sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Em Altsasu, movimento popular vai pedir às forças repressivas que se vão embora

Amanhã, 12 de Outubro (Dia da Raça, da Hispanidade, da Festa Nacional Espanhola), o Movimento Popular Ospa convida toda a gente a participar na mobilização convocada ao nível da comarca navarra de Sakana e que terá lugar na Praça de Altsasu, às 13h00.

Fartos dos inúmeros controlos, perseguições, multas, detenções, torturas, ameaças..., neste 12 de Outubro «dirão bem alto que não há nada para festejar» e pedirão à Guarda Civil, «que veio fazer a guerra a Euskal Herria», que se vá embora.

O movimento popular considera «fundamental prosseguir com a forma de luta mostrada no Ospa Eguna» [celebrado a 31 de Agosto, com a terra «tomada» pelas forças de ocupação e o povo a reagir com uma enorme dignidade], «para acabar com a repressão que a população tem sofrido nos últimos dias, semanas, anos».

Ospa Sakanatik! Ospa Euskal Herritik!
Bazem de Sakana! Bazem de Euskal Herria!
Fontes: hitzondo.net e SareAntifaxista

Obrint Pas - «El cant dels Maulets»

[Letra]

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Gasteizko Harresia: para coordenar a solidariedade e a luta à política da criminalização e das ilegalizações

Na semana que vem, arrancam na Audiência Nacional espanhola dois grandes processos políticos, no âmbito dos quais serão julgados 76 cidadãos bascos. Dez deles são habitantes de Gasteiz, onde ontem foi apresentada uma nova iniciativa, designada Gasteizko Harresia, para promover, juntar e coordenar a solidariedade e o compromisso de todas as pessoas que rejeitam as políticas de criminalização e das ilegalizações.

Começa na segunda-feira, 14, o julgamento relativo ao processo 26/11, no âmbito do qual a Segi foi ilegalizada e dezenas de jovens foram detidos, ficaram incomunicáveis e foram torturados. Com acusações assentes nos depoimentos arrancados sob tortura enquanto estavam incomunicáveis, quarenta jovens independentistas serão julgados.

Três dias depois, a 17, começam na Audiência Nacional espanhola as sessões relativas ao macro processo 35/02, contra a direcção do Batasuna, Euskal Herritarrok e Herri Batasuna, no âmbito do qual serão julgadas 36 pessoas.

Dez dos 76 arguidos nos dois processos são de Gasteiz: Antton Morcillo, para quem a Procuradoria pede dez anos de prisão (no processo contra a direcção política do HB), e nove jovens envolvidos no processo da Segi, para quem a Procuradoria pede seis anos de prisão: Aitor Liguerzana, Bittor González, Goizane Pinedo, Ion Anda, Jagoba Apaolaza, Jon Liguerzana, Nestor Silva, Unai Ruiz e Zumai Olalde.

«Todas estas pessoas são acusadas por levar a cabo actividades políticas e militantes públicas. Por se organizarem, reunirem, debaterem, convocarem mobilizações ou conferências de imprensa com esta», afirmaram na conferência de imprensa. «Os julgamentos que agora têm lugar são a prova concreta de que no Estado espanhol o exercício de direitos é considerado um crime terrorista».

«Hoje estamos nesta praça porque queremos fazer um apelo aos gasteiztarras para que unam os seus esforços e construam uma muralha popular para fazer frente às medidas de excepção como as que foram aplicadas ao Herri Batasuna ou à Segi, entre muitas outras organizações», afirmaram, realçando a importância da «pressão popular».

Antes de terminar, anunciaram as diversas iniciativas que vão realizar nos próximos dias e pediram a todo os gasteiztarras que participem, este domingo, dia 13, na marcha desobediente e contra os julgamentos políticos que o «muro popular» de Iruñea vai levar a cabo. Em Gasteiz, haverá uma manifestação no dia seguinte, às 19h00, a partir da Babesgabetuen plaza (Praça das Desamparadas). / Ver: Gasteizko Harresia via BorrokaGaraiaDa e gazteiraultza.info  

«Pescadores barbudos» da ikurriña voltam à carga
Os activistas penduraram um lenço cor-de-laranja gigante sobre a Gaztelu Plaza, em Iruñea, fazendo assim um apelo à participação no muro popular (askegune) que este domingo ali terá lugar e mostrando a sua solidariedade a Luis Goñi e Xabier Sagardoi. A Polícia Municipal encarregou-se de retirar o lenço gigante dali. Fonte: ateakireki.com

Sindicatos abertzales pedem às instituições bascas que rejeitem a reforma educativa

Membros dos sindicatos ELA, LAB e STEE-EILAS, bem como de colectivos ligados à Educação, concentraram-se hoje em Bilbo e Iruñea contra a reforma educativa, exibindo faixas com a inscrição «Euskal Herrian gure hezkuntza eraiki. LOMCEri ez» [Construir a nossa Educação em Euskal Herria. Não à LOMCE].

Em declarações aos jornalistas presentes na concentração realizada frente à Subdelegação do Governo espanhol em Bilbo, a representante do STEE-EILAS, Arantza Fernández Garaialde, sublinhou que, com a aprovação da LOMCE no Congresso espanhol, «não começa nem acaba nada».

«Sabemos que estão a aprovar a lei, mas nós vamos continuar a lutar contra ela e instamos cada qual, governos, instituições e partidos políticos, a opor-se à lei no seu respectivo âmbito», disse. Em concreto, os sindicatos exigem aos governos da CAB e de Nafarroa que «recorram a todos os meios possíveis» para evitar a aplicação do projecto educativo do ministro José Ignacio Wert.

Para além de protestarem contra a aprovação da reforma educativa, os participantes nas concentrações fizeram ainda um apelo à participação na manifestação nacional convocada para o próximo sábado na capital biscainha.

A mobilização é organizada pelos sindicatos abertzales juntamente com colectivos ligados à educação, como Ikastolen Elkartea, Ikasle Abertzaleak ou Nafarroako Ikastetxeetako Zuzendarieen Elkartea.

Para estes grupos, a reforma do Governo do PP é «retrógrada, espanhola, doutrinante, elitista e machista». / Ver: naiz.info

AMAIUR protesta no Congresso espanhol
No Congresso espanhol, onde a reforma foi aprovada, o porta-voz da Amaiur, Xabier Mikel Errekondo, afirmou que as forças soberanistas «jamais deixarão que esta lei aberrante» seja imposta a Euskal Herria. «Esta lei cheira a naftalina», disse.

Antes de terminar a sua intervenção, falou em euskara por duas vezes, sendo advertido por isso, e «representou um castigo», esticando os braços para os lados, com um livro em cada uma das mãos. E disse: «É esta a sua Educação, obedecer e calar; se não, castigado como se fazia nas escolas franquistas». / Ver: Amaiur [com vídeo]  

ERNAI critica duramente a reforma educativa do PP
A Ernai criticou de forma veemente a aprovação desta reforma, que considera reaccionária e centralista. Numa nota, a organização juvenil abertzale afirma que a aprovação da Lei Wert, hoje, no Congresso espanhol, constitui um ataque ao ensino público de qualidade, abrindo as portas à sua privatização, e um ataque a Euskal Herria, que não necessita desta reforma educativa. Por isso, faz um apelo à participação na manifestação deste sábado em Bilbo, contra a Lomce e em defesa da construção de um modelo educativo próprio. / Ver: topatu.info

Sabino Cuadra: «Luvas de seda para os GAL, doutrina Parot para os presos bascos. Esta justiça dá náuseas»

O deputado da coligação soberanista basca participa no debate sobre a exaltação do nazismo e recorda ao PP as suas responsabilidades políticas. / Fonte: Amaiur koalizioa

Sindicatos protestam contra as proibições e em defesa da liberdade de expressão

A delegada do Governo espanhol, Sra. Alba, está a ganhar o hábito de proibir mobilizações com a desculpa de que não têm carácter de urgência. Na semana passada, para proibir as concentrações de protesto, convocadas pelos sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE, CGT, CNT, EHNE e HIRU, contra a operação político-policial contra o Herrira, a delegada foi um pouco mais além: não só não eram urgentes como podiam «enaltecer» o terrorismo. Os sindicatos convocantes referem que «a decisão da Sra. Alba é grave, muito grave, pois viola o direito à liberdade de expressão e de manifestação, o que faz lembrar os tempos do franquismo». / Fonte: ateakireki.com e LAB  

Bombeiros navarros, multados por acção na greve geral, voltaram a sair à rua Uma ampla representação de trabalhadores e trabalhadoras da Agência Navarra de Emergências (ANE) respondeu hoje à multa que lhes foi imposta por organizarem uma acção em que juntaram mais de 9000 € para o Banco Alimentar e a Asamblea de Parados y Paradas [associação de desempregados]. A acção referida constituiu uma forma de adesão à última greve geral em Euskal Herria. Como foi considerada ilegal pela Delegação do Governo espanhol e pela Polícia Foral, os aderentes foram multados em 900 €.

Hoje, os trabalhadores da ANE voltaram a sair à rua em protesto contra estes factos e para organizar uma nova recolha de fundos, para pagar a multa. O dinheiro que juntaram para além dos 900 € foi novamente entregue às organizações citadas. / Fonte: LAB e ateakireki.com

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Entrevista sobre a Carta dos Direitos Sociais de Euskal Herria

Entrevista (em euskara e castelhano) sobre a Carta dos Direitos Sociais de Euskal Herria, subscrita por um vasto conjunto de movimentos sociais e sindicatos do País Basco.  

Sobre a Carta dos Direitos Sociais de EH [Herrikolore] Recentemente, os signatários da carta realizaram a sua III Assembleia em Donostia, onde aprovaram o esboço do documento e destacaram a importância das mobilizações para alcançar os seus objectivos. / Mais informação: boltxe.info

Imputados por exibirem a ikurriña nos sanfermines de 2010 denunciam «verdadeiro estado de excepção»

Jovens imputados pela alegada participação na tentativa de mostrar uma ikurriña no txupinazo nos sanfermines de 2010 e para quem a justiça pede elevadas penas de prisão, denunciaram o «medo que a UPN» tem do símbolo nacional basco e a forma como a Polícia Municipal foi utilizada para reprimir quem o defende, «provocando verdadeiros momentos de pânico e tensão» no início das festas.

Numa conferência de imprensa que teve lugar na Gaztelu Plaza, em Iruñea, os jovens criticaram a perseguição que é movida em Nafarroa a um símbolo «que queria representar as liberdades». Por «terem aberto e defendido uma ikurriña nas festas de San Fermin de 2010», treze pessoas serão julgadas a 18 de Novembro, afirmaram, para em seguida denunciar a forma («violenta») como foram agredidos pela Polícia Municipal, cuja actuação provocou diversos feridos.

«Queremos manifestar a nossa solidariedade à pessoa que ficou gravemente ferida», um jovem madrileno atingido por uma garrafa que terá sido atirada contra os agentes da Polícia Municipal que momentos antes tinham carregado na praça e que levavam consigo, apreendida, uma ikurriña gigante.

O Ministério Público pede 33 anos de prisão e 150 000 euros de indemnização para todos; a acusação particular, 160 anos e 350 000 euros. Os acusados sublinharam que a origem do que se passou reside «na resposta da Udaltzaingoa à simples abertura de uma bandeira, a ikurriña».

«É a crua realidade que nos é imposta irresponsavelmente nesta cidade. Perante isto, queremos agir com responsabilidade e manifestar o seguinte: defendemos uma Iruñea que garanta os direitos de todas e todos e, como tal, em que se respeite os símbolos de todos e todas», afirmaram, tendo criticado ainda o facto de na capital navarra esses direitos «não serem respeitados da mesma forma» e «se impor um verdadeiro estado de excepção».

Sublinharam que vão continuar a trabalhar «em prol da convivência» e anunciaram que, nas próximas semanas, se vão reunir com agentes sociais, sindicatos e partidos políticos. Para além disso, convidaram todas as pessoas a participar na concentração que vão realizar dia 26 de Outubro, ao meio-dia, na Udaletxe Plaza. / Ver: ateakireki.com

Luis Goñi volta a aparecer em público este domingo, em Iruñea

Luis Goñi, condenado a seis anos de prisão pela sua militância política pela AN espanhola, está escondido desde Julho, altura em que o Supremo Tribunal confirmou a sentença. Com ele foi também condenado Xabier Sagardoy, entretanto detido pela Guarda Civil (a 29 de Setembro). Hoje, anunciou num vídeo que voltará a aparecer em público no próximo domingo, em Iruñea. No vídeo, divulgado pela Herri Harresia, Goñi considera que os objectivos que o levaram a esconder-se foram «mais que alcançados», pois pretendia «mostrar a situação dos processados e criar condições para poder responder a estas injustiças como povo».

Goñi anuncia ainda que voltará a aparecer em público este domingo em Iruñea. Recorde-se que para este dia foi convocada uma marcha desobediente, que será «o reflexo de todo o trabalho realizado anteriormente», afirma, acrescentando que não participará na mobilização, mas que passará o dia nas ruas da capital navarra. A manifestação tem início às 12h00 nos cinemas Golem. / Ver: naiz.info e ateakireki.com

A Etxerat não atribui qualquer credibilidade a notícias relacionadas com a sentença sobre a doutrina Parot

Na sequência das notícias ontem veiculadas por alguns meios de comunicação social [La Razón, ABC, Cadena Ser] «sobre a sentença de Estrasburgo acerca da doutrina 197/2006», a Etxerat emitiu uma nota na qual afirma que, neste momento, «não existe qualquer tipo de comunicação oficial que nos permita saber se a sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem é iminente ou próxima e, menos ainda, qual será o seu conteúdo».

A associação de familiares e amigos dos presos políticos bascos afirma ainda que as notícias vindas a público sobre a referida sentença «não merecem qualquer credibilidade, tendo em conta a linha editorial dos órgãos de comunicação que as divulgaram, sempre favoráveis à doutrina 197/2006, bem como a qualquer outra medida de excepção aplicada às presas e aos presos políticos bascos».

Mais ainda, a Etxerat afirma que «alguns destes meios de comunicação apoiaram claramente a vontade expressa pelo Governo do PP no sentido de fazer pressão para que a sentença fosse favorável» aos seus interesses. «Se tivéssemos de comentar estas notícias, diríamos apenas o seguinte: trata-se de uma campanha para pressionar Estrasburgo, com o alarme social que está a gerar, condicionando dessa forma a sentença do tribunal», diz-se na nota.

«Sem querer entrar em especulações e competências exclusivas ao Tribunal», a Etxerat diz estar à espera de «uma resolução positiva», na medida em que essa será a «única solução que respeita os direitos fundamentais das pessoas e, concretamente, o direito à liberdade». «O Tribunal de Estrasburgo já o disse e estamos confiantes que o voltará a fazer», conclui a nota. / Ver: etxerat.info (cas / eus)  

Notícias relacionadas: Berria e naiz.info

Borroka Garaia: «Los jefes de Galindo»

Que las siglas de los GAL salgan a relucir principalmente cuando se habla de terrorismo de estado responde a esa lógica. A querer separar lo que es indivisible. A querer contar un relato inconexo y parcial de lo que realmente es la guerra contra Euskal Herria. Que no es otra cosa que una misma estrategia de décadas realizada por los aparatos del estado (BorrokaGaraiaDa)  

«Giap, herói do Vietname e da humanidade», de Os Editores de ODiario.info
Na guerra o factor decisivo é e será sempre o homem; as massas populares são e continuarão a ser as forjadoras da história  

«Rechazamos la criminalización de la protesta social», de FARC-EP (lahaine.org)
Asistimos sin duda a la legalización de la criminalización de la protesta. Pues se observa a simple vista la decisión, por ejemplo, de encarcelar de manera sumaria, con penas de 3 a 5 años, a quienes, movidos por la indignación que genera la acumulada injusticia social, obstruyan vías, o hayan estado cerca de las protestas y los pasados paros.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Arratia: apagão contra a destruição do emprego e a desindustrialização a 30 de Outubro

A plataforma Arratian Lan eta Bizi! prepara um «grande apagão eléctrico» para dia 30 deste mês, para denunciar o processo de desindustrialização e de empobrecimento da comarca, perante a passividade da Deputação da Bizkaia e do Governo de Gasteiz. 

Em Bedia, um grupo de jovens, sindicalistas e de colectivos sociais, abordaram a dura realidade que atravessa a região biscainha de Arratia. «Não é diferente da que se vive noutras comarcas da Bizkaia ou de Euskal Herria, mas não é por isso que deixa de nos preocupar», precisaram. Neste momento, o problema fundamental é o da deslocalização da Incoesa.
Para os membros da Plataforma Arratian Lan eta Bizi! [viver e trabalhar em Arratia], a situação é de «empobrecimento progressivo e generalizado da população», o que se relaciona com os «interesses económicos do capital, que condenam as pessoas a condições de trabalho cada vez mais precárias e a um mercado laboral cada vez mais difícil e frágil».

Na radiografia que apresentaram da comarca, destacaram a questão do desemprego, que atinge mais de mil pessoas: «cerca de 340 em Igorre, 250 em Lemoa, 70 em Dima, 40 em Artea, 65 em Zeanuri e 78 em Bedia». De acordo com a plataforma, os números do desemprego «duplicaram desde 2009»; em relação ao mesmo período do ano passado, «aumentaram 20%».

«Estamos perante uma destruição de emprego sem precedentes. Não só estão a ocorrer inúmeros despedimentos individuais, que parecem passar despercebidos, como estamos viver um processo de desindustrialização silenciosa, de que são exemplo o encerramento da Incoesa e da Prefabricados Lemona, ou os despedimentos na Alfus FCC Ámbito».

Mobilizações
A Plataforma Arratian Lan eta Bizi! pediu a todas as pessoas que «defendam o tecido industrial» da região e que «respondam de forma conjunta» a uma situação que põe «em risco a sobrevivência da comarca».

Por isso, decidiram convocar uma «resposta directa» para 30 de Outubro, com a iniciativa «Argie amatau etorkizune izitako!». O objectivo é conseguir levar a cabo um grande apagão eléctrico, ao anoitecer, e, ao mesmo tempo, realizar mobilizações em todas as localidades da região. Para que a resposta seja o mais ampla e participativa possível, a plataforma convidou todos os habitantes de Arratia a participar na iniciativa, fazendo-lhes chegar todas as ideias que tiverem. / Juanjo BASTERRA / Ver: Gara

Movimento Juvenil de Iruñerria reúne-se em assembleia, contra a escravidão e a submissão aos mercados

Porque não estão dispostos «a aguentar um sistema que os condena à escravidão para toda a vida», nem a «viver de forma submissa sob os mandamentos daquilo a que se chama os mercados», o Iruñerriko Gazte Mugimendua [Movimento Juvenil da Comarca de Pamplona] convocou uma assembleia para dia 17, às 18h30, na Auzotegi Kultur Elkartea (bairro da Txantrea, em Iruñea). A ideia é reforçar a luta, articular forças e criar alternativas, para dar uma resposta à situação com que os jovens se deparam.

Excerto da nota emitida pelo movimento juvenil:  
Los oyes? / Son los sonidos de las peloteras de los txakurras del capital. Sí, esas que utilizan siempre contra nuestra, contra lxs de abajo, contra el pueblo. ¿Y por qué nos disparan? Para que nunca salgamos a la calle a reivindicar lo que es nuestro. Nuestro futuro, nuestros derechos, nuestra vida. Todo lo que nos han arrancado a golpe de reformas y porrazos. Mientras gastan millones de euros en material policial, cierran centros de salud, echan profesores a la calle, desahucian familias enteras de sus hogares, cierran fábricas, aplican reformas laborales, nos imponen la LOMCE, nos niegan cualquier posibilidad de trabajo, nos imposibilitan emanciparnos... Precariedad, explotación, exilio, miedo y represión... este es nuestro presente. / Ler a nota na íntegra [em castelhano ou euskara]: trikimailu.info

Paralisações do sector metalúrgico navarro em apoio aos trabalhadores da Faurecia

Numa nota, o LAB de Nafarroa afirma que o patronato de Nafarroa, «armado com a reforma laboral, continua a despedir e deteriorar as condições de trabalho de milhares de trabalhadores e trabalhadoras». Referindo-se ao caso da Faurecia-Orkoien, cujos trabalhadores estão em greve desde 19 de Setembro, «em luta pelos direitos laborais e pela defesa dos seus postos de trabalho», o LAB afirma que a sua luta é a luta de todos e que a defesa do emprego em cada uma das empresas depende do apoio de toda a classe trabalhadora. Por isso, o sector metalúrgico do LAB Nafarroa convocou paralisações de duas horas (4h00-6h00 / 12h00-14h00 / 14h00-16h00) para esta quinta-feira, 10.

DELEGAÇÃO DO LAB VISITA CENTRAL DE TRABALHADORES DE CUBA
Uma delegação do LAB, composta pela secretária-geral, Ainhoa Etxaide, e pelos secretários de Formação, Jagoba Zulueta, e de Relações Internacionais, Igor Urrutikoetxea, deslocou-se recentemente à Ilha, a convite da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), central sindical com mais de 3 milhões de filiados e uma das mais importantes da América Latina e Caraíbas.

Com esta visita, o sindicato abertzale procurou conhecer em primeira mão o momento actual em Cuba, onde se discute o anteprojecto do novo Código do Trabalho, bem como explorar possibilidades de colaboração com a Escola Lázaro Peña ao nível da formação. O LAB manteve reuniões bilaterais com diversos representantes da central sindical cubana, foi informado sobre o seu próximo congresso, que terá lugar no início de 2014, e divulgou a situação política, económica, social e sindical de Euskal Herria. Visitou ainda o periódico Trabajadores e uma cooperativa. / Ver: LAB

Fundación Pakito Arriaran: «SOLIDARIDAD REVOLUCIONARIA... ASÍ CON MAYÚSCULAS»

El juez fascista español Baltasar Garzón acaba de prologar un libro bajo el título «Venezuela Estado delincuente». Garzón, al igual que otros jueces españoles, conoce bien el significado de la palabra «delincuente» ya que durante muchos años esa ha sido y es su verdadera profesión.
[...] Así que es de suponer que al juez Garzón para escribir el prólogo de ese libro le bastó con asomarse a la ventana de su despacho. Hoy, esos mismos jueces, esos que nos consideran un «estado delincuente» quieren que nuestro gobierno les entregue a un militante revolucionario vasco para poderlo torturar y encarcelar junto a centenares de presos políticos vascos que llenan las cárceles de exterminio españolas. (pakitoarriaran.org)

Su Ta Gar - «Gau iluna amaitu da»

[«Acabou a noite escura»; Hitzak / Letra]

«Mari» [Hitzak / Letra; «Libre / Izateko haiz jaioa»!]
Temas da mítica banda de Eibar (Gipuzkoa), gravados ao vivo em Durango (Bizkaia) a 26/12/2008, no âmbito da tournée comemorativa do seu 20.º aniversário. Da gravação resultaria o duplo CD Su Ta Gar 20 urte (2009). [Gora Euskal Herria askatuta!]

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

EH Bildu propõe debate para evitar a aplicação da reforma educativa espanhola [Lei Wert]

O EH Bildu apresentou uma iniciativa na Câmara de Gasteiz na qual solicita a realização de uma sessão exclusivamente dedicada à Ley Orgánica para la Mejora de la Calidad Educativa (LOMCE), também designada Lei Wert, para debater «as medidas que devem ser postas em prática para evitar a sua aplicação» na Comunidade Autónoma Basca.

Numa conferência em Gasteiz, Juanjo Agirrezabala, Belén Arrondo e Rebeka Ubera defenderam a necessidade de debater e definir as bases para fazer frente à «imposição de Madrid», pois «não responde à realidade do sistema educativo basco, nem às suas necessidades para continuar a melhorar».

Manifestaram o seu apoio à manifestação do próximo dia 12 em Bilbo, convocada pela maioria dos agentes educativos bascos para repudiar a LOMCE e reivindicar um novo sistema educativo próprio e público.

Depois de recordar que a coligação abertzale defende a posição dos agentes educativos de rejeição da LOMCE, o EH Bildu instou o Departamento da Educação a debater no Parlamento «as medidas que devem ser postas em prática para evitar a sua aplicação. Se todos dissermos não, será não. É isto que queremos debater», referiram. / Ver: naiz.info

IKASLE ABERTZALEAK em luta contra a Lei Wert
Na quinta-feira, 10, o Governo espanhol vai aprovar a reforma educativa. Por esse motivo, a organização estudantil Ikasle Abertzaleak convocou para todos os centros de ensino um «Dia de Ira» contra a LOMCE e fez um apelo à participação na manifestação nacional que terá lugar este sábado em Bilbo (17h00, Coração de Jesus). / Ver: topatu.info e ikasle-abertzaleak

Ver aqui artigo de opinião de deputadas do EH Bildu e da Amaiur em Iruñea, Gasteiz e Madrid contra a LOMCE.

Sindicatos protestam contra a mordaça frente à Delegação do Governo espanhol em Iruñea

Os sindicatos ELA, LAB, CGT, STEE-EILAS, HIRU, EHNE e ESK convocaram para amanhã, em Iruñea [Pamplona], uma vaia popular de protesto contra as proibições da delegada pepera Carmen Alba. A acção, que terá lugar às 19h00 na Praça Merindades, diz respeito aos vetos impostos a quatro concentrações de apoio ao Herrira na sexta-feira passada.

Na sexta-feira realizaram-se dezenas de mobilizações nos locais de trabalho e nas ruas de Nafarroa, convocadas pelos sindicatos ELA, LAB, ESK, CGT, STEE, EHNE e HIRU, para reivindicar a defesa dos direitos das pessoas presas e a resolução do conflito. Quatro das convocatórias foram vetadas, e as concentrações não se puderam realizar com normalidade, depois de o Tribunal Superior de Justiça de Navarra ter indeferido o recurso interposto pelos sindicatos contra a proibição da Delegação do Governo espanhol no herrialde.

Dá-se o caso - bizarro - de que apenas quatro das 400 concentrações sindicais convocadas foram proibidas, considerando a delegada que não tinham carácter de urgência e que podiam constituir um crime de «enaltecimento do terrorismo». Na Praça do Município de Iruñea, a Polícia Nacional dispersou as dezenas de pessoas que ali se juntaram.
Em Tafalla, a Guarda Civil identificou «com maus modos» dezanove pessoas, informaram os sindicatos, que denunciaram «a atitude neofranquista da delegada do Governo do PP em Navarra», Carmen Alba. Em função disto, os sindicatos convocantes decidiram organizar uma vaia popular contra as proibições e em defesa da liberdade de expressão (terça-feira, 19h00, frente à Delegação do Governo). / Ver: ateakireki.com

Kilometroak: milhares de pessoas foram a Tolosa levar o euskara «à boca»

Milhares de pessoas foram ontem até Tolosa participar na edição deste ano da Kilometroak (festa das ikastolas de Gipuzkoa), organizada pela Laskorain Ikastola com o lema «Ahora!» [para a boca! - o euskara tem de passar dos livros, das gramáticas, da cabeça, do coração para a boca]. A edição de 2014 será em Orio.

A jornada festiva começou às 9h00 com a recepção aos representantes institucionais e políticos - que decorreu no novo edifício da ikastola Laskorain -, após a qual os presentes se dirigiram para o Parque Zabalarreta, onde teve lugar a sessão de abertura.

Às 9h30, Emeterio Zaldibia, director da Laskorain durante quase dezasseis anos, cortou a fita, num acto espectacular a nível artístico e no qual tomaram a palavra diversos representantes institucionais e educativos.

Estiveram presentes diversas figuras políticas. Ibai Iriarte (Bildu), autarca da antiga capital de Gipuzkoa, felicitou os organizadores e todos os que trabalharam um ano inteiro para se construir a festa de ontem. Ainda assim, recordou que à festa se junta a reivindicação, pois «ainda existem nuvens negras» como a Lei Wert, a zonificação em Nafarroa ou os «ataques» às ikastolas em Iparralde.

No arranque da jornada, a organização fez questão de homenagear o já referido Emeterio Zaldibia; no final da homenagem, os actuais responsáveis da Laskorain passaram o testemunho que receberam há um ano a representantes da Orioko Herri Ikastola, que serão os anfitriões da próxima edição da Kilometroak.

Com o tempo a ajudar, ao longo do dia milhares de pessoas acorreram a Tolosa, participando nas múltiplas actividades propostas ao longo do percurso de sete quilómetros e assistindo aos muitos concertos programados. / Fontes: naiz.info e agências / Fotos: Kilometroak Tolosan (naiz.info, Berria, kilometroak)

8 de Outubro: Dia do Guerrilheiro Heróico

No âmbito das comemorações do Dia do Guerrilheiro Heróico, amanhã, 8 de Outubro, a Coordinadora Simón Bolívar convida-o a participar num acto político-cultural, em homenagem a Che Guevara.

Documentário: Che: un hombre nuevo, de Tristán Bauer O acto terá lugar às 18h00, na Praça Che Guevara, frente à Rádio «Al Son del 23», na Parroquia 23 de Enero, sector La Cañada, na Casa del Encuentro Comunitario Freddy Parra. / Mais informação: pakitoarriaran.org