domingo, 19 de junho de 2011

Arnaldo Otegi: «O tempo corre a nosso favor, o importante é continuar a acumular forças»

Passaram-se muitas coisas em Euskal Herria desde a última entrevista concedida por Otegi, até se chegar à viragem de 22 de Maio. No entanto, continua a não existir um panorama normalizado, e a melhor prova disso é que dentro de oito dias ele mesmo se voltará a sentar no banco dos réus da Audiência Nacional, juntamente com sete companheiros. Otegi destaca que a nova estratégia da esquerda abertzale entrou em sintonia com o povo e está a alcançar grandes avanços, mas defende que se deve «continuar a unir forças, em termos tácticos e estratégicos».

Fermin MUNARRIZ
Há apenas um mês o mapa institucional basco conheceu uma grande mudança, após o surgimento do Bildu como força legal. Contudo, faltam apenas oito dias para que na Audiência Nacional espanhola se inicie o julgamento da aposta política da esquerda abertzale, sentando no banco dos réus oito pessoas por causa do «caso Bateragune», sendo uma delas Arnaldo Otegi. Uma situação aparentemente contraditória que torna ainda mais relevante a opinião de Otegi, apesar das limitações impostas pelas circunstâncias da prisão - onde se encontra há quase dois anos. O questionário enviado pelo Gara começa precisamente com a análise da situação actual e do resultado das eleições de 22 de Maio, e vai até ao julgamento que começa a 27 de Junho, mas as respostas são, acima de tudo, um olhar de longo alcance sobre o processo basco.
VER: Gara

Em Elgoibar, pregão em defesa de Arnaldo Otegi
A plataforma que defende o membro da esquerda abertzale pediu a sua libertação. Otegi está preso desde Outubro de 2009, e é um dos arguidos no «caso Bateragune», cujo julgamento se inicia a 27 de Junho no tribunal de excepção espanhol.
Em Elgoibar (Gipuzkoa), pregão em defesa de Arnaldo Otegi (euskaraz e em castelhano).
Fonte: Berria

Ver também: «Gerry Adams e outros eleitos do Sinn Féin exigem a libertação de Arnaldo Otegi» (boltxe.info)

«Epaiketa politikorik ez»: manifestazioa Burlatan
Não aos julgamentos políticos! Manifestação em Burlata, dia 26 de Junho, às 12h30
Txelui Moreno e os outros, livres em Euskal Herria!

Aurore Martin reaparece em Biarritz e toma a palavra no acto político perante centenas de pessoas

A militante do Batasuna Aurore Martin apareceu novamente em público ontem à tarde, no acto político que decorreu em Biarritz (Lapurdi) no âmbito das jornadas contra o mandado europeu e em defesa dos direitos civis e políticos.

Depois de mais de seis meses escondida, Martin, que enfrenta uma ordem de entrega a Madrid autorizada pelas autoridades francesas, tomou a palavra perante as centenas de pessoas que estiveram presentes no acto.

A militante do Batasuna disse que decidiu regressar à actividade pública «porque as condições se alteraram em Euskal Herria», tomando como exemplo tanto a dinâmica de sucesso verificada em Ipar Euskal Herria em torno do mandado europeu como os resultados eleitorais alcançados pelo Bildu em Hego Euskal Herria [País Basco Sul].

«É preciso erguer um muro popular»
Disse ainda que a «melhor garantia» que pode ter é «o apoio popular» que tem estado a receber.
Sobre isso, afirmou: «ganhámos uma grande batalha política», pois, ao que parece, ganhou-se a batalha da nacionalidade e «a batalha política contra o mandado europeu».

Mas, logo de seguida, acrescentou que a dinâmica conjunta e de união entre diferentes que se verificou em Ipar Euskal Herria contra o mandado europeu deve alastrar a toda Euskal Herria, e que, da mesma forma, se deve «criar um muro popular, uma dinâmica popular capaz de superar a repressão dos estados».

Entre estes, encontram-se dezenas de eleitos de todo o país, bem como representantes políticos europeus e do Estado francês. Um exemplo é o do autarca de Biarritz, também senador centrista, Didier Borotra.

O movimento contra o mandado europeu e em defesa dos direitos civis e políticos que se formou em Ipar Euskal Herria nos últimos meses, com uma grande força após as entregas de jovens independentistas a Madrid e em função do caso da militante do Batasuna Aurore Martin, recebeu ontem um forte apoio, com as jornadas que decorreram de manhã e à tarde e com acto central que se seguiu, em Biarritz.

Para além dos mais de 150 eleitos que apoiaram a jornada e o acto de ontem, e que tinham feito inclusive um apelo à sociedade para que se envolvesse, dezenas de personalidades do âmbito político, institucional, sindical e social participaram também no acto de ontem à tarde.

Assim, entre outras pessoas, encontravam-se os eurodeputados José Bove e François Alfonsi, e o conselheiro geral Kotte Ezenarro (PS). Havia também representantes do LAB, AB, Lokarri, Batasuna, Askatasuna, Etxerat, jovens independentistas; a nível europeu e do Estado francês, estavam presentes elementos do Sinn Féin, Europa Ecologie, NPA, Les Verts e Corsica Libera. Também estiveram presentes representantes de grupos de defesa dos direitos humanos.

Debates de manhã e à tarde
Na Halle d´Iraty, em Biarritz, decorreram duas mesas-redondas ao longo do dia. De manhã, a mesa-redonda abordou as leis de excepção e os direitos democráticos e contou com a participação de Amaia Rekarte (advogada de Aurore Martin), Iratxe Urizar (advogada de Bilbo, membro do Behatokia e da AED), Patrick Baudouin (presidente honorário da FIDH), e teve como moderadora Anaiz Funosas (membro da Askatasuna).
À tarde, a partir das 16h00, iniciou-se uma segunda mesa-redonda, desta vez dedicada à resolução do conflito basco. Foram intervenientes Véronique Dudouet, da Fundação Berghof (Alemanha), Theresa Ruane, representante do Sinn Féin (Irlanda), Xabi Larralde, responsável do Batasuna, e a Associação Lokarri. O debate foi moderado por Jean-Pierre Massias, professor de Direito Constitucional. [Programa completo das jornadas aqui.]
Aos debates seguiu-se o acto político e, para que a jornada acabasse em ambiente de festa, contava-se com a presença de Niko Etxart, Piarres, Esne Beltza e DJ magik.
Fonte: Gara e kazeta.info

Notícia mais desenvolvida: «Aurore Martin reaparece em Biarritz apoiada por mais de 2000 pessoas», de Arantxa MANTEROLA (Gara)

Leituras

«PSE, PP y su actitud hacia las víctimas del 3 de Marzo», de Ezker Abertzalea (ezkerabertzalea.info)
PSE e PP utilizam a sua maioria amanhada no Parlamento de Gasteiz para, fazendo ouvidos moucos ao mandato que o nosso povo lhes faz na exigência de soluções, continuarem a aplicar as políticas que Madrid manda.

«El boomerang de la Ley de Partidos», de Alvaro REIZABAL (boltxe.info)
A teoria da contaminação levada ao extremo e baseada em relatórios grotescos dos corpos policiais elevados, contra o direito, à categoria de provas periciais, ia ampliando até ao infinito o exército de empestados que não podiam concorrer às eleições.

«Bildu y el anti-Estado abertzale», de Javier ORTEGA (lahaine.org)
O movimento popular tem nas suas mãos a responsabilidade de garantir o êxito do processo aberto em Euskal Herria.

«Sin pistolas no son nadie», de Javier de IRIARTE (kaosenlared.net)
Rubalcaba, num acto de prepotência sem precedentes, ameaça «aprovar uma lei numa semana», tendo como fito violentar as decisões democráticas de municípios legalmente constituídos.

«Revisionismo franquista», de Victor MORENO (Gara)
Por causa da polémica surgida com a publicação do Diccionario Biográfico Español, em que uma das entradas, referente a Francisco Franco, evita referir-se ao sujeito como ditador, Moreno afirma que seria saudável que se assumissem publicamente aqueles que continuam a ser fervorosos seguidores do franquismo. O verdadeiro problema, reflecte, é o revisionismo «franquista ou para-franquista» em que convergem instituições e historiadores, e também políticos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Um documentário dá voz às vítimas de agressões perpetradas por elementos de extrema-direita

Ojos que no ven. Víctimas del fascismo desde la transición recorda cerca de cem mortos, três dos quais bascos, e milhares de pessoas agredidas.
Gara, Bilbo * E.H.
Foi apresentado ontem, em Bilbo, o documentário Ojos que no ven. Víctimas del fascismo desde la transición, realizado por Luis Moles, que dá voz às vítimas de agressões perpetradas por elementos da extrema-direita espanhola desde 1975 até hoje.
O filme evoca as cerca de cem mortes que se verificaram ao longo destes anos – entre as quais se contam as de três cidadãos bascos, como é o caso de Aitor Zabaleta, adepto da Real Sociedad que morreu às portas do estádio Vicente Calderón, em Madrid – e as milhares de agressões sofridas por defensores dos direitos humanos, gente de esquerda, homossexuais, transexuais, imigrantes, sem-abrigo, independentistas ou, muito simplesmente, jovens.
O fio condutor do documentário reside nas entrevistas a vítimas da extrema-direita espanhola desde Novembro de 1975 até hoje. As entrevistas aos especialistas e profissionais (jornalistas, historiadores, membros de organizações populares e ONG) apresentam reflexões e dados para contextualizar e situar no tempo e no espaço as histórias relatadas na primeira pessoa.
Fonte: SareAntifaxista

Entretanto, no Parlamento de Gasteiz, PSE, PP e UPyD votaram contra uma proposta apresentada por PNV, Aralar, EA e EB que visava reconhecer as pessoas afectadas pelos acontecimentos de 3 de Março de 1976 em Gasteiz como «vítimas do terrorismo». (Ver Gara.)

A Martxoak 3 Elkartea – Asociación de Víctimas del 3 de Marzo pronunciou-se sobre a votação, considerando que «a impunidade permanente sobre o massacre policial ocorrido em Março de 1976, quando a Polícia assassinou cinco trabalhadores vitorianos, não é mais que a ponta do iceberg de uma estratégia de encobrimento e de esquecimento que pretende ocultar as múltiplas expressões do terrorismo de Estado ocorrido nas últimas décadas.
As desculpas esgrimidas por PSE-PSOE, PP e UPyD no Parlamento de Gasteiz, no debate sobre o reconhecimento dos assassinados pela Polícia em Março de 1976 como vítimas do terrorismo, foram mais um exemplo do referido modelo de impunidade e encobrimento. Denunciamos a hipocrisia destes grupos porque, apesar de expressarem a sua solidariedade aos afectados e repetirem por diversas vezes a condenação formal da criminosa actuação policial de 1976, logo a seguir defendem a categorização das vítimas e do seu tratamento em função da origem do causador da violação dos direitos humanos.»
VER texto completo em kaosenlared.net

Convocam várias acções de protesto contra a «pena perpétua» aplicada aos presos políticos bascos

Representantes do Movimento pró-Amnistia de Bilbo deram uma conferência de imprensa nas escadas de Solokoetxe para anunciar as diferentes acções previstas para denunciar a «pena perpétua» que é imposta aos presos políticos bascos, tendo destacado o caso do preso bilbotarra Joseba Artola, que este domingo cumpre 25 anos de prisão.

Criticaram com veemência os «claros critérios de opressão» que subjazem à actual política penitenciária, «que tem por objectivo a destruição do Colectivo (de Presos Políticos Bascos)», e apontaram algumas das graves consequências dessa política, como a não libertação dos presos com doenças graves, «o desaparecimento da liberdade condicional», a pretensão de levar os presos ao «arrependimento» através «da chantagem e do isolamento».
Referiram também o prolongamento das penas aos presos que já cumpriram na íntegra as penas a que foram condenados.

É o caso do preso Joseba Artola, bilbotarra que evocaram de forma especial, pois, apesar de ter cumprido na íntegra, em 2006, a pena a que foi condenado, neste domingo vai atingir a marca de um quarto de século na prisão, efeméride que os seus familiares e amigos irão recordar nesse dia com uma manifestação, que partirá às 12h30 da Praça Circular. Posteriormente, disseram, haverá um almoço popular e bertsolaris, entre outras actividades.

Também anunciaram a convocatória para uma conferência que irá decorrer no próximo dia 22, na qual participarão um advogado e um ex-preso, e que visa explicar como é que a norma penitenciária de excepção é aplicada e as consequências que esta tem na vida dos presos. A conferência terá lugar no edifício de La Bolsa.
Encorajaram ainda os cidadãos a participar na viagem que, no sábado, dia 25 de Junho, se irá fazer até à prisão de Daroca (Saragoça), onde Artola se encontra preso, como expressão de solidariedade.
Fonte: Gara

Não à pena perpétua!

Forças militares espanholas andam novamente em manobras junto ao Gorbeia
Através de uma nota, o Movimento pró-Amnistia fez saber que, ontem de manhã, chegaram a Zuia (Norte de Araba) um autocarro e um camião com militares espanhóis, tendo partido dali para os lados do monte Gorbeia (Bizkaia/Araba). «Com tudo isto, nos últimos dias, a presença da Guarda Civil tem sido verdadeiramente asfixiante por aqueles lados», denuncia o movimento anti-repressivo.
«Não é a primeira vez que os militares ocupam a zona no âmbito de operações de preparação para a guerra, sendo auxiliados nestes trabalhos por determinados corpos policiais, como a Ertzaintza e a Guarda Civil», afirma o MpA.

Na nota, diz-se ainda que, «com vista a alcançar uma paz justa e duradoura em Euskal Herria, têm sido dados grandes passos nos últimos meses» e que «diferentes agentes sociais assumiram um compromisso com um processo democrático». Neste contexto, o Movimento pró-Amnistia considera que o facto de «os militares andarem pelas montanhas de Euskal Herria a exibirem as suas armas constitui uma grave provocação».

No final da nota, reclama-se a desmilitarização de Euskal Herria, e considera-se importante que sejam dados passos nesse sentido daqui para a frente. «Assim, é necessário que as polícias e os militares cujo objectivo é a repressão e a guerra se vão embora do nosso país».
Fonte: askatu.org

Pedem três anos de prisão para Beyrie e Goiti numa audiência marcada pelo tom político

O procurador do tribunal especial que ontem julgou em Paris Xan Beyrie e Gilen Goiti pediu penas de três anos de prisão para cada um, embora num dos casos a pena seja suspensa.

Beyrie foi acusado de participar num atentado contra uma imobiliária que ocorreu na localidade de Hiriburu a 24 de Junho de 2007 e Goiti por uma tentativa de atentado contra uma segunda residência em Jatsu, em Janeiro de 2009.

De acordo com as informação divulgada pela Askatasuna, o julgamento ficou marcado por um acentuado tom político, já que, depois de exporem as acusações contra o kanboarra Beyrie e o angelutarra Goiti, as perguntas relacionadas com as mesmas «duraram apenas alguns minutos».

No resto do tempo, o interrogatório aos dois jovens de Lapurdi ficou marcado por perguntas «de natureza ideológica». Assim, tanto o procurador como o juiz procuraram saber as suas opiniões políticas, perguntando-lhes, por exemplo, se estavam de acordo com o slogan «o País Basco não está à venda» ou se pensavam que Euskal Herria «só deve de ser para os bascos» ou se desejavam «uma purificação». O juiz chegou mesmo a afirmar que Aurore Martin é «membro da ETA».

Testemunhos
Depois dos testemunhos de Battitt Amestoi, eleito de Uztaritze, sobre a situação de Ipar Euskal Herria [País Basco Norte], e de Iker Elissalde, eleito de Hendaia, sobre a problemática específica da juventude basca, o advogado de defesa, Jean-François Blanco, expôs o contexto político actual, dando ênfase ao processo de resolução aberto em Euskal Herria.
Blanco sublinhou o escasso valor das provas acusatórias e pediu a absolvição dos seus defendidos. O tribunal dará a conhecer a sua decisão no dia 23 de Junho. Entretanto, e dado que os dois jovens já cumpriram dez meses de prisão preventiva, depois de serem detidos na operação de Junho de 2009, vão permanecer em liberdade, sujeitos a medidas restritivas.
Fonte: Gara

Ver também: «Trois ans de prison requis dont un avec sursis», de Béatrice MOLLE (Lejpb)

No gaztetxe Esparru, em Zizur, apresentação de «La ternura de los pueblos»

Na quarta-feira, o gaztetxe Ezparru, em Zizur (Nafarroa), foi o palco da apresentação do livro La ternura de los pueblos. Euskal Herria internacionalista, último trabalho do ziraukiarra Jesús Valencia, editado pela Editorial Txalaparta.
Jesús é licenciado em Educação Social, membro co-fundador da Coordenadora de Comités de Solidariedade de Euskadi, e participou na Plataforma Euskal Herria, bai; OTAN ez; na Askapena e na Amaiurko Quetzal Agiria. Participa ainda no Foro de Debate Nacional e foi um dos impulsionadores do movimento Independentistak. Colabora nas revistas Exodo, Judimendikoak e no diário Gara.
Fonte: askapena.org via lahaine.org

O gaztetxe de Bergara comemora onze anos de vida
O gaztetxe de Bergara (Gipuzkoa) encontra-se há onze anos na prisão velha e, para comemorar este aniversário, o espaço vai promover uma série de actividades até ao próximo dia 21 de Junho. Hoje, o grupo de teatro Apropox leva à cena Eunon, uma obra de teatro muda. Amanhã, a jornada inicia-se às 12h00 com um triki-poteo, que partirá do gaztetxe. Segue-se o almoço popular (14h30), acompanhado pelos bertsos de Eneritz Zabaleta e Unai Gaztelumendi - os bilhetes podem ser adquiridos a 8 euros no bar Arrano. Às 19h00, haverá um espectáculo com danças tradicionais e modernas e, às 22h30, começam os concertos, com a participação de Fight to Life, AMD e Ziggy and Koustic. [Programa completo aqui.]
Fonte: Gara

O gaztetxe de Zalla sofre o terceiro ataque em menos de um mês
Pela terceira vez em menos de um mês, o gaztetxe de Zalla (Bizkaia) foi alvo de um ataque. Ao que parece, os atacantes espalharam líquido inflamável pelo segundo andar, repetindo o modus operandi do ataque anterior. Nesse andar ficam a bertso-gela, a cozinha, a sala de reuniões e diversos armazéns. Para os responsáveis pelo espaço, a repetição dos factos «mostra que se tratou de mais um ataque premeditado contra o nosso projecto social e cultural, participativo e autogerido».
Fonte: Gara / Ver também: gure_ametsak

No dia 14 de Julho, em defesa do euskara

A Segi Aitzina anunciou, com este vídeo, que irá apelar à «revolta» pelo euskara no dia da França.

Neste vídeo, diversas pessoas envolvidas na promoção e na recuperação da língua basca - como Odei Barroso (bertsolari), Paxkal Indo (presidente da Seaska, a associação de ikastolas de Ipar Euskal Herria), Jon (membro do grupo de rap MAK) e professores e alunos da AEK - apresentam uma radiografia da situação do euskara no País Basco Norte. No dia 14 de Julho haverá diversas mobilizações organizadas pela Segi em prol do euskara, que, «para além de denunciar a política de assimilação do Estado Francês, vão afirmar a identidade de Euskal Herria».
Fonte: kazeta.info e Berria

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Os imputados responsabilizam «a UPN e a sua Polícia Municipal» pelos incidentes do txupinazo de 2010

Afirmam que os agentes actuaram com brutalidade, tendo como único objectivo tirar-lhes a ikurriña, e manifestaram a sua solidariedade ao jovem madrileno que ficou gravemente ferido, depois de ter sido atingido com uma garrafa.

Os jovens arguidos no processo do txupinazo dos sanfermines do ano passado deram hoje uma conferência de imprensa em Iruñea, no decorrer da qual responsabilizaram «a UPN e a sua Polícia Municipal» pelos incidentes ocorridos na Praça do Município, na sequência dos quais dezenas de jovens ficaram feridos, um deles em estado grave, depois de levar com uma garrafa.

Representes dos dezasseis jovens imputados – três dos quais, menores de idade, vão a julgamento no próximo dia 21 por um crime de «desordem pública» e «atentado à autoridade» – compareceram com familiares e membros de diversos colectivos, e projectaram um vídeo e várias fotografias, com os quais quiseram mostrar que «tudo o que se passou na Praça do Município foi provocado pela intervenção violenta e irresponsável» da Polícia local iruindarra.

«Nem sequer tentaram prender alguém por um crime que não existe, a ordem era bater e tirar-nos a ikurriña», destacaram os jovens, tendo acrescentado que os agentes recorreram a bastões metálicos extensíveis, uma arma que não consta da «indumentária» oficial da Polícia Municipal de Iruñea.

Solidariedade
Os imputados fizeram questão de salientar, de forma especial, a sua solidariedade com o jovem madrileno que ficou gravemente ferido depois de ser atingido com uma garrafa nos momentos que se seguiram à carga policial.
Enviaram uma mensagem de solidariedade ao jovem e aos seus familiares, tendo afirmado que lamentam «profundamente aquilo que se passou». «É lamentável que a vida de uma pessoa se veja limitada desta forma num espaço que devia ser de festa e diversão», realçaram em declarações à Ateak Ireki. [Ver link em baixo.]

Ikurriña
Tendo em conta o que se passou o ano passado, e depois de lembrar que não existe nenhuma razão para proibir a bandeira basca, os imputados pediram às pessoas que «continuem a exercer o seu direito a exibir» a ikurriña. Nesse sentido, encorajam toda a juventude e os sectores progressistas da cidade a vir para as ruas com a ikurriña, porque «não podemos aceitar que a ilegalizem de facto».
Fonte: Gara

VER notícia mais desenvolvida e áudio da conferência de imprensa (em euskara e castelhano) em ateakireki.com

Fotos: intervenção da Polícia Municipal no txupinazo de 2010 (ateakireki.com)

«Tudo o que se passou na Praça do Município foi provocado pela intervenção violenta e irresponsável da Polícia Municipal»
Txupinazo 2010 / Fonte: ateakireki.com

«Bildu Iruñea: "Era assim que queriam promover a segurança dos cidadãos num momento tão delicado como o txupinazo?"» (ateakireki via kaosenlared.net)

O Bildu não vai em cantigas

Numa conferência de imprensa que ontem deram em Donostia, o candidato a deputado geral de Gipuzkoa, Martin Garitano, e os representantes nas Juntas Enrique Martínez, Julene Alberdi e Oscar Usetxi fizeram o balanço dos contactos que mantiveram com os restantes partidos com vista à formação do novo governo foral.

Posteriormente, os jornalistas abordaram as «moções de condenação» à ETA que o PP anda a promover. «Não vamos entrar em provocações», respondeu Garitano. «Nós temos uma posição estabelecida de antemão, pública, notória, concisa, concreta, sincera e sem ambiguidades, e vamos manter a posição que estabelecemos», indicou. E disse ainda que «tudo o resto é fogo de artifício para tentar bloquear a política em Euskal Herria».

O candidato a deputado geral insistiu na ideia de que o Bildu pretende «avançar no processo de normalização política e de paz», pelo que não compreende que «alguém com sentido de responsabilidade política possa colocar entraves» a esse processo.

Enrique Martínez acrescentou que, pelo que puderam ler na imprensa, não é a questão das vítimas que justifica estas moções, tratando-se antes de uma acção direccionada contra o Bildu, o que dá a entender «uma utilização clara das vítimas para forçar posicionamentos políticos».
Ana ABARIZKETA
Ver: Gara
Tasio (Gara)

Ver também: «[Em Nafarroa] NaBai e I-E frustram o plano para tirar o Bildu da Mesa», de Aritz INTXUSTA e Martxelo DÍAZ (Gara)
A UPN consegue a Presidência do Parlamento para Alberto Catalán, depois de um acordo com o PSN, mas não consegue o segundo objectivo, o de «correr com o Bildu da Mesa», nas palavras de Yolanda Barcina. Para tal, dividiu os seus votos, mas isso não foi suficiente para a soma de Nafarroa Bai, Bildu e Izquierda-Ezkerra.

Análise política de Txelui Moreno (Info7 Irratia)
Entre outros temas, o porta-voz da esquerda abertzale aborda o que se passou esta semana na composição das Juntas Gerais de Araba, Bizkaia e Gipuzkoa, bem como na constituição da Mesa de Porta-vozes do Parlamento de Nafarroa.

Vozes qualificadas insurgem-se contra o mandado europeu e a sua aplicação a Aurore Martin

A decisão de aplicar o mandado europeu a Aurore Martin suscitou o repúdio de inúmeras personalidades e colectivos, tanto de Euskal Herria como do próprio Estado francês. Para além disso, dezenas de eleitos envolveram-se, como em raras ocasiões, na denúncia da «motivação política» subjacente a este procedimento. Fizeram um apelo à participação na jornada que este sábado, em Biarritz, exigirá o respeito pelos direitos civis e políticos.
Arantxa MANTEROLA
VER: Gara

Por Aurore, pelos direitos civis e políticos, no sábado, todos a Biarritz!

Euroagindurik ez! Larunbatean denok Miarritzera!
Não aos mandados europeus! No sábado, todos a Biarritz!

Ver também: «Eleitos convidam os seus pares a estar em Biarritz», de Goizeder TABERNA (Lejpb)

Em Indautxu, pediram a libertação dos presos gravemente doentes
Na terça-feira, teve lugar um acto no bairro bilbaíno de Indautxu, cujo lema foi «Preso gaixoak etxera orain!» (Os presos doentes para casa já!).
Como esta semana se assinalava o 25.º aniversário da morte de Kirruli, a sua figura foi especialmente mencionada, de forma a divulgar a sua vida, e também o modo como ocorreu a sua morte.
Os seus amigos e companheiros de prisão também estiveram presentes, querendo evocar Kirruli e todos os outros que, como ele, infelizmente conheceram a morte nas prisões.
A família de Kirruli também esteve no local, tendo recebido uma homenagem singela.
O final foi emotivo, com Jon Yurrebasorena a dedicar algumas palavras ao preso do bairro. Yurrebasorena foi amigo íntimo de Jon Kirruli, tendo iniciado com ele a sua militância política e partilhado com ele alguns anos de luta. São estas, então, as palavras do amigo de Kirruli, que, tal como foi dito, o conheceu na intimidade:
«Agur eta ohore, Kirruli! / Agur eta ohore beste gudari guztiok! // Kirruli, zuk, beste askok bezala, dena eman zenuen Euskal Herriaren askapen nazionala eta sozialarengatik. // Gaur ere, handik eta hemendik, horretantxe saiatzen ari gara. // Hain zuzen ere, borroka jarrera, presio eta enfrentamendu gabe ez da Espainak eta Frantziak ezarritako kateak apurtzea posible izango. // Beraz, eutsi eta aurrera beti independentzia eta sozialismoaren bidean. // Gora Euskal Herria Askatua! // Gora Euskal Herria Sozialista! // Gora Euskal Herria eta Askatasuna!»
Fonte: askatu.org

Familiares de presos foram retidos pela Guarda Civil em Somosierra
A associação dos familiares e amigos de presos bascos, Etxerat, denunciou ontem «a pressão policial» que alguns familiares tiveram de suportar no fim-de-semana passado, quando viajavam com destino a Córdova. Relatam que em Somosierra (Madrid) foram retidos por cinco patrulhas da Guarda Civil, que revistaram toda a viatura e os sacos que levavam para a prisão. Os familiares afirmaram que foram retidos durante duas horas, o que fez com que ficassem sem tempo para concluir a viagem.
Fonte: Gara

A maioria sindical basca vai manifestar-se no dia 23 de Junho contra a reforma da negociação colectiva

ELA, LAB, STEE-EILAS, EHNE e Hiru convocaram uma manifestação para o dia 23 de Junho em Donostia contra a reforma da negociação colectiva aprovada pelo Governo espanhol.
Donostia * E.H.
Representantes dos sindicatos ELA, LAB, STEE-EILAS, EHNE e Hiru afirmaram que a reforma de negociação colectiva visa «reduzir os direitos laborais», representa «um ataque frontal ao quadro basco de negociação colectiva», e «não vai criar emprego».


Fonte: Gara e SareAntifaxista

Os sanfermines populares já têm cartaz

Depois da contagem dos votos pela Internet e nas urnas colocadas nos bairros de Iruñea, a Gora Iruñea! deu a conhecer o cartaz que vai anunciar os sanfermines populares, bem como o segundo e o terceiro classificados. O mais votado obteve 831 votos; o segundo, 525 votos e o terceiro, 438.

Votação completa
1. kartela 418 boto / 2. kartela 525 boto (segundo prémio) / 3. kartela 222 boto / 4. kartela 385 boto / 5. kartela 438 boto (terceiro prémio) / 6. kartela 205 boto / 7. kartela 349 boto / 8. kartela 831 boto (primeiro prémio) / 9. kartela 109 boto.
Fonte: Berria

Gora Gora Iruñea! Jai herrikoien alde!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Leituras

«Reconocimiento internacional», de Tasio ERKIZIA e Asier ALTUNA, militantes da esquerda abertzale (ezkerabertzalea.info)
Como os restantes povos do mundo, Euskal Herria será plenamente livre pela luta, pelo compromisso e pela firme determinação dos seus habitantes. Esperar que outros nos libertem vale tanto como renunciar à construção do nosso futuro. Mas, se isto é um facto, não o é menos que em todos os processos de libertação o factor da solidariedade e do reconhecimento internacional acaba por ser de grande importância, quando não determinante.

«Democracia permanente», de Antonio ALVAREZ-SOLÍS, jornalista (Gara)
O Bildu constituiu um assalto clamoroso ao recinto fechado dos partidos existentes.

«Nafarroa askatuta», de Miguel Ángel LLAMAS, PITU, preso político basco e membro do Noaingo Bataila Gogoan Taldea (ateakireki.com)
No ano que vem passam 500 anos sobre a conquista a ferro e fogo de Nafarroa. E enquanto alguns, que durante anos negaram estes factos, se vão dedicar à celebração da nossa particular Naqba, o nosso Dia da Catástrofe, nós, independentistas, voltaremos a exigir o nosso direito a existir e ser. Para isso, torna-se imprescindível conhecer o nosso passado, para compreender o presente e delinear um futuro em liberdade.

«Deusto: Un silencio delatador», de Mikel ARIZALETA (kaosenlared.net)
A que se deve este silêncio eterno, ainda para mais quando se trata do espaço de uma Universidade com cátedra de História?

«¿Gemma Zabaleta? No, no está», de Jabi AMORRORTU e Asier IMAZ, membros da Federação da Indústria do sindicato LAB (boltxe.info)
Hoje, 49 trabalhadores e trabalhadoras teriam emprego e, amanhã, a geração que se segue (essa que dizem que se pode perder) teria onde trabalhar. Este país tem riqueza, mas é preciso defendê-la.

Juristas europeus reclamam ao TC espanhol a legalização do Sortu

A ELDH, a Associação Europeia de Juristas pela Democracia e pelos Direitos Humanos no Mundo, pediu ao Tribunal Constitucional que permita a legalização do Sortu. Este grupo fez uma demanda similar em Fevereiro, quando o Sortu se apresentou como partido. Pede ainda ao Governo espanhol e aos partidos que não pressionem os juízes e reclama à UE que, se for necessário, lembre a Madrid a obrigatoriedade de respeitar os direitos civis e políticos.
VER: Gara

Considerações de Jone Goirizelaia (Info7 Irratia)
Entre outras questões, a advogada e porta-voz da esquerda abertzale Jone Goirizelaia faz uma avaliação da declaração da Associação Europeia de Juristas pela Democracia e pelos Direitos Humanos no Mundo, que esta segunda-feira se posicionou claramente a favor da legalização do Sortu.

Derry, 1972 - Iruñea, 1978

Derry, 1972 - Iruñea, 1978

Este vídeo, projectado no acto público organizado pela Sanfermines78 Gogoan na semana passada, compara o massacre do Bloody Sunday, ocorrido em 1972 em Derry (Irlanda), no qual o Exército britânico matou 14 civis irlandeses, com o que se passou nos Sanfermines de 1978, em que a Polícia matou Germán Rodríguez e feriu muitas outras pessoas. No caso irlandês, na sequência do trabalho levado a cabo pela Bloody Sunday Trust - a Comissão da Verdade que começou a funcionar em Derry -, conseguiram que o Governo britânico reconhecesse a sua responsabilidade no massacre. En Iruñea, a Sanfermines78 Gogoan continua a trabalhar para que seja criada uma Comissão da Verdade municipal.
Fonte: ateakireki.com

Os dois presos bascos em Poitiers encontram-se no «mitard»

O Movimento pró-Amnistia fez saber que os presos navarros Joseba Fernandez e Mikel Karrera se encontram na cela de isolamento desde sexta-feira passada. São os únicos presos bascos na prisão de Poitiers, e têm vindo a manter um protesto para ter direito a visitas duplas e para que Fernandez receba assistência médica.

«No dia 8, depois da hora do pátio, protestaram dizendo que não iam para a cela e acrescentando que iam para o mitard. Estavam a falar calmamente com os funcionários do pátio quando apareceram outros carcereiros com uma atitude arrogante e os começaram a algemar», denuncia o MpA. «O Mikel disse em nome de ambos que não era necessário algemá-los, que iam calmamente para a cela de isolamento. Mas os carcereiros algemaram-nos de forma violenta, empurrando-os e agredindo-os e atirando-os para o chão».

Foram algemados atrás das costas, o que tornava doloroso o percurso até ao mitard. Para ter menos dores, Karrera segurou as calças, acrescentou o Movimento pró-Amnistia, mas, quando os carcereiros perceberam, baixaram-lhe as calças até aos joelhos, fazendo-o andar assim, denunciaram. Nos próximos dias, Karrera vai apresentar uma queixa junto do procurador, adiantou o MpA.
Fonte: Berria e askatu.org

Gasteiz: Última sexta-feira do mês
Egin dezagun bidea! Vamos fazer o caminho!

EHZ Festibala, programação diária

EHZ-Festibala * E.H.
A 16.ª edição do Festival EHZ está aí à porta e já é possível apresentar, finalmente, a programação completa de cada dia.
1 de Julho, sexta-feira: Morcheeba, IAM, Goran Bregovic, Nasser, Killers, Mopa, Le Prince Miiaou, Estricalla, Le catcheur et la Pute, Anari, Cie Cirkalouest, Ooops...
2 de Julho, sábado: Ken Zazpi, Jim Jones Revue, Shakaponk, Chineese Man, Goose, Split 77, The rodeo idiot engine, Atom rhumba, Drunken balordi, Sorgin, Erregea eta bufoia, L'élégance et la beauté, Euski...
3 de Julho, domingo: Tiken Jah Fakoly, La Phaze, Betagarri, Prowpuskowic, ZEP, Norte Apache, Bongo Botrako, Ardibeltza, Jainekin, Rouge Chaperon, Zikiro...

Maita Ezazu Musika. Gorrota Itzazu Faxismoa eta Arrazismoa!
Ama a música. Odeia o fascismo e o racismo!


Ouvir também: «EHZ, o festival de Ipar Euskal Herria» (Info7 Irratia)
Joana Irigarai lembra-nos que o Euskal Herria Zuzenean, o encontro imperdível do Verão de Ipar Euskal Herria, decorre entre 1 e 3 de Julho em Heleta (Nafarroa Beherea).

terça-feira, 14 de junho de 2011

Pessoas de diversas áreas advogam «uma mínima normalização política» através de «decisões corajosas»

O professor universitário Paco Letamendia, Ortzi, Edurne Brouard, Aitziber Blanco (Lokarri), Jesús Uzkudun (CCOO) e os escritores Laura Mintegi e Joxean Agirre leram, em Bilbo, um manifesto apoiado por pessoas que trabalham em diversas áreas e que exigem uma «mínima normalização política e democrática» como uma «prioridade máxima».

Nesse contexto, lembraram o mandado europeu decretado contra Aurore Martin, que pode ser condenada no Estado espanhol a 12 anos de prisão, ao ser acusada de fazer declarações políticas em nome do Batasuna.

«Com o pretexto da "luta antiterrorista", ambos os estados e as suas estruturas judiciais criminalizaram a actividade política», denunciaram, manifestando em seguida a sua solidariedade à militante independentista, que há poucos dias decidiu regressar à vida pública, e fazendo um apelo à sociedade basca para que este sábado esteja presente no acto que terá lugar na Sala Iraty, em Biarritz, em seu apoio.

No que diz respeito ao Estado espanhol, fizeram referência ao denominado «caso Bateragune», no âmbito do qual oito militantes políticos bascos irão ser julgados na Audiência Nacional espanhola a partir de 27 de Junho, e a mais um «julgamento político» de 17 jovens de Oarsoaldea (Gipuzkoa), acusados de pertencer à Segi, e que serão julgados este Verão.

«Perante estas ameaças, que constituem uma agressão directa ao processo de paz em curso», anunciaram que nos próximos dias vão convocar mobilizações com o lema «Euskal Herria libre eta legala. Eskubide guztiak guztiontzat» (O País Basco livre e legal. Todos os direitos para todos).

Articular um movimento
Numa leitura mais ampla, os presentes aplaudiram «o trabalho conjunto fomentado em Ipar Euskal Herria; um trabalho pacífico, amplo, integrador e que teve como ponto comum a defesa dos direitos de todas as pessoas». Neste sentido, desejaram para toda Euskal Herria, e em especial para Nafarroa, Gipuzkoa, Bizkaia e Araba, «a unidade e o impulso ali demonstrados em defesa de Aurore e da juventude basca. Aplaudimos o alento e a determinação manifestados por tantas pessoas e representantes políticos, para lá das suas diferenças ideológicas», disseram.

Em seu entender, «para conseguir uma mínima normalização política e democrática, são uma prioridade máxima as iniciativas políticas inclusivas, as decisões corajosas, o abandono definitivo da repressão e da violência, a legalização de todos os projectos e ideias e a mudança da política penitenciária».
Fonte: Gara

O Bildu afirma que a mudança política e social em Nafarroa «é imparável», apesar da «fraude» do PSN

Depois da constituição dos municípios no sábado passado, o Bildu de Nafarroa entende que ficaram claras duas realidades no mapa político: por um lado, que «é urgente e existem condições para empreender a mudança política e social em Navarra», e, por outro, que «o PSN, hoje, não constitui uma força de mudança nem é uma alternativa à dupla UPN-PP».

«Uma vez mais, o PSN voltou as costas aos seus votantes e à maioria da população navarra, que exigiam com os seus votos a mudança política e social», afirmaram esta manhã representantes de Bildu numa conferência de imprensa em Iruñea.

«O PSN tornou possível que continuem a governar aqueles que nos conduziram às taxas mais altas de desemprego, venderam a CAN, prejudicaram a saúde, cortaram o financiamento aos municípios, investiram milhões em macro-projectos inúteis, agrediram o meio ambiente...», prosseguiram, afirmando que o PSN volta a «repetir o mesmo esquema utilizado nos últimos 20 anos: prometer algo que depois não cumpre».

«Fraude»
«E isso tem um nome, fraude», concluíram a este respeito.
No entanto, o Bildu considera que em Nafarroa «há força suficiente para a mudança. A mudança já está em marcha a nível social, sindical, e também se está a tornar realidade no âmbito institucional».

«A verdadeira alternativa já se começou a consolidar», acrescentaram Bakartxo Ruiz e Maiorga Ramírez, que convidaram «todas as pessoas a envolver-se, pois é necessário o esforço de todos e de todas».

Disseram também que, tanto nas equipas de governação municipal como na oposição, o compromisso do Bildu é o de que «as exigências maioritárias da sociedade se transformem em maiorias de voto nas instituições».

Com esse propósito, os representantes do Bildu anunciaram que, ainda este mês, vão iniciar uma primeira ronda de contactos com representantes sociais e sindicais, que esperam que venha a ter continuidade em Setembro.
Fonte: Gara

Na imagem, Pedro Gaztearena, autarca recém-empossado de Atarrabia, com Bakartxo Ruiz, Maiorga Ramírez e Peio Martinez de Eulate, representantes do Bildu. (Jagoba Manterola / Argazki Press)