sábado, 2 de junho de 2007

Esquerda basca resiste

Esquerda basca resiste

Apesar de o Tribunal Constitucional espanhol ter proibido 133 candidaturas da Acção Nacionalista Basca (e 260 listas apresentadas pela esquerda independentista), sob a acusação de estarem vinculadas ao ilegalizado partido Batasuna, a ANV conseguiu suplantar os resultados de há quatro anos obtidos pelas plataformas de cidadãos.
De acordo com o jornal Gara, as listas da ANV recolheram 187 mil votos, tendo sido as mais votadas em 54 localidades.
No total, a formação independentista reivindica a eleição de 721 representantes nas quatro províncias espanholas, dos quais apenas 439 foram validados oficialmente, enquanto os restantes 282 foram anulados.
Ainda assim, o Ministério do Interior espanhol reconheceu com válidos 94.825 votos nas listas da ANV, o que se traduz na conquista de 40 municípios, 25 dos quais com maioria absoluta.
Os resultados mais expressivos foram alcançados na província de Guipúscoa, onde foram eleitos 301 representantes, dos quais apenas 193 foram reconhecidos oficialmente.
Em Biscaia, a esquerda independentista elegeu 121 candidatos «oficiais», enquanto outros 126 foram invalidados.
Em Navarra, a ANV elegeu 124 representantes, dos quais 100 são «legais» e 24 foram impugnados.
Finalmente, em Álava, quarta província do País Basco espanhol, a ANV elegeu 47 representantes, sendo oficialmente reconhecidos apenas 23.
A este resultado há que somar o êxito eleitoral da coligação Nafarroa Bai (Navarra Sim), onde participam partidos da esquerda nacionalista basca, que, logo na sua estreia em eleições regionais, se afirmou como a segunda força política, com 12 dos 50 mandatos do parlamento, retirando a maioria absoluta à direita.

em Avante.pt

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Euskal Herria Berria

Eleições municipais


As eleições municipais aproximam-se. A esquerda independentista apresentou centenas de candidaturas que já foram anuladas pelo Estado espanhol. Mas o povo basco votará na esquerda independentista. Mostrará que não se rende. A democracia espanhola está à vista. Centenas de milhares de pessoas que verão a sua opção política desrespeitada. O fascismo não acabou.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Documentário e debate sobre o País Basco

Documentário e debate sobre o País Basco. Com a presença de um activista basco da organização Askapena. De seguida, jantar. Dia 27 de Abril, Sexta-Feira, às 18 horas, na Taberna Ocupada p'la Cultura na Amadora (TOCA*). Organizado pelo MARCHA e pela ASEH. Não faltes!

O povo basco é um dos mais antigos da Europa, com uma das línguas mais antigas. Nunca se resignou às sucessivas ocupações. Foi independente através do Reino de Navarra. Depois, ocupado pelos Estados espanhol e francês, iniciou uma dura luta pela liberdade.

Hoje, apesar da queda do franquismo, o País Basco vive uma situação de excepção. Existem mais de 700 presos políticos em cadeias espanholas e francesas. Foram assassinadas centenas de pessoas. Há partidos políticos ilegalizados. Organizações juvenis proibidas. Jornais e rádios encerrados. Manifestações brutalmente reprimidas. O direito à autodeterminação não reconhecido pelos Estados espanhol e francês.

Uma realidade tão próxima como longínqua . Apesar da proximidade geográfica, as notícias sobre o País Basco são manipuladas. Pouco se sabe em Portugal do que se passa com o povo basco. Por isso, tão longe de uma realidade violenta. Onde semanalmente se prendem e torturam cidadãos pelo simples facto de lutarem pela liberdade do seu povo. Daí a importância de todos nós conhecermos a verdade do que lá se passa.

*A TOCA encontra-se perto da estação de comboios da Amadora. Na Rua Miguel Bombarda, na freguesia da Mina. Nas traseiras dos Bombeiros Voluntários da Amadora.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Presos políticos bascos iniciam luta pela amnistia e pela autodeterminação!



O EPPK, Colectivo de Presos Políticos Bascos, iniciou ontem uma nova luta pela amnistia e pela autodeterminação. Na maioria das prisões espanholas e francesas, os presos bascos encontram-se imersos numa nova dinâmica de luta para que se supere o bloqueio que o Estado espanhol leva a cabo contra o processo de paz. De 12 a 18 de Fevereiro, os presos políticos farão a "semana da propaganda", na semana de 19 a 25 será feita uma greve de comunicações. No dia 25 de Fevereiro, a luta culminará com uma manifestação que terá o apoio dos presos.

O EPPK solidariza-se com a luta de Iñaki de Juana Chaos, há 92 dias em greve de fome e exige a sua libertação imediata.

Os integrantes do EPPK reafirma a "Euskal Herria e a todos aqueles que trabalham pelos presos, para que reivindiquem com mais força pela autodeterminação e pela amnistia". "Euskal Herria deve viver e a luta é o caminho!"

O EPPK é composto por cerca de 600 cidadãos bascos dispersos por um total de 81 prisões: 32 do Estado francês, 45 do Estado espanhol e as 4 localizadas em território basco.

A Associação de Solidariedade com Euskal Herria reafirma a sua solidariedade com os presos políticos bascos. Pela autodeterminação e pela amnistia, a luta é o caminho!

Assina o abaixo-assinado em solidariedade com o povo basco em http://www.petitiononline.com/aseh2007
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com a organização juvenil SEGI em http://aurrera.gaztesarea.net/index_cas.html
Estado espanhol continua a contribuir para o conflito


  • A Audiência Nacional espanhola autorizou que se use a força, nomeadamente sedativos, para alimentar Iñaki de Juana Chaos contra a sua vontade. O Estado espanhol mostra assim o seu mais profundo desrespeito pela luta do preso político basco. Em vez de satisfazer a reivindicação de Iñaki revogando a pena de prisão de 12 anos - por ter redigido 2 artigos de opinião para um jornal - prefere utilizar a força.


  • Foi também a Audiência Nacional que impediu que Iñaki de Juana Chaos estivesse com a sua mãe antes do seu falecimento. Um facto também com importância política já que até o regime franquista deu, em determinados momentos, autorização a exilados políticos para que pudessem assistir aos últimos momentos de vida dos familiares mais chegados.


  • O processo 18/98 chega também à sua recta final. 53 cidadãos bascos são acusados de "terrorismo". As penas oscilam entre os 19 e os 4 anos de prisão.

  • O Batasuna apresenta amanhã uma proposta de paz para a resolução do conflito.

  • Para sábado está marcada uma manifestação nacional do movimento juvenil da esquerda independentista como resposta às 19 prisões efectuadas a dirigentes da organização Segi.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Iñaki de Juana Chaos entrevistado pelo "The Times" diz que a resolução do conflito é mais necessária que nunca.



Estado físico cada vez mais deteriorado de Iñaki de Juana

O diário britânico "The Times" entrevistou Iñaki de Juana Chaos no hospital madrileno 12 de Outubro, onde cumpre hoje 91 dias desde que iniciou a sua segunda greve de fome. O jornal abre a sua edição digital com essa entrevista, ilustrada pela imagem do preso donostiarra na qual se vê uma deterioração física grave, consequência da sua situação.

De Juana afirma que não abandonaria a greve de fome em troca de uma redução da pena e que "a única alternativa aceitável é a liberdade completa e o fim dos ataques brutais à liberdade de expressão que implica este processo ilegal".

O preso basco refere-se também ao processo político e sustém que, depois do atentado de Barajas, a "resolução do conflito é mais necessária que nunca".

Naturalmente, o Instituto Penitenciário espanhol vai investigar as circunstâncias em que se deram a entrevista. Não esperavam os carcereiros que houvesse liberdade para que o preso político basco fosse protagonista de uma entrevista de algum órgão de informação. Afinal, é importante que não se saiba a verdade do seu estado.


Iñaki ergue o punho

Fotos: The Times
Texto: Gara

Devemos denunciar a situação de Iñaki de Juana Chaos. Dos órgãos de comunicação social portugueses, nem uma palavra! O preso político basco corre perigo de vida! Há que exigir a sua libertação imediata. Ele está preso porque escreveu dois artigos para um jornal.

Assina o abaixo-assinado em solidariedade com o povo basco em http://www.petitiononline.com/aseh2007
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com a organização juvenil SEGI em http://aurrera.gaztesarea.net/index_cas.html


domingo, 4 de fevereiro de 2007

O fascismo não acabou no Estado espanhol!



Jovens independentistas percorrem as ruas de Bilbau


Concentração dos jovens independentistas testemunhada pelos
órgãos de comunicação social


Os 19 jovens procurados pela polícia junto à parede, atrás de
centenas dos seus camaradas


Ertzaintza de costas para os jovens independentistas


Antes de serem presos, os jovens despedem-se dos camaradas,
familiares e amigos


Jovens que estiveram escondidos nos últimos dias começam a
ser presos


Erguem os punhos cerrados com a certeza de que um dia chegará
a liberdade do seu povo

Não é democracia...É FASCISMO!

Que se espante aquele que achou que aqui ao lado morava um Estado democrático. O Estado espanhol sempre negou o direito do povo basco à autodeterminação e sempre usou a repressão como forma de agrilhoar todos os que se organizam para reclamar esse mesmo direito. É uma luta desigual. O governo espanhol tem a polícia, o exército, os tribunais, a comunicação social. O governo espanhol ilegalizou o partido da esquerda independentista, o Batasuna; ilegalizou a organização juvenil Segi; encerrou os jornais Egin e Egunkaria e a rádio Ekin; proibiu a associação de apoio aos presos políticos bascos, as Gestoras Pro-Amnistia e a Askatasuna; há cerca de 700 presos políticos bascos; a Comissão contra a Tortura da ONU denunciou que a polícia espanhola tortura regularmente os muitos cidadãos bascos presos.

Assina o abaixo-assinado em solidariedade com o povo basco em http://www.petitiononline.com/aseh2007
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com a organização juvenil SEGI em http://aurrera.gaztesarea.net/index_cas.html

Amaia Arrieta González
Ugaitz Elizaran Aguilar
Olatz Dañobeitia Cevallos
Olatz Carro Goado
Ibon Meñika Oruetxebarria
Aiboa Casares Etxebarria
Iker Frade Bilbao
David Lizarralde Palacios
Igor Ortega Susundegi
Garikoitz Etxeberria Uria
Garazi Viteri Izagirre
Ion Markel Ormazabal Gaztañaga
Asier Iñigo Egizurain
Unai González Azúa
Gartzen Garaio Atxurra
Ainara Frade Bilbao
Xabier Gojenola Goitia
Aiora Epelde Agirre
Gorka Betolaza Villagrasa
Asier Otxoa de Retana Simón
Arkaitz Martínez de Albéniz López de Subijana
Xabier Abasolo Osinaga
Igor Chillón Barbadillo

Estes são os 23 nomes dos jovens presos por um único delito, o de lutarem pela liberdade do seu povo.

Assina em solidariedade com a organização juvenil da esquerda independentista basca, a SEGI.
http://aurrera.gaztesarea.net/index_cas.html

Actualizando a notícia anterior que dava conta de muitas centenas de jovens encerradas num espaço em Bilbau, várias informações dão conta de várias cargas policiais. O espaço está cercado pela Ertzaintza (polícia basca). Os 19 jovens procurados pela polícia estão no meio de todos os jovens. A polícia procura à força prende-los. Os jovens resistem pacificamente. Os manifestantes estão acompanhados por vários dirigentes do Batasuna. Um dos procurados, Ibon Meñika, responsabiliza Zapatero pela situação que vivem os jovens bascos.

Neste momento, saem algumas notícias em órgãos de comunicação social, pouco esclarecidas, sobre uma manifestação da Segi em Bilbau. Diz-se que mais de 400 jovens se encontram concentrados com os 19 jovens procurados pela polícia. Há notícias de que a Ertzaintza está a identificar todos os manifestantes, outra notícia indica que há cargas policiais. Esperamos por mais informações.

Abaixo-assinado dos jovens independentistas - Assina em http://aurrera.gaztesarea.net

Liberdade para os jovens independentistas!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Iñaki de Juana Chaos, 87 dias de luta


Manifestação de solidariedade com Iñaki de Juana

Um grupo de representantes da cultura basca visitou Iñaki de Juana Chaos. O preso político basco há 87 dias em greve de fome disse que continuará a greve até que regresse "livre ao País Basco". Os representantes informaram também que Iñaki de Juana se sente muito forte mentalmente.

Liberdade imediata para Iñaki!

Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007

Aparelhos de escuta e de localização descobertos

O Batasuna descobriu uma série de aparelhos de escuta e espionagem. O acessor da comissão negociadora do Batasuna, Unai Fano, que devia explicar os pormenores do seguimento de que tem sido objecto nos últimos meses, foi retido durante hora e meia pela Guardia Civil. A "democracia" espanhola não quer que se saiba o jogo sujo que executam os seus lacaios.

No seu lugar, foi Arnaldo Otegi quem explicou que há 10 dias encontraram no veículo de Fano um aparelho GPS, dotado de uma antena amplificadora, colocado entre a matricula e o pára-choques. Assim, cada vez que falava através do telemóvel ou recebia uma chamada o sistema de escuta era activado.

O GPS também contava com um cartão telefónico no seu interior, o que facilitava a localização do militante do Batasuna.

Otegi explicou que há umas semanas encontraram também um sistema de escuta mais sofisticado na habitação de um militante independentista que cumpre funções de representação da esquerda independentista em Bruxelas. O aparelho estava colocado entre uma parede e um armário

Gara.net

Este é o contributo para a paz que dá o governo espanhol. Esta é a sua "democracia".

Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007

sábado, 27 de janeiro de 2007

Morreu a mãe de Iñaki de Juana Chaos

Esperanza Chaos, mãe de Iñaki de Juana Chaos, faleceu hoje em Donostia. A mãe do preso político basco tinha 83 anos. A grave doença de que padecia foi uma das três razões que levaram o advogado de Iñaki a pedir a sua libertação. O tribunal, no entanto, contrariou essa possibilidade. Esperanza Chaos acabou por falecer sem ver o seu filho, que está há mais de 20 anos preso, em liberdade.

Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007

Iñaki de Juana Chaos, 82 dias de luta


Liberdade para Iñaki de Juana Chaos, há 82 dias em greve de fome!
Força, companheiro. Estamos contigo!

Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

"A ETA não queria matar ninguém"

A morte de dois equatorianos no atentado levado a cabo pela ETA no aeroporto de Madrid têm sido fruto de grandes investigações por parte dos meios de comunicação social do Equador. Segundo o jornal Ecuador Universal, a ETA "fez exactamente 7 chamadas de telefone entre as 7:54 e as 8:27 do dia 30 de Dezembro". O jornal do país sul-americano indica ainda que segundo peritos "a ETA queria evitar vitimas a todo o custo". O governo espanhol "já confirmou", segundo o jornal, que a ETA "realizou as 7 chamadas, embora nem todas elas tenham sido atendidas".

em Ecuador Universal

A história trágica de Diego Estacio está bem presente na memória dos equatorianos. O pai, revoltado, não descarta a possibilidade de processar o Estado espanhol. "Se tivessem verificado todo o parque de estacionamento teriam salvo o meu filho", diz Winston Estacio. A namorada do filho avisou a policia com mais de 20 minutos de antecedência de que Diego estava no parque. "Eles tiveram tempo e não o fizeram".

O pai de Diego está convencido de que a ETA não assassinou o seu filho. "Se eles (ETA) anteciparam com mais de 2 horas e meia era para que não houvesse mortes", manifestou. Referiu que é preferível o diálogo e que se há acordos não haverá mais mortos a lamentar.

em Ecuador Universal


Ver vídeo das declarações do pai de Diego Estacio

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Vergonha!



Ontem noticiávamos que a Audiência Nacional discutiria hoje uma possível redução de pena ou prisão domiciliária para Iñaki de Juana Chaos. O preso político basco que está há 80 dias em greve de fome, mas sob alimentação forçada, corre o risco de morrer a curto prazo. A decisão foi tomada esta manhã. Iñaki continuará preso.

Depois de lhe acrescentarem mais 10 anos de prisão à de 20 anos já cumprida, por ter redigido 2 artigos para um jornal, o Estado espanhol mostra não ter qualquer vergonha e decide mantê-lo preso, apesar das condições graves em que se encontra o preso político basco.

Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Repressão sobre solidariedade internacional

Na manhã de ontem, a polícia vasculhou as instalações da Rádio Pays - Rádio Txalaparta, rádios solidárias com os presos de París. Realizam programas dedicados a eles e lá trabalha também o jornalista solidário com o povo basco, Sebas, que está preso em Madrid.

Em 15 dias, para além da sua detenção, tortura e encarceramento. Sebas, companheiro do Comité de Solidariedade com Euskal Herria de París, teve a casa sob buscas policiais e, no fim-de-semana, foram detidos companheiros e amigos que estavam num acto de protesto em solidariedade com Sebas. Durante 4 horas, estiveram na esquadra com mãos e pés atados.

Como dissemos há uns dias, é clara a intenção de amedrontar todos aqueles que se mostram solidários com o povo basco. Deseja-se criminalizar a solidariedade internacionalista.

A Associação de Solidariedade com Euskal Herria está solidária com Sebas, com a Rádio Txalaparta e com os companheiros franceses solidários com o povo basco. Os Estados espanhol e francês demonstram a mesma determinação em violar os pressupostos democráticos que dizem defender. Mas a verdadeira democracia está na prática e não na teoria propagada pela comunicação social que os sustenta.

Gora Euskal Herria askatuta!
Gora Euskal Herria sozialista!

Viva o País Basco livre!
Viva o País Basco socialista!

Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007

Iñaki de Juana Chaos, 79 dias de luta

A Audiência Nacional espanhol pronunciar-se-á amanhã sobre uma possível redução da pena de Iñaki de Juana Chaos. Outra opção é o cumprimento da pena em prisão domiciliária. O preso político basco está há 79 dias em greve de fome. Nos últimos dias, os médicos informaram que o independentista basco corre grave risco de vida.

Iñaki de Juana Chaos está preso há mais de 20 anos. Depois de ter cumprido a sua pena, o Estado espanhol arranjou um pretexto para o manter encarcerado. Dois artigos no jornal Gara foram o suficiente para o condenar a mais 10 anos de prisão efectiva. Depois de ter finalizado uma greve de fome contra a possibilidade de vir a ser condenado por escrever num jornal, Iñaki recomeçou outra contra a decisão. Há mais de 79 dias sem se alimentar, o Estado espanhol amarrou-o a uma cama e submeteu-o a alimentação forçada.

Assina pela paz, pelo diálogo e em solidariedade com o povo basco: http://www.petitiononline.com/aseh2007

Repressão espanhola


Vídeo que ilustra a repressão vivida no País Basco

Assina em solidariedade com o povo basco, pelo diálogo e pela negociação: http://www.petitiononline.com/aseh2007

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Mandado de captura internacional para jovens da Segi


Acção da Segi realizada há poucas semanas

No sábado passado, a Audiência Nacional decretou uma ordem de detenção internacional para os 19 jovens da Segi condenados no caso das organizações juvenis independentistas bascas ilegalizadas e consideradas "terroristas". Cinco dos 24 jovens condenados a penas de prisão foram já encarcerados pela polícia espanhola. Os outros não foram localizados.

A Associação de Solidariedade com Euskal Herria reafirma o seu apoio aos jovens militantes da Segi.

SEGI AURRERA!

Assina em solidariedade com o povo basco, pelo diálogo e pela negociação: http://www.petitiononline.com/aseh2007

domingo, 21 de janeiro de 2007

Imagens do comício proibido da Askatasuna


Imagens gravadas pela polícia

Há duas semanas, noticiámos o comício convocado pela Askatasuna, organização anti-repressiva. O acto político foi proibido. As pessoas manifestaram-se e sentaram-se bloqueando as ruas. Depois, a polícia carregou sobre os cidadãos bascos. Nesse dia foi torturado Sebas, o solidário francês, que se encaminhava para o comício. Mais uma vez, não poderão ver estas imagens na comunicação social portuguesa.

Assina em solidariedade com o povo basco, pelo diálogo e pela negociação: http://www.petitiononline.com/aseh2007

Jovens da Segi perseguidos

Assina em solidariedade com o povo basco, pelo diálogo e pela negociação: http://www.petitiononline.com/aseh2007



A situação agravou-se no País Basco. A decisão repressiva do Supremo Tribunal em considerar a Segi, organização juvenil independentista basca, como terrorista foi mais um golpe dado pelo Estado espanhol contra um possível processo de paz. A indignação percorre o povo basco e nem o Partido Nacionalista Basco teve coragem de apoiar a decisão do Supremo Tribunal. Todos condenam a decisão menos o PSOE e o PP.

Neste momento, há um mandado de captura para 23 jovens da Segi. 4 destes jovens foram presos nos últimos dias. Os outros fugiram e estão escondidos. O Estado espanhol lança jovens para a clandestinidade. Como um Estado fascista mostra a sua face grotesca. Aos jovens presos, [Olatz Carro Boado, Amaia Arrieta Gonzalez, Igor Ortega Sunsundegi, Ikor Frade] e aos que fogem às garras da repressão, mostramos a nossa mais profunda solidariedade. Estamos convosco.

Nas ruas bascas, a resposta faz-se sentir. Manifestações e concentrações reprimidas pela polícia. Confrontos com a polícia. Barricadas levantadas com contentores do lixo. Pedras, cocktails molotov e foguetes. Várias sedes do PSOE foram alvo de ataques. Os bancos também foram alvo da revolta dos jovens. Quem semeia ventos, colhe tempestades.

Não lemos nada disto na comunicação social portuguesa. Seria importante que todos nós fizéssemos chegar os nossos protestos. Afinal, os que tanto valor dão às palavras de Zapatero não noticiam o que se passa neste momento. É o critério dos opressores que dominam os nossos jornais, rádios e televisões.

Nós estamos solidários com os jovens que neste momento respondem às agressões fascistas do Estado espanhol. A luta é o único caminho para travar a repressão e conquistar a liberdade.

Viva a Segi!
Gora Segi!

Assina em solidariedade com o povo basco, pelo diálogo e pela negociação: http://www.petitiononline.com/aseh2007

sábado, 20 de janeiro de 2007

Perseguição policial aos jovens independentistas

Dezenas de jovens independentistas identificados pela polícia

Solidário francês preso e torturado

Assina em solidariedade com o povo basco, pelo diálogo e pela negociação: http://www.petitiononline.com/aseh2007

Há umas semanas, a Askatasuna preparou um grande comício no Estádio de Anoeta em Donostia. Milhares de pessoas acorreram para demonstrar a sua solidariedade e o seu apoio aos presos políticos bascos. Nessa altura, noticiamos a proibição decretada pelo Estado espanhol. Impedidos de realizar o comício, milhares de pessoas percorreram as ruas de Donostia. Depois de uma violenta carga policial, a população reagiu e houve confrontos com a polícia. Também noticiamos a prisão de Sebas Bedouret.

Sebas Bedouret é jornalista da rádio Txalaparta em París. Trabalha em solidariedade com o povo basco e foi nessa condição
que se dirigiu ao comício de Donostia. Foi interceptado por uma barreira policial espanhola. Nunca chegou ao destino. Foi preso, levado para Madrid e torturado.

Sebas Bedouret não é basco, nem está envolvido na esquerda independentista. É um cidadão francês que, como nós portugueses, luta solidariamente pelo povo basco. Por isso, o seu testemunho é ainda mais gritante. Não porque haja tortura com maior ou menor sentido. Nenhum acto de tortura faz sentido. Mas é gritante e demonstrativo de que qualquer pessoa pode ser presa e torturada pelo facto de se solidarizar com a causa independentista basca. É mais um exemplo da política fascista do Estado espanhol em relação ao País Basco.

Nós estamos solidários com Sebas Bedouret. O Estado espanhol pretende amedrontar os comités de solidariedade com Euskal Herria. Não contente com reprimir os cidadãos bascos, pretende agora alarga-la à solidariedade internacionalista. Não terá senão o contrário do que pretende. O reforço da solidariedade para com a justa luta do povo basco pela independência e pelo socialismo.

Relato da prisão e tortura de Sebas Bedouret

Liberdade para Sebas Bedouret!
Viva o País Basco livre e socialista!

Assina em solidariedade com o povo basco, pelo diálogo e pela negociação: http://www.petitiononline.com/aseh2007

Urgente: Supremo Tribunal declara que a Segi é "terrorista"

Assina em solidariedade com o povo basco, pelo diálogo e pela negociação: http://www.petitiononline.com/aseh2007

A manhã acordou mais cinzenta no País Basco. Ontem, o Supremo Tribunal espanhol declarou que a organização juvenil da esquerda independentista, a Segi, é "terrorista". Os juízes, usando a velha tese de que tudo o que mexa e seja basco é da ETA, assim decidiram. Vários jovens foram condenados a pesadas penas de prisão. Estão encarcerados por lutarem pelo seu povo, como o fazem milhões de jovens por todo o mundo.

A decisão é grave. Mas clara. O Estado espanhol prossegue a sua política repressiva contra a luta do povo basco, mesmo quando ela é pacífica. É certo e sabido que existem muitas interrogações sobre a viabilidade da luta armada. Mas que vias abre o Estado espanhol para a paz quando ilegaliza jornais e rádios, quando proíbe manifestações e reuniões, quando classifica de terrorista organizações juvenis, quando impede partidos políticos de participarem activamente na sociedade e nas eleições? Estamos a falar de milhares de jovens lançados para a acção clandestina. Porque, evidentemente, nenhum deles irá baixar os braços ou desistir da luta por um País Basco livre e democrático. Porque não são terroristas. São heróis anónimos da juventude e do seu povo.

Associação de Solidariedade com Euskal Herria

Mais artigos sobre o assunto:
O TS espanhol declara "terrorista" a organização independentista Segi
Jovens começam a ser presos
Opiniões: "Grave política de vingança"
Protestos nas ruas e na televisão contra decisão do tribunal
Sabotagens em solidariedade com a Segi

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Assina em solidariedade com o povo basco!

Abaixo-assinado a decorrer

Está a decorrer um abaixo-assinado a nível internacional. Vários comités de solidariedade estão nas ruas de vários países sensibilizando e recolhendo assinaturas de cidadãos solidários com o desejo de diálogo e de negociação do povo basco. Cidadãos e cidadãs que se solidarizam e exigem também eles um processo negocial que promova o fim do conflito e o respeito pelas decisões que tome o povo basco.

Em Portugal, a ASEH fará recolhas públicas de assinaturas e lança, na internet, o abaixo-assinado para que todos tenham acesso e possibilidade de o assinar.

Assina aqui: http://www.petitiononline.com/aseh2007

País Basco pelo diálogo e pela negociação

O processo para a resolução do conflito político entre o País Basco e os Estados espanhol e francês é hoje mais necessário que nunca. O objectivo deste processo deve ser criar as bases democráticas para superar a confrontação, envolvendo todas as opções políticas da sociedade basca, em torno de duas mesas de negociação. Uma dos partidos políticos, sindicatos e organizações sociais com o objectivo de se chegar a um acordo conjunto sobre os elementos-chave do conflito, ou seja, o direito do povo basco a decidir o seu próprio futuro e a relação interna entre os territórios bascos. A outra mesa seria composta pela ETA e pelo Governo espanhol para promover a desmilitarização do país e solucionar a situação dos exilados e dos presos políticos bascos.

A superação do conflito é possivel. Para o progresso das negociações, é necessária a criação de condições democráticas básicas e a participação de todos os agentes na luta por uma solução democrática para os direitos do povo basco.

Por estas razões, nós, abaixo-assinado, fazemos um apelo a todas as partes implicadas para que, apesar das dificuldades, se comprometam realmente no processo de diálogo e negociação política, aceitando que no final sejam os bascos a decidir o seu futuro.

Associação de Solidariedade com Euskal Herria(ASEH)


http://paisbasco.blogspot.com

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Opressores organizam manif pela paz

Sob a campanha exaltada da comunicação social espanhola contra a ETA, milhares e milhares de pessoas saíram à rua em todo o Estado espanhol. No País Basco, o governo convocara uma manifestação pela paz. O Batasuna anunciou a sua participação. O PSOE de Zapatero recusou desfilar ao lado do Batasuna. O que, de certa forma, fazia sentido. O Batasuna trabalhou durante os 9 meses da trégua pela paz. O PSOE limitou-se a apoiar a repressão executada pelo Estado espanhol governado pelos "socialistas". Mas claro, adivinhou-se a chantagem. Ou o Partido Nacionalista Basco mudava o lema da manifestação para uma mensagem contra a ETA ou não participava. O PNV, que guardou há muito a independência na gaveta, cedeu e alterou o lema. Agora, se o Batasuna quisesse participar tinha de condenar a única organização que durante 9 meses cumpriu o prometido, a ETA. O Batasuna recusou, claro, recusou. E o PSOE lá foi, hipocritamente, atrás da faixa pela paz e contra a ETA.

domingo, 14 de janeiro de 2007

Banda batxoki


Vídeo do grupo basco 'Banda Batxoki'

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Políticas penitenciárias


Primeira parte


Segunda parte

Resumo das diferentes políticas penitenciárias levadas a cabo pelos Estados espanhol e francês ao longo das últimas três décadas.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Comunicado da E.T.A.

Comunicado integral da ETA [castelhano - PDF]

Num comunicado enviado à redacção do Gara, a ETA afirma que o cessar-fogo permanente iniciado no dia 24 de Março de 2006 continua vigente. A ETA reafirma os objectivos expressos na declaração de 22 de Março (na qual demonstrava a sua disposição para "impulsionar um processo democrático em Euskal Herria para construir um novo marco no qual sejam reconhecidos os direitos do povo basco e assegurando, enfrentando o futuro, a possibilidade de desenvolvimento de todas as opções políticas"). No comunicado, a ETA assume a autoria do atentado de Barajas.


Neste extenso comunicado, redigido integralmente em euskara, a ETA faz uma leitura da situação política nove meses depois de ter iniciado o cessar-fogo. Afirma que foi o Governo espanhol e o PSOE quem, "pondo obstáculos sem cessar ao processo democrático", provocou esta grave situação. A ETA critica também o PNV: "Queremos denunciar a atitude mostrada pelo PNV de Imaz nestes últimos meses, já que actuou contra a esquerda independentista alimentando a linha do Governo espanhol".

Afirma, para além do mais, que o Executivo espanhol continua sem cumprir os seus compromissos de cessar-fogo.

Encarando o futuro, o comunicado recorda que a oportunidade para desenvolver o processo democrático "chegará através de um acordo político que traga os direitos e mínimos democráticos que se devem dar no País Basco", e apela a acabar com as fórmulas policiais e políticas fracassadas e sem saída.

Por outra parte, a organização assume a colocação de um carro-bomba que explodiu no passado dia 30 de Dezembro num parque de estacionamento do aeroporto internacional da capital espanhola e acrescenta que as suas decisões e respostas serão de acordo com as atitudes do Governo espanhol. Nesse sentido, e após afirmar com claridade a sua vontade de reforçar e impulsionar o processo, acrescenta que, na medida em que persista a situação de agressão contra o País Basco, a ETA tem também a firme determinação de responder, tal e como anunciaram no comunicado de Agosto. Em relação ao atentado de Barajas, a organização afirma com toda a clareza que "o objectivo dessa acção armada não era causar vitimas", e denuncia que não se desalojou o parque de estacionamento apesar das três chamadas realizadas, com mais de uma hora de antecedência, detalhando a localização exacta do engenho explosivo.

Traduzido de Gara.net

domingo, 7 de janeiro de 2007

Brutalidade policial contra manifestação independentista



O comício em solidariedade com os presos políticos estava marcado para ontem. O estádio de Anoeta, em Donostia, o lugar escolhido, estava bloqueado por centenas de 'ertzainas' [polícia autonómica basca] e havia postos de controlo montados pela guardia civil no sentido de impedir a aproximação das pessoas. As ruas circundantes foram, no entanto, poucas para suster os milhares de pessoas que aí acorriam. Foi então que impossibilitado o comício, por proibição das autoridades espanholas, se iniciou uma manifestação improvisada.

As pessoas desfilaram e protestaram gritando por independência, pela libertação de Iñaki de Juana Chaos e contra o PNV e a polícia. Durante meia hora sentaram-se no chão e terminaram o protesto cantando o 'Eusko Gudariak' [hino basco]. Logo de seguida, uma brutal carga da polícia fez dezenas de feridos. Uma mulher de 50 anos foi atingida por uma bala de borracha no tórax e um homem de avançada idade desmaiou. Algumas pessoas encontraram um jovem inconsciente depois de ter sido agredido pela polícia. Foram ainda detidas duas pessoas, uma das quais está no hospital por ter sido espancado durante a detenção. Também foi detido um membro da delegação internacional convidada para o comício.


Naturalmente, a revolta instalou-se. Dezenas de contentores foram atravessados na estrada e incendiados. Contra os disparos da polícia, os manifestantes utilizaram pedras em legitima defesa. O final de uma manifestação pacifica que exigia a democracia no País Basco acabou com a única resposta que deu o Estado espanhol durante 9 meses de cessar-fogo da ETA: repressão e mais repressão.

Fotos: El Mundo
Texto: Com Gara

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Liberdade imediata para Iñaki de Juana!

Faz hoje 60 dias que Iñaki de Juana Chaos iniciou a sua segunda greve de fome no espaço de poucas semanas. Condenado a mais 10 anos de prisão, Iñaki ficará mais de 30 anos encarcerado por ter escrito 2 artigos para um jornal. Assumindo a greve de forma como uma luta legítima para contestar a decisão judicial, Iñaki levou-a, da primeira vez, até lhe garantirem que a pena seria retirada. Posta de parte essa medida, há 60 dias Iñaki regressou à greve de fome. O Estado espanhol, convicto de que o preso político basco a levará até às últimas consequências, amarrou-o a uma cama de hospital e submeteu-o a alimentação forçada. É nestas condições que vive Iñaki de Juana Chaos há várias semanas.

Os médicos já alertaram. A qualquer momento, nas condições em que está, Iñaki poderá ter um colapso cardíaco ou entrar num coma irreversível. Perante esta situação, o Estado espanhol nada fez e nada faz. Mais uma demonstração de que em 9 meses de cessar-fogo da ETA o Estado espanhol prefere gabar-se de ter feito menos que o governo de Aznar pela paz.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Conferência de imprensa com Arnaldo Otegi

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Batasuna: processo deve continuar

O Batasuna realizou uma conferência de imprensa com a presença do responsável das relações internacionais Joseba Alvarez. Estas foram as principais ideias manifestadas:

1. Que em momentos como este é necessária uma dose maior de serenidade e de responsabilidade
2. Mostrar e partilhar com o conjunto dos cidadãos bascos e com o conjunto do Estado a grande preocupação do Batasuna pela situação política actual
3. O Batasuna tem mantido uma análise da situação nestes parâmetros. Antes tinha já afirmado que o processo estava bloqueado e que naquelas condições não poderia haver processo. O responsável assinalado: o Estado espanhol.
4. O processo de resolução do conflito não está interrompido
5. O processo é mais necessário que nunca: o país precisa urgentemente de um cenário democrático.
6. A aposta do Batasuna é clara e inequívoca: deve continuar a construir o processo, é o que o país deseja
7. Há que retomar as bases do processo. O que ocorreu no dia do atentado não leva à situação anterior ao processo. É fundamental reconstruir as condições que permitam estabilizar de maneira definitiva um processo de resolução do conflito. Todas as partes implicadas devem propiciar a criação de um cenário de respeito e de não agressão que conduza a uma realidade de recuperação da confiança para avançar no processo de diálogo político.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Fim do processo de paz

O governo espanhol anunciou hoje o fim do processo de paz. O Ministro da Administração Interna, Alfredo Perez Rubalcaba, afirmou que o Estado espanhol anulou todos os contactos com a ETA. Segundo o governante espanhol, não há condições para dialogar com "aqueles que não manifestam vontade em abandonar as armas". Quanta hipocrisia sai da boca de quem não fez nada pela paz nos últimos meses. Mais: os dirigentes espanhóis tentam agora culpar a ETA pelo fim da trégua. Não foi a paralisia negocial do Estado espanhol mas sim a ETA. Como sempre, a ETA é a culpada de tudo para os dirigentes políticos espanhóis. Mas culpada de quê? De acabar com o processo de paz? Que paz pode haver quando só um dos lados cessa as hostilidades?

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Atentado em Madrid

No dia 30 de Dezembro, um atentado destruiu parte importante de um bloco do parque de estacionamento do Aeroporto de Barajas, em Madrid. Uma hora antes, um anónimo alertou para a colocação de artefactos explosivos no local no sentido de se evacuarem todas as pessoas. O anónimo disse falar em nome da organização independentista basca ETA.

Zapatero, o presidente do governo espanhol, anunciou a interrupção de qualquer tipo de diálogo com as organizações independentistas bascas. Os jornais repetem-lhe o discurso noticiando que o processo de paz foi interrompido pelas bombas. É, aliás, dessa forma que o Diário de Notícias titula a informação dada sobre o atentado.

Na verdade não foi o atentado que interrompeu o processo de paz mas sim a inacção dos governantes espanhóis que em quase um ano de cessar-fogo da ETA não mostraram qualquer interesse em alcançar a paz. Há que encarar os factos com seriedade, a ETA foi a única das partes que trabalhou pelo fim da violência. Calou as armas durante meses a fio. O Estado espanhol, pelo contrário, manteve a sua postura repressiva. Manteve a ilegalização de organizações independentistas bascas, não houve qualquer mudança na política penitenciária (os cerca de 700 presos políticos continuam nos cárceres e dispersos), continuaram as prisões a militantes independentistas, reprimiu manifestações, torturou cidadãos e em nenhum momento mostrou querer uma paz negociada com base no direito à livre escolha por parte do povo basco. Foi isso mesmo que o Batasuna denunciou após ter declarado que os atentados não devem bloquear a construção de um processo que conduza à paz.

No Estado espanhol prosseguem as manifestações contra a ETA e contra o processo de paz. Não admira que tal aconteça num ambiente de constante contaminação e mentira por parte dos órgãos de comunicação social.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

2007



O simples desejo de que 2007 seja o ano da vitória da liberdade sobre a opressão não se concretiza só por si. No entanto, ao longo de décadas, assistimos ao trabalho abnegado de todos aqueles que não se submetem aos ditames do sistema capitalista. É através da acção transformadora dos oprimidos que se constrói a vitória.

No País Basco, assistimos ao desânimo de um povo que já se habituou a nada esperar dos Estados opressores mas que nunca se habituou à resignação. A todos esses enviamos uma saudação especial. Aos que na clandestinidade, na ilegalidade ou na legalidade lutam por um País Basco livre e socialista. Aos presos políticos que não se rendem. E não deixamos de recordar os que "vão ao nosso lado", os que tombaram na luta.

Um abraço também a todos os que nos lêem.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

O boato e a construção da mentira

A página online do jornal espanhol El Mundo alberga um conjunto de blogues que discorrem, cada um à sua maneira, sobre o que se vai passando no mundo. O blogue El Catalejo aborda a velocidade com que os boatos circulam através da internet. Um dos últimos posts dá um exemplo. Tem circulado pelo Brasil um e-mail anunciando que a mãe de Ronaldinho, jogador do Barcelona, foi raptada pela ETA. Tal boato é, naturalmente, falso.

Acontece que os boatos não são apenas lançados por anónimos. O jornal El Mundo é um bom exemplo de construtor de todo o tipo de mentiras acerca da luta do povo basco. Ao longo dos anos tem-se aperfeiçoado na arte de maquilhar o Estado espanhol e de confeccionar o "inimigo" basco. A verdade destes senhores é a mesma que usaram no dia 11 de Março de 2003 para acusar a ETA de ter morto centenas de pessoas nos atentados de Madrid.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Solidariedade desde a Irlanda

Comité Irlandês de Solidariedade com o País Basco manifesta-se nas ruas de Belfast em protesto pelas condições em que estão os presos políticos bascos.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Protestos apesar de proibição

As manifestações estavam proibidas. O Estado espanhol não quer que o povo basco denuncie nas ruas o que anda a fazer. Na verdade, quase um ano depois da ETA ter declarado uma trégua indefinida, nada fez. Mas ontem, em dezenas e dezenas de localidades bascas, milhares de pessoas protestaram não só pelos presos políticos bascos mas também pela resolução do conflito. Em algumas localidades, os cidadãos tiveram de enfrentar a brutalidade policial, o que já é, infelizmente, normal.

Também ontem, saíram noticias de que representantes do Governo espanhol se tinham reunido com representantes da ETA. O Governo espanhol anunciou que há avanços e que o processo não está bloqueado. Hoje, o Batasuna acusou-o de mentir. Não há quaisquer avanços no processo. O Governo espanhol fala muito mas pouco faz.



Há poucas horas, um grupo de encapuzados lançou cocktails molotov contra a Direcção da Marina de Donostia depois de terem incendiado uma Caixa Automática. Minutos antes, cerca de 30 pessoas incendiaram um autocarro.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Jon Garmendia "Txuria" entrou em greve de fome indefinida

O preso político basco Jon Garmendia “Txuria” encontra-se em greve de fome indefinida, desde ontem para denunciar a falta de assistência médica que padece e para reclamar a sua repatriação para que possa receber tratamento adequado às suas necessidades.

Donostia

Jon Garmendia “Txuria” sofreu um grave acidente em 2001 que lhe deixou sequelas na pele e tornozelo direito, pelo que foi alvo de intervenções cirúrgicas diversas vezes.

O preso sofre de várias doenças ósseas e necessita de um tratamento adequado. Solicitou a transferência para Euskal Herria e foi-lhe negada. Actualmente preso em Navalcarnero.

Com o objectivo de denunciar a sua situação e reclamar repatriação para que possa receber assistência médica adequada, Jon Garmendia iniciou greve de fome indefinida, segundo informou Askatasuna.

O organismo anti-repressivo de anunciou que ao prisioneiro basco se negou o seu direito de saúde e que a sua situação piora de dia para dia.

Fiscalia solicita proibição de mobilização em Iruñea

A Fiscalia da Audiência Nacional espanhola pediu ao Juiz Baltasar Garzón que proíba a mobilização prevista para amanhã em Iruñea, em defesa do direito livre de autodeterminação.

Madrid

As agências noticiosas informaram que a petição afectava todas as mobilizações, ao parecer, o escrito da Fiscalia refere-se à convocatória da Capital Navarra.

A Fiscalia assegura que existem “indícios” que esta mobilização tenha sido convocada pela Askatasuna.

Segundo fontes jurídicas, o fiscal Carlos Bautista elevou esta solicitação à raiz de uma denúncia apresentada, na passada quinta-feira, pela Associação Dignidade e Justiça contra a convocatória de mobilizações a favor da autodeterminação.

O escrito da Fiscalia foi remetido no início da tarde ao Julgado Central de Instrução número 5, cujo titular, Baltazar Garzon, deverá decidir nas próximas horas, se proíbe ou não os actos. A resolução do magistrado pode atrasar-se até amanhã de manhã, segundo fontes jurídicas.

A Jornada de mobilizações convocada pelo movimento pró-amnistia tem como objectivo exigir umas bases sólidas para o processo democrático que garanta a solução do conflito, sob o lema "Autodeterminazioaren alde, baldintza demokratikoak".

em Gara.net

Em luta contra o TGV


18.11.2006

"Mais de 10 mil pessoas manifestam-se contra o TGV (comboio de alta velocidade). Um projecto monstruoso que provocará danos ecológicos e sociais irreversiveis.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Juristas apoiam causa dos presos

150 JURISTAS EXIGEM REVOGAÇÃO DA LEI DOS PARTIDOS E REPATRIAR OS PRESOS

150 juristas subscreveram um manifesto onde exigem a revogação da legislação excepcional como a Lei dos Partidos e a repatriação dos presos políticos bascos.

O ex-fiscal anti-corrupção Carlos Jimenez Villarejo apostou pela “recuperação da legislação ordinária penal e administrativa” já que “não se pode aplicar a Lei dos Partidos num contexto radicalmente distinto de 2002”.

O ex-fiscal explicou que o texto pede a todos os juízes que “se demarquem da jurisprudência consolidada e no sentido comum e não constituam interpretações dirigidas a criar obstáculos ao processo de paz em geral e a reinserção em particular”.

Segundo Villarejo, existem incoerências e acções partidaristas na jurisprudência, como por exemplo a aplicação da liquidação patrimonial das Herriko Tabernas.

Neste sentido, Villarejo perguntou “como é que, há mais de três anos sem nenhum assassinato por parte da ETA, se houve um gesto fo Governo para aproximar os presos ao País Basco”. O ex-fiscal sublinhou que “esta medida não se trata de uma conseção, mas de uma aplicação da legalidade”.

No seu parecer, “o processo atravessa um momento delicado e pouco se tem avançado, se não se retrocedeu nas negociações”. Assim, fez referência ao “ressurgimento da luta de rua – Kale borroka, o roubo de armas em França atribuído à ETA ou à falata de acções por parte do Governo para favorecer o diálogo”.

A catedrática de Direito Penal da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) Merche Garcia explicou que “é o momento do direito penal voltar a ser normal” já que am alguns julgamentos como no de Iñaki De Juana Chãos, “catiga-se pelo que se é e não pelo que se faz”.

O Presidente de Res Pública (agrupamento basco de juristas), Patxuko Abrisketa, apelou ao PP a afastar o “cinismo, o cretinismo e a desqualificação” da sua atitude em relação ao processo e instou aos juízes a “não quererem ser protagonistas e a no intrometerem-se num âmbito que lhes compete”.

Este manifesto conta já com o apoio de cinco entidades e 150 pessoas de âmbito jurídico como magistrados, advogados, catedráticos e professores de direito.

em Gara.net

Presos políticos bascos

141 juristas e profissionais do direito pediram ao Tribunal Supremo Espanhol que resolva com urgência o recurso contra a sentença que condenou a 12,5 anos de prisão a Iñaki De Juana por escrever artigos de opinião.

Donostia – 141 juristas e profissionais do Direito subscreveram um manifesto em que destacam a legitimidade do protesto “de qualquer preso, mesmo quando em ocasiões em que seu exercício possa pôr em causa a sua integridade física”.

Segundo os subscritores, as pessoas privadas de liberdade “não se lhes podem limitar em nenhum caso esse direito, bem como o exercício da liberdade de expressão”.

Estes direitos e liberdades nunca se podem ver limitados por uma condenação e muito menos pela personalidade daquele que os exerce, porque se tratam de Direitos Universais”, assinalam.

Os subscritores consideram que a condenação imposta a Iñaki De Juana é estranha ao nosso sistema de direito penal, por aplicar o chamado ‘direito penal de autor’, que não castiga actos mas pessoas e constitui, assim, uma prática imprópria de regimes democráticos”.

Recordam que os actos pelos quais se dita a sentença condenatória, dois artigos de opinião publicados no Gara, “estão ao abrigo da liberdade de expressão” e ressaltam que os actos provados da sentença “reconhecem que não há no dito texto nenhuma expressão de ameaça, porque efectivamente não existe”.

Destacam ainda que “nenhuma das pessoas mencionadas nos textos interpuseram denúncia ou pedido de protecção de honra pelos interessados.

Na sua opinião, as alternativas que se vislumbram diante da decisão de Iñaki De Juana em retomar a greve de fome, “de não resolver-se com urgência o recurso ou pôr em liberdade o preso, são todas indesejáveis”.

Uma das possibilidades que apontam é a de respeitar a vontade do prisioneiro donostiarra “com a consequência de que perda a vida ou a sua saúde seja gravemente afectada”, assim como a de submeter-se a alimentação forçada, que “está considerada universalmente uma prática de tortura”.

Com o objectivo de evitar que quando o Tribunal Supremo revogue a sentença “se tenha prejudicado a saúde do condenado de forma grave ou o tenham submetido a alimentação forçada”, os subscritores exigem que se resolva “com carácter de urgência” o recurso “porque pode depender uma vida humana”.

em Gara.net

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Viagem a Euskal Herria

R. esteve no País Basco. De lá, trouxe impressões visíveis do que sente o povo:

As paredes também gritam por liberdade.

Um grito que ressoa em aldeias e cidades bascas.

Não são terroristas. São heróis.

Alimentação forçada para Iñaki

Depois do alerta de perigo de vida, Iñaki de Juana Chaos foi submetido a alimentação forçada. O advogado do preso político basco informa que lhe foi imposta uma sonda gástrica. Amarrado e sujeito a várias sondas, o seu estado é "lamentável".

Recorde-se que Iñaki está há 37 dias em greve de fome. Esta segunda greve foi iniciada um mês depois de uma outra que durou mais de 60 dias. O preso político basco encontra-se em protesto contra a condenação a mais uma década de prisão por ter redigido dois artigos de opinião num jornal basco. Mais dez anos a acumular aos vinte anos, tempo que passou até agora nas prisões espanholas.

Processo de paz em perigo

"As luzes vermelhas estão acesas". É desta forma que o movimento pró-amnistia classifica o actual estado do processo de busca de uma solução pacífica para o conflito. Perante a gravidade do momento, o movimento convocou uma jornada de mobilização nacional para a próxima quarta-feira. A autodeterminação e a democracia são as exigências para a construção de bases sólidas que impulsionem o processo democrático que se está a afundar.

O dirigente do movimento pró-amnistia, Olano, constata que se mantém uma repressão incompatível com a abertura do processo de paz e acusou o Governo de Zapatero de ter destruído as bases necessárias para se avançar rumo a uma resolução. O Governo Autonómico Basco, dirigido pelo Partido Nacionalista Basco, sustem que a situação não pode continuar como está. Os sindicatos mais importantes do panorama laboral, LAB e ELA, apostam por um trabalho sério.

Na verdade, 9 meses depois do anúncio do cessar-fogo da ETA, não se vêem passos por parte do Estado espanhol. A esperança dos cidadãos bascos vai-se perdendo. Uma sondagem feita pela Universidade do País Basco reflecte isso mesmo. Ainda assim, apesar da queda de mais de 10% da confiança dos bascos numa resolução pacifica do conflito, mais de 80% querem a autodeterminação.

Fonte: Gara

domingo, 10 de dezembro de 2006

Direitos Humanos, espécie em extinção

Hoje é o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Nas prisões espanholas e francesas continuam centenas de presos políticos bascos. A sombra da tortura continua a pender sobre os cidadãos bascos. A participação política é uma actividade de risco em Euskal Herria. Para quem defende a liberdade do povo, claro. Não há lugar para a cegueira de organizações internacionais em relação a este drama. É hora de se respeitarem os Direitos Humanos.

Iñaki de Juana Chaos tem a vida em risco

Os médicos advertem do perigo a curto-prazo para a vida de Iñaki de Juana Chaos. O preso político basco perdeu mais 12 kg depois de 33 dias sem ingerir alimentos. Recorde-se que esta é a segunda greve de fome no espaço de poucos meses. Os médicos dizem que corre o risco de sofrer sequelas irreversíveis e, inclusive, morte súbita.


em Gara.net

domingo, 3 de dezembro de 2006

Estado espanhol não quer a paz


Salsamendi e Bilbao


Zigor Garro, Marina Bernardó, Ekain Mendizábal

O processo de paz vive momentos dramáticos. A detenção, nos últimos dias, de seis presumíveis militantes da organização independentista ETA provocou a revolta no País Basco.

Dia após dias, os governos espanhol e francês abrem caminho à ruptura da construção da paz. Mas, verdade seja dita, eles nunca a quiseram. A todo o momento desferem golpes, enquanto acusam a esquerda independentista de sabotar o processo. Nada de mais falso, nada de mais hipócrita. A ETA suspendeu todas as ofensivas armadas e há mais de três anos que as suas acções não provocam vitimas mortais. Os Estados espanhol e francês mantêm nas suas prisões centenas de presos políticos bascos. O Batasuna, a Segi, os jornais Egin e Egunkaria, o movimento pró-amnistia, todos vitimas da ilegalização. As detenções indiscriminadas continuam.

Há poucos dias, o PSOE mostrava, num vídeo, o seu orgulho em ter feito menos pela paz que o PP. Quem boicota então a paz? Devem os cidadãos bascos submeter-se a uma pax espanhola? Uma paz que pouco difere da paz franquista?

A detenção dos presumíveis militantes independentistas Eneko Bilbao, Borja Gutiérrez, Zorion Salsamendi, Quezac Zigor Garro, Marina Bernadó e Ekain Mendizabal é mais uma machadada no processo. Nós, Associação de Solidariedade com Euskal Herria, condenamos estas detenções. A solução não é a repressão mas sim a negociação de um processo que conduza os bascos à sua autodeterminação.

Na resposta, o povo basco mostrou a sua indignação. Pneus queimados a cortar vias; manifestações; a sabotagem de uma sede do PNV; incêndio de caixas multibanco e a destruição de montras de lojas de grandes empresas. E ninguém pode condenar um povo que se defende quando é, ele mesmo, vitima das maiores violências.

Viva o País Basco livre e socialista!
Amnistia para os presos políticos bascos!
Fim do fascismo espanhol em Euskal Herria!

sábado, 11 de novembro de 2006

Protesto massivo pela autodeterminação

Um vento de luta percorre as ruas bascas. Os sucessivos ataques ao processo de paz levam os cidadãos bascos a exigir a implicação séria do governo espanhol. Não basta dizer-se pela paz. O governo de Madrid não pode continuar a agitar a bandeira da paz enquanto mantém centenas de bascos nas prisões espanholas, enquanto prolonga penas de prisão, enquanto mantém organizações independentistas ilegais, enquanto não cede um milimetro. A ETA cumpriu com a sua parte. Há mais de três anos que não há um atentado mortal, há mais de meio ano que não há operações militares da organização independentista basca.

Hoje milhares de manifestantes exigiram a autodeterminação em Bilbau. Ontem centenas de jovens secundaram a convocatória da SEGI. A acção de protesto foi reprimida pela polícia. Um jovem foi detido.

As noites são agitadas pela revolta de cidadãos que prosseguem a Kale Borroka [guerrilha urbana de baixa intensidade]. Não há lugar para a paz imposta. E isso demonstrou-o Arnaldo Otegi, dirigente do Batasuna, dizendo que se o governo espanhol cessar a repressão irá de localidade em localidade pedir o fim da Kale Borroka.

Afinal quem são os terroristas?

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Iñaki de Juana Chaos de novo em greve de fome

Mais uma notícia triste. A Audiência Nacional espanhola comunicará amanhã a Iñaki de Juana Chaos que será condenado a mais 12 anos de prisão. O preso político basco, há mais de 20 anos nos cárceres espanhóis, recomeçou a greve de fome. Depois de 63 dias sem comer, contra a perpetuação da sua pena, a luta continua pelos mesmos motivos. Com ataques destes, não há processos de paz que resistam.

Desde Portugal, estamos com o companheiro Iñaki e condenamos a decisão da Audiência Nacional espanhola de o manter por mais 12 anos na prisão. A produção de artigos de opinião para jornais não é crime senão para quem vê no fascismo uma ideologia fundamental para criminalizar quem luta pela liberdade do seu povo.

Viva Iñaki de Juana Chaos!
Não ao fascismo espanhol!
Liberdade para o povo basco!

Processo de paz em perigo


"Se o Governo espanhol não cumpre os seus compromissos e se não há passos visiveis, o processo romper-se-á".

No último número da revista 'Zutabe', correspondente ao mês de Outubro, Euskadi Ta Askatasuna [ETA] anunciou "um novo esforço de negociação com o Governo de Espanha" com a vontade de "reconduzir" um processo que, segundo constata, se encontra "bloqueado". Responsabiliza os Estados espanhol e francês, assim como alguns partidos, especialmente o PSOE e o PNV, porque deixaram passar "um tempo precioso" durante os últimos meses, período no qual "não se deu nem um só passo visivel no processo democrático" e "não cessaram as agressões contra as agressões contra Euskal Herria". Para avançar, reclama ao Governo espanhol que se comprometa claramente em respeitar o resultado do processo em Euskal Herria e às organizações bascas para que dêem "passos visiveis" durante este Outono.

em Gara.net

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Ainda a discussão no parlamento europeu

PE aprova resolução sobre processo Basco

Posição ambígua

O Parlamento Europeu adoptou uma resolução que manifesta apoio «à iniciativa de paz no País Basco empreendida pelas instituições democráticas espanholas».

A proposta de resolução, apresentada pelo grupo do Partido Socialista Europeu (PSE), foi aprovada na quarta-feira, 25, com 321 votos a favor, 311 contra e 24 abstenções. Numa formulação ambígua, o texto «apoia a luta contra o terrorismo e o processo de paz no País Basco», ao mesmo tempo que «condena a violência», considerando-a «moralmente inaceitável e completamente incompatível com a democracia». A resolução exprime ainda a «solidariedade para com as vítimas do terrorismo.
Antes deste votação, o plenário tinha recusado uma proposta de resolução subscrita pelo grupo do Partido Popular Europeu (PPE), na qual se afirmava que «não foram efectuadas as mutações necessárias na organização terrorista ETA (...) que justifiquem uma alteração na política antiterrorista». Esta proposta foi rejeitada com 322 votos contra, 302 a favor e 31 abstenções.

PCP apoia processo de paz

Apesar de terem votado contra o projecto de resolução avançado pela direita, os deputados do PCP decidiram abster-se na votação da proposta do grupo socialista por considerarem o seu conteúdo muito recuado e ambíguo: «Gostaríamos que o texto tivesse ido mais longe», declarou à imprensa a eurodeputada Ilda Figueiredo.
«Apoiamos o processo de paz e estamos contra a proposta do PPE. Fazemos votos para que tudo se desenvolva da melhor forma», acrescentou a deputada comunista que criticou as «ambiguidades» do documento aprovado.
O carácter «insuficiente» da posição do Parlamento Europeu foi igualmente assinalado pelo porta-voz do partido independentista Batasuna, Joseba Alvarez, que integrou um grupo de 450 activistas bascos que se manifestaram, no dia da votação, frente às instalações do Parlamento Europeu em Estrasburgo, na França.
Embora se tenha congratulado com o facto de a questão basca ter sido discutida em instância europeias, Alvarez lamentou que a resolução aprovada tenha «um conteúdo insuficiente».
Por iniciativa dos socialistas espanhóis, esta foi a primeira vez que o hemiciclo europeu se pronunciou sobre o conflito entre independentistas bascos e o governo de Madrid. Recorde-se no entanto que, em 1994, os eurodeputados expressaram de forma inequívoca o seu apoio ao processo de paz desencadeado na Irlanda do Norte.

em Avante!




Soziedad Alkoholika na mira do fascismo espanhol


O juiz pede ano e meio de prisão para os membros do grupo musical 'Soziedad Alkoholika' [que já actuou várias vezes em Portugal]. A Audiência Nacional começará o julgamento aos seis integrantes do grupo basco, aos que acusa de delito de enaltecimento terrorista, pelo que pede ano e meio de prisão e que não exerçam a profissão de músicos durante o mesmo período.

Esta é a democracia espanhola. Este é o esforço que o Estado espanhol faz pela paz.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Parlamento Europeu apoia processo de paz

O Parlamento Europeu manifestou, ontem em Estrasburgo, um forte apoio ao processo de paz no País Basco, apesar de reservas do Partido Popular Europeu (PPE).

Este apoio, aos esforços de paz do Governo espanhol, baseou-se numa proposta de resolução do grupo socialista europeu, cujo dirigente, Martin Schulz, considerou que "o caminho do diálogo é a única maneira de pôr termo à espiral de violência". A resolução teve o 321 votos a favor, 311 contra e 24 abstenções.

Em contraste, o PPE considera que a ETA não renunciou definitivamente à violência e que quaisquer conversações apenas lhe dão visibilidade. O dirigente desta bancada, Hans-Gert Poettering, lançou um apelo à organização separatista para que "mostre algum remorso".

O PPE apresentou uma contra- -proposta de resolução, que foi derrotada por 322 contra 302 e 31 abstenções, a advertir que o processo de paz pode pôr em causa os princípios democráticos da União Europeia.

Entre os eurodeputados portugueses, Assunção Esteves (PPE) decidiu não votar por considerar que a proposta socialista era "sensata", embora também quisesse manter a lealdade ao seu grupo político. Sérgio Marques(PPE) também não votou mas foi indicado que apoia a proposta do seu partido e que chegou atrasado ao hemiciclo.

Os eurodeputados comunistas Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro não depuseram o voto em relação à proposta socialista, embora tenham votado contra a do PPE. Mais tarde, Ilda Figueiredo sublinhou o apoio ao processo de paz mas, no que se prende com a resolução, acrescentou que gostaria "que fosse mais além".

em DN

sábado, 14 de outubro de 2006

Jo Ta Ke!



* Iñaki de Juana Chaos deu por finalizada a sua greve de fome mas continua debilitado
* A kale borroka prossegue no País Basco
* A ONU considera que o Estado espanhol continua a não seguir as suas recomendações para pôr fim à tortura e à dispersão dos presos políticos
* O Estado espanhol prendeu dois jovens, que diz estarem ligados à kale borroka
* Na Alemanha e em França houve concentrações de solidariedade com os presos políticos bascos
* O processo de diálogo não avançou um milimetro

No fundo, nada mudou. O Estado espanhol continua a exercer a sua política repressiva sobre o povo basco. E, como diz a mítica banda basca Su Ta Gar, Jo Ta Ke Irabazi arte!

domingo, 8 de outubro de 2006

Catalunha 2, País Basco 2



Mais de 56 mil espectadores assistiram hoje a uma tarde mágica de futebol. No estádio do FC Barcelona, Camp Nou, as selecções da Catalunha e do País Basco empataram a duas bolas. Em campo, as duas formações exigiram o reconhecimento oficial e a participação em torneios internacionais.



As bancadas do Camp Nou vestiram-se a rigor para uma partida que representou muito mais que um simples jogo de futebol. Faixas reclamando a independência da Catalunha e do País Basco, milhares de bandeiras dos respectivos países e mensagens de apoio aos presos políticos catalães e bascos. Mais que a disputa, o jogo valeu pela fraternidade demonstrada entre os adeptos das duas selecções. Palavras para quê?



Dois povos, uma luta.

Kale Borroka continua

Esta noite vários desconhecidos lançaram cocktails molotov contra tribunais da localidade de Tudela. Na manhã de ontem, numa localidade de Gipuzkoa, vários desconhecidos entraram na Câmara Municipal e fizeram pichagens nas paredes contra o PSOE e em solidariedade com Iñaki de Juana Chaos.

A kale borroka tem-se intensificado nos últimos dias por todo o território do País Basco. A população, certamente descontente com o avanço nulo do processo de diálogo e com o tratamento dado aos presos políticos bascos, tem demonstrado que a paz que desejam não é com amarras mas com a liberdade.

Milhares de pessoas exigem respeito aos direitos dos presos



Mais de 15 mil pessoas responderam ao apelo do Foro Ibaeta e manifestaram-se nas ruas de Donostia pelos direitos dos presos políticos bascos. As fotografias de todos aqueles que deixam uma parte das suas vidas na prisão pela liberdade de Euskal Herria encabeçavam a marcha de protesto.



O Foro Ibaeta apela a que se leve a luta "aos bairros, povoações, centros de ensino, empresas" para se acabar com "a vingança e a chantagem" que as instituições espanholas usam contra os presos bascos. "Não há outro caminho que o compromisso diário".

"Que agrupem imediatamente os presos políticos bascos em Euskal Herria; que ponham imediatamente em liberdade, e sem condições, aos 160 presos e presas sequestradas que já cumpriram as penas que lhes impuseram; que libertem imediatamente os 6 presos doentes, e doentes pela injustiça crónica das políticas penitenciarias".

Enviaram um "abraço caloroso" aos homens e mulheres que formam o EPPK [Colectivo de Presos Políticos Bascos] e a quem lhe é próximo "nestes momentos tão dificies e crueis". E nomearam, desse colectivo: Iñaki de Juana, "sequestrado pelo Governo espanhol e alimentado com uma sonda contra a sua vontade"; José Mari Sagardui, Gatza, que está há 26 anos preso, longe e isolado; Jon Agirre, preso que sofre de doenças graves e ao qual negaram sistematicamente a aplicação do artigo 92 e prolongaram a pena até 2011 quando devia ficar em liberdade já neste mês; e Filipe Bidart, a quem negam a liberdade condicional apesar de cumprir os requisitos estabelecidos pelas autoridades francesas.

Em referência aos mais de 600 presos dispersos " nos 80 Guantanamos de França e de Espanha", o texto do Foro Ibaeta destaca que os querem "vivos, donos dos seus direitos, em casa. E conseguiremos. Não porque os governos se convertirão, da noite para o dia, aos principios democráticos; conseguiremos porque cada vez mais gente está comprometida em dar uma resposta social proporcional a esses ataques brutais".

Fonte: Gara.net

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Delegação visita Iñaki de Juana Chaos

Uma delegação do Foro de Ibaeta visitou o preso político basco Iñaki de Juana Chaos, há 58 dias em greve de fome. Segundo Juan Mari Olano, representante do movimento pro-amnistia, Iñaki perdeu mais de 24 quilos desde que iniciou a greve e, apesar da deterioração do seu estado físico, encontra-se "psicologicamente muito forte".

Iñaki reafirmou a sua intenção de prosseguir a greve de fome que mantem há quase dois meses. Não está disposto a permanecer "nem mais um segundo" na prisão, segundo Olano.

Fonte: Gara

Solidariza-te com Iñaki de Juana Chaos em http://www.petitiononline.com/eh1959/petition.html

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

SEGI, a organização juvenil independentista



No Gara saiu também uma pequena entrevista com Mattin Elortza, membro da SEGI.

domingo, 1 de outubro de 2006

Documentário

Autodeterminação é a palavra-de-ordem!



Sob o lema da autodeterminação, mais de 16 mil pessoas encheram as ruas das cinco capitais bascas neste sábado. A esquerda independentista pretendeu, através das manifestações, marchar contra o bloqueio do processo de paz e pela solução real do conflito, como noticia o diário basco Gara.

Durante as acções de protesto ouviram-se muitas palavras-de-ordem solidárias com Iñaki de Juana Chaos, o preso político basco há 56 dias em greve de fome.

Antes das mobilizações populares, Joseba Permach, dirigente do Batasuna, afirmava que as próximas semanas iriam ser decisivas para saber se entre todos seriam "capazes de encontrar as bases mínimas para iniciar o diálogo político".

A kale borroka [luta urbana] também se tem intensificado. O governo espanhol, depois de agitar a legalização do Batasuna como desculpa para fazer encalhar o processo, avança agora com a kale borroka como nova desculpa. A verdade é que antes de ter estalado a kale borroka o processo já estava paralizado.

As ruas bascas vivem o protesto diário de independentistas comprometidos com a luta pela liberdade do seu povo. Segundo o Gara, na madrugada de ontem, um grupo de jovens atacou em Ondarroa duas sucursais do BBVA [Banco Bilbao y Viscaya] e um tribunal com cocktails molotov, para além de incendiar uma barricada de pneus.

Enquanto isto, passearam-se, durante a semana, militares espanhóis. Marcharam atravessando aldeias bascas, fazendo paraquedismo nas praias bascas, querendo mostrar quem ocupa o território da parte sul de Euskal Herria. Vários cidadãos bascos mostraram o seu repúdio manifestando-se contra a sua presença.