castejón durante 35 minutos, parando os trabalhos. [Comunicado da acção de protesto]

Para além disso, ao longo do dia realizaram-se concentrações, kalejiras, entre outras iniciativas, em localidades como Bilbo – apoiada por sindicatos e agentes sociais –, Donostia, Azpeitia, Arruazu, Basauri, Irun, Tolosa e Lezo-Orereta.

Fora das fronteiras de Euskal Herria, foram também convocadas iniciativas contra o julgamento dos tartalaris no Estado espanhol (Saragoça, Mérida, Astúrias e Santander), bem como no Val Susa (Itália) ou Stuttgart (Alemanha).
A culminar esta campanha, este sábado haverá uma manifestação em Iruñea (17h00, a partir do Parque Antoniutti). / Muita informação e fotos: mugitu! e mugitu!

Paralisação dos trabalhos em Cadreita [Mugitu!] AHT gelditzeko!

«¿Qué hacer? de Lenin en Euskal Herria» (texto para debater no Lenin Eguna)

Como sabréis, el próximo día 16, en Otxarkoaga, celebraremos de nuevo el Lenin Eguna y como es costumbre, propondremos un texto para que las y los asistentes puedan debatirlo.
Este año nuestra propuesta es un texto de Petri Recabarren, cuyo titulo es «¿Qué puede aportarnos el ¿Qué hacer? de Lenin?».
Este texto se debatirá también en Gasteiz el día 6 de diciembre a las 10 de la mañana en la Asociación de Vecinos «Gasteiz txiki», Las Escuelas kalea 9 (Alde Zaharra).
Cualquier colectivo o personas que deseen que en su barrio o pueblo se haga el debate, también existiría esa posibilidad, para ello no tiene más que enviar un correo a boltxekolektiboa@gmail.com.
Os invitamos a leerlo, estudiarlo y acudir a Otxarkoaga a debatirlo o a Gasteiz y si no vamos a vuestro pueblo o barrio... (BorrokaGaraiaDa)

«Sobre el Feminismo de clase y el movimiento Comunista», de Yelena NÁJERA (boltxe.info)
El feminismo de clase defiende la lucha por la emancipación de la mujer obrera entendiendo que el machismo es el resultado de todo un sistema de opresión que es el patriarcado.  

«Los presupuestos, instrumento de política económica al servicio del capitalismo», de Elkartzen (lahaine.org)
Sobra dinero para cubrir las necesidades básicas de las personas y hay otra forma de ingresar y repartir la riqueza generada entre todas. Se trata de poner la economía al servicio de la mayoría de la población y democratizarla, ser partícipes y protagonistas activas en las decisiones y su plasmación.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A Audiência Nacional decreta o encerramento da Ateak Ireki

De acordo com a página visada, o tribunal de excepção espanhol baseia-se num relatório da Guarda Civil para relacionar este meio de comunicação com o Herrira e acabar assim com a sua actividade jornalística. A decisão da AN é passível de recurso. O Tribunal mandou também encerrar as páginas www.egindezagunbideadonostia.com, www.etengabe.wordpress.com e zarauzkoherrira.wordpress.com.

A Ateak Ireki poderá ser encerrada pela Audiência Nacional. O tribunal de excepção espanhol fundamenta este novo ataque à liberdade de expressão num relatório da Guarda Civil no qual a instituição armada associa este meio de comunicação ao movimento Herrira, cujas actividades foram suspensas na sequência da operação de 30 de Setembro, em que 18 membros foram detidos.

A Audiência Nacional espanhola publicou um auto no qual se pede a diversas empresas de telecomunicações que impeçam o acesso da Ateak Ireki, e se decreta o encerramento das suas contas nas redes sociais e da própria página.

A decisão judicial é passível de recurso, mas, neste momento, os responsáveis do portal não sabem «se nas próximas horas ou dias a página ou as redes sociais» continuarão a estar operacionais.

Numa primeira avaliação, os membros da Ateak Ireki «denunciam este novo ataque à liberdade de expressão e informação».

Recordam que este projecto nasceu, precisamente, graças ao apoio de dezenas de jornalistas navarros que, depois do encerramento do Apurtu.org (na sequência de uma operação da Guarda Civil, em Janeiro de 2011), «defenderam que meios de comunicação como este tivessem lugar no panorama comunicativo» e que se respeitasse o direito à liberdade de expressão e de informação. Por isso, pensam que «hoje é um dia triste para a democracia em Euskal Herria».

«Mais uma vez, a Audiência Nacional decide o que é que os cidadãos devem ou não ler, ao mais puro estilo da Inquisição espanhola», afirmam. Anunciam que vão fazer frente a «este novo ataque antidemocrático» com a única arma que possuem: «o exercício da liberdade de expressão». / Ver: ateakireki.com e naiz.info  

Ateak Ireki, testemunha dos acontecimentos  
Sobre a operação de detenção de Luis Goñi (16/10/2013) Operação contra o Herrira (Hernani, 30/09/2013) Sobre a Ikurriña e o processamento de jovens que a defenderam em 2010 (9/11/2013) Ver: Berria  

Ver também: «Ateak Ireki: ventana abierta de una sociedad convulsa y combativa» (naiz.info)

[Vídeo] Conferência de Bruno Carvalho em Leioa sobre Portugal

Conferência «Portugal: De la revolución del 25 de Abril de 1974 a la situación actual», na Kurkudi Herriko Taberna (Leioa, Bizkaia), 6/11/2013.

Bruno Carvalho, jornalista e militante de esquerda português, esteve recentemente em Euskal Herria, onde deu duas conferências sobre a actual situação que Portugal atravessa, fruto das políticas neoliberais e antipopulares de diversos governos desde a Revolução dos Cravos. Fonte: boltxe.info

Crónica da conferência contra os julgamentos políticos, em Madrid

No sábado passado, 9, a Plataforma de Madrid Contra los Juicios Políticos a Euskal Herria, apoiada pela Red Solidaria Antirrepresiva, levou a cabo um acto público em Madrid, que foi apresentado pelo actor Carlos Olalla e no qual participaram a advogada Begoña Lalana, Amaia Elkano, jovem arguida no julgamento contra a Segi (processo 26/11), e Floren Aoiz, ex-deputado foral e arguido no julgamento relacionado com o Batasuna, HB e EH (processo 35/02).

Begoña Lalana, a voz mais técnica no acto, falou da pressão mediática que é exercida sobre a opinião pública e que conduz à criação de noções confusas, erradas, dando como exemplo aquilo que rodeou o caso de Inés del Río, que foi posta em liberdade depois de o Tribunal de Estrasburgo ter anulado a Doutrina Parot. Disse que, da parte do sector que mais se opôs a essa libertação, se chegaram a ouvir declarações a defender a saída do Estado espanhol do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Lalana, especialista em Direito Penal, salientou ainda a insegurança jurídica provocada na sociedade devido às constantes alterações no Código Penal, motivadas, muitas vezes, por interesses políticos.

Baseando-se na sua experiência, Amaia Elkano realçou a importância da acção contra estes julgamentos em que os arguidos são acusados pela sua militância política. Falou das torturas que muitos deles sofreram, depois de terem ficado incomunicáveis. A jovem de Nafarroa destacou ainda o trabalho dos muros populares em Euskal Herria, como forma de proteger e reivindicar o direito à militância.

Por seu lado, Floren Aoiz, além de se referir ao processo em que está a ser julgado por questões políticas, também falou de um novo tempo em Euskal Herria, e defendeu um novo paradigma na relação entre as esquerdas, no qual prevaleçam a solidariedade, o respeito e os acordos para travar o processo de involutivo do Estado. / Ver: askapena.org

A Ikurriña em Iruñea: história da negação 5 (Mariné Pueyo)

Quinto capítulo das entrevistas realizadas pela plataforma Iruñea Askatasunez sobre a perseguição que é movida à ikurriña na capital navarra e de Euskal Herria. Neste capítulo, Mariné Pueyo, vereadora de 1991 a 1995 e de 2007 a 2011, fala-nos das situações complicadas que viveu dentro da Câmara Municipal por causa da ikurriña e também da alegria que sentiu ao ver a ikurriña gigante nas festas de San Fermin deste ano. Manifestou ainda a sua solidariedade aos jovens arguidos no processo relacionado com o txupinazo de 2010, tendo qualificado esse julgamento como «político». / Fonte: ateakireki.com

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Greve de fome há 16 dias em Sevilha II, uma das prisões «mais duras» do Estado espanhol

Ontem, realizou-se uma concentração frente à sede do PP em Iruñea para chamar a atenção para a situação dos presos políticos bascos na prisão de Sevilha II, onde iniciaram uma greve de fome no dia 28 de Outubro. Alguns presos comuns também estão a realizar acções de protesto. Juan Mari Etxeberria, preso de Iruñea, já perdeu 8 quilos. A direcção da prisão não deu qualquer passo no sentido de resolver a situação.

Recorde-se que Utzi Paul Larrea (Getxo, Bizkaia) teve de abandonar o protesto por problemas de saúde, segundo noticiou o portal ukberri.net. Assim, mantêm-se em greve de fome Iker Agirre, Gurutz Agirresarobe, Koldo Aparicio, Asier Arzalluz, Juan Mari Etxebarri, Garikoitz Etxeberria, Jesus Goikoetxea, Manuel Gonzalez, Juan Lorenzo Lasa Mitxelena e Roberto Lebrero. Ver: ateakireki.com [Na foto, conferência de imprensa solidária com os presos em greve de fome, ontem, em Lizartza-sem-cowboys-do-PP (Gipuzkoa).]  

O Supremo Tribunal espanhol acata a sentença de Estrasburgo
O Supremo Tribunal aceitou o fim da doutrina 197/2006, depois de decidir, por doze votos contra quatro, que a sentença do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) deve ser aplicada. Decidiu também que devem ser as Audiências Provinciais e a Audiência Nacional, ou seja, os tribunais que decretaram as sentenças, a resolver os recursos relacionados com a aplicação da resolução do TEDH. / Ver: naiz.info

«Tribunal confirma absolvição de quatro pessoas que exibiram fotos de presos na Korrika de 2011» (naiz.info)
O Supremo Tribunal espanhol indeferiu o recurso interposto pela Procuradoria contra a sentença da AN espanhola que em Março deste ano absolveu quatro habitantes de Bergara e Arrasate (comarca de Debagoiena, Gipuzkoa), julgados por exibirem fotos de presos na Korrika de 2011.

Lizarralde (Conselho Nacional do Sortu) afirma que a Guarda Civil o levou para um caminho florestal, onde o interrogou e insultou

Numa conferência que hoje teve lugar em Donostia, o Sortu divulgou mais um capítulo do acosso aos membros da esquerda abertzale. Josu Lizarralde, vereador do município de Oñati (Gipuzkoa) e membro do Conselho Nacional do Sortu, revelou o acosso a que foi submetido pela Guarda Civil há uma semana.

Na terça-feira, 5, quando regressava de uma reunião em Arrasate e se dirigia para Oñati, Lizarralde, que já apresentou duas queixas no Tribunal de Bergara por «acosso policial», foi parado num controlo de estrada da Guarda Civil.

O vereador de Oñati, que esteve acompanhado pelo presidente da Câmara, Mikel Biain, pela também vereadora Maialen Urzelai, e por Pernando Berrana, porta-voz do Sortu, afirmou que o controlo se dirigia expressamente a ele; passou por um primeiro sem problemas e foi parado mais à frente, quando se afastou um pouco da estrada principal.

O «interrogatório ilegal» a Lizarralde foi conduzido por dois de quatro militares que vira afastarem-se. Enquanto um lhe fazia as perguntas, «o outro insultava-o» de múltiplas formas. Para Lizarralde, foi «claro que controlavam todos os seus movimentos»; as perguntas incidiam sobre questões pessoais, sobre a sua actividade política e sobre o movimento que em Oñati quer que as «forças repressivas» se vão embora, disse. Esteve nesta situação cerca de 45 minutos.

O porta-voz do Sortu Pernando Barrena denunciou de forma veemente este caso, que considerou «bastante grave» e um exemplo da «política de excepção do Estado espanhol». Acrescentou que este não é um caso isolado, lembrou o caso recente do dispositivo de espionagem encontrado junto a uma sede da organização juvenil Ernai e afirmou que os controlos para interrogar membros da esquerda abertzale «ilegalmente» aumentaram bastante.
Enviamos uma mensagem clara às forças policiais: «vão-se embora e deixem este país em paz. / Fontes: Berria e naiz.info

«A Guarda Civil levou-me para um caminho florestal, e interrogou-me e insultou-me durante uma hora» [Sortu EH] Euskaraz hemen.

Julgamento de Lander e Aingeru: acções de protesto em Madrid, Turim, Nápoles e Bérgamo

Ontem, enquanto decorria na AN espanhola o julgamento dos militantes bascos Lander Fernández Arrinda e Aingeru Cardano, realizaram-se concentrações e acções de protesto em Madrid, junto à AN espanhola, em Turim, frente ao Consulado espanhol, em diversas praças e pontes de Nápoles, e também em Bérgamo.

Lander foi detido em Roma em Junho de 2012 e extraditado para Espanha em Abril deste ano, ao cabo de 10 meses de prisão domiciliária e de uma longa e intensa campanha de solidariedade do comité «Un caso basco a Roma» e dos EHL (Amigos do País Basco), que denunciaram a perseguição política sofrida pelo jovem bilbaíno e exigiram respeito pelos direitos de todos os presos políticos bascos.

Ontem, uma delegação de activistas do comité «Un caso basco a Roma» concentrou-se frente à Audiência Nacional, em Madrid, em solidariedade com Lander.

Ao mesmo tempo, um grupo de activistas solidários com Euskal Herria realizou uma acção de protesto frente ao Consulado de Espanha em Turim. De acordo com a informação divulgada pelo portal digital Infoaut, «três pessoas entraram no edifício com a intenção de ali pendurar uma faixa e manifestar ao cônsul que na cidade de Turim também se denuncia a política repressiva de Madrid», enquanto no exterior do edifício um grupo de activistas denunciava a situação de Lander distribuindo panfletos e mostrando bandeiras, o que motivou a intervenção «particularmente nervosa» de agentes da Digos e da Polícia, que tentaram levar o material referido.

Pese embora a atitude agressiva dos corpos policiais, os participantes mantiveram-se firmes no local e fizeram ouvir ainda com mais força a solidariedade com Lander, Aingeru e o povo basco na sua luta pela independência e liberdade.
Os três activistas que entraram no consulado com a faixa foram detidos e levados para a esquadra para serem identificados, afirma o mesmo portal.

Em Nápoles, o comité local dos EHL e algumas organizações universitárias denunciaram a situação de Lander e do Colectivo de Presos Políticos Bascos em geral, colocando faixas em diversos pontos da cidade.

Também em Bérgamo os Euskal Herriaren Lagunak locais denunciaram o julgamento de Lander e Aingeru. / Mais informação: askapena.org

«La Memoria», de novo no ar

Primeiro programa de um novo ciclo, emitido na Info7 Irratia e conduzido por Martxelo Álvarez, sobre a memória histórica democrática e antifascista de Euskal Herria e do mundo. Neste programa, para além da nota sobre a independência de Angola, assume destaque a entrevista a Alfredo Grimaldos sobre a questão do fim do franquismo - real ou fictício? - e a chamada «Transição» - de onde e para onde? Como é habitual, há muita música de intervenção, de Quilapayún a Leonard Cohen. A não perder! [Zoixonak!] (Info7 irratia)

Ruper Ordorika - «Emazurtz»

[Cover do tema dos Oskorri. Letra de Gabriel Aresti.] Tema incluído no álbum Azukre koxkorrak (2013).

Sobre o novo álbum de Ruper: «Ruper Ordorika se da "un capricho" y graba la banda sonora de su vida» (boltxe.info)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Urtzi Paul Larrea abandona a greve de fome em Sevilha por problemas de saúde

Os presos políticos bascos na cadeia de Sevilla II estão em greve de fome há 15 dias. Urtzi Paul Larrea, preso de Getxo (Bizkaia) que participou na acção de protesto desde o início, a 28 de Outubro, teve de a abandonar por problemas de saúde.

De acordo com os seus familiares, «estava com 58 quilos. Perdeu 9 quilos e nos últimos dias andava com dores nos rins. Esteve com o médico, que lhe deu antibiótico. Bastante chateado e triste... decidiu abandonar a greve de fome». Amanhã dará início a uma nova forma de protesto, encerrando-se na cela.
Na foto, cerca de 165 pessoas participaram ontem numa manifestação em Algorta (Bizkaia). / Ver: ukberri.net  

Jon Aginagalde foi libertado hoje, depois de passar 29 anos na cadeia
O preso Jon Aginagalde saiu hoje da prisão de Albolote (Granada), depois de o Tribunal de Almeria ter aprovado a sua libertação. Aginagalde, a quem foi aplicada a doutrina Parot (devia ter saído da prisão em Julho de 2010), foi o último a sair dos nove presos cuja libertação o tribunal especial espanhol decretou na sexta-feira passada, na sequência da sentença do Tribunal de Estrasburgo contra a referida doutrina.

Aginagalde não saiu na sexta-feira por estar a cumprir 15 dias de castigo. No sábado, a defesa, alegando que o preso estava ser ilegalmente retido, recorreu para o Tribunal de Granada, mas este passou o caso para o de Almeria (Andaluzia, Espanha), que foi o que o condenou.
Jon Aginalde é donostiarra, tal como Txomin Troitiño, também libertado nesta leva. / Ver: naiz.info e irutxulo.hitza.info

Grande adesão à greve no Lanbide - Serviço Basco de Emprego

Depois da forte adesão à paralisação de uma hora registada há uma semana, hoje a maioria dos centros do Serviço Basco de Emprego encerrou, e, de acordo com os sindicatos, a adesão à greve foi superior a 70%.

Com esta jornada de paralisação, convocada pelos sindicatos ELA e LAB, os trabalhadores do Lanbide prosseguem a luta contra a proposta da direcção do Departamento de Emprego sobre o pessoal, que, segundo enfatizaram, irá resultar na destruição de 200 postos de trabalho, em mudanças de local de trabalho à força e na deterioração das condições de trabalho.

Os sindicatos referem também que, «com o grande desemprego» que existe actualmente, os cortes no pessoal do Lanbide vão piorar «o serviço que é devido aos cidadãos».

De manhã, cerca de cem trabalhadores participaram numa concentração frente aos serviços centrais do Lanbide em Txagorritxu (Gasteiz) e, dali, partiram em manifestação até à sede do Governo de Lakua.

Ainda houve alguma discussão com a Ertzaintza, que não deixou que o acto final da mobilização se realizasse na Rua Donostia, frente à sede governamental, e mandou os manifestantes para o passeio oposto.

Os trabalhadores enviaram ainda um documento em que se incluem as suas exigências ao conselheiro do Departamento de Emprego e Políticas Sociais do Governo de Lakua, e aos directores do Lanbide e da Função Pública. / Ver: LAB e Berria

TGV: activistas do Mugitu! são postos em liberdade, acusados de resistência e desobediência grave

Para amanhã, estão convocadas mobilizações em diversos locais de Euskal Herria e do Estado espanhol. No sábado, 16, a capital navarra será palco de uma grande manifestação de apoio aos tartalaris que vão ser julgados na AN espanhola por terem atirado tartes a Yolanda Barcina.

Os dois membros do Mugitu! Mugimendua (movimento de desobediência anti-TGV) detidos no sábado foram libertados ontem por volta das 12h30, depois de terem sido presentes a um juiz. Recusaram-se a depor e foram acusados do crime de resistência e desobediência grave a agentes da autoridade.

Ambos foram detidos depois de se terem acorrentado aos mastros das bandeiras de Espanha e da União Europeia no Palácio da Deputação de Nafarroa, numa acção de protesto contra o TGV e em solidariedade com as pessoas incriminadas pela referida acção de «entartamento», que serão julgadas a 18 de Novembro e para quem são pedidas penas entre os 5 e os 9 anos de cadeia.

Numa nota, o Mugitu! criticou as condições em que os activistas estiveram detidos: «passaram a noite de sábado nas instalações da Polícia Foral, onde, como é habitual, a luz não se apaga e os detidos têm de dormir no chão de cimento».

Mais mobilizações em EH e no estrangeiro
Amanhã, 12, terá lugar uma jornada descentralizada de acções e concentrações em solidariedade com os tartalaris anti-TGV e para denunciar o julgamento que vão enfrentar no tribunal especial espanhol. Em Euskal Herria, haverá acções em localidades como Donostia, Gasteiz, Bilbo, Basauri, Irun, Lezo-Orereta, Bergara, Azpeitia, Arruazu e Donapaleu.

Fora de Euskal Herria, estão previstas iniciativas de protesto em vários pontos do Estado espanhol (como Saragoça, Mérida, Astúrias e Santander), em Itália, onde o movimento NO TAV do Val Susa organizou encontros informativos, e na Alemanha, onde o movimento Stuttgart 21 irá denunciar o julgamento dos tartalaris.

A culminar todas as acções de protesto contra o julgamento levadas a cabo nas últimas semanas, no próximo sábado haverá uma manifestação em Iruñea (17h00, Parque Antoniutti) para exigir a paralisação das obras de construção do TGV e apoiar os tartalaris.

Acção do Mugitu no sábado: Não ao TGV! Força, tartalaris! Ver iniciativas agendadas em ateakireki.com

Centenas de pessoas manifestam-se em Bilbo contra o fascismo nas suas várias expressões

Convocadas por diversas organizações sociais e colectivos populares bascos, centenas de pessoas participaram este sábado numa manifestação de repúdio contra o fascismo, a xenofobia, o racismo e a homofobia, já habitual em Bilbo nesta data.

Os manifestantes percorreram o centro de Bilbo gritando palavras de ordem contra o fascismo e as suas diversas expressões.
Após a manifestação, realizou-se um concerto antifascista no 7Katu Gaztetxea, na Alde Zaharra.

Sublinhe-se a adesão cada vez maior a estas mobilizações em Bilbo, sinal da crescente consciência antifascista em muitos sectores bascos. / Ver: boltxe.info / Fotos: SareAntifaxista

Toby Valderrama y Antonio Aponte: «Activemos la más demoledora de las armas revolucionarias»

La oligarquía planteó el combate definitivo entre dos sistemas: el capitalismo y el Socialismo. Ya no hay lugar para ambigüedades, para «grandes acuerdos nacionales», como el que, con astucia, plantea una fracción de la oligarquía. Ahora, en estos tiempos de enfrentamientos definitivos, cualquier vacilación es derrota. (BorrokaGaraiaDa)

«La paz es buena para todos», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Euskal Herria no es diferente y el conflicto político y violento que vivimos tiene el origen en un avasallamiento nacional debido a un interés del capital. Un conflicto que en esencia está forjado por el imperialismo y mantenido por el ansia depredadora del capital y las burguesías española y francesa así como la colaboracionista autóctona. Esto se traduce tanto ayer como hoy en la negación violenta de la autodeterminación vasca y el sometimiento no menos violento de la clase trabajadora a los dictados del capital.

domingo, 10 de novembro de 2013

Tribunal de Bilbo acusa quatro ertzainas pela morte de Iñigo Cabacas

Ana Torres, juíza no Tribunal de Instrução Criminal Bilbo, acusou quatro ertzainas pela morte de Iñigo Cabacas, que faleceu a 9 de Abril de 2012, quatro dias depois de ter sido atingido por uma bala de borracha.

Trata-se de três agentes que afirmaram ter disparado balas de borracha no beco da Rua María Díaz de Haro a 5 de Abril de 2012 e do suboficial responsável pela operação policial.

No entanto, a juíza não responsabilizou criminalmente o comandante da esquadra de Deustu, identificado com o sobrenome de «Ugarteko» e a quem foi comunicado por diversas vezes que não havia incidentes na zona da herriko taberna onde se encontrava Iñigo, tal como se pode verificar nas comunicações internas divulgadas pelo naiz.info e pelo Gara.

Foi este comandante que deu a ordem para realizar a carga que viria a acabar com a vida do jovem de Basauri (Bizkaia). «Le repito las ordenes para que queden bien claras. Se lo acabo de comunicar al suboficial de grupo que está trabajando. Entren al callejón con todo lo que tenemos, entren en la herriko, controlan la situación y los que haya que pueden ser posible agresores se les controla o se les echa, y se toma toda la posición», disse o tal «Ugarteko», sem tomar em consideração o que lhe fora comunicado pelo suboficial da patrulha.

A advogada da família de Cabacas, Jone Goirizelaia, tinha pedido que todos os agentes envolvidos na acção policial fossem incriminados, e também «Ugarteko», na medida em que é ele que, na esquadra, dá ordem para carregar, de forma bem clara: «¡Salgan de la furgoneta y despliéguense en la herriko!».

Responsáveis políticos... inimputáveis
Ana Torres não incrimina o antigo vice-conselheiro do Departamento do Interior, Miguel Buen, nem o ex-director da Ertzaintza, José Antonio Varela, actual director-geral do Departamento do Interior, Emergências e Protecção Civil da Junta da Andaluzia.
Em Agosto, o número dois do Departamento do Interior de Lakua - rebaptizado como Departamento de Segurança pelo actual Executivo - reconheceu que apresentou a sua demissão depois dos acontecimentos, mas que esta não foi aceite pelo titular, Rodolfo Ares. / Ver: naiz.info

Hitz gutxitan: etxean nahi ditugu! / Em poucas palavras: queremo-los em casa!

 Leitza, Nafarroa
Lakuntza, Nafarroa
Lezo, Gipuzkoa
Ondarroa, Bizkaia
Zarautz, Gipuzkoa
 Altsasu, Nafarroa
Algorta, Bizkaia
Gasteiz
Hernani, Gipuzkoa

Sérgio Godinho - «Liberdade»

Do álbum À Queima-roupa (1974). Letra aqui.

sábado, 9 de novembro de 2013

Apresentada em Gernika a iniciativa «Tantaz Tanta» em defesa dos direitos dos presos políticos

O Centro Cultural Astra, em Gernika (Bizkaia), foi hoje palco da apresentação da iniciativa de defesa dos direitos dos presos políticos bascos «Tantaz tanta» [gota a gota], que se há-de transformar num enorme mar nas ruas de Bilbo a 11 de Janeiro. Cerca de 200 pessoas participaram numa sessão de trabalho, a que se seguiu o acto público propriamente dito.

Nele, falaram alguns dos promotores da iniciativa, que deram a conhecer o lema da mobilização - «Giza eskubideak, irtenbidea, bakea. Euskal presoak Euskal Herrira» [Direitos humanos, solução, paz. Os presos bascos para o País Basco] - e apresentaram algumas das principais reivindicações que lhe estão subjacentes: o fim da política de dispersão, a libertação dos presos com doenças graves e o cumprimento da sentença de Estrasburgo sobre a doutrina 197/2006.

Afirmaram ainda que, para sarar as feridas geradas pelo conflito, é necessário respeitar os direitos de todos e, nesse sentido, pediram o fim das medidas de excepção que são aplicadas aos presos e refugiados bascos.
  Ver: naiz.info e ateakireki.com  

JEJUM SOLIDÁRIO DE 48 HORAS COM OS PRESOS DE SEVILHA NO BAIRRO DE URIBARRI (BILBO)
Na cadeia de Sevilha II, onze presos políticos bascos – Iker Agirre, Gurutz Agirresarobe, Koldo Aparicio, Asier Arzalluz, Juan Mari Etxebarri, Garikoitz Etxeberria, Jesus Goikoetxea, Manuel Gonzalez, Juan Lorenzo Lasa Mitxelena, Roberto Lebrero e Urtzi Paul – iniciaram uma greve de fome a 28 de Outubro em protesto contra as condições de vida no estabelecimento.

Então, habitantes do bairro bilbaíno de Uribarri decidiram organizar um jejum de 48 horas em solidariedade com eles. Um dos presos em greve de fome por tempo indeterminado - Iker Agirre - é do bairro. (naiz.info)

Activistas do Mugitu! acorrentam-se à varanda do Palácio de Nafarroa contra o julgamento dos «tartalaris»

A 18 de Novembro começa na AN espanhola o julgamento dos tartalaris acusados de atirar tartes a Yolanda Barcina. Numa acção que visou protestar contra este julgamento e contra o projecto de construção do TGV, hoje, por volta das 12h45, dois membros do movimento Mugitu! subiram à varanda do Palácio de Nafarroa, sede do Governo foral, e acorrentaram-se aos mastros das bandeiras da União Europeia e de Espanha, que teve de ser retirada. Foram ambos detidos pela Polícia Foral.

Em baixo, no Passeio de Sarasate, juntaram-se centenas de pessoas, que gritaram palavras de ordem contra o TGV e de apoio às quatro pessoas que vão ser julgadas pela acção de «entarteamento» da «presidenta» na reunião da CTP de Outubro de 2011, em Toulouse.

Depois de tentar cortar, sem êxito, os cadeados de mota que prendiam os pescoços dos activistas aos mastros, a Polícia Foral optou por retirar estes últimos e, no processo, foi necessário retirar a sacrossanta bandeira espanhola do Palácio da Deputação de Nafarroa.

Enquanto nalguns recantos de Pamplona e de Madrid se abanavam leques e serviam chás e sais contra os chiliques, no Sarasate reinava a euforia e gritava-se «ikurriña bai, espainola ez». / Ver: naiz.info e Berria

Os «Forais» a tirarem a espanhola [Ion Telleria] Acção do Mugitu!: AHTrik ez! Tartalariak aurrera! (Mugitu!) Ver: ateakireki.com e Comunicado do Mugitu!

A ikurriña regressou à praça, em solidariedade com os jovens imputados do txupinazo de 2010

Respondendo à convocatória da plataforma Iruñea Askatasunez, centenas de pessoas participaram hoje de manhã na realização de um mosaico gigante na Udaletxe Plaza de Iruñea, em que se via meia bandeira de Nafarroa e meia ikurriña.

Com esta acção, em cuja realização se ouviram palavras de ordem como «Ikurrina bai, espainola ez» ou «Ikurrina aurrera», a plataforma procurou também manifestar a sua solidariedade às treze pessoas que foram constituídas arguidas na sequência dos incidentes do txupinazo das festas de San Fermin de 2010 e cujo julgamento começa a 18 deste mês na Audiência Provincial de Nafarroa.

Em nome dos arguidos, Aitor Sola afirmou que nos procedimentos contra eles se vê que «a ikurriña ainda constitui um elemento de perseguição», e manifestou o seu repúdio pelo julgamento.

Criticou o facto de a defesa da ikurriña ser punida com a prisão, bem como o facto de actualmente existirem «cidadãos de primeira e de segunda», em virtude da obsessão da UPN em proibir a ikurriña e tudo o que tem a ver com a cultura basca. / Ver: naiz.info e ateakireki.com / Fotos: ekinklik.org  

«Ikurriña: algo más que un trapo» [Ateak Ireki] Nesta reportagem da Ateak Ireki, vários habitantes de Burlata, alguns dos quais vão a julgamento por terem tentado «meter» uma ikurriña no txupinazo dos Sanfermines de 2010, falam sobre a presença da ikurriña nas suas vidas, sobre o que representa para elas e sobre a repressão que tem sido movida a este símbolo em Nafarroa.

Marcha Patriótica: «Somos la expresión de un pueblo que ha resistido décadas de conflicto y de neoliberalismo»

Recientemente hemos tenido ocasión de asistir a alguna charla ofrecida por los compañeros de Marcha Patriótica, aquí en Euskal Herria, en las cuales han detallado la tremenda situación que atraviesa Colombia, con gobiernos neofascistas, vinculados al narcotráfico y dedicados a oprimir al pueblo y ofrecer las tierras y riquezas colombianas a las multinacionales yanques.
Hemos aprovechado la ocasión para charlar con ellos y puedan explicar con más detalle estas situaciones. Sin más preámbulos os dejamos con la conversación que Boltxe ha mantenido con Javier Calderón (Comisión Internacional de la Marcha Patriótica). / Ler entrevista do Boltxe em boltxe.info
[Também sobre a Colômbia: «Las FARC-EP y el Gobierno llegaron a un nuevo acuerdo en La Habana» (Resumen Latinoamericano via lahaine.org)

«Si Brecht hubiera conocido a Periko», de Amparo LASHERAS (Gara)
«Quien aún esté vivo no diga jamás...». Estoy convencida de que si Brecht hubiera conocido a Periko, habría encontrado en él, en su vida entera, la verdad de ese verso; la voz más coherente para pedir a quienes están abatidos que se levanten y a los que se encuentran perdidos que combatan.

«O Estado e a contra-revolução», de Filipe DINIZ (ODiario.info)
Afirma Lénine que o Estado «é o produto e a manifestação do carácter inconciliável das contradições de classe». O «Guião para a reforma do Estado» apresentado pelo governo PSD/CDS é, na sua mediocridade, uma nova manifestação da ambição reaccionária de reconfigurar o Estado inteiramente ao serviço da classe dominante.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Doutrina Parot: a AN espanhola decreta a libertação de mais nove presos

A AN espanhola não esperou pelo posicionamento do Supremo Tribunal (que se reúne na terça-feira), como queria a Procuradoria, e, dando cumprimento à sentença decretada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem que invalidou a chamada «doutrina Parot», decidiu hoje, por nove votos contra oito, pôr em liberdade nove presos aos quais fora aplicada essa doutrina.

Trata-se de Txomin Troitiño (Donostia), Isidro Garalde (Ondarroa, Bizkaia), Iñaki Urdiain (Barañain, Nafarroa), Jon Aginagalde (Donostia), Jokin Santxo (Iruñea), Elías Fernández Castañares (Bermeo, Bizkaia), Joseba Artola (Bilbo; irmão da txupinera da Aste Nagusia, que o vice-rei tanto chateou este Verão), Patxi Gómez (Ortuella, Bizkaia) e Luis Mari Azkargorta (Bergara, Gipuzkoa).

Em relação a Jon Ander Urkizu (Pasai San Pedro, Gipuzkoa) e Raúl Ibañez (Basauri, Bizkaia), cujos casos eram também hoje analisados, o tribunal especial optou por mantê-los na cadeia.

Dispersos e já quase todos cá fora
De acordo com a última lista da Etxerat, Troitiño estava na prisão de Curtis (Galiza), Santxo e Azkargorta em Zuera (Saragoça, Espanha), Garalde em Puerto de Santa María (Cádis, Espanha), Urdiain em Picassent (Valência, Países Catalães), Aginagalde em Granada (Espanha), Artola em Daroca (Saragoça, Espanha), Fernández em Villabona (Astúrias, Espanha) e Gómez em Basauri (Bizkaia, EH). Oito já estão cá fora!

Para além de ser um dos presos a quem foi aplicada a doutrina 197/2006, Isidro Garalde fazia também parte da lista de presos com doenças graves (cardiopatia isquémica e hiperplasia prostática benigna).

Decisão sobre recursos adiada
A AN adiou para outra reunião o estudo do recurso da presa Joxepa Ernaga e o que Inés del Río interpôs contra o bloqueio da indemnização de 30 000 euros decidida pelo Tribunal de Estrasburgo. / Ver: naiz.info e Berria

Sendoa Jurado: «Carta abierta al director del CP. Sevilla II»

Sí, sí, ya sé que los militantes políticos que hemos pasado por sus particulares campos de concentración somos muy malos. Pero no es esa la única diferencia entre ustedes «los demócratas de toda la vida» y nosotros «los terroristas». Sobre todo nos diferenciamos en que nosotros somos gente que arriesga por unos ideales que consideramos legítimos y ustedes sólo actúan desde sus despachitos de lujo porque se creen impunes, se sienten protegidos por un sistema que les echa de comer sus sobras, las de quienes dirigen su país de pandereta. No se sientan orgullosos. Ustedes solo son sus perros. (BorrokaGaraiaDa)

Pelo fim da política penitenciária de excepção, Ernai transforma Praça do Castelo numa prisão
No âmbito da campanha «Denok ala inor ez», a Ernai transformou o coreto da Gaztelu plaza, na capital navarra, numa prisão, com isso pretendendo denunciar a política penitenciária e exigir o regresso a casa de todos/as os/as presos/as políticos/as bascos/as. Acções semelhantes de denúncia e de sensibilização para esta realidade tiveram lugar em Bilbo, Gasteiz e Donostia.

A organização juvenil independentista Ernai levou à prática a tarefa de defender os direitos das presas e dos presos políticos, tal como anunciara no início da semana em conferência de imprensa. E fê-lo através de uma acção original.

Os jovens independentistas transformaram o coreto da Praça do Castelo numa prisão, procurando chamar a atenção para o facto de «as medidas de excepção aplicadas ao Colectivo de presos pelos governos espanhol e francês serem um obstáculo ao processo de soluções».

A Ernai faz um apelo à juventude no sentido de «assumir o compromisso» da defesa dos presos, na medida em que estas pessoas são «uma consequência do conflito e fazem parte da sua solução».

Acção da Ernai em defesa dos presos [topatu.info] Na acção levada a cabo pelos jovens, incluiu-se a distribuição de panfletos informativos; algumas pessoas foram identificadas pela Polícia Municipal, que ameaçou multá-las. / Ver: ateakireki.com

Protesto contra o TGV junto ao Congresso da Comunidade de Trabalho dos Pirinéus

O movimento Mugitu! realizou ontem uma concentração frente ao Baluarte de Iruñea, onde decorria o Congresso da Comunidade de Trabalho dos Pirinéus (CTP). Cerca de 60 pessoas manifestaram a sua oposição ao TGV e a sua solidariedade aos tartalaris que proximamente vão ser julgados na AN espanhola.

Num comunicado, o Mugitu! afirma que oito pessoas que se tinham inscrito no congresso da CTP para protestar contra o projecto do TGV foram retidas e impedidas de entrar no Baluarte. Denunciando «a ilegalidade desta proibição e a existência de ficheiros policiais massivos e ilegais para controlar a população», o Mugitu! afirma que tal situação «reflecte o desassossego da classe política e o medo que tem dos próprios cidadãos».

O Mugitu Mugimendua reafirma a sua oposição à construção das linhas de Alta Velocidade tanto em Navarra como na CAB, em virtude «da destruição que provoca, do enorme custo energético, do seu carácter elitista, do esbanjamento de recursos públicos que implica, do encerramento de estações e linhas locais a que conduz, e da total ausência de debate público real» sobre o projecto.

Em relação a Yolanda Barcina, consideram-na a «máxima responsável» por «este despropósito em Navarra, mais absurdo ainda quando se pretende construir um remendo de TGV com 60 quilómetros».

«Entartada» em Toulouse, Yolanda está a levar a cabo uma «política de vingança» em relação aos quatro imputados por essa acção, afirma o Mugitu!. «Pede penas entre 5 e 9 anos de cadeia para os tartalaris e para quem deu a conferência de imprensa, um acto de protesto público e não violento [...] que noutras partes do mundo seria punido com uma multa», conclui o comunicado. / Comunicado na íntegra: Mugitu! AHT Gelditzeko / Fotos da acção: ekinklik.org

Paris não ratifica a Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias

Em resposta a uma pergunta escrita do senador Roland Courteau (departamento de Aude, França), Aurélie Filippetti, ministra da Cultura e da Comunicação, afirmou claramente que a ratificação da Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias entraria em contradição com os artigos 1.º e 2.º da Constituição francesa.

A França assinou a Carta referida em 1999, mas nunca a ratificou. O Conselho Constitucional francês já decidiu que não há ratificação sem a alteração da constituição. Contudo, durante a campanha eleitoral François Hollande propôs como meta a ratificação da carta.

Anteontem, o presidente da federação de ikastolas Seaska, Paxkal Indo, interveio na 37.ª sessão da Conferência Geral da Unesco para recordar que França estava a «faltar à palavra» e que, apesar de assinar as cartas internacionais, elas não entram em vigor, violando assim os direitos linguísticos. Os deputados dos Verdes apresentaram uma proposta de lei com vista à resolução deste problema, e acusaram o Conselho de Estado francês de «jacobinismo». / Ver: Berria

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A Ernai denuncia espionagem de que é alvo e mostra dispositivo encontrado numa sede

Numa conferência de imprensa conjunta com representantes do Sortu e do LAB, em Donostia, a organização juvenil Ernai afirmou que é alvo de espionagem e de vigilância por parte dos serviços secretos espanhóis e mostrou um dispositivo de áudio e vídeo encontrado numa das suas sedes. Afirmou que o CNI «mente», pois a vigilância efectuada por polícias à paisana é contínua.

Esta denúncia é feita um dia depois de o director do CNI ter negado no Congresso de Madrid que anda a espiar partidos políticos. Mikel Button, em euskara, e Irati Sienra, em castelhano, desmentiram estas afirmações e disseram que polícias à paisana vigiam continuamente esta organização.

Na conferência de imprensa, mostraram um dispositivo de vigilância encontrado numa sede. Trata-se de um mecanismo de áudio e de vídeo, utilizado, segundo referiram, para seguir os seus movimentos; a câmara de vigilância com áudio encontrava-se frente à sede, directamente apontada para a porta.

Para além dos «polícias à paisana que nos perseguem a cada passo», estes «sistemas destinam-se claramente a controlar-nos ou a escutas telefónicas». «Tudo isto evidencia que o director do CNI e o Governo espanhol estão a mentir», afirmaram Button e Sienra.
Chamaram a atenção para o facto de nos últimos tempos se ter registado um aumento na vigilância a membros da esquerda abertzale, referiram que a «câmara é uma prova do acosso incessante a que são submetidos», e afirmaram que «se trata de um grave atentado ao direito de organização e reunião» que assiste à Ernai.

Pediram aos diversos agentes sociais e partidos políticos que «ajam com responsabilidade» perante este caso. / Ver: naiz.info [Argazkian klik egin irudia handitzeko. / Clica na foto para aumentar a imagem.]

Ernai, alvo de perseguição e espionagem política [Sortu EH] Conferência de imprensa da Ernai em Donostia, com membros do Sortu e do LAB. Declarações de Irati Sienra, em castelhano. Mikel Buttonek, euskaraz.

Faleceu a refugiada Ana Gastesi, depois de passar 27 anos longe de casa

Ana Gastesi, refugiada política natural Iruñea, morreu ontem, 6 de Novembro, em Nafarroa Beherea, aos 76 anos de idade. Encontrava-se há 27 anos fora de casa, vindo a falecer sem ter conseguido regressar à sua terra natal, informou a Etxerat.

Numa nota, a associação Etxerat manifestou «todo o seu apoio e solidariedade nestes momentos tão difíceis» aos familiares e amigos de Ana Gestesi, refugiada política de Iruñea que residia em Iparralde desde que fugira, há 27 anos.

A Etxerat exige que se respeite o direito das refugiadas e dos refugiados políticos bascos «a viver livremente em Euskal Herria, para que não se repita este tipo de situações».

«Por causa da perseguição política e do medo da tortura, desconhece-se o paradeiro de muitos dos nossos familiares e amigos, ou em que condições de vida se encontram. Esse dia-a-dia é especialmente duro para os familiares, que não sabem onde ou como se encontram os seus seres queridos», sublinha a associação.

Assim, a Etxerat considera necessário dar passos positivos na situação dos/as refugiados/as e deportados/as políticos/as bascos/as «para se poder avançar no caminho da paz e da resolução do conflito». / Fonte: etxerat.info e ateakireki.com

Gente solidária com Lander Fernández ocupa a sede da agência EFE em Roma

Vários militantes da associação «Un caso basco a Roma» ocuparam esta manhã a sede da agência EFE na capital italiana. Com esta acção, quiseram expressar o seu apoio ao militante bilbaíno Lander Fernández, extraditado por Itália em Abril deste ano, e denunciar a acção da agência de notícias que depende do Governo espanhol, «sempre disposta a criminalizar a luta dos militantes bascos».

Num comunicado que em baixo se pode ler na íntegra, afirma-se que esta acção «é uma forma de romper o silêncio e a hipocrisia» que envolvem o caso de Lander Fernández Arrinda, bilbaíno do bairro de Santutxu que na próxima segunda-feira irá comparecer na Audiência Nacional espanhola.

Recordam que Lander, «que é acusado de ter atacado um autocarro há mais de dez anos», se encontra encarcerado «com base em suspeitas infundadas» e que a «acusação formulada contra ele», como em tantos outros casos, «foi obtida sob tortura».

Recordam ainda que o santutxuarra foi detido em Roma em Junho de 2012 e que passou dez meses em regime de detenção domiciliária antes de ser extraditado para Espanha, a 27 de Abril de 2013 - algo que o comité solidário procurou evitar de forma tenaz.

Na sequência de um ano de trabalho duro da parte de todos aqueles que procuraram lançar luz sobre o caso de Lander, a acção de hoje visa trazer o seu caso e a causa do povo basco novamente a público, bem como reforçar a rede de solidariedade que deu origem à campanha a favor da sua libertação. / Ver: askapena.org e naiz.info / Comunicado na íntegra (ita)

Contra despedimento de uma trabalhadora, mais de cem pessoas entopem estação central dos Correios em Iruñea

Cerca de uma centena de pessoas entupiu a Estação Central dos Correios em Iruñea [Pamplona], fazendo fila para enviar uma carta ao Director de Recursos Humanos, Luis Perez Capitán, na qual se exige a reintegração da funcionária Tina Parra Cobos. A Polícia Nacional espanhola interveio e identificou várias pessoas.

Amanhã, terá lugar o «acto conciliatório», mas a empresa já fez saber que vai manter o despedimento, pelo que haverá uma concentração às 9h00 frente à Estação dos Correios no Passeio Sarasate. Na nota divulgada pelo LAB, afirma-se que numa aplicação brutal da reforma laboral do Partido Popular, a Direcção de Recursos Humanos dos Correos despediu uma trabalhadora com 23 anos de serviço. E a falta que cometeu foi... adoecer!

Trata-se da segunda aplicação em Nafarroa da reforma laboral do PP no que se refere a baixas médicas intermitentes: embora reconheça que as baixas estão justificadas, os Correos decidiram que a trabalhadora Tina Parra Cobos «recorreu com uma frequência excessiva a baixas intermitentes por diversas questões de ordem médica». Faltou 35 dias por prescrição médica num período de um ano e dois meses... e despedem-na por isso! É uma selvajaria ao nível do capitalismo do século XIX que a classe trabalhadora navarra não pode tolerar - termina a nota. / Fonte: LAB via ateakireki.com

Leitura:
«Fagor y la izquierda», de Iñaki Gil de SAN VICENTE (lahaine.org)
El problema para el cooperativismo oficial radica en otra parte, a saber, su posicionamiento frente al poder capitalista en su expresión fundamental, la propiedad privada de las fuerzas productivas, y en sus dos estructuras básicas para mantener la propiedad capitalista: el mercado mundial y el Estado burgués.