segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tiken Jah Fakoly - «Plus rien ne m'étonne»


A presença do conhecido músico marfinense foi há poucos dias anunciada pelos organizadores do EHZ na edição deste ano do festival, que tem lugar em Heleta (Nafarroa Beherea, EH) entre 1 e 3 de Julho.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Milhares de pessoas nas ruas de Bilbau exigem a legalização do Sortu

Milhares de pessoas aderiram hoje à tarde à exigência de legalização do Sortu, numa enorme mobilização que decorreu em silêncio, apenas quebrado por irrintzis e aplausos. Os organizadores salientaram que o «passo de hoje foi importante» mas «aquilo que está em jogo é muito mais», e fizeram um apelo para que «o grito silencioso e plural de hoje tenha um efeito multiplicador».


Galeria de fotos (Gara) / Argazki bilduma (Berria) / Reportagem (ekinklik.org)
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Vídeos: 1- Gara / 2- Berria via Koska Irratia / 3- kaosenlared.net

A marcha para reclamar a legalização do Sortu arrancou às 17h30 de La Casilla, sob o lema «Bakerantz, legalizazioa» [Para a paz, legalização]. Levavam a faixa os convocantes da mobilização: Pello Zabala, Iñaki Zarraoa, Xabier Zubizarreta, Xabier Oleaga, Anjeles Iztueta, Maxux Rekalde e Antton Lafont, entre outros. Atrás deles seguiam os promotores do Sortu: Iñaki Zabaleta e Maider Etxebarria, entre outros.

Apesar da pontualidade com que se iniciou, a manifestação avançou de forma muito lenta, pois as milhares de pessoas que abarrotavam toda a Rua Autonomia, passeios e calçada incluídos, para se juntarem à mobilização, impediam que o andamento fosse mais rápido.

Quando a cabeceira chegou a Zabalburu, em La Casilla, o ponto de partida, ainda estavam milhares de pessoas à espera de iniciar o trajecto.

Esquerda abertzale, EA, AB, Aralar, EB e Alternatiba participaram na mobilização com uma ampla representação. O PNV também esteve presente, tendo enviado os deputados Iñigo Iturrate e Mikel Martínez.

A mobilização decorreu em silêncio, apenas quebrado por aplausos e irrintzis. A cabeceira demorou uma hora a completar o trajecto e, quando chegou à Câmara Municipal, a mole humana ainda seguia na Rua Autonomia.

Acto final
Kontxita Beitia, do movimento das andereños* dos anos 50, e o representante da diáspora basca na Argentina César Arrondo foram os responsáveis por transmitir a mensagem final.

Depois de agradecerem a aceitação que a convocatória teve, ressaltaram que «o eco ensurdecedor deste silêncio activo, decidido e determinado há-de ressoar lá onde deve: de momento no Governo de Espanha, na sua Procuradoria-Geral e no Supremo Tribunal».

Afirmaram que, depois da declaração do Palácio Euskalduna do passado dia 7 de Fevereiro, não aceitarão um «não» como resposta e que «quarentenas repentinas ou considerações antijurídicas influenciadas por interesses políticos são inaceitáveis».

Arrondo e Beitia disseram que a esperança começou «a entrar de novamente na sociedade basca» e que desta vez querem «que tenha vindo para ficar». Esperança, afirmaram, de que o cessar-fogo da ETA «seja definitivo», a esperança «no fim de qualquer actividade violenta e de qualquer imposição antidemocrática», a esperança «no respeito pelos direitos humanos, civis e políticos, individuais e colectivos», a esperança «na instauração de uma democracia integradora que nunca antes conhecemos em Euskal Herria. Em suma, a esperança na paz».

Na sua alocução, realçaram que a reivindicação de hoje representa «apenas um passo, importante e necessário na actualidade», mas que «aquilo que está em jogo é muito mais».

Por isso, fizeram um apelo para que «o grito silencioso e plural de hoje possua um efeito multiplicador» e «transforme num clamor social o pregão da nossa faixa: Bakerantz, legalizazioa».
Fonte: Gara

*andereños: de forma básica, mulheres que ensinaram euskara às escondidas, de forma clandestina, para não serem descobertas, durante a ditadura franquista; também significa professora de ikastola.

«Legeztatzea eskatu du jende uholde batek Bilbon, bakerako pauso modura» (Berria)
[Um mar de gente pediu a legalização em Bilbau, como passo para a paz]

«Um tsunami silencioso percorre Bilbo, exigindo a legalização do Sortu» [com muitas fotos] (boltxe.info)
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Leituras relacionadas:
«180.000 semillas que echan raíz en Gernika y siembran el futuro», de Ramón SOLA

«Cada cual en su sitio», de Floren AOIZ, escritor

«¿Por qué se enreda tanto Urkullu?», de Txisko FERNÁNDEZ, jornalista

Arnaldo Otegi afirma que a credibilidade era a primeira batalha


O líder independentista encarcerado Arnaldo Otegi afirma que a esquerda abertzale ganhou a credibilidade dos agentes sociais, sindicais, políticos e internacionais «envolvidos na tarefa de levar por diante o processo democrático».

«A Procuradoria decide impugnar o Sortu na véspera da marcha de Bilbo pela sua legalização»

«Deputados europeus saúdam a criação do Sortu e pedem a Madrid que não coloque entraves»

Xabier Zubizarreta: «Os partidos mais próximo estão a reposicionar-se e isto deve continuar a alastrar»

Sob a epígrafe «Uma oportunidade para as soluções democráticas. A credibilidade, nossa primeira batalha», Arnaldo Otegi expõe, no portal basquepeaceprocess.info, a sua reflexão sobre o panorama aberto pelos movimentos da esquerda abertzale.

O líder independentista e preso político agora encarcerado em Logroño inicia a sua análise com a constatação de que «hoje ninguém é capaz de defender com rigor, para lá da mera propaganda política, que nada mudou», depois de os independentistas e socialistas bascos terem «construído um novo cenário político no nosso país».

Afirma: «agora podemos dizê-lo, a primeira batalha com carácter estratégico que sabíamos que tínhamos de enfrentar ia ser a batalha da credibilidade».

Reconhece que as experiências de negociação frustradas, «fundamentalmente Lizarra e a última», «tinham prejudicado a nossa credibilidade política» junto dos cidadãos bascos.

«Reconhecer essa realidade obrigava-nos a deitar fora leituras autocomplacentes, por um lado, e a fugir de debates sobre se a nossa perda de credibilidade era maior ou menor que a do Estado, simplesmente porque o Estado pode suportar qualquer perda a esse nível, na medida em que a sua estratégia legitimadora não necessita da aceitação popular basca, enquanto para aqueles que dinamizam o processo de libertação nacional a legitimação e aceitação popular é simplesmente imprescindível», afirma.

Sublinha, ainda, que a necessidade de recuperar a credibilidade era «mais urgente» porque a aposta unilateral na criação de um processo democrático assenta em dois pilares «fundamentais»: «o nosso povo e a comunidade internacional».

«Por isso, os sectores que, instalados no imobilismo, se dedicam a dizer-nos o quê, como e quando devemos apresentar as nossas iniciativas e propostas estão completamente equivocados».

Otegi salienta ainda que «os únicos elementos capacitados» para apresentar sugestões ou propostas à esquerda abertzale nesta fase do processo são os agentes sociais, sindicais, políticos e os internacionais «envolvidos na tarefa de levar por diante o processo democrático. Todos os nossos esforços se destinaram a ganhar a sua credibilidade e a aumentar o grau de confiança uns nos outros».
Fonte: Gara

Na foto: Arnaldo Otegi, euskal preso politikoa.

Leituras


«La larga marcha», de Euskal Herriko Komunistak

«Terrorismo y violencia de motivación política», de Manu SAINZ; Gotzon GARMENDIA; Andoni TXASKO e Iñaki ASTOREKA, da plataforma Lau Haizetara Gogoan

«Fuera de la ley», de Xabier SILVEIRA, bertsolaria

«Despliegues, disputas y sentimientos», de Jakue PASCUAL

«No pueden disimular los nervios», de Maite SOROA

Os signatários do Acordo de Gernika vão reunir-se com o Colectivo de Presos


Os signatários do Acordo de Gernika anunciaram que nas próximas semanas se vão reunir com o Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK) e pediram aos governos de Madrid e Paris que não «coloquem obstáculos». Entendem que o seu contributo é necessário para a resolução do conflito.

Vídeo da conferência de imprensa

A secretária-geral do LAB, Ainhoa Etxaide, o porta-voz da Alternatiba, Oskar Matute, e Maider Karrere, dos Gazte Abertzaleak, são os representantes designados pelos signatários do Acordo de Gernika para se reunirem com os interlocutores do Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK).

Segundo explicaram ontem de manhã em Donostia, os agentes políticos, sociais e sindicais que participaram no Acordo de Gernika avaliam «favoravelmente» a proposta feita pelo colectivo de prisioneiros políticos para se estabelecer «relações normalizadas» e, como tal, decidiram pôr-se em contacto «de forma imediata» com os seus interlocutores, com o propósito de se reunirem nas próximas semanas.

Consideram que, assim como o de outros agentes, o contributo que os presos e as presas possam dar ao processo que está em marcha em Euskal Herria «é de grande importância», e sublinham que «quantos mais colectivos e agentes aderirem, maior será a capacidade para levar por diante o processo de paz e normalização».

Assim, consideram que o EPPK, em colaboração com os restantes agentes, deve ter «uma participação activa» no processo e insistem na ideia de que a sua colaboração é necessária «para que o caminho da paz e das soluções democráticas siga o seu curso».

Etxaide, Matute e Karrere pediram ainda aos governos espanhol e francês que não coloquem entraves à vontade de «manter um diálogo permanente» com o colectivo de presos.

Por fim, reiteraram o que vem expresso no Acordo de Gernika na secção respeitante aos presos, tendo defendido que a solução do conflito político «deve passar pelo regresso a casa, próximo e necessário», desse colectivo, bem como dos refugiados e das refugiadas.

«Criou-se uma nova situação no nosso país e é imprescindível acabar com esta política penitenciária. Solicitamos aos dois estados que eliminem os obstáculos no caminho da paz e das soluções democráticas, entre elas, a política penitenciária que é aplicada às pessoas presas políticas bascas», concluíram.
Fonte: Gara

Na foto: da esquerda para a direita, Maider Karrere, Oskar Matute e Ainhoa Etxaide.

Festival musical nos cinco anos da Infozazpi


Para comemorar o seu quinto aniversário como deve ser, a Infozazpi Irratia faz as coisas em grande. Sendo antes de mais uma rádio de informação, a rádio comunitária reserva igualmente um espaço importante para a música. Assim, é bastante natural que a noite deste sábado, 19 de Fevereiro (a partir das 19h30, Hernaniko tilosetan) seja dedicada ao rap basco, estilo musical que seduz tanto pelo ritmo como pelas letras reivindicativas.

Em Hernani, vão estar em palco cinco grupos de rap provenientes de diferentes herrialdes: o grupo MAK, que irá representar Lapurdi, será acompanhado pelos bizkaitarras Norte Apache, pelos Indarrap (Araba), os Goienetxe Anaiak (Nafarroa) e os gipuscoanos %100 Gourmet.

Inspirados pelas mensagens dos rappers, «graffiti-artists» vão dar cor ao espaço, enquanto os Zaparrada Batukada marcarão o ritmo do início da noite.

Como a Infozazpi é uma rádio com propostas musicais eclécticas, a noite prossegue com o ritmo de pista de dança dos The Sparteens, a que se seguirão os Afu. Os Siroka trazem ao concerto uma som mais rock.
A noite termina com participação musical de dois colaboradores habituais da rádio, DaddyJeff e Sound Sister (ver programa em Info7 Irratia). Geroz eta gehiago!
C.L.
Fonte: lejpb-EHko_kazeta

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Personalidades da cultura basca apelam à participação na manifestação de sábado em Bilbo

Uma trintena de personalidades da cultura basca fez um apelo à participação na manifestação convocada para sábado em Bilbo para exigir a legalização do Sortu.

Manifesto e signatários

Xabier Oleaga, um dos promotores da marcha, na Info7 Irratia

«A marcha conquista apoios de agentes sindicais e políticos»

«Um juiz afirma que os relatórios de das Forças de Segurança sobre o Sortu são "um exagero"»

Fermin Muguruza, Unai Elorriaga, Bernardo Atxaga, Jon Maia, Amets Arzallus, Gorka Urbizu, Eider Rodríguez, Joxe Azurmendi, Laura Mintegi, Jon Benito, Josu Zabala, Rafa Rueda, Irati Jiménez, Sebastian Lizaso, Andoni Egaña, Asier Altuna e Jon Sarasua são alguns dos signatários do manifesto que deram a conhecer ontem de manhã em Donostia para mostrarem o seu apoio à manifestação de sábado.

Os signatários consideram «imprescindível» que o processo de paz que está em marcha» tenha o apoio dos cidadãos, «para lá dos partidos políticos e de todas as ideologias», pois entendem que «é responsabilidade directa dos bascos construir para o seu país um outro cenário, em paz e sendo donos de todos os direitos sociais e políticos».

Para eles, é claro que «não podem deixar passar esta ocasião» e que os cidadãos bascos «não podem ser meros espectadores neste processo».

«Cada um de nós, a partir da nossa pequenez e do nosso txoko [recanto], tem de dar um impulso, criar um ambiente, estimular e dar corpo à esperança para que outra realidade se materialize».

«Nós, que vivemos na praça da cultura, vimos dar o nosso contributo para os novos caminhos que surgiram. Neste momento histórico que Euskal Herria está a atravessar, temos todos de ser protagonistas e, por isso, fazemos um apelo à participação na manifestação de sábado», concluem.
Fonte: Gara

Na foto: Em cima, Joxe Mari Agirretxe 'Porrotx', Jon Maia, Harkaitz San Vicente e Iñaki Ortiz de Villalva; em baixo, Mikel Urdangarin, Amets Arzallus, Eñaut Elorrieta e Aiora Zulaika 'Pirritx'.

Ver também: Xabier ZUBIZARRETA, ex-autarca de Arrasate, entrevistado por Oihana LLORENTE (Gara)
Xabier Zubizarreta é um dos convocantes da manifestação de amanhã e também uma voz autorizada para avaliar estes oito anos de ilegalização, depois de ter sido autarca de Arrasate pela esquerda abertzale durante várias legislaturas.

O sindicato LAB ganha as eleições no ensino público


O LAB considera que os resultados das eleições no ensino público de Gipuzkoa, Bizkaia e Araba, nas quais se tornou a primeira força, evidenciam a queda do «sindicalismo constitucionalista».

O LAB, que após as eleições de ontem é a primeira força no ensino público da CAB, considera que ficou demonstrada a sua «presença» entre os trabalhadores, bem como o crescimento da representação da maioria sindical basca e a queda do «sindicalismo constitucionalista».
A aguardar por uma análise mais detalhada dos resultados, que apresentará amanhã em Bilbo, o LAB salientou que os trabalhadores do ensino «premiaram os sindicatos que lutaram contra os cortes e a favor de melhores condições laborais», tendo «castigado o sindicalismo que agiu contra os trabalhadores e a favor do capital e da Administração».
Fonte: Gara / Ver também: kaosenlared.net

«Vuelco sindical en la enseñanza pública» (editorial do Gara)

Acordo sobre vítimas da violência estatal: Lakua deverá utilizar a lista de vítimas do relatório de Jon Landa


PNV, PSE, Aralar, EA y EB registaram ontem no Parlamento a sua proposta sobre vítimas da violência estatal, na qual se refere, entre outros pontos, que o Governo de Lakua deve contactar com estas pessoas utilizando a informação de que dispõe sobre as mesmas. Até à data, o trabalho mais completo nesta matéria foi o que dirigiu o anterior director dos Direitos Humanos, Jon Mirena Landa, em 2008, quando Joseba Azkarraga era titular do Departamento da Justiça, no mandato de Ibarretxe. (Ver Gara)

Em Atarrabia, jornada de protesto contra as últimas detenções em Iruñerria
Hoje, haverá manifestação de protesto contra esta operação policial e em defesa de uma solução democrática para o conflito em Barañain. Amanhã, Atarrabia será o palco de uma jornada de protesto que começará às 14h30 com um almoço na sociedade Etxe Beltza (com a participação de bertsolaris). Às 17h00 terá lugar uma manifestação, que partirá da Plaza Consistorial, com o lema «Erasoen gainetik, gazteria aurrera!». Para concluir a jornada, os grupos de rock Lubaki, Bonbatu e Atrincherados darão um concerto na Etxe Beltza a partir das 19h00.
Fonte: nabarreria.com / Vídeo em ateakireki.com

Os presos bascos de Fleury-Merogis iniciam uma dinâmica de luta e protestos
Os presos políticos bascos reclusos no cárcere de Fleury-Merogis estão em luta, depois de um determinado carcereiro ter agido contra eles e depois da proibição de visitas imposta à mãe de um deles, por um período de dois meses - a senhora teve um ataque de ansiedade depois de longa espera no locutório e o seu marido, confrontado com a falta de assistência (e a galhofa dos funcionários) teve de partir o vidro. Os protestos começaram no dia 13 de Fevereiro e serão retomados assim que os reclusos saiam da «mitard» (solitária), para onde foram levados.
Em defesa dos direitos dos presos bascos, 51 pessoas concentraram-se na quarta-feira em Atarrabia e 110 em Bilbo. Ontem, foram 60 em Ansoain; 101 em Burlata; 95 em Eibar; 65 na Txantrea; 62 em Iturrama e 58 em Donibane.
Fonte: Gara

O juiz Grande-Marlaska decreta o «bloqueio preventivo» da página apurtu.org


Num auto posterior à operação policial que se saldou com a detenção de quatro pessoas acusadas de gerir o portal apurtu.org, o juiz Fernando Grande-Marlaska decretou o «bloqueio preventivo» da página durante quatro meses. E, de facto, o apurtu.org desapareceu da Internet.
Encontramo-nos, pois, perante um novo encerramento «preventivo» de um meio de comunicação, desta vez baseado na «séria probabilidade» de que o apurtu.org constitua «um projecto orgânico da ilegalizada Askatasuna». As mesmas «sérias probabilidades» que levaram ao encerramento de Egin, Egunkaria, Ardi Beltza… Mais um pontapé à liberdade de expressão.
Da mesma forma, Grande-Marlaska também deu ordem para encerrar o canal do Youtube da «Apurtu Telebista», bem como as páginas que este canal tinha no Yahoo e no Facebook.
Entretanto, Miguel Angel Llamas Pitu continua na prisão, também preventivamente, acusado de ser o responsável da página agora fechada.
E até agora ninguém mostrou as alegadas ameaças que dizem ter desencadeado a «investigação». Onde estão?
O facto é que o apurtu.org já não existe. Mais um dia triste para o espaço informativo basco.
Fonte: ateakireki.com

O Parlamento de Nafarroa rejeita a oficialização do euskara


O Parlamento de Nafarroa rejeitou ontem a proposta de lei de normalização do euskara, apresentada pela NaBai. A porta-voz da coligação, María Luisa Mangado, referiu que o objectivo era «amparar o direito dos cidadãos a conhecer e usar o euskara». UPN, PSN e CDN votaram contra e acusaram a NaBai de agir por «interesses eleitorais».
Para o porta-voz da UPN, Carlos García, se esta lei fosse aprovada, «isso significaria pôr fora da comunidade os falantes de castelhano». (Gara)

Ver também (euskaraz): «A lei para tornar o euskara oficial em toda a Nafarroa não avançou» (Berria)
A proposta de lei apresentada pela NaBai no Parlamento de Nafarroa só contou com o apoio da Nafarroako Ezker Batua; UPN, PSN e CDN votaram contra.

Euskara eta Nafarroa maite ditugulako... / Porque gostamos muito do euskara e de Nafarroa... «Nafarroa, arragoa», de Xabier Lete

Sugerimos a quem não entende euskara que se dê ao trabalho de ver a tradução da letra (aqui apenas em inglês).

Hitzak: http://eu.musikazblai.com/xabier-lete/nafarroa-arragoa/
Lyrics: http://eu.musikazblai.com/traducciones/xabier-lete/nafarroa-arragoa/

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Movimentos políticos em Euskal Herria

«Westminster impulsiona o processo de solução em Euskal Herria», de Iker BIZKARGUENAGA
Membros de todos os grupos com representação no Parlamento britânico assistiram ontem à noite a uma conferência em que se abordou a situação política aberta em Euskal Herria na sequência dos movimentos ocorridos nos últimos meses. O advogado sul-africano Brian Currin foi o principal orador num fórum em que um importante dirigente unionista do Norte da Irlanda disse ainda aos emissários espanhóis que a negação do diálogo não é o caminho.
Ver: Gara
Na foto: enquanto Currin falava no Parlamento, cá fora colocaram uma faixa em que se exigia direitos civis e políticos para o povo basco (Berria)

Ainda sobre movimentos políticos em Euskal Herria, ver SareAntifa e Gara.

«Es hora de unir fuerzas en torno a la autodeterminación y la territorialidad», de Ezker Abertzalea

Leituras


«Ahí se queda Lerín», de José Mari ESPARZA ZABALEGI, editor

«Un rayo de luz y esperanza», de Oihana LLORENTE, kazetaria

Reparação às vítimas da violência estatal: consenso no Parlamento de Gasteiz, sem o PP

PNV, PSE, Aralar, EA e EB vão subscrever conjuntamente uma proposta sobre vítimas da violência estatal que reconhece a existência de «violações de direitos humanos e sofrimentos injustos gerados num contexto de motivação política e até agora não reconhecidos nem reparados». Até à data, o Parlamento de Gasteiz apenas tinha tomado medidas em relação «às vítimas do terrorismo», mas nesta proposta reconhece-se que «não foram as únicas.»
De acordo com um relatório antes elaborado, esta acção destina-se a vítimas de agentes do Estado que agiram com abuso de poder ou que ultrapassaram as suas funções e às de organizações e grupos parapoliciais. Considera-se que essas acções tiveram um certo grau de organização e intento de influir na sociedade ou na política, e que as vítimas foram escolhidas por motivos políticos ou ideológicos ou para amedrontar e causar terror na população.
Os grupos signatários anunciam que querem «começar um caminho que reconheça o sucedido e que procure reparar o humanamente reparável. Com atraso, sim, mas com convicção, gostaríamos de o fazer, juntos, todos os grupos políticos representados nesta Câmara». PSE, PNV, EA, Aralar e EB manifestam na proposta a intenção de superar os obstáculos com que depararem no caminho e de procurar as fórmulas para «evitar bloqueios interessados que pretendam escudar-se no mencionado bloqueio» com o intuito de não avançar. [Na sequência, os entraves colocados pelo PP.] Iñaki IRIONDO / Notícia completa: Gara / Proposta avançada, em Gara

Na sexta-feira, manifestação em Barañain
Foi convocada para esta sexta-feira, dia 18, uma manifestação em Barañain (Nafarroa), para denunciar a operação de Janeiro último, levada a cabo pela Guarda Civil e pela Polícia espanhola às ordens de Grande-Marlaska, e para pedir uma solução democrática para o conflito político. Aderiram a esta iniciativa o EA, a Ezker Abertzalea e o Aralar de Barañain, dez colectivos, vinte estabelecimentos comerciais e pessoas a título individual. A mobilização partirá às 18h30 da Praça Gaztainondo.
Fonte: ateakireki.com e ateakireki.com

Campanha da AEK em Nafarroa: ao quarto vídeo, a história completa

A AEK - Coordenadora de Euskaldunização e Alfabetização - lançou nos últimos dias um conjunto de três vídeos, que nos deixavam intrigados e expectantes. Agora, surgiu o quarto e último, através do qual nos é permitido chegar ao cerne da campanha, da mensagem que se pretende passar. De acordo com os responsáveis da AEK, os euskaltegis ficaram «muito desprovidos» de fundos, na sequência «da política linguística empreendida pelo Governo de Nafarroa». «Em função da gravidade da situação observada, afigura-se imprescindível uma mudança na forma de actuar do governo». Foi então para denunciar esta situação que este conjunto de vídeos foi lançado na Internet nos últimos dias. O de ontem é o último.


O Governo de Nafarroa recusa o ar aos euskaltegis / Mas a nossa riqueza... são vocês (zuek zarete) / 1300 alunos / 70 professores / a trabalhar em 40 localidades / muito obrigado

Lehen bideoa / Primeiro vídeo: klikatu!

Bigarren bideoa / Segundo vídeo: hemen!

Hirugarren bideoa / Terceiro vídeo: goazen!

Fonte: Berria

Dez anos de Koska Irratia

«Rojo cancionero y banderas rotas» em Erromo-Itzubaltzeta (Getxo, Bizkaia)
No âmbito das celebrações dos 10 anos da Koska Irratia, esta sexta-feira, dia 18 de Fevereiro, a partir das 21h00, apresentamos o espectáculo «Rojo cancionero y banderas rotas», com Salvador Amor e Gabriel Ortega.
Local: Itzubaltzeta Gaztetxea, Erromo (Metro Gobela)
Entrada: 5,00€.

Áudio

Fonte: lahaine.org

Animatu eta zatoz! eskerriKoska

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Surdos


Brian Currin explicará hoje perante o All-Party Parliamentary Group on Conflict Issues o seu programa de actividades. O facilitador sul-africano fá-lo-á no Parlamento... de Westminster. Os parlamentos viciados de Iruñea e Gasteiz ainda fazem ouvidos moucos à comunidade internacional, que pede que se aborde com coragem política um dos conflitos mais antigos da Europa. O paquiderme vira-se com lentidão, mas acabará por dar a volta.
OLASO / Gara

«O Ministério do Interior espanhol envia ao Ministério Público e à Procuradoria Geral os estatutos do Sortu» (Gara)

«A esquerda abertzale afirma que "não vão poder ilegalizar"» (Gara)
A esquerda abertzale afirmou que, independentemente da legalização do Sortu, esse sector político estará nas eleições de Maio.

Entrevista a Xanti Kiroga (Info7 Irratia)

Comentário político de Floren Aoiz (Info7 Irratia)

«Agentes políticos catalães reclamam a legalização», de Alberto PRADILLA (Gara)
A exigência de legalização da esquerda abertzale continua a conquistar apoios. Na Catalunya, forças políticas como ERC, ICV, Solidaritat (SI), EUiA ou as CUP pedem o fim do veto eleitoral.

Leitura relacionada:
«Madurez política... ¿dónde y cuándo?», de Victoria MENDOZA, psicoterapeuta

O EA confirma que vai concorrer às eleições com o seu próprio projecto


O secretário-geral de EA em Nafarroa, Maiorga Ramírez confirmou que o seu partido se vai apresentar sozinho às eleições de Maio e que vão pedir «o apoio a todos os desencantados» com a NaBai, coligação da qual foram expulsos de facto.

Ramírez salientou que situação actual é «histórica» porque o desafio da normalização e da pacificação está «ao alcance da mão» e que o EA vai manter o «compromisso com esse desafio, para lá de interesses partidaristas de curto prazo», em alusão ao Aralar e ao PNV, forças às quais lembrou que a NaBai nasceu «no respeito pela área de decisão de Nafarroa mas comprometida com a construção de Euskal Herria».

Por isso, defendeu que o seu partido manteve e mantém uma estratégia de «acumulação de forças» e que «jamais neste processo, ao contrário de outros, pôs em dúvida a exclusividade da aposta na NaBai para as eleições» de Maio.
Notícia completa: kaosenlared.net

Ver também: «PNV e Aralar viram as costas à impressionante demanda social a favor de uma união de forças abertzales em Nafarroa» (nafargune.info)

Familiares de pessoas detidas entregam uma carta a Grande-Marlaska em Iruñea


Cerca de 50 pais e mães de pessoas detidas nos últimos anos, e familiares de pessoas que podem vir a ser detidas a qualquer momento em virtude da sua militância política, concentraram-se ontem em frente à Audiência Provincial de Nafarroa, pois o juiz Grande-Marlaska encontrava-se no local a dar uma conferência.
Confrontados com a proibição de se concentrarem em grupos com mais de 19 pessoas, acabaram por se dividir em três grupos à volta da Audiência.
Os familiares acederam à Audiência com a intenção de entregar uma carta a Grande-Marlaska. Depois de falarem com o Secretário de Imprensa e Protocolo da Audiência Provincial, este garantiu-lhes que a iria fazer chegar ao juiz quando acabasse a conferência que estava a dar.
A concentração teve início às 11h45 e tinha uma duração prevista de 30 minutos, mas um grupo de 19 pessoas decidiu ficar ali até que a conferência terminasse e o juiz e os restantes assistentes abandonassem o edifício. [Em seguida, ver carta.]
Fonte: ateakireki.com

Eider Zuriarrain e Patxi Segurola, em liberdade
A deustuarra Eider Zuriarrain foi detida na quinta-feira passada pela Polícia francesa em Lapurdi e depois encarcerada, na sequência de um mandado europeu emitido contra ela pela Audiência Nacional espanhola. Ontem, o Tribunal de Pau deixou-a seguir em liberdade, mas sujeita a medidas de controlo judicial. O mandado europeu será examinado na terça-feira que vem.
O preso político basco Patxi Segurola sairá em liberdade nas próximas horas, mas deverá permanecer confinado. O usurbildarra cumpriu a pena a que foi condenado no Estado francês no dia 30 de Novembro mas, alguns dias antes, iniciou uma greve de fome contra a possibilidade de extradição, pois fora informado de que a Audiência Nacional espanhola tinha emitido dois pedidos de extradição e que o iriam manter encarcerado.
O tribunal de Versalhes rejeitou ambos os pedidos, pelo que será posto em liberdade. No entanto, em virtude do recurso interposto pelo magistrado do MP, terá de continuar no Estado francês até conhecer a resposta do tribunal, segundo fez saber o portal Usurbileginez.com.
Fonte: Gara / Ver também: Le Journal du Pays Basque

Ruben Garate, vítima da dispersão, foi recordado em Otxandio
Ruben Garate Anselmo faleceu há onze anos na sequência de um acidente de automóvel quando regressava de uma visita à prisão de Alcalá-Meco. Contava 25 anos de idade. No sábado passado, foi homenageado na sua terra natal, Otxandio (Bizkaia). Como acontece todos os anos, familiares, amigos e demais gente juntaram-se no monte Motxotegi para pedir o fim da política de dispersão penitenciária. Depois da subida ao monte, cerca de 60 pessoas participaram num almoço em sua homenagem, em Otxandio.
Fonte: askatu.org

Curiosidades: a toponímia oficial foral busca o aval de Madrid


A Administração do Estado espanhol utiliza a toponímia oficial da Catalunya - Lleida e Girona - desde 1992 e a da Galiza - A Coruña e Ourense - desde 1997. Ou seja, as designações destas províncias nos seus respectivos idiomas nacionais são de uso obrigatório tanto para as instituições estatais como para as empresas privadas em qualquer processo de carácter oficial (por exemplo, ao escrever o endereço de um cliente para o qual se envia a factura da electricidade).
Ontem, o Parlamento espanhol iniciou a tramitação de uma iniciativa do PNV para que assuma a toponímia oficial dos três territórios englobados na CAB, incluída nas respectivas normativas das deputações forais: «Araba/Álava», «Gipuzkoa» e «Bizkaia».
O PP, que antes apoiou a alteração da toponímia da Galiza, opõe-se a esta medida, entre outras razões, porque crê que «erradicará» os nomes em castelhano.
Fonte: Gara / Adenda: Gara
Na imagem, a encantadora Larrabetzu, na região de Txorierri (Bizkaia)